Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 23 de agosto de 2026

Guiné-Bissau – Segundo a OMS subiram para oito os casos confirmados da varíola mpox

A notificação do último caso ocorreu na quarta-feira. A capital do país e a região de Biombo são o epicentro das infeções, a epidemia causada pelo vírus também conhecido por varíola dos macacos foi declarada pelas autoridades sanitárias em julho


A Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou profissionais no terreno para apoiarem os esforços em curso para conter a propagação da epidemia da varíola dos macacos, conhecida como mpox, com oito casos já confirmados e 47 suspeitos na Guiné-Bissau.

O anúncio foi feito seis semanas após ter sido confirmada a primeira notificação, há seis semanas, pelas autoridades sanitárias.

Condições subjacentes

Até ao momento, não houve mortes relacionadas à doença e não há registo de infeções em crianças. Foram rastreados 110 casos de contacto, 51% dos quais já completaram o ciclo de seguimento. O acompanhamento dos casos continua em curso.

Em conversa com a ONU News, em Bissau, o representante da OMS no país, Walter Kazadi Mulombo, disse que os primeiros casos foram curados. Ele alertou sobre crianças, grávidas e pessoas que vivem com o VIH não controlado e outras doenças como grupos de alto risco a casos severos.

Segundo o chefe da OMS na Guiné-Bissau, os grupos afetados estão na faixa etária de 18 a 34 anos. A maioria são homens. Não há registo de casos severos, mas continuam a monitorizar a situação.

Transmissão e sintomas

A agência dá conta que o vírus com a transmissão ocorrida por contato direto entre humanos e de homem ao animal e animal ao homem é, em muitos casos, curável espontaneamente. O mpox é muito contagioso e a prevenção requer a participação de todos.

Formas graves da doença incluem casos com infeção da pele que pode invadir o sangue, alcançar o cérebro, os pulmões e o coração, podendo levar à morte. O período de incubação do vai de dois a 21 dias e os sintomas podem durar de duas a quatro semanas, explica o epidemiologista.

O especialista destaca que os principais sintomas são erupção cutânea, que começa geralmente ao nível da cara, mas pode ser também na palma das mãos ou dos pés, mas pode-se generalizar a todo o corpo.

Prevenção e controlo

São lesões cutâneas que começam como vesículas, estoiram, surgem ferimentos e se secam, formam cascas que vão cair e a pele vai reconstituir-se, ficando assim curada a doença, acrescentou Kazadi Mulombo. Para ele, é importante monitorizar os grupos vulneráveis e o pessoal de saúde que lida com a doença.

As medidas de prevenção são universais: lavar as mãos com água e sabão ou utilizar solução hidro alcoólica, evitar contactos com pessoas que apresentem sintomas, desinfetar a superfície tocada pelas pessoas infetadas e não manipular as roupas dos doentes do mpox.

De lembrar que a epidemia foi declarada pelo Ministério de Saúde na primeira semana de julho e todos os casos concentram-se no noroeste do país em duas das 11 regiões sanitárias. Amatijane Candé – Guiné-Bissau ONU News


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