Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 11 de março de 2026

Macau - Novo fundo “abre portas” da China a empresários lusófonos

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) em Macau disse à Lusa que o novo fundo de investimento lançado pelas autoridades locais “abre portas” a investidores lusófonos interessados na China. Carlos Cid Álvares apontou que o fundo de 20 mil milhões de patacas “poderá ser um passo significativo para a reestruturação do tecido económico de Macau”.

O dirigente disse que representa “uma mudança de paradigma”, pois as autoridades da cidade passam a assumir o papel de “capital paciente [investimento que aceita um retorno mais demorado] e orientador” da diversificação da economia.

O Governo anunciou em 27 de Fevereiro o lançamento de um Fundo de Orientação Governamental, que visa orientar capitais privados para investimento em sectores prioritários que ajudem a economia local a diversificar para além do sector dos casinos.

O fundo tem quatro alvos principais: indústria de saúde e bem-estar, indústria de finanças modernas, indústria de tecnologia de ponta e, por fim, a indústria de convenções, exposições e comércio, cultura e desporto. Macau prevê concluir ainda este ano a constituição do fundo.

“O foco em indústrias emergentes e na transformação de resultados científicos e tecnológicos abre portas para investidores estrangeiros, incluindo os lusófonos”, afirmou Álvares.

Para o presidente da CCILC, o fundo, que deverá arrancar este ano com uma injecção inicial de 11 mil milhões de patacas, podendo atingir 20 mil milhões com capitais privados, “poderá ser uma oportunidade para as empresas dos Países de Língua Portuguesa”.

“O fundo, ao privilegiar o investimento em projectos de inovação e modernização industrial, poderá funcionar como um catalisador para que essas empresas encontrem em Macau um parceiro estratégico e capital para escalar os seus projectos na Ásia”, descreveu Carlos Cid Álvares.

O representante empresarial recordou que a CCILC tem defendido o papel de Macau como plataforma sino-lusófona e que esta medida “concretiza essa visão de forma prática”.

O empresário salientou que os sectores alvo prioritários definidos pelo Executivo de Macau coincidem com áreas onde empresas do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) têm “know-how e competitividade internacional”.

“Veja-se o exemplo do Brasil, com forte presença no agronegócio tecnológico e nas energias renováveis, ou de Portugal, com um ecossistema de startups tecnológicas e fintechs muito dinâmico”, apontou.

Outro ponto relevante, segundo o presidente da CCILC, é a articulação com a Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. O Governo Central chinês estabeleceu esta zona económica especial, adjacente a Macau, para diversificar a economia da RAEM, com foco em tecnologia, finanças e turismo.

Um Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhol foi estabelecido nessa área para fomentar o comércio, oferecendo serviços jurídicos, fiscais e linguísticos para empresas lusófonas e hispânicas no mercado chinês.

O presidente da CCILC acrescentou que o fundo “vem dar liquidez e peso institucional” ao modelo de cooperação conjunto estabelecido para Macau e Hengqin.

“Para os empresários lusófonos, poderá ser o cenário ideal: instalar a sua sede em Macau, beneficiando do seu sistema jurídico e da familiaridade com a língua portuguesa, e localizar em Hengqin a componente mais intensiva em espaço ou produção”, explicou.

“Presumimos que a voz da experiência da China e dos mercados lusófonos poderá acrescentar valor para o projecto”, concluiu Carlos Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 15 de março de 2022

Macau - Paulo Cunha Alves considera que 2022 será um ano de oportunidades para as empresas portuguesas na região

O cônsul-geral de Portugal em Hong Kong e Macau teceu a consideração durante o jantar de gala da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa que teve lugar no passado dia 11 de Março na residência consular situada no edifício do antigo Hotel Bela Vista. Em representação da câmara de comércio, Bernie Leong destacou que a CCILC “continuou a expandir as redes de negócio, tendo encetado oportunidades de desenvolvimento sem precedentes”


Paulo Cunha Alves, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, afirmou, durante o jantar de gala da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) que teve lugar no passado dia 11 de Março que “2022 será um ano de oportunidades para as empresas portuguesas na região” e de “dinamização das relações entre Portugal e a China”, revela uma nota de imprensa enviada ontem às redacções.

No seu discurso, o diplomata, agradecendo à CCILC os esforços e contribuições para a cooperação económica e comercial entre a China e Portugal ao longo dos anos, referiu ainda que os últimos dois anos foram “muito desafiadores”, reiterando que o consulado e a Secção Económica e Comercial da AICEP “estão empenhados em apoiar a CCILC para ser uma importante plataforma que ajude as empresas portuguesas a contribuir para o desenvolvimento moderado da diversificação da economia de Macau”.

Bernie Leong, presidente da delegação de Macau da CCILC, também agradeceu o “apoio total” do Governo da RAEM, bem como de todos os parceiros de negócio. “Sob o novo normal da prevenção epidémica, a CCILC continuou a expandir as redes de negócio, tendo encetado oportunidades de desenvolvimento sem precedentes”, referiu no seu discurso.

A nota de imprensa da CCILC refere ainda que a câmara de comércio “dispôs-se a superar as dificuldades juntos e a fazer progressos e desenvolvimento comuns com todos os membros corporativos”.

Por fim, na outra intervenção da noite, Carlos Cid Álvares, vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral da delegação de Macau da CCILC e presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU), fez um brinde para agradecer a presença dos convidados. “O jantar foi realizado num edifício histórico e em ambiente artístico onde as culturas chinesa e ocidental se misturaram, e os convidados tiveram uma óptima confraternização”, disse.

Para além dos três intervenientes, no jantar estiveram presentes, entre muitas outras personalidades, Ji Xianzheng, secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau); Wang Chen, director-geral do Departamento de Organização Internacional e Assuntos Legais do Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na RAEM; Yang Hao, vice-directora-geral do departamento para os Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM; Tang Weng Hei, director interino do departamento de Promoção Económica e Comercial dos Mercados Lusófonos do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau e, ainda, Maria Carolina Lousinha, directora da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e Conselheira para os Assuntos Económicos e Comerciais (Macau e Hong Kong).

Recorde-se que a CCILC foi estabelecida em Portugal em 1978, e a delegação de Macau foi criada em 1992, com o objectivo de construir uma plataforma de intercâmbio para a cooperação económica e comercial entre a China e Portugal. Todos os membros da Câmara são empresas, abrangendo vários sectores económicos, como finanças, direito, energia e comércio, entre outros. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Macau - Câmara de Comércio Luso-Chinesa quer continuar “a servir como uma plataforma no futuro” da Região

O secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, recebeu uma delegação da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC-Macau) e o Cônsul-Geral de Portugal em Macau para uma troca de impressões sobre as relações económicas e comerciais entre a China e Portugal durante a epidemia, o desenvolvimento da Zona da Grande Baía e a recuperação económica pós-epidemia. A delegação portuguesa foi liderada por Paulo Cunha Alves, Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e Bernie Leong, presidente da CCILC-Macau.

Segundo o comunicado da CCILC, Paulo Cunha Alves agradeceu a disponibilidade de Lei Wai Nong para receber os delegados e intitulou a visita de “auspiciosa” numa altura em que Macau e a província de Guangdong reabriram as fronteiras. O Cônsul-Geral de Portugal mostrou-se “optimista” quanto à reabertura de todas as fronteiras entre Macau e a China Continental em Setembro, considerando que irá estimular “o desenvolvimento económico em Macau e Hengqin”, bem como atrair “investidores estrangeiros e tecnologias de vários sectores, como o da saúde e financeiro”, criando assim margem de manobra e injectando vitalidade no desenvolvimento a longo prazo da cidade.

Sobre a estratégia de Macau no combate à pandemia, Lei Wai Nong defendeu que o lançamento de medidas de apoio “ajudou a recuperar a economia de Macau de forma ordenada”, permitindo à cidade reactivar a economia “o mais rapidamente possível”. O secretário para a Economia e Finanças “agradeceu” ao sector financeiro pelo apoio em “empréstimos anti-epidemia durante a epidemia e por ajudar as empresas”. Lei assinalou também a vontade de “fortalecer o intercâmbio com as diferentes câmaras de comércio no futuro”, para trocar opiniões e fornecer apoio para o desenvolvimento da indústria. 

Lei reiterou que Portugal continua a ser “uma importante ponte de ligação entre Macau e os países da União Europeia, as Américas e África”, e que essa cooperação e contacto deve ser mantida para assegurar um desenvolvimento diversificado de Macau com “maior colaboração e mais ligações comerciais no futuro”.

Já Bernie Leong referiu que 2020 tem sido um ano difícil devido à eclosão da COVID-19 e às incertezas em torno das relações EUA-China, e considerou que “Portugal tem se mostrado um amigo firme e confiável da China”.  “Como membro dos sectores industrial e comercial, a CCILC-Macau irá colocar mais recursos para desempenhar activamente o seu papel. A Câmara continuará a servir como uma plataforma no futuro, especialmente no desenvolvimento da Zona da Grande Baía, conforme foi mencionado pelo secretário. A CCILC-Macau irá reforçar a cooperação com o Governo da RAEM, levar a cabo mais discussões entre os seus membros e implementar acções de forma pronta”, referiu Bernie Leong de acordo com a informação veiculada no comunicado. In “Ponto Final” - Macau

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

China – Embaixador português afirma que relação bilateral vai para além de Macau

O embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte, afirmou que a relação bilateral entre Portugal e a China vai para além de Macau e que os empresários portugueses não devem ficar na sombra dos antepassados.

“O papel de Macau tem uma ligação incontornável na relação com a China. É um caso de estudo daquilo que deve ser o diálogo entre as nações”, disse o embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte, numa videoconferência organizada pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), lembrando que “a relação com a China é mais vasta do que Macau e não pode ser um livro de nostalgia”.

O diplomata, que falava a uma centena de empresários e gestores sobre “As Relações Bilaterais e a Nova Fase da Parceria Estratégica”, evento que se realizou no âmbito do ciclo “Connecting China to Portugal”, organizado pela CCILCA, desafiou assim os empresários a construírem “um novo legado e um novo futuro”.

José Augusto Duarte admitiu, no entanto, que no quadro do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa há actualmente o desafio de “aliviar as barreiras alfandegárias” nas exportações que passam por Macau para a China continental.

Os países de língua oficial portuguesa, ao exportarem para a China Continental através de Macau, enfrentam uma dupla tributação e novas barreiras alfandegárias. “Temos aqui um desfio e seria bom aliviar as barreiras alfandegárias”, prosseguiu, realçando o papel do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

Actualmente, muitos dos países de língua oficial portuguesa exportam para a China sem passarem por Macau, nomeadamente devido a esta situação. O embaixador disse ainda que a China é “um parceiro incontornável em todo o mundo” e que a “aposta e compreensão deste mercado” pelos empresários portugueses “é fundamental”.

Portugal “tem de estar unido e ter uma enorme parceria estratégica entre o Estado e os privados. É uma responsabilidade colectiva”, realçou, desafiando os empresários a exportarem para a China e lembrando que os termos de troca das exportações pelas importações são desfavoráveis a Portugal. Mesmo assim, referiu que no primeiro trimestre deste ano, o peso das exportações de bens agro-alimentares nacionais no total das exportações para a China aumentou 255% face ao período homólogo de 2019.

As empresas portuguesas já se encontram habilitadas a exportar carne de porco, produtos aquáticos, lacticínios, uvas de mesa, bens agro-alimentares de baixo risco como o azeite, vinho ou mel. Adiantou que diversos processos negociais estão em curso entre Portugal e a China para permitir a exportação, nomeadamente de carne bovina, aves, ovinos e de peras e citrinos. “Há que não termos receio e sofrer de timidez para irmos para este mercado [de 1,4 biliões de consumidores]. Há que superar as dificuldades e é desejável e saudável para uma relação equilibrada”, realçou José Augusto Duarte.

A resposta da China face à pandemia da covid-19 torna este país um dos que “mais rapidamente recuperarão”, pelo que se trata de “uma aposta certa”, pois será o que “terá o maior crescimento na próxima década”. Além disso, o embaixador considerou que Portugal tem capacidade para absorver mais capital chinês, um investimento que “cumpre as regras de mercado e respeita a leis portuguesas”.

Sobre as exportações portuguesas, disse este país consome tudo, mas seria interessante exportar produtos transformados com “qualidade e valor acrescentado” para serem competitivos.

José Augusto Duarte defendeu ainda a importância das negociações do acordo bilateral de investimento entre a China e a União Europeia (UE), considerando que deveriam ficar concluídas ainda durante a presidência alemã da UE, que antecede a portuguesa. “Era um passo muito importante devido ao desgaste que a pandemia tem causado e estimularia muito a produtividade e as trocas comerciais”, disse o diplomata, lembrando também que o transporte aéreo regular, de passageiros e mercadorias, é da “maior importância” na conectividade com a China.

Neste domínio, disse que o “ideal era haver todos os dias” ligações aéreas entre os dois países e defendeu que Portugal deve apostar nos turistas chineses, pois são “ordeiros e não conflituosos, gostam de consumir e pertencem ao segmento de turismo de alta gama”. In “Ponto Final” com “Lusa”