Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Macau - Defendida aposta na publicação bilingue chinês-português

O deputado Lam Fat Iam defende que Macau pode desempenhar uma “função única” na publicação bilingue chinês-português e chinês-espanhol. “No futuro, poderá impulsionar, com prioridade, a tradução e divulgação de publicações chinesas de excelência para o mundo lusófono e hispânico”, sugere, querendo também que mais obras académicas, literárias e históricas dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola sejam trazidas para o conhecimento dos leitores chineses

Na óptica do deputado e presidente da Associação de Publicações de Ensino Cultural de Macau, Lam Fat Iam, Macau, enquanto plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), pode desempenhar uma “função única” na publicação bilingue chinês-português e chinês-espanhol, no intercâmbio sobre direitos de autor, na cooperação em tradução e nas feiras internacionais do livro.


“No futuro, poderá impulsionar, com prioridade, a tradução e divulgação de publicações chinesas de excelência para o mundo lusófono e hispânico, bem como trazer obras académicas, literárias e históricas excelentes dos PLP e dos Países de Língua Espanhola para o conhecimento dos leitores chineses”, defendeu. No geral, apelou à RAEM para que se esforce para se tornar “um importante intermediário editorial e um centro de conhecimento para a entrada da cultura chinesa no mundo lusófono e hispânico”.

As declarações do deputado nomeado pelo Chefe do Executivo foram feitas em reacção ao “Plano de Desenvolvimento da Indústria Editorial para o 15.º Plano Quinquenal”, divulgado recentemente pela Administração Nacional de Imprensa e Publicações. Para Lam Fat Iam, este Plano “proporciona uma orientação clara para a causa editorial e cultural de Macau” e significa “uma oportunidade importante para Macau se integrar na conjuntura geral de desenvolvimento cultural do país, e fazer uso das vantagens institucionais de ‘Um País, Dois Sistemas’ e das características de confluência cultural entre a China e o Ocidente”.

O Plano determina que, até 2030, a indústria editorial deve ser impulsionada a alcançar resultados notáveis no desenvolvimento de alta qualidade. Sobre Macau, o deputado vincou que “desde que a RAEM consiga transformar os recursos culturais locais em frutos editoriais de elevada qualidade, converter as vantagens derivadas da plataforma sino-lusófona em capacidades de transmissão internacional e transformar a força académica das instituições de ensino superior num novo motor para a inovação editorial, Macau poderá certamente dar o seu contributo com características próprias para o desenvolvimento de alta qualidade da indústria editorial nacional”.

O Plano sugere ainda a organização e publicação de obras clássicas com grande valor cultural e impulso dado à publicação académica inovadora, de literatura juvenil e de obras literárias “de excelência”. Na opinião de Lam Fat Iam, nesse sentido, Macau deve elevar a sua identidade cultural, através da publicação de obras de alta qualidade.

Especificamente, propôs que, em torno de temas como “a prática bem-sucedida de ‘Um País, Dois Sistemas’, o desenvolvimento social alcançado desde o regresso de Macau à Pátria, a tradição de amor à Pátria e a Macau e a transmissão da cultura chinesa em Macau”, se planeie “uma série de projectos editoriais de excelência”.

Neste ponto, defendeu ainda que é necessário reforçar prioritariamente “a organização sistemática de livros e documentos antigos, materiais de jornais e revistas, arquivos locais, documentos familiares e memórias populares”, para impulsionar projectos editoriais “emblemáticos”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


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