Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 5 de março de 2025

Macau - Exposição retrata a herança da porcelana cantonesa pelo mundo

A galeria da Fundação Rui Cunha realizou a abertura da exposição “Regresso à Navegação”, do artista Lei Iat Po. A mostra, que inclui cerca de 40 peças de porcelana de grande dimensão de Macau e Guangzhou, apresenta a rica herança da porcelana cantonesa pelo mundo. Ficará em exibição até ao dia 14 de Março e a entrada é gratuita



A Fundação Rui Cunha (FRC) inaugurou a exposição “Regresso à Navegação”, do ceramista Lei Iat Po, que reúne uma envolvente colecção de obras de porcelana de Macau e Guangzhou. Esta mostra, com curadoria de Margareth Lei Siu Heng, apresenta cerca de 40 peças de porcelana colorida no tradicional estilo da província de Cantão coleccionadas pelo artista ao longo de anos de estudo na prática. Relíquias que funcionam como um testemunho do legado cultural e artístico das dinastias chinesas passadas, bem como símbolos de uma economia chinesa antiga, que já apresentava o seu progresso no panorama global de exportações de produtos, destacando o Delta do Rio das Pérolas como o centro dessa actividade.

A porcelana de Cantão, conhecida também como Guangcai, remonta à Dinastia Qing, período em que a manufactura se consolidou como uma importante indústria para a exportação. Este tipo de porcelana tornou-se extremamente popular nas cortes europeias e entre a aristocracia ocidental, desempenhando um papel crucial na promoção da cultura chinesa no Ocidente durante os séculos XVIII e XIX.

A exposição revela a essência deste tipo de porcelana, famosa pela sua palete de cores fortes e reluzentes vidrados, bem como os seus padrões intricados e aplicações douradas, todas pintadas à mão. O desenvolvimento desta arte cerâmica não se limitou à China continental. No século XX, a produção de porcelana ganhou nova vitalidade em territórios como Hong Kong e Macau, especialmente após a instabilidade na produção no resto do país. A década de 1950 assistiu a um crescimento radical na procura internacional por estas peças exóticas, reflectindo o gosto por produtos orientais na época do pós-Guerra, principalmente na Europa e América. Muitas dessas peças levavam no seu calço um carimbo onde se lia “Fabricado em Macau”.

Lei Iat Po, o artista por trás da exposição na galeria da FRC, é um exemplo vivo desta tradição. Nascido em Macau em 1954, o seu interesse pela arte da porcelana foi moldado desde a infância, influenciado pelo pai, que esteve directamente envolvido na produção e exportação de peças para o mercado europeu e americano. Lei Iat Po trabalhou na Fábrica de Bases de Madeira Guangcai do seu pai e, mais tarde, na Fábrica de Porcelana Colorida Guangcai. Ao longo da sua carreira, o artista teve a oportunidade de aprender com mestres tradicionais, tais como o renomado mestre Zhao Zhuo, aperfeiçoando as suas técnicas de pintura e coloração.

As obras expostas são não apenas exemplos excepcionais de uma habilidade técnica desenvolvida após anos de prática, mas também representam uma fusão rica entre as culturas oriental e ocidental. A dedicação de Lei Iat Po em preservar essa arte e a sua rica história é palpável em cada uma das peças apresentadas, segundo o comunicado da organização.

Os interessados em visitar esta exposição terão a oportunidade de apreciar estas obras até ao dia 14 de Março. A entrada é livre. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 31 de julho de 2023

Macau - Colóquio da medicina chinesa contou com a participação de 15 profissionais dos países lusófonos

Um total de 15 oficiais, técnicos e dirigentes de instituições médicas dos países lusófonos participou no Colóquio sobre a Cooperação no domínio de Medicina Tradicional para os Países de Língua Portuguesa.


A iniciativa decorreu entre 17 e 29 deste mês, ofereceu aos profissionais provenientes de Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique visitas, palestras temáticas e experiências in loco nas instituições médicas e empresas farmacêuticas em Macau, Zhuhai, Guangzhou e Foshan.

Por ocasião da cerimónia de encerramento e de entrega de certificados do Colóquio, que teve lugar na passada sexta-feira, Ji Xianzheng, Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), sublinhou que o presente colóquio foi a segunda edição neste domínio, após a inauguração oficial em 2022 do Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China – Países de Língua Portuguesa na Reunião Extraordinária Ministerial, o que marcou a retoma de realização presencial dos eventos após a pandemia.

Ji Xianzheng afirmou assim que no futuro irá organizar mais acções de formação, estágios e outros intercâmbios no domínio da saúde pública, voltadas para os Países de Língua Portuguesa, com vista a criar uma “plataforma de conhecimento mais ampla” que “fortaleça a visibilidade da medicina tradicional e consolide os alicerces da cooperação pragmática sino-lusófona do foro da saúde e da medicina”.

Por sua vez, o director dos Serviços de Saúde de Macau, Alvis Lo, salientou que o Governo da RAEM tem vindo a prestar elevada atenção à medicina tradicional e que o organismo vai estender o apoio ao Fórum de Macau na realização de eventos na área da medicina, “propiciando o reforço de diálogo e parceria sino-lusófonos na medicina tradicional”, disse.

Bernardo Dinis Coutinho, representante rotativo dos formandos, comentou que foram 15 dias de “imersão teórica e prática na riquíssima racionalidade e sistematização da medicina tradicional chinesa”, frisando que o colóquio “estreitou a fraternidade e a aprendizagem mútua” entre os respectivos profissionais e dirigentes da área da saúde da China e dos países de língua portuguesa. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 25 de março de 2021

China - Universidade de Jinan inaugura escola internacional para estudantes de Macau e Hong Kong em Setembro


A primeira escola internacional com características chinesas para alunos das regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong vai abrir em Setembro na cidade Guangzhou. Com uma capacidade para 1200 alunos, a nova escola irá proporcionar aulas do ensino pré-escolar, primário, ensino secundário e pré-universitário, sendo esperadas 300 matrículas em Setembro.

A primeira escola para estudantes de Macau e Hong Kong sob orientação directa de uma universidade do interior da China será inaugurada no próximo ano lectivo para cerca de 300 alunos do ensino pré-escolar, primário, ensino secundário e pré-universitário, avançou ontem o jornal China Daily, acrescentando que a Affiliated School of Jinan University para estudantes de Macau e Hong Kong irá acomodar mais de 1.200 alunos.

“A escola irá tentar criar uma atmosfera diversificada no campus, assim como ajudar os seus estudantes a alcançar um crescimento global”, referiu Lucas Deng, director executivo da Affiliated School of Jinan University para estudantes de Macau e Hong Kong em declarações ao China Daily, revelando que o primeiro grupo de estudantes deverá matricular-se em Setembro na escola que tem como objectivo proporcionar uma “educação internacional de alta qualidade às crianças das regiões administrativas especiais”.

De acordo com Lucas Deng, a Affiliated School of Jinan University para estudantes de Macau e Hong Kong será uma “escola internacional com características chinesas” que irá marcar a “tendência de desenvolvimento da área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau” nos próximos anos.

Com cerca de quatro hectares no distrito de Tianhe em Guangzhou, capital da província de Guangdong, a escola internacional “sem fins lucrativos” irá acolher ainda “alguns estudantes de Taiwan e de países estrangeiros”. A nova escola será fundada através de uma parceria entre a Universidade Jinan de Guangzhou, o Hong Kong Victoria Harbour Education Group, o Aoyuan Group e o Eton House Dongguan.

Em declarações ao referido jornal, Lin Rupeng, secretário do Partido Comunista da Universidade de Jinan, assinalou a importância da primeira escola para estudantes de Hong Kong e Macau sob a orientação directa de uma “universidade de topo do continente chinês”.

“A Universidade de Jinan está agora a dar plena importância às suas características de ‘universidade chinesa ultramarina’ para acelerar o ritmo do desenvolvimento do ensino básico para gerir uma escola internacional com a Grande Baía de fundo, assim como com as características de Hong Kong e Macau, representando a direcção de desenvolvimento da Grande Baía”, indicou.

Já Zheng Jianmin, vice-director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Governo Provincial de Guangdong, afirmou esperar que “a escola se torne um marco de cooperação entre Guangdong e Hong Kong e Macau no ensino básico, uma base de educação patriótica para estudantes de Hong Kong e Macau e um berço de formação de talentos na área da Grande Baía”. In “Ponto Final” - Macau