O Centro Português de Fotografia (sito na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto - Largo Amor de Perdição), no Porto, vai receber, no dia 5 de maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa -, o encontro “Esta Língua que Nos Une”, uma iniciativa dedicada à língua portuguesa como espaço vivo de criação literária, memória partilhada, circulação cultural e futuro comum entre Portugal, Brasil e o mundo lusófono. O evento é promovido pela Associação Portugal Brasil 200 anos, em parceria com a UCCLA e o Centro Português de Fotografia.
O encontro irá juntar escritores, intelectuais,
curadores, professores e representantes institucionais dos dois lados do
Atlântico para pensar a literatura como território comum da língua portuguesa.
A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço.
Poderá confirmar a sua presença para os números +351 218172950 ou +55
11995737932 (whastApp) ou através do email uccla@uccla.pt.
A iniciativa conta com o apoio do Ministério das Relações
Exteriores do Brasil, do Instituto Guimarães Rosa, do Consulado-Geral do Brasil
no Porto, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, do Centro
Português de Fotografia, através da cedência do espaço, e do Hotel Vila Galé
Porto, através do apoio à hospedagem.
O conceito curatorial parte de uma ideia central: a
língua portuguesa não é uma herança imóvel, mas uma casa em movimento. Ao longo
de um dia de programação, o encontro propõe o português como plataforma de
pensamento crítico, diplomacia cultural, criação artística e cooperação entre
comunidades.
O programa estrutura-se em torno de três eixos
curatoriais - invenção, travessia e futuro - que traduzem a visão da Associação
Portugal Brasil 200 anos para a cidadania da língua: uma língua que não se
limita a comunicar, mas cria pertença, confiança, cooperação e novas
possibilidades culturais.
A sessão de abertura, às 10 horas, contará com
intervenções de Teresa Leitão, senadora brasileira, Luís Álvaro Campos
Ferreira, Secretário-Geral da UCCLA, e José Manuel Diogo, presidente da
Associação Portugal Brasil 200 anos.
Às 10h30, a primeira mesa, “A Língua em Estado de
Invenção”, reúne o escritor brasileiro Sérgio Rodrigues e o ensaísta português
Arnaldo Saraiva, com moderação de José Manuel Diogo. A conversa abordará a
língua como criação viva, cruzando norma, desvio, humor, literatura,
modernismo, oralidade e identidade.
O projeto “O Mundo da Lusofonia”, desenvolvido pelo
Agrupamento de Escolas da Caparica, com parceria pedagógica da UCCLA e
participação de escolas de Portugal, Cabo Verde e Brasil, será apresentado
pelas 12 horas. A iniciativa trabalha a língua portuguesa como instrumento de
comunicação, colaboração entre povos, cidadania global e valorização da
diversidade multicultural dos países de língua oficial portuguesa. Participam
na apresentação os professores Bruno Coimbra e Helena Silva, a Secretária-Geral
Adjunta da UCCLA, Paula Leal Silva, e a coordenadora da Área Social da UCCLA
Princesa Peixoto.
Pelas 15 horas decorrerá a segunda mesa “Corpo, Memória e
Travessia”, reunindo o escritor brasileiro Álvaro Filho e a escritora
portuguesa Inês Pedrosa, com moderação da artista, curadora e investigadora
Ângela Berlinde. A conversa discutirá como os corpos atravessam países, afetos
e imagens, e como a literatura regista pertencimento, desenraizamento, amor,
memória, perda e reinvenção.
Às 16h30, a terceira mesa “Poesia, Mundo e Futuro da
Língua”, contará com a participação de José Gardeazabal e do poeta brasileiro
José Inácio Vieira de Melo, com moderação de Maria Bochicchio. A conversa
propõe pensar a poesia como o lugar onde a língua portuguesa continua a
arriscar o futuro - entre oralidade e escrita, voz, ritmo, corpo, território,
memória e tempo histórico.
Pelas 17h45, terá lugar o lançamento da Leitura Coletiva
Global de Os Lusíadas, projeto internacional concebido pela Associação
Portugal Brasil 200 anos. A iniciativa convoca leitores de diferentes países
lusófonos e das diásporas a partilharem, em voz alta, estrofes do poema
camoniano, afirmando Os Lusíadas como património simbólico que atravessa
nações, sotaques e gerações.
O encerramento, às 18h15, será marcado por um recital de
José Inácio Vieira de Melo, poeta, jornalista e curador alagoano radicado na
Bahia. A apresentação celebrará a musicalidade e a força da língua portuguesa
através de textos clássicos e contemporâneos. UCCLA
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