Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 24 de janeiro de 2026

Macau - Inaugura primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia

“Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância”, a primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia, inaugurada no Museu de Arte de Macau. O público poderá apreciar, até 26 de Abril, cerca de 42 conjuntos, num total de 190 obras originais da prestigiada artista contemporânea portuguesa


A exposição “Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância”, organizada pelo Instituto Cultural (IC), em parceria com a Escola de Arte Intermédia da Academia de Arte da China e com realização do Museu de Arte de Macau (MAM) foi inaugurada. A mostra apresenta cerca de 42 conjuntos, num total de 190 obras originais da prestigiada artista contemporânea portuguesa Helena Almeida (1934-2018), além de 14 conjuntos de obras inspiradas em Almeida, criadas por artistas do Interior da China e de Macau.

Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida criou, a partir dos anos 1960, uma obra multifacetada, dando origem a um trabalho que se destacou pela auto-representação, reflectindo sobre as relações de tensão entre o corpo, o espaço e a obra. Usou o seu corpo como suporte e objecto de criação, utilizando a pintura, a fotografia, a gravura, a instalação e o vídeo.

Helena Almeida estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, começando a expor individualmente em 1967, na Galeria Buchholz. A artista representou Portugal na Bienal de Veneza por duas ocasiões: em 1982 e em 2005, e em 2004 participou na Bienal de Sidney, tendo a sua obra sido exibida no âmbito de mostras individuais e colectivas em museus e galerias nacionais e internacionais.

A exposição compreende duas secções, “Presença” e “Ressonância”, com o objectivo de “não só apresentar as obras de Helena Almeida, como revelar que a sua arte e influência continuam a ter repercussões na prática artística chinesa contemporânea”. A secção “Presença”, a primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia, “apresenta de forma sistemática e por ordem cronológica momentos e dimensões-chave da sua longa carreira”.

Segundo o IC, as obras expostas abrangem as suas primeiras pinturas exploratórias, séries fotográficas, estudos de esboços finais, esboços preparatórios, bem como vídeos filmados ao longo da sua vida. “Esta secção oferece uma exploração abrangente da relação singular entre a performatividade corporal e as práticas de auto-representação na sua obra”, refere em comunicado.

A secção “Ressonância” reúne obras dos artistas do Interior da China, Min Han, Gao Fuyan e Sun Xiaoyu, bem como dos artistas de Macau Pang Yun, Wong Weng Io e Angel, Chan On Kei – todos inspirados por Almeida – e “mostra-nos como o poder duradouro da sua arte continua a ter repercussões na comunidade artística internacional”. Esta secção está aberta ao público desde Dezembro.

Para enriquecer a experiência do público com a exposição e aprofundar a sua compreensão do trabalho de curadoria, o MAM realizou o “Workshop de Curadoria de Arte Contemporânea com Delfim Sardo”.

A exposição estará patente até 26 de Abril, estendendo-se do primeiro ao terceiro piso do MAM. O Museu abre das 10h00 às 19h00 (última entrada às 18h30), encerrando às segundas-feiras, mas estando aberto nos feriados. A entrada é gratuita.

Em 2015, Helena Almeida apresentou uma exposição individual itinerante Corpus na Fundação de Serralves (2015), no Porto, em Paris (2016), em Bruxelas (2016) e Valência (2017). Apresentou igualmente, em 2017, uma exposição individual “Work is never finished” no Art Institute, em Chicago, nos Estados Unidos.

A sua obra está presente em coleções portuguesas e internacionais como: Colecção Berardo, Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação de Serralves, Porto; Hara Museum of Contemporary Art, Tóquio; Museu de Arte Contemporânea de Barcelona; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid; MUDAM – Musée d`Art Moderne Grand-Duc Jean, Luxemburgo; Tate Modern, Londres. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 31 de março de 2022

China – Reforça presença em África nas áreas da defesa e segurança, defende analista

O militar e investigador Luís Bernardino afirmou que a China está a aumentar a sua presença na defesa e segurança em África, com “uma estratégia muito mais activa e dinâmica”, actuando a nível bilateral, mas também das organizações.

“Há uma combinação de factores que nos levam a considerar que há uma estratégia mais activa para a presença chinesa em África na área da segurança e da defesa”, disse Luís Bernardino na 2.ª sessão das Conferências de Primavera 2022, promovida pelo Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), evento dedicado à China, que decorre presencialmente e via ‘online’.

Esta estratégia que se desenvolve a nível bilateral e multilateral, ou seja, através de parcerias com os países, mas também “de uma maior intervenção ao nível das organizações, “nomeadamente dos Fóruns de Segurança da União Africana” e também da “presença em missões das Nações Unidas com maior visibilidade e maior impacto” nos países de África, na opinião do investigador do Centro de Estudos Internacionais (CEI) do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa já está a produzir os seus efeitos.

Deste modo, “é uma estratégia de baixo custo, baixo risco e alto rendimento, mas num quadro maior, com outras dinâmicas e outras dimensões, projetando aquilo que são os interesses chineses em África e como actor global”, reforçou.

Aposta no Djibuti

Luís Bernardino recordou que “em termos de segurança, a primeira base militar fora do espaço chinês com alguma relevância global foi [criada] no Djibuti”, mas hoje essa base “tem uma dinâmica crescente significativa e é a partir daí que se projecta o poder e influência [da China] para todo o resto do continente africano”.

Para o especialista em defesa, há um factor determinante para esta “mudança significativa”, é que os interesses económicos chineses, “essencialmente ligados à exploração dos minérios no continente africano”, cuja segurança era feita através dos países africanos onde estavam instalados “começou a correr mal, isto é, começaram a acontecer raptos e incidentes”.

“Começamos a ver uma presença maior militar chinesa, não só em termos da defesa dos interesses chineses, actuando muito à força de ‘companhias privadas’, porque são patrocinadas pela China, e inclusivamente grande parte dos militares que participam nestas empresas são das forças Armadas chinesas, que passaram à reserva, – porque [o país] tem reservas na ordem dos 10 a 12 milhões de militares – e que são destacados para estas operações, nomeadamente no continente africano”, acrescentou.

Através destas empresas de segurança, a China garante não só a segurança das suas explorações dos recursos no continente africano, mas também consegue “incrementar uma economia de Defesa”. In “Hoje Macau” - Macau