Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Galiza - Encontro entre as dramaturxias galega e portuguesa

O Consello da Cultura Galega, o Camões, Centro Cultural Portugués en Vigo e a Escola Superior de Arte Dramática de Galicia poñen en marcha o programa Dramaturxias itinerantes / Dramaturgias itinerantes, que ten por obxectivo servir de ponte entre as escrituras teatrais galega e portuguesa para fomentar, a través do diálogo escénico, un mellor coñecemento mutuo que poida agromar en futuros traballos colectivos.

Nesta primavera de 2019 inaugúrase o ciclo en Galicia o ciclo, primeiro en Compostela e despois en Vigo, coas dramaturgas Patrícia Portela e Lina Pérez. Poderán escoitarse os seus textos orixinais nas voces de alumnado da ESAD e de parte do Grupo de Teatro Amador do Centro Cultural Português do Camões de Vigo “Eu.Experimento” ao tempo que haberá ocasión de departir coas dúas escritoras nun debate moderado por Afonso Becerra. Por volta do verán, a actividade terá continuidade en terras portuguesas.

As obras serán Escudos Humanos. Uma peça de acção con muitas palabras (2008) de Patrícia Portela, interpretada polo Grupo de Teatro Amador do Centro Cultural Português do Camões en Vigo, Eu.Experimento, dirixido por Vanesa Sotelo; e Os cans non comprenden a Kandinsky (2017) de Avelina Pérez –obra orixinalmente editada pola erregueté | Revista Galega de Teatro no seu número 91–, interpretada polo alumnado da ESAD de Vigo, dirixido por Nuria Montero, profesora e actriz.

Coma en anteriores encontros literarios –organizados en colaboración co Instituto Ramon Llull e o Instituto Etxepare-, o Consello da Cultura Galega publicará na súa web os textos dramatizados na xornada coa finalidade de seguir a estreitar os vencellos entre a cultura galega e a portuguesa, co teatro como aliado na construción dun espazo común e diverso no que existirmos e dende o que falar coas nosas propias voces.

A primeira sesión de Dramaturxias itinerantes / Dramaturgias itinerantes terá lugar o vindeiro luns, 8 de abril de 2019, ás 18:30, no Consello da Cultura Galega. O martes, 9 de abril, ás 16:30, esta sesión de lecturas dramatizadas repetirase na sede da Escola Superior de Arte Dramática de Galicia (ESAD), en Vigo. In “erregueté” - Galiza

sexta-feira, 29 de março de 2019

Lusofonia - 'Português Mais Perto' já tem 600 utilizadores em todo o mundo

A plataforma online desenvolvida pelo Instituto Camões e pela Porto Editora para o ensino de português online chegou aos 600 utilizadores no segundo ano de funcionamento



O universo de utilizadores da plataforma "Português Mais Perto", que foi lançada no ano letivo 2017/2018, «é positivo e tem crescido», considerou o presidente do Instituto, Luís Faro Ramos, explicando que há pessoas a aprender português de forma remota nos cinco continentes.

«É uma plataforma online que pode ser usada com ou sem tutor», descreveu o responsável, acrescentando que esta permite aceder ao currículo que é dado em Portugal até ao 12.º ano.

O objetivo é dar a possibilidade de estudar «em sítios onde não há escolas que ensinem a nossa língua», havendo a possibilidade de escolher Português como língua estrangeira e Português como língua de herança.

O Camões pretende agora intensificar a divulgação da plataforma, cujo lançamento inicial foi feito através de projetos pilotos em escolas dos Estados Unidos e do Canadá, que receberam as licenças de forma gratuita.

No corrente ano letivo, o Instituto alargou as experiências a escolas na África do Sul, Austrália e Venezuela, e registou um crescimento dos utilizadores individuais ou grupos, que pagam licenças entre 40 e 90 euros conforme solicitem ou não um tutor.

«É importante que as pessoas saibam que existe a plataforma Português Mais Perto», frisou Luís Faro Ramos, considerando que a licença anual «não é cara».

Esse trabalho vai passar pelo novo coordenador adjunto de ensino de português na Califórnia, Duarte Pinheiro, que acaba de entrar em funções e irá coordenar a divulgação com as associações, professores e escolas.

O início da representação institucional direta do Camões na Califórnia deverá dar um impulso às atividades de promoção da língua, num Estado onde há «um potencial de crescimento».

Os protocolos estabelecidos entre o Instituto e universidades na Califórnia registam neste momento 370 alunos de português no ensino superior. In “Mundo Português” - Portugal

segunda-feira, 25 de março de 2019

Estados Unidos as América - Há 2200 alunos de português no ensino básico e secundário da Califórnia

O presidente do Instituto Camões, Luís Faro Ramos, considerou que o número de alunos inscritos em aulas de português no ensino básico e secundário da Califórnia, Estados Unidos, 2200, “não tem correspondência” com a dimensão da comunidade. O responsável do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que esta semana faz a sua primeira visita à Costa Oeste, referiu que se trata de um número “relativamente modesto” e que o objetivo do instituto é aumentá-lo “com a ajuda das comunidades e com as estruturas que já funcionam”



Luís Faro Ramos notou que “existe apetência” pelo ensino da língua e estabeleceu como desafio “aumentar o número de alunos lusodescendentes que estão nas aulas de português”, sublinhando que a Califórnia “tem uma comunidade lusodescendente muito importante”.

De acordo com o censo de 2010, é na Califórnia que se concentra a maior comunidade luso-americana dos Estados Unidos, mais de 346 mil pessoas.

O número de alunos de português no ensino básico e secundário em todo o país é superior a 18 mil, o que indica que a proporção de alunos na Califórnia não corresponde à dimensão da comunidade, apesar de haver um “movimento ascendente”.

Vamos fazer um trabalho no sentido de dinamizar essa vontade e ver se os números de alunos lusodescendentes inscritos nas aulas de português também podem crescer nos próximos tempos”, frisou Luís Faro Ramos.

Os indicadores que o presidente recebeu na sua primeira paragem, na escola secundária de Point Loma em San Diego, foram positivos.

A escola pública tem 103 alunos de português “na fase mais avançada” de aprendizagem, entre o 10º e o 12º ano, um número “muito bom” que inclui luso-americanos, alunos com origem em países latino-americanos e também norte-americanos.

As motivações para aprender português em Point Loma variam, referiu o presidente, explicando que vão desde o aspeto cultural e literário a negócios e comunicação inter-geracional.

A intenção do Camões é agora estabelecer um protocolo com a escola, à semelhança do que acontece com outras instituições de ensino no país, estando em cima da mesa a introdução da língua portuguesa nos níveis abaixo do secundário e do básico.

O instituto está também a trabalhar para o reforço da abertura de centros de exames NEWL – National Examinations in Work Languages, tendo sido aberto esta semana um centro na universidade estadual de San Diego.

O português foi classificado como língua crítica no ano passado, o que demonstra “uma vontade assumida por parte das autoridades dos Estados Unidos de que seja uma língua com mais valor, mais créditos e mais destaque”.

Luís Faro Ramos participou como orador na conferência da cátedra Ana Hatherly na universidade de Berkeley, intitulada “Entrelinhas: Tradição e Plasticidade em Ana Hatherly”, onde também falará a cônsul geral de Portugal em São Francisco, Maria João Lopes Cardoso. In “Mundo Português” - Portugal

sexta-feira, 8 de março de 2019

Portugal - Financia bolsas a investigadores de língua portuguesa da CPLP

O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.), Luís Faro Ramos, e o diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Incanha Intumbo, assinaram no dia 28 de fevereiro, o ato de entrega pelo Governo da República Portuguesa ao IILP de uma contribuição voluntária no valor de 200 mil euros “para o desenvolvimento do programa de bolsas de cientista convidado do IILP por um período de três anos (2019-2021) durante o qual serão anualmente concedidas duas bolsas a investigadores de língua portuguesa para apoio a projetos do IILP”, informa uma nota divulgada pelo Camões, I.P.

O documento foi assinado na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, e o Secretário Executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles.

O ‘Programa de bolsas: Cientista convidado do IILP’, que tem o apoio do Governo português, foi lançado pelo IILP para dinamizar o idioma comum ao espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Luís Faro Ramos sublinhou que este “estímulo” permitirá ao IILP reforçar as suas atividades e apelou aos restantes países da CPLP e aos observadores associados para que sigam o exemplo português e contribuam também com programas semelhantes para que a atividade do IILP “seja mais visível e tenha mais resultados”.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, em Lisboa, foram reconhecidas as dificuldades que o IILP tem enfrentado para desenvolver as suas atividades devido à falta de meios humanos e financeiros, e fizeram-se apelos a outros países para que sigam o exemplo português.

O diretor executivo do ILLP, Incanha Intumbo, reconheceu que o instituto tem desenvolvido a sua missão a custo devido à “insuficiência financeira” e afirmou que os Estados-membros deviam esforçar-se para cumprir os seus compromissos a nível de contribuições (quotas), apesar de alguns terem “situações financeiras muito complicadas”.

O IILP quer realizar atividades nos países-membros, mas “isso tem custos em recursos humanos e materiais”, frisou Incanha Intumbo, acrescentando que, sem meios, não é possível realizar essas atividades.

Para Incanha Intumbo, este “apoio extraordinário”, que representa dois terços do orçamento do IILP, é “um marco” que vai “permitir levar o IILP às pessoas” e desenvolver mais programas no terreno.

O diretor executivo do IILP destacou a relevância da língua portuguesa, apontando estimativas que colocam o número de potenciais falantes de língua portuguesa entre 270 a 280 milhões, com impacto económico na internacionalização das empresas e nas trocas comerciais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, mostrou disponibilidade para que Portugal dê continuidade a esta contribuição extraordinária, mas sem se comprometer.

“Como nos casamentos, o amor começa por ser extraordinário e depois vai crescendo e, seguramente, aqui vai acontecer o mesmo”, desde que se deem os “passos certos” e os montantes sejam “bem administrados” para poder crescer “solidamente”, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa.

Santos Silva acrescentou que o objetivo é apoiar o IILP na sua missão principal de promover a língua, com um programa que valoriza “a dimensão da investigação aplicada e aplicável ao ensino do português enquanto língua não materna”. In “Mundo Português” - Portugal

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Lusofonia - Plataforma “Português Mais Perto” chega a 31 países e aos cinco continentes



A plataforma "Português Mais Perto", ferramenta digital de ensino à distância, estendeu-se a 31 países no ano letivo de 2017/2018, repartidos pelos cinco continentes, com a frequência de 575 alunos portugueses ou lusodescendentes, segundo dados do instituto Camões.

O número de países do Português Mais Perto, plataforma desenvolvida pelo Camões – Instituto de Cooperação e da Língua e pela Porto Editora apresentada há dois anos, aumentou de 26 no ano letivo de 2017/18, também em todos os continentes, para mais de três dezenas em 2018/19.

Segundo o presidente do instituto Camões, “o projeto será aplicado em mais três países – a África do Sul, a Austrália e a Venezuela – num âmbito de estratégia de diversificação que está a ser colocada em prática, permitindo o acesso dos alunos a conteúdos de qualidade em áreas não abrangidas pela rede” de ensino de português.

No caso da Austrália, Luís Faro Ramos esclareceu que, “perante um número relativamente baixo de estudantes de português, o esforço é direcionado para estimular essa aprendizagem de forma gratuita, em estabelecimentos selecionados pela coordenação do ensino do português”.

A gratuitidade do ensino Português Mais Perto aplica-se igualmente na África do Sul e Venezuela neste ano letivo, ao contrário do Canadá (Otava, Montreal e Toronto) e dos Estados Unidos (Califórnia, Massachusetts, Connecticut, Nova Iorque e Nova Jérsia), onde “o nível de vida médio permite, em geral, que os utentes utilizem a plataforma pagando”.

O alargamento da rede do Instituto Camões na plataforma Português Mais Perto sucede-se ao projeto-piloto de utilização da ferramenta multimédia no Canadá e nos Estados Unidos, com 11 escolas, 33 professores e 486 alunos no ano letivo de 2017/18 com “o intuito de se familiarizar os possíveis utilizadores com a plataforma”.

“Um dos principais resultados deste projeto-piloto é a intenção já manifestada pelo Conselho Consultivo Consular do consulado-geral de Portugal em São Francisco de alargamento de utilização da plataforma a todas as escolas comunitárias e do ensino oficial onde se aprende português”, explicou Luís Faro Ramos.

Há 535 inscrições, individuais e institucionais

No ano letivo de 2017/18, com um universo de 33 professores, 575 alunos inscreveram-se na ferramenta Português Mais Perto, “de particular relevância nos países onde não há rede oficial do instituto Camões, uma vez que surge como recurso complementar de utilização em sala de aula, com tutores/professores locais”.

Em África, os alunos inscritos estavam radicados em Moçambique, Reunião (departamento ultramarino francês no Oceano Índico) e África do Sul.

Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Jérsia, Luxemburgo, Noruega, Holanda, Polónia, Reino Unido, Roménia, Rússia, Sérvia e Suíça, além de Portugal, foram os países europeus com inscritos na plataforma virtual, com oferta no 1.º ciclo (1.º ao 4.º ano), no 2.º ciclo (5.º e 6.º), no 3.º ciclo (7.º ao 9.º) e secundário (10.º ao 12.º).

O recurso multimédia teve em 2017/18 inscritos no Brunei, China, Emirados Árabes Unidos, Macau, Turquia e Vietname. No continente americano, além de alunos do Canadá e Estados Unidos, registaram-se também inscrições no Uruguai e Bermudas.

Neste ano letivo de 2018/19, “existem atualmente 535 inscrições, individuais e institucionais”, com “a maioria dos utilizadores a frequentar cursos de português língua de herança (523)”, destinado para alunos que sempre frequentaram a escola no estrangeiro, com um registo residual a pertencer ao português língua materna, para os que estiveram em escolas em Portugal e têm no horizonte voltar ao sistema de ensino português.

Venezuela (150 alunos), África do Sul e Estados Unidos (125) são os países que, até ao presente, têm mais alunos inscritos na plataforma virtual. Austrália (Camberra, Melbourne e Nova Gales do Sul) e Canadá (Edmonton e Montreal) apresentam 50 inscritos cada. Do total de inscrições neste ano letivo – 535 -, 35 referem-se a registos individuais de setembro a dezembro do ano passado, dos quais 30 sem tutor. In “Mundo Português” - Portugal

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Lusofonia - Instituto Camões lança prêmio para distinguir literatura angolana

O Instituto Camões, em parceria com o grupo empresarial português dst, lançou na passada quarta-feira, em Lisboa, um prêmio literário anual no valor de 15 mil euros que visa distinguir trabalhos de poesia e prosa de escritores angolanos



O Prêmio de Literatura dstangola/Camões, apresentado publicamente no auditório do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, visa distinguir, anualmente e de forma alternada, os trabalhos em poesia e prosa de artistas nascidos em Angola, residentes ou não, com obras publicadas no país ou no estrangeiro, nos dois anos anteriores, desde que em língua portuguesa, segundo explicou aos jornalistas o presidente do grupo Domingos da Silva Teixeira (dst), José Gonçalves Teixeira.

Com um valor de 15 mil euros, o prêmio terá como júri a professora Irene Guerra Marques, o escritor José Agualusa e o jornalista e diretor do Novo Jornal de Angola, Carlos Ferreira. A primeira edição, cujo galardão será entregue a 10 de junho, em Luanda, distinguirá trabalhos em poesia enquanto na edição seguinte serão distinguidos trabalhos em prosa.

Na sessão pública de apresentação, em que marcaram presença a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, e o presidente do instituto Camões, Luís Faro Ramos, foi ainda assinado com aquele grupo empresarial um protocolo de apoio à biblioteca do Centro Cultural Português em Luanda.

“Compramos umas centenas de livros [para a biblioteca], no valor de mais de 12.500 euros e depois, durante três anos, haverá um reforço de seis mil euros ano também em livros”, disse José Gonçalves Teixeira.

Com este acordo, o grupo dst torna-se na 13.ª empresa a aderir à iniciativa Empresa Promotora da Língua Portuguesa (EPLP), lançada pelo instituto Camões, em 2017, e que visa associar os esforços de internacionalização das empresas à promoção da língua e cultura portuguesas.

O empresário, que entre outros investimentos em Angola foi responsável pela construção da cadeia de supermercados de Isabel dos Santos, sublinhou a importância de o apoio ser feito através da entrega de livros.

“As empresas vivem de uma marca e o ponto de ancoragem da nossa marca é a cultura. A determinação no livro é porque consideramos que quem lê fica muito mais poderoso”, apontou o presidente da dst, lembrando o longo percurso do grupo no apoio à literatura, teatro, música e dança em Portugal.

A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, sublinhou, por seu lado, o sinal que é dado pelas empresas ao se associarem à iniciativa do Camões.

“Muito mais importante que o apoio financeiro é o sinal de que a sociedade civil e as empresas se associam à concretização de uma política pública. As empresas reconhecem que a expansão da língua e a cultura portuguesas são importantes do ponto de vista da política, mas são igualmente essenciais para a internacionalização das empresas e para a sua presença forte nos mercados quer nacional, quer estrangeiros”, disse. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Península Ibérica - Lançamento da obra "Camões e Cervantes - Contrastes e Convergências”



Terá lugar no dia 21 de janeiro de 2019, pelas 16h30, no Auditório do Camões, I.P. (Rua Rodrigues Sampaio, 113, Lisboa), o lançamento da obra "Camões e Cervantes - Contrastes e Convergências".

Esta é uma publicação do Camões, I.P. e do Instituto Cervantes que presta homenagem aos dois expoentes maiores da literatura ibérica e europeia.

Na sessão estarão presentes os autores, Helder Macedo e Carlos Alvar, bem como o Presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, e o Diretor do Instituto Cervantes, Luis García Montero.

Na mesma ocasião será apresentada a obra “Cervantes y Portugal – Historia, Arte y Literatura”, que reúne as atas do congresso realizado na Biblioteca Nacional de Portugal por ocasião da comemoração do IV Centenário da Morte de Cervantes com organização de Aurelio Vargas Díaz-Toledo e José Manuel Lucía Megías, editada pelo Instituto Cervantes. O evento contará com a presença dos professores Aurelio Vargas Díaz-Toledo e Alfredo Alvar. “Camões Instituição da Cooperação e da Língua”

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Portugal - Deve ter parcerias com Brasil e Espanha para promover o ensino da língua



O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua defendeu uma parceria entre Portugal e Espanha para a promoção da língua portuguesa, não só nas zonas fronteiriças, mas também nos países da América Latina.

“Portugal deve ter parcerias com dois países, o Brasil e Espanha, para promover o ensino da língua portuguesa”, afirmou o embaixador Luís Faro Ramos, realçando que com o Brasil trata-se de “dar continuidade a uma parceria já existente”, que já levou ao ensino conjunto do português nas Nações Unidas.

Já no caso de Espanha, o objetivo “é promover o ensino do português nas zonas fronteiriças entre os dois países, mas também nos países da América Latina”, revelou.

O diplomata defendeu as duas parcerias na sua intervenção na sessão de abertura do Seminário sobre Cooperação, Cultura e Língua, organizado pelo Camões.

Em declarações à Lusa, o Presidente do Camões disse que no próximo dia 21 receberá em Lisboa o novo Diretor do Instituto Cervantes e “o assunto será abordado”.

O seminário que O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. realizou nos dias 7 e 8 de janeiro de 2019, em Lisboa sobre Cooperação, Cultura e Língua, destinava-se a adidos, conselheiros e técnicos setoriais de cooperação para o desenvolvimento, coordenadores de projetos de cooperação bilateral e delegada, adidos e conselheiros culturais, responsáveis de cátedras, leitores e coordenadores de ensino de português no estrangeiro e adjuntos. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Andorra - Meta do Instituto Camões é a integração do português em todo o sistema educativo



Em Andorra, a língua portuguesa chega aos alunos como língua de herança e como língua estrangeira. No Lycée Comte de Foix e no ensino secundário do sistema educativo andorrano, é ministrado em regime de ensino integrado como língua estrangeira.

Como língua de herança, é ensinado em regime de ensino paralelo no básico e secundário. “A coexistência de três sistemas educativos e, por conseguinte, a presença de três línguas co-oficiais, às quais acresce a aprendizagem de uma quarta língua como língua estrangeira, o inglês, dificulta-nos a inclusão do português como língua de opção curricular no sistema educativo andorrano”, diz a coordenadora do EPE (Ensino Português no Estrangeiro) em Espanha e Andorra, sublinhando porém, que o Camões, I.P. e a Coordenação não se dão “por vencidos”.

O objetivo passa sempre pela integração progressiva no sistema andorrano de ensino, e, para tal, a Coordenação deixa um pedido à comunidade portuguesa no Principado: “que se torne partícipe deste projeto, inscrevendo os alunos nos cursos de português por forma a tornar visível uma necessidade educativa real”, explica Filipa Soares.

No ano letivo de 2017-2018, o ensino da língua portuguesa chegava a 41% dos alunos de origem portuguesa que estudavam no Principado. Uma percentagem que tem margem para crescer, já que há alunos andorranos de origem portuguesa que ainda não integraram rede EPE. “Pensamos que é importante manterem o vínculo com a língua e a cultura do país de origem dos seus familiares e sentirem-se parte integrante de uma comunidade de 260 milhões de falantes”, apela.

Mas a rede EPE no principado engloba alunos oriundos de outras nacionalidades, designadamente, andorrana e espanhola. Uma presença ainda residual que demonstra que a comunidade não portuguesa “está atenta à importância crescente do português no mundo e encara a aquisição da língua como uma mais-valia para os seus filhos”, destaca Filipa Soares.

No ensino superior, chega como língua estrangeira a alunos universitários e ao público em geral, na Universidade de Andorra. Em 2018, havia 33 estudantes a aprenderem português naquela universidade pública, que tem aproximadamente três mil alunos.

O Protocolo de Cooperação assinado entre o Camões, I.P. e aquela academia “impulsou a assinatura de outros protocolos com universidades portuguesas” e a criação da Cátedra Camões “já deu origem a importantes colaborações com instituições de referência no Principado”, congratula-se Filipa Soares. “Desejamos que a Cátedra vá paulatinamente configurando projetos científicos nas diferentes linhas de investigação previstas no Protocolo, nomeadamente, sobre multilinguismo e políticas linguísticas no Principado de Andorra; estudos sobre intercompreensão entre quatro línguas românicas: português, catalão, espanhol e francês; didática da Língua Portuguesa e a sua Literatura; as relações entre Portugal e Andorra no âmbito educativo, cultural, político e social e a sociolinguística da língua portuguesa em Andorra por forma a reforçar o papel da língua portuguesa como língua de ciência”, acrescenta. Ana Grácio - Portugal In “Mundo Português”

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Guiné Equatorial – Instituto Camões e a Universidade Nacional vão criar Centro de Língua Portuguesa

Portugal cumpre, assim, o seu compromisso de apoiar a Guiné Equatorial na promoção do uso sistemático do português

O Instituto Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., representado pelo encarregado de Negócios de Portugal em Malabo, Manuel Grainha do Vale, e a Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE), representada pelo seu reitor, Filiberto Ntutumu Nguema Nchama, assinaram em Malabo, um protocolo que marca o início da cooperação em matéria de promoção da Língua Portuguesa por parte de entidades portuguesas naquele país da CPLP.

O protocolo consigna a criação de um Leitorado de Português e de um Centro de Língua Portuguesa / Camões, I.P., na UNGE, tendo já sido selecionada a docente que irá assegurar o desenvolvimento de um major e de um minor em Estudos Portugueses, bem como de projetos no domínio da formação de docentes de Português como língua estrangeira. In “Revista Port. Com” - Portugal

sábado, 8 de dezembro de 2018

Nações Unidas - Português passou a ser ensinado na Escola Internacional

A língua portuguesa é, assim, a 10ª língua a ser ensinada na Escola Internacional das Nações Unidas, em Nova Iorque, fruto de um memorando de entendimento assinado na sede da ONU



A língua portuguesa começou a ser ensinada na semana passada na Escola Internacional das Nações Unidas (UNIS, na sigla em inglês), em Nova Iorque (EUA), sendo ministrada em regime extra curricular a 20 alunos naquela instituição de ensino da ONU. Este projeto piloto estende-se durante um ano letivo completo, com o objetivo de que passe depois a integrar o currículo da escola.

As aulas são dadas por dois docentes, uma professora brasileira e um professor português, com métodos de ensino diversificados e abrangendo as diversas variantes da língua e a cooperação estabelecida no protocolo será acompanhada pelo Coordenador do Ensino de Português nos EUA, João Caixinha.

O memorando de entendimento foi assinado no dia 5 de dezembro, já depois do início das aulas, pelos representantes permanentes de Portugal e do Brasil junto das Nações Unidas, embaixadores Francisco Duarte Lopes e Mauro Vieira, respetivamente, e pelo diretor executivo da UNIS, Dan Brenner.

Resultado do empenho do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.), I.P., do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, esta parceria entre os dois países, realizada pela primeira vez no ensino do português, “tem em vista a integração futura no currículo da Escola (Internacional das Nações Unidas), juntamente com outras nove línguas, incluindo as seis línguas oficiais das Nações Unidas”, refere uma nota divulgada pelo Camões, I.P.

Ensino com diversidade

A cerimónia de assinatura do memorando realizou-se no gabinete do Secretário-Geral das Nações Unidas, que testemunhou o momento.

António Guterres desejou felicidades e que “o acordo fosse aplicado, que o ensino do português na Escola (Internacional das Nações Unidas) tivesse sequência e que fosse mais um passo no sentido de aumentar a utilização do português no sistema das Nações Unidas”, revelou aos jornalistas, no final da cerimónia, o Representante Permanente de Portugal junto da ONU.

Francisco Duarte Lopes referiu o facto das aulas de português serem ministradas como uma atividade extra curricular, mas sublinhou a vontade de Portugal e do Brasil de que “com a sustentabilidade que a cooperação entre os dois países dá a este projeto”, possa futuramente “haver uma hipótese do português ser também oferecido curricularmente na escola”.

Segundo o embaixador português há, no âmbito das Nações Unidas, muitos falantes de português e as atividades das Nações Unidas “também se vão desenrolando há muitos anos em países de língua portuguesa”. “Com este projeto queremos também dar a esta geração mais jovem a possibilidade de conhecer melhor uma língua, mas dar-lhes também a conhecer as culturas dos países de língua portuguesa”, sublinhou o diplomata.

Para o embaixador brasileiro Mauro Vieira, o facto das aulas serem dinamizadas por uma docente brasileira e um docente português valoriza a “diversidade da língua e da forma de se expressarem em cada um dos dois países, mas também da cultura, do turismo, enfim, de tudo o que envolve a expressão em língua portuguesa”.

“Acho que vai ser uma excelente plataforma de introdução do idioma português”, defendeu o Representante Permanente do Brasil junto da ONU, assumindo ainda não ter dúvidas de que a língua portuguesa “gera também negócios importantes”.

Os custos da manutenção do curso e dos professores são suportados pelas missões permanentes de Portugal e do Brasil junto da ONU.

Alunos dos oito aos 18 anos



O atual adjunto de Coordenação do Ensino Português nos EUA é o professor português responsável pelas aulas na Escola das Nações Unidas.

José Carlos Adão explicou que o português está a ser lecionado na UNIS nos níveis primário, básico e secundário, com aulas três vezes por semana a alunos com idades entre os oito e os 18 anos.

“Trata-se de um projeto que começou na semana passada com aulas a vários níveis de proficiência, com alunos que já falam português em casa, que têm pais que falam português. A maioria dos alunos, até ao momento, é de origem brasileira, mas temos outros alunos de outras nacionalidades”, revelou José Carlos Adão. “A língua portuguesa tem um valor económico que tem dado cartas”, destacou ainda.

Uma notícia publicada pela agência Lusa adianta que a ideia deste projeto piloto foi apresenta aquando da ida do presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, a Nova Iorque, a 5 de maio, para o evento Dia da Língua Portuguesa nas Nações Unidas.

De recordar que este ano, as comemorações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa repartiram-se por 180 ações, em 57 países, mas o grande destaque foi para as celebrações que decorreram durante todo o dia, e pela primeira vez, nos jardins das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Na altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmava que a celebração nos jardins das Nações Unidas, dava “uma nova expressão simbólica e institucional a estas iniciativas”. Augusto Santos Silva destacava ainda que as atividades culturais iriam decorrer junto de uma organização na qual “todos os países da CPLP investem muito” e junto de um sistema “no qual nós pensamos que a língua portuguesa a médio prazo se tornará, com toda a justificação e mérito, também uma língua oficial”.

A confirmação oficial da introdução do português na Escola Internacional das Nações Unidas foi dada a 10 de outubro, em Lisboa, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros português e brasileiro, mas tinha já sido avançada a 21 de setembro pelo presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, durante a apresentação em Lisboa da Rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) para 2018/2019, numa sessão presidida pelo ministro Augusto Santos Silva.

Entre as novidades da rede projetada para 2018-2019 estava a informação de que já em 2018 iriam iniciar-se o ensino da língua portuguesa extracurricular na UNIS, com um docente português e outro brasileiro. Esta parceria surge no âmbito de dinâmicas de cooperação entre Portugal e o Brasil, entre as quais está ainda a possibilidade dos dois países realizarem um projeto conjunto de ensino no Casaquistão.

Uma escola com 1600 alunos

A Escola Internacional das Nações Unidas foi criada em 1947 em Nova Iorque por um grupo de pais funcionários da ONU para implementar um sistema de ensino internacional preservando as diferentes culturas dos filhos de funcionários dos diversos países, a trabalhar nas Nações Unidas.

Atualmente, a UNIS tem 1600 alunos de mais de 50 nacionalidades nos dois edifícios da escola, um situado em Jamaica, bairro de Queens, e outro em Manhattan. Cobre todos os níveis de ensino, exceto o universitário. De acordo com a escola, os seus “padrões acadêmicos reconhecidos internacionalmente capacitam os alunos a estudar nas melhores faculdades e universidades dos Estados Unidos e do mundo.”

A principal língua de ensino é o inglês e todos os alunos estudam francês ou espanhol. Podem também aprender árabe, chinês, alemão, italiano, japonês e russo. A partir de agora, também o português.

A Rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) é coordenada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e chega nesta ano letivo a 80 países, mais cinco do que em 2017-2018: Azerbaijão, Casaquistão, Camarões, Gana e Panamá.

Nos Estados Unidos da América, o universo de estudantes cobertos pelo EPE cresceu dos 13 556 em 2007 para os 28 469 em 2017. Este ano, a língua portuguesa foi introduzida no programa americano de educação, tendo sido considerada “idioma relevante para a segurança nacional e a prosperidade da economia do país”. Ana Grácio – Portugal in “Mundo Português”

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Timor-Leste - Instituto Camões realiza formação para jornalistas timorenses em literacia orçamental

O Instituto Camões, em parceria com a União Europeia (UE), realiza este mês uma formação sobre "literacia orçamental" para jornalistas timorenses, no âmbito de um projeto de apoio à melhoria do setor das finanças públicas do país

O coordenador geral da Unidade de Implementação do Camões do Programa da UE explicou que a formação envolve o Cenjor e o Consultório da Língua para Jornalistas.

Numa nota enviada à Lusa, Rui Nelson Dinis afirma que se pretende "melhorar as capacidades de compreensão dos jornalistas em matérias relativas à supervisão e fiscalização das finanças públicas, de modo a reforçar os níveis de conhecimento sobre o processo Orçamental do Estado".

A iniciativa visa ainda "contribuir para o processo de aprendizagem e compreensão das políticas de finanças públicas, apoiar o desenvolvimento de uma técnica de informação isenta e profissional sobre a supervisão das finanças públicas (e) reforçar as capacidades analíticas e de investigação económico-financeira" dos jornalistas.

A ação formativa arranca com um debate sobre o papel da imprensa na supervisão das finanças públicas e inclui vários módulos sobre o processo orçamental.

Cofinanciado pela UE e implementado com o modelo de cooperação delegada pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, o projeto "Parceria para a melhoria da prestação de serviços através do reforço da Gestão e Supervisão das Finanças Públicas em Timor-Leste" (PFMO) é um dos mais amplos programas de apoio institucional em Timor-Leste.

O projeto conta com um financiamento de 12 milhões de euros através do 11.º Fundo Europeu de Desenvolvimento e de cerca de 600 mil euros do instituto Camões, e divide-se em dois componentes essenciais, nomeadamente o apoio orçamental ao Ministério das Finanças e o fortalecimento e capacitação institucional. In “Sapo” com “Lusa”

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Suíça - Cantões promovem as línguas de origem para filhos de imigrantes



Crianças de origem brasileira e portuguesa têm aulas da língua de herança com apoio dos departamentos de Educação dos diversos cantões suíços. O bom desempenho rende reconhecimento aos alunos na escola regular e facilita na integração dos estudantes no país

Todas as manhãs a menina Amanda Pauli penteia o cabelo em chiquinhas antes de ir à escola fundamental do vilarejo de Glattfelden no cantão de Zurique. Como qualquer criança suíça, ela aprende sobre a Eterna Aliança de 1291, a lenda de Guilherme Tell e as geleiras dos Alpes. Mas é às tardes de segundas-feiras que o olhar dela se deixa estender para além da Europa e do oceano Atlântico, chegando até à amada e tropical Bahia.

Amanda participa semanalmente das aulas de cultura e língua portuguesa oferecidas pelo programa HSK (Heimatliche Sprache und Kultur) e aprende com a professora brasileira mais sobre o idioma de herança da mãe. Experimentando a cada encontro um pouquinho da cultura verde-amarela que tanto lhe pertence, Amanda constrói para si uma identidade transnacional.

“Eu me divirto e gosto muito. Acho que saber português facilita na hora de aprender o francês e assim também posso falar com os meus primos”, conta a jovem risonha. Ela é personificação do lema “Zweisprachig, ein Gewinn!”, ou “Fala duas línguas? Isso é uma vitória!” - em adaptação livre.

O pai de Amanda concorda: “É um tesouro para o futuro. Ela vai estar preparada para trabalhar e viver num mundo global, transitando em culturas e línguas diferentes”, diz com sotaque orgulhoso, o progenitor Markus Alexander Pauli.

As aulas de idioma de herança estão disponíveis em toda a Suíça e os projetos HSK são geridos pelos departamentos de educação de cada cantão. Na média há cerca de 40 opções de cursos e as aulas ensinam além do idioma, tradições e geografia dos países de origem.

O conteúdo das classes é desenvolvido por organizações independentes que trabalham em parceria com os governos cantonais. No caso do idioma português há opções distintas para cada grupo lusófono: a Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC), que responde pelo currículo brasileiro e o Instituto Camões, responsável pelo currículo lusitano.

“Tudo começou com a preocupação de manter a criança estrangeira em contato com o idioma dos pais. Isso vem justamente da noção de pertencimento”, explica a professora Claudine Fialho Isele, que leciona no grupo da ABEC de Bülach, do qual Amanda faz parte.

O ensino de língua portuguesa é um direito dos cidadãos portugueses garantido na constituição do país. Desde os anos 1970 o governo português tem subsidiado o ensino da língua. Inicialmente esse compromisso era tutelado pelo ministério da Educação, e desde 2010 está sob os cuidados do Instituto Camões e no orçamento do Ministério das Relações Exteriores.



“Nos anos 1960-1970, os trabalhadores que vinham passar temporadas aqui traziam as suas famílias e faltava às crianças o aprendizado formal da língua. Ter aulas de idiomas era importante para que elas não se desconectassem do país de origem e também para que pudessem se integrar localmente cientes do seu pertencimento: para que não ficassem à deriva entre duas culturas”, conta a professora Isele.

Integração pela educação

O especialista Rolf Gollob é doutor do Departamento de Projetos Internacionais em Educação da Universidade de Educação de Zurique. Gollob publicou diversos livros sobre o tema e acompanha de perto a questão do ensino de idiomas de herança na Suíça. Ele explica que apoiar o indivíduo de modo total na sua identidade é importante para fomentar a integração:

“A realidade dessas crianças é transcultural. Não podemos deixar isso de lado. Precisamos aceitar e apoiar. Até porque ao aprender um primeiro idioma com competência a criança terá melhores condições de compreender bem um segundo ou um terceiro idioma. Pela forma como o cérebro está interconectado é positivo estudar mais de uma língua ao mesmo tempo”, afirma Gollop.

A colega dele, Dra. Wiltrud Weidinger Meister concorda: “você só pode pertencer a uma sociedade multicultural se sabe a respeito de sua própria identidade, o que inclui lingua, hábitos e tradições. Acreditamos que você só poderá formar a sua própria identidade se abraçar essa parte de si mesmo na sua personalidade. E isso também enriquecerá a cultura do povo suíço como um todo”.

Os acadêmicos avaliam que a dinâmica de integração é bidirecional, ou seja; ao mesmo tempo em que os estrangeiros se integram à Suíça, a Suíça se conecta com o mundo por meio do plurilinguismo.

“É uma ponte que tem duas direções porque as crianças estrangeiras não estão isoladas. Elas estão inseridas na mesma sala de aula das crianças suíças, que por sua vez ganham conhecimento sobre as diversas culturas do mundo”, resume a Dra. Weidinger Meister.

Comunidades ativas

Além do poder de despertar conexões globais, o ensino de idioma de herança promove também a coesão das famílias estrangeiras no ambiente local. Tanto entre brasileiros, quanto entre portugueses, o curso HSK serve de ponto de encontro semanal, onde mães, pais e crianças convivem com novos e velhos amigos. 

A coordenadora do ensino da ABEC, Arlete Baumann, reconhece esse papel do curso e estima que as aulas mobilizem uma comunidade de mais de 250 brasileiros em 22 pontos em todo o país.

Desde que foi fundado há 16 anos o grupo se define como uma organização sem fins lucrativos. Segundo Baumann é graças a essas pessoas “admiráveis” e ao “empenho” delas que é possível continuar expandindo o projeto. “Sem a contribuição de cada um não teríamos tido condições de chegar até aqui”, afirma.     

O Instituto Camões desempenha um papel semelhantemente na comunidade lusa, servindo de elo entre as famílias portuguesas. A coordenadora do ensino na Suíça, Lurdes Gonçalves, reconhece essa responsabilidade e calcula que o curso atenda cerca de 10 mil alunos de 7 a 18 anos em todo o país.

A forte demanda pelas aulas tem feito o número de mestres aumentar. Em 2018 foram contratados mais três instrutores, cuja formação pedagógica é específica no idioma lusitano. “Atualmente já temos 79 professores e se houver necessidade, contrataremos ainda mais”, avisa Gonçalves com orgulho.

E conclui com um convite: “Estamos abertos a todos alunos. Inclusive crianças brasileiras e suíças. Aqueles que querem aprender português podem vir estudar connosco, que sempre serão bem-vindos”. Marina Wentzel – Suíça In “Swissinfo”

sábado, 20 de outubro de 2018

Chile - Inauguração da Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha

No âmbito da deslocação ao Chile da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, teve lugar ontem, 19 de outubro de 2018, a inauguração da Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha, em Valparaíso, no Chile.

O protocolo de cooperação que cria a Cátedra Fernão de Magalhães foi assinado pelo Presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, e pelo Reitor da Universidade de Playa Ancha, Patricio Sanhueza Vivanco. Esta é a primeira Cátedra a ser criada no Chile onde já existe um Centro de Língua Portuguesa e um Leitorado.

A instituição desta cátedra decorre do desenvolvimento de projetos de investigação no Centro de Estudos Avançados (CEA) da Universidade de Playa Ancha, que visam um fortalecimento das áreas de Literatura e Estudos da Cultura e do campo de Literaturas Comparadas do programa de Doutoramento em Literatura Hispano-americana Contemporânea, a internacionalização e consolidação do programa de Doutoramento, e a inovação através de novas possibilidades de leitura, nomeadamente dos estudos portugueses e lusófonos.

O nome da cátedra - Fernão de Magalhães – pretende espelhar um dos momentos mais significativos em que Portugal e Chile, de algum modo, se encontraram ao longo da sua história e que está intrinsecamente associado à figura do navegador português. O enquadramento da Cátedra “Fernão de Magalhães” no Centro de Estudos Avançados da Universidade de Playa Ancha permitirá desenvolver um programa de investigação no qual a figura do oceano configura, precisamente, as múltiplas possibilidades de cruzamentos de saberes em torno da imagem/tema do ‘oceano’. A língua portuguesa, a cultura portuguesa e as culturas de língua portuguesa serão os modos de dizer e pensar este ‘oceano’, cruzando áreas, identificando e ultrapassando limites, abrindo diálogos.

Daiana Nascimento dos Santos, investigadora e docente do Centro de Estudos Avançados da Universidad de Playa Ancha, nascida em Ibirataia, Bahia, será a diretora da Cátedra Fernão de Magalhães, o que permitirá potenciar a cooperação entre Portugal e o Brasil na promoção da ciência em língua portuguesa. A cátedra apresenta como linhas de investigação os seguintes temas: “Na órbita de Fernão de Magalhães”; “Literatura comparada de língua portuguesa”; “Literatura mundial: cartografia do mundo”; “Portos e Oceanos: Portugal/Chile, de finisterra a finisterra”; “Representações Magalhânicas”; e “Tradução”. Camões - Instituto da Cooperação e da Língua - Portugal

domingo, 30 de setembro de 2018

África do Sul - Universidade de Witwatersrand terá pós-graduação em Estudos Portugueses em 2019

No próximo ano letivo, o Departamento de Português da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, vai iniciar um programa de Pós-graduação em Estudos Portugueses, informa o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.).

“No seguimento da aprovação pelo Senado da universidade, o Departamento de Português estreará os estudos pós-graduados com um programa moderno, integrado e adaptado à política educativa sul-africana, utilizando o sistema de ensino Blended-Learning”, lê-se na nota divulgada pelo Camões, I.P..

O currículo contempla os módulos Métodos de Investigação, Língua Portuguesa Aplicada, Literatura Lusófona Africana, Seleção de temas em Língua e Literatura Portuguesas, Introdução ao Ensino de Línguas Estrangeiras: metodologia e prática e Projeto de Investigação.

“Esta oferta de estudos avançados na área do Português surgiu no sentido de consubstanciar os novos programas da licenciatura implementados em 2017 e, simultaneamente, desenvolver projetos de investigação em Língua, Cultura e Literatura portuguesas”, refere ainda o Camões, I.P., revelando que a procura tem sido “significativa”, havendo a registar a pré-inscrição de diversos alunos. In “Mundo Português” - Portugal