Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Reino Unido - Cinco séculos da circum-navegação celebrados em Londres na Organização Marítima Mundial



Londres - O 500.º aniversário da viagem de circum-navegação iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães, em 1519, é hoje celebrado na Organização Marítima Mundial, em Londres, numa iniciativa conjunta das embaixadas de Portugal e de Espanha no Reino Unido.

Uma conferência com o historiador português João Paulo Oliveira e Costa e o jornalista Francisco Taronjí vai debater e refletir sobre a primeira volta completa ao mundo, iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães e completada pelo navegador espanhol Juan Sebstián Elcano, em 1522.

"O propósito é recordar uma viagem de grande importância e significado científico comandada em grande parte do seu percurso por um navegador português, que muitos consideram ter dado uma contribuição significativa para o que hoje se chama 'globalização'", disse à agência Lusa o embaixador de Portugal no Reino Unido, Manuel Lobo Antunes.

Este acontecimento merece ser celebrado na sede da Organização Marítima Mundial porque, acrescentou, "contribuiu para um melhor conhecimento científico do globo, abrindo rotas marítimas alternativas para o comércio de produtos entre a Ásia e a Europa".

Portugal e Espanha têm previsto um programa de ações conjuntas para comemorar os 500 anos da primeira volta ao mundo, da qual faz parte uma viagem de circum-navegação pelos navios-escola Sagres (português) e Juan Sebastián Elcano (espanhol).

Está também prevista uma exposição itinerante organizada pelos Ministérios da Cultura dos dois países, a coprodução de uma série televisiva, e a elaboração de um estudo sobre a "Projeção mundial do espanhol e do português".

A apresentação de uma Declaração dos Ministros da Cultura da União Europeia, sobre o significado da circum-navegação, é outra das ações apresentadas.

As embaixadas de Portugal e de Espanha também vão coordenar a organização de atividades conjuntas nos países da Rota de Magalhães-Elcano: Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Filipinas, Brunei, Indonésia, Timor-Leste, Moçambique, África do Sul e Cabo Verde. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Internacional - Portugal em exercício de Geminação para uma Parceria de Energia Eólica Offshore



O WavEC Offshore Renewables tem o prazer de anunciar que o projecto TWIND, dedicado à área da energia eólica offshore, foi aprovado para financiamento no âmbito do Programa-Quadro Horizonte 2020 da UE. O projeto é coordenado pelo WavEC e reúne outras três entidades de investigação de renome a nível internacional: Tecnalia Research & Innovation (Espanha), Offshore Renewable Energy Catapult (Reino Unido) e Universidade Técnica de Delft (Países Baixos).

O projecto TWIND foi lançado em julho de 2019 e terá uma duração de três anos, com um orçamento total de 796 mil Euros. O seu objetivo global é o de criar uma rede de excelência que dinamize um leque de profissionais e estagiários de investigação especializados no domínio da energia eólica offshore, com vista a apoiar uma indústria emergente em Portugal, numa área em que se antecipa um crescimento acentuado mas que não tem ainda uma base de formação dedicada.

O projeto visa ampliar o perfil de investigação do WavEC como instituição de um país widening (Portugal), bem como o perfil de investigação do seu pessoal na área específica da energia eólica offshore, melhorando, ao mesmo tempo, a capacidade científica e tecnológica de todas as instituições envolvidas. Para tal, o TWIND procura assegurar a efectiva coordenação de esforços e instigar a excelência e a capacidade de inovação, através da transferência de conhecimento com os parceiros acima referidos, líderes internacionais no domínio da energia eólica offshore sedeados em países de elevado desempenho científico a nível europeu (Espanha, Reino Unido e Países Baixos). As capacidades combinadas dos parceiros estabelecerão as bases para explorar resultados de investigação já existentes e para investir no desenvolvimento de novos conhecimentos.

As iniciativas de networking e transferência de conhecimento estimularão atividades de investigação e o desenvolvimento de serviços altamente qualificados, com elevado impacto na economia e na sociedade, beneficiando assim não apenas o WavEC e as organizações parceiras, mas também Portugal como um todo. Para além disso, estas iniciativas dinamizarão ainda atividades de campo nas zonas de teste na costa portuguesa com impacto a nível regional.

O TWIND está alinhado com diversas prioridades Nacionais e Europeias, nomeadamente a Estratégia Industrial do governo do Reino Unido, a Estratégia Industrial Portuguesa para as Energias Renováveis Oceânicas, publicada em 2017, e o Plano de Implementação de Energia Eólica Offshore SET Plan, adoptado em Junho de 2018, estabelecendo deste modo uma via de consolidação da estratégia do WavEC nesta área e estimulando o desenvolvimento de uma cadeia logística em Portugal para a energia eólica offshore flutuante. WavEC Offshore Renewables - Portugal

sábado, 11 de maio de 2019

Reino Unido - Centro de investigação europeu distingue estudo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra que visa desenvolver novos fármacos para o tratamento de cancro



Um estudo que, pela primeira vez, avaliou o impacto de fármacos anticancerígenos na água do interior das células foi distinguido com o "Society Impact Awards" 2019, prémio atribuído pelo "ISIS Neutron and Muon Source", laboratório que possui um dos mais potentes feixes de neutrões e muões do mundo, localizado no Reino Unido.

Lançado em 2018, o “ISIS Impact Award” reconhece o impacto científico, social e económico do trabalho desenvolvido pela comunidade de utilizadores das instalações do centro – cerca de um milhar de cientistas de todo o mundo por ano.

O estudo agora premiado, liderado por Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho, da Unidade de I & D “Química-Física Molecular” (QFM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), visa o desenvolvimento de novos fármacos antitumorais com múltiplos locais de ação, a designada quimioterapia multialvo, que permite aumentar a eficácia do tratamento de doentes com cancro, principalmente em casos de prognóstico muito baixo.

Geralmente, explicam os investigadores, «os medicamentos de combate ao cancro têm um único alvo (uma molécula recetora, que pode ser o ADN, uma proteína específica, a membrana da célula, etc.). Mas se conseguirmos um fármaco que atue simultaneamente em vários locais da célula, a eficácia do tratamento será maior, e terá menos efeitos tóxicos para o paciente».

Sabendo-se que a água, a substância mais abundante dentro da célula, é essencial para o seu bom funcionamento, estes investigadores decidiram estudar o comportamento dos diferentes tipos de água intracelular na presença de fármacos anticancerígenos.



«Só conhecendo todas as mudanças que os medicamentos desencadeiam na estrutura da água no interior da célula é possível avaliar de que forma esta água pode ser usada como um alvo terapêutico. É a primeira vez que se tenta perceber o efeito de fármacos na água intracelular», notam os investigadores que trabalham no desenvolvimento de novos fármacos contra o cancro há cerca de duas décadas.

A equipa inovou também na realização das experiências, já que foi a primeira vez que se colocaram células cancerígenas humanas sob a ação de um feixe de neutrões. Para tal ser possível, foi necessário cultivar e incubar com o fármaco um número extremamente elevado de células cancerígenas humanas imediatamente antes da aquisição dos dados. «São experiências muito complexas, que exigem a utilização de milhões de células vivas», contam Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho.

Foram testados dois fármacos, em dois tipos de cancro muito agressivos: carcinoma de mama metastático (triplo-negativo) e osteossarcoma (cancro de osso, que afeta particularmente crianças e adolescentes). Primeiro foi avaliado o efeito de um medicamento conhecido – a cisplatina - e, numa segunda fase, foi testado um fármaco desenvolvido por estes investigadores da QFM-UC. Ambos os compostos têm como alvo principal o ADN da célula.

Os resultados foram bastante promissores, revelam os coordenadores do estudo. «No seu conjunto, verificou-se que os dois fármacos afetam a água intracelular nos tipos de cancro agora estudados. Mais, observaram-se diferenças significativas no modo de ação dos dois medicamentos, dependentes ainda do tipo de cancro».

Por outro lado, observou-se um duplo efeito dos fármacos na dinâmica da água intracelular. A água do citoplasma tornou-se mais rígida enquanto a água de hidratação das biomoléculas que se encontram no interior da célula (que funciona como uma capa protetora) tornou-se mais flexível. Segundo os investigadores, este efeito duplo é «muito positivo porque significa que provavelmente as biomoléculas não irão funcionar normalmente, levando à morte celular, que é o que se pretende numa célula doente».

Sobre o prémio “Society Impact Award”, Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho afirmam que foi com «surpresa e satisfação que recebemos a notícia, já que concorremos com centenas de cientistas de todo o mundo. É uma honra muito grande ver reconhecida a qualidade do trabalho desenvolvido na nossa unidade de investigação». Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

domingo, 3 de março de 2019

Reino Unido - Portugueses com nacionalidade britânica aumentaram em 2018

O número de portugueses que adquiriram a nacionalidade britânica aumentou 54% em 2018, face ao ano anterior, totalizando 1905 casos, segundo estatísticas divulgadas pelo Ministério do Interior britânico



Desde 2013 que a média do número de naturalizações de portugueses no Reino Unido variava entre as 500 e 600, mas em 2017 disparou para 1234, um aumento de 84% face às 672 contabilizadas no ano anterior em 2016.

Esta evolução acompanha a dos cidadãos europeus em geral, que também aumentou de forma invulgar desde que 52% dos eleitores britânicos votaram num referendo pela saída do Reino Unido da União Europeu (UE).

O número de europeus que se naturalizaram britânicos passou de 13 000 em 2015 para 17 200 (mais 32%) em 2016, 31 826 em 2017 (mais 85%) e 47 597 em 2018 (mais 50%).

Pelo contrário, o número de portugueses que pediram cartões de residência permanente enquanto cidadãos europeus caiu para 17 272 em 2018, um decréscimo de 42% face aos 29 908 pedidos feitos em 2017.

Este documento é necessário desde 2015 para os europeus pedirem a naturalização britânica, porém, devido ao processo do 'Brexit', as autoridades britânicas anunciaram a sua substituição por um novo regime de residência permanente mais simples.

O estatuto de residente permanente ('settled status') é atribuído aos cidadãos há cinco anos consecutivos a viver no Reino Unido, enquanto que os que estão há menos de cinco anos no país terão um título provisório ('pre-settled status') até completarem o tempo necessário.

O sistema só deverá estar totalmente funcional para os cerca de 3,5 milhões de europeus que vivem no país após o 'Brexit', a 29 de março de 2019, mas nas fases experimentais realizadas foram aprovados mais de 100 000 pedidos, de acordo com o governo britânico.

A data limite da candidatura é de 30 de junho de 2021, se o acordo negociado com Bruxelas for ratificado, ou 31 de dezembro de 2020, se a saída acontecer sem acordo. In “Revista Port. Com” - Portugal

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Portugal - Seminário WavEC 2018 no Museu do Oriente

Seminário WavEC 2018 – 04 dezembro 2018, Museu do Oriente

Portugal e o Reino Unido: Desafios e oportunidades na indústria de energia renovável e aquacultura offshore



O WavEC Offshore Renewables está a organizar o seu Seminário Anual de 2018, que este ano conta com a colaboração da Embaixada Britânica em Portugal. O evento tem lugar no dia 04 de dezembro de 2018, no Museu do Oriente.

Neste Seminário serão apresentados projetos líderes da indústria de energias renováveis offshore e aquacultura e pretendemos perceber os seus desafios, oportunidades e lições adquiridas. Contamos com oradores portugueses, britânicos e europeus, peritos de topo nos seus setores.

No âmbito do projeto OCEANIC, financiado pela União Europeia, o evento irá ainda explorar de que forma técnicas inovadoras de revestimentos de proteção podem ser aplicadas em instalações offshore.

Iremos debater, igualmente, quais as oportunidades e desafios associados à criação do AIR Centre (Atlantic International Research Centre), uma rede de ciência, tecnologia e desenvolvimento de negócio que faz a ponte entre o Norte e o Sul, o Este e Oeste do Atlântico.

Por fim, iremos debater a temática das sinergias entre Infraestruturas e cadeia de fornecimento, tanto em Portugal como no Reino Unido, que permitem incrementar a investigação, a inovação e o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Convidamos todos a participar neste encontro. Em breve irá estar disponível a plataforma de registos. WavEC - Portugal
  
Pré-registos são possíveis através do email: mail@wavec.org ou telefone: 21 8482655.

O programa provisório e mais informação serão divulgados na nossa página web: www.wavec.org

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Macau - Reino Unido pressionou Portugal a não dar cidadania portuguesa a macaenses

De acordo com o jornal South China Morning Post, que cita documentos britânicos recentemente desclassificados do Arquivo Nacional de Londres, o governo britânico não queria fosse dada a nacionalidade portuguesa aos residentes de Macau porque não queria estes tivessem os mesmo direitos que qualquer cidadão europeu.

“Com a possibilidade de Macau regressar ao controlo da China, ao mesmo tempo que Hong Kong, pode acontecer que muitos macaenses de nacionalidade portuguesa decidam que a Europa, e não Macau, é o lugar certo” para viver, escreveu, a 16 de Outubro de 1985, o secretário de Estado para os Assuntos Estrangeiros e da Commonwealth, Geoffrey Howe, numa carta dirigida às autoridades portuguesas em Macau.

Com a nacionalidade portuguesa, os residentes de Macau teriam a possibilidade de viver e trabalhar no Reino Unido ou em qualquer país que pertencesse à Comunidade Europeia, o que não agradava às autoridades britânicas. Geoffrey Howe temia que os residentes de Hong Kong procurassem obter a nacionalidade portuguesa de forma viver no Reino Unido. Os cidadãos de “Hong Kong podem tentar obter passaportes portugueses para obterem o direito de entrada no Reino Unido”, escreveu o responsável.

O secretário de Estado para os Assuntos Estrangeiros e da Commonwealth apelou ainda às autoridades portuguesas em Macau para que fizessem os possíveis junto do governo português para “endurecer o critério” para dar nacionalidade portuguesa aos residentes de Macau, que segundo os britânicos iria abranger mais de 85 mil pessoas.

Em 12 de Junho de 1985 Portugal assinou o tratado de adesão à Comunidade Económica Europeia e o país integrou oficialmente a comunidade em 1 de Janeiro de 1986. Portugal, ao contrário do Reino Unido, não tinha um sistema de dois níveis de nacionalidade.

A 13 de Abril de 1987, Cavaco Silva assinou em Pequim, enquanto primeiro-ministro de Portugal, a declaração conjunta luso-chinesa sobre a transferência da administração do território de Macau para a China até 20 de Dezembro de 1999.

Os passaportes portugueses – com direitos de cidadania plena – foram concedidos a qualquer pessoa nascida antes de 20 de Novembro de 1981, e a nacionalidade portuguesa foi garantida aos filhos dessas pessoas. In “Ponto Final” - Macau

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Brasil - Marinha assina contrato de compra de porta-helicópteros britânico

Na manhã do dia 19 de fevereiro, em Plymouth – Inglaterra, o Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Luiz Henrique Caroli, representando a Marinha do Brasil, assinou o contrato de transferência do HMS “Ocean” junto às autoridades do Ministério da Defesa britânico.

Tendo sido incorporado à Marinha Real (Royal Navy – RN) do Reino Unido em 1998, o HMS “Ocean” foi projetado para realizar operações anfíbias com helicópteros embarcados e com Tropas dos Royal Marines (Fuzileiros Navais britânicos), bem como para atender a missões de ajuda humanitária, como a ocorrida em setembro de 2017, quando aquele Navio assistiu às populações Caribenhas que foram flageladas pela passagem do furacão “Irma”.

Na Marinha do Brasil, o HMS “Ocean” será empregado em operações aéreas com helicópteros, operações anfíbias com tropas de Fuzileiros Navais e missões de Controle de Área Marítima para proteção de nossas Linhas de Comunicações Marítimas, bem como conduzirá atividades de apoio logístico, de caráter humanitário, de auxílio a desastres naturais e de apoio a operações de manutenção da paz.

A incorporação do HMS “Ocean” à MB será em 29 de junho de 2018, sendo que o processo de transferência do Navio tem previsão de ser concluído até o final do mês de julho, com chegada ao Brasil em agosto. Até lá, os tripulantes brasileiros realizarão cursos na Royal Navy, em empresas fabricantes dos equipamentos e intensivos treinamentos, além de que o Navio executará serviços de manutenção e docagem em estaleiro britânico, de modo a que seja recebido em suas melhores condições de material e de preparação de nosso pessoal. In “Defesanet” - Brasil



O HMS “Ocean” possui as seguintes características:

· Comprimento total: 203,43 m;
· Deslocamento carregado: 21.578 t;
· Velocidade máxima mantida (VMM) prevista em projeto: 18,0 nós;
· Raio de ação: 8.000 milhas náuticas;
· Acomodação para tropa: 806 Fuzileiros Navais; e
· Aeronaves embarcadas: 18 helicópteros.

O Navio tem capacidade para operar simultaneamente até 7 aeronaves em seu convés de voo, podendo utilizar todos os tipos de helicópteros pertencentes aos Esquadrões da Marinha do Brasil, quais sejam: Seahawk (SH-16), Cougar (UH-15 A/B); Lynx (AH-11B), Esquilo (UH-12/13), Bell Jet Ranger III (IH-6B) e Super Puma (UH-14).

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Reino Unido - O mistério do quadro renascentista em que se (re)descobriu a Lisboa manuelina

Parece um romance policial. Em 2009 duas historiadoras inglesas visitaram uma mansão perto de Oxford e aí encontraram um quadro do século XVI que retratava uma rua renascentista. Não se sabia se era uma rua real ou imaginada, nem quem a tinha pintado. Depois de uma longa pesquisa, as historiadoras chegaram à conclusão de que se trata de uma rua bem portuguesa que foi palco do comércio de mercadorias de todo o mundo.


A casa foi construída pelo escritor, artista e filósofo socialista William Morris, uma figura pública da Inglaterra vitoriana. Lá viveu desde meados do século até à sua morte, em 1896. É uma daquelas quintas inglesas cheias de carácter, rodeada por um lindo jardim e recheada com móveis, livros e objectos de grande qualidade. A viúva, e depois as filhas, conservaram tudo intacto até que, com o falecimento da última, a casa passou para uma organização chamada Sociedade dos Antiquários de Londres, que a mantém aberta ao público. Qualquer pessoa pode passar uma tarde agradável nos jardins ou a inspeccionar a preciosa biblioteca de William Morris.

Em 2009 duas historiadoras inglesas, Kate Lowe e Annemarie Jordan Gschwend, visitaram esta mansão do século XIX, Kelmscott Manor, localizada perto de Oxford. As duas historiadoras repararam num quadro do século XVI que o pintor Dante Gabriel Rossetti, amigo de Morris, lhe terá oferecido, ou vendido, e que estava atribuído à escola de Velázquez. Mostra uma rua renascentista, e não se sabia se era real ou imaginada, nem quem a tinha pintado.

Lowe e Gschwend pesquisaram longamente, à procura de referências, tanto em livros e documentos, como na própria pintura. Finalmente chegaram à conclusão, indisputada, de que se trata da Rua Nova dos Mercadores, na baixa da Lisboa manuelina. Ficava onde agora passa a Rua da Alfândega, e era o percurso mais cosmopolita numa cidade onde se negociavam mercadorias de todo o mundo. Além de algumas descrições da sua opulência, apenas existem poucas gravuras da cidade inteira, sem pormenores das ruas. A Rua Nova dos Mercadores foi evidentemente destruída pelo terramoto de 1755, e nunca mais voltou ao esplendor da Era das Descobertas. O que resta hoje é a fachada manuelina da Conceição Velha, reconstruída com um interior já pombalino.

O quadro é incrivelmente detalhado – tem tantos pormenores que permite reconstruir uma grande quantidade de informação sobre a Lisboa do século XVI e, por extensão, da vida urbana dum grande centro europeu. Pesquisando à lupa, um grupo de quinze historiadores de várias especialidades começou a descobrir o significado de tudo o que lá se vê: a arquitectura ainda com influências árabes, o carácter multirracial da população, habitantes e visitantes, os artefactos negociados nas lojas e os produtos vindos de todo o mundo que estavam em exposição; porcelanas chinesas, papagaios brasileiros, marfins de África e do Sri Lanka, joalharia, lacados, têxteis da Ásia e pedras preciosas dos entrepostos onde os portugueses negociavam. A partir dos objectos e figuras, os especialistas conseguem extrapolar um sem número de factos, como os modelos de negócio então praticados, o percurso dos produtos pelos portos dos sete mares e até hábitos da vida quotidiana da cidade.

Nessa época de abundância, os artefactos que anteriormente só eram usados pela realeza tinham-se tornado comuns entre a rica burguesia. Neste particular, o quadro vem confirmar o que se sabe de outras fontes. Por exemplo, uma guia de desembarque de 1518 mostra que uma nau do Oriente trazia 19 mil leques chineses e duas toneladas de seda da costa de Malabar. No quadro vêem-se esculturas de cristal do Sri Lanka, biombos de laca indo-muçulmanos e esculturas cristãs feitas na Índia.

O resultado de todas estas pesquisas acaba de ser publicado num volume de grande formato, com 300 páginas, editado pelas historiadoras e com os comentários dos quinze críticos. Chama-se "The Global City: On the Streets of Renaissance Lisbon" e é editado pela Paul Holberton Publishing, uma casa especializada em livros de arte altamente sofisticados e objectos exóticos e raros.

Infelizmente não se viu notícia desta publicação por cá. Nós, portugueses, a quem este assunto interessa mais do que a quaisquer outros, pois ainda vivemos a nostalgia das Descobertas e poucas informações novas já se conseguem encontrar, bem que gostaríamos. Entretanto, o livro pode ser comprado do editor (por 40 libras) ou, evidentemente, através da Amazon. Couto Nogueira – Portugal in “Sapo24”

sábado, 20 de fevereiro de 2016

OIT - A escravidão moderna afeta 21 milhões de pessoas em todo o mundo

Por trás destas estatísticas estão milhões de histórias humanas dolorosas. Jonas foi enganado, traficado para o Reino Unido e empurrado para um abismo. Leia a sua história

O meu nome é Jonas. Tenho 46 anos de idade e sou natural de uma pequena cidade na Lituânia, perto da fronteira com a Polónia. É difícil encontrar trabalho no meu país e ainda que você encontre é muito mal pago. Eu tinha uma dívida por causa de um empréstimo para despesas médicas para um dos meus filhos. O dinheiro era pouco.

Um dia, fui abordado por um homem chamado Mindaugas, que disse-me que poderia encontrar um emprego no Reino Unido e que me pagariam numa semana mais do que eu poderia ganhar na Lituânia num mês. Ele fez tudo parecer muito bom e disse que eu poderia ter lá uma boa vida. Foi uma decisão difícil e bastante assustadora deixar o meu país de origem, mas eu precisava do dinheiro.

Eu não tinha como pagar a passagem, mas ele disse-me que eu poderia pagar pelo transporte e alojamento assim que eu começasse a trabalhar. Eu tive que confiar nele.

Junto com uma série de outros lituanos fomos para o Reino Unido numa van. A viagem demorou mais de dois dias.

Quando chegamos fomos recebidos por um homem chamado Marijus, que nos levou para uma casa no litoral. O local era muito pequeno e com muitas pessoas vivendo lá. Eles disseram que iriam encontrar trabalho para mim e que eu teria de abrir uma conta bancária para que o meu salário pudesse ser pago.

Encurralado

Demorou um pouco até que eu conseguisse um emprego e eles diziam-me para ser paciente. Eu não tinha comida e as minhas dívidas acumulavam-se. Depois de algumas semanas eles levaram-me para uma fábrica onde preparavam-se frangos de supermercados. Não era agradável e era repetitivo, mas eu estava muito aliviado porque estava finalmente trabalhando com um salário decente.

Nas duas primeiras semanas eu fui pago com cheques, mas não na minha conta bancária. Então eu tinha que ir a uma loja onde eles descontavam para você, cobrando uma comissão, é claro!

Marijus mandou seus homens seguirem-me para que assim que eu tivesse recebido o dinheiro eles me forçassem a entregá-lo. Fiquei muito assustado e com medo de que se eu não fizesse o que eles diziam iriam-me espancar e levar o dinheiro de qualquer jeito. Eu dei a eles todo o meu pagamento da semana, cerca de 260 libras. Eles levaram 220 libras e deram-me 40 libras ‘para viver’, disseram. Eles disseram-me que eu ainda devia cerca de 1.000 libras pelo transporte para o Reino Unido, mais o alojamento e alimentação e que eu então deveria acostuma-mer com isso.

Eles cobravam-me cerca de 60 libras por semana por um quarto compartilhado com outras pessoas, dormindo no chão com três outros. Eles disseram-me que se eu não morasse na casa eu não iria conseguir trabalho. Eu estava encurralado!

Depois de algumas semanas cheguei ao meu limite. Eles estavam levando quase tudo o que ganhava. Eu estava trabalhando para nada. Esta não era a vida que me tinham prometido.

Conversámos na casa sobre o que poderíamos fazer. Dois outros homens concordaram comigo e por isso decidimos arriscar e fugir. Encontrámos um lugar diferente para viver, mas sabia que estávamos sempre em perigo porque Marijus poderia vir nos procurar.

Ele conseguiu entrar em contato comigo por telefone. Ameaçou-me, então voltamos para a fábrica do frango. Ele tinha contatos lá e certificou-se que fôssemos colocados num local em que seus homens pudessem-nos ver.

Ameaças de morte

Um dia fomos seguidos de volta para o apartamento. Marijus e os seus homens forçaram a entrada e ameaçaram-me. Começaram a vasculhar todas as minhas coisas e encontraram o que restava do dinheiro que eu tinha trazido comigo de casa. Levaram tudo e, em seguida, encontraram alguns recibos de saques que eu tinha feito da conta bancária que tinha aberto. Ficaram furiosos e exigiram o cartão do banco e o meu passaporte. Quando me recusei espancaram-me até que eu ficasse inconsciente. Revistaram o apartamento e encontraram o cartão do banco, mas eu tinha escondido o meu passaporte no meu travesseiro. Disse-lhes que tinha perdido. Não poderia desistir, caso contrário não haveria nenhuma hipótese de escapar.

Marijus um dia disse-me: “Você não veio aqui não para ganhar e poupar dinheiro, mas para produzir e depois ir.” Noutras palavras, ele estava-me dizendo que eu não era nada mais do que o seu escravo e que fui levado para o Reino Unido para ganhar dinheiro para eles e não para mim. Ele disse que se eu falasse com alguém iria desaparecer e que se eu tentasse voltar para a Lituânia que ele iria encontrar a minha família e matá-los.

Eu suspeitava, ainda, que o dinheiro que estava passando através da conta bancária que eles abriram para mim vinha da prostituição e drogas. Assim, eu decidi fechar a conta. Quando eles descobriram eu comecei a receber mensagens ameaçando a minha vida.

Resgatado

Até que um dia, na fábrica, fui entrevistado por uma mulher que disse que ela era Autoridade para Licenciamento de Agentes Empregadores – o GLA. Ela disse-me que eles estavam tentando verificar se os trabalhadores da fábrica estavam legalizados e sendo tratados e pagos corretamente. Eu não lhe disse nada naquele momento porque eu não sabia se podia confiar nela, mas depois eu liguei-lhe e contei tudo. Eles disseram-me sobre o Mecanismo de Referência Nacional (NRM) para as vítimas de tráfico. Foi então que eu me dei conta. Eu não tinha a ideia do que eu era, até que eles me explicaram: Eu era uma vítima de tráfico de seres humanos!

Eles explicaram que eu tinha sido trazido para o Reino Unido para ser explorado. Estava sendo forçado a trabalhar. Eu não tinha controlo sobre a minha vida. O tráfico de seres humanos é isso!

Logo depois, Marijus desapareceu de casa, mas eu vivia com medo de que ele um dia voltasse à minha procura.

O NRM levou-me para o noroeste da Inglaterra – a salvo dos olhos, das ameaças e das garras de Marijus. Fiquei lá cerca de dois meses e até pensei em arrumar outro emprego – um onde eu fosse pago corretamente e ganhasse como me havia sido prometido no início. Mas, eu queria sair. Eu já tinha o suficiente. Eu queria ir para casa. Eu queria estar seguro.

Espero que Marijus e o seu gangue sejam encontrados e paguem pelo que fizeram. Eles não são seres humanos. Eu queria sair deste mundo e nunca mais me sentir assim novamente. Organização Internacional do Trabalho

A GANGMASTERS LICENSING AUTHORITY (GLA)

A Autoridade para Licenciamento de Agentes Empregadores (Gangmasters Licensing Authority) trabalha para proteger os trabalhadores vulneráveis e explorados no Reino Unido, em colaboração com vários parceiros, incluindo outras agências, como a polícia, a Agência Nacional Anticrime, a administração fiscal e aduaneira do Reino Unido, bem como com o setor privado e ONGs. A GLA é um órgão independente que regula a contratação de trabalhadores nas cadeias de abastecimento na agricultura, horticultura, pesca, relacionadas ao processamento e embalagem, para garantir que as empresas respeitam a lei. A GLA realiza inspeções nas áreas de saúde e segurança, moradia, salários, transporte e treinamento, bem como seguros e pagamentos de impostos. Um fornecedor de mão de obra deve ter uma licença GLA para trabalhar naqueles setores regulados. É um crime fornecer trabalhadores sem ter uma licença ou contratar os serviços de um fornecedor sem licença.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO LICENCIAMENTO?

Os trabalhadores recebem um tratamento justo, remuneração, benefícios e condições de trabalho a que têm direito.

Os fornecedores de mão de obra não são prejudicados por aqueles que pagam menos do que o salário mínimo ou sonegam impostos. Os padrões da indústria para a contratação de fornecedores são altos.

Os empregadores podem verificar se seus empregados vêm de um fornecedor legítimo e são informados se a licença de seus fornecedores for revogada.

Os consumidores podem ter certeza de que seu alimento foi produzido e embalado em um ambiente ético. As atividades ilegais que conduzem a uma perda de receitas públicas são reduzidas

Saiba mais sobre o porquê regular a contratação é fundamental para combater a escravidão moderna: Iniciativa de contratação justa

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Reino Unido - Heathrow aumenta volume de cargas

Enquanto alguns aeroportos europeus registraram queda, os dois principais portos de entrada da Inglaterra tiveram aumento no volume registrado em janeiro.

Os volumes de carga aérea nos aeroportos de Bruxelas e Frankfurt registraram quedas na comparação anual verificada nos relatórios publicados em janeiro. Londres, por sua vez, teve aumento na movimentação de cargas tanto em Heathrow quanto no Stansted Airport, na comparação com os números alcançados em 2015.

Bruxelas movimentou 36 394 toneladas de cargas no mês, um volume 2,4 vezes menor do que no ano anterior. De acordo com a administração aeroportuária, a queda aconteceu por conta do declínio geral do segmento de carga cheia do aeroporto, que ainda está se recuperando da saída da Ethiopian Cargo, que não conseguiu os obter direitos de tráfego aéreo necessários para permanecer na atividade no aeroporto.

O aeroporto de Frankfurt, por sua vez, movimentou 159 650 toneladas de carga em janeiro, praticamente o mesmo volume registrado no ano passado, com 0,1% de declínio, de acordo com a administradora do Fraport.

Já os volumes registrados em Londres aumentaram em dois de seus principais aeroportos: London Stansted Airport cresceu 10% em relação a 2015, chegando a 20 260 toneladas. Heathrow também teve aumento da ordem de 2,9%, com 119 214 toneladas movimentadas no mês. O aeroporto credita os resultados à intensificação do comércio do país com o México e a China. O México foi o principal destino de envio de cargas a partir de Heathrow, registrando, em março de 2015, um aumento de 53%. Para a China, o mês de maior movimento foi agosto, com aumento de 8,6% nos volumes embarcados. A administração diz que novas rotas, como as da Vietnam Airlines para Hanoi e Ho Chi Minh, bem como os novos voos da British Airways para Kuala Lumpur, chegaram a aumentar o fluxo de cargas para o leste asiático em até 26% na comparação com janeiro de 2015.

Expansão

De acordo com o presidente da administração aeroportuária, John Holland-Kaye, “com o recorde de passageiros e mais o aumento expressivo do volume de cargas, o ano de 2016 começou bem para Heathrow, o maior porto de entrada do país”. O executivo espera expandir as instalações com 40 novas conexões para viagens de longa distância, de olho na transferência da Garuda Indonésia, prestes a passar suas operações de Gatwick para Heathrow no próximo mês de março, quando o primeiro serviço non-stop para Jacarta vai permitir que pequenas e médias empresas britânicas tenham acesso direto à maior economia do sudeste asiático.

“Com a expansão, abriremos 40 novos elos de ligação para o país, viabilizando às empresas britânicas as operações de exportação para os mercados que mais crescem no mundo. Assim, poderemos ajudar o governo a reequilibrar nossa economia. Se o Primeiro-ministro nos acenar positivamente, vamos corresponder”, completou Holland-Kaye. Cleci Leão – Brasil in “Guia Marítimo”

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Reino Unido – Porta-contentores Al Muraykh acostou em London Gataway

O navio porta-contentores Al Muraykh da United Arab Shipping Company (UASC) acostou no porto London Gataway sendo a sua primeira escala na Europa, transportando mercadoria com origem na Malásia.


Com capacidade para transportar até 18800 contentores, o Al Muraykh carregou 18601 TEU dos quais 3 800 foram desembarcados no porto londrino. A particularidade deste porta-contentores, de 400 metros de comprimento por 59 metros de largura e um calado máximo de 15,6 metros, é a sua reduzida libertação de CO2, inferior a 60% do que habitualmente os navios congéneres libertam, tornando-se num navio altamente ecológico, sendo o mais verde do mundo e um dos maiores em operação na actualidade, beneficiando de propostas de reduções tarifárias nos portos em virtude de ser um transporte ecológico sustentável. Baía da Lusofonia

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Reino Unido – Segurança social num patamar muito mais elevado que em Portugal

...Derek Taylor não se queixa do país. “Estou bem. Só espero que a minha saúde não piore.” Não paga taxas moderadoras nas consultas de urgência ou de rotina, intervenções cirúrgicas ou internamentos, nem quaisquer medicamentos que lhes sejam prescritos. A cada Inverno, tem subsídio para pagar o aumento da conta do gás ou da electricidade.

Vivendo em Manchester, dir-se-ia que só o cansaço o pode impedir de circular. A cada mês, passe gratuito para quase todos os transportes públicos. Sempre que quiser, entrada livre em museus, galerias, bibliotecas, piscinas. E que farta que é a agenda cultural para quem já ultrapassou a barreira dos 65.

Quase todos os autocarros têm piso rebaixado, rampa, espaço reservado a cadeiras de rodas e a carrinhos de bebé, motoristas formados para prestar especial atenção a pessoas idosas ou com mobilidade reduzida. Prevalecem passeios limpos, livres de obstáculos, reservados a peões, com bermas rebaixadas ao nível das passadeiras, amiúde assinaladas com marcas antiderrapantes e equipadas com sinal sonoro.

Manchester gaba-se de ser a melhor cidade para viver sem carro a seguir a Londres – 73% das viagens para a cidade a cada manhã fazem-se a pé, de bicicleta ou de transportes públicos. Mas quem carrega tantos anos, como Derek, vê falhas em muito lado: ainda há sítios perigosos para atravessar, quase não há sanitários públicos, dava jeito ter mais bancos na cidade para descansar, recuperar forças... Ana Pereira – Portugal in “Jornal Público


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Reino Unido – Porto de Felixstowe com plano de expansão

O porto de Felixstowe anunciou que pretende expandir para o dobro a sua capacidade para poder acomodar os maiores porta-contentores do mundo até 2030.

O maior porto do Reino Unido, propriedade da Hutchison Ports UK, adjudicou a liderança do contrato para expandir os cais ao consórcio Volker Stevin e Boskalis Westminster (VSBW). A ampliação dos berços oito e nove, que entraram em funcionamento no ano de 2011, será para os 920 metros. O aumento do cais irá permitir a atracagem em simultâneo de dois porta-contentores com capacidade até os 21000 TEU com um calado de 16 metros.


A primeira fase da ampliação nos berços inclui a aquisição de 10 pórticos, acrescidos de mais três quando a obra estiver completa.


O porto de Felixstowe movimentou mais de 4,1 milhões de TEU em 2014 e neste ano de 2015 já recebeu o CSCL Globe, com uma capacidade de 19100 TEU e o MSC Oscar com capacidade para 19224 TEU.

Num futuro próximo está previsto a construção do berço 10 que irá permitir o aumento da capacidade do porto para 8 milhões de TEU. Baía da Lusofonia

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reino Unido - Ganha centro portuário sustentável

A gigante de logística de alimentos e bebidas Culina Group foi anunciada como a primeira inquilina do novo Centro Nacional de Importações do Reino Unido, que está sendo desenvolvido pelo Peel Group como parte de seu investimento multimilionário no porto de Salford, localizado cerca de 10km a oeste de Manchester City´.

A Culina Group ocupará a primeira unidade de armazenagem para distribuição a ser construída no local do Porto de Salford – o primeiro centro portuário e parque de distribuição trimodal do Reino Unido, acessível por via ferroviária, rodoviária e marítima. A propriedade dispõe de um espaço de 26000m2, incluindo escritórios, pátio de serviço e estacionamento. Serão criados 280 empregos no centro de logística, cuja construção está prevista para ser concluída até abril de 2016, com pleno funcionamento até o fim de 2016. Em construção às margens do aqueduto navegável Manchester Ship Canal, o porto de Salford é parte do projeto de “Atlantic Gateway” liderado pela Peel Ports, que envolve a reconstrução da rede de portos, dos canais e do terreno circundante entre Manchester e Liverpool.

Localizado ao lado do Manchester Ship Canal, o Centro Nacional de Importações do porto de Salford irá permitir o manuseio e a redistribuição de mercadoria. Sua localização privilegiada permitirá o acesso direto do navio a partir do novo terminal Liverpool2, no porto de Liverpool, atualmente em construção pela Peel Ports, com término previsto para o fim de 2015.

Prevê-se que a maioria da carga de contêineres chegará ao terminal portuário de Salford vindo de Liverpool via Manchester Ship Canal, melhorando drasticamente as rotas da cadeia logística em todo o norte e noroeste da Inglaterra, até a Escócia, e resultando na redução da emissão de carbono e em outras significativas melhoras ambientais.

Vale ressaltar que, quando estiver concluído, o Porto de Salford compreenderá mais de 148000 m2 de armazenamento, em um espaço de 50 hectares. Outros planos estão em andamento para uma segunda fase, que elevará a área total a 101 hectares, com 370000 m2 de oportunidades de desenvolvimento, criando um dos mais importantes polos de armazenamento e logística do Reino Unido. Andrezza Queiroga – Brasil in “Guia Marítimo”

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Caminho de estrelas

Novo pavimento absorve luz do dia e ilumina a noite

É um 'simples' spray que pode ser aplicado sobre os tradicionais pavimentos e que consegue absorver os raios UV emitidos pela luz do dia para, durante a noite, iluminar a escuridão. Uma solução que poupa dinheiro, energia e também o ambiente.

O produto, batizado de Starpath (Caminho de Estrelas, em português), foi criado pela empresa britânica Pro-Teq e pode ser aplicado, de forma rápida e simples, sobre quase todo o tipo de superfícies sólidas, desde o cimento, à madeira ou gravilha.



O Starpath já foi aplicado com sucesso em vários locais do Reino Unido, nomeadamente numa longa extensão do principal parque da cidade de Cambridge.

Neil Blackmore, um responsável da empresa, explica que esta é uma “excelente solução para as cidades numa altura em que as autarquias querem poupar o máximo de energia”.

A aplicação é efetuada com um equipamento especialmente desenhado para espalhar, primeiro, a base do produto (que é composta por um polímetro poliuretano) e depois uma nova camada com capacidades bioluminescentes. Para finalizar, é aplicada uma cobertura protetora. Meia hora depois de ser aplicado, o Starpath está pronto a ser utilizado. In “Boas Notícias” - Portugal

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Canção do Mar

Canção do mar

Fui bailar no meu batel
além no mar cruel
e o mar bramindo
diz que eu fui roubar
a luz sem par
do teu olhar tão lindo
vem saber se o mar terá razão
vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
não vou ao mar cruel
e nem lhe digo aonde eu fui cantar
sorrir, bailar, viver, sonhar...contigo

Frederico de Brito – Portugal

A música é uma linguagem comum a todos os povos e a Canção do Mar pode-se escutar aqui, cantada por cantores da Rússia, de Portugal, do Reino Unido, da França ou da Argentina, que a cantam em russo, português, inglês, francês ou castelhano. Baía da Lusofonia


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Thatcher

            Estávamos no ano de 1984 quando uma pessoa amiga me sondou sobre a disponibilidade de eu fazer um trabalho para a Primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher.

            A Senhora Thatcher vinha de visita oficial a Portugal e iria fazer um discurso e pretendia falar das relações comerciais entre Portugal e o Reino Unido, um dos principais parceiros de Portugal no comércio internacional, normalmente com saldo positivo para o lado português.

            O trabalho consistia na análise do comércio bilateral entre os dois países, na óptica portuguesa, mas tinha uma dificuldade, o texto não podia ultrapassar um quarto de uma folha de papel A4, numa altura em que não havia os computadores (pc) que hoje é um normal instrumento de trabalho.

            Aceitei fazer o estudo e tal como meter o Rossio na rua da Betesga, lá consegui num pequeno rectângulo dissertar sobre o comércio entre os dois países, parceiros da mais velha aliança do mundo.

            Passados uns tempos, recebi uma simpática carta de agradecimento, enviada pela entidade oficial inglesa em Portugal, que elogiava o trabalho realizado e que tinha sido muito apreciado pela Sra. Primeira-ministra Margaret Thatcher, por ter conseguido concretizar uma análise tão profunda mas sucinta num espaço tão reduzido. Baía da Lusofonia