Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Angola - Participa na inauguração de monumento da família Tucker nos EUA

Angola participou, este sábado, em Fort Monroe, nos Estados Unidos da América, na cerimónia de inauguração de um monumento dedicado a Antoni, Isabela e ao filho William, ancestrais da família Tucker e figuras ligadas à história dos primeiros africanos documentados que chegaram à Virgínia, no início do século XVII


Angola esteve representada pelo ministro da Cultura, Filipe Zau, e pelo embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Van-Dúnem, acompanhados por membros da comunidade angolana residente naquele país.

O acto, realizado no âmbito das celebrações do African Landing 2026, constituiu um momento de elevado significado histórico e simbólico, ao perpetuar a memória dos africanos levados para a Virgínia em circunstâncias marcadas pela violência, privação da liberdade e sofrimento, mas cuja trajectória representa também resiliência, dignidade, sobrevivência e esperança.

Este monumento em Fort Monroe reveste-se de particular importância pela ligação do local à chegada, em 1619, dos primeiros africanos documentados à então colónia inglesa da Virgínia, entre os quais se encontravam pessoas oriundas da região que corresponde à actual Angola.

A homenagem a Antoni, Isabela e William confere nomes e dimensão humana a uma história com mais de quatro séculos. Através dos seus descendentes, particularmente da família Tucker, essa memória permanece viva e constitui um importante património histórico partilhado entre Angola e os Estados Unidos da América.

Para Angola, a história evidencia igualmente que os laços entre os dois países são anteriores ao estabelecimento das relações diplomáticas formais. Antes da diplomacia, já existia uma ligação humana e histórica construída pelas vidas e pelo legado dos africanos que chegaram àquelas terras e dos seus descendentes.

A participação de Angola nas celebrações do African Landing insere-se no esforço de preservação e valorização da memória comum, bem como no aprofundamento do conhecimento sobre as raízes históricas que unem os povos angolano e americano.

A inauguração do monumento representa, assim, não apenas um acto de memória sobre um dos períodos mais dolorosos da história, mas também uma afirmação da capacidade humana de resistir, preservar a dignidade e transmitir, através das gerações, um legado que o tempo não conseguiu apagar.

Mais de quatro séculos depois, Fort Monroe mantém-se como lugar de memória e reencontro com uma história que aproxima Angola e os Estados Unidos da América. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Portugal - Caso vençam o concurso nacional, vários artistas anunciam boicote ao Festival da Eurovisão

"Não aceitamos a cumplicidade na violação dos Direitos Humanos", afirmaram os artistas portugueses em comunicado conjunto, referindo-se às ações de Israel em Gaza, que uma investigação independente das Nações Unidas considerou um genocídio


A participação de Portugal no Festival Eurovisão da Canção do próximo ano estará em risco?

Após a notícia de que a Islândia se juntou à Irlanda, Espanha, Holanda e Eslovénia na desistência de participar do Eurovision 2026 , 17 artistas e intérpretes portugueses no Festival da Canção anunciaram que se recusam a representar Portugal caso vençam a competição nacional.

Os participantes da disputa interna para eleger um representante divulgaram uma declaração protestando contra a participação controversa de Israel na competição.

Os signatários incluem Cristina Branco, Bateu Matou, Rita Dias, DjoDje, Beatriz Bronze (Evaya), Francisco Fontes, Gonçalo Gomes, Inês Sousa, Jorge Gonçalves (Jacaréu), Marquise, Nunca Mates o Mandarim e Pedro Fernandes.

“Com palavras e canções, agimos dentro das possibilidades que nos são dadas. Não aceitamos a cumplicidade com a violação dos Direitos Humanos”, afirmaram.

“Apesar da proibição da Rússia no Festival Eurovisão da Canção 2022 por razões políticas (a invasão da Ucrânia), ficamos surpresos ao ver que a mesma postura não foi adotada em relação a Israel, que, segundo as Nações Unidas, está a cometer atos de genocídio contra os palestinianos em Gaza.”

A emissora portuguesa RTP emitiu um comunicado em resposta às declarações dos artistas, afirmando: “Independentemente da decisão dos artistas que subscrevem a declaração, a RTP voltará a organizar o Festival da Canção e reafirma a sua participação no Festival Eurovisão da Canção 2026.”

Salvador Sobral, o único artista português a vencer o Festival Eurovisão da Canção, criticou a posição da RTP num vídeo publicado nas redes sociais, no qual acusou a emissora portuguesa de "covardia política".

A indignação também chegou ao público português, que lançou uma petição exigindo a retirada imediata de Portugal do Festival Eurovisão da Canção.

Já assinado por mais de 26 mil pessoas, o documento destaca que o voto do RTP a favor da participação de Israel "coloca Portugal do lado errado da história".

"Essa postura é inaceitável diante da catástrofe humanitária em curso e da ofensiva militar na Faixa de Gaza, e diante dos escândalos de manipulação de votos que macularam a edição de 2025 em Basileia, comprovando a incapacidade da organização (EBU) de conter a politização do evento", diz o texto. Euronews.culture


sábado, 13 de setembro de 2025

Europa – Países Baixos adere ao boicote do Festival Eurovisão da Canção 2026 devido à participação de Israel

A emissora pública holandesa, AVROTROS, confirmou que os Países Baixos juntar-se-á à Eslovénia, Islândia, Espanha e Irlanda no boicote ao Festival Eurovisão da Canção do ano que vem se Israel estiver envolvido


A emissora holandesa AVROTROS anunciou que boicotará o Festival Eurovisão da Canção do ano que vem se Israel for incluído na competição, juntando-se assim à Eslovénia, Islândia, Espanha e Irlanda no boicote do evento caso a União Europeia de Radiodifusão (EBU) mantenha Israel na programação.

Num comunicado, a AVROTROS afirmou: “O Festival Eurovisão da Canção foi fundado em 1956 para unir as pessoas após um período de profunda divisão e guerra. Desde a sua criação, há setenta anos, a música tem sido o cerne do Concurso como uma força unificadora, tendo a paz, a igualdade e o respeito como seus valores fundamentais.” No entanto, a emissora continuou afirmando que “não poderia mais justificar a participação de Israel na situação atual, dado o severo e contínuo sofrimento humano em Gaza”.

Assim como a emissora irlandesa RTÉ, a declaração da AVROTROS também cita preocupações sobre a liberdade de imprensa e alegou que havia “evidências comprovadas de interferência do governo israelita” durante o concurso de 2025 , e afirmou que Israel usou o evento “como um instrumento político”.

E continuou: "O sofrimento humano, a supressão da liberdade de imprensa e a interferência política estão em desacordo com os valores da radiodifusão pública."

O anúncio da RTÉ desta semana também levantou preocupações sobre os ataques a jornalistas e a negação de acesso da mídia a Gaza.

No início desta semana, o Ministro da Cultura espanhol, Ernest Urtasun, pronunciou-se sobre a participação da Espanha no Festival Eurovisão da Canção do próximo ano. A Euronews Culture noticiou que a Espanha também ameaçou retirar-se do festival caso Israel seja mantido no alinhamento.

“Não acho que possamos normalizar a participação de Israel em eventos internacionais como se nada estivesse a acontecer”, disse Urtasun durante uma entrevista no programa La Hora de La 1, da TVE. “Não é um artista individual que participa, mas alguém que participa em nome dos cidadãos daquele país.”

Urtasun disse que se Israel participar em 2026 "e não conseguirmos expulsá-lo, medidas terão que ser tomadas" - conforme citado pelo jornal espanhol La Vanguardia  - e lembrou aos telespectadores que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez pediu anteriormente à EBU que banisse Israel da competição internacional.

Em maio, Sánchez pediu à UER que excluísse Israel, afirmando que "ninguém se mostrou contrariado" quando a Rússia foi banida de competições internacionais e da Eurovisão após a invasão da Ucrânia. Ele pediu que a mesma proibição fosse aplicada a Israel devido à guerra de Gaza.

Urtasun especificou que não é antissemita denunciar o “genocídio” que está ocorrendo em Gaza e descreveu Israel como um “governo genocida”.

A Eurovisão está envolvido em tensões políticas sobre a participação de Israel há dois anos, e os países mencionados juntam-se a mais de 70 ex-participantes da Eurovisão que assinaram uma carta aberta exigindo que Israel e a sua emissora nacional KAN sejam banidos do concurso. 

O vencedor do Eurovisão do ano passado, o cantor austríaco JJ, disse que também quer que Israel seja banido do Festival Eurovisão da Canção 2026.

A EBU estendeu o seu prazo de retirada sem penalidades até dezembro, quando uma decisão final sobre a participação de Israel é esperada na Assembleia Geral.

Desde o ataque do Hamas a cidadãos israelitas em 7 de outubro de 2023, vários especialistas em direitos humanos da ONU  declararam que as ações militares de Israel em Gaza equivalem a genocídio, com o Tribunal Internacional de Justiça considerando as alegações de genocídio plausíveis. 

No mês passado, a Classificação da Fase de Segurança Alimentar Integrada anunciou que a população da Faixa de Gaza está oficialmente enfrentando uma fome "provocada pelo homem" no território — apesar do que o governo israelita disse.

A edição de 70.º aniversário da Eurovisão acontecerá em Viena, Áustria. A final acontecerá em 16 de maio, após as semifinais em 12 e 14 de maio de 2026. Euronews.culture


terça-feira, 1 de abril de 2025

Portugal – Universidade de São José de Macau e Universidade do Minho unidas por acordo de cooperação

A Universidade de São José enviou uma delegação a Portugal para assinar um protocolo de cooperação com a Universidade do Minho e participar na Feira de Educação do Porto. O périplo teve como propósito promover o intercâmbio académico entre os dois locais e promover Macau como destino para estudantes estrangeiros



Com o objectivo de expandir a colaboração existente e reforçar a rede de cooperação, a Universidade de São José (USJ) enviou uma delegação à Universidade do Minho (UMinho) para assinar um protocolo entre as duas instituições.

Segundo uma nota da USJ, o acordo visa desenvolver, ao longo de cinco anos, “parcerias em iniciativas de ensino, investigação, inovação tecnológica e empreendedorismo”, conferências conjuntas e “programas de mobilidade de estudantes, pessoal académico e técnico”.

Para a USJ, a UMinho é actualmente reconhecida pela “competência e qualidade do seu corpo docente”, pela excelência da investigação científica, pelo elevado nível de interacção com outras instituições e pela “vasta oferta de cursos”. Desempenha também um papel central na região, sendo uma referência importante e “um parceiro reconhecido no panorama europeu e mundial”, refere o comunicado.

A delegação da USJ integrou o vice-reitor para a Internacionalização e Assuntos Académicos, Álvaro Barbosa, o vice-reitor para a Investigação Académica e Inovação, Alexandre Lobo, e o chefe da delegação da USJ em Portugal, Francisco Peixoto.

A USJ também esteve presente na Feira de Educação “Qualifica”, no Porto, pelo segundo ano consecutivo, tendo sido a única instituição de ensino superior da Ásia a marcar presença no evento. A “Qualifica” é uma feira anual que funciona como plataforma vital para as universidades se ligarem a potenciais estudantes e executivos no Porto.

De acordo com a USJ, contou com mais de 42 mil visitantes, que incluíram estudantes de ensino secundário e de pós-graduação, orientadores e professores da cidade do Porto, interessados em prosseguir os estudos na Ásia.

Ao longo do evento, os visitantes do pavilhão da USJ mostraram-se “especialmente interessados em conhecer o sistema de ensino superior de Macau”, bem como com as oportunidades de bolsas de estudo disponíveis para estudantes dos países de língua portuguesa e o processo de admissão da universidade. A USJ promoveu o “o perfil cultural distinto de Macau” como “destino excepcional” para estudantes estrangeiros.

A edição deste ano inaugurou ainda um Pavilhão de Pós-graduação e Executivo, dedicado a mestrados, doutoramentos e programas de formação executiva, no qual a USJ esteve presente. Além de Francisco Peixoto, a delegação incluiu a chefe do Gabinete de Assuntos Internacionais, Ana Paula Mota.

No mesmo comunicado, a universidade agradeceu o apoio da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e do Fundo de Educação da RAEM “para tornar possível a participação na Feira de Educação”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Vietname – Presidente da República de Timor-Leste participa em fórum das nações do sudeste asiático

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, viajou para o Vietname para participar no Fórum do Futuro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e para fortalecer as relações de cooperação regionais.

“O Fórum do Futuro da ASEAN representa uma plataforma crucial para o diálogo e a colaboração, à medida que trabalhamos para construir um sudoeste asiático mais integrado e resiliente”, afirmou o Presidente timorense, citado num comunicado divulgado à imprensa.

Segundo José Ramos-Horta, a participação de Timor-Leste naquele fórum demonstra o compromisso do país com a “cooperação regional” e a disponibilidade para “contribuir de forma significativa para a visão partilhada da ASEAN de desenvolvimento sustentável e prosperidade”.

“À medida que avançamos no nosso processo de adesão, estamos empenhados em trabalhar em estreita colaboração com os nossos vizinhos para enfrentar desafios comuns e aproveitar oportunidades para o crescimento coletivo”, acrescentou o chefe de Estado.

Durante a visita ao Vietname, que termina quarta-feira, o também prémio Nobel da Paz vai realizar reuniões bilaterais com o Presidente vietnamita, Luong Cuong, e com o secretário-geral do Partido Comunista do Vietname, To Lam, para “reforçar os laços diplomáticos” e “aprofundar a cooperação regional e o desenvolvimento”.

No Fórum do Futuro da ASEAN, José Ramos-Horta, que viajou acompanhado de uma delegação do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense, vai proferir um discurso na cerimónia de abertura e participar numa sessão de perguntas e respostas. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Galiza – Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) lança atividade escolar para celebrar os 500 anos do nascimento de Camões

Para celebrar os 500 anos do nascimento de Camões, a DPG lança uma proposta de atividade para as escolas galegas

Este ano comemora-se o quinto centenário do nascimento de Luís de Camões (1524-1580), e está a ser celebrado em Portugal e em várias comunidades lusófonas, em reconhecimento da sua importância para a literatura e, até, identidade portuguesas. E a associação de Docentes de Português na Galiza também quer fazer parte da celebração.

A proposta é para trabalhar nas aulas de português, e nas de galego ou outra qualquer se alguém assim quiser. O exercício para o alunado é escolherem um poema, treinarem a sua leitura e depois gravarem-se a o recitarem, a o declamarem ou a o lerem simplesmente. O resultado disso será um vídeo que produzirá a DPG com todas as pessoas que participem a lerem os versos do maior poeta da língua portuguesa que era tataraneto de um galego. 

Camões, autor de Os Lusíadas, é uma figura central na literatura e cultura de Portugal, e, por extensão, de todo o mundo de expressão portuguesa. Apesar de não se saber a data exata de seu nascimento, 2024 foi escolhido para marcar os 500 anos da sua vida e salientar a sua contribuição literária.

As comemorações começaram no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de junho e continuam ao longo de todo o presente ano. Sendo que, no dia 1 de dezembro também se comemora a Restauração da Independência de Portugal da coroa espanhola de 1640, depois de 60 anos de «União Ibérica», da DPG lançam uma proposta de comemoração da vida e obra desta tão importante personagem que, aliás, tem uma origem galega quinhentista, pois o seu tataravô era um fidalgo e trovador da Costa da Morte. In “Portal Galego da Língua” - Galiza




segunda-feira, 20 de maio de 2024

Moçambique - Tem aval para disputar Campeonato do Mundo de Patinagem

Moçambique vai participar, de 16 a 22 de Setembro próximo, no Campeonato do Mundo de Patinagem, prova a realizar-se em Novara, na Itália.  A World Skate deu um parecer favorável ao país para disputar o certame, depois de ter falhado o Campeonato Africano, no ano passado, no Egipto.


Está confirmado. Mesmo depois de ter falhado a disputa do Campeonato Africano, no ano passado, no Egipto, Moçambique recebeu o aval da  World Skate  para disputar o Mundial de 2026.

A Federação Moçambicana de Patinagem solicitou ao organismo que regula  os desportos sobre patins e “skate”  para  rever e decisão de banir o país de participar no Campeonato do Mundo, tendo mesmo avaliado e decidido e dado um parecer positivo.

A aceitação do pedido, do lado moçambicano, teve  em linha de conta o historial positivo do país nos mundiais de hóquei em patins, desde o ano de 1978.

Para disputar a quarta edição do Campeonato do Mundo de Patinagem, a selecção nacional devia ter participado, obrigatoriamente, no “africano na categoria.

O combinado nacional acabou por desistir, devido à falta de fundos.  E esta é a batalha que, desde já, a Federação Moçambicana de Patinagem vai travar agora no sentido de angariar fundos junto aos parceiros para viabilizar esta participação no Campeonato do Mundo. In “O País” - Moçambique


domingo, 24 de março de 2024

Eswatini - Artistas moçambicanos participam no Festival Makoti

Tchakaze e o Grupo Tufo da Mafala participam, em Abril próximo, no Festival Makoti, no reino de e-Swatini. Os artistas prometem dar o melhor de si para representar o país.


Pela segunda vez consecutiva, artistas moçambicanos irão desfilar no Festival Makoti, evento internacional que vai juntar, no mesmo espaço, músicos, estilistas e profissionais ligados à gastronomia

Tchakaze promete não fugir à regra nem ao tema. A artista leva a Eswatini o alcance da sua voz na luta pela defesa dos direitos da mulher, que afinal, condiz com o significado do Makoti.

“Participar do Festival Makoti vai ser um prazer. Vou carregar comigo ritmos tradicionais, para além das mensagens que já falam e são contra qualquer tipo de violência, então esperem muita energia” prometeu.

O experiente grupo de canto e dança Tufo da Mafalala, que já se exibiu em vários eventos internacionais na Argélia, Brasil e África do Sul entre outros, promete deixar de lado a idade quando o assunto – é enaltecer a cultura moçambicana. “Nós somos velhas, mas quando o assunto é dança, somos boas dançarinas” falou a representante do grupo.

Por sua vez, os anfitriões do Makoti elogiam a diversidade cultural moçambicana, que, segundo os mesmos, tem muito em comum com Eswatini. Ilka Penboy, organizador do Makoti trouxe consigo uma comitiva que inclui uma poetisa e uma estilista residentes do festival, em suas palavras, disse: “Nós definitivamente apreciamos a hospitalidade moçambicana e convidámo-los porque amamos a sua cultura. A distância entre fronteiras existe, mas nós queremos compartilhar culturas e abraçá-las”.

Makoti é um evento familiar e vai decorrer a 27 de Abril nas montanhosas zonas do reino do Eswatini onde Moçambique terá um “stand” para exposição de mais produtos. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Moçambique - Dany Wambire participa na 25ª edição das Correntes d’Escrita

O contista moçambicano Dany Wambire vai participar na celebração do 25º aniversário do festival literário Correntes d’Escrita. O evento, a decorrer entre os dias 19 e 24 de Fevereiro, em Portugal, é organizado pelo Município de Póvoa de Varzim.

A participação de Dany Wambire no festival começa às 18h30 do dia 21 de Fevereiro, na Antiga Escola Primária das Sencadas. Neste dia, na companhia do escritor português Afonso Cruz, o autor vai conversar com leitores sobre o seu processo criativo e suas leituras.

Esta é a segunda participação de Dany Wambire nas Correntes d’Escrita, o mais antigo festival literário português e que tem contribuído fortemente, através da literatura, para uma maior difusão cultural, para a formação de um público mais crítico e exigente e, consequentemente, mais comprometido e mais conhecedor da diferença e aberto ao outro.

Dany Wambire nasceu em 1989, na província de Manica. Tem dezenas de textos publicados na imprensa nacional e em inúmeras antologias, no Brasil e em Portugal.

O escritor coordena a Associação Literária Kulemba e dirige a revista SOLETRAS. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Macau - EDP vende participação na Companhia de Electricidade à China Three Gorges

A Energias de Portugal vai vender a sua participação na Companhia de Electricidade de Macau, e desfazer-se das suas acções na subsidiária Energia Ásia Consultoria por 889 milhões de patacas


A Energias de Portugal (EDP) vendeu a sua participação na Companhia de Electricidade de Macau (CEM) à empresa estatal China Three Gorges, por 100 milhões de euros (889 milhões de patacas). A informação foi divulgada sexta-feira, através de um comunicado da empresa com sede em Portugal, que tem como maior accionista a própria China Three Gorges.

A participação de 21,2 por cento da EDP na CEM era detida através da Energia Ásia Consultoria, uma subsidiária da eléctrica portuguesa que tem como único activo a participação na empresa de Macau.

“A Energia Ásia é uma subsidiária detida a 50 por cento pela EDP […] cujo único activo é a participação de 21,2 por cento na Companhia de Electricidade de Macau – CEM, S.A., que atua como concessionária exclusiva nas actividades de transmissão, distribuição e comercialização de electricidade em Macau desde 1985”, foi esclarecido, através do comunicado enviado pela EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O negócio por parte da EDP foi justificado com a “realocação do capital” para as suas actividades principais: “Esta transação está totalmente alinhada com o Plano de Negócio 2023-2026 da EDP, permitindo a realocação do seu capital nas suas atividades principais”, foi indicado. “A transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes regulamentares e outras condições usuais para uma transação desta natureza”, foi acrescentado.

História que se repete

A venda pela EDP ao seu principal accionista segue a linha de um outro negócio, concluído em Dezembro de 2014, também com a China Three Gorges que se tinha tornado a maior accionista da empresa portuguesa. Na altura, a EDP detinha 100 por cento da Energia Ásia, então denominada EDP Ásia, que por sua vez tem a participação de 21,2 por cento na CEM.

Em 2014, o comprador foi igualmente a China Three Gorges, indirectamente, através da empresa ACE Asia. O preço acordado foi cifrado em 94 milhões de euros, semelhante aos valores que agora foram praticados. Os dois negócios significam que a China Three Gorges passa a deter totalmente a participação de 21,1 por cento na CEM.

Apesar das mudanças na estrutura accionista, a eléctrica local continua a ter como maior accionista outra empresa estatal chinesa, a Nam Kwong, com uma participação de 42 por cento. Segue-se a China Three Gorges, através da Energia Ásia Consultoria, Polytech Industrial Limites (10,9 por cento), Asiainvest – Investimentos e Participações (10,1 por cento), a RAEM (7,8 por cento), a China Power International Holding (6 por cento) IAM (0,4 por cento), Caixa Económica Posta de Macau (0,02 por cento) e outros investidores (1,4 por cento). João Filipe – Macau in “Hoje Macau”


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Cabo Verde - Bairros da Cidade Velha já têm comissão de moradores que vão contribuir na gestão do Património Mundial


Cidade da Praia – Os diferentes bairros da Cidade Velha, Património Mundial da Unesco, já contam com os seus representantes, os quais vão desempenhar o papel de “mediador actuante” entre os responsáveis pela gestão do sítio e a comunidade.

De acordo com nota do Instituto do Património Cultural (IPC) enviada à Inforpress, esta eleição teve como objectivo fazer com que cada bairro tenha um “mediador actuante”, entre os responsáveis pela gestão do sítio e a comunidade, fazendo jus ao eixo I – Envolvimento, Participação e Coesão Social, do Plano de Gestão da Cidade Velha, Património Mundial, 2019/2022, aprovado pela Unesco.

Este procedimento, que destaca a necessidade da implicação da população local no processo de gestão do sítio histórico, propõe uma nova abordagem de integração dos residentes e os mecanismos de articulação interinstitucional.

O que implica, de acordo com a mesma fonte, uma articulação permanente entre as instituições com responsabilidade nesta vertente com a comunidade, com vista a se valorizar e incorporar o seu contributo, visando “despertar um novo olhar” em relação a riqueza histórica do lugar.

Neste sentido, continua a mesma fonte, foram eleitos os representantes dos bairros de São Pedro, São Brás, Santa Marta, Largo Rua Calhau, São Sebastião e Santo António da Cidade Velha, Património Mundial.

Avança ainda que os líderes foram escolhidos “de forma livre e democrática” pelos membros dos bairros, acrescentando que a partir de agora terão a responsabilidade de participar no processo de seguimento e avaliação do plano de gestão, bem como tomar parte na gestão do sítio e nos fóruns de discussão.

Os escolhidos estão incumbidos ainda de representar o seu bairro em todas as atividades desenvolvidas e disseminar as informações no seu bairro sobre o processo de gestão, e, por outro lado, recolher as preocupações dos residentes nos diferentes bairros.

Os mesmos devem estar disponíveis para apoiar no processo de sensibilização para as boas práticas, zelar pelo cumprimento das normas de salvaguarda do sítio histórico e propor acções com vista a valorização do sítio.

“Com esta iniciativa espera-se uma gestão do sítio Património Mundial, mais participativa e principalmente impactante para a população local”, enfatizou o IPC na nota. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Brasil – Assinado acordo para Portugal participar na Bienal do Livro de São Paulo como país convidado de honra

Portugal terá um pavilhão próprio na Bienal do Livro, com programação literária, cultural, turística e de negócios, para o intercâmbio de escritores, editores e público em geral


Durante visita do presidente português a São Paulo, aconteceu no Consulado Geral de Portugal em São Paulo a assinatura do Acordo de compromisso para a participação de Portugal como país convidado de honra da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (BILSP), que ocorre entre 2 e 10 de julho de 2022.

O Acordo foi assinado por Vitor Tavares, Presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Luís Faro Ramos, Embaixador de Portugal, em representação das entidades envolvidas na organização da participação portuguesa, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), no quadro de uma equipe interministerial que conta ainda com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e o Turismo de Portugal.

A cerimônia, no dia 31, contou com o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o Cônsul-Geral de Portugal em SP, Paulo Jorge Nascimento, a Diretora Executiva da CBL, Fernanda Gomes Garcia, e a gerente de Relações Internacionais, Fernanda Dantas.

“É com muito entusiasmo que assino este Acordo. Ter Portugal como país convidado de honra na 26.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, além de ser um privilégio, acontece em um momento muito especial. O ano de 2022 é o bicentenário da independência do Brasil, então temos muito o que celebrar juntos”, explica Vitor Tavares, presidente da CBL.

“Aceitamos com especial satisfação este honroso convite para ser o país tema da 26.ª Bienal Internacional do Livro de S. Paulo, palco por excelência de difusão do conhecimento e de promoção de encontros e diálogos, que estamos empenhados em aprofundar em conjunto, num ano particularmente importante para o relacionamento entre Portugal e o Brasil” destaca João Ribeiro de Almeida, Presidente do Camões, I.P.

Silvestre Lacerda, Diretor-Geral da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, refere que “esta presença de Portugal enquanto país-tema, que considera uma honra, contribuirá certamente para uma maior divulgação da literatura portuguesa no Brasil, na qual a DGLAB se tem empenhado nos últimos anos, nomeadamente através do apoio regular à edição de autores portugueses no Brasil”.

A participação de Portugal na BILSP foi um convite da Câmara Brasileira do Livro e tem como objetivo fortalecer a presença portuguesa no mercado editorial latino-americano, especialmente no Brasil, além de ampliar a exportação de livros e direitos autorais entre Brasil e Portugal.

O país homenageado terá um pavilhão próprio, onde será desenvolvida uma programação literária, cultural, turística e de negócios, que possibilitará o intercâmbio entre escritores, editores e público em geral.

A participação de Portugal na Bienal de São Paulo tem ainda o objetivo de estreitar as relações e promover a cultura do convidado junto das mais de 600 mil pessoas que visitam o evento, entre editoras, livrarias, distribuidoras e outros profissionais do livro.

Segundo o Camões, o ano de 2022 será “muito relevante para o aprofundamento das relações bilaterais entre Portugal e o Brasil”. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, anunciou no início do mês, em Lisboa, durante visita do seu homólogo brasileiro, Carlos Alberto Franco França, a disponibilidade de Portugal se associar às comemorações do bicentenário da independência do Brasil. In “Mundo Lusíada” - Brasil


domingo, 14 de fevereiro de 2021

São Tomé e Príncipe - Promulgada lei que autoriza participação dos emigrantes nas eleições legislativas

São Tomé – O Chefe de Estado de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho acaba de promulgar o pacote da nova lei eleitoral do país.

Em nota assinada pelo seu Secretário-geral, Alberto Ferreira Chong e datada de 12 de Fevereiro de 2021 ao qual a STP-Press teve acesso, o Presidente da República, Evaristo Carvalho deu o seu sim cuja notificação mandou transmitir ao líder da Assembleia Nacional, Delfim Neves e para efeitos de força de Lei para a publicação no Diário da República.

Com a promulgação do pacote de lei eleitoral, fica assim ultrapassada a polémica entre os partidos da coligação no Poder e o ADI, partido na oposição.

Além da oposição, a polémica respeitante à presente lei resvalou para a sociedade civil que acusara os partidos da nova maioria de inviabilizar a participação de cidadãos na promoção da democracia no País.

No âmbito deste pacote de lei, além das eleições presidenciais, os emigrantes são-tomenses na diáspora terão direito a exercerem o voto nas eleições legislativas em São Tomé e Príncipe.

Este pacote de lei foi votado na primeira sessão como na segunda, ao qual requereu a petição do Chefe de Estado que lhe havia vetado na primeira tentativa de promulgação, 29 votos dos partidos da Nova Maioria e 24 do Acção Democrática Independente (ADI), partido na oposição.

Os dois deputados do Movimento Caué/Partido Socialista votaram, na circunstância pela abstenção.

Além da Lei Eleitoral, o pacote comporta a nova Lei do Direito de Sufrágio e do Recenseamento Eleitoral, a nova Lei Eleitoral das Autarquias locais, a nova Lei Orgânica do Gabinete Técnico Eleitoral Nacional e a Lei dos Partidos Políticos de São Tomé e Príncipe.

No âmbito do calendário eleitoral, admite-se que as eleições presidenciais e autárquicas deverão decorrer no segundo trimestre do ano em curso em São Tomé e Príncipe. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe in “STP Press” 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Cabo Verde - Vai participar nas Olimpíadas de Xadrez a realizar numa plataforma tecnológica

Cidade da Praia – A Federação Cabo-verdiana de Xadrez (FCX) está a preparar uma equipa nacional para participar nas Olimpíadas, a realizarem-se numa das plataformas online, de 22 a 30 do corrente mês, organizada da Federação Internacional de Xadrez.

Esta informação foi revelada pelo presidente da FCX, Francisco Carapinha, para quem a federação internacional pretende envolver a maioria das federações nacionais de xadrez nesta prova mundial.

Em relação ao Dia Internacional do Xadrez, que se celebra a 20 do corrente, Francisco Carapinha avançou que a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) convidou todos os jogadores para, durante o fim-de-semana anterior a este dia, se façam professores e ensinem o jogo a pelo menos uma outra pessoa, de preferência uma criança.

Tudo isto para que a semana seguinte se inicie com mais um milhão de jogadores de xadrez, com a FCX a prometer dar a sua contribuição, ao incitar aos que sabem jogar o jogo dos reis, a ensinar a outra pessoa durante o próximo fim-de-semana.

Já em relação ao torneio internacional realizado no fim-de-semana último, Carapinha disse que Cabo Verde foi derrotado pela internet no confronto com o Uruguai, já que o país está a braços com uma quebra nas redes de comunicação por causa de um incêndio detectado na sala de verificadores da CVTelecom. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

São Tomé e Príncipe - Delegação Parlamentar são-tomense em Seul, Coreia do Sul na Cimeira Mundial da Paz

São Tomé –  Um grupo de deputados são-tomenses integra a delegação de São Tomé e Príncipe que se encontra em Seul, Coreia do Sul na Cimeira Mundial para Paz, organizada pela Federação para Paz Universal, liderada pela, Drª Hak Ja Han  Moon, de acordo com imagens do repórter-fotográfico, Lourenço da Silva, o enviado especial da STP-Press na capital sul-coreana.

Além da representação são-tomense, o evento que termina na próxima sexta-feira, dia 7, conta com altas entidades mundiais tais como os dois antigos presidentes da República da Nigéria, nomeadamente, Olusegun Obasanjo e Goodluck Jonathan bem como o ex-primeiro-ministro de Portugal Durão Barroso entre outras individualidades internacionais.

No seu discurso a líder máxima da Federação para Paz Universal, Drª Hak Ja Han  Moon reafirmou a necessidade dos líderes mundiais em ações visando a consolidação da “paz, segurança e desenvolvimento humano”, sobretudo, através de diálogo, entendimento e liberdade de opinião.



Han Moon, durante o seu discurso deixou a entender que a prosperidade humana passa essencialmente pelo respeito aos princípios de valores e amor para com os próximos sem distinção de origem social, raça, tendência política, ou visão filosófica.

Fez ainda referência que esta Cimeira de Seul-2020 fica marcada com a realização da conferência internacional dos mídias, sobre a Paz, despertando a relevância do papel da imprensa mundial na promoção e conquista da paz, segurança e desenvolvimento humano.

Defendeu ainda a proposta de criação da Associação Internacional de imprensa para a Paz, com sendo um dos órgãos da Federação Universal da Paz, para trabalhar em conjunto com o conselho da Cimeira internacional da paz, Associação Internacional dos Parlamentares pela paz, Associação inter-religiosa para a paz e desenvolvimento e a Associação internacional para a paz e o desenvolvimento económico”.

Uma Cimeira semelhante foi realizada em setembro último na capital de São Tomé copresidida pelo Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho e a líder Han Moon na presença dos ex-presidentes da Nigéria Luck Jonatahan, Guiné-Bissau Serifo Nhamadjo, Níger Mahamane Ousmane, vários dirigentes e centenas de conferencistas nacionais e estrangeiros. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Macau - Selecção de Sub-13 participa no Mundialito de Hóquei em Patins na Argentina



A cidade argentina de San Juan, conhecida pela dedicação ao hóquei em patins e onde já se realizaram campeonatos do mundo de seniores, volta a organizar um autêntico festival da modalidade, denominado Mundialito.

Macau participa pela primeira vez. “Temos bastante prestígio na modalidade e assim foi mais fácil assegurar a nossa presença na competição, ainda por cima porque estive lá no ano passado, por ocasião da Taça Intercontinental, e combinei a nossa deslocação com os dirigentes argentinos”, explicou António Aguiar, presidente da Associação de Patinagem e membro do Comité Internacional de Hóquei em Patins.

Esta é uma prova por convites, sem apoio oficial do governo de Macau, por isso, são os próprios pais a suportar a viagem dos atletas, assim como a Associação paga para os treinadores e dirigentes. “O Governo de San Juan disponibilizou-se para oferecer a estadia e a alimentação, muito porque também fui granjeando amizades e contactos no mundo do hóquei em patins”, disse Aguiar, frisando que “os miúdos estão bastante entusiasmados, assim como os pais e até a própria organização, que conta pela primeira vez com uma equipa do continente asiático”.

O Mundialito, que decorre até ao dia 14, conta com 68 formações, a maioria da Argentina, mas também do Chile, Colômbia, Brasil, Espanha e Itália, para além de Macau.

A comitiva da RAEM, que integra 12 jogadores, seguiu viagem com os dirigentes Manuel da Luz e Sónia Silva e demorou quase dois dias a chegar a San Juan. “A deslocação é bastante cansativa, com ligações entre Hong Kong, Dubai, Rio de Janeiro, Buenos Aires, San Juan”.

O técnico Helder Ricardo, que também é actualmente o responsável pela selecção principal (acumulando com a posição de jogador), tendo sucedido a Alberto Lisboa, foi mais cedo para San Juan, para participar numa acção de formação destinada a treinadores.

Ao contrário do que se possa pensar, pelo facto do hóquei em patins ter tido através dos tempos uma ligação forte à comunidade portuguesa, a selecção Sub-13 só apresenta dois jogadores lusos. “De resto são chineses, fruto já da aposta que fizemos, há cerca de quatro anos, na captação de jovens junto das escolas chinesas”, sublinhou António Aguiar.

A Associação tem escolas de patinagem a evoluir no Pavilhão do Colégio D. Bosco, de onde saíram os atletas desta selecção, que tem uma média de idades de 10 anos e dois com apenas nove.

“Temos cerca de 55 a patinar nas nossas escolas e já perto de 40 capazes de praticar hóquei em patins, todos eles provenientes das actividades de férias, em Julho e Agosto. Eles entusiasmam-se com a patinagem e nós captamos alguns para darem continuidade e entrarem nas nossas escolas. Primeiro têm de aprender a patinar e cerca de dois anos depois estão a jogar. Esta selecção de Sub-13 tem cerca de três anos de experiência, por isso, está apta a entrar em competição”, destacou o dirigente, há vários anos na modalidade.

“Mais três ou quatro anos e vários destes miúdos estão em condições de irem rendendo aos poucos a velha guarda, ou seja, os jogadores mais velhos que ainda se encontram na selecção. Espero que os actuais elementos se possam aguentar mais algum tempo, para que não haja um hiato e seja possível a equipa principal continuar a participar nas competições internacionais. Há já dois jovens de 14 anos que estão a treinar com os seniores, procurando evoluir. Temos na verdade bastante matéria prima e por isso podemos dizer que o futuro do hóquei em patins está assegurado”.

No que respeita à formação principal da RAEM, a próxima grande prova é o Campeonato da Ásia e Oceânia, em Outubro de 2020, na província de Hebei, onde tentará reconquistar o título, perdido em 2018 para a Austrália. Vitor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Macau – É necessário aumentar a consciencialização sobre os Direitos da Criança

No ano em que se comemoram três décadas da Convenção sobre os Direitos da Criança, várias associações vão para a rua, num conjunto de eventos programados um pouco por todo o território. A Associação Berço da Esperança, Associação Promotora de Aleitamento e Cuidados Infantis de Macau, Associação de Luta contra os Maus Tratos a Crianças de Macau e Centro Bom Pastor juntaram-se para dar forma a uma série de actividades agendadas para 23 de Novembro. Pequenos e graúdos são convidados a aprender mais sobre os direitos das crianças



A 20 de Novembro de 1989, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovava a Convenção sobre os Direitos da Criança – um tratado ratificado hoje por 196 países, que pretende conferir protecção a crianças e adolescentes atribuindo-lhes quatro direitos fundamentais: à vida, ao desenvolvimento, à protecção e participação. Em Macau aplicou-se a partir de Setembro de 1998. No ano em que se comemora o 30º aniversário desde que foi assinada em Nova Iorque, algumas associações do território encontram-se a preparar actividades direccionadas a crianças e adultos, cujo objectivo é aumentar a consciencialização sobre a importância de a colocar em prática.

As actividades pensadas para dia 23 de Novembro, que decorrerão no Jardim da Areia Preta, entre as 15:00 e as 18:00, contam, entre outros, com o apoio do Instituto de Acção Social. Os jogos pretendem, entre outros, ajudar as crianças a “expressar-se melhor”. Por exemplo, o Centro do Bom Pastor terá um puzzle sobre a Convenção, enquanto a Associação Berço da Esperança deixou ao cargo das suas crianças a tarefa de pensar e desenhar os jogos didácticos para esta ocasião.

A ideia de unir esforços para fazer um evento de “maiores dimensões” surgiu o ano passado, logo após a realização de actividades semelhantes mas a uma menor escala, explica Marjory Vendramini, da Associação Berço da Esperança, em entrevista ao Jornal Tribuna de Macau. Além destas quatro associações, haverá ainda outras instituições localizadas em diferentes espaços do território mas com a mesma missão.

“Nesta Convenção [sobre os Direitos das Crianças] há várias partes sobre as quais as pessoas não têm consciência. Através de actividades, como jogos, esperamos poder ajudar crianças e adultos a perceber estes direitos, aumentando assim a consciência da sociedade civil”, acrescenta Virginia Tam, presidente da Associação Promotora de Aleitamento e Cuidados Infantis de Macau, sublinhando que a cultura acaba por ser um dos maiores obstáculos na aplicação da Convenção. “Não estou a dizer que nos países ocidentais são mais educados e que a consciência é maior, mas é a forma como os professores ensinam as crianças. Temos de quebrar as regras e fazer com que as crianças tenham voz”, clarifica.

Também o desconhecimento é notável entre a sociedade, prosseguiu, explicando que a Convenção faz referência, por exemplo, às “vantagens do aleitamento materno” na nutrição da criança, algo que muitas vezes passa despercebido quando se fala sobre os seus direitos.

Por isso mesmo, Marjory Vendramini defende que “é necessário uma mudança de cultura” e explica: “Em Macau vive-se muito em função da hierarquia, a criança está sempre abaixo. Quando promovemos os seus direitos, não é uma questão de ter um poder acima do dos adultos, mas sim uma questão de chegarmos ao nível dela, vestirmos a pele dela e perceber aquilo de que precisa”. Na sua perspectiva, ainda que se saiba, na teoria, que as crianças usufruem de diversos direitos, muito poucas vezes a criança “está no centro das decisões”, apontando este como um dos maiores desafios com que se depara no dia-a-dia.

Bondy Li, presidente da Associação de Luta contra os Maus Tratos a Crianças de Macau, observa que “há alguns anos a promoção dos direitos não era tão ampla” e as escolas consideravam ser um tema com pouca relevância. Se “raramente encorajavam as crianças a participar neste tipo de actividades”, nos últimos tempos a mudança tem sido considerável. “As escolas passaram a perceber a importância do tema e os pais já levam as crianças ao nosso centro para este tipo de actividades”, frisou.

Por sua vez, Chan Man Ian, assistente social do Centro do Bom Pastor, diz que entre os chineses “há um preconceito de que bater nas crianças é uma coisa normal”, sendo, assim, mais difícil divulgar os princípios pelos quais se regem estas associações. Porém, desde que entrou em vigor a Lei de Prevenção e Combate à Violência Doméstica “gradualmente as pessoas têm vindo a perceber que bater nas crianças não é correcto e que, mesmo o conflito entre casais, também afecta o seu bem-estar”.

“Estou a fazer tudo o que é do melhor interesse da criança?”

As quatro consideram que, em termos dos direitos das crianças, ainda há muito fazer, mas, a pouco e pouco, o território está a caminhar na direcção certa, até porque, por exemplo, anteriormente a Comissão dos Assuntos das Mulheres e Crianças cingia-se apenas às Mulheres, tendo sido alterado o seu modo de funcionamento em 2016.

Também o facto de Macau, Hong Kong e China terem de remeter um relatório às Nações Unidas acaba por constituir uma “motivação” para o trabalho que desenvolvem. Em Agosto, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ) estava a elaborar o terceiro relatório relativo à aplicação em Macau da Convenção sobre os Direitos da Criança e do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à Venda de Crianças, à Prostituição Infantil e à Pornografia Infantil da ONU, abrangendo o período entre Janeiro de 2013 e 31 de Dezembro de 2018.

Marjory Vendramini diz que o Governo “tem limitações”, porém, “já fez muito” neste campo. Mas este muito “nunca é suficiente”. “A mudança de cultura, de mentalidades não é algo fácil, mas, desde há dois anos, o Governo está muito aberto”, observa, acrescentando que a Comissão “está a começar a ter alguma energia” para mudar o cenário.

Porém, a presidente da Associação Berço da Esperança afirma que o Governo sozinho não pode fazer tudo e que é necessário apoio das organizações não governamentais, escolas e comunidade. “Cada uma das nossas associações representa uma comunidade e podemos influenciar os que estão à nossa volta e esses devem depois influenciar os próximos. A comunidade deve fazer um esforço e lutar. Acredito que o Governo está aberto a isso e, se pedirmos, fará mais”, entende Marjory Vendramini.

Na sua perspectiva o mote para perceber-se se está de facto a pensar na criança é cada um perguntar a si próprio: “Estou a fazer tudo o que é do melhor interesse da criança?”. Se assim for, “acho que as coisas podem mudar”, afirma. “Quando colocamos as crianças numa família de acolhimento, estamos a fazê-lo tendo em conta o melhor interesse da criança? Quando as escolas estão a ensinar, ensinam de acordo com o que é do melhor interesse da criança ou é algo que o Governo acha ser o melhor?”, questiona Marjory.

Uma das maiores ambições das associações é que se arranje forma de dar ouvidos “às nossas crianças”, mas mais que isso, se consiga actuar em conformidade com as suas necessidades. Marjory, Virginia, Bondy e Chan acreditam que “é um processo” até que se atinja a meta, mas não apenas em Macau. “Nos outros países acontece o mesmo. É um processo ao qual as comunidades têm de se ir adaptando”, reflectem. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”