Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta América Latina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta América Latina. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Angola - Nova Rota Logística liga África à América Latina a partir do Corredor do Lobito

A multinacional especializada na exportação de matéria-prima, PLASFER, está empenhada nos cumprimentos dos trâmites administrativos e técnicos com vista ao aproveitamento do Corredor do Lobito como "Nova Rota de Exploração da Indústria de Cobre" de ligação entre a República Democrática do Congo (RDC), Angola, América Latina e Europa




Há mais de três anos a desenvolver um projecto inovador na RDC, com parcerias na Europa e nas Américas, a PLASFER considera esse novo passo como um dos avanços mais relevantes dos últimos 50 anos, ao viabilizar um fluxo comercial até então inexistente no continente africano.

A escolha de Angola como base logística deve-se à sua infra-estrutura portuária consolidada e à posição geográfica privilegiada, que facilita a conexão entre a África Central e os mercados latino-americanos. Esse corredor de exportação inovador fortalece as relações comerciais entre os continentes e cria oportunidades para as empresas angolanas que desejam expandir a sua actuação internacional.

A meta da empresa, de acordo com o programa enviado ao Jornal de Angola, passa por encurtar o tempo e reduzir os custos financeiros associados às rotas tradicionais, que partem do Oceano Índico, numa altura em que Angola deu um salto de grande envergadura no domínio dos transportes na região Austral do continente com a operacionalização de uma das maiores infra-estruturas.

A multinacional, sediada na cidade do Porto, em Portugal, está comprometida em oferecer soluções personalizadas e de alta qualidade nos sectores dos plásticos, saúde, alimentação e biocombustíveis, sendo que a empresa defende que "a iniciativa também visa fortalecer parcerias estratégicas" com empresas angolanas, congolesas e brasileiras.   

"A nossa empresa multinacional tem a sua metodologia de trabalho assente em relações sólidas e uma visão clara de futuro sustentável, pelo que a PLASFER está a implementar uma nova rota logística entre o continente africano e a América Latina, utilizando a infra-estrutura de Angola como hub estratégico", lê-se no relatório.

O documento assinala ainda que nesse novo desafio a empresa apresenta a Angola e ao mundo a "Nova Rota de Exploração da Indústria de Cobre", que conecta a República Democrática do Congo (RDC), Angola, América Latina e Europa, oferecendo aos consumidores uma alternativa de fornecimento mais eficiente e competitiva.

"O principal foco do projecto é a exportação de cátodos de cobre para abastecer indústrias na América Latina, especialmente no Brasil.

Contudo, a PLASFER vai além da simples exportação de matéria-prima: o projecto já prevê uma segunda fase, voltada para a industrialização em Angola, agregando valor ao minério antes da sua exportação", informa o relatório.                                                                                                                  

Estudo de viabilidade                                                             

A operacionalização do Corredor do Lobito diante da crescente procura global das matérias configura um indicador plausível das potencialidades para transformar Angola num centro de referência para a produção de Vergalhão de cobre (Copper Rod) destinado ao mercado europeu.

A direcção da PLASFER pretende que o cátodo extraído na RDC passe por um processo de transformação no mercado angolano para agregação de valor ao produto e impulsionar o desenvolvimento industrial local.

A empresa, de acordo com o documento em posse do Jornal de Angola, já identificou mais de 40 fábricas de cabos eléctricos na Europa que demonstraram interesse em consumir o cobre processado em Angola.

A produção incluirá: Vergalhão de 8mm, Trefilados (fios mais finos usados nas indústrias eléctrica e electrónica),além de beneficiar a indústria nacional angolana, este modelo criará empregos, desenvolverá a mão-de-obra local e estimulará o crescimento económico do país. A expectativa é que Angola se torne um fornecedor importante de cobre refinado para a Europa e América Latina, consolidando a sua posição no mercado global.       

"Este projecto representa um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento sustentável e a industrialização de Angola, na medida em que ao transformar o país num pólo de produção e exportação de cobre processado, a empresa contribui para a geração de riqueza local, redução da dependência das exportações de matéria-prima bruta e fortalece a economia nacional", conclui o relatório. Hélder Jeremias – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 1 de junho de 2023

Centro de Estudos Internacionais Iscte - América Latina Hoje, Seminário de Especialização


O Seminário de Especialização “América Latina Hoje” é um Curso intensivo e multidisciplinar que aborda as dinâmicas socioeconómicas, políticas e culturais da América Latina.

Tendo como objetivo geral a compreensão da presente realidade da região nas suas múltiplas dimensões, em particular na relação com o espaço transatlântico, apresenta um programa conformado por seminários concentrados nessas disciplinas assim como conferências de especialistas ou protagonistas.

Nesta edição renovada, o 13º Seminário de Especialização "América Latina Hoje" decorre entre 26 e 30 de Junho de 2023, no Iscte, com organização conjunta do Centro de Estudos Internacionais do Iscte (CEI-Iscte) e da Casa da América Latina (CAL).

O seminário tem a duração de 1 semana.

Data-limite de candidatura: 2 junho de 2023

Valor: 100€

Taxa de candidatura: 25€

Mais informações aqui.


 

sábado, 24 de setembro de 2022

Brasil - Universidade de São Paulo é a 2ª melhor universidade da América Latina e lidera na produção de pesquisas


A Universidade de São Paulo (USP) manteve-se como a 2ª melhor da América Latina no ranking internacional da QS Quacquarelli Symonds para 2023, empresa de análise do ensino superior. A lista divulgada nesta quinta-feira (22) traz a Pontifícia Universidad Católica de Chile (UC) na primeira colocação.

A USP também é a maior produtora de pesquisas da América Latina e destaca-se no indicador de Artigos/Corpo Docente. Obteve pontuações máximas nos indicadores de Pesquisa Internacional e Perfil Online e firmou-se como a segunda melhor universidade da região.

Além da USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também aparecem entre as 10 melhores: em 5º e 8º lugares, respectivamente. As duas ocupam posições melhores em comparação ao ranking de 2022, quando ficaram em 7º e 9º respectivamente. Já a Universidade de São Paulo destaca-se por altas pontuações em quatro das oito métricas da QS, mais do que qualquer outra universidade do continente.

No indicador que avalia a reputação académica das instituições, a USP atingiu a pontuação máxima de 100 pontos, reforçando que é bem percebida por académicos ao redor do mundo. Mas a universidade é prejudicada por uma capacidade de ensino relativamente baixa, de acordo com o indicador Corpo Docente/Aluno, em que pontuou 43,2 em 100.

De acordo com a QS Quacquarelli Symonds, o Brasil é o país latino-americano mais representado no ranking deste ano.

Das 98 universidades brasileiras classificadas:

  • 23 melhoraram sua posição;
  • 24 diminuíram;
  • 47 permanecem estáveis;
  • 4 entraram no ranking pela primeira vez.

A pesquisa apresenta como destaque das instituições brasileiras o grande número de funcionários de alta qualidade. Nove das dez melhores universidades da América Latina no indicador de Funcionários com PhD são brasileiras.

Outro destaque positivo é o domínio que o sistema de ensino superior brasileiro mostra na produção de pesquisa na América Latina em termos de volume. Novamente, nove das mais prolíficas instituições de pesquisa do continente são brasileiras, incluindo as cinco mais bem colocadas.

A USP, a Unicamp e a Unesp ocupam o 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente, neste indicador. Apesar do alto volume na produção, a qualidade da pesquisa brasileira não classifica bem. Apenas uma universidade do país está no top 10 da região para o indicador de Citações por Corpo Docente. A Universidade Potiguar é a líder nacional neste indicador e 6ª melhor na América Latina. In “Milénio Stadium” – Canadá com “G1”


 

domingo, 17 de julho de 2022

Brasil - Pela criação da Secretaria da Despesa Federal

Em 2006, dois economistas do Banco Mundial, Indermit Gill e Homi Kharas, cunharam a expressão “armadilha da renda média” para qualificar os países que conseguiram superar a linha da pobreza, atingiram o patamar das nações de renda média, mas não conseguem avançar para o clube dos países ricos. A remuneração da mão de obra já não é tão baixa para que possam competir com produtos de baixo valor agregado, e de outro lado, a produtividade e a competitividade destes países não são suficientes para enfrentar as economias mais dinâmicas. O primeiro grande passo foi a migração em massa do campo para a cidade, de trabalhadores que agregavam pouco valor, para empregos mais produtivos, principalmente na indústria, durante os processos de industrialização dos países. Algumas nações tiveram ainda o reforço do bônus demográfico, anos de crescimento acelerado da população, que permitiu incorporar um importante contingente populacional adicional à economia. São dois movimentos que se esgotaram na maioria dos países. A partir daí os avanços requerem ganhos de produtividade e inovação. Foi o que levou adiante países como Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Portugal e Irlanda e deixou para trás diversos outros, entre eles o Brasil, onde, para agravar o quadro, aconteceu um dos mais fortes processos de desindustrialização, em boa parte por desfuncionalidades nas políticas públicas, que comprometeram a competitividade.

A América Latina, de maneira geral, tem tido dificuldades de avançar para novo patamar de renda. Relatório do Banco Mundial sobre a região aponta o impacto da queda dos investimentos públicos em infraestrutura, há quatro décadas, sobre a competitividade, o crescimento e a desigualdade. E destaca a eficiência dos gastos como alternativa para aumentar a disponibilidade de recursos.

No Brasil, uma ideia que talvez mereça reflexão é a de separar uma parte da competente equipe da Secretaria da Receita Federal, independentemente de nesse momento aparentemente estar desfalcada, para criar a Secretaria da Despesa Federal, que se encarregaria de reduzir os gastos públicos pelo aumento da eficiência. Surtiria o mesmo efeito do aumento de impostos para equilibrar as contas, com a vantagem de extrair menos recursos da sociedade. E a experiência poderia ser replicada nos Estados e até nos municípios.

A crescente ingerência do Congresso no orçamento público, que também reduz a eficiência do gasto,  vem de uma característica intrínseca do nosso sistema político e de contas públicas, que permite discutir direitos sem as correspondentes obrigações. A grande maioria dos agentes se sente no direito de pressionar por gastos, sem a responsabilidade ou até a preocupação pelo equilíbrio das contas públicas. Muitos países resolveram isso criando ferramentas para gerenciar a qualidade e quantidade desse gasto, com adequada atribuição de responsabilidades e participação da sociedade. No Brasil, a Lei de Responsabilidade Fiscal, inspirada na experiência de outros países, previa a criação do Conselho de Gestão Fiscal (CGF), para gerir a questão. Por iniciativa do Movimento Brasil Eficiente, a regulamentação para a criação do CGF foi aprovada por unanimidade no Senado Federal, em 2015 (PLS 141/2014), mas após distorções introduzidas por deputados para diminuir a sua eficácia, dorme na Câmara dos Deputados, desde então. O Congresso precisa sair da zona de conforto e entender que não existe almoço grátis, nem governo grátis. Carlos Schneider – Brasil

___________________________

Carlos Rodolfo Schneider - Bacharel e Mestre em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dirige hoje o Grupo H. Carlos Schneider, que inclui empresas como Ciser Fixadores, Ciser Automotive e Hacasa Empreendimentos Imobiliários.

 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

América Latina – Empresários querem investir no setor agroindustrial em Angola

Um conjunto de empresários de seis países da América Latina manifestou vontade em investir no setor agroindustrial em Angola, no quadro da criação, em Luanda, da Câmara de Comércio e Indústria Hispano-Americano-Angolana (CCIHA)

Além de Angola, integram a nova câmara de comércio empresários da Argentina, Colômbia, Cuba, México, Uruguai e Venezuela, para já, a ideia é analisar o mercado mais pormenorizadamente para que, através da troca de experiências e da transferência de tecnologias, se possa avançar para outras áreas, como Comércio e Turismo.

Os empresários angolanos vão contar com a participação de agricultores para implementar e desenvolver a agricultura familiar, bem como de representantes de pequenas e médias empresas (PME) estabelecidos no interior do país.

No quadro da diversificação da economia angolana, os empresários querem contribuir para a redução da carência alimentar, melhoria da renda familiar, criação de emprego e a redução das importações.

A Câmara de Comércio e Indústria Hispano-americana Angolana (CCIHA) conta com uma Assembleia-Geral, Secretariado, Conselho Diretivo, Fiscal, Direção Executiva, Conselho de Cooperação e Intercâmbio e Superior Consultivo.

Reinaldo Luís da Silva Trindade é o presidente do Conselho Diretivo, enquanto Agostinho Raimundo de Sousa e Santos dirige a Assembleia-Geral.

Em declarações à ANGOP, o diretor executivo da CCIHA, Manuel Graça de Deus, explicou que a Câmara pode ser alargada a 19 países da América Latina, cujos empresários estão interessados em integrar estes órgãos de troca de negócios.

Manuel Graça de Deus adiantou que o objetivo é desenvolver, tendo em conta que Angola tem de diversificar a economia e focar a atenção no desenvolvimento.

O embaixador da Argentina em Angola, Luís Eugénio Bellando, presente no ato, salientou que Angola tem todas as condições criadas, desde os solos ao clima e aos recursos hídricos, para que o desenvolvimento da agroindústria seja um facto.

Luís Eugénio Bellando reiterou a disponibilidade de Buenos Aires em apoiar o processo de diversificação da economia angolana.

«A criação da Câmara vai impulsionar o espírito de empreendedores independentes, sobretudo das pequenas e médias empresas», salientou. In “Revista Port. Com” - Portugal

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Brasil – Atraiu mais de metade dos empréstimos chineses para a América Latina

Mais de metade dos empréstimos chineses com destino à América Latina e Caraíbas entre 2005 e 2016 foram para o Brasil, disse a agência de notação financeira Moody’s num comunicado divulgado na segunda-feira.

A China emprestou cerca de US$222 mil milhões à América Latina e Caraíbas durante este período, sendo que 53 por cento foi para o Brasil. Metade do dinheiro foi para infra-estruturas e um terço para projectos energéticos.

A Moody’s referiu ainda que a maioria do investimento chinês na América Latina foi também para o Brasil. “O investimento reflecte um interesse em reforçar o crescimento das empresas chinesas no Brasil, assim como o comércio entre os dois países”, disse a agência.

O investimento chinês na América Latina atingiu US$110 mil milhões entre 2003 e 2016 e “vai continuar a crescer nos próximos anos, dada a elevada qualidade das matérias-primas da região, as necessidades no que toca a infra-estruturas e a demografia favorável”, prevê a Moody’s. In “Fórum Macau” - Macau

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Brasil - Portonave está entre os 20 maiores portos da América Latina

Líder de mercado em Santa Catarina desde 2010 e segundo maior movimentador de contêineres do Brasil desde o ano passado, a Portonave integra agora a lista dos 20 maiores portos da América Latina, está na 16ª posição. O Terminal Portuário de Navegantes é um dos três brasileiros no ranking divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgado esta semana, em Santiago, no Chile.

Segundo o levantamento, que avaliou 120 portos, o primeiro colocado é o Porto de Santos (SP), com mais de 3,3 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Em seguida estão os complexos panamenhos de Colón (3,25 milhões de TEUs) e Balboa (2,98 milhões de TEUs).

Considerando os 20 maiores portos, o segundo brasileiro no ranking é a Portonave, em 16º lugar, com 895.375 TEUs movimentados segundo a Cepal – são 910.870 TEUs conforme levantamento do Terminal. O Brasil ainda aparece na lista com Paranaguá (PR), em 20º, com 725.041 TEUs.

A Cepal é uma unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe. O órgão organiza essa pesquisa desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais.

O estudo apontou ainda que a movimentação de contêineres na América Latina e no Caribe caiu 0,9% no ano passado, chegando a 47,5 milhões de TEUs. A queda se deve, segundo a unidade da ONU, à desaceleração do comércio exterior. O Brasil recuou 4,4% na atividade portuária e o Panamá 9,1%. In “Informativo dos Portos” - Brasil

sábado, 20 de maio de 2017

China – Ligação aérea a Lisboa como plataforma para África e América Latina

A ligação aérea directa entre China e Portugal é vista pela Capital Airlines como uma plataforma para África e América Latina. A operação começa a 26 de Julho, dia em que também será aberta uma ligação indirecta a Macau

A companhia aérea chinesa Capital Airlines apresentou ontem o voo directo entre China e Portugal, que arranca em 26 de Julho, como uma plataforma para África e América Latina, e disse que quer atingir frequência diária.

“Devido à sua localização geográfica, Portugal é uma plataforma importante de ligação à América Latina e África”, disse à agência Lusa, em Pequim, Wang Yinjun, director de “marketing” da empresa.

O voo terá três frequências por semana – quarta-feira, sexta-feira e domingo – entre a cidade de Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, mas “o objectivo é ter um voo diário”, revelou Wang.

A companhia aérea abrirá também um voo entre Macau e a capital chinesa, que coincidirá com a ligação a Lisboa, avançou o responsável, de forma a servir também os 15000 portugueses que vivem no território.

A Capital Airlines é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul. Wang diz que a companhia aérea vai cooperar com a Azul e a TAP, para que os chineses que viajem para Lisboa possam também chegar ao “Brasil, África e América do Sul”.

“Do ponto de vista geográfico, Portugal é uma escolha eficaz”, notou.

Para o embaixador português em Pequim, Jorge Torres Pereira, a abertura do voo directo trata-se de um “marco”. “Temos a certeza de que aqueles que acreditam no sentido comercial deste voo directo fizeram a aposta certa”, afirmou.

Nos últimos três anos, o número de turistas chineses que visitaram Portugal triplicou, para 183000, e deverá aumentar “exponencialmente” com a abertura da ligação directa, afirmou, no mês passado, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

“Os chineses que chegam a Portugal são sempre canalizados através de outra porta na Europa, nomeadamente através de Espanha (…), o que leva a que passem poucas noites em Portugal”, disse à Lusa, em Pequim, Ana Mendes Godinho, afirmando que o grande objectivo é “inverter essa tendência”.

O voo entre Pequim e Lisboa demorará cerca de 13 horas; no sentido inverso, demorará 12 horas. A actual ligação mais rápida entre a capital dos dois países demora 14 horas, com escala em Frankfurt, na Alemanha.

Huang Songfu, antigo embaixador da China em Portugal, considerou que o voo directo “terá grande significado para os laços políticos e económicos” entre os dois países, lembrando que “os portugueses ajudaram os chineses a conhecer o mundo”. “Quando os portugueses chegaram à China, o nosso mapa mundo era incompleto: nós não conhecíamos outros cantos do mundo”, disse.

A cerimónia de lançamento do voo decorreu num hotel em Pequim e contou com a participação de mais de uma dezena de órgãos de comunicação chineses e representantes de cadeias hoteleiras e agências de viagem locais.

A China é já o maior emissor mundial de turistas e, segundo estatísticas oficiais, 135,1 milhões de chineses viajaram para fora da China continental, em 2016, num aumento de 12,5% em relação ao ano anterior. O crescente poder de compra e maior facilidade em obter o visto para muitos países explicam o rápido aumento do número de turistas chineses.

A acompanhar este fluxo crescente, o Turismo de Portugal tem, desde 2014, uma representação permanente em Xangai, a “capital” económica da China. Portugal conta também com nove centros de emissão de vistos no país asiático, distribuídos pelas cidades de Pequim, Xangai, Hangzhou, Nanjing, Chengdu, Shenyang, Wuhan, Fuzhou, Cantão. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

América Latina: cenário de preocupação

SÃO PAULO – Estudo realizado pelo Setor de Integração e Comércio (INT, na sigla em inglês) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que América Latina e Caribe foram as regiões mais afetadas no comércio mundial pela atual crise, especialmente os países sul-americanos. Trata-se de um cenário que causa muita preocupação e que exige por parte dos governos do continente uma ação coletiva que promova meios de enfrentar não só a conjuntura recessiva como o aumento das medidas protecionistas que é previsto por parte dos parceiros mais desenvolvidos de outras regiões.

Ou seja, é necessário promover a diversificação comercial, já que houve, nos últimos anos, crescente especialização da região em produtos básicos, como se a América Latina e o Caribe estivessem condenados a voltar aos tempos do colonialismo, quando serviam apenas como fonte de fornecimento de matérias-primas. Isso significa que o Mercosul e outros blocos que fazem parte da região devem coordenar ações que promovam o comércio de produtos de valor agregado, que são aqueles que estimulam a indústria e a criação de empregos, o que se reflete na dinamização do mercado interno.

Segundo o BID, depois de dois anos de queda, as exportações de bens por parte da região contraíram-se a taxas anuais de 14,8% em 2015 e 8,5% até julho de 2016. Para piorar, as exportações de serviços, que em anos anteriores haviam compensado em parte a queda nas vendas externas de produtos manufaturados, desta vez, decresceram 2,4% em 2015, desde a crise financeira de 2009.

Ainda de acordo com o estudo, essa contração, que é mais acentuada na região que no comércio global, é consequência de elevada queda nos preços, especialmente de produtos básicos e do petróleo. Basta ver que, no começo da década passada, a inserção da região no comércio global era de 4% e agora de apenas 2,9% (sem levar em conta os números do México, que faz parte do acordo Nafta, com EUA e Canadá).

Em outras palavras: vive-se hoje uma crise muito pior que a de 2008, que durou oito meses e registrou rápida recuperação. Desta vez, a desaceleração já perdura há mais de 24 meses, registrando, segundo os analistas do BID, uma queda de 16% a nível mundial e de 21% a nível latino-americano. Isso se deu principalmente em razão do fim de um ciclo de crescimento que respondia pelos preços elevados das commodities. Ou seja, o crescimento que houve na década teve muito a ver com os preços elevados das matérias-primas. E que, em função disso, América Latina e Caribe aumentaram suas cotas de mercado em setores que perderam dinamismo global.

Acontece que o motor do desenvolvimento mundial é o comércio de produtos manufaturados e não o de commodities. Portanto, é fundamental que se procure meios para se escapar dessa tendência de retorno ao estado primário de nossa economia, com o sucateamento da indústria da região, o que inclui acordos com países e blocos de fora do continente, já que o atual cenário não favorece o crescimento das exportações inter-regionais, mais intensas em manufaturados. Milton Lourenço - Brasil

_______________________________________ 

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Internacional – Os mosquitos transmissores do vírus Zika

O vírus Zika, com origem em África, é uma doença tropical rara que se espalhou rapidamente por toda a América Latina causando um grande surto no Brasil e está a desenvolver-se por outros países da região rumando ao norte da América. O vírus é transmitido pela picada do mosquito do género Aedes aegypti.

Para a população em geral, o vírus é muito perigoso e está a causar danos cerebrais em milhares de crianças no Brasil, em particular, o Zika está a causar microcefalia fetal.

Apresentação:

O mosquito vive em lugares escuros e em comunidade, têm linhas curvas brancas no dorso e pernas listadas também de branco, as fêmeas têm um zumbido semelhante às moscas.

Sintomas:

Dor de cabeça e febre ligeira, conjuntivite, dores musculares e articulares, erupção cutânea com início na parte superior do corpo, cansaço e diarreia. Os sintomas podem começar entre 2 e 7 dias após a picada do mosquito.

Tratamento:

Não há vacina ou medicamento específico contra o vírus. O tratamento consiste em repouso, beber líquidos e medicamentos contra a febre e a dor. A Rússia e o Canadá estão a desenvolver uma vacina.

Prevenção:

Deve-se usar repelentes e roupa que tape a pele. Evite expor recipientes de água ao ar, para não transformar-se num viveiro de mosquitos.

Onde está actualmente a desenvolver-se:

O vírus Zika surgiu no Brasil em maio de 2015 espalhando-se rapidamente por toda a América Latina, excepto o Chile, protegido pelo deserto de Atacama e pela Cordilheira dos Andes, que fazem de barreira à sua expansão e América do Norte com exclusão do Canadá devido às baixas temperaturas existentes no Inverno.

Origem:

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947 no Uganda, na floresta de Zika, detectado num macaco rhesus durante um estudo sobre a transmissão da febre amarela. Exames confirmaram a infecção em seres humanos no Uganda e Tanzânia em 1952, mas somente em 1968 foi possível isolar o vírus, com amostras colhidas na Nigéria. Diversas análises genéticas demonstraram que existem duas grandes linhagens do vírus: a africana e a asiática. Baía da Lusofonia

Aceda a informação oficial sobre a doença por vírus Zika aqui.

sábado, 14 de novembro de 2015

Internacional – Índice de Clima Econômico para a América Latina recua

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina, elaborado em parceria pelo instituto alemão Ifo e a Fundação Getulio Vargas, foi divulgado na passada quinta-feira, 12 de novembro de 2015, no Rio de Janeiro. O índice mostrou um recuo de 5% no trimestre encerrado em outubro, em relação ao trimestre anterior. O ICE/AL caiu de 74 pontos para 70 pontos. No mundo, o indicador também apresentou redução no trimestre de 7%, ficando abaixo da média pela primeira vez, desde outubro de 2012.

A pesquisadora da Área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Lia Valls, afirmou que, apesar de ter recuado menos, o ICE/AL está pior do que o indicador  mundial, que ficou em 99 pontos, próximo do limite de 100 pontos, considerado favorável. “O mundo recuou mais,mas na comparação entre os dois indicadores, o do mundo é melhor do que o da América Latina”.

A piora é puxada pelo índice de expectativas (IEX), que caiu de 90 para 82 pontos, “o que não é um bom sinal”, disse. “Não é um cenário bom em relação à situação de hoje”.

Em todo o mundo, bem como na América Latina, aparece um problema relevante, que é a falta de confiança na política do governo. “Também não é um resultado bom, porque evidencia que as pessoas têm expectativas não positivas, quer dizer, não esperam que o cenário melhore nos próximos meses”. Na maioria dos países mais avançados, a sondagem detectou problemas de falta de demanda, que indicam que o crescimento deve ser lento", acrescentou.

No caso do Brasil, além da falta de confiança na política do governo, aumentaram os problemas considerados restritivos e relevantes para o crescimento do país, entre os quais inflação, desemprego, déficit público. O ICE Brasil atingiu o menor nível da série iniciada em janeiro de 1989, passando de 48 pontos, em julho deste ano, para 44 pontos em outubro. A pesquisadora chamou a atenção para o índice da situação atual do Brasil (ISA), que “já está o pior possível”, mantendo-se em 20 pontos, que é o limite, número também registrado pela Venezuela. “Mais baixo não pode ser”. Já o índice de expectativas (IEX Brasil) caiu de 76 para 68 pontos no trimestre findo em outubro.

Esse resultado sinaliza que o cenário pode piorar ainda mais, destacou a economista do Ibre. Em relação ao grupo de países denominado Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Lia disse que, com exceção da Índia, todos os demais estão na zona desfavorável. Entre os Brics, o Brasil apresenta o pior ICE, superando, inclusive, a África do Sul (56 pontos). O Brasil ocupa, ainda, a penúltima posição no 'ranking'  de 11 países da América Latina nos últimos quatro trimestres.

Na Sondagem Econômica da América Latina Ifo/FGV, Lia destacou a deterioração cada vez maior das perspectivas, no caso brasileiro. Segundo ela, isso reforça a percepção atual de piora generalizada no clima econômico na América Latina. “Não tem nenhum país que esteja na zona favorável”. Alguns estão em melhor situação, como Paraguai, Bolívia, Chile e Colômbia, que têm índices mais altos. “Mas em todo mundo, piorou o índice. "Só não piorou na Argentina, que mesmo assim, continua na zona desfavorável, e no Chile, “que deu uma melhorada”.

Olhando a sondagem para trás, a economista afirmou que há muito tempo não se tem um quadro tão desfavorável, de forma generalizada, para os países da região.

De acordo com informação da assessoria de imprensa do Ibre-FGV, a Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. Para o ICE de outubro de 2015, foram consultados 1.040 especialistas econômicos em 113 países, dos quais 129 da América Latina. Alana Gandra – Brasil in “Agência Brasil”

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Brasil – Porto de Santos lidera entre os latino-americanos

O Porto de Santos se mantém como o principal complexo na movimentação de contêineres da América Latina, segundo levantamentos feitos por publicações especializadas internacionais. Dependendo do ranking, ele está em 37º ou 38º lugar, entre os maiores portos neste tipo de operação.

Os resultados foram divulgados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) na passada sexta-feira, 04 de setembro de 2015.

As análises levam em conta o movimento de contêineres registrado pelo complexo marítimo no ano passado, quando foram embarcados ou desembarcados 3,68 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) nos terminais da região.

Na lista Top 100 ports, divulgada ontem pelas britânicas Lloyd’s List e Containerisation International, Santos aparece em 37º. No ranking Top 50 World Container Ports, elaborado pelo norte-americano The Journal of Commerce e publicado no último dia 20, Santos está em 38º.

A diferença se deve aos critérios adotados e aos dados obtidos pelas duas publicações. Muitas vezes, o veículo não relaciona os números de um determinado porto.

No ano passado, os levantamentos feitos pelas duas publicações apontavam Santos como o 38º complexo portuário do mundo em movimentação de contêineres. A classificação considerou o resultado de 2013, quando passaram pela região 3,44 milhões de TEU.

Tanto o ranking da Lloyd´s List e da Containerisation International como o do Journal of Commerce deste ano colocam Xangai, na China, em primeiro lugar, com 35,29 milhões de TEU. Em segundo, ambos indicam Cingapura, com 33, 87 milhões de TEU. Os complexos asiáticos dominam as dez primeiras colocações.

Segundo o diretor presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, a expectativa é que o Porto de Santos se destaque cada vez mais nesse ranking, diante das novas estruturas disponibilizadas para esse segmento de carga. Nos sete primeiros meses do ano, essas operações somaram 2,2 milhões de TEU, alta de 7,2%. Leopoldo Figueiredo – Brasil in ”A Tribuna”

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Internacional - Dia Internacional da Juventude

O emprego formal: uma forma essencial para garantir a participação dos jovens

O tema para o Dia Internacional da Juventude deste ano é a participação cívica dos jovens, tanto económica quanto socialmente. Jovens trabalhadores que fazem parte da economia formal têm maiores oportunidades de acesso ao trabalho formal como adultos.

Genebra - Para muitos jovens que vivem em países em desenvolvimento, a sua primeira experiência de trabalho ocorre na economia informal. Para a maioria deles, a transição para a economia formal é muitas vezes uma luta difícil ou até mesmo uma batalha impossível. A falta de experiência e preparação é um factor determinante que os mantém fora da informalidade, bem como o facto de que estes jovens são muito afectados por ciclos económicos. No entanto, alguns países estão implementando políticas para facilitar o acesso dos jovens ao emprego formal. Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, falámos com Guillermo Dema, especialista de emprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Juventude para a América Latina, sobre algumas das políticas que estão sendo implementadas na região, que tem uma das maiores taxas de informalidade no mundo.

OIT: Quais são os principais obstáculos e barreiras que os jovens enfrentam na América Latina e no Caribe, que os impedem de participar mais activamente na economia formal?

G. Dema: Os jovens representam a promessa de mudança positiva nas nossas sociedades. No entanto, não há empregos suficientes para eles. Além disso, existem milhões de jovens que não têm acesso a oportunidades de trabalho decente e estão em risco de exclusão social.

A América Latina e o Caribe é uma região jovem. A dinâmica da população conduziu a uma "janela demográfica" que oferece aos jovens (108 milhões) a possibilidade de liderar a transformação das nossas sociedades no século XXI.

Contudo, os jovens da América Latina e Caribe enfrentam condições de trabalho particularmente difíceis, levando a altos índices de desemprego e informalidade. Esta situação pode ser atribuída à sua falta de experiência e formação, bem como as vão sendo afetadas de uma maneira desproporcionada pelos ciclos económicos. Isto é especialmente relevante num momento como este, quando a região experimentou um abrandamento do crescimento económico.

OIT: Os jovens são mais afetados pelo emprego informal. A que se deve e qual a magnitude do problema na América Latina e no Caribe?

G. Dema: A formalização do emprego, especialmente o emprego dos jovens, é um desafio para os países da região. Na América Latina e no Caribe, o emprego informal (não agrícola) caiu de cerca de 50 por cento em 2009 para 47 por cento em 2012, com variações em termos de amplitude e velocidade nos diversos países analisados. Os dados desagregados por idade mostram que a informalidade afeta mais os jovens trabalhadores do que os adultos. Além disso:

  • Estima-se que 27 milhões de jovens trabalhadores têm um emprego informal. Isto representa 56 por cento de todos os jovens empregados, em comparação com 46 por cento dos adultos (mais de 25 anos). Seis em cada dez novos postos de trabalho para os jovens são criados na economia informal:

  • 31 por cento dos jovens que trabalham em empresas do sector formal o fazem em condições de informalidade, o dobro dos adultos (15 por cento).

  • 45 por cento dos jovens que têm um emprego não assalariado trabalham na economia informal, em comparação com quase 30 por cento dos adultos.

  • 87 por cento dos jovens que trabalham por conta própria, o fazem na economia informal (83 por cento dos adultos).

  • Nos 20 por cento mais pobres da população, apenas 23 por cento dos jovens trabalhadores têm um contrato escrito, e muito poucos têm acesso à segurança social (12 por cento para a saúde e pensões).


OIT: A OIT identificou as melhores práticas para promover a transição para a economia formal na região. Pode-nos dar alguns exemplos?

G. Dema: São muitas e diversas as experiências encorajadoras. Aqui estão algumas delas:

O Uruguai institucionalizou incentivos para a contratação de jovens num regime especial para o investimento e emprego juvenil, que promove o trabalho decente para a juventude. O regime concede isenções fiscais até aos 30 por cento, a fim de estimular o emprego dos jovens e subsídios salariais quando se contratam jovens entre os 15 e 24 anos que não têm nenhuma experiência laboral. Estes subsídios salariais podem chegar a ser 60 e 80 por cento para os empregadores que contratem jovens desempregados com menos de 30 em situação de vulnerabilidade.

O Brasil aprovou uma lei estabelecendo subsídios para a contratação de jovens aprendizes que inclua formação. O seu objectivo é facilitar a transição dos jovens da escola para o emprego formal. Também estabelece um número mínimo de formandos que as empresas devem contratar. A lei exige que as médias e grandes empresas, que cubram 5 a 15 por cento da sua força de trabalho com empregos que exigem formação de jovens entre 14 e 24 anos recebam educação formal ou frequentem centros de capacitação credenciados. O dia de trabalho é de seis horas e o salário por hora corresponde ao salário mínimo nacional. O período de estágio pode durar até dois anos. Entre 2005 e 2015, mais de dois milhões de jovens brasileiros beneficiaram destes modelos de formação e recrutamento.

OIT: Durante a Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Junho de 2015 foi adoptada uma nova Recomendação da OIT para facilitar a transição para economia formal. De que maneira este instrumento legal pode contribuir para reduzir o emprego informal entre os trabalhadores jovens e todos os outros trabalhadores na América Latina e noutras regiões?

G. Dema: A nova Recomendação adoptada na Conferência Internacional do Trabalho 2015 contribuirá de maneira significativa para promover a formalização da mão-de-obra juvenil assim como a protecção laboral num mundo de trabalho em contínua transformação. Também contribuirá para promover a transição das pequenas e médias empresas da economia informal para a formal. A Recomendação insta a que se preste atenção especial aos jovens como um subgrupo onde os défices associados à informalidade são mais graves. Organização Internacional do Trabalho

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Mercosul – V Fórum Empresarial


Entre os dias 14 e 15 de julho de 2015, Belo Horizonte (MG) será a sede da quinta edição do Fórum Empresarial do Mercosul, que reunirá representantes dos países que compõem o bloco, além de empresas e entidades ligadas ao mercado internacional. Representantes dos cinco países buscarão a ampliação de negócios e a integração das cadeias produtivas nos setores.

A abertura do encontro, às 9h do dia 14, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60), terá a presença do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, do ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, do presidente da Apex-Brasil, David Barioni Neto, do subsecretário-geral de Cooperação, Cultura e Promoção Comercial do Itamaraty, embaixador Hadil da Rocha Vianna, do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, além de representantes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.

O evento é promovido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Minas Gerais (SEBRAE-MG), Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) e Foro Consultivo de Municípios, Estados Federados, Províncias e Departamentos do Mercosul.

PROGRAMAÇÃO

Na manhã do dia 14, após a solenidade de abertura, a programação do Fórum está dividida em três plenárias: “Desafios das micros e pequenas empresas do Mercosul”; “Investimentos dos países do Mercosul - como o bloco se posiciona entre e si e como se projeta para o mundo”; “Os avanços da integração produtiva do Mercosul”, que terá participação do alto representante-geral do Mercosul, Dr. Rosinha, do secretário de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Carlos Gadelha, e do presidente da Associação Brasileira de Indústria Química, Denise Naranjo.

Na parte da tarde do dia 14, entre às 14h e às 17h será realizado o “Encontro Apex-Brasil com agências de promoção de exportação da América do Sul”, na sede da Fiemg, em Belo Horizonte.

Simultaneamente, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) sedia o “Encontro BDMG de agências de fomento e financiamento da América do Sul”.

Na manhã do dia 15, entre às 9h e 12h, serão realizados workshops específicos das áreas em destaque do encontro: “Semicondutores e Tecnologia da Informação e Comunicação”, “Startup”, ambas na sede da Fiemg. “Ciências da Vida e Biotecnologia”, na prefeitura de Belo Horizonte e “Agronegócio”, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).

Na parte da tarde, serão realizadas visitas técnicas em empresas localizadas no território mineiro, como Hermes Pardini e Unitec Semicondutores. No mesmo período também será realizada a co-criação da carta “Carta das startups para o Mercosul”, na Casa da Economia Criativa.

Para ter acesso a mais informações acesse o sítio:
http://forummercosul.dpr.gov.br/.
Serviço: V Fórum Empresarial do Mercosul (14 e 15 de julho)
Horário:  Abertura as 9h no Teatro Sesiminas- (confira a programação completa no sítio forummercosul.dpr.gov.br )
Endereço: Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia. APEX - Brasil

Internacional - Canal do Panamá: perspectivas

SÃO PAULO – O novo conjunto de eclusas do Canal do Panamá, que passou pelas primeiras provas de funcionamento ao final de junho de 2015, permitirá a passagem de navios com maiores dimensões, o que estimulará o comércio não só na região como em toda a América Latina. Até aqui o Canal do Panamá não permite a passagem de determinados supernavios, que têm de escolher outros trajetos, prejudicando sensivelmente não apenas os países da América Central e dos Estados Unidos como da América do Sul.

As obras do Canal do Panamá, que começaram em 2007 e exigiram um investimento de US$ 5,2 bilhões, quando concluídas, vão permitir a passagem de navios com 55 metros de largura e 18,3 metros de profundidade e capacidade para carregar até 12 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Até aqui, as estruturas originais, com 33,5 metros de largura e 12,8 metros de profundidade, permitem a navegação de embarcações capazes de carregar até 4,4 mil TEUs.

As obras seriam inauguradas em agosto de 2014, ano do centenário do Canal, mas sofreram atrasos com greves e disputas por custos adicionais milionários. O teste definitivo está marcado para abril de 2016 com a passagem de um supercargueiro post-Panamax, depois de abertura das comportas da terceira via. Na atualidade, 6% do comércio mundial passam pela via interoceânica, mas prevê-se que, em menos de dois anos, essa movimentação seja duplicada.

Obviamente, o mercado norte-americano acabará por obter os maiores dividendos, como resultado dos investimentos feitos na obra. Hoje, boa parte das cargas que chegam à Costa Oeste dos Estados Unidos e seguem por trem e caminhão para o Leste deverá atravessar o novo conjunto de eclusas. Além disso, as exportações agrícolas norte-americanas para a Ásia poderão ser despachadas via Costa Leste e Golfo do México. Em função disso, Miami, Nova York, Baltimore e Norfolk estão em obras para receber supercargueiros post-Panamax a partir de 2016.

Para o Brasil, o novo Canal do Panamá deverá trazer também grandes resultados. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os portos de Pecém-CE e Itaqui-MA, por sua localização estratégica, serão os pivôs de um novo triângulo de comércio internacional, tornando-se hub ports de cargas provenientes da Costa Oeste dos Estados Unidos e da Europa. Suape-PE e Vila do Conde-PA também deverão ser beneficiados. Seja como for, esses portos terão de receber investimentos para adequar sua infraestrutura aos novos tempos. Já para Santos e Paranaguá, os mais tradicionais do País, não se prevê nenhum reflexo econômico de vulto.

Com o novo Canal do Panamá, o terminal de contêineres de Mariel, em Cuba, com capacidade para receber cargueiros post-Panamax, poderá se tornar a principal opção logística na região, embora os portos de Kingston, na Jamaica, e Cartagena, na Colômbia, também sejam favorecidos pela proximidade. Como a construção do terminal de Mariel contou com o financiamento brasileiro, o que se espera é que o Brasil receba dividendos por essa participação. Mauro Dias - Brasil


____________________________________________ 
Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

Brasil – Mercado árabe procura sapatos brasileiros

São Paulo – Os países árabes são presença cada vez mais certa quando a feira no Brasil é voltada para o setor de calçados. Eles também não faltam no discurso e nos planos dos produtores brasileiros de sapatos que querem crescer no mercado internacional. Na Francal, feira de calçados e acessórios que ocorre na capital paulista até hoje quinta-feira, 09 de julho de 2015, há importadores árabes e há indústrias prontas para vender mais a eles.

Bhavesh Shah, gerente para as marcas da Landmark Group, dos Emirados Árabes Unidos, estava nesta terça-feira (07) no estande do grupo Paquetá na Francal para fazer suas encomendas. A Landmark tem franquias da marca brasileira Dumond, da Paquetá, no Oriente Médio, e Shah é responsável por elas. Ele adquire entre 35 mil e 40 mil calçados Dumond a cada seis meses. Além da Dumond, o grupo Paquetá é também dono das marcas Capodarte e Lilly’s Closet.

O grupo Landmark tem uma grande operação no setor de calçados no Golfo Arabico, com duas mil lojas na região, além da Índia e Egito. Elas são franquias de marcas de diferentes partes do mundo e lojas próprias da Shoe Mart. Na Francal, Shah elogiou os calçados brasileiros, falou que têm boa qualidade, design, conforto e uma boa estrutura.

Além do grupo Landmark, a Francal convidou outros importadores dos Emirados, além de compradores da Arábia Saudita, Egito, Kuwait, Líbano e Sudão. Eles foram chamados pela organização da mostra como parte de um grupo de mais de 200 importadores, com hospedagem gratuita.

Entre as marcas expositoras na feira, grande parte tem expectativa positiva sobre exportações e deposita parte da estimativa de crescimento no mercado árabe. No estande da empresa Jorge Bischoff, a responsável pela exportação de private label, Glaci Harnwell, contou que a indústria prevê passar a exportação de 20% da produção para 30% este ano.

Ela afirmou que a valorização do dólar tornou os preços da marca muito competitivos em relação aos concorrentes. Os produtos da Jorge Bischoff são vendidos em regiões como África, América Latina e Europa. No mundo árabe, a empresa exporta para Líbano e Arábia Saudita e tem contatos para vender ao Catar, Bahrein, Emirados, Egito, Tunísia e Kuwait.  A Jorge Bischoff atende boutiques e Harnwell afirma que os produtos combinam muito com o gosto árabe, já que são de qualidade, usam pedraria, brilho, cores e mistura de materiais.

A empresa Raphaella Booz, outra expositora da Francal, espera aumentar suas exportações em 15% em 2015. Marcos Vinicius Booz da Silva, do Departamento de Exportação, afirma que o cenário econômico atual é propício para a exportação e que a Raphaella Booz pretende investir principalmente em países que usam muito o dólar nas transações comerciais, como é caso do Oriente Médio. Silva explica que em alguns países a moeda local, assim como o real brasileiro, também se desvalorizou bastante em relação ao dólar e por isso os preços não ficam vantajosos.

A empresa exporta principalmente para América Latina, para países como Bolívia, Paraguai, Equador e Colômbia, além de Estados Unidos e Sul da Europa. No mundo árabe, a marca vende para Emirados e Líbano, mas tem contatos para começar a exportar mais para a região. Silva afirma que se o dólar se mantiver no atual patamar ou se valorizar um pouco mais, será possível aumentar bastante as exportações.

Em material divulgado, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) abordou as vendas para os Emirados Árabes Unidos como destaque positivo. Segundo dados da entidade, o Brasil exportou 946,8 mil pares de calçados para o país árabe de janeiro a maio, com crescimento de 33% sobre o mesmo período de 2014.

O presidente da Abicalçados, Heitor Klein, afirmou à ANBA que a indústria está sendo surpreendida pelo interesse dos mercados árabes no calçado brasileiro. Os paises da região não foram incluídos como mercados alvo no projeto de promoção internacional que a Abicalçados leva adiante em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o período atual, 2015 e 2016, mas ele acredita que na próxima etapa eles serão. “As empresas estão solicitando ações na região”, diz. Isaura Daniel – Brasil in “Agência Notícias Brasil-Árabe”