O Instituto Cultural anunciou a reabertura do Museu de Arte, da Cripta e da exposição de realidade virtual, depois de ter sido concluída “com êxito” a segunda fase dos trabalhos de restauro das estátuas da fachada das Ruínas de São Paulo. O arranque e a conclusão da terceira e última fase estão agendados para este ano
O Centro de Preservação e Transmissão
do Património Cultural do Museu do Palácio de Macau concluiu “com êxito” a
segunda fase dos trabalhos de restauro e manutenção, que envolveu três
estátuas, incluindo duas de bronze e uma de Jesus Cristo, no segundo e quarto
nível das Ruínas de São Paulo, respectivamente. A nota de imprensa do Instituto
Cultural refere que o Museu de Arte Sacra, a Cripta e a exposição de realidade
virtual localizados atrás da fachada já reabriram ao público.
Recorde-se que, no último ano, o Centro de Preservação
iniciou os trabalhos de restauro e manutenção das sete estátuas de bronze na
fachada das Ruínas, sob as operações de uma equipa composta por especialistas
em conservação de metais, internacionais e do Museu do Palácio, entre outros
profissionais de instituições de ensino superior.
A primeira fase, relativa à estátua da Virgem Maria e
outras duas de bronze do segundo nível, foi concluída no ano passado. O IC
prevê que a terceira fase, respeitante aos trabalhos de restauro da estátua da
Pomba no nível superior, seja concluída ainda este ano.
No mês passado, King Hong Ip, professora de investigação
da Universidade de Macau, vincou que a intervenção na estátua da pomba
necessita de uma avaliação sobre a segurança pública efectuada por engenheiros
estruturais, por se encontrar num estado “relativamente mau” e num local alto.
Referiu também que esta fase “exige uma investigação profunda por parte de
peritos em metais metálicos sobre a compatibilidade entre os materiais
originais e os de restauro, no sentido de evitar danos secundários”.
A propósito do simpósio, a presidente do IC, Leong Wai
Man, sublinhou então que “ao salvaguardar este património emblemático,
testemunha secular do diálogo entre o Oriente e o Ocidente, o Centro pretende
promover a partilha de técnicas de restauro entre a tradição e a modernidade,
conferindo um novo significado contemporâneo à transmissão das civilizações”.
Em relação ao restauro das Ruínas, o IC explica que “no
plano, foram devidamente considerados factores como a época dos tufões, a
segurança no local de trabalho, os períodos de pico turístico e os principais
eventos”.
Anteriormente, o organismo clarificou
que o longo período de exposição ao sol e à chuva e o envelhecimento natural
tornaram necessários a manutenção e restauro adequados das estátuas de bronze e
das suas bases de pedra. Nesse sentido, assegurou que iria proceder às obras
seguindo de forma rigorosa os requisitos internacionais de preservação e
restauro do património cultural e monumentos e tendo por base os princípios de
autenticidade, integridade, intervenção mínima e reversibilidade. Pedro Milheirão
– Macau in “Jornal Tribuna de Macau”
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