Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 27 de março de 2021

São Tomé e Príncipe - Ribeira Afonso, no sul da ilha passa a ter aulas de 12º Ano


São Tomé – As autoridades são-tomenses vão administrar aulas da 12ª classe, último ano liceal, na Vila de Ribeira Afonso, no sul da ilha de São Tomé, e que dista mais 14 km da capital do País.

A ministra da Educação e Ensino Superior, Julieta Rodrigues, que anunciou a boa nova, disse que lecionar o 12º ano na citada vila se deve a inauguração de quatro salas de aulas na Escola Secundária de Ribeira Afonso, pertença do Distrito de Cantagalo, cuja edilidade assumiu os custos com a construção destas novas instalações.

Ao mostrar-se satisfeita com as medidas de segurança adoptadas, acautelando as medidas exigidas pela OMS à luz da doença do Covid-19 e outras concernentes, a desenvoltura de aprendizagem no país, afirmou que a viabilização do 12º Ano em Ribeira Afonso visa eliminar as assimetrias educacionais e combater a evasão escolar.

“É também nossa intenção com a inauguração destas salas, melhorar a qualidade de ensino, compreendendo nomeadamente, diminuir a distância para as crianças e potenciar melhor qualidade de ensino no país”, afirmou. 

Devido à ausência de salas na Escola Secundária na aludida vila, mais de três dezenas de alunos desta localidade deslocam-se à escola mais próxima, nomeadamente, à de Algés, na localidade de Pinheira para receberem aulas de 12º ano em violação da carta normativa pedagógica no país.

Aleixo Pires, líder do município local justificou aposta de sua edilidade em avançar para a tal construção, a luz de capitalização do homem, o qual sustentou, deve merecer prioridade na sua formação como pré-condição para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.

A Vila de Ribeira Afonso é a única urbe do Distrito de Cantagalo, no centro-sul da Ilha de São Tomé, e dista pouco mais de 16 km, ao sul da Cidade de São Tomé (capital da República Democrática de São Tomé e Príncipe).

“Lecionando o 12º ano aqui, certamente que vão transferir os vossos filhos de Algés para esta Escola de Ribeira Afonso, a qual compreenderá a redução com os custos com transporte e aliviar os bolsos dos pais das crianças”, afirmou o líder camarário, Aleixo Pires. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”


 

França - Ensino do português como língua materna ou como língua estrangeira: uma questão ultrapassada

Uma petição intitulada “Português para todos” e que reuniu 4476 assinaturas em 49 países, foi apresentada no passado dia 18 de março aos Deputados da Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas pelo Conselheiro das Comunidades Portuguesas, Pedro Rupio. Dentre as várias reivindicações que contém a petição a propósito do Ensino do Português no Estrangeiro, gostaria de exprimir a minha opinião sobre a questão do Português Língua Materna ou Português Língua Estrangeira.

Antes, todavia, um pormenor: não tenho a cidadania portuguesa, não sou lusodescendente e não pretendo ingerir-me em certos pontos desta petição, mas fui professor de português e convivo há longos anos com a Comunidade portuguesa de França. Por isso, a questão do ensino do português como língua materna ou como língua estrangeira interessa-me bastante.

Não concordo com os subscritores da petição quando defendem a “adoção de políticas para o Ensino do Português no Estrangeiro, nos ensinos básico e secundário, que saibam distinguir o ensino de português como língua estrangeira do ensino de português como língua materna, que valorizamos particularmente”. Saber se hoje, em França, a língua portuguesa deve ser ensinada como língua materna ou como língua estrangeira é, ao meu ver, um falso problema que não corresponde à realidade no terreno, tão diversas são as situações de expressão e de compreensão dos alunos em português.

Encarar a situação desta maneira é como se ainda estivéssemos nos anos 60-70.

Com efeito, nos anos 70, o ensino do português foi introduzido no Primário através dos cursos ELCO (Enseignements de Langue et Culture d’Origine), e neste caso sim, podíamos falar de ensino de uma língua materna, pois as turmas eram constituídas exclusivamente por alunos de origem portuguesa, os chamados de “segunda geração”.

Atualmente, como sabemos, a situação é bem diferente, tanto do ponto de vista demográfico quanto do ponto de vista linguístico. Uma esmagadora maioria dos alunos de origem portuguesa tem como língua “materna”, ou língua corrente, a língua francesa. Os cursos de português para os alunos do 1°ciclo são dispensados através da estrutura EILE (Enseignements Internationaux de Langues Étrangères), com professores contratados pelos dois países, Portugal e França, e com programas e avaliações decididos em comissões paritárias franco-portuguesas. São cursos que funcionam em horário pós-letivo nas escolas do ensino básico francesas, abertos a todos os alunos, independentemente da sua origem.

Ao lado deste ensino também há os ELVE (Enseignement de Langue Vivante Étrangère), que são os cursos de português integrados no currículo escolar do aluno do 1° ciclo.

Nos collèges e lycées o ensino do português é da responsabilidade do Ministério da Educação francês e é integrado igualmente no curriculo escolar do aluno. Quanto às Secções internacionais portuguesas, o dispositivo é proposto pelo sistema educativo francês e apoiado pelo governo português. Também nestes níveis de ensino, nenhuma distinção entre língua materna e língua estrangeira é feita, apesar de haver numa mesma turma alunos de diversas origens. É o caso, por exemplo, em muitos estabelecimentos secundários, principalmente nas Secções internacionais, onde constatamos a presença de filhos de emigrantes portuguesas que chegaram em França nestes últimos 10 ou 15 anos.

Quanto ao ensino associativo, o Camões I.P. coloca professores em associações para lecionar cursos de português em localidades onde não há aulas nos collèges e lycées. Os programas lecionados nestes cursos seguem o quadro europeu comum de referência para as línguas (CECRL).

Também não concordo quando se afirma que nas aulas de Português Língua Estrangeira não existe a vertente cultural (literatura, arte, história, geografia, etc.). De passagem, lembremos que a designação “langue vivante étrangère” é utilizada no sistema educativo francês apenas para distinguir o ensino das línguas estrangeiras (todas, desde o inglês até ao chinês, passando pelo português, etc.) do ensino do francês. Em todas as aulas de português, do Primário até ao fim do Secundário, o professor tem a obrigação de abordar os temas culturais, obedecendo assim aos programas oficiais.

O ensino de uma língua na escola, seja qual for e para quem for, é inconcebível sem a componente cultural.

Cito algumas passagens das instruções oficiais dadas ao professor (site Eduscol do Ministério da Educação francês): “Communication et culture sont deux aspects interdépendants de la langue, et l’approche communicative n’a de sens qu’à condition d’être étroitement liée à un contenu culturel réel. (…) Le professeur rendra la culture accessible dès le plus jeune âge de l’élève par l’introduction de poèmes, de chansons, de récits ou de légendes adaptés à son âge, par l’observation de tableaux ou la découverte de documents vidéo”. É evidente que, pedagogicamente, o professor de português procura sempre um equilíbrio e adapta o seu ensino em função do nível, da composição e da heterogeneidade ou não da turma de alunos a quem se dirige.

Acho perfeitamente legítimo que as famílias portuguesas queiram que os filhos mantenham laços linguísticos e culturais com o seu país de origem. No entanto, na minha opinião, pensar e isolar o ensino do português como língua materna é, por um lado, condenar este ensino a um impasse e, por outro lado, é perder uma formidável oportunidade de promover a língua portuguesa no seio da escola francesa.

Se quisermos que esta língua tenha o espaço que merece no ensino público francês, com um estatuto durável, teremos que unir as nossas forças e ultrapassar certas posições partidárias ou corporativistas que, por vezes, utilizam a problemática do ensino do português para justificar os seus próprios interesses. O importante é que as instituições respondam positivamente aos pedidos de abertura de aulas e que os alunos, do Primário até ao fim do Secundário, possam aprender a língua portuguesa em boas condições, com professores bem formados. Dominique Stoenesco – França in “LusoJornal”

 

Galiza – Entrevista à historiadora Encarna Otero

Neste ano 2021 há 40 anos desde que o galego passou a ser considerada língua co-oficial na Galiza, passando a ter um status legal que lhe permitiria sair dos espaços informais e íntimos aos que fora relegada pola ditadura franquista. Para analisar este período, iremos realizar ao longo de todo o ano, umha série de entrevistas a diferentes agentes sociais para darem a sua avaliaçom a respeito do processo, e também abrir possíveis novas vias de intervençom para o futuro.

Desta volta entrevistamos a historiadora, mestra e política nacionalista Encarna Otero.

Qual foi a melhor iniciativa nestes quarenta anos para melhorar o status do galego?

Cuido que houvo muitas, mas destacam principalmente as que partirom da base social. Sobretudo no mundo do ensino, com iniciativas do próprio professorado para fazer do galego língua veicular e criar ferramentas, como livros, materiais de apoio, etc. Forom respostas ante as próprias necessidades.

E depois todas as campanhas de valorizaçom, como as de Queremos Galego. Também no mundo da justiça e da empresa houvo iniciativas de valorizaçom, com gente detrás como Joaquim Monteagudo ou Pepinho de Teis, que tenhem construído desde diferentes âmbitos. Também no cinema ou na cultura.

A nível institucional, figerom-se cousas durante o governo bipartito da Xunta, e a nível local com os serviços de Normalizaçom Linguística Municipais, nos Concelhos onde existem.

Quem fijo mui pouco ou quase nada forom as universidades: aí nom se normalizou o galego como idioma de investigaçom e de criaçom de conhecimento, estám todas elas mui por debaixo do que se tem feito a nível social, é umha vergonha.

Se pudesses recuar no tempo, que mudarias para que a situaçom na atualidade fosse melhor?

Eu focaria em três pilares: O primeiro, retomar a iniciativa de Carvalho Calero, e devolver o galego ao seu tronco comum, que é o português. Frente o triunfo do ILN de tornar a fala em norma, cumpre retomar propostas que contribuam e fortaleçam um idioma tam danado como o galego, e reintegrá-lo no mundo da lusofonia. Eu levo três anos estudando português na Escola de Idiomas, e o que descubro é que estudando português melhoro muitíssimo o meu galego.

Em segundo lugar, penso que cumpre aplicar a legislaçom e o reconhecimento legal do galego, tanto na Constituiçom Espanhola como no Estatuto de Autonomia e garantir o direito ao uso, tanto numha vertente interior, dentro do País, como exterior, dimensionando-o como língua que permite a comunicaçom com quatro continentes.

Cousa que nunca se fijo, através das instituiçons que teriam competências para isto, que som o governo galego e o parlamento da Galiza.

E terceiro, já que Galiza tem um problema de auto-ódio, cumprem campanhas positivas de seduçom e de valorizaçom. Propostas de carinho, de ternura, de autoestima, e de posicionamento no mundo. Fazendo finca-pé em que temos a sorte de que se fala em quatro continentes.

Que haveria que mudar a partir de agora para tentar minimizar e reverter a perda de falantes?

Cumpre normalizar o galego em todas as esferas da vida. E para isto cumprem campanhas de seduçom: olha que bem namoramos em galego, olha que bem compramos em galego, que bem se trabalha em galego, etc. Tenhem que ser campanhas sempre em positivo, e desbotar a ideia de que o idioma é um assunto do nacionalismo: O galego é o idioma do país, penses como pensares politicamente.

Há cousas que som pilares transversais, e o idioma é um deles. Se nós nom o defendemos quem o vai fazer?

Além disso, é necessário cumprir a lei Paz Andrade, que foi aprovada por unanimidade: E em todos os centros de educaçom secundária deveria ser obrigatório ter a opçom de estudar português, isto iria mudar muito a visom do idioma.

Achas que seria possível que a nossa língua tivesse duas normas oficiais, uma similar à atual e outra ligada com as suas variedades internacionais?

Eu aí tenho as minhas dúvidas, acho que o galego devera ter umha norma oficial que nom fosse o da ILG-RAG, mas umha ortografia que estivesse mais próxima da lusofonia. Também Moçambique ou Brasil tenhem as suas normas, mas dentro do tronco comum. Por umha questom de eficácia, seguiria de novo com Carvalho, a normativa do galego tem que estar vinculada ao seu tronco comum, que nom é o espanhol, é o mundo lusófono, as diferentes variantes do português.

Seria mui eficaz, até a nível económico, a nível cultural… relacionar-se com todo esse mundo falando no mesmo idioma. Entendo que o galego teria as suas próprias variantes, de vocabulário e traços que sempre há, mas a norma nom é o mesmo que a fala, seria melhor mudar a norma que atualmente temos.

Era preferível a norma dos 80, que permitia terminaçons em -zom, e que agora nom se está a usar. Isso seria recuperar inclusive o galego das Irmandades da Fala. O ILG fijo um trabalho enorme de recolher as variantes da fala, mas figerom um dano mui grande ao assumir que a fala era o que definiria a norma. Dizer isto nom é negar as variedades dialectais, já sabemos que em Ourense falam diferente que nas Rias Baixas, mas isto som variedades, umha riqueza por ser um idioma vivo.

Em aquela altura o que se fijo foi impor esta posiçom, e ademais dumha forma mui violenta e houvo muita confrontaçom. Hoje estamos noutra situaçom. Com o PP nom há nada que fazer, que até apoia a falácia de que o espanhol está em perigo em algum lugar da Galiza. Mas entre outros setores, as novas geraçons podem encontrar consensos e abrir um novo caminho, que permita que o idioma se reincorpore no seu tronco natural. E seduzir à gente sabendo que com o galego se vai a qualquer parte, de que o galego é útil, que se calhar umhas décadas atrás nom era possível. In “Portal Galego da Língua” - Galiza  

 

Portugal – De grande produtor a importador de resina de pinheiro

Quem não se lembra daqueles púcaros, de plástico ou de barro, agarrados a pinheiros para recolher resina? Pois… parece que vamos voltar a vê-los em maior quantidade


O que é a resina? Essencialmente a resina é uma secreção que algumas plantas quando feridas produzem para permitir a cicatrização, matando insetos e fungos. É, portanto, uma forma que as plantas têm de se proteger contra lesões e outras formas de vida que, potencialmente, lhes poderão causar danos. A extração da resina deve fazer-se todos os anos, durante cerca de nove meses entre março e novembro.

Quais são as aplicações da resina? Os principais setores de aplicação são os vernizes de óleo, lacas, linóleo, adesivos e aglomerantes, na indústria de papel e na medicina.

São muitas as potencialidades da resina e com muitas utilizações possíveis, eis alguns exemplos: pastilhas elásticas, gomas e equipamentos para agricultura, isolamento, tubagens e chapas, calçado e revestimento de roupas, implantes de ossos artificiais, cola, verniz, elásticos, perfumaria, cremes, pneus, pulseiras de relógio, suturas, capacetes de segurança, lentes, filmes fotográficos, isoladores, cera depilatória, borrachas, adesivos, produtos de limpeza, inseticidas, etc.

A resina em bruto retirada dos pinheiros tem uma primeira transformação da qual resultam dois produtos: a terebentina, também conhecida por aguarrás, e a colofónia que, posteriormente, é usada nas mais diversas indústrias.

Os primeiros registos de utilização de resina em Portugal aconteceram em Leiria, tendo sido o Pinhal de Leiria um dos fornecedores de “pez”, produto resultante da combustão rápida da resina que era usado nas calafetagens e na proteção dos cascos das caravelas e naus dos Descobrimentos nos séculos XV e XVI.

Portugal já foi o segundo maior exportador de resina do mundo e o maior da Europa, sendo atualmente o segundo maior importador. Nas décadas 70 e 80 chegou a ter produções que ultrapassavam as 100 mil toneladas, enquanto que nos dias de hoje a produção encontra-se à volta das 10 mil toneladas. Chegaram a existir mais de 50 fábricas de primeira transformação, mas esta atividade foi-se reduzindo ao longo dos anos por vários motivos - a desertificação humana dos meios rurais, queda de preços originada pela concorrência chinesa, incêndios florestais, substituição de pinhais por espécies de crescimento mais rápido (por exemplo o eucalipto). Um pinheiro demora 30 a 40 anos a dar resina, mas pode produzir três a quatro kg por ano.

Atualmente o Brasil, a China e a Indonésia são os maiores produtores, representando em conjunto cerca de 90% da produção total mundial. Portugal importa esta matéria-prima, essencialmente, do Brasil e a indústria portuguesa é das mais avançadas nesta área. Em Portugal existem cerca de 500 resineiros e dez empresas que fazem a primeira transformação, importando 90% da resina que utilizam.

Existe, no entanto, um grande potencial de crescimento uma vez que a indústria europeia é o maior consumidor mundial de resina. A recuperação do setor da resinagem poderá ser uma das atividades que poderá garantir empregos em zonas rurais, porque necessita de muita mão de obra, além de que esta atividade também pode contribuir para uma melhor gestão da floresta reduzindo os riscos de incêndio.

A resina, como matéria-prima, pode substituir o petróleo de forma um pouco mais sustentável e ecológica, permitindo que desfrutemos da natureza com um maior respeito e admiração. Paulo Gil – Canadá in “Milénio Stadium”


sexta-feira, 26 de março de 2021

Cabo Verde - Espera contar com apoio de Portugal na aquisição de aeronave no domínio da defesa

Cidade da Praia – A direcção nacional da Defesa espera contar com o apoio de Portugal para a aquisição de uma aeronave capacitada para operar no corredor do Atlântico, no quadro da legislação cabo-verdiana, e no alinhamento de estratégias para 2021-2026.

Esta informação foi revelada esta tarde à imprensa pelo director nacional da defesa, por ocasião da VIII reunião da subcomissão bilateral no domínio da defesa entre Cabo Verde e a República Portuguesa, com o propósito de avaliar esta cooperação no Atlântico e projectar novas cooperações bilaterais para o próximo quinquénio.

Para o coronel Armindo Miranda esta aeronave afigura-se como uma das prioridades para Cabo Verde, pelo que neste encontro vai estar sobre a mesa de discussão, “já que o Governo já anunciou a aquisição de uma plataforma, o que para a sua operação, terá de contar com a inserção de frota a nível da defesa e segurança”.

Sublinhou ainda que Cabo Verde espera aquilo que Portugal tem feito sempre, alegando que as partes trabalham simultaneamente em mútua cooperação e que dada a sua posição estratégica “no corredor Atlântico, o arquipélago desempenha um papel importante na luta contra ilícitos que se passar afectará Europa, sobretudo Portugal”. 

Já o director-geral de Política de Defesa Nacional de Portugal referiu que com esta missão Portugal está a iniciar o um novo processo de negociação de um novo programa-quadro no domínio de defesa entre os dois países.

Paulo Lourenço disse que com a aproximação do término do programa em vigor no quadro desta cooperação, está-se a fazer o balanço e pensar as novas áreas que constituem prioridades de cooperação entre os dois países na área da defesa para a cooperação entre Portugal e Cabo Verde para os próximos anos.

É um processo que não se esgota numa única reunião, esclareceu Lourenço, adiantando que se pretende com este encontro ouvir Cabo Verde para em conjunto as partes inteirarem-se sobre as prioridades a serem concentradas nos próximos anos.

Considerou ser esta a hora de revisitar os projectos, visando ajustes, para melhor corresponder às necessidades da Defesa Nacional e das Forças Armadas cabo-verdianas. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

CPLP - Conselho de Ministros aprova proposta de livre circulação de pessoas


Cidade da Praia – O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou hoje a proposta de acordo de livre circulação de pessoas dentro da comunidade lusófona.  

A informação foi avançada, na Cidade da Praia, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Rui Figueiredo, no final da 15ª reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que decorreu hoje através de vídeo conferência. 

“O ponto principal tem a ver com o acordo de mobilidade, questão antiga dentro da nossa comunidade e que tem merecido o apoio de todos os estados membros e chegamos a uma solução de geometria variável que permite a todos as melhores opções e soluções no quadro de mobilidade”, apontou 

O ministro, que assegurou que a proposta será submetida a aprovação durante o encontro dos Chefes de Estado e de Governo, da CPLP, aprazado para Julho desde ano em Luanda Angola, e que proximamente a comunidade ficará dotada desde acordo, que no seu entender, é importante para a mobilidade de pessoas. 

Segundo o governante, a presidência de Cabo Verde na CPLP ficou marcada essencialmente por esta questão de transformar a comunidade de países numa comunidade de pessoas e de povos, na qual os cidadãos possam sentir-se verdadeiramente integrados. 

Explicou que com este acordo, cada um dos países vai poder escolher que tipo de acordo e de mobilidade que quer consagrar, tendo realçado que a ideia da geometria variável permite que haja vários níveis de mobilidade e, conforme posições internas de cada país, os compromissos regionais e integrações poderão ir alargado as diferentes facilitações existentes. 

“A grande característica desde acordo é que haja várias velocidades na mobilidade entre os cidadãos da CPLP”, apontou ministro, que disse que, para além de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviços, o acordo será alargado ainda a um conjunto de países e cidadãos conforma as suas próprias especificidades. 

Rui Figueiredo avançou que depois de ser aprovado na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo cada um dos países terá de submeter aos seus trâmites e procedimentos interno para entrada em vigor, conforme os ditames de cada um dos ordenamentos jurídicos. 

“Chegamos a este patamar que vai permitir que os diferentes países possam estabelecer acordo com um conjunto e eventualmente com todos países facilitando as diversas modalidades que tem a sua disposição”, referiu o ministro, que não adiantou uma data prevista para a entrada em vigor do acordo. In “Inforpress” – Cabo Verde  


 

Timor-Leste – Vai receber um avião Cessna, oferta dos Estados Unidos da América

Díli – O Embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Timor-Leste, Kevin Blackstone, disse que este país oferecerá em 2022 ao Estado timorense um avião Cessna destinado às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

A oferta da aeronave tem com o objetivo o controlo das águas de Timor-Leste.

“Os EUA oferecerão um avião Cessna ao Estado timorense para fazer a vigilância das riquezas no mar de Timor-Leste. Além disso, construirão um novo quartel de Bombeiros”, disse o diplomata em declarações aos jornalistas, após o término do encontro com o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, no Palácio do Governo.

O diplomata recordou ainda que, em 2018, o Governo timorense solicitou apoio aos EUA para reabilitar a pista do Aeroporto de Baucau. O diálogo, realizado ao nível da área da defesa, realizou-se no Hawai. Por fim, os EUA aprovaram o pedido do Executivo timorense.

Kevin Blackstone afirmou ainda que a prioridade do Governo timorense é concluir a negociação do projeto de renovação do Aeroporto de Baucau conforme o documento aprovado no Hawai.

O embaixador recordou ainda que os EUA preveem 10 milhões de dólares americanos para esta reabilitação. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”