Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Canadá - Lusodescendente cria fundação que apoia vítimas de cancro

A ‘Together Helping Women’ foi fundada em junho de 2016 no Canadá por Ana Pereira, uma vítima de um cancro na mama, mas a organização já tem um papel importante na sociedade local

“O nosso objetivo é angariar fundos para ajudar essas mulheres (com cancro) porque temos tido poucos voluntários”, disse à agência Lusa Ana Pereira.

A responsável da fundação falava durante a terceira gala de angariação de fundos para auxiliar vítimas do cancro, organizado pela ‘Together Helping Women’. Nesta edição, o tema foi a leucemia.

“Queremos ajudar mulheres com qualquer tipo de cancro. Nesta edição, estamos a assinalar o tema da leucemia. Já abordámos outros temas, como o cancro da mama e dos ovários”, acrescentou.

Com cerca de 300 convidados, os lucros do jantar de gala reverteram para as vítimas de cancro, pessoas com “baixo rendimento, sem acesso ao seguro de saúde”, acima de tudo pessoas “mais necessitadas, como mães solteiras”, exemplificou.

Nem todas as vítimas têm acesso ao sistema de saúde de Ontário, daí que a fundação desempenhe um importante papel no acompanhamento das vítimas.

“Hoje em dia, as pessoas da comunidade portuguesa estão muito abertas. As estatísticas da Sociedade Canadiana do Cancro revelam que uma em cada duas mulheres padecem de um cancro. Há ainda muito tabu, mas as pessoas estão mais abertas”, sublinhou.

Uma das vítimas, com um tumor no cérebro, Vanina Reynoso, destacou a importância de associações como a ‘Together Helping Women’ no acompanhamento das mulheres afetadas por esta doença.

“Através destas associações conhecemos imensas pessoas que passaram pelo mesmo problema e não nos sentimos tão sozinhos. Isto é muito importante porque ajudam-nos a ultrapassar os medos”, recordou.

Ainda enviou uma mensagem de esperança a todas aquelas afetadas pela doença porque a “maior parte do tempo é difícil”, mas a “esperança é sempre a última a morrer”.

Outra das vítimas, Patrícia Rocha, há 13 anos no Canadá, natural de Póvoa de Varzim, uma sobrevivente de um cancro na mama, diagnosticado em julho de 2017, reconheceu o trabalho da fundação.

“Sempre estiveram do meu lado, nas consultas e no tratamento de quimioterapia, acompanhando-me. Disponibilizaram-se para me apoiar financeiramente, nomeadamente a peruca, mas não foi necessário. Preferi que a disponibilizassem para outra vítima que tivesse problemas com a imagem”, contou.

A fundação tem um papel importante mas as vítimas “têm de ter força de vontade, autoconfiança”, pois só assim se consegue ir até fim.

De acordo com dados de 2016 da Sociedade Canadiana de Leucemia, 138.100 canadianos padeciam de uma forma de cancro no sangue, 43.335 de um linfoma, 22.510 de leucemia e 7.455 de um mieloma. In “Mundo Português” – Portugal com “Lusa”

sábado, 18 de novembro de 2017

OIT – Existem 152 milhões de crianças vítimas de trabalho infantil

No seu discurso de abertura à IV Conferência Mundial sobre Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil, o Director-Geral da OIT reconheceu os progressos realizados nesta área nos últimos vinte anos, mas advertiu que ainda há um longo caminho a percorrer para terminar com o trabalho infantil em todas as suas formas



BUENOS AIRES - O Director-Geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, advertiu que ainda há 152 milhões de crianças vítimas de trabalho infantil e convidou a comunidade internacional a trabalhar em conjunto para alcançar a sua total erradicação até 2025.

No discurso de abertura da IV Conferência Mundial sobre Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil, Ryder reconheceu os progressos realizados nesta área nos últimos vinte anos, mas advertiu que ainda há um longo caminho a percorrer para acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas.

“Há ainda 152 milhões de crianças vítimas de trabalho infantil, ou seja, quase uma em cada 10 no mundo. Destes, quase metade faz trabalho perigoso. Deve ser reconhecido que o progresso feito é muito desigual”, disse Ryder.

O objetivo 8.7 da Agenda 2030 das Nações Unidas procura pôr fim ao trabalho infantil em todas as suas formas até 2025 e o trabalho forçado até 2030.

De acordo com as últimas estimativas da OIT, existem 25 milhões de pessoas em todo o mundo vítimas de trabalho forçado.

"Os objetivos não podem ser mais claros, nem a realidade desconfortável que, se não fizermos mais e melhor, não conseguiremos", advertiu Ryder.

De acordo com o Director-Geral da OIT, a erradicação sustentada do trabalho infantil requer uma abordagem integrada que ataque as causas profundas e sistémicas do trabalho infantil e não se concentre apenas no tratamento de sintomas.

Esta abordagem integrada inclui a aplicação de padrões internacionais relacionados ao trabalho infantil; políticas do mercado de trabalho focadas nas áreas onde a maioria do trabalho infantil é encontrada, isto é, na economia rural e na informalidade; protecção social contra a pobreza e a insegurança e educação universal de qualidade acessível a todos.

A IV Conferência sobre Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil ocorreu entre 14 e 16 de novembro, em Buenos Aires, Argentina, foi organizado pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social da Argentina, com o apoio da Organização Internacional do Trabalho. Organização Internacional do Trabalho

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Moçambique – Instituto Nacional de Segurança Social apoiou vítimas do ciclone Dineo

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) doou, recentemente, em Inhambane, um cheque no valor de 300 mil meticais, para mitigar os efeitos nefastos do Ciclone Tropical Dineo, que atingiu o litoral do sul de Moçambique, causando sete mortes e perto de 720 mil pessoas afectadas.

O INSS ficou sensibilizado com a situação que afectou entre as vítimas os beneficiários e pensionistas do Sistema de Segurança Social, tendo disponibilizado o referido donativo a ser aplicado, particularmente na aquisição de produtos alimentares e material de construção para as famílias desabrigadas.

O administrador em representação do Estado no Conselho de Administração do INSS, Eduardo Nhampossa, disse, no acto da entrega do montante, que a instituição decidiu dar o seu apoio para ajudar a minimizar os efeitos devastadores do temporal.

“É uma acção que se enquadra no Programa de Acção Sanitária e Social, daí que o INSS estendeu a mão, dando apoio à província de Inhambane”, explicou.

Por sua vez, Olívio Matsinhe, representante do INGC em Inhambane, referiu que o apoio do INSS vai ajudar a minimizar os danos causados pelo ciclone, numa altura em que o INGC está a prestar a assistência alimentar às populações ao mesmo tempo que procura dar abrigo às pessoas que ficaram sem tecto.

Importa salientar que o Governo precisa de 900 milhões de meticais para repor as infraestruturas destruídas pelo Ciclone Dineo que, além de causar a morte de pessoas e ferir outras, em Inhambane, destruiu 106 edifícios públicos, 70 unidades hospitalares, 998 salas de aula, três torres de comunicação e 48 postos de transporte de energia eléctrica. In “Olá Moçambique” - Moçambique