Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 7 de fevereiro de 2021

Brasil - Primeiro satélite totalmente feito no país tem lançamento agendado

Amazônia 1

O primeiro satélite artificial completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil será finalmente lançado ao espaço.

O satélite Amazônia 1, cuja principal missão será a observação e monitoramento da Terra, é fruto de um desenvolvimento conduzido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira).

O lançamento será no próximo dia 28 de fevereiro, às 10h24 da manhã, horário local da Índia - à 01h54 da manhã no Brasil.

As atividades de montagem, integração e testes do Amazônia 1 foram realizadas no Laboratório de Integração e Testes (LIT), situado no INPE em São José Campos (SP).

Depois de finalizado e testado, os módulos de serviço e de carga útil do satélite foram separados, acondicionados em seus contêineres e transportados para as instalações da base de lançamento em Sriharikota, na Índia.

Já nas instalações da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), o satélite foi remontado e integrado ao veículo lançador PSLV-C51.

Sem apoio

A proposta inicial era que o Amazônia 1 fosse lançado em 2010, mas a falta de priorização do setor espacial pelos diversos governos gerou adiamentos sucessivos.

Embora já vá ao espaço defasado tecnologicamente, o lançamento Amazônia 1 deve ser comemorado por ser fruto do esforço de uma pequena equipe que tenta fazer ciência espacial sem o suporte necessário. No mesmo período, países como a China e a Índia fizeram missões à Lua e à Marte.

O Amazônia 1 é um satélite de órbita polar que irá gerar imagens do planeta a cada 4 dias. Para isso, ele será dotado de uma câmera de campo amplo, capaz de observar uma faixa de 720 km com 40 metros de resolução.

Sua característica de revisita rápida aos mesmos locais permitirá a melhora nos dados de alerta de desmatamento na Amazônia em tempo real, maximizando a aquisição de imagens úteis diante da cobertura de nuvens na região. O Amazônia 1 também fornecerá imagens frequentes das áreas agrícolas brasileiras. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

 

terça-feira, 9 de julho de 2019

Industrializados: Brasil perde espaço

SÃO PAULO – Dados levantados pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostram que as exportações de produtos manufaturados vêm caindo mês a mês, o que deixa claro que é preciso que haja de imediato uma reação por parte do governo e do empresariado para que essa tendência seja revertida e o parque fabril  não entre numa crise irreversível. Obviamente, a assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) trouxe boas perspectivas, mas não se pode deixar de levar em conta que a sua efetiva aplicação depende da aprovação do parlamento de cada nação envolvida, o que vai demandar pelo menos de dois a três anos para que o comércio com taxas de importação reduzidas entre em vigor.

Segundo o Ministério da Economia, no primeiro trimestre de 2019, as exportações chegaram a US$ 19,4 bilhões, o que representou 9,86% a menos em relação ao mesmo período de 2018. Como lembrou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, o Brasil vem perdendo espaço para si mesmo, por causa da falta de reformas, da burocracia e de investimentos em infraestrutura, o que tem deixado o produto nacional sem condições de competitividade até mesmo em mercados tradicionais como a Argentina e os EUA.

Outro dado apontado pela AEB mostra que, segundo levantamento do Observatório de Complexidade Econômica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (OEC/MIT, na sigla em inglês), em 2000, 60,2% da pauta de exportações do Brasil para a maior economia do mundo eram compostos por máquinas, equipamentos e meios de transporte, mas que, em 2017, esse percentual caiu para 23,9%. Sintomaticamente, esse movimento coincidiu com a ascensão da China como grande fornecedor dos norte-americanos. Pois bem, em 2000, 7,5% das importações norte-americanas tiveram origem no país asiático. Já em 2017 esse percentual saltou para 22%.

No mesmo período, segundo a AEB, a participação brasileira nas importações norte-americanas permaneceu estável em 1,2%. Na Argentina, porém, o mercado para as máquinas brasileiras vem diminuindo ao longo do tempo. Em 2010, por exemplo, as vendas para a Argentina eram responsáveis por 19% da pauta de exportações. Em 2017, no entanto, esse percentual caiu para 13%, devido à entrada maciça de produtos chineses.

Segundo o levantamento do OEC/MIT, em 2000, eles eram responsáveis por 4,6% das importações argentinas, índice que, em 2017, subiu para 19%, enquanto, no mesmo período, a participação brasileira evoluiu apenas de 25% para 27%. Mas não foi só na Argentina: na verdade, a China vem ocupando não só o espaço dos produtos industrializados brasileiros em outros mercados como o de outros países. Basta ver que, entre 2008 e 2017, o país asiático tirou a liderança da UE no mercado internacional, segundo dados do Banco Mundial. Em 2008, a China tinha 11,1% do mercado, passando para 16% em 2017.

Seja como for, não se pode culpar a China por ocupar esse espaço, que vem sendo preenchido também por outros países asiáticos e pela Índia. Se o Brasil hoje enfrenta essa pouca procura por seus produtos industrializados culpa cabe aos seus governantes que não entenderam como importante era a inserção do País nas correntes de comércio.

Basta lembrar que o México tem tratados de livre-comércio com os EUA e Canadá (Nafta 2.0) e com a UE, além de outros onze com várias nações, enquanto a Índia tem nove tratados. Já o Chile assinou em 2002 acordo de livre-comércio com a UE e, em 2004, com os EUA e tem tratados com Panamá, China, Canadá, México, Coreia do Sul, América Central, Austrália, Peru e Turquia.

Mas só recentemente o Brasil, o principal parceiro do Chile na América Latina, assinou tratado de livre-comércio com o país andino, acordo que ainda carece de regulamentação. Em outras palavras: tudo isso explica a razão pela qual os produtos industrializados brasileiros vêm perdendo espaço no mundo. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Cargas, Comissárias de Despachos e Operadores Intermodais (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

sábado, 25 de julho de 2015

Brasil - Comércio exterior: um balanço

SÃO PAULO – Até há pouco tempo, quando se tinha de pedir maiores esforços do governo para ajudar na inserção do Brasil no comércio internacional, costumava-se argumentar que uma economia considerada a sétima maior do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) não podia se contentar com uma participação de pouco mais de 1% em tudo o que se vende e compra no planeta. Pois bem, a partir de 2016, esse argumento terá de ser revisto porque, provavelmente, essa participação será inferior a 1%, o que é lamentável porque, em 2011, esse índice chegou a 1,41%.

Segundo dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações deverão fechar 2015 com queda de 15% em relação a 2014, alcançando US$ 191,3 bilhões, enquanto as importações deverão cair 20%, somando US$ 183,2 bilhões. Prevê-se, portanto, um superávit de US$ 8 bilhões contra um déficit de US$ 3,9 bilhões em 2014, o que, a princípio, seria motivo de comemoração, mas é preciso ver que esse saldo favorável não será gerado pelo crescimento das vendas externas.

A situação só não é pior porque o agronegócio brasileiro vai bem. Basta ver que os dez principais produtos de exportação são commodities. Só o 11º produto é manufaturado (aviões), ou seja, um produto de maior valor agregado, que estimula a cadeia produtiva e gera empregos. Hoje, China, Estados Unidos, Países Baixos, Alemanha e Rússia representam 53% das exportações do Brasil, importando principalmente soja, carnes, café, produtos florestais e fumo.

Só que desde o começo do ano os preços das commodities só fazem cair porque muitos dos principais compradores estão crescendo menos e reduzindo as importações. Com os preços das commodities em queda, o baixo crescimento do Brasil e da América Latina só tende a se prolongar indefinidamente. Como o País não cresce, também não importa bens de capital nem bens intermediários para a produção. E isso resulta no sucateamento do seu parque industrial.

A esperança é que a melhoria da taxa de câmbio ajude nas vendas de manufaturados, principalmente para os Estados Unidos. Aliás, a previsão da AEB é que as exportações de manufaturados tenham um aumento de 5,94% até o final do ano, como resultado da política de reaproximação com os Estados Unidos iniciada em janeiro com o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, depois de mais de doze anos de desconfianças e retaliações veladas de parte a parte. Só resta esperar. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.




quinta-feira, 30 de abril de 2015

Brasil - O custo logístico brasileiro

SÃO PAULO – Foi preciso que o incêndio nos tanques de granéis líquidos da Ultracargo durasse oito dias para que as autoridades descobrissem a necessidade urgente que o porto de Santos tem de contar com novas vias de acesso. Com o incêndio, o gargalo viário na entrada da cidade ficou evidente, principalmente porque, com a proibição de acesso de caminhões à margem direita, os prejuízos das empresas ligadas ao agronegócio chegaram a R$ 2,5 milhões por dia.

Em razão disso, já se realizou uma reunião entre o ministro dos Portos, Edinho Araújo, e o secretário estadual de Logística e Transportes, Duarte Nogueira, para discutir a viabilização de um novo acesso que absorveria 30% do tráfego destinado ao porto, além de outras obras há muito tempo previstas. A verdade, porém, é que não se deve esperar muito porque, afinal, o Brasil tradicionalmente investe pouco em infraestrutura.

Basta ver que, segundo dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o custo logístico equivale a aproximadamente 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, algo em torno de US$ 500 bilhões. Esse gasto representa o dobro do custo logístico registrado nos Estados Unidos e o triplo do da Europa. Em comparação com a China, que só nas últimas três décadas despertou para a necessidade de obras de infraestrutura, o custo brasileiro é quatro vezes maior. A rigor, o que seria admissível é que fosse equivalente a 5% do PIB, no máximo.

Como o governo investe pouco – o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não consegue aplicar nem 50% dos recursos previstos em orçamento –, o alto custo logístico só traz prejuízos à sociedade, pois encarece os produtos e onera as empresas, impedindo que estas invistam mais e criem maior número de empregos.

Para reduzir esse custo astronômico, a receita é conhecida: melhores estradas, portos mais eficientes e maior utilização dos modais ferroviário e hidroviário. No caso do porto de Santos, é fundamental executar obras que não só eliminem o gargalo na entrada da cidade como construir o túnel submerso entre as duas margens e a passagem subterrânea do Valongo, o Mergulhão. Sem contar a conclusão da Avenida Portuária, que, quando completa, irá segregar o tráfego portuário do urbano. Também é preciso que saia do papel o projeto da hidrovia entre o sopé da Serra do Mar e os terminais portuários.

Sem essas obras, o custo logístico brasileiro vai continuar a subir. Hoje, segundo estudo do grupo dinamarquês A.P. Moller Maersk, transportar uma carga de Campinas para Santos, num percurso de 195 quilômetros, é mais caro do que despachá-la por navio de Santos para Cingapura, uma distância de 16 mil quilômetros. Ou seja: transportar um contêiner de Campinas a Santos sai por US$ 869 ou R$ 2.600, em média. Já de Santos a Cingapura o transporte do mesmo contêiner sai por US$ 700 ou R$ 2.100. Milton Lourenço – Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

terça-feira, 17 de março de 2015

Brasil - O verdadeiro plano de exportações

SÃO PAULO – Que não houve política industrial nos últimos 12 anos são os números que mostram. Segundo dados do UN Comtrade Database, a participação das exportações brasileiras de bens manufaturados em 2003 era de 1,02% do total mundial. A tendência era de que crescesse, o que, de fato, deu-se pelo menos até 2008, quando o índice chegou a 1,27%. Desde então, a percentagem do Brasil nas vendas mundiais tem caído, chegando em 2013 a 1,08%. O índice de 2014 ainda não foi anunciado, mas estima-se que deve ter baixado para menos de 1%.

Diante disso, o governo que começou a 1º de janeiro reconheceu o desastre que foi a política externa nos últimos três mandatos, a partir da ideologização da diplomacia comercial e a consequente satanização dos Estados Unidos, o maior mercado do planeta. A justificativa estapafúrdia era de que havia uma excessiva dependência econômica do Brasil em relação à nação norte-americana que precisava ser reduzida. Diminuiu-se a dependência, mas, em compensação, o parque fabril nacional começou a ficar sucateado e o País entrou num processo de desindustrialização.

Para recuperar os estragos, o governo agora anuncia um chamado Plano Nacional de Exportações, que engloba um conjunto de medidas que visam à facilitação, promoção e inteligência comercial, redefinição de instrumentos oferecidos ao setor exportador, financiamento, seguro e garantias, além de desburocratização, redução do tempo de despacho aduaneiro e do trânsito de mercadorias. Ainda bem.

Só que, antes disso, o governo já cortou as desonerações sobre a folha de pagamentos, que deverá elevar o custo Brasil, que inclui aumento nos combustíveis, o custo elevado da energia elétrica e altas taxas de juros.  Ao mesmo tempo, cortou o índice de 3% do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), limitando-o a um terço do potencial vigente. Para piorar, ainda ameaça dificultar as liberações de recursos pelo Programa de Financiamento às Exportações (Proex). A favor dos exportadores, até agora, só houve a desvalorização do real, que se dá pela perda da confiança na moeda.

Na verdade, se quisesse reverter essa situação, o governo teria de seguir as recomendações da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) no sentido de que mantenha e amplie os instrumentos de desoneração tributária das exportações e seja adotada uma política cambial neutra. Sem deixar de realizar uma campanha no exterior mostrando o Brasil como um país industrial. E mais: que volte a considerar os Estados Unidos como parceiro prioritário, inclusive organizando missões naquele país. E busque acordos comerciais com outros países e blocos, além de avaliar o Mercosul.

Em seu plano de revitalização das exportações, a AEB defende ainda o fortalecimento do apoio às micro, pequenas e médias empresas, com a criação de mecanismo equivalente ao Exporta Fácil, porém via marítima, além da reforma do sistema tributário e da legislação trabalhista. Tudo isso o governo deveria fazer, além de investir mais em infraestrutura, o que ajudará a reduzir os custos de logística. Mauro Dias – Brasil


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Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Brasil - Comércio exterior: perspectivas para 2015

SÃO PAULO – Se deter 1,41% de tudo o que se vende no planeta, marca alcançada em 2011 e a melhor em meio século, já não era uma posição muito confortável para o Brasil, levando-se em conta o seu tamanho, população e Produto Interno Bruto (PIB), humilhante é a queda que se vem registrando nos últimos anos em sua participação nas exportações mundiais.  Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em 2014 essa participação caiu para 1,21%, marca igual à de 2008, e em 2015 deverá atingir 1,14%.

Nesse ritmo, fatalmente, antes do final da década, essa porcentagem estará perto de 0,8%. Essa é uma previsão, que assume ares de catástrofe, e faz-se porque as cotações mundiais de commodities, que até aqui vinham sustentando o superávit na corrente de comércio (importações/exportações), estão em baixa, devendo registrar uma queda de 10,2% na receita de exportação, segundo previsão da AEB. Isso se dá porque há uma oferta em nível superior à demanda internacional de produtos como minério de ferro, soja e petróleo. No caso de petróleo bruto e óleos combustíveis, a queda deverá ser compensada pela elevação da quantidade exportada. Mesmo assim, a previsão é que as commodities venham a apresentar uma redução de 10,2% na receita de exportação.

Já os manufaturados vêm em queda livre desde 2008, o que é uma demonstração inequívoca do fracasso da política de comércio exterior adotada pelo País nos últimos 12 anos. Embora a taxa cambial média prevista de R$ 2,75 possa proporcionar alguma competitividade a alguns segmentos, a perspectiva não é otimista, principalmente em razão da situação instável do principal mercado de destino, a Argentina, e de outros países sul-americanos.

Esses países enfrentam também problemas com a queda nas cotações de suas commodities e devem ter menor poder de compra. Para piorar, Venezuela e Rússia, nações que têm proporcionado superávits comerciais ao Brasil, passam por situação econômica difícil, o que poderá produzir efeitos negativos nas vendas de produtos manufaturados para esses mercados.

Aliás, a regressão das exportações de manufaturados tirou o Brasil de mercados importantes como Estados Unidos e União Europeia e, mesmo que haja uma reativação das vendas de produtos acabados por meio de benefícios fiscais e fundo de financiamento de exportações, haverá necessariamente uma demanda de tempo para reconquistar espaços que já foram ocupados por fornecedores de outros países.

O que se espera é que haja por parte do novo governo uma conscientização das dificuldades que se avizinham e que tenha coragem para executar as reformas há tanto tempo preconizadas nas áreas tributária e trabalhista, ao lado de medidas que possam acelerar a desburocratização aduaneira. Sem deixar de investir em obras de infraestrutura que possam reduzir os custos logísticos, o que inclui maior participação na matriz de transporte dos modais ferroviário e hidroviário e da cabotagem. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.