O álbum é composto por sete faixas, algumas das quais composições inéditas de Mário Lúcio, e surge cerca de quatro anos após o trabalho de estreia intitulado Buska
A cantora cabo-verdiana Zul Alves
lançou a 1 de fevereiro o seu segundo álbum intitulado “Txon”, que é composto
por sete faixas e conta temas inéditos de Mário Lúcio. O álbum enraizado na
tradição musical cabo-verdiana já se encontra disponível em todas as
plataformas digitais.
De acordo com o comunicado enviado ao Balai que cita a
cantora, este álbum, que sucede Buska, representa a sua identidade musical no
seu tempo, respeitando as raízes da música tradicional de Cabo Verde.
“Abro novos caminhos sonoros, exploro texturas e timbres,
assumo o gueto, o bairro, o pouco que é muito. Por isso, optámos por um disco
integralmente produzido no programa GarageBand, utilizando as ferramentas do
quintal, da minha geração”, informa a fonte.
Para a cantora, “Txon” nasceu como “som, corpo e terra,
uma travessia artística e sensorial, um mergulho profundo nas minhas origens e
na ligação essencial entre o legado e o contemporâneo. “Txon é raiz, base e
horizonte, é o ponto onde tudo desponta e para onde tudo retorna”.
“(…) é o txon onde caminho, tropeço e me levanto, onde
canto, danço e a minha alma se liberta, com “Txon” senti o que é ser inteira”,
e é isso que a artista quer transmitir ao mundo.
Através de composições inéditas de Mário Lúcio, Zul Alves
apropria-se da palavra e da melodia com entrega e profundidade, transformando
cada tema num espaço de expressão pessoal, onde memória, afeto e identidade se
entrelaçam. O álbum nasceu do encontro e da convivência com o músico, pessoa
pela qual a artista tem uma admiração e figura incontornável da cultura
cabo-verdiana.
“Ele abriu-me o baú das suas composições inéditas. Cantar
Mário Lúcio é, para mim, entrar num território de alma e memória, as suas
canções têm chão e têm raiz, quando as interpreto, sinto-me parte desse térreo
que fala através dele. O álbum ganha, assim, uma intensidade, uma autenticidade
e uma unicidade próprias. Neste disco, interpretar é dar continuidade a um fio
da história num gesto de gratidão e pertença” expressou a artista.
Este trabalho é composto por sete faixas nomeadamente,
“Sem Nada”, “Sunyata” “Dos Mon de Dom”, “Mcorre Mka Pega” que conta com a
participação de Mário Lúcio, “Prece”, “Sina de Sina” e “Reveillon Rebelion”.
A capa do trabalho é uma fotografia da artista grávida e
como revela Zul nas redes sociais, quando produziu o álbum ainda não sabia que,
“dentro de si, outra MELODIA se formava”.
“Quando a descobri, tudo fez sentido: o álbum já era um
VENTRE fértil, criador, pleno. Tornou-se um manifesto de nascimento, um cântico
à transformação e à continuidade”.
A artista avançou que cada tema é um
reencontro com o seu próprio “Txon”, o lugar de onde veio, a terra interior e
espiritual que sustenta quem a artista afirma ser, o barro, o simples, o
primordial. “É reconhecer-me na herança viva da identidade cabo-verdiana,
transformar emoção em som e devolver à terra a canção que dela nasceu”. Keila
Rodrigues – Cabo Verde in “Balai Cabo Verde”
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