A província de Cabinda regista agora mais 91 casos da varíola dos macacos (mpox) do que a 4 de Agosto de 2026, quando notificava 109 confirmados. No total, o País soma 289 ocorrências
As informações foram prestadas à
imprensa pela ministra da Saúde (MINSA), Sílvia Lutucuta, na passada
sexta-feira, 14, em Cabinda.
"Reconhecemos que o desafio é grande, tendo em conta
a vasta fronteira desta província com a nossa vizinha República Democrática do
Congo (RDC), que tem um número elevado de casos de mpox e uma fronteira
longa e também porosa", acrescentou a titular da pasta do MINSA, citada
pela Rádio Nacional de Angola (RNA).
A RDC enfrenta não só um elevado número de casos da
varíola dos macacos, mas também uma grave epidemia de Ébola. O país vizinho já
registou mais de 2300 mortos pela doença, sendo considerada a segunda epidemia
mais letal de sempre a nível mundial. A variante em circulação é a Budinbugyo,
para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico aprovado.
Segundo a mesma fonte, Sílvia Lutucuta mostrou-se também
preocupada com o surgimento de casos de transmissão local de mpox.
"Verificamos que a maior parte não tem história de
viagens, mas também temos aqui algumas situações de alguma promiscuidade sexual
e contacto directo das pessoas infectadas", disse.
Nesse sentido, a ministra da Saúde completou que "as
condições estão criadas para o tratamento destes doentes" no centro de
referência da província e defendeu o reforço do "controlo de temperatura,
observação, vigilância" nas fronteiras.
Este alerta estende-se a outras regiões
No Moxico Leste, no mês passado foram notificados 14
casos da doença, enquanto no Uíge foi identificado o primeiro caso confirmado a
15 de Maio deste ano. Entretanto apareceu um novo caso na província do Lunda-Sul,
um motorista que viaja pelo Moxico Leste e República Democrática do Congo.
A varíola dos macacos é uma doença infecciosa aguda, de
origem viral, sem tratamento específico. Para travar a propagação do surto, as
autoridades recomendam a lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar
saudações e cumprimentar com contacto físico, bem como evitar aglomerações.
Em 2024, Angola teve de combater um surto de mpox.
Omar Prata – Angola in “Novo Jornal”
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