Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Portugal - Cientistas encontram no mar alternativa a biocidas tóxicos

Péptidos produzidos por cianobactérias marinhas podem apresentar um desempenho superior ao dos biocidas comerciais amplamente utilizados na indústria naval


Um consórcio de investigadores liderado pelo CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, em colaboração com a Universidade de Lisboa e a Universidade do Porto, desenvolveu uma nova abordagem anti-incrustante (antifouling) baseada em péptidos naturais produzidos por cianobactérias marinhas. A prova de conceito descrita no estudo Engineered coatings containing cyclic peptides from cyanobacteria delay the development of a stable macrofouling community Engineered coatings containing cyclic peptides from cyanobacteria delay the development of a stable macrofouling community, demonstra que estes péptidos são capazes de substituir biocidas tóxicos que dominam o mercado de tintas anti-incrustantes usadas na indústria marítima.

Joana Almeida, investigadora do grupo de Interfaces Oceânicas Bioinspiradas do CIIMAR e líder deste estudo, explica que “a principal inovação deste trabalho está no uso de péptidos naturais produzidos por cianobactérias, que interferem seletivamente nos processos iniciais de colonização biológica, sem prejuízo para organismos não-alvo nem para a biodiversidade marinha”.

O resultado é um produto capaz de “controlar eficazmente a bioincrustação marinha sem recorrer à libertação contínua de biocidas tóxicos, abrindo caminho a uma nova geração de revestimentos anti-incrustantes ambientalmente responsáveis.”

Os desafios da bioincrustação marinha

A bioincrustação marinha, conhecida como biofouling, é um fenómeno natural que ocorre quando superfícies submersas, como cascos de navios, infraestruturas portuárias ou equipamentos de aquacultura, são colonizadas por bactérias, algas e invertebrados.

Este processo representa um dos maiores desafios operacionais e económicos para as indústrias marinhas, nomeadamente a indústria naval, aumentando os custos de manutenção dos navios, o consumo de combustível e de emissões.

Na atualidade, a resposta dominante a este problema é o uso de tintas que libertam continuamente biocidas tóxicos (cobre e outros compostos metálicos) impedindo a incrustação. Apesar da sua eficácia, estas soluções têm um elevado custo ambiental provocando poluição marinha, perda de biodiversidade e degradação dos ecossistemas. A sua ação é tão intensa que alguns biocidas, como o tributilestanho (TBT), já foram banidos pela União Europeia que tem exigido, através do Regulamento dos Produtos Biocidas (UE 528/2012), o desenvolvimento de alternativas ambientalmente seguras.

Joana Almeida explica que “a transição para soluções anti-incrustantes não tóxicas é inevitável face ao enquadramento regulatório europeu.” O estudo agora publicado na conceituada revista científica Trends in Biotechnology, do grupo Cell, apresenta uma solução inovadora de base natural que resolve todos os desafios acima: “essa transição é não só possível, como tecnologicamente viável”, acrescenta a investigadora do CIIMAR.

Uma alternativa eficaz e não tóxica

Durante as experiências realizadas os revestimentos funcionalizados com péptidos bioativos produzidos por uma estirpe de cianobactéria integrada na coleção LEGE-CC do CIIMAR, mostraram ser particularmente eficazes a interferir na formação de biofilmes e a inibir a fixação das larvas de mexilhão em laboratório e, portanto, atrasando as fases iniciais de colonização biológica em condições reais de ambiente marinho, um aspeto crucial no controlo da bioincrustação.

Ao interferirem nos processos de adesão e organização sequencial das comunidades incrustantes iniciais, nomeadamente através da modulação de sinais químicos naturais que orientam a adesão de bactérias e outros microorganismos, estes compostos reduzem o alojamento subsequente de macroalgas e invertebrados, sem recorrer a qualquer toxicidade química. Trata-se de uma estratégia baseada na modulação ecológica da bioincrustação inspirada em mecanismos de comunicação química existentes no oceano.

Segundo Joana Almeida, este “controlo das fases iniciais da bioincrustação é determinante para evitar o desenvolvimento das espécies mais problemáticas. Os nossos resultados mostram que é possível alcançar esse controlo usando a nosso favor os mecanismos naturais de colonização sequencial sem libertar compostos nocivos para o ambiente”.

Igualmente importante de referir é o facto de o estudo em questão demonstrar que estes péptidos produzidos por cianobactérias marinhas apresentam um desempenho comparável, e em alguns aspetos superior, ao de um biocida comercial amplamente utilizado na indústria (Econea®).

“Ao reduzir a libertação de poluentes no oceano, esta tecnologia tem o potencial de gerar benefícios ambientais claros, mas também ganhos económicos diretos para setores como o transporte marítimo, a aquacultura e as infraestruturas costeiras.” reforça a investigadora do CIIMAR.

Os impactos positivos estendem-se a setores como a pesca, a aquacultura e o turismo, contribuindo para oceanos mais saudáveis e para uma economia azul mais sustentável.

Do laboratório à indústria

No que toca ao potencial deste estudo, Joana Almeida explica que o trabalho realizado” vai além da investigação fundamental. Demonstrámos a incorporação funcional dos compostos em revestimentos e validámos protótipos em condições marinhas reais, aproximando a tecnologia de uma aplicação industrial.”

Este avanço representa, assim, uma progressão clara do nível de maturidade tecnológica, aproximando uma solução natural de uma aplicação industrial futura.

A tecnologia encontra-se já numa fase pré-industrial promissora. Os próximos passos passam por demonstrar a eficácia a longo prazo em diferentes ambientes marinhos, bem como otimizar os processos de produção e incorporação dos compostos a uma escala industrial competitiva.

Os resultados deste estudo abrem também novas perspetivas para a investigação e desenvolvimento de tecnologias anti-incrustantes inspiradas na natureza, com benefícios claros para o ambiente, a indústria e a sociedade, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, as exigências europeias e posicionando-se como um passo decisivo rumo a oceanos mais limpos, resilientes e produtivos. Universidade do Porto - Portugal


domingo, 4 de fevereiro de 2024

Portugal – Rastreio de produtos da aquacultura pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera

No âmbito do projeto FISHEUTRUST o IPMA organizou a recolha de amostras biológicas de diferentes tecidos de dourada e mexilhão, em condições de cultivo e selvagem. Estas amostras irão ser analisadas e estudadas pelo próprio IPMA e por outros parceiros do projeto, através de análises avançadas (microbioma, biomarcadores genéticos, isótopos estáveis), bem como caracterização da qualidade nutricional.


Esta investigação ambiciosa e inovadora abrirá caminho para o desenvolvimento de um conjunto completo de ferramentas que integram abordagens metagenómicas e genéticas e de isótopos estáveis para avaliar a qualidade, garantir a segurança alimentar e progredir em direção à rastreabilidade e autenticidade do produto pescado em toda a cadeia de valor até chegar ao consumidor, ajudando assim a incutir níveis mais elevados de confiança nos consumidores.

As douradas de aquacultura foram da Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO), a dourada selvagem foi pescada ao largo do Algarve, tendo sido adquirida através da DOCAPESCA. As amostras de mexilhão foram disponibilizadas pela Finisterra SA, tendo a empresa Sagremarisco Lda, procedido à sua recolha.

O projeto europeu FishEUTrust (HORIZON- Ref 101060712) intitulado “European integration of new technologies and social-economic solutions for increasing consumer trust and engagement in seafood products”, envolve um consórcio de 22 parceiros internacionais, cujo principal objetivo é garantir uma cadeia de abastecimento sustentável do produto pescado, desenvolvendo soluções que proporcionem a transparência e a rastreabilidade.

Em particular, são visados produtos de aquacultura a uma escala europeia, abordando a dieta, a saúde e os comportamentos/preocupações dos consumidores, bem como a aquacultura sustentável/economia azul. O IPMA participa neste projeto com a Divisão de Aquicultura, Valorização e Bioprospeção (Algés) e da EPPO (Olhão).

O IPMA tem um papel fundamental neste projeto, participando em múltiplas atividades que abrangem diversos Work-Packages (WP), nomeadamente WP1, WP4-6, WP8 e WP9. Estas WPs abrangem vários assuntos para os quais a experiência e conhecimento do IPMA são cruciais:

(i) ciência e tecnologia da aquacultura (incluindo testes de inovação à escala piloto);

(ii) saúde e bem-estar dos organismos cultivados;

(iii) estudo da qualidade nutricional do produto pescado;

(iv) comunicação e disseminação de conhecimento nestas áreas junto de atores do setor, estudantes e público em geral.

O IPMA irá também construir um ‘Living Lab’ dedicado a quebrar mitos e equívocos nas mentes dos consumidores em relação aos produtos de aquacultura. Além disso, no WP4, espera-se que o IPMA contribua para o desenvolvimento de ferramentas avançadas para desmascarar tais mitos, alcançando níveis mais elevados de rastreabilidade e fiabilidade. Susana Freitas – Portugal in “Instituto Português do Mar e da Atmosfera”


quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Moçambique - Jovens de Cabo Delgado formados em pesca e aquacultura

Um total de 30 jovens, dos quais 12 mulheres, oriundos de quatro distritos da província de Cabo Delgado, designadamente Ibo, Quissanga, Balama e Mueda, beneficiaram de uma formação em matérias de pesca aquacultura.


Trata-se de uma iniciativa do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aquacultura (IDEPA), através do Projecto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala (PRODAPE), no âmbito do apoio ao empreendedorismo juvenil na cadeia de valor da aquacultura.

A formação de curta duração ocorreu semana finda na cidade de Maputo e esteve a ser ministrada pela Escola de Pesca.

Parte da formação, nomeadamente a componente prática, teve lugar no Centro de Pesquisa em Aquacultura (CEPAQ), no  Chókwè, província de Gaza, isto para o grupo de aquacultura. O grupo de pesca teve a sua formação prática na Ilha de Inhaca.

Este grupo que regressa às suas origens, teve a oportunidade de interagir com a Secretária Permanente do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Maria Ascensão Pinto.

A dirigente, dirigindo-se ao grupo, disse que a expectativa do sector é que os jovens aprendam, e aprendam bem, e no regresso às suas comunidades ponham em prática os conhecimentos adquiridos e superem o que já viram no domínio da pesca e aquacultura.

“Vocês poderão ensinar os outros e, assim, vamos catapultar as actividades da pesca e aquacultura em Cabo Delgado, em particular, e em Moçambique, no geral”, referiu.

Por seu turno, os jovens agradeceram a oportunidade que lhes foi dada de fazer parte do grupo dos formandos, e acreditam que esta iniciativa irá contribuir, sobremaneira, no desenvolvimento de Cabo Delgado, província que tanto precisa.

“Agradecemos por nos receberem e desenvolverem a nossa província”, disse Muanaquera Dade, uma das formandas.

Este posicionamento foi secundado pelo seu colega Tico-Tico José, o qual enalteceu a iniciativa, afirmando que é uma forma de melhorar a vida de Cabo Delgado. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Portugal – Instituto Português do Mar e da Atmosfera liberta sargos no Algarve

A 10 de Novembro um grupo de investigadores da Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) do IPMA libertaram milhares de exemplares de sargos, produzidos em aquacultura, com o objetivo de repovoar e aumentar os stocks existentes na Ria Formosa.

A iniciativa foi agendada para um período que antecede o arrefecimento das águas da nossa costa, caraterístico do período de Inverno que se aproxima. Mais uma vez, à semelhança de outras ações anteriormente realizadas, a libertação contou com a estreita colaboração da empresa Tunipex, que providenciou o apoio logístico, de transporte terrestre e marítimo dos peixes.

 


Os investigadores explicaram que nesta ação foram libertados "600 sargo-legitimo (Diplodus sargus ) e 1800 sargo-veado (Diplodus cervinus) de aproximadamente 50g,  junto aos sistemas de recifes artificiais da zona da APPA da Armona (Área Piloto de Produção Aquícola), zona com restrições à navegação, pelo que apresenta condições perfeitas para a adaptação dos indivíduos e a sua integração no recrutamento natural das espécies. Em paralelo, foram ainda libertados mais 1300 indivíduos (1000 sargo-legítimo; 300 sargo veado) no interior da Ria Formosa”. In “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” - Portugal 



domingo, 29 de maio de 2022

União Europeia – Financiamento na área da aquacultura europeia

Através do AQUAEXCEL3.0, pode beneficiar de acesso gratuito às melhores infraestruturas de investigação europeias na área da aquacultura. Este projecto disponibiliza apoio financeiro para facilitar o acesso de investigadores da academia e da indústria a instalações de aquacultura, bem como a vários outros serviços altamente especializados.

O AQUAEXCEL tem como principal objectivo apoiar o crescimento sustentável do sector da aquacultura europeia, promovendo a investigação e inovação em aquacultura. Este projecto europeu é coordenado pelo INRA (França), sendo que o IPMA - através da Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) - integra pela primeira vez o projecto, associado ao CCMAR. “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” – Portugal

AQUAEXCEL3.0

Saiba como se candidatar

AquaExcel

 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Internacional - Investigadores reutilizam subproduto do biodiesel em rações para peixes de aquacultura

Uma equipa de investigadores portugueses e franceses, liderada por Ivan Viegas, do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), testou, com sucesso, uma nova dieta para peixes de aquacultura, utilizando glicerol como ingrediente alternativo, que pode ajudar a solucionar um dos grandes desafios desta área de negócio.

Atualmente, as rações comercializadas são demasiado dispendiosas e, muitas vezes, pouco sustentáveis, já que são produzidas à base de ingredientes de origem animal. Por isso, explica Ivan Viegas, torna-se urgente encontrar «ingredientes alternativos cujo conteúdo nutricional e energético, mas também a sua pegada ecológica, garantam uma produção mais rentável, segura, sustentável e resultando num produto final nutritivo. Neste contexto, o desenvolvimento de rações para aquacultura deve apostar no aproveitamento de subprodutos de outras indústrias, com base na reutilização, recuperação e reaproveitamento de nutrientes como postulado no princípio da economia circular».

O projeto, que, além da Universidade de Coimbra, integra investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e do Instituto Nacional da Agricultura, Alimentação e Ambiente de França (INRAE), apostou no glicerol, «um subproduto da indústria do biodiesel cujo aumento de produção global levou o glicerol a tornar-se num ingrediente abundante, disponível e atestado como seguro, pelas autoridades europeias para a segurança alimentar, para utilização em rações animais. Com a crise de combustíveis que se avizinha, será até expectável que a produção de biodiesel aumente. Urge, portanto, encontrar utilizações para os seus subprodutos», afirma o líder do estudo.

«O glicerol é uma molécula que é estrutural para os humanos, presente, por exemplo, nos triglicerídeos. Tem sido utilizado com sucesso como ingrediente alternativo para a suinicultura e avicultura, no entanto, o seu potencial como ingrediente em rações para peixes de aquacultura tem ficado por explorar», acrescenta.

Para avaliar a fiabilidade, performance e limitações na utilização de rações suplementadas com glicerol, assim como as suas consequências, foram testadas duas importantes espécies de peixes de viveiro em Portugal, a truta arco-íris e o robalo.

As dietas experimentais preparadas pelos cientistas, suplementadas com 2.5% e 5% de glicerol, foram digeridas de forma eficiente por ambas as espécies. As várias análises efetuadas permitiram concluir que «a performance no crescimento [dos peixes] poderá ser afetada na percentagem mais alta, no entanto, uma suplementação intermédia até 2.5% não altera substancialmente a performance e eficácia na utilização metabólica e perfil nutricional do filete», sublinha Ivan Viegas.

Isto significa, esclarece o investigador da UC, «que há margem para a incorporação do glicerol na dieta destas espécies». Além disso, realça, «analisámos o fígado das espécies testadas, o principal órgão de regulação de toda a “maquinaria metabólica”, e, com a ajuda dos nossos parceiros do INRAE, em França, verificámos não haver alterações da regulação enzimática do metabolismo hepático destes peixes pelo glicerol».

O estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), foi desenvolvido nos últimos quatro anos e originou várias publicações científicas, a última na revista Frontiers in Marine Science, na edição dedicada ao tema "Feeding a Sustainable Blue Revolution: The Physiological Consequences of Novel Ingredients on Farmed Fish".

O artigo, dividido em duas partes, com o título “On the utilization of dietary glycerol in carnivorous fish”, está disponível, a parte I aqui e a parte II aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


sábado, 26 de junho de 2021

São Tomé e Príncipe - Vai beneficiar de fundo da União Europeia para projectos de pesca e aquacultura


São Tomé – São Tomé e Príncipe e mais 11 países de África, Caraíbas e Pacífico irão beneficiar de fundo da União Europeia (UE), de 40 milhões de Euros, para projectos de reforço do consumo de peixe e aquacultura, apurou a STP-Press.

A notícia foi tornada pública, na cidade de São Tomé, pelo Representante da FAO no País, o moçambicano, Hélder Moteia, numa cerimónia onde se lançou o projecto que visa potenciar o pescado e aquacultura em África, Caraíbas e Pacífico.

No quadro deste projecto “Fish For ACP”, chegou-se a conclusão que o consumo de peixe aumentou substancialmente em São Tomé e Príncipe, compreendendo cerca de 45 kg de peixe “per capita”.

Segundo este diplomata, trata-se de maior índice de consumo de peixe na sub-região costeira de África Central.

Além disso, informou ainda este responsável, a pesca artesanal emprega no País mais de três mil pescadores, 3500 palaiês e 35 comunidades costeira dependem dessa cadeia de valores.

Segundo sustentou, Hélder Moteia, a indústria pesqueira contribui com cerca de 9% para o PIB do País.

Mais disse este diplomata, igualmente acreditado em Libreville (Gabão) e Malabo (Guiné-Equatorial), “o relativo isolamento do País ao continente é um grande obstáculo ao crescimento impulsionado do sector privado da pesca”. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”


 

sábado, 6 de março de 2021

Internacional - Investigador da Universidade de Aveiro na equipa que analisa impacto da Covid-19 na aquacultura mundial

“Tanto os fatores de stress antropogénicos como a pandemia COVID-19 representam desafios económicos significativos para os sistemas de aquacultura em todo o mundo”. A conclusão é apontada num artigo assinado por um consórcio internacional de investigadores, onde se inclui António Nogueira, professor e investigador da Universidade de Aveiro (UA). Entre os “fatores de stress antropogénicos” referidos, destacam-se as alterações climáticas


O artigo “The synergistic impacts of anthropogenic stressors and COVID-19 on aquaculture: a current global perspective” é assinado por investigadores de 54 países e foi publicado no periódico científico “Reviews in Fisheries Science & Aquaculture” (DOI: 10.1080/23308249.2021.1876633). Incluindo membros de quatro continentes (América, Europa, Ásia e África), do consórcio fez parte o académico que é professor do Departamento de Biologia e membro do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA.

As conclusões deste estudo, para já, referem-se ao conjunto dos países analisados, uma vez que os dados por país ainda não foram analisados, afirma o professor da UA. Assim, as conclusões, nesta fase, indicam que tanto os fatores de stress provocados pelo homem, e neste conjunto destacam-se as alterações climáticas, como a pandemia COVID-19 “representam desafios económicos significativos para os sistemas de aquacultura em todo o mundo, ameaçando a cadeia de abastecimento de uma das mais importantes fontes de proteína animal, com potenciais impactos desproporcionados sobre as populações mais vulneráveis.” Entre as populações mais vulneráveis, salientam-se pequenas empresas dedicadas à aquacultura em regime de monocultura suscetíveis a alterações nas cadeias de produção e distribuição, sendo que os sistemas de aquacultura multitrófica integrada são mais resilientes. Este sistema funciona em circuito quase fechado, uma vez que os efluentes que resultam do cultivo de uma espécie são usados como input nos tanques de cultivo de outra espécie.

Fatores múltiplos

A iniciativa partiu da noção de que as medidas restritivas impostas mundialmente para conter a propagação da COVID-19 têm tido consequências diretas nas mais diversas atividades económicas. Em maio de 2020, a pandemia por COVID-19 já era um fenómeno global, tendo o consórcio decidido avaliar os impactes da pandemia na aquacultura. Além disso sabia-se que seria importante avaliar “os efeitos prejudiciais da COVID-19 sob uma lente de stress múltiplo, concentrando-se em áreas que já sofreram perdas económicas devido a fatores de stress antropogénicos na última década, explica-se no sumário do artigo. Ou seja, como pressuposto para o estudo, aceita-se que que os fatores, os motivos da crise/stress são múltiplos, sendo difícil, senão mesmo impossível, isolar os fatores, como seria o caso de uma eventual avaliação dos efeitos da Covid-19 ou das alterações climáticas isoladamente, cujas manifestações ocorrem com diferentes magnitudes e frequência em diferentes países.

O consórcio foi liderado por Gianluca Sarà. professor da Universidade de Palermo (Itália), parceiro do projeto “FISHAQU - Knowledge Exchange in sustainable Fisheries management and Aquaculture in the Mediterranean region” que é coordenado por António Nogueira e financiado pelo programa Erasmus+. In Universidade de Aveiro - Portugal


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Cabo Verde – Empresa norueguesa pretende investir em aquacultura

A empresa norueguesa Nortuna que prevê instalar uma unidade de produção em larga escala de atum em aquacultura na ilha de São Vicente, criando mais de 400 empregos, arranca o processo de instalação em junho


A primeira fase deste investimento em São Vicente, que será na praia de Flamengo, segundo o Estudo de Impacto Ambiental para a instalação do Atlantic Bluefin Tuna Farming, que implicará, para já, um investimento de 2,5 milhões de euros da Nortuna AS – Noruega, que se somam a seis milhões de euros no programa de pesquisa e desenvolvimento sobre a espécie ABFT (Atlantic Bluefin Tuna ou atum-rabilho do atlântico).

A primeira fase implica a montagem do processo de incubação e produção de biomassa para atum-rabilho, em junho de 2021, seguindo-se a expansão e processamento, no primeiro trimestre de 2022, e depois o início da produção em larga escala, bem como transformação, entre 2023 e 2024, naquela que será a terceira e última fase do projeto, conforme o estudo a que a Lusa teve hoje acesso.

“O projeto de aquacultura que a Nortuna pretende implementar em Cabo Verde tem por base os oito anos de actividades de pesquisa realizadas pela empresa”, lê-se no estudo de impacto ambiental.

A primeira fase deste projecto arranca com a previsão de criação de 12 postos de trabalho, que sobe para 92 empregos na segunda fase e para 400 empregos até 2024, com o pleno funcionamento de uma “fazenda ‘offshore’” no mar cabo-verdiano, para produção daquela espécie de atum em aquacultura.

A primeira fase envolve a construção das zonas de incubadoras e de montagem dos equipamentos que definem o processo de incubação e de teste, tendo já a capacidade de produção de até 300 toneladas por ano.

A segunda fase já comporta o cultivo de atum-rabilho na baía – aquacultura no mar – de Flamengo “em larga escala”, cujo volume de produção estimado se situa entre 8 mil e 10 mil toneladas por ano.

O atum-rabilho (Thunnus Thynnus), que pode ultrapassar os 200 quilogramas por peixe, é considerado o “rei” do sushi e apresenta, recorda a empresa, o valor mais alto de mercado, com o Japão a garantir 60% das compras.

A terceira fase comporta a produção em larga escala, a transformação e “o alargamento da produção para outras ilhas de Cabo Verde, nomeadamente Santo Antão e São Nicolau”, explica a empresa no estudo.

De acordo com o documento, os sócios da empresa norueguesa apostam que a Nortuna Cabo Verde seja montada com base na autonomia económica e financeira.

É de referir que o financiamento inicial (dois primeiros anos) do projecto está garantido em 70% pelos investidores da Nortuna AS e os restantes 30% por combinação de empréstimos e apoio das autoridades norueguesas”, acrescenta a informação no estudo. In “Notícias do Norte” – Cabo Verde com “Lusa”


domingo, 11 de outubro de 2020

Cabo Verde - Empresa norueguesa pretende investir na reprodução de atum em aquacultura

 

Cidade da Praia – A criação de 400 postos de trabalho directos e de 1200 indirectos em Cabo Verde é o que a empresa norueguesa Nortuna pretende com a reprodução de atum em aquacultura em larga escala em São Vicente.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, na sua página das redes sociais, congratulando-se com a efectivação da sociedade Nortuna CV SA e admitindo ser “um excelente projecto para a ilha de São Vicente”.

“A Nortuna, uma empresa referência mundial na reprodução de atum em aquacultura, escolheu Cabo Verde para produção em larga escala, prevendo criar mais de 400 postos de trabalho directos e um total de 1200 indirectos”, anunciou.

O memorando de entendimento, segundo Ulisses Correia e Silva, já foi assinado pelo Governo, através do Ministério da Economia Marítima, com a referida empresa.

“A primeira fase será em Flamengo, São Vicente, estando prevista uma expansão para Tarrafal de Monte Trigo e, posteriormente, São Nicolau”, asseverou o governante, salientando que só de Flamengo contam exportar 60 toneladas de atum por dia.

Na sua página oficial na internet, a empresa Nortuna, explicou que o memorando de entendimento assinado com o Governo de Cabo Verde visa desenvolver e expandir a produção de atum rabilho do Atlântico na região de Cabo Verde.

Juntos, prosseguiu a empresa, vão desenvolver a produção de peixes de “alta qualidade”, garantindo que os impactos ambientais e o bem-estar dos peixes sejam cobertos ao “mais alto nível”. In “Inforpress” – Cabo Verde


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Nações Unidas - Agência da ONU apoia Moçambique em resiliência às alterações climáticas

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas, IFAD, participará em dois projetos que visam ajudar os produtores locais. Em 2019, Moçambique foi severamente afetado pelos ciclones Idai e Kenneth, que destruíram milhares de hectares de plantações na região central e no norte do país



Em Moçambique, 70% da população vive em zonas rurais e estão expostas a alterações climáticas. De acordo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas, IFAD, o país é o terceiro Estado mais afetado em África.

A agência lembra que os efeitos das alterações climáticas no setor agrário foram evidentes em 2019, quando Moçambique foi severamente afetado por dois ciclones, Idai e Kenneth, que destruíram milhares de hectares de cultivo na região central e no norte do país.

Resiliência

Para aumentar a segurança alimentar e resiliência às alterações climáticas de pelo menos 902,5 mil produtores rurais de Moçambique, o IFAD anunciou nesta segunda-feira que apoiará o Programa do Desenvolvimento Inclusivo de Cadeias de Valor, Procava. 

A iniciativa de US$ 72,5 milhões visa melhorar as condições de vida dos produtores rurais. De acordo com a agência, pelo menos metade dos beneficiados serão mulheres e 30% jovens.



O financiamento inclui um empréstimo no valor de US$ 8,4 milhões e uma doação do IFAD de US$ 33,6 milhões. Em contrapartida, o governo de Moçambique contribuirá com U$ 4,9 milhões e outros US$ 5,6 milhões serão fornecidos através da contribuição dos beneficiários e outros parceiros de desenvolvimento.

Foco

O programa focará inicialmente nas áreas de produção da horticultura, de bovinos e caprinos, de frangos, de leguminosas e da mandioca. De acordo com o IFAD, todos estes setores são considerados vulneráveis às alterações climáticas.

A iniciativa investirá igualmente em infraestruturas de irrigação e em tecnologias que permitam um aproveitamento eficiente das plantações. Uma das metas é também aumentar o acesso dos pequenos produtores aos mercados e torná-los mais competitivos.

O Procava será implementado em 75 distritos, abrangendo todas as províncias durante um período de 10 anos.

Aquacultura

O IFAD também anunciou um financiamento num outro projeto que procura reduzir a pobreza ao aumentar a produção e rendimento de mais de 88 mil aquacultores de pequena escala.



A agência observa que as condições climáticas de Moçambique são favoráveis para o desenvolvimento do setor. O país é rico em espécies de peixes que podem ser produzidos localmente e assim, contribuir para a melhoria dos níveis nutricionais.

Desafio

No entanto, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola diz que o desenvolvimento da aquacultura em Moçambique tem sido um desafio, devido à falta de produtos como rações e serviços financeiros acessíveis.

O Projeto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala, Propape, disponibilizará US$ 49 milhões para transformar o setor da aquacultura no país. A meta é incluir principalmente mulheres, jovens e desempregados.

A iniciativa também procura reduzir através de práticas sustentáveis a vulnerabilidade dos beneficiados aos efeitos das alterações climáticas.

O objetivo é promover o uso de uma série de tecnologias de produção pesqueira como tanques de produção de peixes, uso de energia solar e sistemas de energia eólica. ONU News – Nações Unidas

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Portugal - Seminário WavEC 2019 no Museu do Oriente

Seminário WavEC 2019 – 04 dezembro 2019, Museu do Oriente

Portugal e a Noruega: Energia renovável marinha e aquacultura offshore



O WavEC Offshore Renewables está a organizar o seu Seminário Anual de 2019, que este ano conta com a colaboração da Embaixada da Noruega em Portugal e da Innovation Norway. O evento decorrerá entre os dias 04 e 05 de dezembro no Museu do Oriente, em Lisboa. O seminário terá lugar no dia 04 de dezembro e os encontros B2B e o workshop do projeto Marinergi no dia 05 de dezembro.

Durante o seminário serão apresentados projetos líderes da indústria de energias renováveis offshore e aquacultura e simultaneamente exploradas oportunidades de negócio, investigação e desenvolvimento de projetos inovadores associados à temática do Oceano.

Dia 04 de dezembro: Seminário organizado por 4 diferentes sessões:
10:00-11:00 - SESSION I: Floating offshore wind: Norway and Portugal in a leading position
11:30-13:00 - SESSION II: Wave energy: building a new industry
14:00-15:30 - SESSION III: Offshore aquaculture and other ocean market opportunities
16:00-17:00 - SESSION IV: Finance and Investment

REGISTO

Para participar no evento registe-se aqui na plataforma. Preços reduzidos até 20 de novembro 2019.

05 de dezembro 2019, Museu do Oriente
Seminário WavEC – Encontros B2B

Na manhã do dia 05 de dezembro, entre as 9h30 e as 12h30, terão lugar os encontros B2B. A presença nestas reuniões deverá ser registada na mesma plataforma de registos do seminário.

Convidamos todos a participar neste encontro.

O programa completo do evento e informações sobre as entidades presentes irão estar disponíveis, em breve na nossa página Web: www.wavec.org

Poderá ainda contactar-nos no email: mail@wavec.org ou por telefone: 21 8482655

Nota: Todo o evento será em Inglês.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Portugal - Seminário WavEC 2018 no Museu do Oriente

Seminário WavEC 2018 – 04 dezembro 2018, Museu do Oriente

Portugal e o Reino Unido: Desafios e oportunidades na indústria de energia renovável e aquacultura offshore



O WavEC Offshore Renewables está a organizar o seu Seminário Anual de 2018, que este ano conta com a colaboração da Embaixada Britânica em Portugal. O evento tem lugar no dia 04 de dezembro de 2018, no Museu do Oriente.

Neste Seminário serão apresentados projetos líderes da indústria de energias renováveis offshore e aquacultura e pretendemos perceber os seus desafios, oportunidades e lições adquiridas. Contamos com oradores portugueses, britânicos e europeus, peritos de topo nos seus setores.

No âmbito do projeto OCEANIC, financiado pela União Europeia, o evento irá ainda explorar de que forma técnicas inovadoras de revestimentos de proteção podem ser aplicadas em instalações offshore.

Iremos debater, igualmente, quais as oportunidades e desafios associados à criação do AIR Centre (Atlantic International Research Centre), uma rede de ciência, tecnologia e desenvolvimento de negócio que faz a ponte entre o Norte e o Sul, o Este e Oeste do Atlântico.

Por fim, iremos debater a temática das sinergias entre Infraestruturas e cadeia de fornecimento, tanto em Portugal como no Reino Unido, que permitem incrementar a investigação, a inovação e o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Convidamos todos a participar neste encontro. Em breve irá estar disponível a plataforma de registos. WavEC - Portugal
  
Pré-registos são possíveis através do email: mail@wavec.org ou telefone: 21 8482655.

O programa provisório e mais informação serão divulgados na nossa página web: www.wavec.org

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Guiné-Bissau - FAO procura estratégia regional no sector de Aquacultura

Bissau – O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação-FAO promove em Bissau uma reunião consultiva sobre o modelo de Estratégia Regional para o emprego para jovens no sector de Aquacultura e cadeia de valores afins.

Intervindo na reunião, Ana Menezes, especialista de Aquacultura da FAO, em Roma, disse que existem poucas evidências do potencial de criação de emprego no sector de aquacultura nos países da África, razão pela qual, o assunto será debatido neste encontro, como forma de abrir horizontes para juntos pensarem em que tipo de investimento, e em quais subsectores da aquacultura pretendem investir para transformar o sector.  

A especialista acrescenta que o programa ASTF e vários outros projectos, actuam directamente na componente de produção e comercialização, apoiando mulheres e homens jovens a terem acesso a oportunidades de negócios através da produção de peixe, mandioca, rações para peixes e outras cadeias de valores da Aquacultura.

“Entre o início e meados dos anos 2000, a aquacultura mostrou um certo desenvolvimento, mas infelizmente não conseguiu manter o seu crescimento como esperado. Foram identificados como condutor deste declínio, alto custo de insumos de produção entre os quais, fertilizantes, sementes, rações, factores de produção maquinaria, infra-estruturas entre outros factores”, referiu. 

Para Ana Menezes, ciar emprego mais lucrativos para os jovens na agricultura é particularmente urgente.

Menezes realçou por outro lado que, com a criação de empregos atraentes e decentes para mulheres e homens jovens no sector de aquacultura, O Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana (ASTF) contribui significativamente para a segurança alimentar, a resiliência dos meios de vida e redução da pobreza rural, assim como para sensibilizar aos jovens de que a emigração não é a sua principal fonte de esperança na vida.  

A elaboração dum modelo de estratégia de emprego jovem e identificação de intervenções a serem realizadas pelo governo, organizações internacionais, sector privado, organizações juvenis, e outras partes interessadas, são alguns dos resultados esperados do referido encontro. 
As conclusões e recomendações dos participantes, serão consolidadas num relatório a ser publicado mais tarde pela FAO em colaboração com parceiros governamentais.

“Os resultados da reunião consultiva ajudarão a FAO a refinar e fortalecer seu objectivo estratégico, criar mais oportunidades de emprego decente para juventude rural nos sectores agrícola e não-agrícola”, disse Meneses.

A reunião iniciada quarta-feira termina no dia 30 de Setembro e conta com a participação de 30 delegados de seis países de África Ocidental e de representantes de organizações regionais, directores de agências governamentais, da FAO, ONGs, organizações de jovens rurais e do sector privado. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

Ana Menezes - International Fishery and Aquaculture Officer

sábado, 23 de dezembro de 2017

Cabo Verde - 2018 vai ser o ano da Economia Azul

Aquacultura: Ministro da Economia garante que 2018 vai ser o ano da produção de camarões em São Vicente

Cidade da Praia – O ministro da Economia e Emprego garantiu hoje que 2018 vai ser um ano em que vão resolver as questões dos transportes marítimos inter-ilhas e da produção de camarões em São Vicente, no âmbito da aquacultura.

José Gonçalves falava hoje, na Cidade da Praia, à margem da assinatura do protocolo entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Ministério da Economia e Emprego, em que a FAO disponibiliza um milhão de dólares ao Governo de Cabo Verde para a elaboração do Plano Nacional de Investimentos e preparação para a promoção da Economia Azul.

Segundo José Gonçalves, 2018 vai ser o ano da Economia Azul em muitos aspectos, não só em pôr em funcionamento o Ministério da Economia, que vai ficar reforçado com um secretário de Estado adjunto, Paulo Veiga, para que possa ter uma maior eficácia na implementação dos projectos.

Apontou ainda que, 2018 vai ser um ano em que vão resolver as questões dos transportes marítimos inter-ilhas e há toda uma nova dinâmica na área de aquacultura.

“Brevemente, segundo os promotores, pela primeira vez na história vamos ter produtos como camarões produzidos em Cabo Verde na zona de Calhau, em São Vicente, previsto para o primeiro trimestre”, sublinhou.

José Gonçalves, que a partir de 05 de Janeiro, passa a desempenhar o cargo de ministro do Turismo, Transporte e o ministro da Economia Marítima, terá a sede dos seus ministérios na Ilha de São Vicente.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, justificou essa mudança da sede para São Vicente, por ter nesta ilha tudo que é administração relacionada com a economia do mar, designadamente a Direcção Geral da Economia Marítima, o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Pesca e pelo facto de ter um “forte empenho” no desenvolvimento do projecto da criação da Zona Económica Exclusiva para a economia marítima nesta ilha. In “Inforpress” – Cabo Verde

sábado, 2 de dezembro de 2017

Portugal – Seminário “Infraestruturas de Teste e Demonstração para o Desenvolvimento da Economia Azul”



O WavEC Offshore Renewables está a organizar o seu Seminário Anual de 2017, que terá lugar na manhã do dia 12 de dezembro, na Gare Marítima Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa. Na parte da tarde serão realizados os encontros B2B.

O tema deste ano tem que ver com o relevante papel que as infraestruturas de teste e demonstração em terra e no mar têm para atrair projetos para Portugal e, através deles, desenvolver uma cadeia de valor nacional, incluindo, naturalmente, as componentes de I&D, serviços e indústria.

A discussão deste tema é particularmente importante e oportuna, dada a preparação de uma candidatura ao ESFRI (European Strategy Forum on Research Infrastructures) para criar uma rede de infraestruturas no setor das energias renováveis marinhas. As infraestruturas enquadradas no ESFRI terão acesso a condições mais atrativas para angariar projetos de ID&I.

A preparação desta candidatura ao ESFRI está a ser preparada no âmbito de um projeto europeu em que o WavEC participa, o MARINERG-i, num consórcio constituído por parceiros da Irlanda, Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Dinamarca, Suécia, Noruega, Países Baixos, Alemanha, Bélgica e Itália.

O Seminário, que se realiza na parte da manhã do dia 12 de dezembro, estará, por isso, articulado com a realização de uma sessão organizada no âmbito do projeto MARINERG-i para identificar, com um conjunto de atores relevantes, as possíveis infraestruturas de ID&I nacionais candidatas a integrarem a infraestrutura ESFRI. Esta sessão será realizada na parte da tarde desse mesmo dia, e o seu acesso fechado ao público.

Dado que as infraestruturas de teste e demonstração têm em geral uma abrangência temática grande, o seminário abordará dois setores distintos, ainda que com pontos de contacto importantes, quer a nível das infraestruturas de teste, quer a nível da cadeia de valor e tecnologia que parcialmente partilham: as energias renováveis offshore e a aquicultura offshore.

O Seminário contará com oradores portugueses e europeus, peritos de topo nos seus setores.

Formatado para permitir uma maior interação com a assistência, o evento está estruturado em três painéis de debate, que irão decorrer na parte da manhã:

• ENERGIA RENOVÁVEL MARINHA
• AQUACULTURA OFFSHORE
• INFRAESTRUTURAS DE ID&I

Nos dois painéis iniciais iremos analisar o estado da arte e as tendências de desenvolvimento tecnológico e de mercado em cada um dos setores. No último painel iremos refletir sobre as infraestruturas de teste e demonstração nacionais e debater o contributo que deram para a atração de projetos de ID&I e para o desenvolvimento nacional de tecnologia e cadeia de valor.

Convidamos todos a participar neste encontro. Em breve irá estar disponível a plataforma de registos para os dois eventos (Seminário e B2B). Este ano, por motivos de logística, existem apenas 100 lugares disponíveis para o Seminário.

Mais informações aqui. In “WavEC” - Portugal