Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

100 pessoas, 100 fotografias: Contar “Histórias de Macau” através da luz e da sombra

Para comemorar o 75.º aniversário da fundação da República Popular da China e o 25.º aniversário do regresso de Macau à Pátria, foi inaugurada no dia 16 de Dezembro, na Galeria Lisboa, na Doca dos Pescadores de Macau, uma exposição multimédia interactiva e de histórias fotográficas de Macau intitulada “Histórias de Macau: As aspirações de 100 pessoas de Macau”. Com 100 vídeos de residentes de Macau que partilham as suas aspirações e 100 trabalhos fotográficos que captam as histórias de Macau, a exposição oferece aos visitantes uma selecção requintada de imagens.



Sob a orientação do departamento cultural do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na R.A.E. de Macau e do Gabinete de Informação da Província de Guangdong, a exposição é organizada pelo Nanfang Media Group e pela Associação Internacional de Intercâmbio Artístico Lotus, e co-organizada pelo GDToday, pela Macau Lotus TV, pela Biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e pela Galeria de Imagens de Macau.

Dividida em duas áreas principais – interacção multimédia e exposições fotográficas – a exposição mostra as transformações de Macau ao longo do último quarto de século desde o seu regresso à China. Os visitantes podem mergulhar na experiência do desenvolvimento contínuo pelo qual Macau tem passado, obtendo uma compreensão abrangente da implementação bem-sucedida da política “um país, dois sistemas” em Macau.

Um mosaico vibrante dos 25 anos de desenvolvimento de Macau

Na área de interacção multimédia, um ecrã de grandes dimensões apresenta retratos de 100 residentes de Macau, cada um ligado a um pequeno vídeo. Os visitantes podem utilizar um painel táctil para seleccionar e ver as suas histórias, aprendendo como os cidadãos de Macau cresceram ao lado da cidade e da pátria nos últimos 25 anos e partilhando as suas esperanças para Macau e para o seu próprio futuro.

A área fotográfica exibe 73 fotografias (ou séries), incluindo comparações de paisagens antigas e novas, retratos íntimos da vida quotidiana nos bairros e imagens de marcos icónicos. Juntamente com as 27 fotografias (ou séries) expostas no recinto da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, estas retratam vividamente as notáveis realizações de Macau no seu desenvolvimento social e económico.

“É verdadeiramente alegre e comovente assistir a estes pequenos vídeos e fotografias e ver como os residentes de Macau partilham, de forma activa e entusiasta, os seus processos de perseguição de sonhos e realizações”, disse Liu Qiyu, Presidente do Nanfang Media Group (Nanfang Daily). Liu enfatizou que esta exposição visa não só explorar novos paradigmas para uma colaboração profunda com os meios de comunicação social no âmbito do desenvolvimento integrado da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, mas também demonstrar as rápidas mudanças que Macau sofreu nos 25 anos desde o seu regresso à China, transmitindo aspirações colectivas para o futuro promissor da cidade.

Li Zisong, Presidente da Macau Lotus TV, referiu que Macau, após 25 anos de reunificação, é uma cidade de juventude, vitalidade e milagres. “Através desta exposição e da divulgação nos meios de comunicação social, esperamos apresentar as histórias mais fascinantes de Macau ao público nacional e estrangeiro.”

Tirar fotografias com as “lojas de especialidades tradicionais” de Macau

A exposição também cria uma área criativa para tirar fotografias, onde estão dispostas recriações em tamanho real de lojas de especialidades tradicionais das ruas antigas de Macau. Os visitantes podem sentar-se em pequenos bancos e posar para fotografias contra o cenário especial, que mistura fantasia e realidade, criando uma memória inesquecível de Macau.

Em simultâneo, decorre na Biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau uma sub-exposição com trabalhos fotográficos. Estas fotografias, centradas no Centro Histórico de Macau, Património Mundial da UNESCO, narram “Paisagens de Macau” e “Histórias de Macau”, caracterizadas pela fusão das culturas chinesa e ocidental. A exposição está patente ao público, de forma gratuita, até 31 de Dezembro de 2024. In “Ponto Final” – Macau com “Guangdong Today”


quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Portugal - Arte participativa junta Gulbenkian e D. Maria II



No próximo ano, o Teatro Municipal D. Maria II vai estar em “Odisseia Nacional” com o programa Atos, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, para apoiar a criação artística com comunidades de todo o país

Organizado em três grandes eixos temáticos – Pessoas, Paisagem e Património –, o programa Atos viabiliza 43 projetos de arte participativa, distribuídos por 43 concelhos e dinamizados por 16 estruturas artísticas, que pretendem valorizar o tecido cultural nacional e promover as práticas cívicas das comunidades que ali residem, através de projetos artísticos e reflexivos.

Com esta parceria, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Teatro D. Maria II procuram apoiar a criação artística local e convocar populações, estruturas artísticas e instituições de todo o território nacional para criar projetos que partam dos lugares, os ativem e os coloquem em relação entre si e com o pensamento contemporâneo. A iniciativa passará por terras e cidades de norte a sul do país, inclusive na Madeira e nos Açores.

Os projetos focados na valorização das pessoas terão como objetivo promover novas práticas comunitárias para a resolução de problemas, como a inclusão de minorias étnicas, o combate a estereótipos, a promoção da igualdade de género, o combate ao isolamento dos idosos e a integração de imigrantes.

No eixo Paisagem, as estruturas apoiadas vão desenvolver iniciativas que visam um maior conhecimento da paisagem e dos ecossistemas locais, a consciência para os desafios da sua manutenção e a promoção de hábitos mais sustentáveis.

Já os projetos do âmbito do terceiro eixo partem do Património, tanto edificado como imaterial, para a recolha e partilha de lendas, tradições e memórias dos lugares como fontes de criação artística e valorização local.

Todos os projetos terão momentos de visibilidade pública, em formatos tão distintos como espetáculos, percursos, instalações artísticas, assembleias, residências ou convívios. Os primeiros espetáculos serão apresentados já no final de janeiro (28 e 29), pela Ondamarela, em Vila Real, e a Amarelo Silvestre, em Lamego.

Esta iniciativa inscreve-se na programação do Teatro D. Maria II prevista para o ano em que o edifício estará encerrado para obras de requalificação, denominada “Odisseia Nacional”, e está em linha com o papel de liderança que a Fundação tem desempenhado na promoção do papel cívico das artes, em Portugal e no Reino Unido. Neste âmbito, destaca-se a iniciativa PARTIS & Art for Change, concurso anual de apoio a projetos de arte participativa, e o Award for Civic Arts Organizations, que reconhece as melhores práticas nesta área, no Reino Unido. Mais informações aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal

 

sexta-feira, 26 de março de 2021

CPLP - Conselho de Ministros aprova proposta de livre circulação de pessoas


Cidade da Praia – O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou hoje a proposta de acordo de livre circulação de pessoas dentro da comunidade lusófona.  

A informação foi avançada, na Cidade da Praia, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Rui Figueiredo, no final da 15ª reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que decorreu hoje através de vídeo conferência. 

“O ponto principal tem a ver com o acordo de mobilidade, questão antiga dentro da nossa comunidade e que tem merecido o apoio de todos os estados membros e chegamos a uma solução de geometria variável que permite a todos as melhores opções e soluções no quadro de mobilidade”, apontou 

O ministro, que assegurou que a proposta será submetida a aprovação durante o encontro dos Chefes de Estado e de Governo, da CPLP, aprazado para Julho desde ano em Luanda Angola, e que proximamente a comunidade ficará dotada desde acordo, que no seu entender, é importante para a mobilidade de pessoas. 

Segundo o governante, a presidência de Cabo Verde na CPLP ficou marcada essencialmente por esta questão de transformar a comunidade de países numa comunidade de pessoas e de povos, na qual os cidadãos possam sentir-se verdadeiramente integrados. 

Explicou que com este acordo, cada um dos países vai poder escolher que tipo de acordo e de mobilidade que quer consagrar, tendo realçado que a ideia da geometria variável permite que haja vários níveis de mobilidade e, conforme posições internas de cada país, os compromissos regionais e integrações poderão ir alargado as diferentes facilitações existentes. 

“A grande característica desde acordo é que haja várias velocidades na mobilidade entre os cidadãos da CPLP”, apontou ministro, que disse que, para além de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviços, o acordo será alargado ainda a um conjunto de países e cidadãos conforma as suas próprias especificidades. 

Rui Figueiredo avançou que depois de ser aprovado na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo cada um dos países terá de submeter aos seus trâmites e procedimentos interno para entrada em vigor, conforme os ditames de cada um dos ordenamentos jurídicos. 

“Chegamos a este patamar que vai permitir que os diferentes países possam estabelecer acordo com um conjunto e eventualmente com todos países facilitando as diversas modalidades que tem a sua disposição”, referiu o ministro, que não adiantou uma data prevista para a entrada em vigor do acordo. In “Inforpress” – Cabo Verde  


 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

CPLP - Discute esta semana pontos de divergência sobre livre circulação de pessoas


Cidade da Praia – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) discute esta semana três aspectos da proposta para a mobilidade sobre os quais os Estados-membros não chegaram ainda a consenso: custos de vistos, certificações académicas e contribuições da Segurança Social.

Estes três temas serão debatidos na próxima reunião da Comissão Técnica Conjunta para a Mobilidade, que vai realizar-se online entre quarta e sexta-feira, adiantou à Lusa o embaixador de Cabo Verde em Lisboa, país que tem a presidência rotativa da organização.

Desta reunião deverá sair a proposta final sobre a livre circulação de pessoas no espaço da CPLP.

“Depois haverá um Conselho de Ministros extraordinário, previsto para a segunda quinzena de Março, mas ainda sem data precisa, que terá como principal ponto de agenda a proposta de mobilidade, que se espera já seja a final”, explicou Eurico Monteiro.

“Nós podíamos ter uma solução, que era dizer: ‘não regulamos estas matérias e cada Estado regula conforme entender’. Mas não queremos deixar isto assim e queremos fazer um esforço de conseguir aquilo que é possível”, sublinhou.

Assim, em relação aos títulos, ou vistos de mobilidade, o que está em causa, segundo o diplomata, é que nos instrumentos multilaterais, foi aprovada a regra da supressão das taxas, ou seja, que define que os títulos são gratuitos, só se podendo cobrar o custo do impresso.

“Mas alguns Estados-membros, com algumas dificuldades financeiras, têm alguma relutância em abrir mão dessas taxas, e outros querem que se cumpra o instrumento multilateral, que isentava [de custos] e outros querem um meio termo, querem uma taxa, mas moderada”, explicou.

Já no que respeita aos títulos académicos, o problema reside no facto de, em alguns casos, as competências para a sua atribuição caberem às organizações profissionais e não aos governos ou órgãos legislativos. “E isto é um problema”, disse o embaixador.

O diplomata apontou como exemplo o Brasil, onde as certificações profissionais cabem às ordens profissionais e estas até têm “assento constitucional”.

“Há uma disparidade de regimes jurídicos internos e nós temos de arranjar uma norma conformadora. Porque nós gostaríamos que a mobilidade dos cidadãos pudesse corresponder a mobilidade dos títulos académicos, para ter maior efectividade”, comentou.

Já em relação à Segurança Social, Eurico Monteiro acredita que o consenso “talvez possa ser mais fácil”, ainda assim considera que é preciso “ter algum cuidado”.

O diplomata aponta o exemplo de alguém que vive em Angola, onde desconta para a Segurança Social e que depois faz a mobilidade e vem residir em Portugal.

“A boa mobilidade diz que não deve começar de novo, perdendo aquilo que já tinha”, sublinhou o diplomata cabo-verdiano.

Mas para que esse cidadão não perca o que descontou até ali é preciso que se crie “um esquema de exportabilidade desses créditos de Segurança Social”, sublinhou.

Além disso, é necessário que as entidades do país onde residia e daquele para onde vai viver se entendam, para se perceber como vai ser a pensão, no futuro, que referências a seguir e como vai ser feito o cálculo. “É uma matéria de alguma complexidade”, concluiu.

No último Conselho de Ministros de Negócios Estrangeiros (MNE) da CPLP, que decorreu também em formato virtual, a 09 de Dezembro, foi aprovado um projecto de resolução sobre o acordo de mobilidade, cujo acordo final vai ser aprovado na cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, prevista para Luanda, este ano.

A CPLP conta com nove Estados-membros, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”