Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

China - Arrancou construção do novo campus da Universidade de Macau

A construção do novo campus da Universidade de Macau (UM), que vai incluir a primeira faculdade de medicina pública da região chinesa, em colaboração com a Universidade de Lisboa (ULisboa) arrancou na sexta-feira


Num comunicado, a UM disse que a cerimónia de lançamento da primeira pedra, presidida pelo líder do Governo, Sam Hou Fai, decorreu na Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau, na vizinha Hengqin (ilha da Montanha).

O novo campus ocupará uma área de quase 376 mil metros quadrados na zona económica especial e a construção deverá demorar cerca de três anos, com uma inauguração parcial prevista para 2028 e a conclusão das obras em 2029.

Quatro novas faculdades irão nascer no novo campus da UM em Hengqin, incluindo as de Ciências de Informação, Design e Engenharia, assim a primeira faculdade de medicina pública de Macau.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, uma instituição privada, tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, oficialmente rebatizada como Faculdade de Medicina em 2019.

Em junho, o diretor da Faculdade de Medicina da ULisboa disse à Lusa que os médicos formados na futura Faculdade de Medicina da UM poderão também exercer em Portugal.

A ULisboa está a colaborar com a UM para criar um currículo com uma estrutura “próxima daquela que é a estrutura” dos cursos na instituição portuguesa, disse Luís Graça.

O dirigente explicou que os cursos vão funcionar em co-tutela, permitindo aos médicos formados na UM obterem “uma equivalência e um reconhecimento” pela Faculdade de Medicina da ULisboa.

Entre as vantagens estará “permitir assim que os médicos formados no território possam também exercer medicina em Portugal”, sublinhou o investigador.

Em Dezembro, o vice-reitor da UM, Rui Martins, disse que o novo campus apostará em “‘dual degrees’ [cursos em co-tutela] com universidades estrangeiras. A medicina já está com Lisboa e agora estamos a definir para as outras faculdades”.

O novo campus em Hengqin deverá permitir à UM passar dos atuais 15 mil para um máximo de 25 mil alunos, sublinhou o vice-reitor para Assuntos Globais, numa entrevista ao canal em língua portuguesa da televisão pública local TDM.

Luís Graça, especialista em imunologia de transplantes, demonstrou também entusiasmo com potenciais colaborações entre as duas universidades na área da investigação científica. “Se nós pensarmos em termos de ciência, o reforço do potencial científico de ambas as instituições com uma colaboração próxima entre si é algo que claramente vai beneficiar ambos os lados dessa parceria”, disse o dirigente. Graça disse que a Faculdade de Medicina da ULisboa está a organizar o primeiro simpósio para reunir os investigadores da instituição e da UM, com vista a promover projetos conjuntos de investigação. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 9 de abril de 2021

Cabo Verde - Novo ‘campus’ da Universidade de Cabo Verde financiado pela China está concluído


Praia – A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) anunciou a conclusão do novo ‘campus’ universitário na Praia, financiado pela China, enquanto prevê para breve a mudança para as novas instalações e aulas em pleno no próximo ano lectivo.

“O novo ‘campus’ da Universidade de Cabo Verde já é uma realidade. A construção que teve início em Julho de 2017 está concluída. A mudança para o novo ‘campus’ será anunciada brevemente”, divulgou a universidade pública cabo-verdiana.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, as novas instalações deveriam ficar concluídas em Julho de 2020, para iniciar aulas em Outubro do mesmo ano, mas devido à pandemia da covid-19 vai ter um ano de atraso. Em entrevista à agência Lusa em Novembro do ano passado, a reitora, Judite Nascimento, disse que a universidade vai começar a mudança para as novas instalações e prevê o início das aulas no próximo ano lectivo.

“Nós temos a expectativa de, em Outubro de 2021, iniciarmos o ano lectivo já nas novas instalações no pólo da Praia”, previu Judite Nascimento, para quem a Uni-CV vai passar a ter um ‘campus’ com “condições muito boas” para alunos, docentes, técnicos e funcionários e para pôr em acção a criatividade e o espírito inovador e conseguir desenhar programas dignos do espaço.

Neste momento, a universidade funciona com unidades orgânicas em instalações dispersas pela cidade da Praia, mas espera ter durante o próximo ano as suas faculdades alojadas no novo ‘campus’ universitário, que, segundo a reitora, será “à altura” dos grandes ‘campus’ que existem um pouco por todo o mundo.

O novo ‘campus’ foi projectado para acolher 4890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, cinco auditórios com capacidade para 150 lugares, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Com as novas instalações, a reitora disse que a Uni-CV está a caminhar para ser, num futuro muito próximo, uma “universidade marcante” no contexto da sub-região africana, a par das do Senegal, por exemplo.

“E a Universidade de Cabo Verde também quer posicionar-se e está a posicionar-se desde há alguns anos e neste momento com mais fervor já que o novo ‘campus’ vai-nos permitir receber estudantes de outros países”, enfatizou.

Na altura do seu lançamento, em Junho de 2017, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que Cabo Verde terá um ‘campus’ universitário moderno, funcional e ao nível de países mais desenvolvidos.

Além disso, a reitora disse que vai transformar a área envolvente e tornar-se num grande pólo de desenvolvimento da cidade da Praia, numa zona de expansão onde se situa ainda a Universidade Jean Piaget, a Escola de Hotelaria e Turismo, o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Energética (Cermi), estando previstas grandes outras infra-estruturas.

A obra foi financiada pela China, em 45 milhões de euros, que também instalou em 2015 o Instituto Confúcio no país, e que hoje é uma instituição que promove a extensão universitária, através da língua e da cultura chinesas.

Com 14 anos de existência, a única universidade pública de Cabo Verde tem três pólos de ensino, nomeadamente na Praia e em Assomada, todos em Santiago, e em São Vicente, com mais de 4000 estudantes, em cursos profissionalizantes, licenciaturas, especializações, mestrados e doutoramentos. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Brasil – Alimentação, reduzir e repensar

Projeto do campus de São Carlos ganha destaque na ONU

O projeto de ação “Reduzir & Repensar”, desenvolvido nos restaurantes universitários do campus de São Carlos da USP com o objetivo de diminuir o desperdício de alimentos pelos usuários do serviço, ganhou destaque no concurso “PensarComerConservar“, promovido por meio da iniciativa “Save Food”, uma parceria entre o Programa para o Meio Ambiente e a Organização para Alimentação e Agricultura, ambos vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU).

Foto: Marcos Santos USP
O concurso teve como finalidade investir esforços com o objetivo de difundir projetos e catalisar mais setores da sociedade para se tornarem conscientes e partirem para a ação, com base na troca de ideias inspiradoras e estudos de caso entre partes já envolvidas e potenciais parceiros. O trabalho figurou entre os dez finalistas e foi premiado com a primeira menção honrosa, ficando em quarto lugar dentre os 470 projetos de estudantes de escolas dos três níveis de ensino – fundamental, médio e universitário – de aproximadamente 80 países. O resultado foi divulgado no último mês de dezembro.

Intitulado como Projeto Educativo para Minimização de Resíduos Sólidos para os Restaurantes Universitários dos Campi de São Carlos da Universidade de São Paulo, o trabalho é coordenado pelo professor Fernando César Almada Santos, do Departamento de Engenharia de Produção (SEP) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, e pela coordenadora executiva do Programa EESC Sustentável, Patrícia Cristina Silva Leme. A pesquisa também conta com apoio do programa USP Recicla, da Prefeitura do Campus e da nutricionista do Restaurante Universitário, Claudia Paschoalino, e sua equipe.

Dentre as ações do projeto, o levantamento de informações sobre o consumo e desperdício foi a base de todo o trabalho, mas o objetivo principal foi alterar os valores culturais dos usuários, focando em questões éticas, afetivas, emocionais e de cultura que extrapolam qualquer cartilha. Parao professor Fernando César Almada Santos, o reconhecimento da ONU comprova a excelência e a importância do trabalho. “É uma evidência de que estamos atendendo a sociedade e, do ponto de vista de extensão, é um atendimento à população, talvez da forma mais nobre possível”, afirma o docente.

Patrícia ainda destaca a importância de o campus servir como laboratório para as boas práticas socioambientais. “Desta forma a universidade cumpre todo o papel de extensão, aprendizado e pesquisa”, ressalta.

Para o estudo, os alunos de graduação Maicom Brandão, Bruna Viana, Francis Fanali e Marcela Marzochi foram a campo para realizar o levantamento de dados e as intervenções no restaurante. Com mais tempo de participação na equipe, Brandão, que é estudante do curso de Engenharia de Produção, destacou como o trabalho alcançou resultados significativos focando nas atividades educativas e de conscientização, sem a necessidade de envolver tecnologias.

Apesar do objetivo do projeto ser o desperdício zero, a equipe compreende que o patamar de 25 gramas por pessoa é um resíduo aceitável para esse tipo de restaurante. Em 2006, quando se passou a focar especificamente no desperdício de alimentos pelos usuários, foi constatado que iam para o lixo 83 gramas por pessoa, enquanto em outubro de 2014 essa quantidade caiu para 38 gramas. A estimativa é que se deixou de desperdiçar 12 toneladas de alimentos não consumidos.

A interação dos estudantes com os usuários e as ações educativas são experiências novas para os futuros engenheiros envolvidos no projeto. “Expandir a visão e conhecer outras áreas além da engenharia faz parte dos desafios que encontramos hoje. Nada mais é independente: tudo demanda um conjunto de conhecimentos, e ter noção de que eles estão inter-relacionados é fundamental para qualquer profissional do futuro”, afirma Brandão.

Foto: USP
Segundo Patrícia, o projeto no restaurante começou em 2003, através do programa USP Recicla, pelos alunos de graduação – que atualmente recebem recursos da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP –, e compreendia o estudo do desperdício geral de materiais, do perfil dos frequentadores da estrutura do restaurante e da equipe que nele trabalhava. Naquela época, uma ação que antecedeu a atividade do projeto “Reduzir & Repensar” foi a substituição de copos descartáveis por canecas duráveis, a qual obteve um impacto e aceitação positiva, servindo de referências a outras universidades e instituições da cidade.

De acordo com a equipe, o projeto continuará em desenvolvimento na intenção de cada vez mais se aproximar da meta do desperdício zero, mantendo o diagnóstico de retirada e pesagem dos resíduos. Para tanto, está em planejamento a ampliação das atividades socioambientais – com cartazes, palestras, ações educativas e de conscientização, entre outras – voltadas aos usuários dos restaurantes localizados nas duas áreas do campus da USP em São Carlos.

O projeto possibilita também que interessados no trabalho candidatem-se como voluntários para contribuir nas atividades e diagnóstico. Aqueles que desejarem participar devem encaminhar uma mensagem ao email de um dos coordenadores – almada@sc.usp.br e pazu@sc.usp.br – para obterem mais informações. Agência USP de Notícias - Brasil

sábado, 28 de setembro de 2013

Nova Macau

A nova cidade de Macau

O campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha já recebeu os primeiros alunos e em Novembro deve estar pronto para abrir as portas a todos os visitantes. O novo espaço é uma verdadeira cidade universitária, com salas de aula e laboratórios, mas também com piscinas, campos de futebol, um auditório para espectáculos, uma biblioteca, um quartel de bombeiros, lojas, serviços e muito mais. Tudo capaz de suportar dez mil alunos.

Em Macau o perto torna-se longe. A distância é psicológica e a escala do território convida a achar que uma viagem a Coloane é coisa para tirar um dia inteiro de fim-de-semana. Pensar numa visita ao novo campus da Universidade de Macau (UMAC), na Ilha da Montanha, parece ainda um cenário distante, um exotismo para momentos desocupados. Isso, no entanto, pode ter os dias contados.

A UMAC convidou a imprensa a visitar o novo campus, agora sob jurisdição de Macau, depois de ter sido entregue à RAEM a 20 de Julho pelas autoridades do Continente.

A viagem, feita na passada quinta-feira, começa no antigo campus da Taipa, do qual a universidade conservará no futuro apenas o edifício da biblioteca, ainda que não funcionando como tal. Menos de 15 minutos depois, o autocarro fretado para o efeito já deixou o Galaxy para trás e prepara-se para entrar no túnel subaquático que liga o Cotai à Montanha. Para já, apenas carros autorizados e o autocarro público U37 podem entrar no túnel e percorrer as quatro faixas de rodagem repartidas pelos dois sentidos. Futuramente, a via estará aberta a todos os veículos do território, sem check-points ou outros constrangimentos. Haverá também, espera-se que a partir de Novembro, uma segunda ligação pedonal e para bicicletas.



O lado de lá

O novo campus da UMAC é 20 vezes maior que o actual. Tem sensivelmente um quilómetro quadrado e a dimensão da cidade universitária percebe-se mal o autocarro deixa o túnel para entrar na Avenida da Universidade. Por agora, é esta a única paragem para transportes públicos em funcionamento e qualquer pessoa pode viajar até aqui. Dentro de alguns meses haverá outras. À saída do autocarro, o reitor da UMAC, Wei Zhao, e o vice-reitor, Rui Martins, cumprimentam todos os presentes com a nova biblioteca – o ex-líbris do novo campus – atrás de si.

O campus da UMAC foi desenhado por He Jingtang, arquitecto que nos últimos anos tem sido responsável pelos projectos da maioria das instalações universitárias no Continente e que foi também o autor do Pavilhão da China na Exposição Mundial de 2010, em Xangai. Em 2009, o arquitecto esteve em Macau a apresentar as grandes linhas do plano para o novo campus de Hengqin, assegurando que a conservação ambiental seria uma das principais preocupações do projecto. E o que agora salta à vista é o cuidado em criar zonas verdes, com muitas árvores a acompanharem o betão e com um grande lago rodeado de relva a funcionar como pulmão da cidade universitária.

Da Avenida da Universidade avista-se o Cotai e Coloane, para um lado, e a biblioteca, para o outro. A biblioteca, que tem capacidade para um milhão de publicações, é o centro de todo o complexo. Dali partem as diferentes artérias que conduzem à zona mais a norte, onde está situado o quartel dos bombeiros – o maior de Macau –, o grande auditório da UMAC, uma guesthouse com 110 quartos e a zona de centros de investigação e laboratórios. Para sul, ficam as residências dos estudantes de licenciatura, as casas dos alunos de pós-graduação e também os edifícios destinados a albergar os funcionários da universidade.

A biblioteca receberá todos os 600 mil exemplares agora guardados no antigo campus da UMAC, mais uma quantidade significativa de obras que a universidade está a adquirir. Haverá, pela primeira vez, uma área em funcionamento 24 horas, para que os alunos possam estudar durante a noite, à semelhança do que acontece em várias instituições de ensino europeias.

A Europa é, aliás, uma inspiração assumida do campus, também em termos arquitectónicos. Os muitos arcos e colunas dos edifícios, a juntar às cores quentes que se encontram em algumas fachadas e à calçada portuguesa que preenche o chão da grande praça diante da biblioteca, dão ao campus um toque europeu e sulista, várias vezes frisado durante esta visita.

O ano lectivo arrancou na passada segunda-feira e até agora há três edifícios completamente operacionais no campus que conta mais de 60 estruturas, depois de já terem passado nas inspecções públicas. Já há cerca de 2000 estudantes a viver no campus e este ano a UMAC deve receber cerca de oito mil alunos, com 80 por cento a residirem no novo complexo.

O principal edifício dedicado a aulas, onde se concentrarão disciplinas transversais à maior parte dos cursos, vários deles novos, tem capacidade para 3000 estudantes. A UMAC divide-se agora em oito faculdades, das Ciências da Saúde às Ciências Sociais.


Aberta à sociedade civil


O reitor Wei Zhao faz questão de reiterar o facto de várias das instalações do novo campus irem não apenas servir os alunos mas também toda a cidade. Boa parte da nova zona sob jurisdição de Macau estará aberta aos residentes, apesar de a circulação de carros ser circunscrita à área mais próxima do túnel, ficando o campus reservados a veículos autorizados, a bicicletas e a pedestres.

A nova UMAC tem 2500 lugares de estacionamento repartidos por várias áreas. Estarão disponíveis para todos quantos desejem usufruir da zona que, entre outras infra-estruturas, terá no seu centro cultural e no grande auditório, com capacidade para cerca de mil espectadores, uma das principais atracções. Wei Zhao explica que o objectivo é oferecer o espaço à Orquestra de Macau para que ali se torne residente, ensaiando com regularidade e também dando concertos. O auditório deve ainda receber outros eventos programados em parceria com o Instituto Cultural.

As instalações desportivas, com uma piscina olímpica, um campo de futebol e uma pista de atletismo com medidas oficiais para receberem qualquer tipo de competição, estarão também articuladas no futuro com a gestão do Instituto do Desporto.

Nada disto seria possível sem o crescimento do número de funcionários da universidade, que de acordo com o site da instituição está situado nos 750 e que quase triplicará; e do corpo docente, que duplicará para perto de 800 professores. Para este novo ano lectivo, a UMAC a recebeu mais 1520 alunos do que no ano anterior e o objectivo é ir gradualmente crescendo até aos dez milhares de estudantes.

Os edifícios de investigação, situados junto ao quartel dos bombeiros, somam mais de 300 laboratórios e 20 centros de investigação. O autocarro que transporta a imprensa dá a volta ao campus, passa junto do estádio e do complexo desportivo com um pavilhão com capacidade para 3000 pessoas e vários campos para badminton e outras modalidades, e entra na Avenida dos Alunos, que dá acesso às residências de estudantes de licenciatura, de acordo com a UMAC as maiores da Ásia. Ao longe vê-se o muro que separa o campus do restante território da Montanha, esse sob jurisdição das autoridades do Continente. Recorde-se que recentemente soube-se que os cidadãos do Continente que entrarem no novo campus da Universidade de Macau saltando a vedação do complexo serão punidos por travessia ilegal de fronteira. A revelação foi feita por um funcionário da fronteira do Continente ao diário Global Times.

É num dos edifícios destinados à residência de alunos de licenciatura – que terão também à sua disposição vários serviços, como supermercados, cafés, farmácias e clínicas – que Wei Zhao fala à imprensa, fazendo uma apresentação das principais novidades que a UMAC introduz neste ano lectivo. O reitor apresenta os novos cursos e o modo como o campus da Montanha funcionará. Diz desconhecer a alegada investigação do Comissariado Contra a Corrupção ao processo de atribuição de casas no novo campus (ver texto nestas páginas) e garante que o processo está a decorrer com normalidade.

De volta ao autocarro, a viagem de volta à Taipa faz-se em poucos minutos. O campus e o novo túnel parecem agora mais perto. A nova cidade de Macau continua a crescer ali ao lado, maior que todos os casinos do território. Hélder Beja – Macau in “Ponto Final”