Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Macau - Actividades comemorativas dos 450 anos da Diocese arrancam na Região

A Diocese de Macau, a primeira do Extremo Oriente moderno, foi fundada no dia 23 de Janeiro de 1576. Volvidos 450 anos, a efeméride é comemorada com uma programação que tem início com uma cerimónia litúrgica inaugural, e se prolonga até ao próximo aniversário. As actividades planeadas até Janeiro de 2027 são diversas e marcadas por espectáculos musicais, competições desportivas e simpósios académicos que pretendem promover uma reflexão sobre os últimos quatro séculos e meio de missão em Macau, ao mesmo tempo que se esboçam as orientações futuras da instituição


A Diocese de Macau vai assinalar 450 anos de existência com um extenso programa de actividades e exposições comemorativas. Sob o tema “De Macau para o Mundo: 450 Anos de Missão e Misericórdia”, as festividades estendem-se até ao próximo aniversário, a 23 de Janeiro de 2027.

Em comunicado enviado às redacções, a Diocese escreve que a sua fundação em 1576 teve como missão a construção de pontes entre os mundos oriental e ocidental, promovendo em Macau serviços como “a educação, a caridade e o serviço pastoral”. A ocasião não é apenas de celebração, mas também de reflexão e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de quatro séculos e meio, assim como “a marca profunda e duradoura no desenvolvimento cultural, educativo e religioso” que perdura, até hoje, na região.

O programa para os próximos 365 dias foi desenvolvido com o propósito de “revisitar o percurso histórico” da Diocese, mas também a intenção de “apresentar a sua visão para o futuro” e os novos caminhos a desbravar nos próximos anos. Esta intenção é explanada numa mensagem publicada pelo bispo Stephen Lee Bun-sang na página oficial da instituição: celebrar este aniversário é permitir “que a memória do passado se torne numa bússola para traçar mapas de esperança para o futuro, e não apenas uma recordação guardada num álbum histórico”.

O logótipo oficial do aniversário foi seleccionado através de um concurso público que decorreu na primeira metade do ano passado, em que os residentes de Macau foram convidados a determinar a imagem representativa da efeméride relacionando-a com o tema “O Espelho do Mar Reflecte a Propagação Universal do Evangelho”. Diz a Diocese, em comunicado, que a proposta escolhida “simboliza a fé enraizada, a comunhão e a continuidade”.

Um ano de celebrações

A cerimónia inaugural arranca ao anoitecer. A celebração litúrgica “Lux Vera – Passagem da Verdadeira Luz” vai iluminar Macau com um “gesto simbólico de transmissão da chama” entre as nove paróquias da região.

Também a Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (CTT) vai emitir uma emissão filatélica especial que integra um conjunto de quatro selos, cada um deles representativo de um edifício emblemático do catolicismo em Macau (o Paço Episcopal, a Igreja de S. Lázaro, o Seminário de S. José e a Sede da Cáritas).

A emissão inclui um bloco que tem como fundo a imagem de um mapa antigo da região e, em primeiro plano, uma imagem do Centro Católico da Diocese. Os CTT explicam que este contraste simboliza “uma fusão entre o velho e o novo para delinear o contexto histórico e expressar ainda a importância de Macau como berço e centro da expansão do catolicismo no Oriente”.


A segunda actividade está prevista para o dia 7 de Fevereiro, pelas 19h30, com um concerto de música sacra na Igreja da Sé. São vários os grupos locais convidados a participar nesta celebração: o Coro Diocesano de Macau e a Schola da Catedral de Macau, que actuarão juntos, o Cantate Chorus, o Dolce Voce e o Coro Perosi. Das regiões vizinhas, são convidados os Vox Antiqua e o Coro da Universidade de São Francisco, vindos de Hong Kong, e a Orquestra Barroca de Cantão.

O comunicado realça que a apresentação do novo Órgão de Tubos da Sé Catedral “assinala a continuidade do património musical e litúrgico da Diocese, proporcionando aos fiéis e ao público em geral a oportunidade de experienciar a profundidade espiritual cultivada ao longo de 450 anos através do diálogo entre a arte e a fé”.

Ainda no primeiro trimestre do ano, vai decorrer um jogo amigável de voleibol misto para os funcionários e docentes das escolas católicas de Macau, visando fomentar o intercâmbio académico, e uma iniciativa intitulada “A Cruz da Fé – Tecida em Unidade”, que terá lugar durante a Quaresma.

O segundo trimestre, de Abril a Junho, começa com o simpósio “A Educação Católica – Ontem, Hoje e Amanhã”, acompanhado por uma mesa-redonda de directores escolares. O novo Centro Católico de Macau vai ser inaugurado em Abril, à entrada da Rua do Campo, depois de um processo de reconstrução que já decorre deste 2021. Trata-se de um edifício de dezassete pisos, inspirado no conceito de “encontro entre Deus e a Humanidade”, que funcionará como “um ponto central de recolha e difusão de informação religiosa local”, disponibilizando serviços de acolhimento para visitantes e peregrinos.

O edifício vai ainda integrar espaços expositivos, que serão estreados logo no momento da abertura do espaço. As duas grandes mostras temáticas preparadas para a ocasião são “Honrar o Passado, Criar o Futuro” e “Testemunha do Património, Missão no Mundo”, que a Diocese diz reflectirem o seu desenvolvimento “a partir de perspectivas históricas, pessoais e culturais, bem como as suas orientações futuras”.

De Julho a Setembro, a única actividade até agora anunciada é um concerto de homenagem ao padre jesuíta Matteo Ricci, considerado o fundador das missões jesuíticas na China e a primeira pessoa a promover a expansão do conhecimento ocidental no Oriente. Mais do que a evangelização da população, a missão do italiano na China é frequentemente exaltada pela abordagem assente no diálogo, no intercâmbio e na inculturação, assim como o respeito pelas culturas e costumes locais.

O quarto e último trimestre de 2026 é aquele em que decorrerá “a iniciativa mais simbólica de grande dimensão do ano comemorativo”, segundo o comunicado da Diocese. A Grande Cerimónia Comemorativa está marcada para o dia 31 de Outubro, composta por uma recepção e uma Celebração Eucarística subsequente. Os fiéis vão unir-se em torno da Eucaristia nesta ocasião para demonstrar gratidão a Deus “pelas graças e pela missão concedidas ao longo de quatro séculos e meios” e rezar “para que Ele continue a orientar o caminho a seguir” nos anos vindouros.

As outras actividades agendadas para o final do ano, coincidentes com a aproximação da época natalícia, centram-se nos temas da família, da infância e da juventude. No dia 28 de Novembro, decorre o Carnaval do Dia da Família da Diocese, intitulado “Crescer em Conjunto como Família”. Já no mês de Dezembro, no dia 5, as famílias e jovens são novamente chamadas a participar no encontro juvenil “Caminhar Juntos, Zarpar de Novo”.

A Diocese de Macau esclarece que o ano comemorativo quer angariar uma “participação transversal e intergeracional”, envolvendo fiéis, residentes, famílias, escolas, jovens e diferentes grupos das comunidades da região na (re)descoberta do “desenvolvimento histórico da Diocese e o seu serviço à comunidade”.

“À medida que se aproxima do seu 450.º aniversário, a Diocese de Macau espera caminhar juntamente com os residentes de Macau na reflexão sobre o passado e na continuação da sua missão de fé, serviço e cultura nesta nova etapa”, conclui a instituição representante da comunidade católica local. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”




quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

UCCLA – Marca presença nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) estará presente nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda, na sequência do convite endereçado ao Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, pelo Governador Provincial de Luanda, Luís Manuel Nunes.


As celebrações, que decorrem sob o lema “Luanda - 450, um lugar de História e Cultura”, serão assinaladas com um conjunto de atividades comemorativas, tendo como local principal a Baía de Luanda, valorizando o património histórico e cultural da cidade e a sua relevância no espaço lusófono.

A coordenação das festividades dos 450 anos de Luanda é da responsabilidade da Administradora Municipal da Ingombota, Milca Cuesse Caquesse.

De referir que as comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda decorrem até ao dia 31 de janeiro. 


sábado, 5 de novembro de 2022

Espanha - 450 anos da publicação d’”Os Lusíadas” celebrados em Salamanca

A Universidade de Salamanca, em Espanha, celebra, no próximo dia 22, pelas 12:00 locais, os 450 anos da publicação do poema épico “Os Lusíadas” (1572), de Luís de Camões, divulgou a organização

O “ato solene” evocativo realiza-se na Aula Francisco de Salinas, no Edifício das Escolas Maiores, sob a presidência do reitor da Universidade, Ricardo Rivero Ortega, e do embaixador de Portugal em Madrid, João Mira Gomes.

O investigador de Literatura Portuguesa José Augusto Cardoso Bernardes proferirá uma conferência, intitulada “'Os Lusíadas' no Portugal de hoje”.

Cardoso Bernardes é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde tem regido disciplinas de Literatura Portuguesa do século XVI e de Didática da Literatura. É autor, entre outras, das obras “O Bucolismo Português" (1988), “Sátira e Lirismo no Teatro de Gil Vicente” (1996), “História Crítica da Literatura Portuguesa” (1999), sob a direção de Carlos Reis. In “Mag Sapo” - Portugal


sexta-feira, 11 de março de 2022

Congresso Internacional assinala 450 anos da publicação de “Os Lusíadas” de Camões

É já amanhã que se realiza o Congresso Internacional que assinala os 450 anos da publicação de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, a partir de várias partes do mundo, incluindo Macau. No território, Sara Augusto, docente na Universidade Politécnica de Macau, vai debruçar-se sobre o tema “Invocando as Musas: os trabalhos e as leituras”. Segundo explicou ao Jornal Tribuna de Macau, a sua intervenção tem que ver principalmente com o ensino da Literatura Portuguesa e sobretudo de “Os Lusíadas”, no âmbito do Português Língua Estrangeira

Realiza-se este sábado o Congresso Internacional dos 450 anos da publicação de “Os Lusíadas”, que aconteceu precisamente a 12 de Março de 1572. A iniciativa acontece a partir de várias partes do mundo.

A primeira parte intitula-se “Camões e a Ásia” e contará com um discurso do Rei de Ternate, Sultão Hidayatullah Sjah, bem como com uma mensagem do Reitor da Universitas Khairun de Ternate, Dr. M. Ridha Ajam, a partir da Indonésia. Após a inauguração do evento segue-se a comunicação “Traduzir ‘Os Lusíadas’ para indonésio”, por Danny Susanto, pelas 15h40 (hora de Macau); a sessão “450 anos depois, ‘Os Lusíadas’ em turco”, por Ibrahim Aybek (16h00); e “‘Os Lusíadas’ em árabe: características da tradução”, por Abdeljelil Larbi (16h20).

Sabri Zekri vai depois tentar responder à questão “Porquê traduzir Camões para farsi?” (16h40); Taraneh Arabzadeh falará sobre “Publicar Camões no Irão” (16h55) e Felipe de Saavedra vai debruçar-se sobre “Camões e a Indonésia” (17h10). Segue-se depois uma sessão intitulada “Intertextualidades Lusíadas em textos escritos por naturais goeses em língua portuguesa (1702-1713)”, pelas 17h30, conduzida por Regina Célia Pereira da Silva; e “Imagens do Oriente e dos orientais n’‘Os Lusíadas’”, por João Oliveira (17h50). Para terminar o painel, Filipa Araújo apresentará “Camões, o poeta que ‘do Oriente as portas vem abrindo’” (18h10). Após as comunicações haverá um espaço de debate.

A segunda parte, por sua vez – “‘Os Lusíadas’: 450 anos de fascínio” -, divide-se em duas, a primeira das quais se intitula “Camões Contemporâneo”, e começa pelas 18:00 em Macau, com a intervenção de Sara Augusto. A docente da Universidade Politécnica de Macau vai debruçar-se sobre o tema “Invocando as Musas: os trabalhos e as leituras”. Ao Jornal Tribuna de Macau, Sara Augusto explicou que a sua intervenção tem que ver principalmente com o ensino da Literatura Portuguesa e sobretudo de “Os Lusíadas” de Camões, no âmbito do Português Língua Estrangeira (PLE).

“A relação que a literatura portuguesa continua a estabelecer com Camões e com ‘Os Lusíadas’ demonstra a sobrevivência de uma das obras mais emblemáticas da nossa literatura e que marcou a produção literária do século XVI, de acordo com o contexto histórico, cultural e poético”, apontou a docente, acrescentando que a sua comunicação se situa no campo da didáctica da literatura.

Segundo Sara Augusto, a sua intervenção pretende levantar um conjunto de problemas que se oferecem à leitura da epopeia por parte de alunos com alguma proficiência da língua portuguesa. “Problematizo, sim, mas tento também estabelecer uma prática que tenho experimentado e que parece resultar relativamente bem”, acrescenta.

A docente explicou que este é um tema sobre o qual se costuma debruçar, no sentido em que lhe interessa a forma como decorre o processo de ensino-aprendizagem, não só de “Os Lusíadas”, mas também da lírica camoniana e outros períodos e respectivas obras e autores de épocas também recuadas.

Questionada sobre se há desafios neste âmbito, Sara Augusto disse que “são imensos”. “Em primeiro lugar, está em causa a leitura de textos literários que, por si só, já apresentam elevado nível de estranhamento e especificidade, que os distancia da expectável comunicação eficaz da linguagem do quotidiano. Depois, a leitura implica um conhecimento do contexto de produção, capaz de influenciar a produção poética. Trata-se de períodos literários que implicam códigos poéticos, formais e temáticos, instituídos com algum rigor e que permitem orientar a leitura, o que não deixa de ser um aspecto a considerar e que em muito pode facilitar a abordagem, tanto minha como dos alunos”, prosseguiu.

Mas os desafios não se ficam por aqui: “Resta falar nas dificuldades que os alunos sentem com o vocabulário erudito e com a importância e o efeito dos recursos estilísticos. Penso que com uma escolha criteriosa dos textos literários e uma leitura motivadora os alunos podem ver o seu esforço recomendado: conseguirem ler obras que fazem parte do cânone e da memória colectiva dos portugueses”.

Quanto ao Congresso em si, a docente afirmou que “nunca é demais a celebração de uma efeméride deste tipo, tendo em conta a importância que Os Lusíadas têm tanto na literatura portuguesa como europeia”. “Representa a capacidade de, utilizando modelos clássicos da Antiguidade, actualizados entretanto na literatura italiana renascentista, construir uma longa narrativa em verso, extremamente engenhosa e erudita, onde se reúne grande parte do conhecimento da época, e se celebra, como tema principal a viagem de Vasco da Gama para a Índia, momento alto da expansão marítima portuguesa e da história da Europa”, considera.

Sublinhando que a obra de Camões é sobretudo conhecida dos falantes de língua portuguesa, portugueses ou não, que fizeram a sua formação escolar em língua portuguesa, apontou ainda que Camões faz parte do cânone literário e dos programas da escola secundária. “Quando falamos do nível universitário e contamos com alunos maioritariamente falantes de chinês, mandarim ou cantonense, a minha esperança é de que os meus alunos passem a conhecer a obra de Camões, mesmo que de forma simbólica, ou seja, identificarem, sobretudo, as estrofes da Proposição de Os Lusíadas, onde se afirma a intenção e o impacto esperado, e conhecerem alguns dos sonetos mais exemplificativos da poética maneirista, de forma a poderem observar como foram alvo de constante intertextualidade ao longo dos séculos. Este contacto permite também aos alunos uma oportunidade de perceberem melhor alguns espaços de excelência em Macau”, afirmou.

Depois de Sara Augusto, seguem-se as intervenções de Maria Antonietta Rossi sobre o tema “Sebastião da Gama e ‘Os Lusíadas’” (18h20), Cândido Oliveira Martins com “Receção de Camões na escrita de José Régio” (18h40), Maria do Carmo Pinheiro Silva Cardoso Mendes com a sessão “O português de todos os tempos: Agustina Bessa-Luís leitora de Luís Vaz de Camões” (19:00), e Maria Eduarda Miranda Paniago & Caio Gagliardi com “Leitura e (re)escritura de ‘Os Lusíadas’: a navegação poética de Manuel Alegre” (19h20). Esta parte termina também com uma discussão.

Camões, a obra e a edição

Pelas 20h00 em Macau, inicia-se o painel “Camões, da sua época até ao século XIX”. Será então a vez de Vitor Amaral de Oliveira, com “Camões e D. Sebastião, um par romântico”, e de Aude Plagnard, que se vai debruçar sobre o tema “As vidas francesas de Luís de Camões” (20h20). Depois José Carlos Canoa vai falar sobre “As grandes colecções camonianas dos séculos XIX e XX” (20h40) e Gil Clemente Teixeira vai conduzir uma sessão intitulada “Cruzar pequenos mundos de poesia: a recepção de ‘Os Lusíadas’ (1572) no poema ‘Ulyssippo’ (1640) de António de Sousa de Macedo” (21h00). “’Os Lusíadas’, um espelho de príncipes” será abordado por Isabel Rio Novo (21h20), enquanto “O amor na ‘ilha namorada’ d’’Os Lusíadas’” será conduzido por Marcelo Lachat. No fim deste painel haverá o lançamento de livros e um debate.

A terceira parte do Congresso começa pelas 23h00, intitulando-se “A obra de Camões e a sua edição”. Maria do Céu Fraga será a primeira, falando sobre “Camões e o soneto pastoril: tradição e novidade”, seguindo-se depois Barbara Spaggiari, com “Para a edição crítica das ‘Cartas’ de Luís de Camões” (23h20). “A música em Camões: concordâncias musicais no ‘Cancioneiro de Paris’” será a última comunicação e caberá a Fábio Vianna Peres (23h40).

No fim, decorrerá um painel conclusivo – “As edições em curso da obra camoniana: a edição crítica de ‘Os Lusíadas’ pelo CIEC, a edição Camoniana de Genebra, e a edição do teatro camoniano” – com as intervenções de Telmo Verdelho, Barbara Spaggiari e José Camões (00h00). A moderação estará a cargo de Felipe de Saavedra.

No Congresso haverá participações especiais de estudantes de Cultura Portuguesa, História de Portugal e Língua Portuguesa da Universitas Indonesia.

As sessões podem ser acompanhadas online, através do YouTube

(https://www.youtube.com /c/LuísdeCamõesYT).

IPOR diz que encontro “é altamente benéfico” para a obra de Camões e sua divulgação

Apesar de não estar envolvido na organização do Congresso, o Instituto Português do Oriente (IPOR) considera que estas iniciativas são sempre importantes “para aprofundar o conhecimento da obra de um poeta que, quase 500 anos depois da sua morte, continua a ser enigmática mesmo para os que a estudam diária e compulsivamente”. Para Joaquim Coelho Ramos, este aprofundar de conhecimentos “tem sempre consequências positivas a nível geral, na medida em que abre novos caminhos para uma obra cuja importância há muito ultrapassou as fronteiras nacionais, mas também a nível específico, na medida em que permite a todos os que o desejem, um acesso mais descodificado a certos aspectos da epopeia”. Sublinhando que o interesse pelo poema a nível internacional não é de hoje, o director do IPOR apontou ao Jornal Tribuna de Macau que “este tipo de encontros científicos, com partilha de visões e de leituras ancoradas em bases culturais diferentes (decorrente, justamente, do carácter internacional dos participantes) é altamente benéfico quer para a obra, quer para a sua divulgação”. Apesar de considerar que a divulgação de “Os Lusíadas” tem sido bem feita pelas instituições portuguesas em várias partes do mundo, nomeadamente em cátedras patrocinadas pelo Instituto Camões, Coelho Ramos defende também que “talvez haja espaço para um maior apoio à divulgação dos trabalhos de investigação, nomeadamente ao nível da sua difusão através de uma rede de investigadores ou centros de investigação internacionais”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 6 de março de 2015

Brasil – Empresa de aviação comemora os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro

Pedras Portuguesas da orla de Copacabana inspiram decoração do A319 da TAM


As ondas formadas nas pedras portuguesas da orla de Copacabana ganharam os céus. É que nesta semana, em homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, a companhia aérea TAM iniciou as operações de uma aeronave decorada com esses motivos gráficos, que já estão incorporados na paisagem e na história da cidade. O avião, um Airbus A319, começou a operar no passado dia 1 de Março de 2015 em voos, prioritariamente, da ponte aérea Rio-São Paulo.

Além da aeronave comemorativa, a companhia ainda planeia diversas ações para homenagear os seus passageiros cariocas, como embalagens comemorativas no serviço de bordo de alguns voos com saídas dos aeroportos do Rio de Janeiro e ações nas redes sociais. A companhia ainda irá receber os passageiros que desembarcarem de suas aeronaves na ‘Cidade Maravilhosa’ com um tapete comemorativo ao aniversário, também com desenhos que representam as tradicionais pedras da orla de Copacabana.


A companhia também programa ações de relacionamento e promoções pontuais ao longo do ano para viagens com saídas do Rio de Janeiro, além de outras campanhas com ofertas para que o Brasil visite o Rio de Janeiro, a fim de incentivar ainda mais a ida dos brasileiros à ‘Cidade Maravilhosa’.

“O Rio de Janeiro é um destino e uma base de origem de extrema importância estratégica para a TAM e, portanto, não poderíamos deixar de marcar a nossa participação nesse momento”, informa o diretor de marketing da TAM, Eduardo Costa. “Mais do que isso, queremos demonstrar o quanto valorizamos o Rio de Janeiro e o público carioca, tão importantes para a aviação e o turismo do nosso país”, complementa o executivo.


As ações fazem parte da parceria da TAM – incluindo todas as empresas ligadas à marca, como TAM Linhas Aéreas, TAM Fidelidade, Multiplus e TAM Viagens – com o Comité Rio450, criado pela Prefeitura da cidade para coordenar e planear o calendário comemorativo dos 450 anos do Rio. As comemorações estendem-se até Março de 2016.

A decoração da aeronave foi realizada no Centro de Manutenção da companhia, em São Carlos (interior de São Paulo), por meio de um moderno processo de adesivagem que demorou um dia e com o empenho de 10 funcionários. A arte visual é criação da agência ‘Young & Rubicam’, contratada pela TAM. In “NewsAvia” - Brasil