Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Timor-Leste - Reforça coordenação para liderança da CPLP em 2026-2027

Timor-Leste avançou com a preparação para a presidência pro tempore da CPLP, marcada para 2026-2027, com uma reunião estratégica entre os pontos focais setoriais. O objetivo foi alinhar estratégias e fortalecer a cooperação interinstitucional, garantindo uma coordenação eficaz para a implementação das iniciativas. A presidência de Timor-Leste visa reforçar a visibilidade do país e consolidar a CPLP como um espaço de diálogo e cooperação global.


Timor-Leste deu um importante passo na preparação para assumir a presidência pro tempore da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com a realização de uma reunião estratégica entre os pontos focais setoriais do país.

O encontro, organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), teve como objetivo alinhar as estratégias e fortalecer a coordenação interinstitucional para garantir uma presidência eficaz de Timor-Leste no biénio 2026-2027.

A reunião ocorreu a 9 de fevereiro, no Salão Nobre do MNEC, em Díli, e contou com a participação de representantes de vários ministérios do Governo, reunidos para discutir como otimizar a implementação das iniciativas da presidência e a cooperação entre os Estados-membros da CPLP. O Secretário-Geral do MNEC, Embaixador Juvêncio Martins, sublinhou a importância da boa coordenação entre os diferentes setores para o sucesso do processo.

Na abertura da reunião, Juvêncio Martins destacou que o trabalho conjunto e a comunicação constante são elementos cruciais para garantir a efetividade da presidência de Timor-Leste. “A boa coordenação, a partilha de informações e o espírito de solidariedade são fundamentais para que possamos enfrentar os desafios comuns de forma eficaz e harmoniosa”, afirmou.

O Embaixador também lembrou que a presidência de Timor-Leste não é apenas uma oportunidade para o país afirmar sua liderança na CPLP, mas também um compromisso com o fortalecimento da cooperação regional e internacional. “A nossa liderança vai garantir que as prioridades setoriais estejam totalmente alinhadas com a agenda da CPLP, assegurando coerência, complementaridade e uma ação concertada em prol dos objetivos comuns”, disse.

A presidência de Timor-Leste será uma plataforma crucial para aumentar a visibilidade do país a nível internacional. “A CPLP é um espaço estratégico para o diálogo e a cooperação multilateral. Temos de garantir que a nossa atuação na presidência seja relevante não só para a nossa região, mas também globalmente”, sublinhou Juvêncio Martins.

O Embaixador fez um apelo à partilha regular de informações e boas práticas entre os pontos focais setoriais, destacando que a troca constante de conhecimento é essencial para evitar duplicações de esforços e promover sinergias. “Uma coordenação eficaz entre os pontos focais permitirá alcançar resultados concretos e duradouros”, afirmou.

Durante a reunião, o Diretor para a CPLP, Joaquim Fernandes, apresentou um panorama das principais atividades previstas para o período da presidência de Timor-Leste. Fernandes explicou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem desenvolvido um intenso trabalho de concertação com os Estados-membros da CPLP, tanto em Díli como em Lisboa.

“Estamos a trabalhar de forma estreita com a Secretária Executiva da CPLP e com os Estados-membros, e temos uma missão permanente para coordenar todos os aspetos da presidência. Estamos a garantir que a CPLP será uma plataforma de diálogo eficaz e de cooperação multilateral para todos os seus membros”, explicou Joaquim Fernandes.

Entre as atividades previstas para o biénio 2026-2027, destacam-se várias reuniões ministeriais e encontros setoriais nas áreas de Saúde, Educação, Cultura, Comércio, Defesa, Finanças, Ambiente, Ciência e Tecnologia, entre outras. Além disso, a presidência de Timor-Leste dará atenção especial à promoção da língua portuguesa, com a realização de eventos como a Semana Cultural da CPLP em Lisboa e a celebração do Dia Internacional da Língua Portuguesa, com um enfoque especial nas comunidades luso-asiáticas.

Embora seja um dos membros mais jovens da CPLP, com quase 24 anos de independência, Timor-Leste tem demonstrado uma maturidade crescente na sua abordagem diplomática, com o objetivo de fortalecer a presença da CPLP no cenário internacional. Joaquim Fernandes destacou que a presidência será uma oportunidade para expandir a presença do país no cenário global e afirmar a sua posição enquanto elo estratégico para os países de língua portuguesa.

“A nossa liderança na CPLP reflete o compromisso de Timor-Leste com o multilateralismo e com a construção de uma comunidade mais forte, coesa e dinâmica. Temos uma grande responsabilidade, mas também um enorme potencial para contribuir para o fortalecimento da CPLP como um espaço de diálogo e cooperação global”, afirmou Joaquim Fernandes.

A presidência de Timor-Leste será marcada por desafios logísticos e orçamentais, como destacou Joaquim Fernandes. Algumas reuniões poderão ser realizadas em Lisboa, por questões orçamentais e logísticas, mas a maior parte dos encontros será realizada em Díli. O Diretor para a CPLP frisou que o Governo está a trabalhar para garantir que as condições necessárias para o bom funcionamento da presidência sejam criadas, incluindo a definição de um calendário de reuniões, algumas ainda em fase de proposta.

“Este é um processo dinâmico e flexível. Estamos a ajustar a logística de acordo com as necessidades e as condições disponíveis, mas temos a certeza de que vamos estar prontos para garantir que a presidência de Timor-Leste será um sucesso”, concluiu Joaquim Fernandes. Rilijanto Viana – Timor-Leste in Diligente


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

São Tomé e Príncipe - Presidente da República Carlos Vila Nova defende a realização de uma cimeira extraordinária da CPLP, apreensivo com a situação na Guiné-Bissau

São Tomé e Príncipe entregou a presidência da CPLP à Guiné-Bissau em julho de 2025. Depois do golpe de Estado da última semana na Guiné-Bissau, o Presidente da República Carlos Vila Nova considera que estamos perante uma vacatura na presidência da organização lusófona. 

«Tem havido diligências junto a CPLP, ainda esta manhã falei com a secretária executiva da CPLP, e a preocupação existe porque é o país que presidia a comunidade, neste momento há uma situação de vacatura, e os nossos estatutos não preveem a situação de vagatura», declarou o Presidente da República.

Carlos Vila Nova rejeitou a possibilidade de São Tomé e Príncipe recuperar a presidência da CPLP. «É possível, mas não creio que seja uma boa coisa. Regressar à presidência quando há uma ordem de sequência a seguir, se calhar é melhor trabalharmos numa transição e então encontrarmos uma solução duradoura».

Uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governos é urgente. «Acredito que acabará numa cimeira extraordinária, mas antes disso haverá reuniões técnicas e ministeriais», sublinhou.

Os acontecimentos que deflagraram na Guiné-Bissau, nas vésperas da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro, deixaram apreensivo o Presidente de São Tomé e Príncipe.

«Com muita apreensão e bastante preocupação. Usurpar o poder por via das armas merece a nossa condenação. São Tomé e Príncipe condena e condenará sempre toda tentativa de subversão da ordem constitucional. A manifestação expressa pelo povo nas urnas deve ser respeitada por todos», pontuou Carlos Vila Nova.

Para Carlos Vila Nova, a CPLP tem de resolver urgentemente a vacatura na Presidência, provocada pelo golpe dado pelo alto comando militar da Guiné-Bissau. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Brasil - A oportuna queda de Lula

Há quedas diversas de Lula no momento: a derrota da maioria dos candidatos do PT nas principais capitais do país, a incapacidade de peitar o poder econômico dos agropecuaristas e impor o fim de todo o tipo de desmatamento ou a dificuldade de impedir uma lenta mas já sensível desvalorização do real frente ao dólar. Todas essas manifestações de queda são negativas e bem inoportunas, pois poderão impedir a reeleição de Lula dentro de dois anos.

Porém, a mais recente queda de Lula, embora tenha causado dor, mobilizado médicos, necessitado pontos de sutura atrás da cabeça, se poderia qualificar, sem se usar de nenhuma ironia, de bastante oportuna. Ainda bem que o presidente Lula conserva alguns de seus hábitos proletários como esse de cortar ele mesmo as unhas dos pés e não uma pedicure. Sabe-se lá que gesto inusitado fez o presidente com os pés ou com a tesoura para perder o equilíbrio, virar pra trás e bater a cabeça no piso ou no batente do banheiro.

Por que essa queda foi oportuna? Porque evitou ao presidente Lula ser obrigado, por pressões diversas, a assumir posições capazes de comprometerem sua imagem junto à União Europeia e junto aos Estados Unidos. Cansado depois de 17 horas de viagem e pela diferença de fuso horário, Lula aceitaria fazer fotos junto com Putin e Xi Jinping capazes de irritarem os líderes ocidentais e de deixar Joe Biden de pulga atrás da orelha.

Pior ainda, um aperto de mão com o atual presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, dirigente da teocracia islâmica financiadora de movimentos terroristas, como o Hamas, poderia desvalorizar todas as declarações e discursos relacionados com Gaza e seus ataques dirigidos a  Israel. Embora a esquerda brasileira pareça desconhecer, o movimento Sul Global em nome do pós-colonialismo reúne diversos tipos de ditaduras, como a do Irão, que não são compatíveis com os conceitos de democracia e de direitos humanos do Brasil.

Também queda oportuna porque Vladimir Putin queria aproveitar de sua posição de atual presidente do Brics para propor a entrada da Venezuela. Um ditador a menos ou a mais não faria diferença, mas o Brasil reza por outra cartilha, a de uma democracia nos moldes ocidentais, e não pode aceitar, pois isso implicaria na aceitação da eleição fraudulenta de Maduro. O mesmo se aplica com relação a uma proposta de paz do Brics entre Rússia e Ucrânia. Logo no início do seu mandato, Lula sentiu o risco de perder o apoio dos países da União Europeia, como a França, ao ter feito uma declaração ambígua sobre a guerra Rússia-Ucrânia.

Desta vez, o presidente Lula escapou de assumir compromissos ou adotar posições que lhe pudessem causar problemas ao regressar, mas, no próximo ano, será Lula quem assumirá a presidência do Brics, essa tentativa de desocidentalização econômica contra os EUA e a Europa por um grupo diversificado de países.

A hipótese, apoiada pelo Brasil, de o Brics abandonar o dólar nas suas transações por uma outra moeda ou plataforma numérica, proposta por Putin, é rechaçada por Donald Trump, que, se eleito, promete punir severamente os países envolvidos. E nas condições atuais, o Brics ainda não tem estrutura para enfrentar os EUA, assim como não dispõe de apoio suficiente para lançar um plano de reformulação da ONU.

A abertura do Brics com o objetivo de reunir mais países não parece ser muito seletiva em matéria de direitos humanos, tanto que o Afeganistão, da ditadura dos talibãs, está também interessado em se reunir com o Irão no Brics. A influência dos países islâmicos numa espécie de contraponto ao ocidente cristão não deve ser minimizada. Esses são alguns dos problemas que Lula terá de enfrentar ao receber de Putin, no próximo ano, a presidência do Brics. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

quinta-feira, 2 de março de 2023

Moçambique - Assume presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Mulher, paz, segurança e antiterrorismo terão enfoque maior no período. O chefe da diplomacia moçambicana quer promover maior concertação com o Brasil. O mandato do país prioriza reforço do multilateralismo e emergência climática

Moçambique assume este 1º de março a liderança do Conselho de Segurança. No período de presidência rotativa do órgão, o país organizará um evento especial sobre mulher, paz e segurança para marcar os 25 anos da resolução 1325 sobre o tema.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, disse à ONU News que as mulheres terão um lugar à mesa para falar sobre solução de conflitos. Mas defende que também é essencial ouvir os jovens na busca pela paz.

Mulher, paz e segurança

“Nós estamos, de facto, preparados para esta direção. Como sabe, na maior parte do tempo isso vai ser feito pelo representante permanente aqui (em Nova Iorque). É uma pessoa que tem experiência. Haverá, portanto, duas sessões de alto nível. Escolhemos dirigir o debate sobre a mulher. Portanto, o tema da mulher, paz e segurança. Aqui chamamos a atenção para a criança. Quando olhamos para a criança e a juventude, sobretudo para criança e para mulher, vemos grupos sensíveis quando há situação de conflitos. Quanto à mulher e juventude estamos a olhar para interlocutores que devem ser válidos.”

O mês da presidência moçambicana culminará com um debate aberto em nível ministerial sobre o terrorismo e a prevenção do extremismo violento e reforço da cooperação em torno do tema. O embaixador Pedro Comissário falou da meta de dar visibilidade aos temas com relevância atualmente.

“O Conselho de Segurança será presidido, em pessoa, por sua excelência o presidente da República no dia 28 de março de 2023. A sessão a ser conduzida pelo presidente subordinar-se-á ao tema Combate ao terrorismo e extremismo violento.  O grande tema do dia 7 de março, na sessão do Conselho a ser presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, é Mulher, Paz e segurança.”

Diferentes maneiras de ver o mundo

Recentemente, o órgão recebeu estudos sobre violência de grupos ligados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, ou Daesh, que citam o país. Moçambique também é alvo de “situações preocupantes” de violência armada, ao lado da Etiópia e da Ucrânia.

A ministra Verónica Macamo diz que o seu país também se fará valer da experiência de 30 anos de estabilização, após a guerra civil, encerrada em 1992.

“O problema é como ultrapassarmos as descontinuidades ou as diferentes maneiras de ver o mundo, ou o país, que nos surgem. Para encontrarmos sempre soluções para não termos que recorrer à guerra. Porque todos nós sabemos que a guerra mata e destrói. Mata e destrói. Conduz-nos ao retrocesso. E é imperdoável que nós tenhamos retrocessos. O mundo agora deveria estar a debater como se ajudar, se desenvolver e sobretudo agora que estamos num mundo global.”

Em dezembro, o Brasil conclui o mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança. Para Moçambique, haverá oportunidade para acertar posições e conjugar esforços pela paz global.

Debate sobre o multilateralismo

“Nós temos tido boas relações com o Brasil. Sempre tivemos. Esperamos que estas sejam incrementadas? Sem dúvidas. Quando estivemos cá até nos encontramos com o representante do Brasil. Ainda no âmbito da campanha, nós conversamos. Depois de termos ganhado as eleições também conversamos no sentido de vermos como agir. Vamos concertar a estratégia e os pontos de vista, para vermos efetivamente aquilo que é comum. Nesses casos, quando a estratégia é comum e quando temos que pensar de uma mesma matéria, é fácil conjugar esforços para também nos defendermos. Mas, mesmo quando não o conseguimos, podemos sentar-nos para ver se há uma plataforma de nos entendermos para defender as nossas posições e interesses da melhor maneira.”

Foi concorrendo no grupo da África que Moçambique foi eleito para o Conselho de Segurança com o total de 192 votos válidos dos 193 Estados-membros da Assembleia Geral.

O país teve o maior número do que os outros quatro novos ocupantes de assentos não permanentes: Equador, Suíça, Malta e Japão.

Na altura, a nação lusófona também apontou como prioridade debater o multilateralismo e a ameaça representada pela alteração climática. ONU News – Nações Unidas


quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Cabo Verde - Vai apresentar candidatura à liderança da Confederação Empresarial da CPLP

Cidade da Praia – O presidente da Câmara de Comércio e Serviços de Sotavento avançou que Cabo Verde vai apresentar candidatura à presidência da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), cujas eleições acontecem ainda este mês.

Marcos Rodrigues fez esta afirmação à imprensa, à margem de uma audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, para falar, entre outros assuntos, da pretensão de fazer parte do corpo directivo desta confederação.

Segundo o responsável, o chefe de Estado manifestou todo o seu apoio para que Cabo Verde participe nesta candidatura à liderança da CE-CPLP, com o objectivo de dinamizar o mercado desta comunidade.

“Ele abraçou com bastante alegria o processo, e garantiu todo o seu engajamento na interseção dos restantes pares dos países da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], naquilo que for necessário para alavancar as questões empresariais e alargar o mercado”, explicou.

Para que Cabo Verde participe nesta candidatura, de acordo com Marcos Rodrigues, o país terá de preencher um conjunto de requisitos, nomeadamente a competência e a capacidade de congregar uma agenda clara na questão da industrialização dos espaços do que compõe os países da CPLP, no ponto de vista da formação profissional, sobretudo no sector da saúde, educação e trocas empresariais.

O presidente da Câmara de Comércio de Sotavento referiu ainda que abordou com José Maria Neves o tema dos transportes inter-ilhas e que, conforme indicou, a problemática coloca em risco os negócios, sobretudo, das empresas, dificultando os que operam nestas condições. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

domingo, 3 de julho de 2022

Guiné-Bissau - Assume, pela primeira vez, a presidência da CEDEAO

Bissau – A Guiné-Bissau assumiu, pela primeira vez, a presidência rotativa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), informou, em comunicado divulgado à imprensa, a Presidência guineense.

“A Guiné-Bissau acaba de fazer história. Pela primeira vez, pela mão de Sua Excelência o Presidente da República, general Umaro Sissoco Embaló, o nosso país conquista a presidência em exercício da CEDEAO”, pode ler-se no comunicado.

A decisão foi tomada durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, que decorreu hoje em Acra, no Gana.

“A Guiné-Bissau consegue assim um feito inédito, graças à indiscutível magistratura de influência do Presidente da República. Desde a criação da CEDEAO em 1975, jamais um país lusófono presidiu esta organização”, salienta o comunicado.

Além da Guiné-Bissau também Cabo Verde integra a CEDEAO.

“O Presidente Umaro Sissoco Embaló terá agora em mãos os dossiês sobre a crise política na sub-região, sobretudo no Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri, mas também desafios da segurança, caso da vaga de terrorismos. Terá ainda por tarefa concluir a implementação das reformas em todas instituições da CEDEAO”, acrescenta o comunicado. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Angola - Assume presidência da Rede de Provedores de Justiça da CPLP

Angola assumiu, nesta quarta-feira (20), em Luanda, a presidência rotativa da Rede dos Provedores de Justiça da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), para o período 2021-2023, substituindo Cabo Verde

Ao intervir no acto, a nova presidente do órgão, a angolana Florbela Araújo, afirmou que a Rede-CPLP é, fundamentalmente, um pacto de amizade assente no princípio da solidariedade na diversidade.

A também Provedora de Justiça de Angola, adiantou que a Rede visa, entre outros objectivos, a protecção e promoção dos direitos humanos, bem como o reforço das instituições nacionais no âmbito da comunidade.

Florbela Araújo prometeu, na ocasião, que durante o mandato defenderá a intensificação das provedorias dos Estados-membros, tendo em vista assegurar uma defesa mais efectiva dos direitos, das liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.

A transferência da presidência, de Cabo Verde para Angola, apenas foi efectuada neste momento devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19. In “África 21” – Brasil com “Angop”


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Angola - Eleita para presidência da Organização dos Produtores de Petróleo Africanos

Organização dos Produtores Africanos de Petróleo considera a abordagem atual para a transição energética uma imposição unilateral

Angola foi eleita por unanimidade para a presidência da Organização dos Produtores Africanos de Petróleo (APPO, na sigla em inglês) na 41.ª sessão ministerial em Argel, foi anunciado pela entidade

Com a eleição de Angola, a presidência da APPO, será exercida em 2022 pelo ministro dos Recursos Petrolíferos angolano, Diamantino Pedro Azevedo. No comunicado saído da reunião, os 14 países-membros da APPO decidiram também que a próxima sessão decorrerá em Angola no último trimestre de 2022, em data a indicar pelas autoridades angolanas.

No encontro realizado na capital argelina, o conselho de ministros da APPO decidiu “prosseguir a exploração dos enormes recursos de petróleo e gás (...) para a emancipação económica dos seus povos, além da exploração do uso de energias renováveis”.

O comunicado destaca que no topo da agenda das discussões ministeriais esteve o “futuro da indústria de petróleo e gás em África à luz da busca global pela transição de energia”.

“A abordagem atual para a transição energética é uma imposição unilateral, em que os países desenvolvidos, que há mais de cem anos usam combustíveis fósseis para o crescimento das suas economias e sociedades e sempre estiveram cientes dos perigos das emissões, dizem agora ao mundo que os combustíveis fósseis são perigosos para a humanidade e que todos deveriam abandoná-los”, lê-se no comunicado.

O documento destaca que os ministros “notaram que este impulso agressivo para a transição de energia chega num momento em que as economias africanas estão prestes a se lançar na industrialização, o que requer muita energia, enquanto as economias dos países desenvolvidos agora requerem menos energia devido à sua transformação da manufatura para a produção de conhecimento e inteligência artificial”.

Relativamente ao financiamento de projetos de energia no continente, os ministros africanos decidiram avaliar os setores público e privado para garantir os fundos necessários para continuar a financiar a indústria de petróleo e gás.

“África terá de procurar conhecimentos, tecnologia, finanças e mercados para os seus recursos energéticos. O conselho de ministros notou que existe potencial, visto que África tem uma enorme população de 1,3 mil milhões de pessoas. Tudo o que ela precisa é ser mobilizada e capacitada para poderem comprar energia”, sustenta a APPO.

Com o apelo ao abandono da produção de petróleo e gás devido aos seus efeitos adversos sobre o ambiente, os ministros africanos reafirmaram o seu compromisso com a proteção do meio ambiente, enfatizando a necessidade de se encontrarem tecnologias que possibilitem o uso de combustíveis fósseis ao mínimo.

Nesse sentido, apelaram aos países tecnologicamente avançados e financeiramente capazes para darem o seu apoio aos países africanos na luta dos desafios da transição energética.

Fazem parte da APPO, além de Angola, África do Sul, Argélia, Benim, Camarões, Chade, Egito, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Níger, Nigéria, República do Congo e República Democrática do Congo. In “Milénio Stadium” - Canadá


sábado, 25 de setembro de 2021

CPLP - São Tomé assumirá a próxima presidência da Comunidade por proposta da Guiné-Bissau

São Tomé e Príncipe vai assumir a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) entre 2023 e 2025, revelaram responsáveis diplomáticos à Lusa, indicando que a solução foi proposta pela Guiné-Bissau.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, declarou como uma “boa notícia” o “acordo” que se obteve neste dia 24 durante uma reunião informal de chefes da diplomacia dos Estados-membros da CPLP, em Nova Iorque, de que a presidência da organização lusófona ficará a cargo de São Tomé e Príncipe, após o mandato atual de Angola.

De acordo com Santos Silva, a proposta partiu da Guiné-Bissau, que também se tinha mostrado interessada em assumir a presidência.

“Não só não houve nenhuma disputa, como houve este gesto de enorme significado que foi ser a Guiné-Bissau a propor a solução que validamos”, sublinhou o ministro português.

O secretário-executivo da organização, Zacarias da Costa, declarou à Lusa, por telefone, que o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, “deixou uma mensagem clara, através da ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, de que veriam com bons olhos que São Tomé assumisse a presidência e depois, então, seria a Guiné-Bissau”.

Ambos os países, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, tinham mostrado o seu interesse em estar à frente da CPLP depois da atual presidência de Angola, que termina em 2023.

Na conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em julho em Luanda, a decisão sobre a próxima presidência da CPLP foi adiada, com o argumento de que estavam em curso eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe.

Após o ato eleitoral, disse Zacarias da Costa, o próprio Presidente eleito de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, manifestou “vontade de São Tomé poder assumir a presidência rotativa da CPLP em 2023 – 2025”.

Hoje, segundo Zacarias da Costa, “houve no discurso da senhora ministra da Guiné-Bissau a saudação da possível presidência de São Tomé e Príncipe”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

sábado, 18 de setembro de 2021

Associação das Universidades de Língua Portuguesa – Universidade de Coimbra vai presidir a AULP

Coimbra – A Universidade de Coimbra (UC) foi eleita para a presidência da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), na assembleia-geral realizada em Macau, anunciou a instituição.

A assembleia-geral da AULP, que decorreu em Macau, elegeu “por unanimidade a Universidade de Coimbra para a presidência do conselho de administração para o próximo triénio”, que termina em 2024, informou a UC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O cargo vai ser exercido pelo vice-reitor da UC para as relações externas e ‘alumni’, João Calvão da Silva, por delegação do reitor, Amílcar Falcão, acrescentou.

Segundo a Universidade de Coimbra, a AULP, fundada em 1986, é composta por 131 universidades de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, assim como da Região Administrativa Especial de Macau.

A instituição “tem como missão promover a colaboração multilateral entre as universidades e institutos superiores dos países de expressão portuguesa”, aclarou, salientando que a AULP “tem estimulado programas de intercâmbio de alunos e docentes e estreitando as relações com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, da qual é observador consultivo”.

Citado na nota de imprensa, João Calvão da Silva considerou que a eleição representa um “reconhecimento inequívoco da Universidade de Coimbra como universidade por excelência de língua portuguesa”.

A eleição “constitui também um poderoso incentivo para a prossecução de um desígnio estratégico do reitorado de Amílcar Falcão: a afirmação crescente da língua portuguesa, elo de ligação de uma comunidade de países e povos que deve assumir uma centralidade política maior na nova ordem global”, salientou. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Cabo Verde - Vai apostar durante a sua presidência no reforço institucional da CPLP e na credibilidade da organização

Cidade da Praia – Cabo Verde vai apostar no reforço institucional e na credibilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), durante a sua presidência nesta organização, em 2018, disse ma passada sexta-feira, na Praia, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

“Tudo deveremos fazer para que no período (2018-2020) haja um reforço institucional e da credibilidade da organização, transformando-a progressiva e decisivamente numa comunidade de povos, num ampla casa da cidadania de língua portuguesa”, sublinhou Jorge Carlos Fonseca, no acto de posse do novo Governo.

Segundo Jorge Carlos Fonseca, Cabo Verde deve privilegiar as pessoas, a cultura e os oceanos durante a sua presidência na CPLP.

O arquipélago assume como prioritária a temática da mobilidade no espaço territorial da CPLP.



















Durante a sua presidência Cabo Verde vai defender a necessidade de se fazer da CPLP uma organização que deverá estar cada vez mais próxima dos cidadãos, uma verdadeira comunidade de povos, que deverá apostar progressivamente na meta da livre circulação de pessoas e bens.

A questão da livre circulação, que há anos tem encontrado entraves para o seu avanço, constará no plano de acção da presidência cabo-verdiana, entre 2018 e 2020, revelou recentemente o ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Luís Filipe Tavares.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os países que integram a CPLP. In “Inforpress” – Cabo Verde