Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Moçambique – Concessionária dos terminais de contentores alicia novos clientes do Zimbabwe para o Porto da Beira

A Cornelder de Moçambique, SA, concessionária dos Terminais de contentores e de carga geral do Porto da Beira, organizou, recentemente, em Harare, capital do Zimbabwe, uma conferência para promover as oportunidades existentes no corredor logístico da Beira.

O evento, que reuniu pouco mais de 200 operadores económicos de Moçambique e Zimbabwe, entre empresas de transporte e logística, agentes transitários e aduaneiros, assim como clientes da Cornelder de Moçambique, serviu, igualmente, para dar a conhecer as potencialidades do Porto da Beira no manuseamento da carga geral e contentorizada.

De acordo com Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, o encontro teve por objectivo angariar novos clientes e ouvir o feedback dos actuais, com vista à melhoria dos serviços prestados.

“Foi um encontro bastante produtivo, uma vez que muitas das preocupações que foram colocadas tiveram resposta imediata no encontro. Esperamos realizar mais encontros desta natureza, no futuro, noutros países vizinhos como a Zâmbia e o Malawi”, referiu Jan de Vries.

O administrador delegado da Cornelder de Moçambique fez uma avaliação positiva da conferência, destacando o facto de a empresa ter angariado novos clientes para o corredor logístico da Beira, para além de a empresa ter colhido algumas ideias sobre como melhorar ainda mais os serviços prestados.

Para Dave Popatlal, presidente da Associação Moçambique-Zimbabwe, é altura de se fortalecer o relacionamento económico e financeiro entre o Zimbabwe e Moçambique.

Por sua vez, Cleophas Manyepwa, da Associação dos Transitários do Zimbabwe, a conferência foi muito boa, pois serviu para abrir um espaço de diálogo entre as duas partes, o que é muito importante, uma vez que existia muita incerteza por parte dos agentes económicos zimbabweanos, devido à falta de informação sobre as potencialidades do corredor logístico da Beira.

Abordado, igualmente, momentos após a conferência, Augusto Abudo, director executivo da empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique – CFM centro, referiu que o mais importante neste momento é a realização de investimentos para garantir a fluidez do tráfego na linha férrea de Machipanda, para o porto da Beira. In “O País” - Moçambique

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Moçambique e Zimbabwe dinamizam cooperação

Moçambique e o Zimbabwe manifestaram, ontem, a intenção de reforçar as relações de cooperação bilateral nas áreas política, económica, económica e diplomática

Maputo - A intenção foi manifestada à imprensa pelos Presidentes dos dois países, respectivamente, Filipe Nyusi e Emmerson Mnangagwa, no final de três horas de conversações bilaterais, à porta-fechada, que marcaram a visita que o estadista zimbabweano efectuou nesta quarta-feira ao país.

"Os nossos países devem continuar a trabalhar juntos para trilhar o caminho do progresso" disse o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, no seu discurso de ocasião, chamando o sector privado dos dois países, para ser mais activo na exploração das oportunidades e potencialidades existentes.

"É preciso sermos ousados na busca de parcerias para a exploração das oportunidades existentes" disse Nyusi, dando como exemplo, o sector dos recursos naturais.

Para além das históricas relações na área político-diplomática, Moçambique é dos principais fornecedores da energia eléctrica para o Zimbabwe. A par deste serviço, Harare tem no Porto da Beira, uma das soluções para o seu comércio com o mundo.

Emmerson Mnangagwa disse, por sua vez, que os dois países precisam de dar outra dinâmica a cooperação, apostando numa parceria que privilegie resultados.

O Estadista zimbabweano falou, sem detalhar, sobre acordos assinados que, no entanto, não foram materializados e exortou para que a nova fase de cooperação que agora inicia, seja diferente da anterior.

"Nós vamos exigir resultados. Não queremos mais trabalhos ministeriais que não tragam resultados palpáveis. Queremos que os nossos ministros sejam proactivos e nos tragam resultados" vincou Mnangagwa.

Paralelamente à cooperação bilateral, Mnangagwa falou do processo de transição que afastou Robert Mugabe do poder. Segundo ele, a transição foi e continuará a ser pacífica e o seu antecessor e seu legado serão preservados e tratados com a devida consideração.

Sobre as eleições gerais previstas para este ano, numa data ainda por anunciar, Mnangagwa assegurou que estas vão obedecer os padrões democráticos e de transparência e liberdade, previstos pelos princípios da SADC e União Africana. In “Folha de Maputo” - Moçambique

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Zimbabwe – Ensino secundário vai integrar a língua portuguesa

Harare - O português é uma das línguas estrangeiras que vai integrar o currículo no ensino secundário no Zimbabwe, a par do mandarim e do suaíli, anunciaram as autoridades nacionais.

O novo currículo escolar pretende preparar os jovens para a vida e o trabalho num ambiente globalizado, noticiou o jornal “The Chronicle”.

A novidade foi bem recebida pelos professores do Zimbabwe, que consideram que a introdução de línguas estrangeiras vai reforçar as capacidades dos estudantes.

“Temos países vizinhos, como Moçambique, que usam o português como língua oficial de comércio. Queremos que os nossos alunos possam usar estas línguas para que tenham sucesso na procura de oportunidades internacionais”, disse o responsável da Associação de Professores do Zimbabwe, Sifiso Ndlovu.

Uma vez que também estamos a promover o ubuntu, esperamos que este currículo ensine os nossos estudantes a também falarem outras línguas indígenas, para que apreciem outras culturas que celebramos” no país, referiu.

O responsável advertiu que o Governo deve apostar na formação dos professores com as competências para implementar as novas diretivas do currículo.

Atualmente, o Zimbabwe tem três línguas oficiais: Shona, Ndebele e Inglês, que é o idioma de trabalho, além de outras 13 línguas faladas por grupos étnicos minoritários. Thandeka Moyo – Zimbabwe in “The Chronicle” com “Lusa”

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Moçambique – O vizinho Zimbabwe procura novas saídas para o mar

O governo do Zimbabwe está a negociar com potenciais investidores um projecto de uma nova ligação ferroviária a um novo porto a norte do da Beira, em Moçambique.

A informação foi avançada pelo ministro de Desenvolvimento de Infra-estruturas e Transportes, do Zimbabwe, em declarações ao ”The Herald”.

Obert Mpofu afirmou que o governo está a estudar diversas propostas apresentadas por empresas potencialmente interessadas e, em simultâneo, “envolvido em negociações com potenciais promotores do projecto.”

“Identificámos alguns potenciais promotores, as propostas estão a ser estudadas e mal haja uma selecção, nomeadamente dos financiadores, avançaremos com o projecto”, disse ainda o ministro ao jornal.

Obert Mpofu adiantou não estar, no entanto, decidido qual o modelo a ser aplicado neste projecto, se um regime de concessão ou de parceria público-privada.

Nas declarações ao “The Herald”, o ministro do Zimbabwe não mencionou qual o papel de Moçambique neste projecto, nem se ocorreram já conversações com o governo moçambicano.

Actualmente, a Linha de Machipanda é a única ligação ferroviária entre Moçambique, o Zimbabué e a Zâmbia.

Harare, capital do Zimbabwe, dista de Durban, cidade portuária na costa oriental da África do Sul, 1 675 quilómetros ou 20 horas por estrada, enquanto a ligação à Beira, por exemplo, é de 550 quilómetros ou oito horas por estrada. In “Transportes & Negócios” - Portugal