Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 5 de março de 2018

Angola - Reativação internacional do Caminho-de-Ferro de Benguela

O Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) vai retomar hoje, segunda-feira, 05 de Março de 2018, 34 anos depois, a circulação do tráfego ferroviário internacional, com o transporte mil toneladas de concentrado de manganês, anunciou o Governo angolano



O lançamento ocorre, segundo uma nota do Ministério dos Transporte de Angola distribuída hoje à imprensa, hoje, com a presença do titular da pasta, Augusto Tomás.

A mercadoria, 25 vagões com 50 contentores carregados com mil toneladas de concentrado de manganês, é proveniente da República Democrática do Congo, refere ainda a nota.

Angola reabilitou, entre 2005 e 2015, 1344 quilómetros da linha férrea do CFB, construiu 67 estações, entre especiais, de primeira e de segunda classes, reabilitou oficinas e adquiriu material circulante, que custou 1,9 mil milhões de dólares.

Em novembro de 2017, o CFB e a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo assinaram, em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDCongo), um acordo comercial, que estabeleceu os termos de utilização conjunta da linha férrea.

O Presidente da RDCongo, Joseph Kabila, tinha apontado dezembro de 2017 como a data para o primeiro carregamento, através do CFB, de manganês, que se encontra depositado numa mina, a céu aberto, em território congolês, próximo à fronteira com Angola.

O CFB, reabilitado pela construtora chinesa China Railways Construction, atravessa as províncias angolanas de Benguela, Huambo, Bié e Moxico, entre o extremo litoral e o interior de Angola, fazendo também a ligação com os sistemas ferroviários da RDCongo e da Zâmbia. In “Sapo24” - Portugal

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Brasil - FIESP assina convénio com Portugal para estimular internacionalização de startups

O ministro da Economia de Portugal, Manuel Caldeira Cabral, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta quarta-feira (16/11) memorando de entendimento para o fomento ao intercâmbio para internacionalização de empresas nascentes de base tecnológica (startups). O documento foi firmado na sede da Fiesp, em cerimônia com a participação também do ministro da Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab.

Skaf destacou a importância do empreendedorismo para o Brasil, o que a Fiesp estimula, por exemplo, com o Concurso Acelera Startup. Ele espera ver nas próximas edições a participação de empresas portuguesas no evento.

A ideia do convênio é abrir espaço para startups brasileiras em Portugal e para empresas portuguesas no Brasil. Cabral destacou que os dois países querem promover o empreendedorismo e incentivar as empresas inovadoras. “Para isso é preciso fazer essa ponte entre as instituições onde há empresa inovadoras”, disse, lembrando que a Fiesp é exemplo nesse campo e tem trabalho muito interessante com startups. O Acelera, promovido pela Fiesp, é um dos exemplos em que se pode concretizar o convênio, com a participação de empresas portuguesas, explicou o ministro. “Temos que selecionar empresas portuguesas com soluções interessantes para participar do Acelera.”


























Cabral disse que um dos passos para a aproximação mútua é a divulgação em Portugal do Acelera. “Da mesma forma se pode fazer o sentido contrário, do Brasil para Portugal.” Empresas de aplicativos com sucesso em Portugal poderiam aproveitar, com facilidade de adaptação, o enorme mercado brasileiro. E para as startups brasileiras, Portugal poderia oferecer a facilidade de tradução para os vários idiomas do mercado europeu.

Outro passo é ver como possibilitar a reciprocidade no uso das incubadoras em ambos países. E também é importante, disse o ministro, tentar reciprocidade também em fundos e outros recursos financeiros para o desenvolvimento das startups. A meta, explicou, é que Portugal trate as startups brasileiras como se fosse empresas portuguesas e vice-versa. Para isso, no caso de Portugal, não é preciso mudar a legislação, bastando alterar a formatação de fundos.

O ministro da Economia de Portugal ressaltou também que há ainda muito espaço a explorar em relação às pequenas e médias empresas e em termos também de cooperação científica e tecnológica. Graciliano Toni – Brasil in “Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP”

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Internacional - Transporte marítimo de contentores crescerá até 3,8% ao ano

O transporte marítimo internacional de contentores deverá crescer entre 2,2% e 3,8% ao ano até 2020, de acordo com o The Boston Consultancy Group (BCG).

No mesmo horizonte, a frota mundial de navios porta-contentores deverá passar dos actuais 20,5 milhões para cerca de 24 milhões de TEU de capacidade, prevê a consultora.

Mas uma coisa são os volumes e outra, bem diferente, a rendibilidade do negócio. O que dependerá em grande parte do reequilíbrio entre oferta e procura de capacidade.

O BCG estima que tenham de ser retirados do mercado entre dois milhões e 3,3 milhões de TEU. O sector terá de acelerar o ritmo de desmantelamento de navios e resistir à tentação do crédito e à colocação de mais encomendas de novos navios, avisa.

Imprescindível será também por termo à guerra de preços que tem assolado a indústria nos últimos 15 anos. O BCG sublinha a propósito que “com o fim dos GRI [General Rate Increases] na UE, o risco de guerra de preços é maior”.

Num ambiente difícil, as companhias com mais probabilidades de sobreviver serão aquelas que consigam mais economias de escala (casos das gigantes Maersk Line, MSC ou CMA CGM) e também aqueloutras que apostem em nichos de mercado, casos da Wan Hai e da SITC.

As observações e avisos do BCG foram deixados na recente conferência Global Liner Shipping, em Singapura, pela sócia e directora-geral, Camille Egloff. In “Transporte & Negócios” - Portugal

terça-feira, 26 de abril de 2016

Internacional - Comércio mundial à espera do TFA

SÃO PAULO – Da parte do Brasil, já nada impede que o Acordo de Facilitação do Comércio (Trade Facilitation Agreement, TFA, na sigla em inglês), da Organização Mundial do Comércio (OMC), entre em funcionamento, depois da assinatura de carta da ratificação pela presidente Dilma Rousseff, ao final de março. Mas, para que o acordo entre vigor, é preciso que dois terços dos membros da OMC, ou seja, 108 países, venham a ratificar o acordo.

Firmado em Bali, na Indonésia, durante a Conferência Ministerial de dezembro de 2013, o tratado, que visa à desburocratização do comércio exterior e à eliminação de barreiras administrativas, já é considerado histórico por ser o primeiro acordo comercial global em 20 anos. Seu texto prevê medidas voltadas à modernização da administração aduaneira, bem como rapidez e simplificação de procedimentos relacionados ao comércio exterior.  

Como se sabe, na maioria das nações, os trâmites aduaneiros são complexos e pouco transparentes, representando barreiras não-tarifárias ao comércio. Se o TFA sair mesmo do papel, os governos terão à disposição os meios mais eficazes de combate à corrupção, além de condições de colocar em prática medidas que contribuam para a redução de custos operacionais, inclusive para os setores privados.

Analisando-se o acordo, percebe-se que sua primeira seção dispõe sobre medidas para acelerar a movimentação, liberação e o desembaraço de bens, inclusive de mercadorias em trânsito. Já a segunda seção é constituída por normas de tratamento especial que permitem aos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos determinar o momento em que farão a implementação de regras específicas do FTA em seus ordenamentos jurídicos. Por fim, a última seção contém normas que estabelecem um comitê permanente sobre facilitação do comércio na OMC e exigem que os membros da organização tenham um comitê nacional para facilitar a coordenação interna e implementação das disposições do acordo.

Com o TFA, a OMC prevê uma redução de 14,3% nos custos do comércio global. Mais: estima que haja um aumento de até US$ 1 trilhão nas exportações globais anuais. Segundo a OMC, o acordo vai permitir que as exportações dos países em desenvolvimento cresçam anualmente entre US$ 170 bilhões e US$ 730 bilhões. Já os países desenvolvidos verão suas exportações crescerem em até US$ 580 bilhões por ano. Ou seja, o acordo deverá impulsionar em 2,7% a alta das exportações mundiais por ano, provocando um acréscimo de 0,5% no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Com tantos benefícios previstos, não se entende por que se demora tanto para que o tratado entre efetivamente em vigor. Afinal, já lá se vão quase dois anos e meio desde a reunião em Bali que criou o TFA. A última contagem, conforme se pode constatar no site da OMC (www.wto.org), mostra que, com a adesão da Índia e da Rússia, a 22 de abril de 2016, até agora, 77 dos 162 membros ratificaram o acordo. Quer dizer, ainda faltam 31. Nesse ritmo, talvez ao final de 2017 seja alcançado o número mínimo. Até lá, haja paciência... Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site:www.fiorde.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Internacional - Privilegiando o elo social

O ecologista francês Hervé Kempf em L'Économie à l'épreuve de l'écologie, apontou a necessidade de privilegiarmos o elo social, ao invés da satisfação individual, muito identificada com o consumismo.

Para tanto, urge “renovar a economia”, substituindo a obsessão material que é alimentada pelo crescimento físico (mais produtos e serviços) das economias, robustecendo assim o mercado de consumo.

Num outro livro muito interessante, Pour sauver la planète, sortez du capitalisme, Hervé Kempf, em relação a esse mesmo assunto, é ainda mais incisivo ao estabelecer os laços estreitos entre a rápida destruição do planeta com o funcionamento do sistema capitalista em todas as suas dimensões, incluindo a cultural.

Usando as palavras originais de Kempf, com livre tradução no fim deste artigo, temos que (...) un autre monde est possible, il est indispensable, il est à notre portée. Le capitalisme, après un règne de deux cents ans, s’est métamorphosé en entrant dans une phase mortifère: il génère tout à la fois une crise économique majeure et une crise écologique d'ampleur historique. Pour sauver la planète, il faut sortir du capitalisme, en reconstruisant une société où l'économie n'est pas reine mais outil, où la coopération l'emporte sur la compétition, où le bien commun prévaut sur le profit (1).

A deterioração do meio ambiente, o esgotamento de alguns dos principais serviços ecossistêmicos, a depleção dos recursos naturais para “abastecer” uma economia de mercado cada vez mais exigente em matéria de produção econômica e, em especial, as extinções da fauna e flora, fruto de ação antrópica, alcançaram ritmo jamais visto no último século.

Essa é a razão que levou o Nobel de química, Paul Crutzen, a declarar que desde o final do século XVIII “entramos” no período “antropoceno”, ou seja, na era em que predomina a influência humana sobre a biodiversidade.

Com urgência, face a situação de deterioração que os humanos têm deixado o meio ambiente, clama-se pela necessidade de reconstruir a maneira como a atividade econômica tem atuado em relação ao meio natural.

É imprescindível, para isso, estabelecer outros valores, longe da sanha consumista patrocinada, em larga medida, por uma economia que somente “enxerga” valor no mercado e nos produtos e serviços produzidos, enfatizando assim a expansão do PIB.

Se o objetivo maior ainda é o de alcançar com eficiência uma política de sustentabilidade, que respeite o meio ambiente para salvaguardar as espécies de vidas existentes, é forçoso reconhecer, na seara dessa questão, que o sistema econômico deve passar pela capacidade de atingir prosperidade sem crescimento, abandonando assim a obsessão material que mencionamos acima, incrustada no subconsciente dos mais vorazes consumistas.

Uma vez reconhecendo que a pressão humana sobre o sistema ecológico tem sido expansiva e dilapidadora, progressiva e destruidora das bases do capital natural, três fatores precisam ser contornados para que essa “reconstrução econômica” aconteça de modo satisfatório: i) controlar o aumento populacional (em 1900, a população mundial era de 1,5 bilhão de habitantes. Oitenta e cinco anos depois, o planeta atingiu 5 bilhões de pessoas e, em apenas 28 anos mais, o mundo “ganhou” mais 2 bilhões de habitantes; em 2050, teremos uma população mundial de 9,5 bilhões); ii) estancar o nível desenfreado de consumo e, iii) reduzir o uso de novas tecnologias voltadas exclusivamente ao aumento da produtividade do trabalho – base de aceleração da economia; por isso, motivo de dilapidação dos bens da natureza.

Esses fatores – em especial, os dois últimos (aumento populacional e nível de consumo) – passam, na prática, por “encaixar” a atividade econômica dentro dos limites ecológicos. Razão pela qual é de suma importância não perder de vista que a economia não pode mais “funcionar” sob o paradigma do crescimento expansivo.

Tão importante quanto isso é o fato de a economia neoclássica – fascinada pela ideia de equilíbrio e liturgicamente adepta ao dogma do crescimento econômico como paradigma supremo de prosperidade – reconhecer o que é mostrado com bastante clareza pela segunda lei da termodinâmica: que o “circuito econômico” não funciona no “vazio”, longe do meio ambiente, mas sim por dentro da biosfera. Marcus Oliveira - Brasil in “Diário da Liberdade”

Nota:

(1) Outro mundo é possível, é essencial, ele está ao nosso alcance. O capitalismo, após um reinado de duzentos anos se converteu numa fase mortal que gera tudo de uma vez; uma grande crise econômica e uma crise ecológica de proporções históricas. Para salvar o planeta, temos de sair do capitalismo reconstruindo uma sociedade onde a economia não reine, mas que seja uma ferramenta que faça prevalecer a cooperação sobre a competição, e onde o bem comum prevaleça sobre o lucro.

Marcus Eduardo de Oliveira - Economista brasileiro, professor universitário. É especialista em Política Internacional e mestre em Estudos da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP). É colaborador da Agência Zwela de Notícias (Angola) e do portal Notícias Lusófonas (Portugal). Autor dos livros "Conversando sobre Economia" e "Pensando como um economista".

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Internacional - Dia Internacional da Juventude

O emprego formal: uma forma essencial para garantir a participação dos jovens

O tema para o Dia Internacional da Juventude deste ano é a participação cívica dos jovens, tanto económica quanto socialmente. Jovens trabalhadores que fazem parte da economia formal têm maiores oportunidades de acesso ao trabalho formal como adultos.

Genebra - Para muitos jovens que vivem em países em desenvolvimento, a sua primeira experiência de trabalho ocorre na economia informal. Para a maioria deles, a transição para a economia formal é muitas vezes uma luta difícil ou até mesmo uma batalha impossível. A falta de experiência e preparação é um factor determinante que os mantém fora da informalidade, bem como o facto de que estes jovens são muito afectados por ciclos económicos. No entanto, alguns países estão implementando políticas para facilitar o acesso dos jovens ao emprego formal. Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, falámos com Guillermo Dema, especialista de emprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Juventude para a América Latina, sobre algumas das políticas que estão sendo implementadas na região, que tem uma das maiores taxas de informalidade no mundo.

OIT: Quais são os principais obstáculos e barreiras que os jovens enfrentam na América Latina e no Caribe, que os impedem de participar mais activamente na economia formal?

G. Dema: Os jovens representam a promessa de mudança positiva nas nossas sociedades. No entanto, não há empregos suficientes para eles. Além disso, existem milhões de jovens que não têm acesso a oportunidades de trabalho decente e estão em risco de exclusão social.

A América Latina e o Caribe é uma região jovem. A dinâmica da população conduziu a uma "janela demográfica" que oferece aos jovens (108 milhões) a possibilidade de liderar a transformação das nossas sociedades no século XXI.

Contudo, os jovens da América Latina e Caribe enfrentam condições de trabalho particularmente difíceis, levando a altos índices de desemprego e informalidade. Esta situação pode ser atribuída à sua falta de experiência e formação, bem como as vão sendo afetadas de uma maneira desproporcionada pelos ciclos económicos. Isto é especialmente relevante num momento como este, quando a região experimentou um abrandamento do crescimento económico.

OIT: Os jovens são mais afetados pelo emprego informal. A que se deve e qual a magnitude do problema na América Latina e no Caribe?

G. Dema: A formalização do emprego, especialmente o emprego dos jovens, é um desafio para os países da região. Na América Latina e no Caribe, o emprego informal (não agrícola) caiu de cerca de 50 por cento em 2009 para 47 por cento em 2012, com variações em termos de amplitude e velocidade nos diversos países analisados. Os dados desagregados por idade mostram que a informalidade afeta mais os jovens trabalhadores do que os adultos. Além disso:

  • Estima-se que 27 milhões de jovens trabalhadores têm um emprego informal. Isto representa 56 por cento de todos os jovens empregados, em comparação com 46 por cento dos adultos (mais de 25 anos). Seis em cada dez novos postos de trabalho para os jovens são criados na economia informal:

  • 31 por cento dos jovens que trabalham em empresas do sector formal o fazem em condições de informalidade, o dobro dos adultos (15 por cento).

  • 45 por cento dos jovens que têm um emprego não assalariado trabalham na economia informal, em comparação com quase 30 por cento dos adultos.

  • 87 por cento dos jovens que trabalham por conta própria, o fazem na economia informal (83 por cento dos adultos).

  • Nos 20 por cento mais pobres da população, apenas 23 por cento dos jovens trabalhadores têm um contrato escrito, e muito poucos têm acesso à segurança social (12 por cento para a saúde e pensões).


OIT: A OIT identificou as melhores práticas para promover a transição para a economia formal na região. Pode-nos dar alguns exemplos?

G. Dema: São muitas e diversas as experiências encorajadoras. Aqui estão algumas delas:

O Uruguai institucionalizou incentivos para a contratação de jovens num regime especial para o investimento e emprego juvenil, que promove o trabalho decente para a juventude. O regime concede isenções fiscais até aos 30 por cento, a fim de estimular o emprego dos jovens e subsídios salariais quando se contratam jovens entre os 15 e 24 anos que não têm nenhuma experiência laboral. Estes subsídios salariais podem chegar a ser 60 e 80 por cento para os empregadores que contratem jovens desempregados com menos de 30 em situação de vulnerabilidade.

O Brasil aprovou uma lei estabelecendo subsídios para a contratação de jovens aprendizes que inclua formação. O seu objectivo é facilitar a transição dos jovens da escola para o emprego formal. Também estabelece um número mínimo de formandos que as empresas devem contratar. A lei exige que as médias e grandes empresas, que cubram 5 a 15 por cento da sua força de trabalho com empregos que exigem formação de jovens entre 14 e 24 anos recebam educação formal ou frequentem centros de capacitação credenciados. O dia de trabalho é de seis horas e o salário por hora corresponde ao salário mínimo nacional. O período de estágio pode durar até dois anos. Entre 2005 e 2015, mais de dois milhões de jovens brasileiros beneficiaram destes modelos de formação e recrutamento.

OIT: Durante a Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Junho de 2015 foi adoptada uma nova Recomendação da OIT para facilitar a transição para economia formal. De que maneira este instrumento legal pode contribuir para reduzir o emprego informal entre os trabalhadores jovens e todos os outros trabalhadores na América Latina e noutras regiões?

G. Dema: A nova Recomendação adoptada na Conferência Internacional do Trabalho 2015 contribuirá de maneira significativa para promover a formalização da mão-de-obra juvenil assim como a protecção laboral num mundo de trabalho em contínua transformação. Também contribuirá para promover a transição das pequenas e médias empresas da economia informal para a formal. A Recomendação insta a que se preste atenção especial aos jovens como um subgrupo onde os défices associados à informalidade são mais graves. Organização Internacional do Trabalho

sábado, 6 de junho de 2015

Internacional - Em 15 anos, número de usuários de internet passou de 400 milhões para 3,2 bilhões

Novo relatório da União Internacional de Telecomunicações indica que desde os anos 2000, tecnologias de informação e comunicação (TIC) têm crescido de uma forma sem precedentes.

Cerca de 3,2 bilhões de pessoas estão usando a Internet, em todo o mundo, dos quais dois bilhões vivem em países em desenvolvimento, de acordo com novos números divulgados pela União Internacional de Telecomunicações. No ano 2000, quando os líderes mundiais estabeleceram as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ODM), eram apenas 400 milhões de pessoas com acesso à internet.

O relatório indica que ao longo dos últimos 15 anos, tecnologias de informação e comunicação (TIC) têm crescido de uma forma sem precedentes, proporcionando grandes oportunidades para o desenvolvimento social e econômico.

“Estes novos dados não apenas mostram o rápido progresso tecnológico realizado até agora, mas também nos ajudam a identificar aqueles que estão sendo deixados para trás na economia digital em rápida evolução, assim como as áreas onde o investimento em TIC é mais necessário”, disse o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, no fórum da Cúpula Mundial da Sociedade de Informação 2015, em Genebra.

Internet lenta no Brasil

Entre 2000 e 2015, a penetração da Internet aumentou quase sete vezes, de 6,5 para 43% da população global. A proporção de domicílios com acesso à Internet em casa avançou de 18% em 2005 para 46% em 2015. Os números da UIT também indicam que quatro bilhões de pessoas no mundo em desenvolvimento permanecem offline. Além disso, das quase um bilhão de pessoas que vivem nos Países Menos Desenvolvidos (PMD), 851 milhões não usam a Internet.

Hoje, mais de 7 bilhões de assinaturas móveis em todo o mundo, contra 738 milhões em 2000. A banda larga móvel é o segmento de mercado mais dinâmico, com a penetração global atingindo 47% em 2015, um valor que aumentou 12 vezes desde 2007. Em 2015, 69% da população mundial será coberta pela banda larga móvel 3G, contra 45% em 2011.

O relatório também apresenta números referentes à velocidade da internet fixa em diferentes países. No Brasil mais da metade das assinaturas apresenta velocidade entre 256kbit/s e 2Mbit/s – a mais baixa das três categorias – o que deixa o país na 38ª posição. A Coreia do Sul, por exemplo, que lidera o ranking tem todas as suas assinaturas com velocidade superior a 10Mbit/s. ONU - Brasil

terça-feira, 2 de junho de 2015

Internacional – Arto Carpus Castelo Foundation investe no Algarve

A finlandesa Arto Carpus Castelo Foundation (ACCF) vai investir 10 milhões de euros, em Querença, no Algarve, concelho de Loulé. Trata-se de um complexo de edifícios, que inclui um Centro de investigação científica na propriedade conhecida como “Casa da Benémola” e um pequeno hotel rural de 4 estrelas. A propriedade tem uma extensão de 10,5 ha mas a fundação deseja construir “apenas 10% da área total, integrando completamente os edifícios com o ambiente circundante”.

O contrato que formaliza o investimento foi esta semana assinado entre a CEO da ACCF, Kristiina Lappi, e o presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo.

De acordo com o autarca algarvio, "este é um investimento diferente e destina-se a criar residências para acolher investigadores, vindos de todo o Mundo, que queiram trabalhar aqui e estar em relação próxima com a natureza". Além da unidade hoteleira e centro de investigação, o projeto prevê ainda um espaço de meditação "dedicado a todas religiões".

O restante terreno será dedicado à preservação do meio ambiente natural e cultural, a reativação do cultivo de pequenas leguminosas e da jardinagem e de agricultura tradicional.

O principal objectivo da fundação “centra-se na pesquisa e preservação do ecossistema mediterrânico intitulado “Barrocal”. “Promover e incentivar o empreendedorismo local é fulcral para os objectivos deste projeto, que está alicerçado na ligação entre o Homem, Natureza e Cultura” – afirma Kristiina Lappi.


Em relação à cultura, o Centro vai promover estudos antropológicos, etnográficos e de arte, nomeadamente através de inúmeras iniciativas para artistas e artesãos. Propõe-se também promover e divulgar o artesanato e artesãos locais, além do incentivo ao cultivo de plantas tradicionais e produtos agrícolas locais.

A Fundação Arto Carpus Castelo (ACCF), fundada em 2004 e com sede em Resife, Finlândia, é uma organização sem fins lucrativos. Segundo os seus estatutos, “a ACCF é uma organização de caridade que visa orientar outros para o empreendedorismo independente, inspirando a harmonia entre a humanidade, a natureza e as diferentes culturas”. In “Diário Imobiliário” - Portugal

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Baía da Lusofonia – Terceiro aniversário

Hoje, dia 01 de Junho de 2015, Dia Mundial da Criança, o blogue “Baía da Lusofonia” comemora o seu terceiro aniversário.

Como afirmámos no texto síntese apresentado no centésimo escrito, na Baía da Lusofonia mareiam simplesmente palavras levadas pelas naus e caravelas portuguesas que aportaram nas enseadas mais recônditas banhadas pelos mares e oceanos. Essas palavras levaram conhecimentos, mas também destruições de costumes milenares, transmitiram alegrias e tristezas, carregaram amores mas também ódios, transportaram sorrisos e lágrimas, acenaram com a riqueza e criaram pobreza, apoiaram a formação de novas famílias através da miscigenação, mas ajudaram também a separar pais dos filhos, homens das mulheres. Normalmente para a história ficam sempre os lados negativos e para esses há que pedir desculpa, mas no fundo fica também uma língua, que será o símbolo da unidade nacional, pois é uma língua que por onde se fala define fronteiras e nesse aspecto é um facto único, com é o exemplo do grande Brasil.

Nestes três anos foram publicados quase 1700 textos, oriundos das mais diversas partes do globo que foram procurados por leitores de mais de uma centena de países e territórios.



Seis países dominam as visitas do blogue “Baía da Lusofonia”, correspondendo a 83% do total. São eles os Estados Unidos da América, 24,9%, Portugal, 18,0%, China, 12,7%, Brasil, 11,0%, Rússia, 10,4% e Alemanha, 6,1%. Num segundo patamar de visitantes estão países como a França, Moçambique, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, Holanda, Espanha e Angola.



O texto com mais visualizações de páginas abertas, 1296, foi “Guiné Equatorial – Uma outra linguagem” de 01-03-2014, seguido de “Brasil – Construção da Ferrovia Transoceânica Atlântico-Pacífico”, 591 observações, publicado no dia 10-04-2015 e na terceira posição “Cabo Verde – A nossa história: uma pausa para pensar!”, 452 visualizações editado no dia 04-10-2014.




O blogue “Baía da Lusofonia” vai continuar a divulgar informação em língua galaico-portuguesa, aberto a contributos que desejem mostrar realidades locais, sempre numa base construtiva, promovendo as notícias na quinta língua mais falada no mundo, a terceira do mundo ocidental, a segunda com presença universal e a primeira mais pronunciada no Hemisfério Sul. Baía da Lusofonia




sábado, 16 de maio de 2015

Internacional – A rolha que poucos encontram

Um Supervisor visitou uma escola fundamental. No seu trajeto observou algo que lhe chamou a atenção:

Uma professora estava entrincheirada atrás da sua secretária, os alunos faziam a maior bagunça; o quadro era caótico.

Decidiu, então, apresentar-se:

- Com licença, sou o Supervisor... Algum problema? –

- Estou completamente perdida senhor, não sei o que fazer com estas crianças... Não tenho folhas de apresentações, não tenho livros, o ministério não envia sequer o mínimo material didático, não tenho recursos eletrónicos, não tenho nada novo para lhes mostrar, nem o que lhes dizer! –

O Supervisor, que era um docente de alma, viu uma rolha sobre a secretária, tomou-a, e com serenidade oriental falou com as crianças:

- Alguém sabe o que é isto? –

- Uma rolha! - Gritaram os alunos surpreendidos.

- Muito bem. E de onde vem a rolha? –

- Da garrafa. Uma máquina a coloca. De uma árvore. Da cortiça. Da madeira. Respondiam as crianças animadas.

- E o que dá para fazer com a madeira? – Continuava entusiasmado o docente.

- Cadeiras. Uma mesa. Um barco! –

- Muito bem, Então teremos um barco. Quem se propõe a desenhá-lo? Quem faz um mapa na lousa e indica o porto mais próximo para o nosso barquinho? Escrevam a qual Estado brasileiro corresponde. E qual é o outro porto mais próximo que não é brasileiro? A qual país corresponde? Alguém se lembra que personagens famosos nasceram ali? Alguém se lembra o que produz esse país? Por acaso, alguém conhece alguma canção desse lugar? –

E assim, começou uma aula variadíssima de desenho, geografia, história, economia, música, etc.

A professora ficou muito impressionada. Quando a aula terminou, comovida, disse ao Supervisor:

- Senhor, nunca esquecerei a valiosa lição que hoje me ensinou. Muitíssimo obrigada!!! –

O tempo passou. O Supervisor voltou à escola e procurou pela professora. Encontrou-a novamente encolhida atrás da sua secretária, os alunos, outra vez, em desordem total.

- Mas, professora, o que houve? Lembra-se de mim? –

- Mas é claro, como poderia esquece-lo? Que sorte que o senhor voltou! Não encontro a rolha. Onde a deixou? Enrique Mariscal - Argentina

Quando alguém não tem vocação para aquilo que deve realizar, nunca vai achar a rolha!

ENRIQUE MARISCAL é licenciado em filosofia, psicologia e ciências da educação pela Universidade de Buenos Aires. Especialista em planeamento de Recursos Humanos da UNESCO. Consultor em Educação Médica da Organização Mundial de Saúde. Director do seminário permanente «Volviendo a pensar sobre el enseñar y el aprender» na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires. Como docente, desenvolveu intenso trabalho em todos os níveis de ensino: foi professor rural em regiões desfavorecidas, professor numa escola pública em Buenos Aires e titular em várias universidades. Escreveu vários livros com os quais soube chegar a todo tipo de público e ganhar a fidelidade dos seus leitores. No Brasil, já publicou o livro "Contos para presentear as pessoas que amo".

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Internacional – Expectativas para novos porta-contentores de 20000 TEU

A Maersk Line, a maior empresa de transporte no mundo com um lucro líquido de US $ 5,2 mil milhões de dólares em 2014, um aumento de 33% face ao ano anterior, é notícia pela notícia que circula nos meios marítimos de uma possível encomenda de onze novos porta-contentores de 20000 TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés).

A Maersk que não comenta a notícia, caso avance com a encomenda poderá investir cerca de US$ 1,7 mil milhões de dólares nos navios a serem construídos na Coreia do Sul na empresa de construção naval Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME), para uma possível entrega que deverá ocorrer em 2017 e 2018.


No primeiro trimestre de 2015 a empresa dinamarquesa apresentou um lucro líquido superior a 18% comparando com igual período do ano transacto, enquanto as taxas médias de transporte de mercadorias no mesmo período diminuíram 5,1% e o volume da Maersk Line caiu 1,6%. O mercado a nível mundial cresceu 1%. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Internacional - Avaria grossa: o que fazer

SÃO PAULO – O acidente ocorrido no dia 25 de abril de 2015 com o navio porta-contêineres Maersk Londrina, no Oceano Índico, dependendo da extensão das perdas, faz crer que o armador-proprietário Maersk Line A/S deverá declarar avaria grossa. O cargueiro, depois de fazer escala em Tanjung Pelepas, na Malásia, quando navegava com destino aos portos brasileiros de Santos, Sepetiba, Itapoá, Itajaí e Paranaguá, sofreu explosão seguida de incêndio no interior do porão nº 7.

O navio permaneceu à deriva por muitas horas até que uma chamada de socorro foi atendido por um rebocador da empresa de salvamento Oceans Salvage Group, que promoveu o rebocamento e escolta até Port Louis, nas Ilhas Maurício, onde atracou segunda-feira (27). Dada a distância e a situação crítica em que o Maersk Londrina se encontrava, provavelmente, um contrato de salvamento foi celebrado, prevendo remuneração e contribuição equitativa dos componentes (casco, bunkers, cargas e contêineres). Em Port Louis, novos esforços de resfriamento e combate ao incêndio foram feitos, o que significa que considerável quantidade de água deve ter sido lançada no interior do porão, provocando danos às mercadorias a bordo.

Como se sabe, no Direito Marítimo, avaria grossa engloba todos os danos ou despesas extraordinárias decorrentes de um ato intencional, efetuado para a segurança do navio e suas cargas, em uma situação de perigo iminente, com o objetivo de evitar mal maior. Com a decretação da avaria grossa pelas autoridades competentes, as despesas e danos derivados dos procedimentos de salvamento serão rateados proporcionalmente entre os envolvidos (armador e proprietários das cargas).

Geralmente, é cobrado de cada proprietário das cargas de 2% a 7% da soma do custo da mercadoria e frete. Obviamente, essas despesas extraordinárias são cobertas pelo seguro de transporte internacional, de acordo com as Regras de York-Antuérpia, normas criadas com o objetivo de integrar os contratos de transporte e unificar as resoluções dos problemas relacionados com avaria grossa. Os importadores sem seguro de transporte terão que efetuar um depósito na conta indicada pelo armador, correspondente ao valor definido de sua participação na avaria grossa. Do contrário, não receberão suas cargas. Por isso, o importador jamais deve aventurar-se a realizar uma importação sem a contratação de uma apólice de seguro de transporte internacional.

Após a emissão do Termo de Falta e Avarias (TFA), dependendo dos registros, as seguradoras orientarão sobre a necessidade de vistoria, local e envio de carta-protesto. Para a regulação da avaria grossa, dois formulários são enviados pelo armador, o Average Bond e seu anexo Non-Separation Agreement e o Average Guarantee. Esses documentos precisam ser preenchidos com os dados do contêiner e do Bill of Lading (BL) ou conhecimento de embarque, assinados, carimbados e enviados juntos com uma cópia da invoice (fatura) ao average adjuster (regulador de avaria). Todo esse procedimento deve ser conduzido por profissionais especializados, ou seja, os agentes de carga/despachantes. Mauro Dias - Brasil


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Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br