Estima-se que 773 mil moçambicanos devem enfrentar níveis agudos de insegurança alimentar de outubro de 2024 a março de 2025, as razões incluem a violência na província de Cabo Delgado e maior probabilidade de tempestades tropicais, ciclones e inundações com a chegada do fenómeno La Niña
Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
sábado, 2 de novembro de 2024
Moçambique - Relatório aponta o país como um dos 22 focos de fome no mundo
sábado, 10 de fevereiro de 2024
Angola debate ação em favor da segurança alimentar e nutricional
O governo e agências parceiras discutiram medidas para o alcance das metas globais sobre segurança alimentar e nutricional. As Nações Unidas integram parceiros de cooperação que pretendem melhorar a nutrição infantil e promover o desenvolvimento do capital humano
A
situação de segurança alimentar e nutricional em Angola reuniu autoridades do
país e parceiros tendo como foco o processo de transformação desde a produção
ao consumo. Até esta quinta-feira, a interação em Luanda incluiu agências da
ONU.
Em
2021, a colaboração entre os participantes avaliou essas questões e definiu
prioridades para o fortalecimento dos sistemas alimentares nacionais. A medida
deu sequência à Cimeira das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares.
Fortalecimento dos sistemas alimentares
Falando
no Workshop para Revisão e Atualização da Segunda Estratégia Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional, Ensan II, o secretário de Estado das
Florestas de Angola, André de Jesus Moda, pediu que a atuação na área continue
sendo conjunta.
“As
partes interessadas ao processo já estavam coincidentes da necessidade de atuar
a todos os níveis e com a máxima urgência, de forma coerente e sustentável,
para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos diálogos que
foram realizados em quatro regiões.”
Participaram
no evento entidades como Organização das Nações Unidas para a Alimentação e
Agricultura, FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, IFAD, e o
Programa Mundial de Alimentação, PMA.
Futuro mais sustentável e inclusivo
O
representante da Agência das Nações Unidas para Infância, Unicef, em Angola,
Antero de Pina, falou a jornalistas sobre o benefício do intercâmbio entre
instituições priorizando o cuidado de crianças desde a idade pré-escolar.
“É
um esforço que tem sido feito de forma integrada. Não é só o Ministério da
Agricultura e Florestas, mas também os da Saúde, da Educação e da Indústria e
Comércio, que estão aqui a participar. E ainda o Ministério das Pescas. É um
esforço conjunto para que as políticas e as estratégias nacionais coincidam em
tudo para melhorar a situação nutricional do país, e em especial das crianças,
que são as mais afetadas. Uma criança afetada por mal nutrição tem mais
propensão para ter mais doenças e falecer se não dermos uma atenção particular
a esta situação de mal nutrição. Essa é a preocupação que o Unicef tem: evitar
que as crianças sofram dos impactos de mal nutrição”.
Alavancar a economia e o desenvolvimento
Tal
como em 2021, o evento desta semana reavaliou a implementação dos resultados do
processo de transformação dos sistemas alimentares e contribuições para que
sejam alcançadas as metas globais.
A
cooperação entre Angola e as Nações Unidas enfatiza medidas para que o país
enfrente os desafios relacionados aos sistemas alimentares promovendo “um
futuro mais sustentável e inclusivo para todos”, tal como prevê a Agenda 2030.
Com
o Ensan II e os seus mecanismos, a meta é promover o desenvolvimento do capital
humano que “a longo prazo geram retorno produtivo e consequentemente contribui
para o alavancar da economia e desenvolvimento”. ONU News – Nações Unidas com “ONU Angola”
terça-feira, 15 de agosto de 2023
Guiné-Bissau - Apoio alimentar da ONU chegou a mais de 179 mil em julho
Uma
campanha do Programa Mundial de Alimentos, PMA, e o Governo da Guiné-Bissau
distribui sementes, hortícolas e fertilizantes até ao final de agosto. A ação
faz parte do Projeto de Apoio de Emergência à Segurança Alimentar, Pausa.
A
meta do Projeto é alcançar mais de 47 mil produtores em situação vulnerável em
Bissau e nas oito regiões administrativas do país.
Cereais e legumes
Pelo
menos 44 mil potenciais beneficiários já foram identificados pela parceria
envolvendo a agência da ONU e cinco organizações não governamentais no terreno.
Desde
finais de julho, cerca de 2,5 mil comunidades receberam sementes de produtos
como amendoim, feijão e milho. Os beneficiários têm direito entre 15 a 20 kg de
uma das variedades e 12 a 35 quilogramas de fertilizante.
A
alta dos preços de alimentos e combustíveis influenciaram a piora da segurança
alimentar e nutricional como efeito da Covid-19 e da crise na Ucrânia. O
Projeto prevê alargar o acesso a alimentos para famílias vulneráveis.
Desnutrição aguda
O
PMA indica que cerca de 96 mil pessoas enfrentam níveis agudos de insegurança
alimentar no país. Em média, 28% das crianças dos seis aos 59 meses são
debilitadas e 5% das de 6 aos 29 meses acabam perdendo a vida. A Guiné-Bissau é
tida como importadora líquida de alimentos
Segundo
o estudo, Nutrient Gap realizado pela agência em 2022, mais de dois terços da
população não conseguem pagar uma dieta nutritiva saudável de US$ 4 diários
para uma família de sete membros.
Horticultoras
das regiões de Quinara e Gabu beneficiaram de poços de água, da compra de
materiais e medição de perímetros de produção. Mulheres participaram em
oficinas de planeamento comunitário sobre empoderamento.
Ações de resposta
Como
parte de prevenção e tratamento da desnutrição aguda moderada, 9,3 milhões de
toneladas de cereal enriquecido foram colocadas à disposição de 36 centros de
saúde em maio. Mais de 520 beneficiários foram alcançados.
O
PMA distribuiu arroz adquirido localmente para abastecer 852 cantinas escolares,
atingindo perto de 179 mil crianças. Pelo menos 70 técnicos receberam
treinamento em gestão integrada de desnutrição aguda, moderada-a-grave e
prevenção de desnutrição crónica em Cacheu, Oio, Quinara Tombali.
Ainda
no âmbito das atividades nutricionais, nove toneladas métricas de alimentos
misturados fortificados foram entregues para ajudar 700 pessoas, 51% das quais
são mulheres afetadas por um grande incêndio que atingiu o setor de Canhabaque
em fevereiro.
O
Projeto de Apoio a Segurança Alimentar coordenado pelo PMA tem duração de um
ano. O financiamento é feito pelo Banco Africano de Desenvolvimento com US$ 6,6
milhões.
A
distribuição envolve ONG parceiras lideradas por um Comité de Seguimento do
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. ONU News – Nações Unidas
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Angola, Cabo Verde e Moçambique na lista de países com risco de insegurança alimentar
Relatório da ONU alerta para grave situação de fome provocada por conflitos, choques climáticos, pandemia, enormes encargos da dívida pública e a guerra da Ucrânia
A
guerra na Ucrânia agravou o aumento constante dos preços globais de alimentos e
energia, minando a estabilidade económica em todo o mundo, alerta um relatório
da ONU.
O
estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e
do Programa Mundial de Alimentos, PMA, aponta que o conflito levou a aumentos
de preços, particularmente em áreas caracterizadas pela marginalização rural e
sistemas agroalimentares frágeis.
Corrida contra o tempo
As
duas agências pediram uma ação humanitária urgente para salvar vidas e meios de
subsistência e prevenir a fome em 20 áreas onde a necessidade deve aumentar até
setembro. Três países de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde e Moçambique
estão na lista de nações sob risco de insegurança alimentar.
Em
meio a várias crises alimentares provocadas por conflitos, choques climáticos,
consequências da Covid-19, enormes encargos da dívida pública e a guerra da
Ucrânia, as condições devem ser particularmente graves onde a instabilidade
económica e o aumento dos preços se juntam a queda na produção de alimentos
induzida pelo clima.
O
diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, afirmou que está “profundamente preocupado com
os impactos de crises sobrepostas que comprometem a capacidade das pessoas de
produzir e aceder a alimentos, levando milhões a níveis extremos de insegurança
alimentar aguda”.
Ele
adiciona que a FAO está numa “corrida contra o tempo” para ajudar os
agricultores nos países mais afetados, aumentando rapidamente a produção
potencial de alimentos e aumentando a sua resiliência diante dos desafios.
Desastres climáticos
Além
dos conflitos, o relatório conclui que choques climáticos frequentes continuam
a causar fome aguda e mostra que entramos num “novo normal”, no qual secas,
inundações, furacões e ciclones dizimam repetidamente a agricultura e a
pecuária, impulsionam o deslocamento da população e empurram milhões para a
miséria em países de todo o mundo.
O
diretor executivo do PMA, David Beasley, reforçou que a situação é uma terrível
combinação e além de prejudicar os mais vulneráveis, também vai sobrecarregar
milhões de famílias que até agora conseguiram encontrar formas de
sobrevivência.
Ação rápida necessária
De
acordo com o relatório, Etiópia, Nigéria, Sudão do Sul e Iémen permanecem em
“alerta máximo” como lugares com condições catastróficas. Afeganistão e Somália
estão perto desta categoria preocupante desde o último relatório, divulgado em
janeiro.
Todos
estes seis países têm partes da população enfrentando níveis de “catástrofe”,
em risco de deterioração para condições catastróficas, com até 750 mil pessoas
enfrentando fome e morte.
De
acordo com o estudo, 400 mil estão na região de Tigray, na Etiópia, arrasada
pela guerra – o número mais alto já registado num único país, desde a fome na
Somália em 2011.
Primavera Árabe
A
República Democrática do Congo, Haiti, Sahel, Sudão e Síria estão em situação
de “alta preocupação”, como na edição anterior deste relatório, com o Quênia
agora adicionado à lista.
Angola,
Líbano, Madagáscar e Moçambique também continuam sendo foco de fome. Sri Lanka,
Benin, Cabo Verde, Zimbabué, Guiné e Ucrânia entraram na classificação na
publicação atual.
O
chefe do PMA alerta que as condições agora são muito piores do que durante a
Primavera Árabe, em 2011, e a crise dos preços dos alimentos de 2007 a 2008,
quando 48 países foram abalados por distúrbios políticos, tumultos e protestos.
ONU News – Nações Unidas
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
Madagáscar – Prepara-se para o quarto ciclone tropical num mês
A tempestade Emnati é a mais recente de uma série que o país enfrenta desde o final de janeiro. As agências da ONU pedem US$ 26 milhões para ajudar a população, são esperados ventos fortes e chuvas até 500 milímetros
Várias
agências da ONU alertaram que Madagáscar deve preparar-se para o quarto ciclone
tropical a atingir a nação insular no espaço de um mês. As entidades estão a
contribuir com planos para apoiar as autoridades e os mais vulneráveis.
O
ciclone tropical Emnati deve afetar a costa leste de Madagáscar assim como as
áreas central e sul. O país, no Oceano Índico, está a 400 km da costa leste
africana, através do Canal de Moçambique.
Corrida contra o tempo
O
porta-voz do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, OCHA, Jens Laerke,
afirmou que Madagáscar está numa corrida contra o tempo para proteger a
população, que já sofreram outros três eventos climáticos extremos.
Destacou
que equipas de resposta foram acionadas anteriormente para apoiar as ações
lideradas pelo governo.
O
OCHA precisa de US$ 26 milhões desde que o ciclone Batsirai atingiu o país, no
início deste mês.
Assistência humanitária
O
Programa Mundial de Alimentos, PMA, alertou que a nova tempestade agrava ainda
mais a situação em Madagáscar, que ainda recupera de quatro semanas de
instabilidade climática.
Dados
da ONU indicam que mais de 1,6 milhão de pessoas precisam de assistência
humanitária, incluindo as mais de 330 mil na região de Grand Sud que enfrentam
níveis emergenciais de insegurança alimentar após secas recorrentes e o impacto
da pandemia.
Além
de aumentar o número de funcionários no local, o PMA está a coordenar com o
governo a distribuição de refeições nas áreas afetadas e 148 toneladas de
alimentos armazenados enquanto aguarda outros suprimentos.
Temporada de tufões
Segundo
a Organização Meteorológica Mundial, OMM, é raro ver-se quatro tempestades
atingindo o mesmo país no espaço de quatro semanas, mesmo durante a temporada
de tufões no Oceano Índico.
Os
dados da OMM apontam que embora o ciclone deva ser mais fraco que o previsto,
os ventos devem ser muito fortes, atingindo entre 150 e 200 km por hora.
Além
do vento, deve chover fortemente com acúmulo até 250 milímetros no espaço de 24
horas nas regiões mais baixas e de 400 a 500 milímetros em altitudes mais
elevadas.
Assim,
a OMM alerta que as rajadas podem causar inundações e deslizamentos, bem como
enchentes nas áreas costeiras pela formação de ondas próximas a 10 metros de
altura e um aumento do nível do mar de cerca de um metro.
Estragos
No
final de janeiro, Madagáscar foi atingido pela tempestade tropical Ana e em 5
de fevereiro, o ciclone tropical Batsirai atravessou as áreas centrais do país,
impactando 270 mil pessoas.
O
fenómeno climático deixou cerca de 21 mil deslocados e 20 mil casas destruídas,
inundadas ou danificadas.
Mais
de 21 mil pessoas ainda estão deslocadas e outras 5 mil foram afetadas pela
tempestade tropical Dumako, em 15 de fevereiro, segundo o OCHA. ONU News –
Nações Unidas
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Brasil - Envia ajuda financeira a famílias afetadas por ciclone em Timor-Leste
O Brasil doou US$ 120 mil para ajudar ações do Programa Mundial de Alimentos, PMA, de apoio a agricultores; tempestades de abril destruíram 2,6 mil hectares de terras
O
governo do Brasil acaba de doar US$ 120 mil para ações do Programa Mundial de
Alimentos, PMA, em prol de famílias afetadas por um ciclone no Timor-Leste.
O
desastre natural, em abril, afetou mais de 31 mil famílias de agricultores e
prejudicou 2,6 mil hectares de terras, na nação de língua portuguesa no sudeste
da Ásia.
Sementes
A
contribuição brasileira será utilizada para apoiar os esforços de recuperação
do Ministério da Agricultura e da Pesca de Timor. O projeto, com duração de
seis meses, procura melhorar a horticultura e a criação de gado no município de
Bobonaro.
O PMA
explica que o dinheiro servirá para comprar sementes, fertilizantes, pesticidas
e equipamentos agrícolas. O Ministro da Agricultura de Timor-Leste, Pedro dos
Reis, agradeceu ao governo brasileiro por aquilo que considera ser uma
“contribuição generosa”.
Fome Zero
Segundo
Reis, o seu país está satisfeito em trabalhar lado a lado com o Brasil, com o
PMA e com outros parceiros para restaurar “os meios de subsistência das pessoas
afetadas pelo ciclone e para desenvolver ainda mais o setor”.
Já
o embaixador brasileiro em Timor-Leste, Maurício Medeiro Assis, afirmou que o
“Brasil está sempre pronto para reforçar a sua cooperação com a ONU para ajudar
Timor-Leste a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e
conseguir atingir a meta de Fome Zero”.
Desnutrição afeta crianças
O
país ainda sente os impactos do ciclone ocorrido em abril: a insegurança
alimentar agravou-se, ainda mais num momento em que o mundo enfrenta a
Covid-19.
Antes
da pandemia, um terço da população timorense já tinha insegurança alimentar crónica,
quase metade das crianças menores de cinco anos estavam raquíticas e 30% das
mulheres em idade reprodutiva sofriam de anemia.
O
aumento do preço dos alimentos e a perda de rendimento da população fez com que
38% das famílias enfrentassem redução da qualidade das suas dietas.
O PMA destaca ainda que um número cada vez maior de pessoas em Timor abre mão de pelo menos uma refeição por dia devido a não ter o suficiente.
A
vice-diretora do PMA no Timor-Leste, Ashley Rogers, agradeceu ao Brasil pela
doação, que segundo ela será essencial para ajudar os agricultores a
reconstruírem os meios de subsistência perdidos com as cheias. ONU News –
Nações Unidas
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
CPLP - Promove movimento internacional sobre sistemas alimentares sustentáveis
A implementação deve começar em abril de 2022. A aliança é inspirada na Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional adotada há uma década. São Tomé e Príncipe apresenta iniciativa sobre produção biológica em todo o seu território
A
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, lançou uma proposta para que
os países possam aderir a uma aliança sobre sistemas alimentares sustentáveis.
Representantes
do bloco lusófono reuniram-se na sede da ONU em Nova Iorque para promover a
ação que deve ser implementada em abril de 2022. A proposta reforça a meta da
Cúpula de Alimentos Sustentáveis realizada pela ONU em setembro, durante o
Debate Geral com líderes de todo o mundo.
Implementação
O
diretor da Cooperação do Secretariado Executivo da CPLP, Manuel Lapão, falou à
ONU News sobre as experiências em lidar com a segurança alimentar dos
Estados-membros e que podem ser oferecidas neste espaço.
“Nós
temos países com uma grande escala como é o caso de Brasil, Angola e
Moçambique. Depois temos países com uma escala bem menor, como é o caso de Cabo
Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e até Timor-Leste, por exemplo. Nesse
sentido, como se olha para a segurança alimentar, também temos enquadramentos
sobre todos eles de forma distinta. É evidente que as questões cada vez mais
presentes das alterações climáticas implicam a necessidade de olhar para essas
questões de uma forma mais atenta. Mais recentemente, com a pandemia de Covid,
nós verificamos que a maneira como as pessoas passaram a aceder aos alimentos,
ou as dificuldades que tiveram os acessos aos alimentos, veio complicar ainda
mais a vida delas.”
Num
cenário apresentado como modelo no bloco, o ministro da Agricultura de São Tomé
e Príncipe, Francisco Ramos, contou que o arquipélago promove uma produção
biológica em todo seu território.
“Exportamos
a saúde e possivelmente importamos a doença. Os produtos que nós importamos
carecem de certificação. Tão pouco sabemos quando é que produzimos, como foi
produzido e como chegou. Sendo assim, temos as grandes culturas como cacau,
café, milho e óleo de palma e já estão certificadas. Resta a menor parte, e a
mais difícil, que é a horticultura, que é para daí desenvolvermos algumas
atividades para certificarmos as hortícolas. Começamos um certo engajamento dos
horticultores para dar resposta a produtos certificados de qualidade.”
Famílias deslocadas
Para
garantir que nesse processo não sejam usados inseticidas ou adubos químicos,
São Tomé e Príncipe tem interesse em fechar parcerias para alcançar o que chama
futuro 100% biológico.
A
segurança alimentar sustentável é uma meta a alcançar para que São Tomé e
Príncipe apoie cerca de 16 mil famílias deslocadas pelas alterações do clima.
Cerca
de 4% de território foram perdidos por causa da subida das águas do mar.
As
reuniões realizadas em Nova Iorque envolveram o Banco Mundial e representantes
da União Europeia. Países como França, Itália, Espanha, Japão, Índia e Turquia
também foram contactados para participar na iniciativa.
A
CPLP destacou a Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional, lançada em
2011, tem inspirado o movimento para criar a futura aliança sobre sistemas
alimentares sustentáveis. ONU News – Nações Unidas
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Moçambique – Deslocados em Cabo Delgado na iminência de uma “crise alimentar fora do controlo”
Programa Mundial de Alimentos quer apoio urgente no valor de US$ 121 milhões para a província no norte de Moçambique, a ação de grupos armados não-estatais começou em 2017. Vítimas da fome devem aumentar na estação de escassez que começa em outubro
Cerca
de US$ 121 milhões são necessários, urgentemente, para apoiar 750 mil pessoas
na região de Cabo Delgado, até ao final deste ano. A região é afetada pela
violência de grupos extremistas desde 2017.
O
Programa Mundial de Alimentos, PMA, advertiu esta terça-feira que sem o
dinheiro, “uma das crises de deslocados de crescimento mais rápido no norte de
Moçambique corre o risco de se tornar uma emergência de fome.”
Auxílio
Cabo
Delgado é rica em recursos naturais. Com o agravamento do conflito, no último
ano, o número de deslocados subiu sete vezes.
A
agência receia que, sem recursos, já no próximo mês seja reduzida ou cortada a
assistência alimentar aos deslocados.
Com
as famílias totalmente dependentes de apoio humanitário, uma eventual
interrupção pode deixar a crise fora de controlo. Muitas famílias continuam a
fugir da violência.
O
chefe do PMA, David Beasley, que visitou Cabo Delgado em junho, contou que “o
conflito destruiu os empregos, as vidas e as esperanças dos moçambicanos para o
futuro. Os insurgentes destruíram famílias, queimando as suas casas,
traumatizando crianças e matando pessoas”.
Vila de Palma
Neste
momento, estas comunidades dependem completamente do PMA e parceiros para comer
e se reerguer.
Mais
de 730 deslocados perderam acesso às suas terras e meios para ganhar a vida.
Antes do ataque à vila de Palma, em 24 de março, quase 228 mil pessoas sofriam
de insegurança alimentar.
Na
estação de escassez que começa em outubro o número deve subir para 363 mil,
adverte o PMA.
Muitos
dos que fugiram de Palma para os distritos vizinhos são acolhidos por pessoas
vivendo em condições precárias.
Desnutrição
A
pressão adicional sobre os recursos já escassos afeta os anfitriães que já
sofrem com o aumento dos preços dos alimentos e a perda de rendimento devido à
pandemia.
Vários
distritos reportam insegurança alimentar causada pelo fluxo de deslocados.
A
situação atinge com maior gravidade às crianças.
Cerca
de 75 mil menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda. A situação deverá
piorar com mais distritos propensos a atingir os níveis considerados “críticos”
de desnutrição. ONU News – Nações Unidas
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Timor-Leste - Voos da ONU ajudam a analisar tamanho do estrago causados pelas cheias
O
Programa Mundial de Alimentos, PMA, realizou uma série de voos de avaliação
para saber a exata extensão dos danos agrícolas e de infraestruturas causados pelo ciclone Seroja, que atingiu Timor-Leste no início deste mês.
Chuvas torrenciais e as piores inundações em 40 anos foram o resultado do desastre natural. O governo declarou estado de calamidade e pediu ajuda internacional.
Apoio
Em
comunicado, o secretário de Estado da Proteção Civil, Joaquim Martins, disse
que, com o apoio logístico do PMA, o governo timorense conseguiu distribuir
materiais de socorro às famílias afetadas em 48 horas. Díli, a capital do país,
foi a área mais atingida.
Segundo
Martins, “estas avaliações aéreas são críticas para ajudar a compreender a
verdadeira extensão dos danos, não só em Díli, mas também em outros distritos.”
Dados
preliminares indicam que 10325 pessoas foram atingidas em oito municípios
timorenses. Em Díli, 76% da população sofreu com o desastre.
Joaquim
Martins contou ainda que, com a informação será possível “determinar as nossas
necessidades, definir prioridades e conceber intervenções para o futuro.”
Danos
De
acordo com o Ministério da Agricultura e Pescas, cerca de 1,6 mil hectares de
arroz e 295 hectares de plantações de milho foram danificados em seis
municípios.
Os
dados foram recolhidos após três voos de avaliação cobrindo Viqueque, Manatuto,
Baucau, Manufahi, Ainaro, Covalima, Oecussi, Bobonaro e outros distritos, entre
16 e 21 de abril.
O
ministro da Agricultura e Pescas, Pedro Reis, informou que, depois das cheias,
“muitos esquemas de irrigação foram danificados, o que é arrasador porque a
maioria da população é composta por agricultores de subsistência.”
Avaliação
A
partir desta semana, o PMA e a Organização da ONU para a Alimentação e
Agricultura, FAO, realizam uma missão de avaliação de colheitas e segurança
alimentar para conhecer os impactos da crise na segurança alimentar.
O
diretor nacional do PMA no país, Dageng Liu, disse que os voos da agência
“permitiram avaliar os danos em dias em vez de semanas.”
A
iniciativa, realizada em nome do governo, teve o apoio da Mission Aviation
Fellowship, MAF.
Liu
afirmou estar satisfeito porque “a parceria deu uma contribuição positiva para
a recuperação do país das inundações arrasadoras.”
Representantes
da Secretaria de Estado da Proteção Civil, Ministério da Agricultura e Pesca,
Ministério do Planejamento e Território, Ministério das Obras Públicas e da ONU
têm participado das avaliações aéreas. ONU News – Nações Unidas
sexta-feira, 23 de abril de 2021
Nações Unidas - Mais de 950 mil pessoas enfrentam fome severa no norte de Moçambique
O
Programa Mundial de Alimentos, PMA, disse que a crise na província de Cabo
Delgado em Moçambique está a agravar-se, à medida que milhares de pessoas fogem
da violência.
O
conflito entre tropas do governo e extremistas agravou a insegurança alimentar
no norte do país, onde mais de 950 mil pessoas passam fome severa. O PMA aumentou a sua resposta e deve apoiar
750 mil deslocados internos e membros das comunidades de acolhimento em Cabo
Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia.
Ataques
Os
ataques de 24 de março, na vila de Palma, afetaram 50 mil pessoas. Muitos
fugiram para Pemba, a capital da província, enfrentando jornadas perigosas em
mares revoltos.
O
PMA diz que atua sem parar para garantir o acesso aos mais necessitados. A
agência usa barcos para chegar a áreas remotas, nas ilhas costeiras vizinhas.
Em
comunicado, a diretora nacional do PMA no país, Antonella Daprile, disse que
“as pessoas espalharam-se em muitas direções diferentes desde os recentes
ataques.”
Segundo
ela, “os sobreviventes ficam traumatizados” ao serem obrigados a fugir somente
com a roupa do corpo. Muitas famílias foram separadas.
Ela
contou o caso de uma jovem mãe, que caminhou com as duas filhas por três dias
sem comida ou água e sem saber se a família tinha escapado com vida.
Chuvas
Na
última semana, a região foi afetada por fortes chuvas, agravando a situação.
O
PMA lembra que a temporada de ciclones continua a ser uma ameaça.
As
crianças são as mais afetadas pela insegurança alimentar, com um aumento
preocupante da desnutrição.
Segundo
uma pesquisa recente do PMA com o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, quase
21% das crianças deslocadas com menos de 5 anos e 18% das crianças nas
comunidades de acolhimento estão abaixo do peso.
Ao
mesmo tempo, as taxas de desnutrição crónica, que tem consequências ao longo da
vida, atingiram níveis alarmantes, afetando 50% das crianças deslocadas e 41%
dos jovens das comunidades anfitriãs.
Resposta
O
PMA organiza distribuições emergenciais de alimentos para as famílias que
fugiram da violência em Palma. A agência fornece biscoitos energéticos e rações
alimentares com arroz, leguminosas, óleo vegetal, alimentos enlatados como
sardinha e feijão, biscoitos e água.
Mais
tarde, as pessoas serão incluídas no programa regular mensal de assistência
alimentar, que pretende chegar a 50 mil deslocado de Palma.
terça-feira, 30 de março de 2021
Moçambique – Nações Unidas profundamente preocupada com segurança de civis em Palma
O porta-voz do secretário-geral destaca relatos alarmantes de que dezenas de civis podem ter sido mortos durante ataques e confrontos desde a semana passada. A organização está preparada para responder à chegada de pessoas que fogem da violência no país africano de língua portuguesa
A
ONU e os parceiros humanitários estão profundamente preocupados com a segurança
dos civis na cidade de Palma, no norte de Moçambique, após um ataque por grupos
armados.
A
ofensiva ocorreu em 24 de março, e segundo as agências de notícias, terroristas
e extremistas islâmicos teriam assumido o controlo de partes da cidade, que
fica perto de Pemba, capital de Cabo Delgado.
Verificar informações
Em
nota emitida, nesta segunda-feira, o porta-voz do secretário-geral informou que
as comunicações na cidade estão interrompidas e é extremamente difícil
verificar os detalhes e desdobramentos no país africano de língua portuguesa.
Apesar
das dificuldades, a ONU recebeu relatos alarmantes de que dezenas de civis
podem ter sido mortos durante os ataques.
A
ONU calcula que milhares fugiram de Palma a pé, de barco e pela estrada para
escapar da violência. Muitos só levam a roupa do corpo, algumas pessoas
entraram pelas matas e precisam de ajuda urgente.
As
Nações Unidas e os seus parceiros estão a posicionar equipas de assistência
humanitária.
Mas
a organização precisa de financiamento adicional para responder a esta nova
crise.
Crise alimentar
O
Programa Mundial de Alimentos, PMA, expressou preocupação com o agravamento da
crise e a situação de segurança alimentar na região.
A
agência está enviando 2 mil rações de resposta imediata para apoiar a população
deslocada, caso cheguem a Pemba, Ilha de Ibo ou Mueda.
Outros
2 mil kits de rações de resposta estão sendo posicionados para apoiar as
populações deslocadas na parte sul do distrito de Palma.
A
assistência alimentar adicional foi temporariamente suspensa como resultado da
violência contínua.
O Serviço Aéreo Humanitário administrado pelo PMA está apoiando a evacuação de civis, incluindo mulheres e crianças e equipes médicas foram mobilizadas para tratar os feridos. In “ONU News” – Nações Unidas
quinta-feira, 18 de março de 2021
Guiné-Bissau - Fraca campanha agrícola e pandemia agravam fome
O
Programa Alimentar Mundial e o governo guineense querem melhorar a recolha de
informação para reverter os impactos dos desastres, através de ajudas de proteção
e assistência às populações vulneráveis em zonas de choques.
A
ação coincide com o programa estratégico nacional ONU-Guiné-Bissau, assinado em
meados de 2019.
Desastre
O
número de pessoas com fome extrema subiu de um terço para a metade da população
na Guiné-Bissau. Uma das causas pode ter sido as cheias que comprometeram a
última campanha agrícola, em alguns pontos do país, e as repercussões da
Covid-19 na frágil economia guineense.
Em
conversa com a ONU News de Bissau, o representante do PMA salientou que os dois
choques agravaram os indicadores de fome e pioraram o índice de sobrevivência.
Para João Manja, as dificuldades são maiores por causa da nova norma de vida e
a vitória contra o vírus é certa.
“O
que as pessoas têm que fazer agora para ganhar a vida é bastante mais extremo
do que faziam antes da Covid-19, mas por outro lado, há desafios de intervenção
e nós estamos aqui, abraçando esta causa, aceitando-a como uma causa nossa
juntamente com o governo e outros parceiros para dizer que havemos de vencer”.
Donativo
No
âmbito de resposta a situações de crise, o PMA adotou o Serviço Nacional de
Proteção Civil de uma ambulância, duas viaturas todo terreno, 30 telemóveis e
quatro computadores. A formação dos funcionários públicos em gestão de
emergências, coleta e a informatização dos dados sobre as infraestruturas para
a gestão dos riscos de desastre foram outros dos apoios.
Em
consequência, o fluxo e a qualidade de informações recebidas em tempo útil
melhoraram bastante, explicou João Manja. Sustentou que a meta de transformar a
Proteção Civil num centro de excelência vai moldar o comportamento das
comunidades, permitindo-lhes melhorar a sua resposta aos desastres.
Quanto
à novidade para este ano, o realce foi a introdução do componente dos sistemas
alimentares. O trabalho envolve o escritório do chefe do Sistema das Nações
Unidas e o Ministério da Agricultura.
Perspectivas
“Sentimos
que este é um programa que vai trazer uma grande contribuição na área de
resiliência e da melhoria da posição económica dos pequenos agricultores que
muitas vezes são também as mesmas pessoas que passam situações sazonais de
fome”.
O
representante afirmou que a parceria com o governo está não só a conhecer uma
grande expansão, como a passar por uma fase de qualificação dos parceiros por
forma a serem capazes de planear e implementar os programas do desenvolvimento
e eliminação da fome
Para
ele, não há razão nenhuma para que continue a haver uma única pessoa que não
tenha acesso a segurança alimentar adequada. Manja reiterou o engajamento do
Programa no cumprimento da sua missão de eliminação de fome e combate a
desnutrição.
O
PMA trabalha com o Serviço de Proteção Civil, tutelado pelo Ministério do
Interior no alerta precoce, aviso prévio e na resposta a desastres, objetivo
estratégico número um. Amatijane Candé – Guiné-Bissau, ONU News – Nações Unidas
sábado, 26 de dezembro de 2020
Angola - Programa Mundial de Alimentos em parceria com o governo leva alimentos a crianças de Luanda
O
Programa Mundial de Alimentos e o Governo de Angola lançaram uma parceria para
apoiar 1 milhão de crianças na capital do país, Luanda. A ação visa atender
crianças sofrendo de má nutrição em comunidades afetadas pela Covid-19.
Em
comunicado, a diretora do Departamento de Saúde Pública de Luanda, Catarina
Oatanha, disse que a colaboração com a ONU deve fortalecer o sistema nacional
para responder rapidamente a crianças carentes.
Crescimento
A
desnutrição é uma das maiores causas de morte de crianças menores de cinco
anos. Pelo projeto, o PMA realizará formação para agentes de saúde, que farão a
avaliação nutricional em mais de 1,1 milhão de menores.
A
agência da ONU também fornecerá suplementos altamente nutritivos para serem
distribuídos pelas autoridades da província de Luanda a pelo menos 37 mil
crianças, com menos de cinco, que estão subnutridas.
Representando
o PMA em Angola, Michele Mussoni, disse que a má nutrição aguda afeta a todos
na comunidade, mas bebês e crianças são os que mais sofrem por precisarem da
nutrição para o crescimento e o desenvolvimento.
Amamentação
Com
a pandemia, a principal fonte de sustento das famílias deixou de existir
agravando a situação.
A
parceria do PMA com autoridades em Luanda também deve ajudar a melhorar capacidades
e conhecimentos das famílias, cuidadores e sobre amamentação, higiene, nutrição
e formas de prevenção da Covid-19.
O
programa tem o apoio do Banco Mundial e abrange a merenda escolar e avaliação
sobre nutrição e segurança alimentar. ONU News – Nações Unidas
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
Moçambique – Programa Mundial de Alimentação preocupado com a situação da população na província de Cabo Delgado
PMA pede US$ 4,7 milhões para socorrer vítimas de conflito em Moçambique
O Programa Mundial de Alimentação, PMA, informou que está preocupado com a situação dos moradores em Cabo Delgado, no norte de Moçambique. A agência da ONU atua na área, que sofre uma crise humanitária após a intensificação da violência nos últimos anos.
Cabo
Delgado, conhecido por suas belezas turísticas foi arrasado com a passagem do
ciclone Kenneth, no ano passado. Nos últimos meses, ataques de militantes
extremistas islâmicos provocaram uma intensificação das respostas por forças de
segurança do país. De acordo com o PMA, sem financiamento adicional, a agência
terá que reduzir a distribuição de alimentos já em dezembro.
Mulheres e crianças
Em
comunicado, a representante do PMA em Moçambique, Antonella D’Aprile, afirmou
que a crescente insegurança e a infraestrutura deficiente tornam difícil fazer
chegar ajuda aos moradores. Com a Covid-19, a distribuição de alimentos
tornou-se ainda mais complexa.
Desde
2017, Cabo Delgado tem sofrido com ataque de grupos armados não-estatais, que
resultaram em perda de vidas e danificaram severamente a infraestrutura da
província.
Milhares
de pessoas fugiram para a Tanzânia, e analistas já manifestaram preocupação com
uma regionalização do conflito.
Desnutrição
O
PMA lembra que com a violência e a insegurança, as comunidades perderam o
acesso a alimentos e fontes de rendimento. A situação pode ficar ainda mais
grave para as mulheres e crianças.
A
província de Cabo Delgado tem a segunda maior taxa de desnutrição crónica do
país. Ali, mais da metade das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição
crónica.
Milhares
de deslocados internos procuram refugio nas províncias e países vizinhos. O PMA
em colaboração com governo tem como plano atingir 310 mil pessoas por mês nas
províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa com alimentos, apoio nutricional e
vouchers. Ouri Pota – Moçambique ONU News