Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Macau - Académicos detalham apoios a Portugal depois de ciclone em 1941

Três académicos da Universidade Politécnica de Macau debruçaram-se sobre a operação de solidariedade promovida pela comunidade chinesa de Macau para apoiar vítimas de um ciclone que fustigou Portugal em 1941. O apoio partiu de instituições como a Associação de Beneficência Tung Sin Tong ou do Hospital Kiang Wu, em parceria com o Governo


Em Fevereiro de 1941, um poderoso ciclone afectou Portugal e deixou um rasto de destruição em todo o país, numa altura em que todas as atenções estavam viradas para as várias frentes de batalha da Segunda Guerra Mundial. Macau, à luz da neutralidade assumida no conflito pelo Governo de António de Oliveira Salazar, não estava directamente envolvida na guerra, mas acabou por se tornar num território de acolhimento para milhares de refugiados chineses que tentavam escapar à ocupação japonesa de Xangai e Cantão. O êxodo levou a população local a triplicar, atingindo-se a fasquia de meio milhão de habitantes.

Mesmo enfrentando uma grave crise social, Macau não deixou de enviar dinheiro para as vítimas portuguesas do ciclone, como prova a investigação intitulada “Angariação de Fundos pelos Chineses de Macau para a Reconstrução do Ciclone de 1941 em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial: Perspectiva da Escolha Pública”, da autoria dos académicos Baoxin Chen, Xi Wang e Kan Chen, da Universidade Politécnica de Macau (UPM).

A elite chinesa de Macau da época, em conjunto com o Governador de Macau, Gabriel Maurício Teixeira, enviou um total de 31075,23 dólares de Hong Kong, o equivalente a 310752,3 dólares de Hong Kong tendo em conta o câmbio actual, após uma campanha de angariação de fundos. Entidades como a Associação de Beneficência Tung Sin Tong e Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu participaram nestas iniciativas.

Segundo os autores da investigação, a concessão de donativos por Macau “ilustra a vontade da elite chinesa e do Governo de Macau de procurar capital político e poder em resposta à crise [gerada pela] guerra”. Trata-se ainda de um “evento de caridade diplomática internacional pouco conhecido e que é relevante para as relações luso-chinesas”, lê-se no artigo.

“Apesar deste ter sido o momento mais difícil da Segunda Guerra Sino-Japonesa, a elite chinesa de Macau mobilizou forças sociais e angariou fundos para ajudar na reconstrução” após a passagem do ciclone, algo que foi “amplamente apoiado e mereceu a cooperação da população chinesa de Macau”.

Tratou-se de “uma actividade política civil” que mostra “o comportamento e o processo de escolha do público no fornecimento e distribuição de bens públicos e na elaboração de regulamentos adequados a fim de influenciar a escolha da população e maximizar a utilidade social”. Para os académicos, a campanha de recolha de donativos constitui um “extraordinário acontecimento histórico da diplomacia internacional das relações luso-chinesas em tempo de guerra” que “foi inadvertidamente esquecido”, consideram os autores.

Cartas guardadas

O estudo foi desenvolvido graças a uma bolsa atribuída pela própria instituição de ensino e só foi possível devido ao acesso que os investigadores tiveram às chamadas “Cartas de Crédito”, provas documentais em português e chinês dos donativos atribuídos, e que estavam à guarda de Luo Jing Xin, coleccionador ligado à Sociedade de Colecção de Nostalgia de Macau.

Segundo o artigo científico sobre esta investigação, a primeira parte das “Cartas de Crédito” está em chinês e conta com 52 páginas, enquanto a segunda parte contém 36 páginas em português. Os autores fizeram ainda uma pesquisa intensiva entre jornais chineses da época, que relataram este episódio e publicitaram a campanha de recolha de fundos. Uma cópia destas “Cartas de Crédito” está hoje à guarda do Centro de Estudos Culturais Sino-Ocidentais da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UPM.

Os investigadores descrevem que os representantes da elite chinesa dirigiram-se ao Governador assim que souberam da tempestade, apresentando “condolências às vítimas a fim de mostrarem simpatia em nome do povo chinês”, tendo dito que “os chineses de Macau estavam dispostos a ajudar as pessoas que tinham ficado sem casa devido ao ciclone, para que pudessem sentir o calor e a preocupação por parte da sociedade chinesa do outro lado do mundo”.

Foi ainda referido por estes representantes da comunidade chinesa que “a angariação de fundos iria beneficiar os compatriotas portugueses em sofrimento”, além de proporcionar “às autoridades de Macau uma oportunidade para demostrar a sua lealdade e capacidade de governação do Governo português”.

Dois meses de recolha

Foi então criada uma comissão de angariação de fundos depois da aprovação do Governador Gabriel Teixeira, e publicado no jornal Va Kio, dia 27 de Março de 1941, um artigo onde se descreviam “os enormes prejuízos causados pelo ciclone em Portugal e a situação de vida das pessoas”. Lia-se, na peça, o seguinte: “O ciclone varreu todo o território de Portugal. Por onde se passava havia telhas, árvores e casas destruídas até à ruína, tendo depois seguido [o ciclone] directamente para a vizinha Espanha”.

Apelava-se ao ressurgimento do “Grande Espírito Tradicional Chinês, ‘仁義 (Ren Yi)”, relativo aos sentimentos de benevolência e rectidão. No artigo apelava-se ainda à ajuda da população, para que a comissão pudesse “reunir os donativos suficientes para prestar ajuda e apoio necessários aos que sofrem”.

A 22 de Março de 1941 o comité reuniu pela primeira vez para discutir o formato da recolha de donativos. O encontro foi presidido pelo presidente da Associação Comercial de Macau, Ko Ho Ning, com representantes das associações do Hospital Kiang Wu e da Tung Sin Tong. Foi então criado o “Comité de Ajuda dos Chineses para a Catástrofe do Ciclone Português”, presidido por Ko Ho Ning.

A 25 de Março organiza-se uma segunda reunião na Associação Comercial, onde se chegou a um “consenso sobre a estrutura organizacional, o funcionamento e as questões de implementação da angariação de fundos”. Nesta reunião, determinou-se que o Banco de Cantão, localizado na Rua Cinco de Outubro, e o Banco Tung Tak, na avenida Almeida Ribeiro, seriam as principais agências a guardar os donativos, recolhidos em Outubro e angariados entre 22 de Março e 23 de Maio. Neste processo “os chineses de Macau demonstraram um enorme fervor filantrópico”, destacam os académicos.

Para angariar dinheiro, organizaram-se bazares de beneficência, competições desportivas ou espectáculos de teatro de ópera cantonense, nomeadamente por parte do Teatro Tai Ping, à época bastante conhecido tanto em Macau como em Hong Kong.

O estudo revela que a comunidade chinesa de Macau, “de todos os estratos sociais” foi “a principal fonte de donativos”, contribuindo com 14.156,94 dólares de Hong Kong [câmbio da época], o que constituiu cerca de metade do dinheiro recolhido. Além das associações já referidas, participaram nesta recolha de fundos “celebridades e comerciantes conhecidos que se refugiaram em Macau durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, bem como o Governador de Macau e funcionários do Governo”. São destacados no estudo donativos de Zhou Yong Neng, que chefiava a delegação do Kuomitang em Macau, ou Sir Robert Ho Tung.

Esta campanha de recolha de fundos não tinha apenas objectivos de apoio social, mas também uma forte mensagem política, “não se tratando de uma mera actividade de auxílio e de caridade, mas de um acto deliberado com requisitos políticos específicos”, com diversas implicações.

“Naquela época eram inseparáveis as relações sociais entre Portugal e Macau e havia o objectivo comum de proteger Macau”, apesar das diferenças socioculturais entre portugueses e chineses e o grande distanciamento geográfico.

A elite chinesa acreditava que “China e Portugal tinham um destino comum ligado ao desenvolvimento histórico” e, numa altura em que Macau e a comunidade chinesa enfrentavam os dissabores da guerra, “os dois lados não eram apenas parceiros a enfrentar uma crise, mas também uma força vital na protecção de uma pátria comum – Macau”.

Os investigadores acreditam que esta ideia “permitiu que o evento de angariação de fundos corresse bem e reunisse mais contributos sociais”, apesar de constituir “um desafio”.

Segundo uma reportagem do jornal Público de 12 de Fevereiro do ano passado, que cita o meteorologista Paulo Pinto, “nunca houve tamanha destruição” em Portugal como a tempestade registada nesse ano de 1941. Não se sabe ao certo quantas vítimas o ciclone deixou, mas terão sido mais de uma centena de mortos e centenas de feridos.

Adélia Nunes, geógrafa portuguesa e autora de um dos poucos estudos sobre o incidente, relatou ao jornal que “foi uma situação catastrófica para o país”, tendo o ciclone atingido também Espanha. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Madagáscar – Prepara-se para o quarto ciclone tropical num mês

A tempestade Emnati é a mais recente de uma série que o país enfrenta desde o final de janeiro. As agências da ONU pedem US$ 26 milhões para ajudar a população, são esperados ventos fortes e chuvas até 500 milímetros


Várias agências da ONU alertaram que Madagáscar deve preparar-se para o quarto ciclone tropical a atingir a nação insular no espaço de um mês. As entidades estão a contribuir com planos para apoiar as autoridades e os mais vulneráveis.

O ciclone tropical Emnati deve afetar a costa leste de Madagáscar assim como as áreas central e sul. O país, no Oceano Índico, está a 400 km da costa leste africana, através do Canal de Moçambique.

Corrida contra o tempo

O porta-voz do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, OCHA, Jens Laerke, afirmou que Madagáscar está numa corrida contra o tempo para proteger a população, que já sofreram outros três eventos climáticos extremos.

Destacou que equipas de resposta foram acionadas anteriormente para apoiar as ações lideradas pelo governo.

O OCHA precisa de US$ 26 milhões desde que o ciclone Batsirai atingiu o país, no início deste mês.

Assistência humanitária

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, alertou que a nova tempestade agrava ainda mais a situação em Madagáscar, que ainda recupera de quatro semanas de instabilidade climática.

Dados da ONU indicam que mais de 1,6 milhão de pessoas precisam de assistência humanitária, incluindo as mais de 330 mil na região de Grand Sud que enfrentam níveis emergenciais de insegurança alimentar após secas recorrentes e o impacto da pandemia.

Além de aumentar o número de funcionários no local, o PMA está a coordenar com o governo a distribuição de refeições nas áreas afetadas e 148 toneladas de alimentos armazenados enquanto aguarda outros suprimentos.

Temporada de tufões

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, OMM, é raro ver-se quatro tempestades atingindo o mesmo país no espaço de quatro semanas, mesmo durante a temporada de tufões no Oceano Índico.

Os dados da OMM apontam que embora o ciclone deva ser mais fraco que o previsto, os ventos devem ser muito fortes, atingindo entre 150 e 200 km por hora.

Além do vento, deve chover fortemente com acúmulo até 250 milímetros no espaço de 24 horas nas regiões mais baixas e de 400 a 500 milímetros em altitudes mais elevadas.

Assim, a OMM alerta que as rajadas podem causar inundações e deslizamentos, bem como enchentes nas áreas costeiras pela formação de ondas próximas a 10 metros de altura e um aumento do nível do mar de cerca de um metro.

Estragos

No final de janeiro, Madagáscar foi atingido pela tempestade tropical Ana e em 5 de fevereiro, o ciclone tropical Batsirai atravessou as áreas centrais do país, impactando 270 mil pessoas.

O fenómeno climático deixou cerca de 21 mil deslocados e 20 mil casas destruídas, inundadas ou danificadas.

Mais de 21 mil pessoas ainda estão deslocadas e outras 5 mil foram afetadas pela tempestade tropical Dumako, em 15 de fevereiro, segundo o OCHA. ONU News – Nações Unidas


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Moçambique – Apreensão com o alastramento da pandemia leva à suspensão do pagamento de subsídios às vítimas do ciclone Idai

O Governo suspendeu o pagamento de subsídios às vítimas do ciclone Idai no distrito da Beira, devido ao receio da covid-19 por causa de grandes aglomerações nas filas, disse fonte oficial

“Tememos infeções pelo novo coronavírus e suspendemos o pagamento de subsídios, enquanto estudamos o melhor mecanismo de fazermos chegar o apoio, com segurança, a quem está inscrito“, afirmou Abdul Razak, delegado do Instituto Nacional de Ação Social, “INAS”, na província de Sofala.

O delegado do INAS avançou que o pagamento de subsídios às vítimas do ciclone Idai arrancou na terça-feira, mas teve de ser interrompido, devido ao ajuntamento de pessoas nos postos de pagamento sem o necessário distanciamento social face ao risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Razak adiantou que o processo será retomado logo que as condições de segurança sanitária estiverem reunidas.

No distrito da Beira, estão inscritos 32 mil beneficiários daquele subsídio. As enchentes nas filas para a receção da ajuda financeira também terão sido provocadas pela presença de pessoas não inscritas nas listas dos beneficiários, acrescentou o delegado do INAS.

Já tínhamos chamado a atenção para só acorrerem aos postos de pagamento os beneficiários inscritos, declarou Abdul Razak.

A suspensão do pagamento do subsídio enfureceu centenas de beneficiários, que se amotinaram frente ao gabinete do governador da província de Sofala, Lourenço Bulha.

O governador assegurou aos representantes do grupo que todos os beneficiários vão receber o dinheiro, assim que as condições de segurança sanitária forem criadas.

No total, devem receber o subsídio na província de Sofala cerca de 74 mil famílias de 10 dos 13 distritos da província. O Governo aprovou o pagamento de um subsídio mensal de 2500 meticais a cada uma das vítimas.

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março de 2019, provocou 604 mortos e 1,8 milhões de pessoas afetadas.

Pouco tempo depois, em abril, o Norte foi afetado pelo ciclone Kenneth, que matou 45 pessoas e afetou outras 250 mil. In “Zambeze Info” - Moçambique

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Moçambique - Banco de Moçambique entrega escola reabilitada na Beira



O Governador do Banco de Moçambique (BM), Rogério Zandamela, procede hoje, na cidade da Beira, à entrega da Escola Primária Completa Julius Nyerere,que beneficiou, recentemente, de obras de reabilitação e requalificação, devido aos danos causados pelo ciclone Idai, em Março de 2019.

Esta acção, inserida no âmbito da responsabilidade social do BM, resultou de uma campanha interna de angariação de fundos no seio dos trabalhadores da instituição, para apoiar as vítimas do ciclone, tendo sido eleita a referida escola. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

quarta-feira, 18 de março de 2020

Moçambique - Um ano após o Idai, recuperação avança a conta-gotas

Quase dois milhões de pessoas correm risco de passar fome, falta de vitaminas provoca surto de doença de pele e estudantes ainda assistem aulas em tendas



Há um ano, Moçambique tenta se recuperar lentamente da passagem do poderoso ciclone Idai, que destruiu 90% da cidade portuária da Beira, capital da província de Sofala e segunda maior do país. Poucas semanas depois, Kenneth devastou Cabo Delgado com ventos de mais de 240 km/h.

Mais 1,8 milhão de pessoas foram afetadas: mais de 600 morreram e 1,6 mil ficaram feridas em Moçambique. Muitos corpos não foram recuperados.

Além das dramáticas consequências dos dois ciclones, o país enfrenta ainda chuvas irregulares, inundações e um sério conflito armado. Para piorar, a falta de recursos está comprometendo o prosseguimento dos programas de ajuda.

“A recuperação de Moçambique acontece a conta-gotas. Estamos nesta luta e ainda há muito a fazer. As necessidades são enormes e os recursos são limitados. Quase dois milhões de pessoas correm risco de passar fome”, afirmou ao G1 Espinola Caribe, que atua pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU em Beira.

Com tantos desafios, Moçambique está longe de estar preparado para a nova temporada de ciclones que se aproxima.

Mais inundações

Os ciclones atingiram Moçambique na véspera da época de colheita. Em Sofala, após a passagem do Idai, as fortes chuvas deixaram inundados mais de 7 mil quilômetros quadrados de plantações – uma área equivale a mais de quatro vezes o tamanho do município de São Paulo.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU avalia que 300 mil pessoas ligadas à agricultura de subsistência foram afetadas pelos ciclones. Então, foram distribuídas de ferramentas e sementes para que os agricultores pudessem retomar o cultivo de culturas de subsistência, como milho e feijão.

“Uma parte delas conseguiu plantar milho, arroz, amendoim, abacaxis. Trabalharam muito. Só que, infelizmente, inundações destruíram muitas plantações das províncias do centro, entre elas Sofala”, conta Espínola Caribe.

A chuva deixou mais de 10 mil hectares inundados apenas em Sofala, afetando 14,3 mil famílias. “Os mais atingidos são aqueles que cultivaram em zonas mais baixas, que são mais ricas para atividades agrícola. A maioria perdeu tudo o que plantou”, lamenta.

Como cerca de 150 mil moçambicanos, Filipe Gove, de 68 anos, passou a viver em um campo de reassentamento para as vítimas do Idai. Além de perder a sua casa, toda sua colheita e toda a sua criação, ele perdeu a nora e dois netos. Os corpos de seus parentes nunca foram recuperados.



Agravação da má nutrição crônica

A dificuldade de produzir seus próprios alimentos agrava ainda mais um velho problema que Moçambique enfrenta: a má nutrição crônica, que atinge 43% das crianças com menos de 5 anos – a taxa mais alta na África Meridional.

Além dos problemas de desenvolvimento relacionados com a desnutrição, as crianças sem uma dieta equilibrada têm apresentado déficit de vitamina B3, que provoca a descamação da pele.

“Fica parecendo uma queimadura. Essas crianças não ingerem tudo o que necessitam. Elas precisam urgente de uma dieta mais variada”, afirma Caribe.

Nas províncias atingidas pelo Idai, a situação é ainda pior. “Entre maio e dezembro de 2019, aproximadamente 4 mil casos só nos distritos mais afetados pelo Idai.”

Em caráter emergencial, a ONU fornece comida para mais de 39 mil crianças de 81 escolas primárias. No entanto, por falta de recursos, o programa que estava previsto para terminar em abril será encerrado ainda este mês.

Escolas destruídas



Na Escola Secundária de Estoril, no bairro Macuti, na Beira, pelo menos dois alunos passaram mal durante as aulas por causa da fome.

“Em novembro uma criança desmaiou em pleno exame. Fomos investigar e descobrimos que ela tinha saído de casa sem comer. A pressão da prova associada à fome provocaram o mal-estar. Já tivemos pelo menos dois casos semelhantes”, conta o diretor da escola, Ermínio Mário Herculano.

Como não se trata de uma escola primária, ela não conta com ajuda para alimentação do governo.

A escola está entre as 1,1 mil que sofreram danos com os ventos de 170 km/h que atingiram a província de Sofala na noite de 14 de março de 2019. Estima-se que mais de 2,7 mil salas de aula ficaram destruídas em Sofala.

Na Escola Secundária de Estoril, 19 salas ficaram sem telhado. Desde então, seus 4,7 mil alunos com mais de 13 anos assistem às aulas de maneira improvisada.

Apenas três salas foram recobertas com telhas que restaram em bom estado. As outras 16 estão funcionando em tendas doadas por parceiros.

Herculano conta que as tendas são pequenas. Os 90 alunos de cada sala que precisam se ajeitar como podem nos turnos da manhã e da tarde, quando o problema é ainda mais grave por causa do calor.

“Em alguns casos, ficam até três em uma mesma carteira. No horário do intervalo, eles não têm para onde ir. Por isso, a gente orienta a ficar dentro da tenda mesmo. Os alunos reclamam muito do calor, ficam transpirando”, conta o diretor.

Os computadores ficaram todos destruídos com o Idai e ainda não foram repostos. A biblioteca, que funcionava no quarto do segurança, também ficou destelhada. O pequeno cômodo de 4 metros quadrados foi recoberto com telhas recuperadas, mas nem de longe está equipada como deveria.

“Não tenho previsão de quando a nossa escola será reparada. A nossa maior preocupação”, afirmou.

Conflito em Cabo Delgado

O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que 170 mil pessoas precisam de assistência alimentar só na província Cabo Delgado. Além das consequências do ciclone Kenneth, a região enfrenta um violento conflito.

“O conflito começou há mais ou menos 3 anos. Só que no fim do ano passado e no começo desse ano atingiu proporções inimagináveis. Pessoas são queimadas, degoladas. O nível de violência é assustador e força as pessoas a fugir para zonas mais seguras”, afirma Caribe.

Apenas as pessoas que estão nos reassentamentos estão recebendo ajuda alimentar, mas a ONU estima que cerca de 550 mil precisariam receber algum tipo de auxílio.

"A comunidade internacional tem que estar consciente da gravidade e da urgência do problema de insegurança alimentar em Moçambique, porque as necessidades são enormes. Não podemos perder as nossas conquistas. Se a ajuda acabar, a situação vai piorar, por isso, fazemos um apelo aos doadores", afirma Caribe. Letícia Macedo – Brasil in “G1 Globo”

sexta-feira, 13 de março de 2020

Moçambique - Programa Mundial de Alimentação forçado a reduzir apoio a vítimas do ciclone Idai

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, cortou para metade as rações alimentares devido à falta de fundos afetando cerca de 525 mil pessoas na província de Sofala. O apoio deve ser reduzido totalmente, ainda este mês, se o problema de financiamento não for resolvido, faz um ano neste 15 de março que o desastre aconteceu



Um ano após o ciclone Idai arrasar grande parte do centro de Moçambique, mais de meio milhão de sobreviventes sofrem outra ameaça: a da falta de apoio com alimentos entregues pela agência da ONU nesta área.

A falta de financiamento afeta muitas das pessoas mais atingidas, informou esta quinta-feira o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

Hortas

Nas semanas após o desastre, a assistência de emergência do PMA chegou a 1,8 milhão de pessoas. Mas, um ano depois, muitos ainda enfrentam a incerteza.

Em fevereiro, a falta de financiamento obrigou o PMA a reduzir pela metade as rações alimentares para 525 mil pessoas na província de Sofala, a mais atingida pelo ciclone. Se a agência não receber mais fundos, em breve, esse apoio será interrompido completamente ainda este mês.

Em nota, a diretora regional do PMA para a África Austral, Lola Castro, disse que os projetos do PMA, que incluem hortas comunitárias, reparação de estradas, pontes e escolas, são “uma fonte de esperança." Ela afirmou que "esse trabalho essencial deve continuar para se alcançar uma recuperação real e duradoura."

Para 2020, o PMA precisa de US$ 91 milhões para implementar todos os seus projetos de reabilitação para as vítimas do Idai.



Insegurança alimentar

A agência prevê que a próxima colheita, que acontece entre abril e maio, seja relativamente boa. Ainda assim, poucas das 250 mil famílias que tiveram as suas casas danificadas pelo ciclone conseguiram retornar às suas aldeias.

Muitos são agricultores de subsistência, que tiveram as suas colheitas destruídas no ano passado e que não conseguiram replantar a tempo para este ano. A maioria tem níveis persistentes de "crise" ou "emergência" de insegurança alimentar, o que significa que não comem o suficiente e continuam a precisar de ajuda externa para sobreviver.

Moçambique tem uma das taxas mais altas de desnutrição crónica no mundo, atingindo 43% das crianças com menos de cinco anos. Segundo o PMA, a desnutrição aguda está aumentando, justamente, entre as comunidades afetadas pelo Idai.

Recentemente, um surto raro de pelagra, uma doença causada pela falta de vitamina B3, afetou quase 4 mil pessoas em Sofala e os números continuam aumentando rapidamente.

Adaptação

Devido à forte dependência da agricultura de pequena escala e vulnerabilidade às alterações climáticas, o PMA afirma que são necessários mais investimentos na adaptação a estas mudanças e redução de riscos de desastres.

Lola Castro lembrou que "melhorar a capacidade dos moçambicanos contra secas e inundações era o centro do trabalho” da PMA. Segundo a representante, esse trabalho deve recomeçar agora. ONU News – Nações Unidas

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Moçambique – O segundo país mais vulnerável aos efeitos das alterações climáticas

A estação de chuvas, que começou em dezembro em Moçambique, está a trazer fortes tempestades ao país. O alerta é da chefe das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard.

Em entrevista à ONU News, de Maputo, ela afirma que a organização está a preparar-se para responder a uma estação de ciclones “muito forte” nos próximos meses.

Idai e Kenneth

A notícia chega poucos meses antes de a nação africana marcar o primeiro aniversário de um dos maiores desastres naturais da sua história: os ciclones Idai e Kenneth, que arrasaram Moçambique em março e abril passados.

Juntos, eles causaram mais de 640 mortos a afetaram pelo menos 2,2 milhões de pessoas.

Myrta Kaulard conta que o início das chuvas tem sido “muito intenso” e que os desastres naturais do ano passado dificultam a resposta.

“Isto torna estas populações muito mais vulneráveis do que em anos passados. Estamos muito preocupados. As previsões são de mais chuvas nas próximas semanas e isto é um desafio muito forte. Estamos então muito preocupados.”

Os últimos dados do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, revelam que as chuvas já afetaram perto de 68 mil pessoas, causando 45 mortos e 67 feridos.

Mais de 3,1 mil casas foram destruídas e 1,1 mil salas de aula danificadas, bem como 10 centros de saúde. Em resposta, as agências da ONU prestaram ajuda alimentar a mais de 82 mil famílias nas províncias de Gaza e Inhambane.

Secas

Por outro lado, no sul do país, as chuvas estão muito abaixo do normal, com um problema de seca que causa insegurança alimentar. Segundo a coordenadora residente, a ONU e os parceiros estão apoiando “várias centenas de milhares de pessoas.”

Myrta Kaulard diz que “as Nações Unidas estão a colaborar de forma muito próxima com as instituições nacionais”, que “estão a trabalhar muito bem”, evacuando pessoas que vivem em zonas de risco para evitar perdas de vidas.

Segundo a coordenadora, devido às secas e às chuvas, os stocks de emergência já estão sendo utilizados, ainda antes do pico da época dos ciclones. Afirma que isso é “uma fonte de preocupação.”

Neste momento, 2,5 milhões de moçambicanos precisam de ajuda humanitária urgente. Cerca de 1,9 milhão de pessoas necessitam de ajuda alimentar, 765 mil famílias precisam de kits sanitários e mais de 115 mil famílias necessitam de abrigos.

“As prioridades das próximas oito semanas são alimentação, abrigos, água e saneamento. Estes são os elementos básico para poder salvar vidas e poder apoiar as necessidades primarias das populações.”

Myrta Kaulard afirma que a ONU está “correndo contra o tempo para mobilizar recursos, para comprar mais alimentos, mais abrigos e mais material para posicionar” antes da chegada da época dos ciclones.

Financiamento

O maior obstáculo a esse trabalho é o financiamento. A coordenadora diz que a ONU não tem, neste momento, os recursos necessários. O Plano de Resposta Humanitária para o país detalha uma necessidade urgente de US$ 120 milhões. Dentro deste total, US$ 25 milhões são necessários imediatamente.

“Deixo um pedido à comunidade internacional de sustentar o trabalho das Nações Unidas e das instituições moçambicanas para poder ajudar a população que pode ser afetada por chuvas, por secas e por ciclones nos próximos meses. “

Segundo a coordenadora residente, “as capacidades das instituições nacionais são limitadas” e, por isso, a comunidade internacional “tem uma responsabilidade de ajudar.” ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Moçambique - Recuperadas seis emissoras de rádio, com o apoio da ONU, destruídas durante o ciclone Idai

Uma rede de organizações humanitárias, governamentais e do setor privado liderada pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA, ajudou a reavivar as emissoras de rádio que haviam sido destruídas pelo ciclone Idai, que afetou a região da Beira, em Moçambique.

A união do grupo restabeleceu seis estações que voltaram ao ar nove meses após o desastre natural, que afetou o país no ano passado.  O PMA disse que as emissoras “estão mais fortes do que nunca.”

Prevenção

Foi o serviço de informação dessas rádios que ajudou horas antes do ciclone, com notícias e recomendações para preparar as pessoas para o desastre. Segundo o PMA, “muitos conseguiram sobreviver devido aos avisos e conselhos transmitidos.”

Na véspera da passagem do Idai, as rádios de Sofala, Dondo, Aguia, Buzi e Nhamatanda receberam informações do governo local sobre como proteger os moradores.

Esses avisos foram dados pelos apresentadores, que também informaram sobre dicas de alimentos e documentos, busca de abrigo em terrenos altos, união da família e a importância de cuidados como se manterem longe de árvores e cabos, em áreas secas e com telefones carregados.

Falando ao PMA, o presidente do Conselho Municipal de Nhamatanda disse que “a rádio foi muito importante” porque “os avisos salvaram muitas vidas.”



Pós-ciclone

As estações continuaram a transmitir até perderem energia elétrica ou até mesmo os seus equipamentos na tragédia. Um apresentador da Rádio Nhamatanda, Rodrigues, decidiu dormir no chão do estúdio para salvar o material. Conta que o ciclone Idai destruiu a casa dele.

O serviço da rádio também foi importante nos dias após a passagem do ciclone com utilidade pública para que os sobreviventes pudessem reencontrar os seus familiares.

Uma das sobreviventes ligou para um programa e conseguiu ajuda para localizar o marido que foi levado pelas correntes.

Em novembro, um Complexo de Telecomunicações de Emergência, liderado pelo PMA, conseguiu restabelecer seis estações com novas torres de comunicação, transmissores e microfones.

Hoje, mais de 1,9 milhão de ouvintes podem novamente sintonizar as suas estações de rádio favoritas.

O PMA diz que “o que aconteceu nos últimos meses não pode ser apagado, mas as pessoas podem estar melhor preparadas para o próximo desastre tendo acesso à informação.” Segundo a agência, “as rádios comunitárias podem ser uma tábua de salvação.” ONU News – Nações Unidas

terça-feira, 7 de maio de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica presta apoia às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth

A Universidade Politécnica procedeu, na passada sexta-feira, 3 de Maio, em Maputo, à entrega, ao Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), de um donativo, para apoio às vítimas dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, nas regiões Centro e Norte do País, respectivamente.

Constituído por cerca de duas mil peças de vestuário diverso, 200 pares de sapatos e produtos alimentícios, o donativo resulta da campanha de contribuição levada a cabo pelos colaboradores da maior instituição privada do ensino superior no País, com vista a minimizar os efeitos causados pelas calamidades naturais.

No acto de entrega, o director da Unidade de Extensão Universitária da Universidade Politécnica, Mateus Simbine, explicou que os colaboradores da universidade, nomeadamente docentes, investigadores, estudantes e funcionários ficaram sensibilizados com os efeitos nefastos dos ciclones Idai e Kenneth, daí que entenderam solidarizar-se com as vítimas.

“Estamos aqui agora a efectuar esta entrega simbólica, mas as nossas unidades orgânicas de Quelimene, Tete, Nacala e Nampula estão a fazer a colecta de apoios, que serão igualmente entregues às autoridades competentes para que sejam canalizados aos beneficiários”, frisou Mateus Simbine.

Por sua vez, o representante do INGC, Rui Costa, considerou que o apoio da Universidade Politécnica reveste-se de capital importância para o INGC, sobretudo para os afectados pelas intempéries.

“Existem ainda muitas famílias afectadas pelos dois ciclones que precisam de ajuda, particularmente em alimentos, medicamentos e acomodação. Este donativo vai trazer conforto para essas pessoas que ainda estão a sofrer, após terem perdido quase tudo o que tinham”, destacou.

Importa realçar que o Idai afectou 306 221 famílias, correspondente a 1500 mil pessoas, para além de 603 óbitos. Em relação ao ciclone Kenneth, os últimos dados indicam para um total de 44 813 famílias afectadas, o correspondente a 208 361 pessoas e 41 óbitos. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 10 de abril de 2019

CPLP - Idai: Timor-Leste contribui com um milhão de dólares para fundo solidário

Timor-Leste vai doar um milhão de dólares (890 mil euros) para o fundo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para ajudar as vítimas do ciclone Idai, que já tem comprometida uma verba de 1,5 milhões de euros



Os montantes foram hoje divulgados em Lisboa, durante a assinatura do memorando de entendimento entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o governo de Moçambique, segundo o qual o Instituto de Gestão das Calamidades Naturais será o principal beneficiário dos recursos.

As verbas vão ser canalizadas através de uma nova rubrica do fundo especial da CPLP dedicada ao "apoio à situação de emergência provocada pelo ciclone Idai em Moçambique".

Estão já disponíveis 250 mil euros (consignados por Portugal à rubrica "alterações climáticas" no âmbito do fundo especial da CPLP) que deverão ser reforçados com os contributos de Timor-Leste (890 mil euros), Cabo Verde (200 mil euros), Guiné-Bissau (100 mil euros), Portugal (100 mil euros), Associação Caboverdeana, na qualidade de observador consultivo da CPLP (250 euros) e Ordem dos Advogados (7000 euros).

"Quando a CPLP decidiu, há uma semana e meio, instituir este apoio especial no âmbito do fundo especial da CPLP tínhamos em mente, não só a situação trágica que estavam a passar os nossos irmãos de Moçambique, mas também a importância de haver um gesto da CPLP nesta hora muito difícil para um dos seus estados-membros fundadores", assinalou o secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, após assinar o protocolo.

Francisco Ribeiro Telles mostrou-se "convencido" de que o fundo terá mais adesões no futuro, destacando que "quaisquer contribuições serão bem-vindas".

O embaixador de Moçambique em Lisboa e representante permanente do país na organização lusófona, Joaquim Bule, registou "com apreço, o gesto da CPLP" e garantiu que os gastos serão auditados.

"Há mecanismos que foram instituídos pelo Governo de Moçambique, no sentido de que toda a ajuda canalizada para o país no âmbito da emergência está sujeita a auditoria externa", o que assegura que os fundos serão usados "com a transparência necessária" e que haverá prestação de contas, considerou o diplomata.

"Nós costumamos dizer que é nos momentos difíceis que se revelam os melhores amigos e acreditamos que a contribuição feita pelos Estados-membros da CPLP vai contribuir para o conjunto dos esforços que o país está a fazer e que a comunidade internacional também está a fazer, com vista a ajudar o país a enfrentar os prejuízos, os danos, a destruição provocada pelo ciclone", declarou Joaquim Bule.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Segundo o último balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Moçambique – Instituto Nacional de Segurança Social apoiou vítimas do ciclone Dineo

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) doou, recentemente, em Inhambane, um cheque no valor de 300 mil meticais, para mitigar os efeitos nefastos do Ciclone Tropical Dineo, que atingiu o litoral do sul de Moçambique, causando sete mortes e perto de 720 mil pessoas afectadas.

O INSS ficou sensibilizado com a situação que afectou entre as vítimas os beneficiários e pensionistas do Sistema de Segurança Social, tendo disponibilizado o referido donativo a ser aplicado, particularmente na aquisição de produtos alimentares e material de construção para as famílias desabrigadas.

O administrador em representação do Estado no Conselho de Administração do INSS, Eduardo Nhampossa, disse, no acto da entrega do montante, que a instituição decidiu dar o seu apoio para ajudar a minimizar os efeitos devastadores do temporal.

“É uma acção que se enquadra no Programa de Acção Sanitária e Social, daí que o INSS estendeu a mão, dando apoio à província de Inhambane”, explicou.

Por sua vez, Olívio Matsinhe, representante do INGC em Inhambane, referiu que o apoio do INSS vai ajudar a minimizar os danos causados pelo ciclone, numa altura em que o INGC está a prestar a assistência alimentar às populações ao mesmo tempo que procura dar abrigo às pessoas que ficaram sem tecto.

Importa salientar que o Governo precisa de 900 milhões de meticais para repor as infraestruturas destruídas pelo Ciclone Dineo que, além de causar a morte de pessoas e ferir outras, em Inhambane, destruiu 106 edifícios públicos, 70 unidades hospitalares, 998 salas de aula, três torres de comunicação e 48 postos de transporte de energia eléctrica. In “Olá Moçambique” - Moçambique