Vagabunda alma lisboeta
Em cada enigmático e vil
poeta
Nascem os ecos d’alma
profeta
Também a desconhecida
faceta
Daqueles que viveram na
sarjeta
Entre tanta enrugada cara
preta
E na penumbra da fala
indiscreta
Cai na noite e amanhece
lisboeta
A vagabunda alma bateu
caçoleta
Exorcizamos o fado desse
planeta
No fim do dia vivido como
estafeta
A vida é corrida para
cortar a meta
Cantamos e sorrimos dessa
vida de treta
Dançamos e enlaçamos como
alfa e beta
Vivemos par’ amar, cantar
e beijar a teta.
Emílio Lima – Guiné-Bissau
In Pedaço Teu – Musa e Pátria Minha, (2022, Vila Nova de Famalicão, Editorial Novembro)
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Emílio Tavares Lima - Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2024
atribuído no âmbito do Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL),
realizado em Freixo de Espada à Cinta, terra natal de Guerra Junqueiro. Em
2018, foi reconhecido com o prémio “Melhores da Guiné-Bissau” na categoria
Literatura. É um fundador da AEGUI - Associação de Escritores da Guiné-Bissau,
da GBACS-UK - Sociedade Académica e Cultural da Guiné-Bissau.
Publicações: Poesia
- A Esperança é Última a Morrer, 2002; Notas
Tortas nas Folhas Soltas, 2010; Polon
Malgos, 2013; Pedaço Teu – Musa e Pátria Minha, 2022. Prosa -
Finhani – O Vagabundo Apaixonado; Pérola do Estuário. Coletâneas e antologias (coordenação / participação)
- Poiesis — várias edições (vols. XVIII, XIX, XX); Do Infinito
(poesia), 2010; II Antologia Temas Originais, 2010; Traços no Tempo — antologia poética
juvenil da Guiné-Bissau (coord. do projeto); Na Flor do Ser, 2011; Na
Magia da Noite, 2012; Recados de Paz, 2013; Poèmes Avec
Frontières, 2014, (coletânea bilingue); Sebastiânica; Femmes
d’ici, Femmes d’ailleurs, 2015.
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