Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Timor-Leste - Governo quer criar mais condições para formação de jovens

O secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego de Timor-Leste, Rogeiro Araújo Mendonça, pediu ontem ao Governo para criar espaços para a formação dos jovens timorenses adequados às necessidades e procura

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião do Conselho de Ministros, Rogério Araújo Mendonça, disse que, atualmente, os espaços de formação disponíveis em Díli, nomeadamente em Caicoli e Becora, não são suficientes, nem adequados, para a formação dos jovens, quer para trabalharem temporariamente no estrangeiro, quer no país.

“Hoje na reunião do Conselho de Ministros discutimos com o primeiro-ministro e outros ministros o apoio e a procura de espaços maiores para investimento na formação, especialmente para preparar jovens para oportunidades na Austrália, Coreia do Sul e Japão”, disse o governante.

Segundo Rogeiro Araújo Mendonça, na reunião foi dada orientações à Secretaria de Estado das Terras e Propriedade para, em conjunto com a Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego, identificarem locais disponíveis e em boas condições.

O objectivo, segundo o secretário de Estado, é garantir que os jovens tenham acesso a infraestruturas adequadas que os beneficiem.

O governante destacou que a formação dos jovens timorenses deve estar alinhada com a procura do mercado internacional, dando exemplos. “Se houver uma maior necessidade de profissionais na área da construção civil, a SEFOPE deverá preparar os jovens com formação nesse setor”, disse. “Se houver maior procura na área da hotelaria, também temos de criar centros nacionais de formação em hotelaria de qualidade, para responder às necessidades do mercado interno e externo”, concluiu.

Governo timorense espera projeto de novo terminal do aeroporto até Março

O ministro dos Transportes e Comunicações de Timor-Leste, Miguel Manetelu, disse ontem que espera receber até ao final do primeiro trimestre deste ano o projecto para a construção do novo terminal do aeroporto internacional Nicolau Lobato, em Díli. “Assinámos contrato com um consórcio de consultores japoneses para finalizar o desenho. Pedi-lhes que, antes do final do primeiro trimestre, apresentem o desenho para ser aprovado e avançarmos com a construção”, afirmou à Lusa Miguel Manetelu.

O ministro dos Transportes e Telecomunicações assinou na segunda-feira um contrato para a prestação de serviços de consultadoria com um consórcio japonês para elaborar o projeto para a construção do novo terminal de passageiros do aeroporto, que também tem o apoio do Governo do Japão.

Para o ministro, o “primeiro passo” para acelerar a construção do novo terminal de passageiros é a conclusão do projeto, que tem como finalidade modernizar o aeroporto e garantir uma maior capacidade de atendimentos a passageiros e o cumprimento dos padrões internacionais de segurança e operação aeroportuária.

Além do novo terminal de passageiros, o Governo timorense anunciou em agosto que também vai avançar com a reabilitação e expansão da pista do principal aeroporto do país, num processo que vai decorrer em três fases.

A primeira prevê o aumento da pista de 1850 metros para 2150, a segunda prevê a construção de mais 400 metros em direção ao mar e a terceira uma ampliação de mais 500 metros no sentido oposto ao do mar. O projecto vai ser financiado através de um empréstimo ao Banco Asiático de Desenvolvimento, com apoio dos governos do Japão e da Austrália, bem como pelo Orçamento de Estado. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Zâmbia - Considera utilizar mais regularmente o Corredor da Beira

Para promover, discutir e, consequentemente, concertar posições sobre um vasto leque de assuntos relacionados com o Corredor da Beira, na província de Sofala, a concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral do Porto da Beira, Cornelder de Moçambique S.A. (CdM), e seus parceiros, estiveram reunidos, numa conferência, recentemente realizada em Lusaka, na capital da Zâmbia.

O evento contou com a participação de cerca de 250 delegados, dos quais 40 representantes de instituições e entidades públicas moçambicanas, das áreas tributária, transportes de diversas linhas de navegação, agentes transitários, transportadores, entre outros.

Durante o encontro fez-se uma abordagem e discussão sobre aspectos relacionados com os mais recentes desenvolvimentos do Corredor logístico da Beira e, igualmente, ultrapassados constrangimentos, através do contacto presencial e directo, propiciado pela conferência, bem como o reforço e o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições daquele país vizinho.

A secretária permanente da Indústria e Comércio da Zâmbia, Kayula Siame, que presidiu à conferência, disse, na ocasião, que o governo zambiano está, neste momento, a considerar a utilização mais regular do Corredor da Beira como uma rota alternativa acessível para o Oceano Índico, dado que se verifica o uso mais frequente até agora do corredor norte através de Nakonde.

No entanto, conforme admitiu aquela governante, há necessidade de se explorar melhor o Corredor da Beira, baseado no facto de ser, indubitavelmente, o trajecto que se revela mais curto e menos dispendioso para as operações logísticas do seu país, aspecto que representa uma vantagem competitiva para os operadores do sistema da região centro de Moçambique.

Na sua apresentação, Kayula Siame sustentou ser necessário que a Zâmbia aumente as suas exportações para que possa reduzir, significativamente, o défice na balança de pagamentos.

“O governo zambiano pretende acelerar a facilitação do comércio e já trabalhou na criação de um projecto de lei de administração de fronteiras para facilitar o comércio que visa na sua essência harmonizar as agências na fronteira para evitar a duplicação de trabalho", frisou.

Por seu turno, Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, fez uma avaliação positiva do evento, destacando o facto de a empresa ter tido a oportunidade de angariar novos clientes para o corredor logístico da Beira, para além de ter colhido contribuições sobre como melhorar a qualidade dos serviços prestados aos utilizadores.

Importa referir que esta foi a segunda edição da iniciativa "Beira Corridor", tendo a primeira edição sido realizada no mês de Agosto do corrente ano na República do Zimbabwe, especificamente na cidade de Harare onde se concentraram mais de 200 participantes. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Moçambique – Cabotagem arranca neste primeiro semestre

O governo moçambicano garante continuar a criar condições para o início da cabotagem marítima ainda no presente semestre, com vista a reduzir as assimetrias do ponto de vista de competitividade e para trazer benefícios em termos de preços das mercadorias que chegam às populações.

A garantia foi dada esta quarta-feira pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, numa conferência de imprensa realizada no âmbito da reunião de balanço das actividades do sector relativo a 2016, realizada em Maputo.

“As condições continuam a ser estabelecidas. Vamos ter, dentro de 10 dias, encontros com três empresas que já apresentaram as suas propostas, e estão a discutir com a Transmarítima para o desenvolvimento da cabotagem marítima”, sublinhou.

A cabotagem é a navegação entre portos marítimos do mesmo país, sem perder a costa de vista, contrapondo-se à navegação de longo curso, realizada entre portos de diferentes nações.

“O início da cabotagem vai fazer com que se alavanque, também, a reabilitação de alguns portos secundários e terciários e que terá implicações directas no desenvolvimento local, em termos de produção agrícola e, até, acrescentar valor a essa produção, na perspectiva de se fazer aconchego das cargas e paletização. Isso cria valor acrescentado para os próprios locais e depois o embarque”, disse.

Mesquita fez ainda uma radiografia do sector portuário, no geral, tendo dito que continua-se a registar fluxo de mercadorias oriundo do país e da região.

Entretanto, disse que alguns corredores registaram a redução do volume de carga, devido a situação macroeconómica do país, como do mundo, com a redução dos preços das “commodities” no mercado mundial, por exemplo.

“Mas estamos claros sobre passos concretos que temos que dar e, por isso, é que continuamos com vários programas de investimento nos portos”, afirmou.

Mesquita mencionou como alguns desses investimentos o trabalho de dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo que, também, vai coincidir com a reabilitação de um ou dois cais. Isto inclui os investimentos a serem feitos na aquisição de equipamentos adicionais para o manuseamento de mercadorias no Porto.

“Isso também se verifica no Porto da Beira e Nacala. O Porto de Nacala vai arrancar a fase I e III do projecto de reabilitação e a aquisição de equipamento moderno para as operações, tendo em consideração a reabilitação de infra-estruturas que vai acontecer”, acrescentou.

A reunião de balanço das actividades do sector é alargada aos gestores dos institutos, empresas públicas do sector e aos quadros superiores do ministério. O objectivo é rever o grau de realização das actividades durante o ano 2016, bem como perspectivar as atribuições e programas de trabalho enquadrados no Programa Quinquenal do Governo 2015/19 e o Plano Económico e Social (PES) deste ano. In “Rádio Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Brasil - FTA, uma nova opção para o transporte de carga

SÃO PAULO – A FTA Transportes surge como a mais nova opção do Grupo Fiorde no ramo de transporte de carga, substituindo a Fiorde Cargo, companhia que estava no mercado desde 1989. Como sucessora da Fiorde Cargo, a FTA Transportes já conta com 150 profissionais altamente qualificados, possuindo ampla e moderna frota com mais de 50 veículos, entre caminhões-baú e porta-contêineres, todos rastreados por satélite e equipados com aparelhos Nextel. Além disso, mantém uma equipe de monitoramento interno, com atualização constante do status da carga em seu sistema ERP, o que garante a segurança da mercadoria.

Criamos esse nome para desvincular a nova empresa da Fiorde Logística Internacional, companhia-gênese do grupo, que atua no mercado desde 1985”, explicou o diretor-executivo da FTA Transportes, Mauro Lourenço Dias, fazendo questão de ressaltar que a empresa passa a desempenhar todos os serviços anteriormente prestados pela Fiorde Cargo. Dessa maneira, a nova empresa continuará a trabalhar com todo tipo de carga, inclusive a refrigerada de alimentos e medicamentos com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de estar capacitada para atender às exigências do Exército para o transporte de armamentos e correlatos.

Atuando em todo o território nacional, a FTA Transportes, segundo o seu diretor, traça as melhores rotas para garantir o melhor custo-benefício. “Com vasta experiência na entrega dos mais variados materiais em todo o País, contamos com filiais em Santos e Belo Horizonte e escritórios de apoio nos aeroportos internacionais de Guarulhos e Viracopos”, ressaltou.

A FTA Transportes é também especializada no transporte de contêineres, o que garante maior eficiência na movimentação do material, de forma rápida e segura, mantendo a tradição de bom atendimento que caracteriza a Fiorde Logística Internacional, hoje uma das mais modernas empresas prestadoras de serviços do setor de comércio exterior, com escritórios nos principais portos e aeroportos do País, atuando como assessoria e despachos aduaneiros de importação e exportação e agenciamento de cargas (freight forwarder) aéreas e marítimas, além de operar como NVOCC (Non Vessel Operator Common Carrier) e armazenamento.

Segundo Mauro Lourenço Dias, a FTA Transportes está ainda qualificada para manusear e transportar produtos químicos, sendo certificada pelo Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (Sassmaq), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que avalia o desempenho das empresas que prestam serviços à indústria química. “A aprovação no Sassmaq é um importante diferencial da FTA Transportes, comprovando a sua qualificação nas operações logísticas no transporte de produtos químicos, além de garantir a qualidade do serviço prestado”, disse.

PERSPECTIVAS

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, como a precariedade de estradas e rodovias, além do baixo nível de segurança e infraestrutura logística para o escoamento e armazenagem da produção nacional, as perspectivas, para o setor de transporte rodoviário de cargas, segundo o executivo, são positivas. “Apesar de tudo o que se tem discutido em seminários e congressos, a matriz de transporte brasileira, dificilmente, será alterada a médio prazo em razão da grande extensão territorial do País e da diversidade na produção nacional de produtos básicos, como commodities agrícolas, metálicas e minerais”, disse, destacando que é igualmente baixo o desenvolvimento em outros modais, como o ferroviário e o aquaviário.
           
“Ao mesmo tempo, também é sofrível o nível de investimentos no transporte aéreo, seja em máquinas e equipamentos, seja na infraestrutura dos aeroportos”, acrescentou, lembrando que o setor de transporte rodoviário responde por aproximadamente 61% da movimentação de cargas no País.

Mauro Dias, que é também vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, citou estudo da Confederação Nacional de Transporte (CNT) que mostrou como o custo de logística pode ser encarecido em até 40% em razão da má qualidade da infraestrutrura rodoviária do País. Segundo o estudo, ao final de 2015, só cerca 200 mil quilômetros de rodovias, de um total de 1,8 milhão, estavam pavimentados. “Ora, se o modal rodoviário é o mais utilizado, é de se imaginar o que o País perde por apresentar uma malha rodoviária que, em muitos Estados, nada fica a dever à dos países mais pobres do mundo”, observou.

O diretor da FTA Transportes criticou a política externa que, durante os últimos 13 anos, misturou ideologia com comércio, deixando o País, praticamente, paralisado e isolado. “Por isso, o que se espera agora é que o governo interino procure uma reaproximação intensa com o mercado norte-americano e procure levar de vez o Mercosul a um acordo com a União Europeia, depois de quase 16 anos de negociações infrutíferas”, disse.

Segundo o empresário, se o Mercosul tivesse se mantido na trajetória que seguiu em seus primeiros 11 anos, quando buscou a liberalização econômica e a abertura de mercados, e não se transformado em fórum político e social, sem avanços na área comercial, por certo, teria ajudado a viabilizar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), proposta pelo governo norte-americano, e concluído o acordo com a União Europeia. “Sem contar que já estaria funcionando como união aduaneira, tal como foi preconizado no Tratado de Assunção, que o criou em 1991”, argumentou.

INTERCÂMBIO COM EUA

Mauro Dias lembrou ainda que, em 2002, 16% do comércio exterior brasileiro eram executados com os países do Mercosul, lamentando que, hoje, essa porcentagem mal alcance 9%. “Parece claro que o Brasil hoje paga a conta provocada por seus próprios erros”, disse.  O resultado dessa política equivocada, segundo o empresário, é que a participação dos EUA no total das exportações brasileiras caiu de 25,7% em 2002 para 6% em 2014 (US$ 13,7 bilhões de um total de US$ 225,1 bilhões). “Ou seja, a parcela do Brasil nas compras norte-americanas está ao redor de 1%, um peso extremamente insignificante”, constatou. “Mesmo assim, nos últimos anos, o Brasil se deu ao luxo de ser uma das pouquíssimas nações com as quais os EUA têm superávit comercial”, acrescentou. 

O diretor-executivo da FTA Transportes lamentou ainda que o governo brasileiro tenha feito vistas grossas ao que se passava no resto do mundo, ressaltando que, nos últimos 15 anos, foram assinados mais de 400 acordos comerciais, mas o Brasil hoje só mantém tratados com a Índia e Israel e mais três em fase de ratificação com Palestina, Egito e União Aduaneira da África Austral. Para reverter essa situação, defendeu que, além de excluir a influência político-partidária da questão comercial, é preciso acabar com o atual isolamento comercial. “Além disso, é fundamental reduzir o custo Brasil para incentivar as exportações. Ou seja, é preciso diminuir a carga tributária, melhorar a infraestrutura logística e praticar isonomia nos incentivos fiscais”, sugeriu.

Apesar do quadro de incertezas, Mauro Dias não perde o otimismo, pois acredita que é em tempos de crise que surgem as melhores oportunidades. “No nosso caso particular, não estamos colocando propriamente uma nova empresa no mercado, mas dando continuidade a um trabalho que já vinha sendo desenvolvido desde 1989”, disse, ressaltando que o Brasil vai continuar a importar e a exportar em grande quantidade e a tendência é que os números cresçam. “Para isso, é preciso passar para o exterior uma imagem de seriedade, de um ambiente saudável de negócios”, disse.

SEM PREVISÃO

O empresário reconhece que a crise política e econômica que tomou o Brasil em 2016 dificulta qualquer previsão para 2017 ou 2018. “Aliás, o único consenso é que a turbulência vai continuar, mas a sensação que temos é que o pior já passou”, garantiu, destacando que o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) prevê para 2017 um superávit de US$ 35 bilhões na balança comercial, puxado pela maior exportação de grãos e pela desvalorização cambial. “O resultado deve ser muito superior ao deste ano, que pode chegar a US$ 17 bilhões. Obviamente, isso significa mais trabalho para o transporte rodoviário de cargas”, concluiu. Grupo Fiorde - Brasil

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Comissão Europeia - Abertas as candidaturas ao Mecanismo Interligar a Europa

Até 16 de Fevereiro de 2016, está aberta a segunda fase de candidaturas a financiamento comunitário ao abrigo do Mecanismo Interligar a Europa (MIE), que entre 2014 e 2020 deverá movimentar mais de 24 mil milhões de euros, a investir em projectos de expansão e modernização das redes transeuropeias de transportes, telecomunicações e energia.

Nesta fase, a Comissão Europeia tem alocados 7,6 mil milhões de euros para o sector dos transportes, sendo que 6,5 mil milhões se destinam a financiar propostas oriundas dos 15 “países da coesão”, onde Portugal está inserido (a par da Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa e Roménia).

No final de Junho passado, foram conhecidos os 276 projectos apoiados na primeira fase, mobilizando um montante global de 13,1 mil milhões de euros das verbas do MIE. O troço Évora-Caia da ligação entre Sines e Espanha por via férrea, os estudos técnicos conducentes ao corredor ferroviário Aveiro-Vilar Formoso, a segunda fase da plataforma logística multimodal do porto de Leixões e os estudos técnicos de expansão da plataforma logística do porto de Lisboa foram quatro dos seis projectos portugueses com co-financiamento comunitário garantido através deste instrumento, que constituiu uma forte aposta da Comissão presidida por Jean-Claude Juncker.

Como então aconteceu, voltam a poder candidatar-se organizações internacionais, entidades públicas e empresas (públicas ou privadas) sediadas nos Estados-membros. Os resultados deverão ser conhecidos no fim do primeiro semestre do próximo ano.

No quadro da sua participação na Enterprise Europe Network, a maior rede europeia de serviços de informação e apoio às empresas, a Associação Empresarial de Portugal está em condições de informar e apoiar os agentes da economia privada em tudo o que diga respeito ao MIE.

Os responsáveis comunitários estão receptivos a apoiar projectos que se enquadrem nas redes de transporte inteligente e em sistemas de gestão do tráfego considerados nos planos dos ERTMS – The European Rail Traffic Management System (ferrovia), SESAR - Single European Sky ATM Research (transporte aéreo) e RIS - River Information Services (vias navegáveis interiores).

Potenciando as sinergias com outras prioridades da Comissão Europeia, como o mercado único digital, na presente fase de candidaturas ao MIE serão especialmente valorizadas as infra-estruturas de transportes inovadoras e sustentáveis. In “Diário Económico” - Portugal

sábado, 7 de novembro de 2015

Angola – Assinatura de acordos na área dos transportes com a Namíbia

O ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás, e do Trabalho e Transportes da Namíbia, Alpheus Naruseb, assinaram na passada quarta-feira, 04 de Novembro de 2015, em Swakopmund, em Walvis Bay, Namíbia, cinco acordos no domínio dos transportes.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério a que a Angop teve acesso, trata-se dos acordos transfronteiriços rodoviário, ferroviário, fluvial, o acordo sobre marinha mercante e o acordo sobre serviços aéreos que, a partir de agora, vão facilitar o transporte de pessoas e bens na fronteira comum dos dois países.

Augusto da Silva Tomás deslocou-se à Namíbia liderando uma delegação do Ministério dos Transportes que integrou os directores do Gabinete de Intercâmbio Internacional (GII), do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), do Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola (INCFA), do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAVIC), e o director-geral adjunto para área técnica do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INTR).

Angola, Namíbia e outros países que integram a SADC são, cada vez mais, um destino estratégico no cenário global, facto que estimula maior extensão e conteúdo às relações económicas e comerciais dentro da própria comunidade, o que redundará certamente, em novas oportunidades de negócio, de crescimento económico e bem-estar social.

São fundamentais a conclusão e a execução de projectos que sejam exequíveis e que tenham a perspectiva estratégica de instalação de uma rede de transportes, onde se pontifica a questão das ligações transfronteiriças, seja no domínio do tráfego rodoviário, seja através das ligações ferroviárias, fluviais ou aérea.

Angola e a Namíbia mantêm fortes laços de amizade e de cooperação bilateral. Em Abril deste ano, o Chefe de Estado namibiano, Hage Geingob, efectuou a Luanda a sua primeira visita de trabalho ao exterior, demonstrando a excelência das relações entre os dois países. In “Novo Jornal” - Angola

terça-feira, 5 de maio de 2015

Moçambique - Constrangimentos da Cabotagem Marítima em debate

Os altos custos de manuseamento de carga nos portos e os excessivos procedimentos impostos por diversas instituições do sector são alguns dos principais factores que desencorajam o sector privado, a apostar na cabotagem marítima no País, o que torna o transporte de mercadoria dependente do transporte rodoviário.

Estes e outros constrangimentos foram apresentados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) na passada quinta-feira, 30 de Abril de 2015, na cidade de Maputo, durante a apresentação do relatório preliminar da pesquisa intitulada "Reestruturação e Revitalização da Cabotagem Marítima em Moçambique", realizada com o apoio do Fundo para o Ambiente de Negócios (FAN).

O documento, ora apresentado, faz um diagnóstico descritivo do estágio actual da cabotagem marítima em Moçambique e os desafios que existem no que concerne à sua revitalização, para além de contribuições para que o processo ocorra com sucesso.

Essencialmente, o relatório recomenda que seja revisto o quadro legal e desenhada uma estratégia e plano de acção, que tornem a cabotagem marítima um factor gerador e parte das dinâmicas do crescimento socioeconómico do País.

De acordo com Faruque Assubuje, Presidente do Pelouro dos Transportes da CTA, o documento será sintetizado e posteriormente entregue ao Governo.

"O que pretendemos é discutir com o Executivo, os problemas com que se debate a cabotagem marítima no País e propor soluções. Operar neste sector tornou-se oneroso comparativamente ao passado e há que identificar os factores que estão por detrás disso", disse.

"A Confederação das Associações Económicas de Moçambique pretende, com esta pesquisa, contribuir na determinação dos elementos essenciais para a reestruturação do sector da cabotagem marítima, rumo à redução dos custos de transacção nos negócios em Moçambique, acrescentou.

Por seu turno, o Governo, representado pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), Jafar Ruby, considera legítimas as preocupações do sector privado, porém, considera que as mesmas só podem ser ultrapassadas com o envolvimento de todos os intervenientes.

"Percebemos que há uma série de constrangimentos na cabotagem em Moçambique e temos de ter a coragem de encará-los. Entretanto, a solução não é exclusiva do sector dos Transportes e Comunicações. É uma questão multissectorial e exige o envolvimento das Finanças, Indústria e Comércio, sector privado, etc. Devemos procurar soluções de uma forma conjunta", disse Jafar Ruby. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Macau – Transportes e comunicações em Junho de 2014

Até ao final de Junho de 2014 havia 232.586 veículos em circulação no Território, tendo aumentado 5% em relação ao final de Junho de 2013, dos quais 52% eram motociclos e 41% eram automóveis ligeiros particulares. No primeiro semestre do corrente ano registaram-se 9.819 veículos com matrículas novas, ou seja, mais 9%, informam os Serviços de Estatística e Censos.
   
Ocorreram 7.517 acidentes de viação no primeiro semestre deste ano, registando-se uma subida de 5%, em termos anuais, dos quais resultaram 2.540 vítimas, 7 delas mortais.
   
No primeiro semestre o movimento geral de automóveis nos postos fronteiriços terrestres entre Macau e a China Continental atingiu 2.413.421 viaturas, crescendo 6%, em termos anuais. Destaca-se que no posto fronteiriço das Portas do Cerco o movimento de viaturas correspondeu a 80% do total. Na vertente dos transportes marítimos, assinala-se que se efectuaram 69.968 viagens de passageiros por barco, entre Macau e Hong Kong, bem como entre Macau e a China Continental, ou seja, mais 1%, em termos anuais. Salienta-se que 47.148 viagens de barco foram efectuadas através do Porto Exterior.
   
Quanto aos transportes aéreos no semestre em análise, efectuaram-se 23.443 voos comerciais no Aeroporto Internacional de Macau, correspondentes a um crescimento de 8%. A maior parte dos voos estabeleceu ligação com a China Continental (40% do total) e Taiwan (25%). Executaram-se 938 voos comerciais entre Macau e o Vietname, equivalentes a um aumento significativo de 163%. Por seu turno, no heliporto realizaram-se 7.764 voos entre Macau e Hong Kong, bem como entre Macau e o Interior da China, ou seja, menos 5%, em termos anuais.

 Movimentaram-se, no primeiro semestre do corrente ano, 48.134 contentores com 68.904 TEU, que aumentaram 12% e 16%, respectivamente, em termos anuais. O peso bruto da carga contentorizada entrada e saída do Território por via marítima foi de 123.019 toneladas, subindo 40% e por via terrestre 12.042 toneladas, aumentando 10%, em termos anuais.
   
Em termos de transportes aéreos no semestre de referência, a carga exportada foi de 7.146 toneladas de mercadorias, semelhante à registada no mesmo período do ano passado. A carga importada atingiu 3.167 toneladas de mercadorias, cresceu 6%, em termos anuais. Destaca-se que Taiwan continuou a ser o principal mercado de importação e exportação da carga aérea, representando 52% e 43% do total, respectivamente. A carga movimentada em regime de trânsito por via aérea fixou-se nas 2.651 toneladas, subiu 11%, em termos anuais, graças ao aumento de mercadorias provenientes de Taiwan e da Tailândia.
   
Até ao final de Junho de 2014 estavam registados 156.169 utentes de linhas telefónicas fixas, que diminuíram 3%. Constataram-se, ainda, 1.688.231 utentes de telemóvel, mais 10%, em termos anuais. Quanto ao serviço de internet, existiam 284.830 assinantes que utilizaram 462 milhões de horas no primeiro semestre de 2014, correspondentes a aumentos de 18% dos assinantes e 20% do número de horas, em termos anuais. DSEC - Macau

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Logística

                                   Para superar o atraso

             Poucas atividades profissionais cresceram tanto nas últimas décadas quanto a logística. O que há quatro ou cinco décadas fazia-se quase intuitivamente, hoje, faz-se de maneira planejada, com o apoio da informática, da eletrônica e das telecomunicações. Mas o objetivo continua o mesmo: evitar perda de tempo que venha a causar prejuízos que possam colocar em xeque até mesmo a sobrevivência das empresas.

            Diante disso, o operador logístico assume como nunca um papel estratégico e fundamental a ponto de se ter tornado parceiro indispensável no acompanhamento da expansão dos negócios internacionais. Sem o operador logístico e seus profissionais consultores não há como reduzir custos e maximizar resultados. Mas a logística tem também os seus limites. E esses limites no Brasil esbarram numa infraestrutura precária, que se agravou nas últimas décadas por falta de investimentos públicos, o que condenou ao sucateamento portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.

            A exemplo do que aconteceu com rodovias e aeroportos, cuja privatização demorou muito para sair do papel, o plano de logística para os portos anunciado em agosto pelo governo talvez tenha sido lançado tarde demais. No máximo, deveria ter sido ensaiado aos primeiros sinais da crise financeira mundial em 2008.

            Já àquela época estava claro que o primeiro passo para reduzir os altos custos dos portos brasileiros seria a licitação de novos terminais marítimos, com o aumento da concorrência. Para se ter uma idéia da lentidão governamental e de sua incapacidade de reação, basta lembrar que de 2000 a 2012 houve a licitação de apenas cinco terminais. O próprio governo acaba de reconhecer essa deficiência, ao projetar tirar das companhias docas a prerrogativa de autorizar a construção de novos terminais e portos, passando-a para a Secretaria Especial de Portos (SEP) e para a recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

            O resultado disso é claro: para carregar ou descarregar um contêiner de 40 pés no Porto de Santos gasta-se três vezes mais que em Roterdã, o maior porto da Europa. E quatro vezes mais que em portos da Ásia. Esses custos acabam sendo passados pelos terminais para os armadores que os repassam para os usuários que, por sua vez, são obrigados a transferi-los aos produtos.

            Sem terminais suficientes, até os ganhos de eficiência e redução de custos que adviriam do programa de dragagem e alargamento do canal do estuário do Porto de Santos acabam por desaparecer. Exemplo: como os atuais terminais não dispõem de guindastes em número suficiente – especialmente portêineres –, ainda não é possível operar navios grandes, acima de 7 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

            Com isso, o avanço da logística fica comprometido, pois sem uma infraestrutura portuária e de transporte capaz de escoar a produção de maneira rápida e eficiente não há como reduzir custos e tampouco encurtar distâncias na mesma proporção que se faz em centros mais desenvolvidos. Sem superar esse atraso, o Brasil nunca poderá pensar em vencer a acirrada disputa pelos mercados globalizados. Milton Lourenço – Brasil

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). Site: www.fiorde.com.br E-mail: fiorde@fiorde.com.br