Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

China - Cidade universitária de Macau e Hengqin com regime de mobilidade académica

As três universidades de Macau, instaladas na Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin, vão adoptar um programa de mobilidade académica, permitindo aos alunos frequentarem disciplinas em outras instituições com a devida creditação. O regime vai ser implementado já no próximo ano lectivo


A partir do próximo ano lectivo de 2026/2027, os alunos que estudam na Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin vão poder frequentar disciplinas em regime de mobilidade académica entre as instituições.

As três instituições de ensino superior públicas, nomeadamente a Universidade de Macau (UM), a Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Turismo de Macau (UTM), já estão neste mês a estabelecer-se no espaço. Os alunos matriculados numa instituição de ensino superior podem frequentar temporariamente disciplinas noutra universidade parceira, mantendo o vínculo e garantindo a obtenção dos créditos no curso de origem.

As instituições vão ainda, a partir do ano lectivo 2027/2028, lançar cursos de microcredenciação abertos à escolha interuniversitária, enquanto as disciplinas interuniversitárias serão também creditadas, revelou O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura.

Com o novo modelo de cooperação, o Governo espera alcançar a partilha de recursos curriculares para formar mais “quadros qualificados pluridisciplinares”. “As instituições podem tirar partido dos seus recursos de excelência para formar talentos, promovendo assim uma colaboração profunda entre as três instituições”, salientou O Lam, na conferência de imprensa de terça-feira sobre o 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico de Macau.

A construção da Cidade Universitária é dividida em três fases, estando o campus da primeira fase já em pleno funcionamento. De acordo com o Executivo, mais de 1450 estudantes de pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos de três universidades públicas, vão começar o estudo neste campus no próximo ano lectivo, sendo que a grande maioria já se instalou no espaço.

Segundo prevê o planeamento do Governo, a Cidade Universitária, com início da primeira fase da actividade lectiva em Agosto deste ano, deve operar em regime experimental o novo campus da UM na Ilha da Montanha em 2028, concluindo totalmente a sua construção e entrando em funcionamento até 2029. O plano quinquenal estabelece ainda que o projecto deverá concluir a construção dos campus da UPM e da UTM em 2030.

O Governo sublinha que o projecto adopta os princípios de “disposição unificada, concepção coordenada, abertura e partilha”, quer na gestão do campus e nas operações logísticas dos alojamentos, quer no trabalho pedagógico.

Além disso, as autoridades querem alargar os recursos do ensino superior de Macau e apoiar mais instituições de ensino superior públicas e privadas de Macau que reúnam condições para alargar o seu ensino a Hengqin.

O Lam considera que o projecto da Cidade Universitária é um eixo para o Governo impulsionar o desenvolvimento integrado da educação, tecnologia e talentos. As instituições de ensino superior, segundo a secretária, serão incentivadas a estruturar redes de cooperação entre a produção, o ensino e a investigação, de forma a apoiar a reserva de quadros qualificados de Macau.

A primeira fase do projecto da Cidade Universitária localiza-se na Praça Dezhi, em Hengqin, ocupando uma área de construção de cerca de 65 mil metros quadrados.

As informações adiantadas pelos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) no início deste mês apontam que as obras principais foram já concluídas e entregues, encontrando-se prontas as instalações que incluem edifícios lectivos e administrativos, edifícios de dormitórios, cantinas, auditórios e salas para experiências de investigação científica, entre outras.

As três instituições de ensino superior públicas vão lançar, no primeiro ano de funcionamento neste espaço, cursos de pós-graduação em áreas como Inteligência Artificial, Microelectrónica, Big Data e Internet das Coisas, e Gestão de Indústrias Culturais e Criativas, para “acompanhar as necessidades de desenvolvimento do País e da região”.

As universidades asseguram ainda que vão continuar a promover a realização conjunta de cursos e aprofundar a cooperação na investigação científica com instituições de ensino superior internacionais e do interior da China. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


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