Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 13 de julho de 2019

Portugal – Precauções a ter nas praias com organismos gelatinosos



O GelAvista continua a receber muitos avistamentos de diversas espécies de organismos gelatinosos, nomeadamente de Velella velella e Physalia physalis (esta última conhecida por Caravela-Portuguesa).

Trata-se de um fenómeno, de crescimento rápido naturais e sazonais das espécies, que ocorrem anualmente, motivados por condições oceanográficas e ambientais favoráveis à sua reprodução. O ano de 2019 tem sido caracterizado por um período mais longo e intenso de arrojamento destas espécies, detectadas desde o final de Janeiro.

Os dados do programa GelAvista indicam que a abundância destes organismos é já menor do que no final de Maio e início de Junho, mas teremos de aguardar a evolução dos factores oceanográficos locais para perceber como poderá progredir o transporte destas espécies. É previsível que a abundância diminua gradualmente ao longo do tempo.

Ambas as espécies têm uma cor azulada, mas importa esclarecer as diferenças:

Physalia physalis (Caravela-Portuguesa) - apresenta um flutuador em forma de “balão" e, em geral, de dimensões maiores do que a Velella. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros de comprimento e são muito urticantes, capazes de provocar graves queimaduras. É a espécie que requer maior cautela por parte dos banhistas nas águas Portuguesas.

Velella velella - apresenta um flutuador em forma de "vela" triangular achatada. São em geral de pequenas dimensões, diâmetro varia entre 1 a 7 cm e possui tentáculos curtos, ligeiramente urticantes que na maioria dos casos não representam perigo para os banhistas.

Recomenda-se que se evite o contacto com os organismos, relembrando os procedimentos adequados em caso de contacto com a Caravela-Portuguesa:

Lavar a zona afectada com água do mar, sem esfregar!

Remover os tentáculos que ainda permaneçam na pele com uma pinça.

Aplicar vinagre e bandas (ou água) quentes.

Consultar assistência médica.

Avistamentos de qualquer espécie de organismos gelatinosos, poderão ser comunicados ao programa GelAvista através de plancton@ipma.pt ou da aplicação GelAvista para sistemas Android. O seu contributo é muito importante! In “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” – Portugal

Sítio GelAvista: http://gelavista.ipma.pt/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Portugal – Caravela portuguesa registada na praia do Guincho

Foi registada na manhã do passado dia 01 de fevereiro de 2016 uma caravela portuguesa (Physalia physalis) no areal da Praia do Guincho. A mesma espécie já tinha sido avistada pela mesma pessoa a 11 de janeiro passado. Esta é a primeira ocorrência para o mês de janeiro e uma das poucas ocorrências registadas para fevereiro na Península Ibérica. Esta espécie é frequentemente confundida com medusas (ou alforrecas) devido ao seu aspeto gelatinoso mas é, na verdade um sifonóforo. É constituído por um conjunto de vários indivíduos simbióticos (zooides), cada um com a sua função específica, que funcionam todos juntos como um único organismo.

A caravela portuguesa apresenta longos tentáculos providos de umas estruturas venenosas, os cnidócitos, que libertam um veneno forte, quando em contacto com outros organismos. As toxinas libertadas por estes organismos causam reações cutâneas e dor intensa, mesmo quando os organismos já se encontram mortos. Assim sendo, é aconselhado que os utilizadores das praias mantenham a distância, não toquem nos organismos.

As caravelas portuguesas são organismos cosmopolitas que habitam águas quentes e temperadas de todos os Oceanos, no entanto encontram-se maioritariamente em águas oceânicas. Em Portugal ocorrem com mais frequência nos Açores e Madeira e foram avistadas na costa continental com alguma raridade, embora existam registos recentes.

A ocorrência de caravelas portuguesas é no entanto difícil de prever. A sua distribuição é fortemente influenciada por fenómenos atmosféricos e oceânicos, especialmente pelo vento, que transporta estes organismos através do seu pneumatóforo, uma vesicula cheia de gás que se assemelha a um balão flutuante.

Assim sendo, novas ocorrências destes organismos ou ocorrências mais frequentes poderão estar associados a processos de alterações climáticas, tais como o aumento da temperatura ou alterações dos padrões dos ventos. O IPMA solicita a que todos os que avistem estes organismos nas praias que façam uma foto e indiquem o local onde o encontraram e enviem uma mensagem para plancton@ipma.pt. Também gostaríamos de contar com voluntários que se ofereçam para uma colaboração mais consistente. Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Portugal

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Portugal - Novo navio de Investigação

Chegou a Lisboa, no passado dia 22 de Outubro de 2015, o novo Navio de Investigação do Estado Português designado “ MAR PORTUGAL”. Este navio foi adquirido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA, I.P), após um concurso público internacional, pelo valor de 7,9 M€ no âmbito do Mecanismo de Financiamento do Espaço Europeu, programa EEA Grants operado, neste particular, pela Direção Geral de Política do Mar. O Navio anteriormente designado “Kommandor Calum”, tinha bandeira do Reino Unido e era pertença da companhia Escocesa Hays Ships.

O navio encontra-se atracado em Alcântara na Doca do Espanhol e foi neste lugar que se deu à passagem da Bandeira do Reino Unido para a Bandeira Portuguesa e a pintura do novo nome: “MAR PORTUGAL” no casco.









O Navio inicialmente construído como navio de defesa e salvamento submarino foi convertido em 2013, pela Hays Ships, como navio de investigação e “survey” para águas profundas seguindo os padrões mais exigentes da indústria, apresentando um certificado de classe emitido pela Loyds. Na conversão foram modificadas e construídas acomodações segundo as normas da Maritime Labour Convention e adicionados, um sistema de posicionamento dinâmico (DP), aparelhos de força, gruas e pórticos, bem como compressores para sistemas de sísmica de reflexão, tornando-o um navio particularmente orientado para operações de geofísica e operações com veículos remotos. Desde a conversão tem operado a uma escala global. Em 2014 navegou no ártico russo, no mar do norte, no Atlântico e no Mediterrâneo.  

O Navio tem 75 m de comprimento por 15 m de largura, apresenta um calado de 4,5 m. Tem lugar para 30 investigadores e equipas técnicas e 16 tripulantes e tem uma autonomia de 40 dias. Na configuração atual está capacitado para a realização de operações geotecnia marinha, oceanografia, operação com ROV’s (“remotely operated vehicles”) e levantamentos geofísicos.

Inicia-se agora a segunda fase do projeto que envolve a transformação do navio para permitir operações de pesca de arrasto, construção de um laboratório seco e um túnel de congelação e envolverá o lançamento de um novo concurso internacional. O projeto no valor total de aproximadamente 13 M€ estará concluído no decurso de 2016.  Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Portugal