Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 15 de agosto de 2026

Portugal - Membros do Ensino Português no Estrangeiro pedem justiça ao Governo e ao Instituto Camões

Coordenadores de ensino, adjuntos, leitores e professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) manifestaram a sua “profunda preocupação e insatisfação perante o tratamento discriminatório e a persistente desvalorização institucional e remuneratória de que continuam a ser alvo”. Numa carta aberta enviada ao Governo e ao Instituto Camões, datada de 10 de agosto, os subscritores denunciam que, apesar de estarem sujeitos às mesmas realidades económicas nos países onde trabalham, existe uma disparidade clara em relação a outros profissionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros

A missiva aponta que esta desigualdade se torna particularmente evidente na questão da habitação, uma vez que os valores propostos para os profissionais do EPE “chegam a ser cerca de 70% inferiores ao ‘complemento de residência’ atribuído aos titulares de cargos de chefia de chancelaria e de contabilidade nos mesmos países”.

Além disso, o documento critica a estrutura interna do Camões, I.P., “onde se verificam situações em que funcionários administrativos auferem remunerações consideravelmente superiores às dos leitores que coordenam e dirigem esses mesmos centros culturais, sem qualquer remuneração adicional pelo acréscimo de responsabilidades”.

Os profissionais destacam ainda uma “longa estagnação salarial”, sublinhando que “os leitores não veem a sua remuneração ser atualizada desde o final dos anos 90” e que “os docentes aguardam por esta justa valorização desde 2009”.

Relativamente ao processo negocial com o Governo, denunciam que os valores apresentados até ao momento “ficam muito aquém do necessário para compensar a evolução do custo de vida e da inflação”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


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