Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Brasil - Expansão do porto de Itapoá vai ser financiado por instituição do setor privado



O BID Invest, instituição do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiará parte da expansão do terminal portuário de contêineres de Itapoá. O empréstimo concedido é de R$ 150 milhões, com prazo de pagamento de oito a 11 anos.

O projeto atenderá aos padrões ambientais e sociais, incluindo monitoramento de emissões e consumo de energia e melhoria na estação de tratamento de efluentes, entre outros aspectos.

O investimento inclui a compra de novos equipamentos, a ampliação do pátio de contêineres e a adequação do cais, permitindo que a empresa possa receber até dois navios ao mesmo tempo. A capacidade de movimentação de contêineres passará de aproximadamente 500 mil TEUs para 1,2 milhão de TEUs. O Porto de Itapoá vem trabalhando no limite de sua capacidade há mais de um ano.

A assessoria do Porto Itapoá relata que desde o início da expansão do terminal, em 2017, vem conduzindo tratativas de uma nova estrutura de financiamento, com o objetivo de suportar a expansão do terminal. Esta nova estrutura pode contar com a participação de três grandes instituições financeiras, dentre elas, o BID Invest.

A operação pretendida poderá envolver recursos totais de R$ 450 milhões, sendo R$ 150 milhões de participação do BID Invest. A concretização da operação com o BID Invest, conjuntamente com os demais investidores, é pretendida ainda para o primeiro trimestre de 2019.

O BID Invest financia empresas e projetos sustentáveis para obter resultados financeiros e maximizar o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região. Com uma carteira de US$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão e 330 clientes em 23 países, oferece soluções financeiras e serviços de consultoria. Loetz – Brasil in “NSC Total”

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Brasil - Porto de Santos em expansão

SÃO PAULO – Embora não faltem pregoeiros da desgraça, não se pode dizer que 2017 tenha sido um ano perdido. É verdade que o Congresso não votou a reforma da Previdência, o que só empurrou o rombo em seu caixa para as próximas gerações, e as contas públicas continuam em completa desorganização, mas nem tudo foi negativo no País.

Na área de comércio exterior, por exemplo, o porto de Santos, responsável por 27% da movimentação de cargas no setor, registrou um recorde, chegando perto da marca de 130 milhões de toneladas. É de se ressaltar que já em novembro o resultado total de cargas movimentadas no porto santista havia sido pouco superior ao recorde anterior batido em 2015: 119,95 milhões contra 119,93 milhões de toneladas. Soja, adubo e óleo diesel e gasóleo foram os produtos que apresentaram maior movimentação no período (exportação/importação).

Na movimentação de contêineres, houve em 2017 um crescimento de 8% em relação a 2016. Foram 3,5 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, de 6,09 metros) contra 3,2 milhões de TEUs em 2016, o melhor resultado do porto de Santos no segmento até então.

Esses números mostram que o porto de Santos continuará ainda por muitos anos a ser o principal complexo marítimo do País, apesar das dificuldades que o seu baixo calado oferece para receber navios com capacidade superior a 10.500 TEUs. É possível que a longo prazo o complexo portuário do Açu, em São João da Barra-RJ, cuja Zona de Processamento de Exportação (ZPE) acaba de ser criada, ou o de Sepetiba-RJ, possa desbancá-lo, devido também à proximidade aos grandes mercados consumidores e a possibilidade de receber megacargueiros, mas por enquanto essa é uma possibilidade remota.

Portanto, é importante que os acessos ao porto de Santos sejam repensados, ou seja, reformados e reconstruídos. Depois do fracasso que foi a construção da pista descendente da Rodovia dos Imigrantes, que hoje só pode ser utilizada por veículos leves, torna-se fundamental a construção de uma nova pista de descida apenas para veículos pesados, a partir do início da Serra do Mar. Não se pode admitir que a Via Anchieta, construída na década de 1940, ainda constitua o principal canal de acesso terrestre ao porto, em razão dos congestionamentos e problemas de violência que se agravam a cada dia.

Também não se pode descartar a construção de uma rodovia que parta da Régis Bittencourt em direção a Peruíbe, no Litoral Sul, o que aliviaria o trânsito do Rodoanel e do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Ao mesmo tempo, seria necessário recuperar o projeto de construção de um porto naquele município.

Se esses investimentos forem feitos, em pouco tempo, o porto de Santos estará movimentando 500 milhões de toneladas, ainda que os navios atuais de 10.500 TEUs continuem a entrar e a sair do seu canal do estuário sem o aproveitamento total de sua capacidade de carga. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Brasil – Porto de Pecém procura formas para acelerar expansão

O Porto do Pecém, no Ceará, tem um ambicioso plano de crescimento com vistas a se tornar o “hub” do Nordeste. Constituído como um terminal de uso privado (TUP) do governo do Estado, Pecém reúne características que podem lhe dar um diferencial competitivo na região – o que despertou o interesse do porto de Roterdã, na Holanda, parceiro que pode acelerar essa empreitada.

Um dos maiores do mundo e “hub” da Europa, Roterdã tem como uma das vertentes de crescimento apostar em portos em outros continentes. No fim de março, o porto europeu e o governo do Estado do Ceará assinaram um memorando de entendimentos que prevê uma série de estudos a serem feitos pelos próximos 12 meses.

A meta é buscar alternativas de gestão que aumentem a produtividade, operação, e atração de investimentos ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), onde o porto está situado. No limite, há previsão de que essa parceria leve à criação de uma joint venture em que o porto de Roterdã se torne acionista do complexo.

Em entrevista ao Valor, Danilo Serpa, presidente da Cearaportos, administradora do porto, lista o que reputa como diferenciais de Pecém. Trata-se de um TUP, o que permite a prática de tarifas mais competitivas e a dispensa da obrigatoriedade de usar mão de obra avulsa; tem uma retroárea offshore, localizada longe da área urbana (o que evita conflitos porto-cidade); pode receber navios sem restrição de calado, pois tem profundidade de 14 a 18 metros; e é um porto-indústria. No mesmo local há um parque industrial em franca expansão e uma zona de processamento de exportação (ZPE).

Serpa está convencido de que a indutora do crescimento do Estado será a logística, para o que a recente expansão do Canal do Panamá, permitindo o tráfego de grandes navios que outros portos do país não conseguem receber, pode contribuir. “Estamos buscando ser a porta de entrada do Nordeste. O Ceará vai mudar a partir disso.”

Porto cresce em média 27% ao ano, com 11,2 milhões de toneladas no ano passado; previsão é de 29 milhões em 2030

O porto cresce em média 27% ao ano. Em 2016, movimentou 11,2 milhões de toneladas, alta de quase 60% sobre 2015. A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), joint venture formada pela Vale, Dongkuk e Posco, respondeu por 32% de toda a movimentação do porto. E vai aumentar, pois a CSP iniciou os embarques em meados de 2016. É o maior investimento privado do Nordeste: R$ 13,8 bilhões.

Conforme estudos encomendados pela administração, o porto crescerá, no cenário mais pessimista, 6% ao ano até 2030, para 29 milhões de toneladas. No realista, a alta anual será de 10%, para 44 milhões de toneladas; e no otimista, o avanço será de 14%, atingindo 87 milhões de toneladas.

Tanto o cenário realista como o otimista levam em conta que Pecém será o concentrador de cargas do Nordeste. “Setenta milhões de pessoas do Norte e do Nordeste são abastecidas por um fluxo comercial que lhes obriga a receber as cargas via portos do Sul e do Sudeste que têm restrições para atender os grandes navios”, diz Carlos Maia, diretor operacional da Tecer Terminais Portuários.

Em agosto começa uma nova linha de navegação para Europa que vai transportar frutas. “Hoje o Porto do Pecém é o maior exportador de frutas do país”, diz Serpa.

Em 2012 o porto concluiu a primeira ampliação, saindo de quatro para seis berços e também uma retroárea offshore. “Atualmente estamos na segunda ampliação, que são mais três berços e uma segunda ponte ligando o pátio aos berços”, diz Serpa. O investimento total é de R$ 640 milhões, com recursos do Estado e do BNDES.

O porto tem um terminal de múltiplas utilidades. Não existe arrendatário de áreas, a operação de embarque e desembarque é feita por empresas privadas credenciadas pela administração como prestadores de serviço operacional, como a Tecer e a APM Terminals. Esta última, do grupo Maersk, tem dois portêineres no porto – “os mais modernos do Nordeste”, diz Serpa. A capacidade do porto é para até 750 mil Teus (contêiner de 20 pés) por ano. Em 2016 foram movimentados 178 mil Teus. Antes dos portêineres a média era de 27 movimentos por hora. Agora é de 64 movimentos por hora. Fernanda Pires – Brasil in “Valor Econômico”

quarta-feira, 2 de março de 2016

Portugal – Expansão dos terminais de contentores em Sines e Leixões

Primeiro, alargar os terminais actuais; depois lançar o concurso para novos. Esta, em síntese, a estratégia do Governo para o aumento da capacidade de movimentação de contentores em Sines e Leixões, defendida pela ministra do Mar.

Porto de Leixões: Colocar o "Rossio na Rua da Betesga"

“A conclusão a que se está a chegar, é uma apreciação ainda preliminar porque os elementos ainda não chegaram todos, é que para fazer face às necessidades de evolução de carga que se está a verificar numa situação e noutra [Sines e Leixões], tudo aponta para que seja necessário fazer o aumento de capacidade em duas fases”, defendeu a ministra do Mar na Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento de Estado.

No imediato, Ana Paula Vitorino admite decidir sobre o aumento da capacidade dos terminais existentes nos dois portos, concessionados à PSA Sines e à TCL, respectivamente, em Sines e Leixões. O que poderá implicar o aumento do prazo das concessões.

No caso de Sines, o alargamento do Terminal XXI – com o prolongamento da concessão – chegou a ser discutido entre o anterior Governo e a PSA Singapura, mas ambas as partes acabaram por assentar numa solução intermédia, com a concessionária a aceitar investir cerca de 40 milhões de euros sem contrapartidas.

No caso de Leixões, está em causa a expansão do terminal de  contentores Sul. APDL e TCL já terão acordado os termos do negócio, com a concessionária a suportar todo o investimento em troca de mais cinco anos de exploração. Mas o contrato ainda não foi rubricado, o que inclusivamente “desvalorizou” em 30 milhões de euros o valor da compra da Tertir pelo Grupo Yildirim.

Segundo terminal de contentores em Sines

Resolvida a pressão imediata da procura, a ministra do Mar admite, então, decidir sobre o lançamento de concursos para a construção de novos terminais de contentores em Sines e Leixões, afirmou perante os deputados.

Recorde-se que a hipótese de avançar com um segundo terminal de contentores em Sines – seria o Terminal Vasco da Gama, como foi “baptizado” então – foi muito falada precisamente quando Ana Paula Vitorino era secretária de Estado dos Transportes no Governo de José Sócrates e Lídia Sequeira liderava a APS. Mas o projecto acabou por “cair”, por entre dúvidas sobre se colidia com o exclusivo da PSA Sines e sobre a evolução do mercado, a que se juntaram as restrições ao investimento público.

Entretanto, como é sabido, o anterior Executivo apostou antes num novo terminal de contentores na margem Sul do Tejo.

Em Leixões, o novo terminal, com fundos de -14 metros, é considerado essencial para garantir a competitividade do porto, mas há os que defendem que não terá dimensão crítica suficiente para ser uma concessão autón0ma. A APDL diz ter o trabalho de casa praticamente feito. In “Transportes & Negócios” - Portugal

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Macau – Expansão do Aeroporto Internacional de Macau

O presidente da Autoridade de Aviação Civil espera que a expansão do terminal do Aeroporto Internacional de Macau possa ficar concluída nos primeiros três meses de 2016. Simon Chan acredita ainda que o aeroporto poderá beneficiar com a construção da ponte Hong Kong-MacauZhuhai já que, assim, podem atrair-se mais passageiros


Prestes a completar 20 anos, o Aeroporto Internacional de Macau (AIM) está a ser alvo de uma expansão para Norte que o presidente da Autoridade de Aviação Civil espera que fique concluída no prazo de pouco mais de três meses. “Esperamos conseguir concluir a expansão no primeiro trimestre do próximo ano. Fizemos um plano de desenvolvimento para o aeroporto para os próximos 20 anos e agora estamos a tratar de alguma burocracia, mas esperamos concluir a expansão em breve”, frisou Simon Chan à margem da cerimónia de comemoração das duas décadas da infra-estrutura.

Actualmente, o aeroporto tem capacidade para cerca de seis milhões de passageiros. Com a expansão, a Autoridade de Aviação Civil espera que o número suba para 7,4 ou 7,5 milhões, o que “não vai acontecer de um dia para o outro”, frisou o mesmo responsável, ressalvando, porém, que o número de passageiros também não aumenta repentinamente.

Simon Chan comentou ainda os potenciais efeitos para o aeroporto da construção da ponte que irá ligar as duas Regiões Administrativas Especiais a Zhuhai.

“Falando de um modo geral, para os transportes, um maior número de infra-estruturas é melhor para o mercado. A ponte será, por isso, positiva porque temos mais faixas horárias para novos voos e podemos atrair mais passageiros para outras regiões, maioritariamente turistas, mas talvez também mercadorias”, sublinhou Simon Chan.

Como exemplo dos benefícios que a nova infra-estrutura poderá representar o responsável apontou o facto de potenciar a deslocação de visitantes que depois podem utilizar o aeroporto de Macau para chegar a outros destinos. “Temos nove voos para a Tailândia, para Banguecoque, mas nem a população de Macau ou da Tailândia seria suficiente para manter todos em funcionamento. De onde vêm, então, os passageiros? Das zonas que estão à volta, por isso, qualquer facilitação às deslocações ajuda”.

Presente no evento comemorativo esteve também Jorge Ferreira Guimarães, actualmente assessor do Conselho de Administração da Aeroportos de Portugal e que à data da construção da infra-estrutura ocupava o cargo do director do gabinete do AIM.

O responsável recordou os “anos de grande desafio” passados a perceber “a situação de Macau” na altura e as oportunidades que havia, sobretudo após a assinatura da Declaração Conjunta entre Portugal e a China. “A partir daí foi possível, tecnicamente, começar a olhar para um dos projectos estruturantes de Macau e, em colaboração com as autoridades chinesas, deu-se um trabalho para criar um sistema de aviação em Macau”.

Esse sistema ainda “está presente e continuará, com os melhoramentos que vão sendo necessários. Estamos perante uma infra-estrutura que cumpre a sua função”, afirmou.

Jorge Ferreira Guimarães recordou ainda os obstáculos ultrapassados na concretização deste projecto, em particular o facto do espaço aéreo do território ser chinês. “Tínhamos que criar uma organização que, por um lado, acomodasse as exigências que Hong Kong e a China faziam. A outra questão eram os direitos de tráfego aéreo porque, na altura, Macau era um território chinês sob administração portuguesa. Isto tudo mostra a delicadeza de encontrar um sistema” que até agora se manteve. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Portugal – Porto de Setúbal divulga as suas possibilidades de expansão

Está em curso o estudo de impacte ambiental das dragagens que permitirão em breve a entrada no porto de navios até 14m de calado em qualquer maré, porta-contentores de 4 mil TEU e de navios de graneis e carga geral de tamanho médio

O Porto de Setúbal possui uma localização excecional, a 30 km do centro de Lisboa, com ligação rodoviária direta à autoestrada sem passar pela malha urbana e é o segundo maior porto nacional em número diário de comboios de carga. Na componente das acessibilidades marítimas, está em curso o estudo de impacte ambiental das dragagens que permitirão em breve a entrada no porto de navios até 14m de calado em qualquer maré, porta-contentores de 4 mil TEU e de navios de graneis e carga geral de tamanho médio.



O porto em apreço tem vindo a registar nos últimos anos um forte crescimento no movimento de mercadorias, tendo passado recentemente de 6 milhões para 8 milhões de tons por ano, perspetivando-se que este fluxo continue a aumentar durante a próxima década, o que conduz à necessidade de uma reflexão atempada sobre a construção de infraestruturas adicionais que permitam o crescimento da oferta.



Apesar de estar localizado numa região de grande interesse ambiental, que a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra ajuda a preservar, possui ainda uma área de expansão para novos terminais portuários de mercadorias com uma potencial frente de cais de cerca de 3 km. Estas áreas dividem-se em duas partes distintas, apenas separadas pelo terminal Sapec e pelas instalações do Trem Naval, conforme abaixo descrito.

1 - Área Central do Porto

Entre o Terminal Ro-Ro “Coelho da Mota” e o Terminal Sapec, é possível a construção de 1,9 km de cais novo no alinhamento do terminal Ro-Ro. O potencial destas áreas está atualmente em processo de divulgação internacional tendo em vista obter manifestações de interesse, para qualquer que seja o tipo de carga. Estas novas áreas portuárias correspondem a uma capacidade acrescida de 1,5 milhões de TEU, a adicionar à oferta atual de 500 mil TEU.

2 - Projeto Blue Atlantic

O projeto “Blue Atlantic” localiza-se entre as infraestruturas do Trem Naval e o Terminal Alstom, cerca de 1 km a montante do Terminal Sapec. Nesta área é possível a implantação de um novo cais com 800 m de comprimento e uma vasta área industrial e logística adjacente. Neste momento, este projeto está já em divulgação internacional através do promotor Sapec. In “Revista de Marinha” - Portugal