Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

China - Próxima edição dos Jogos Asiáticos vai incluir intérpretes de língua portuguesa


Os Jogos Asiáticos, evento multidesportivo da Ásia cuja próxima edição se realiza na cidade chinesa de Hangzhou, entre 23 de Setembro e 8 de Outubro, vai contar com intérpretes de língua portuguesa, anunciou ontem a organização.

O processo inicial de seleção dos voluntários foi realizado em colaboração com a Universidade de Línguas Estrangeiras de Zhejiang, a província chinesa cuja capital é Hangzhou, segundo o comunicado do Conselho Olímpico da Ásia, citado pelo jornal oficial chinês Diário do Povo. Aquela universidade é uma das 25 instituições de ensino superior da China continental que oferecem licenciaturas em português.

Até 1999, apenas a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim e a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai ofereciam licenciaturas em português no continente chinês. No total, mais de 1500 estudantes chineses frequentam agora cursos em português no país. Timor-Leste é o único país de língua oficial portuguesa que vai participar nos Jogos Asiáticos. Macau também vai ter atletas na competição.

Segundo a organização, o evento vai contar também com intérpretes de japonês, coreano, árabe ou russo. Um total de 1640 voluntários foi seleccionado para a segunda ronda de entrevistas, de acordo com a organização.

A aposta no ensino do português reflete a crescente necessidade da China em formar quadros para trabalhar com os países de língua portuguesa, face à evolução das trocas comerciais, que só em 2022 se cifraram em 214.830 milhões de dólares, um aumento de 6,27%, em termos homólogos. O destaque vai sobretudo para Angola e Brasil, cujas trocas com a China compõem a maioria deste comércio.

Hangzhou, que tem 12 milhões de habitantes, é a terceira cidade chinesa a sediar os Jogos Asiáticos, depois de Pequim, em 1990, e Cantão, em 2010. In “Ponto Final” - Macau


 

segunda-feira, 29 de março de 2021

Macau - Chefes de gastronomia macaense, participam em acções de promoção em Hangzhou


Antonieta Manhão e Rita Cabral, chefes de gastronomia macaense, participam em acções de promoção em Hangzhou, China, até ao dia 11 de Abril, no âmbito da iniciativa “Sabores de Macau – Promoção de Gastronomia”, promovida pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) em parceria com a Confraria da Gastronomia Macaense.

A acção de promoção decorre no Grand Café do Hotel Grand Hyatt Hangzhou, onde as duas chefes ensinam as características da gastronomia macaense a chefes de Hangzhou e a preparar, em conjunto, pratos macaenses para o jantar buffet da promoção. Segundo um comunicado da DST, Antonieta Manhão e Rita Cabral “têm não só transmitido aos chefes de Hangzhou as técnicas culinárias, que aprenderam de geração em geração, como também partilhado a forma como introduziram elementos inovadores nas técnicas culinárias tradicionais”.

Os pratos que têm sido confeccionados nesta iniciativa são tarte de sardinha, capa de caranguejo recheado, tostinha de queijo, salada de camarão, caldo verde, capela, galinha à Macau, arroz de pato, camarão com rabanete curry, serradura, gelatina agar-agar de xarope de figo e pastéis de nata.

Relatório à UNESCO este ano

Com esta acção de promoção, a DST “espera que os visitantes de Hangzhou e do Interior da China possam conhecer as tradições gastronómicas macaenses, as técnicas culinárias inovadoras e a cultura gastronómica de Macau, reflectindo os elementos de relevo desenvolvidos por Macau enquanto Cidade Criativa da Gastronomia – transmissão, inovação e intercâmbio”.

Sobre a distinção que Macau possui na qualidade de Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO, a DST adianta que vai apresentar “este ano o primeiro relatório de trabalho de quatro anos enquanto Cidade Criativa de Gastronomia”. “Tendo em conta que o Governo adoptou uma série de medidas eficazes de prevenção contra pandemia e a segurança alimentar destinadas ao sector da restauração, também será proposta a inclusão desta matéria no relatório”, lê-se no mesmo comunicado. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


 

sábado, 20 de maio de 2017

China – Ligação aérea a Lisboa como plataforma para África e América Latina

A ligação aérea directa entre China e Portugal é vista pela Capital Airlines como uma plataforma para África e América Latina. A operação começa a 26 de Julho, dia em que também será aberta uma ligação indirecta a Macau

A companhia aérea chinesa Capital Airlines apresentou ontem o voo directo entre China e Portugal, que arranca em 26 de Julho, como uma plataforma para África e América Latina, e disse que quer atingir frequência diária.

“Devido à sua localização geográfica, Portugal é uma plataforma importante de ligação à América Latina e África”, disse à agência Lusa, em Pequim, Wang Yinjun, director de “marketing” da empresa.

O voo terá três frequências por semana – quarta-feira, sexta-feira e domingo – entre a cidade de Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, mas “o objectivo é ter um voo diário”, revelou Wang.

A companhia aérea abrirá também um voo entre Macau e a capital chinesa, que coincidirá com a ligação a Lisboa, avançou o responsável, de forma a servir também os 15000 portugueses que vivem no território.

A Capital Airlines é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul. Wang diz que a companhia aérea vai cooperar com a Azul e a TAP, para que os chineses que viajem para Lisboa possam também chegar ao “Brasil, África e América do Sul”.

“Do ponto de vista geográfico, Portugal é uma escolha eficaz”, notou.

Para o embaixador português em Pequim, Jorge Torres Pereira, a abertura do voo directo trata-se de um “marco”. “Temos a certeza de que aqueles que acreditam no sentido comercial deste voo directo fizeram a aposta certa”, afirmou.

Nos últimos três anos, o número de turistas chineses que visitaram Portugal triplicou, para 183000, e deverá aumentar “exponencialmente” com a abertura da ligação directa, afirmou, no mês passado, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

“Os chineses que chegam a Portugal são sempre canalizados através de outra porta na Europa, nomeadamente através de Espanha (…), o que leva a que passem poucas noites em Portugal”, disse à Lusa, em Pequim, Ana Mendes Godinho, afirmando que o grande objectivo é “inverter essa tendência”.

O voo entre Pequim e Lisboa demorará cerca de 13 horas; no sentido inverso, demorará 12 horas. A actual ligação mais rápida entre a capital dos dois países demora 14 horas, com escala em Frankfurt, na Alemanha.

Huang Songfu, antigo embaixador da China em Portugal, considerou que o voo directo “terá grande significado para os laços políticos e económicos” entre os dois países, lembrando que “os portugueses ajudaram os chineses a conhecer o mundo”. “Quando os portugueses chegaram à China, o nosso mapa mundo era incompleto: nós não conhecíamos outros cantos do mundo”, disse.

A cerimónia de lançamento do voo decorreu num hotel em Pequim e contou com a participação de mais de uma dezena de órgãos de comunicação chineses e representantes de cadeias hoteleiras e agências de viagem locais.

A China é já o maior emissor mundial de turistas e, segundo estatísticas oficiais, 135,1 milhões de chineses viajaram para fora da China continental, em 2016, num aumento de 12,5% em relação ao ano anterior. O crescente poder de compra e maior facilidade em obter o visto para muitos países explicam o rápido aumento do número de turistas chineses.

A acompanhar este fluxo crescente, o Turismo de Portugal tem, desde 2014, uma representação permanente em Xangai, a “capital” económica da China. Portugal conta também com nove centros de emissão de vistos no país asiático, distribuídos pelas cidades de Pequim, Xangai, Hangzhou, Nanjing, Chengdu, Shenyang, Wuhan, Fuzhou, Cantão. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

sábado, 31 de agosto de 2013

Hangzhou

 
Universidade chinesa em Hangzhou abre licenciatura em português
 
Mais uma universidade chinesa, situada em Hangzhou, costa leste do país, terá uma licenciatura em português a partir de Setembro, ilustrando o crescente interesse pela língua portuguesa.
 
Não contando com Macau e Hong Kong, passará a haver 18 universidades chinesas com licenciaturas em português, contra apenas duas no final da década de 1990. O português é ensinado em duas outras universidades, uma em Pequim, outra em Cantão, mas como língua de opção.
 
A nova licenciatura será ministrada na Universidade de Estudos Estrangeiros de Zhejiang (ZESU), uma das províncias mais prósperas da China, com cerca de 52 milhões de habitantes.
 
Criada em 1955 em Hangzhou e contando actualmente com cerca de 6.000 alunos, a ZESU tem um acordo de cooperação com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (BEIWAI), onde desde há 62 anos funciona a mais antiga licenciatura de português do país.
 
A maioria das licenciaturas apareceu na última década, coincidindo com a criação do Fórum Macau para a Cooperação e Comercial entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2003.
 
Segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil e centenas de empresas chinesas operam em Angola.
 
Em 2012, a China Three Gorges pagou 2.700 milhões de euros por 21,3% do capital da EDP, tornando-se o maior accionista da eléctrica portuguesa. Foi uma das maiores aquisições feitas pela China na Europa.
 
A presença chinesa em Moçambique, Timor-Leste e outros países da CPLP é também cada vez mais forte.
 
Xangai, Cantão, Tianjin, Xian, Jilin, Dalian, Harbin, Haikou, Chongqing e Shijiazhuang são as outras cidades chinesas onde há licenciaturas em português. In “Diário Notícias Madeira” - Portugal