O Movimento Literário Litteragris, fundado a 17 de Outubro de 2015, no município de Viana, em Luanda, por um grupo de jovens amantes da literatura e da cultura, tem sobrevivido graças ao esforço dos seus próprios membros e ao apoio pontual de algumas organizações privadas. Este facto tem condicionado a realização de actividades literárias de grande dimensão a nível nacional. Por esta razão, a organização solicita apoio institucional para a concretização das suas actividades e para a sua possível legalização
Em declarações prestadas a este
jornal, Destino Ventura, um dos coordenadores do movimento para a área de
estudos literários e linguísticos, explicou que, ao longo de mais de uma década
de existência, a organização tem funcionado sem um apoio institucional
consistente. Embora existam ajudas pontuais, estas são quase sempre
insuficientes para garantir a continuidade e a expansão das actividades.
Segundo o responsável, a maior parte das iniciativas
realizadas pelo “Litteragris” resultam do esforço colectivo dos seus
integrantes, que contribuem financeiramente sempre que surge um evento. Em
muitos casos, cada membro disponibiliza pequenos valores monetários e, quando
surge algum apoio externo, este raramente ultrapassa cem mil kwanzas. Ainda
assim, esse dinheiro acaba por ser decisivo para a realização de eventos que, à
vista do público, aparentam ter um nível de qualidade que leva muitos a acreditarem
que a organização dispõe de grandes recursos financeiros.
“Essa percepção não corresponde à realidade. O dinheiro
utilizado para organizar actividades, garantir alimentação dos participantes ou
assegurar a logística básica sai, maioritariamente, do bolso dos próprios
membros. O problema agrava-se pelo facto de nem todos os integrantes estarem
empregados, o que torna o esforço ainda mais pesado e limita a capacidade de
crescimento do grupo”, vociferou com a esperança de ver a situação resolvida.
No que diz respeito ao apoio
institucional, Destino referiu que, em algumas ocasiões, contam com a
colaboração da União dos Escritores Angolanos (UEA), sobretudo na cedência de
espaço para a realização de actividades. Em certos eventos de maior duração, o
secretário local chega a apoiar com parte da logística, como o espaço e, por
vezes, o almoço, enquanto o movimento assume outras despesas básicas. Além
disso, houve também o apoio pontual de outras instituições e pessoas
singulares, porém sem continuidade, nem estrutura. In “O País”
- Angola
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