Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 31 de janeiro de 2026

Angola - Angonabeiro exportou 1,4 mil milhões Kz em café no ano passado

A Angonabeiro exportou no ano passado cerca de 1,4 mil milhões Kz (1,29 milhões de euros) de café produzido no País para vários mercados internacionais, segundo um comunicado divulgado esta semana em Luanda


De acordo com o documento, as exportações estão inseridas na estratégia de relançamento da produção de café nacional, e no objectivo de diversificar a economia e contribuir para a dinamização de toda a cadeia produtiva do café, o que tem permitido levar o café angolano para diferentes partes do mundo.

"Hoje, levamos o café angolano a vários mercados internacionais, como França, Suíça, Cabo Verde, Senegal e Brasil, promovendo a sua qualidade, identidade e potencial junto de diferentes públicos no mundo. Este percurso reflecte o nosso compromisso contínuo com a valorização do café produzido em Angola e com o desenvolvimento sustentável da fileira do café", salienta Rui Gonçalves, citado no comunicado da Angonabeiro, que não avança a quantidade exportada.

A empresa garante que, em 2025, registou um volume de negócios de cerca de 29,9 mil milhões Kz, um crescimento de aproximadamente 13,3% face a 2024. "Estes resultados reflectem a trajectória de crescimento sustentado da Angonabeiro, reafirmando o nosso compromisso e contributo para o desenvolvimento do sector em Angola. São fruto de uma estratégia consistente, assente no reforço da capacidade produtiva, na valorização do talento local e numa aposta contínua na qualidade, inovação e proximidade com os consumidores e parceiros. Continuamos focados em criar valor para a economia angolana e em consolidar a Angonabeiro como um actor de referência no sector do café no País".

Para isso, a empresa tem apostado na recuperação de infraestruturas, formação de recursos humanos e disponibilização de meios técnicos, com o objectivo de revitalizar a fileira do café de Angola e recuperar o prestígio internacional que o País já teve nesta fileira de produção "Acreditamos na aposta que temos vindo a fazer, centrada no estímulo da produção nacional, através da compra de café a grandes e médias fazendas, bem como a pequenos agricultores", lê-se no comunicado.

A empresa, que se dedica à produção de café, garante também que tem apoiado produtores de café na integração das melhores práticas agrícolas, de forma a maximizarem o seu rendimento, assegurando ainda a venda de toda a produção de café verde destes produtores. "Este negócio tem vindo a ganhar relevo na economia angolana e, ao longo destes anos, já chegámos a mais de 40 mil famílias, que apoiamos e às quais adquirimos o seu café", refere o comunicado citando Rui Gonçalves, que lidera a empresa. A empresa, que emprega actualmente 106 trabalhadores, lidera o mercado de café torrado no País e detém marcas próprias, como a Delta e a Ginga. Faustino Diogo – Angola in “Expansão”


terça-feira, 5 de agosto de 2025

China - Abre mercado a café brasileiro em resposta a taxas norte-americanas

A China autorizou 183 empresas brasileiras a exportar café para o seu mercado interno, avançou a imprensa local, dias após os Estados Unidos imporem tarifas de 50% sobre o café proveniente do Brasil


A medida, válida por cinco anos, foi divulgada poucos dias depois do anúncio da nova tarifa norte-americana, que entra em vigor na quarta-feira, e provocou alarme entre produtores e exportadores brasileiros, agora forçados a procurar mercados alternativos.

Segundo dados da indústria, cerca de 85% da produção brasileira de arábica em 2025 – a variedade mais exportada para os EUA – já foi colhida. Este tipo de café desempenha um papel central no mercado norte-americano, onde é frequentemente misturado com grãos mais suaves de outros produtores latino-americanos para se adequar ao gosto local. O Brasil é responsável por 44% da produção mundial de arábica, o que faz do país um fornecedor difícil de substituir a curto prazo.

Os Estados Unidos são o maior consumidor mundial de café e importaram 3,3 milhões de sacas de café brasileiro no primeiro semestre do ano, quase 23% do total exportado pelo Brasil nesse período. Já a China importou 530 mil sacas no mesmo intervalo. Embora o mercado chinês seja ainda menor, tem vindo a ganhar importância à medida que o acesso brasileiro ao mercado norte-americano enfrenta novas barreiras.

Em novembro passado, a ApexBrasil, a agência brasileira de promoção de exportações, assinou um acordo com a Luckin Coffee, maior cadeia de cafetarias da China, para o fornecimento de 240 mil toneladas de café brasileiro entre 2025 e 2029. O contrato está avaliado em 2,5 mil milhões de dólares (mais de 2,1 mil milhões de euros) e sucede a um acordo anterior, de meados de 2024, no valor de 500 milhões de dólares (432 milhões de euros), para o fornecimento de 120 mil toneladas.

Fundada em 2017, a Luckin Coffee opera atualmente mais de 22 mil lojas em todo o território chinês e serve mais de 300 milhões de clientes. Embora o chá continue a ser a bebida tradicional dominante, o consumo de café tem vindo a crescer rapidamente no país asiático, sobretudo entre os jovens profissionais urbanos. O consumo ‘per capita’ duplicou em cinco anos, passando de oito para 16 chávenas por ano – ainda muito abaixo da média global de 240 chávenas e das mais de 400 registadas nos EUA.

Na altura do acordo, o diretor executivo da Luckin Coffee, Jinyi Guo, elogiou o café brasileiro e descreveu o contrato como “apenas o início” de uma colaboração a longo prazo. “No futuro, queremos expandir ainda mais esta parceria”, disse.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, com o comércio bilateral a passar de nove mil milhões de dólares (7,8 mil milhões de euros), em 2004, para 188 mil milhões (162 mil milhões de euros), em 2024. O Brasil desempenha, em particular, um papel importante na segurança alimentar da China, compondo mais de 20% das importações agrícolas e pecuárias do país asiático.

A segunda maior economia mundial alimenta quase 19% da humanidade com apenas 8,5% das terras aráveis do planeta. Em comparação, o país latino-americano tem quase 7% das terras aráveis para 2,7% da população mundial. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 25 de junho de 2024

Angola – Município da Banga estima para actual campanha agrícola uma colheita de 35 toneladas de café

A Fazenda Vala Camukele, no município da Banga, espera colher duas toneladas de café arábica, na presente época agrícola, anunciou o proprietário, Luciano Joaquim


O agricultor adiantou que este resultado será fruto de um trabalho árduo, de limpeza de quase três hectares, uma vez que trata-se de uma fazenda já antiga.

Luciano Joaquim reconheceu os incentivos que tem recebido da Administração Municipal, sobretudo de apoio técnicos, bem como de transporte para o escoamento da produção para os grandes mercados.

Entretanto, para constatar esta realidade e com vista a incentivar o produtor, o administrador municipal, Leopoldo dos Santos, efectuou, segunda-feira, uma visita de trabalho à referida fazenda.

Dados da Direcção Municipal da Agricultura e Pesca, apontam que o município controla 39 quintas de café.

Segundo o responsável da Agricultura, Lando Kinanvuidi, na época agrícola passada, o município teve uma safra de três toneladas de café, para quem essa redução deve-se a desmotivação cafeicultores por falta de estímulo.

Nesta campanha, perspectiva-se em toda extensão do município uma colheita estimada em 35 toneladas, em função do apoio que a Administração Municipal tem dado aos produtores, e que está a permitir a reorganização das respectivas áreas de cultivo. Manuel Fontoura – Angola in “Jornal de Angola”


terça-feira, 24 de outubro de 2023

Macau - Empresas portuguesas e chinesas continuam a apostar na importação do café

O café é um dos produtos de foco na “C-PLPEX”, a Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa organizada pelo IPIM, com diversas bancas de países lusófonos e chineses a promoverem os seus produtos. Dos vários expositores, falámos com duas experiências opostas: a de uma empresa portuguesa importadora de café já há muitos anos estabelecida em Macau que pretende expandir-se para o mercado chinês, e a de outra iniciativa chinesa que também vende café, mas quer fazer o caminho no sentido inverso, trazendo grãos e máquinas de café a Macau.


A empresa portuguesa Café Angola, que já há 23 anos é fornecedora de café e outros produtos alimentares em Macau, quer desenvolver mais parcerias com províncias chinesas. Rui Moreira, terceira geração da família proprietária da marca Café Angola, originalmente fundada em Portugal em 1932, confessou que “o mercado chinês é muito diferente do mercado de Macau”. Diferenças no fuso horário, na cultura e na língua são barreiras que têm sido transpostas, mas este é “um mercado que tem de ser trabalhado com tempo, com bastante persistência”. Apesar de terem começado por Macau por uma “questão de familiaridade” e “de língua e cultura”, desde 2000 que estão a “apostar muito” no mercado da China. “Já começámos a trabalhar o mercado, principalmente as províncias mais pequenas. Acreditamos que é o futuro”. O maior desafio, explicou, é a marca Portugal, que ainda não tem o prestígio que outras marcas têm. “Temos de fazer um trabalho primeiro de apresentar o país, apresentar a nossa cultura, e só depois é que podemos apresentar os nossos produtos”.

A Taste GBA & Gemilai é uma cooperação de duas empresas da Grande Baía. A Taste GBA vende café cru em grão, e a Gemilai, empresa produtora de máquinas de café, foi criada há mais de 10 anos em Shunde, da província Guangdong. Kari Mak, representante da banca, disse ter “elevada expectativas” de que a C-PLPEX possa ajudar na entrada no mercado de Macau e até nos mercados lusófonos. “É a nossa primeira vez que participamos numa exposição comercial em Macau, temos muitas expectativas. Pretendemos promover as nossas marcas para mais pessoas as conhecerem, também queremos fazer algum negócio aqui para fazer crescer as empresas”, disse.

Ao Ponto Final, a responsável adiantou que, para a presente edição da C-PLPEX, a marca Gemilai lançou uma máquina de café cuja aparência tem revestimento de cores representantes da China, Brasil e Portugal, para acrescentar elementos de cultura sino-lusófona. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 13 de junho de 2023

Moçambique – É membro da Organização Internacional de Café

O Governo de Moçambique aderiu hoje à Organização Internacional do Café (OIC) pela primeira vez na sua história, numa cerimónia realizada no centro de Londres. O Governo diz que está empenhado em oferecer aos amantes do café em todo o mundo um café ecológico e socialmente sustentável.

A cerimónia contou com a presença do ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, além de representantes do sector cafeeiro do país, supervisionado pela Amocafé, e foi também presenciada pela Diretora Executiva da OIC, Vanúsia Nogueira.

“O café moçambicano é celebrado pelo seu compromisso com a restauração do habitat e preservação da biodiversidade. Também conta com parcerias com comunidades rurais, permitindo que os agricultores locais se beneficiem de treinamento e acesso a recursos e mercados. A indústria cafeeira do país se dedica à sustentabilidade de longo prazo por meio de iniciativas como agricultura orgânica, agrossilvicultura e diversificação de recursos em Áreas Protegidas”, refere uma Nota de Imprensa recebida na “Carta”

O café mais antigo do país é o Café de Ibo, cultivado nas ilhas do Ibo e Quirimba desde que foi introduzido pela primeira vez por comerciantes árabes no século 11 e até hoje é amplamente cultivado de maneira tradicional.

O café Ibo é um café raro e tem um baixo teor de cafeína e há muito é o favorito daqueles que o conheciam, incluindo os juízes do Premio Medalha de Ouro ganho em Lisboa em 1906.

As seis marcas de café de Moçambique que agora serão exportadas são:

  • Nossa Gorongosa, cultivada no Parque Nacional da Serra da Gorongosa;
  • Café Chimanimani, que é um café com experiência encorpada e textura aveludada;
  • Café Niassa, que prioriza as práticas orgânicas e trabalha em estreita colaboração com os agricultores locais;
  • Café Vumba, que adotou práticas de agricultura orgânica voltadas para mulheres;
  • Café de Manica, que é cultivado na pitoresca serra de Mussapa;
  • Café de Ibo, que é o café mais antigo do país cultivado nas praias arenosas do Oceano Índico.

O Ministro Celso Correia disse hoje em Londres sobre o assunto o seguinte:

“Este é um dia histórico para Moçambique ao nos juntarmos à Organização Internacional do Café. Nosso sector cafeeiro está crescendo rapidamente e é uma parte importante de nossos planos para o futuro e a mudança que queremos trazer para o nosso país. É também um dos pilares de nossos planos de sustentabilidade. In “Carta de Moçambique” - Moçambique


domingo, 12 de março de 2023

São Tomé e Príncipe - Cacau é o chapéu da marca do país no mundo

Persistente na geração de receitas para a economia nacional desde o século XVIII, o cacau continua a ser no século XXI, o chapéu que cobre a imagem de São Tomé e Príncipe no mundo.


A constatação é do serviço nacional de propriedade intelectual e qualidade, que já registou o cacau junto da organização mundial, como imagem e nome de São Tomé e Príncipe, no panorama mundial.

«A primeira marca já está registada e validade é o cacau de São Tomé e Príncipe. No ambiente numérico e digital é um activo que vai ajudar no desenvolvimento sócio económico de São Tomé e Príncipe», afirmou Adérito Bonfim.

O Director Executivo do Serviço Nacional de Propriedade Intelectual e Qualidade, acrescentou que um conjunto de produtos agrícolas do país composto por café, e pimenta, também já foi registado e validado a nível internacional.

A notícia do cacau como imagem do país e registada na organização internacional da propriedade intelectual, foi divulgada durante a reunião técnica entre uma equipa de consultores da organização internacional, e as instituições do Estado são-tomense ligadas à economia digital, nomeadamente a Autoridade Geral de Regulação (AGER), e o Instituto Nacional de Inovação e Comunicação (INIC).

Trabalhos que visam a elaboração da segunda estratégia e política de propriedade intelectual. Manuel Mira Godinho, consultor da OMPI, destacou a definição de Indicações Geográficas, como uma das prioridades para proteger os produtos agrícolas do país.

«Com estas identificações geográficas podem criar uma maior distintividade nos mercados internacionais, uma reputação e acrescentar o valor dos produtores de São Tomé e Príncipe», precisou o consultor da organização mundial da propriedade intelectual.

«Já houve tentativa de usurpação do café de São Tomé, e interceptámos», confirmou.

Cacau, é a joia da coroa. «É o grande chapéu que vai servir como catalisador do investimento estrangeiro para São Tomé e Príncipe», reforçou.

Qualidade, é o selo que certifica as marcas das ilhas do golfo da Guiné.

«Essa qualidade era transmitida oralmente de geração em  geração. Mas hoje já temos registo gráfico e digital que prova e justifica essa qualidade. Por exemplo o teor de cafeína no nosso cacau é de 5%. Está acima da média mundial», concluiu Adérito Bonfim.

O registo de propriedade intelectual são-tomense, ganha impulso, com apoio da organização mundial de propriedade intelectual. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”



quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Timor-Leste – A brasileira FarmPro pretende investir avultadamente na produção de café

Díli – A empresa FarmPro do Brasil, apresentou um plano de investimento para apostar na produção de café no município de Ermera, com um valor de 2 milhões de dólares americanos.

A FarmPro é uma empresa que já opera em Timor-Leste há anos, sobretudo em produtos agrícolas envolvendo agricultores de comunidades locais, fornecendo produtos a estabelecimentos comerciais (supermercados e restaurantes), também locais. Embora seja uma grande exportadora de café, não tinha ainda o café como produto de eleição.

“A empresa pretende investir no setor agrícola, sobretudo no aumento de produção de café no município de Ermera com um total de 2 milhões de dólares”, disse o diretor-executivo da Agência de Promoção de Investimento e Exportação, Arcanjo da Silva. Á Tatoli em Colmera.

O diretor-executivo explicou que a empresa está empenhada em trabalhar com os agricultores para garantir a qualidade e quantidade do café para que se possa reforçar a exportação do produto.

Segundo o responsável, a FarmPro recebeu o prémio Export Awards em 2019, sobretudo pela exportação do café arábica especial, sob a marca “FarmPro Specialty Coffee”, para o mercado internacional.

A FarmPro exporta café torrado diretamente para consumidores na Austrália sob a marca “Timor Mountain”, informou Arcanjo da Silva, e acrescentou que a empresa também está envolvida na venda de vegetais frescos para o mercado interno.

O diretor da FarmPro, Peter Dougan, explicou no sítio oficial da empresa que a FarmPro é uma empresa agrícola que visa desenvolver os produtos locais.

“Somos uma empresa agrícola e trabalhamos com agricultores em Timor-Leste para fornecer produtos frescos de qualidade aos supermercados, restaurantes, com vista a aumentar o rendimento dos agricultores timorenses”, explicou. Jesuína Xavier – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Timor-Leste – Falta café para procura crescente

Timor-Leste “já não tem café que chegue” para a crescente procura, nomeadamente na China continental, disse um empresário de Macau, que importa grãos de café do país desde a restauração da independência, há 20 anos

“Tenho importado sete a oito contentores de café por ano”, disse à Lusa Eduardo Ambrósio. Parte dos grãos são vendidos a fábricas em Macau, onde são torrados e processados e o café empacotado, antes de ser exportado para a China, sem pagar taxas alfandegárias. Mas a maioria dos grãos que Ambrósio importa de Timor-Leste vão já directamente para a China continental, onde as vendas “têm crescido muito, a uma média de 20% ou mais ao ano”, disse o empresário.

A procura por café na China tem aumentado, assim como a sofisticação dos consumidores. “Antes só bebiam café instantâneo, agora já começam a aprender mais. Há cursos de apreciação de café, competições de baristas”, sublinhou o macaense.

Desde a presença na Exposição Internacional de Importação da China em 2020 que Timor-Leste já exportou café no valor de cinco milhões de dólares (4,8 milhões de euros) para a China continental.

Ambrósio defendeu que Timor-Leste “ainda tem muitos terrenos” para novas plantações de café, que poderiam ser financiadas pelo Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa. O fundo de cooperação, no valor de quase mil milhões de euros, foi criado há quase 10 anos pelo Banco de Desenvolvimento da China e pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Macau.

Segundo o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), o fundo apoiou um investimento total de mais de quatro mil milhões de dólares de empresas chinesas em países de língua portuguesa. “O fundo não se aproveita nada”, lamentou Eduardo Ambrósio. As empresas interessadas têm de garantir um investimento mínimo de cinco milhões de dólares e o fundo apenas financia 20%, explicou. “Deviam baixar para um milhão de dólares. Então poderíamos apresentar muitos projetos para os países de língua portuguesa, não só para Timor”, defendeu o empresário.

Ambrósio é também o presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos, que vai assinalar na sexta-feira, em conjunto com a Associação de Amizade Macau-Timor, os 20 anos da restauração da independência de Timor-Leste. “Vamos fazer um convívio com à volta de 40 pessoas, a maioria dos quais timorenses radicados cá em Macau. Agora são pouquíssimos, anteriormente havia mais”, lamentou Ambrósio.

O macaense lembrou que, desde que Macau fechou as fronteiras a estrangeiros em Março de 2020, que as universidades locais não recebem o habitual contingente de estudantes vindos de Timor-Leste. Em 14 de Abril, o Governo anunciou um programa-piloto para levantar as restrições fronteiriças a alguns estrangeiros, incluindo estudantes universitários. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 22 de março de 2022

Japão – Disponibiliza apoio financeiro a Timor-Leste na área da agricultura para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

Díli – A Embaixada do Japão em Timor-Leste disponibilizou três milhões de dólares americanos ao Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) para aumentar a produção de café timorense.

Executado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), o fundo pretende contribuir para o aumento da qualidade do café e para a sua promoção no mercado.

O Diretor Nacional da Indústria de Café e Plantas, Donato Salsinha Menezes disse que, alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), é necessário aumentar a produção de café. O Governo de Timor-Leste está, em parceria com o BAD, a trabalhar nesse sentido.

“O Departamento Nacional da Indústria de Café e Plantas do MAP acredita que se alcançará o dobro da produção, cerca de 140 toneladas, até 2030,”, afirmou o diretor a Tatoli, no seu escritório, em Caicoli.

O diretor explicou que as atividades do MAP irão beneficiar 20 mil agregados familiares, dos municípios de Aileu, Ainaro, Bobonaro, Ermera, Liquiçá e Manufahi.

Segundo o responsável, a café timorense é conhecido por ser orgânico, por isso é necessário garantir a sua qualidade.

O diretor referiu ainda que o governo de Timor-Leste disponibilizou também o montante de 200 mil dólares americanos para o ODS.

Recorde-se que o projeto foi implementado em janeiro deste ano e terá a duração de quatro anos com um montante de 3,2 milhões de dólares americanos. Belarmino de Sá – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sábado, 24 de abril de 2021

Cabo Verde - Primeira fase do museu do café na ilha do Fogo concluída até final de maio

A primeira fase da instalação do museu do café no antigo espaço do posto sanitário na cidade de Igreja será concluída até 18 de maio, disse o vereador da Cultura da Câmara Municipal dos Mosteiros, Nelson Pires


A informação foi avançada à Inforpress, à margem da sétima edição do Festival do Café, o vereador explicou que a primeira etapa consiste na manutenção do espaço, recolha, tratamento, classificação e exposição do espólio da cadeia de produção do café, assim como a nomeação de uma direcção do museu, que irá dar continuidade ao processo de instalação.

Além da instalação do museu de café, que consiste na “materialização de um sonho muito idealizado”, a câmara, através do Plano Municipal de Desenvolvimento Estratégico e Sustentável (PMEDS), encontra-se a trabalhar num projecto denominado Rotas do Café, que consiste na reconstituição de todo o processo de cultivo do café, sinalização e definição de trilhos e rotas nas zonas de cultivo, mas também trabalhar o aspecto turístico, marketing e outros.

Este projecto, lembrou o vereador Nelson Pires, é um compromisso do mandato, e não deste ano, sustentando que a realização do Festival do Café “é importante” porque o café está a merecer “mais atenção” como um produto cultural, turístico e agrícola, e a ideia é que seja uma proposta para agenda cultural e turística, quer a nível local, quer nacional.

Quanto a realização da mesa de diálogo sobre certificação biológica do café, Nelson Pires disse que desde a primeira edição do festival, em 2014, lançou-se a reflexão sobre a cafeicultura nos Mosteiros e que este ano a câmara trouxe uma empresa que trabalha na certificação biológica do café.

Tal visa, precisou o autarca, abrir oportunidades aos produtores locais, salientando que há quem tenha produção suficiente para comercializar o seu produto e que com a parceria da empresa portuguesa Agriccet pode “catapultar” para que a questão de certificação seja um processo mais simples.

Para hoje, segundo e último dia do Festival do Café, e de acordo com a programação, foi servido café da manhã em Monte Barro (zona alta) e estão previstos a final de concursos sobre café do Fogo, nomeadamente de poesia (alunos do quinto e sexto anos), confecção de bolo de café, “café com ajunta”, entrega de prémios de concursos e música ao vivo com artistas locais e Princezito. In “África 21 Digital” – Brasil com “Inforpress”


domingo, 16 de agosto de 2020

Timor-Leste – Café orgânico à conquista de mercados de Macau e da China

Um empresário chinês disse hoje à Lusa que está a apostar no "café 'premium'" orgânico de Timor-Leste para conquistar os mercados de Macau e da China continental, com a marca "Café Diliy" comercializada pela empresa Charlestrong.

O presidente da empresa Charlestrong Café e do grupo Charlestrong Engineering Technology and Consulting salientou que até ao momento foram investidos cerca de dois milhões de dólares de Hong Kong (2,18 milhões de euros) no projeto.

Este ano foram importadas cerca de 330 toneladas de grãos de Timor-Leste, mas a ambição é aumentar a quantidade para as cinco mil toneladas/ano.

"Por causa de pandemia, a quantidade de grãos de café importada de Timor-Leste é menor este ano, por volta de 300 toneladas. O meu objetivo é atingir cinco mil toneladas", explicou Charles Shi.

"Agora, o foco da comercialização é em Macau, [mas] há muitas empresas chinesas que nos estão a contactar para se tornarem distribuidores ou vender [o café] 'online'”, salientou.

A aposta do empresário parece estar a vingar num território que é conhecido como a capital mundial do jogo, conhecida pelos 'resorts' integrados de luxo, e que só no ano passado registou quase 40 milhões de visitantes.

A empresa já estabeleceu um acordo com MGM China, que explora 'resorts' e casinos no território.

"Porque acabei de obter licença, portanto, neste momento, a prioridade é apresentar um café de alta qualidade em hotéis de cincos estrelas em Macau para enriquecer a procura dos hóspedes", afirmou Shi.

São três os objetivos traçados a curto prazo, acrescentou: "O objetivo da nossa empresa é primeiro atender à exigência [governamental] de fabricação em Macau, auxiliar os países de língua portuguesa no desenvolvimento das suas economias e, em terceiro lugar, enriquecer a procura do mercado turístico de Macau".

Para isso conta com uma mudança nos hábitos de consumo dos milhões de visitantes, que por altura da pré-pandemia visitavam Macau, ou em encontrar um nicho de mercado que valorize o produto.

A empresa planeia abrir duas lojas físicas e distribuir o produto por espaços que vão desde os hotéis a outros mais dedicados à venda de lembranças, como as lojas 'duty-free' no aeroporto.

A escolha do café de Timor-Leste é justificada por Charles Shi com a qualidade que aquele país consegue assegurar, pelo clima e relevo do terreno: "O café arábica cresce principalmente em locais acima de 800 metros. A topografia de Timor-Leste ajuda, o lugar mais alto situa-se a cerca de três mil metros, é montanhosa, chove muito e o tempo de sol é muito longo. Por isso, é um bom lugar para crescer café e a espécie é muito boa também".

A ligação empresarial com o país começou com investimentos na área da construção imobiliária, uma atividade que se estende também a Moçambique. Depois, surgiu o interesse pelo novo investimento: "Quando estive em Timor-Leste, descobri que havia um bom café lá, mas não estava muito desenvolvido", referiu.

Daí até à ideia de construir uma fábrica em Macau para processar e embalar os grãos de café de Timor-Leste, foi rápido. O suficiente, contudo, para estar já à procura de maiores instalações junto do Governo de Macau.

Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma Região Administrativa Especial da China em 20 de dezembro de 1999.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003. Agência Lusa

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Cabo Verde - Empresa Fogo Coffee Spirit prepara-se para repor duas mil plantas de cafeeiro em terreno cedido pelo Estado

São Filipe – A empresa Fogo Coffee Spirit prepara-se para repor duas mil plantas de cafeeiro numa parte dos terrenos disponibilizados pelo Estado, depois de um ano de produção quase nula originado pelas secas consecutiva dos últimos três anos.

O administrador da empresa Fogo Coffee Spirit, Amarildo Baessa, contactado pela Inforpress, avançou que com a concessão de posse de 11 parcelas de terrenos, que se estende desde Mosteiros Trás até o limite de perímetro florestal de Monte Velha, a empresa cogita a reposição de plantas numa parte do terreno, aguardando a resolução do conflito gerado na outra parte para a reposição das plantas, com expectativa de um bom ano agrícola.

Neste momento, a empresa dispõe de cerca de duas mil plantas de cafeeiros disponíveis que serão afixadas após a queda das chuvas.

Este ano, a empresa, segundo a mesma fonte, não comprou café porque a “produção foi baixíssima”, sendo classificada como a pior produção de que há memória nos Mosteiros, resultante do factor climático, nomeadamente a fraca ou ausência de precipitação durante três anos consecutivos, sobretudo nas zonas intermédias e altas dos Mosteiros, áreas de cultivo do café.

O responsável indicou que a empresa não se envolveu na compra do café devido a baixa produção e ao facto de os proprietários quererem vendê-lo a um preço mais elevado, cerca de 150 escudos/quilograma de cerejas, sublinhando que este foi um ano de manutenção dos equipamentos e preparação para os próximos anos.

“Além da pouca quantidade, a qualidade é também inferior porque não houve a pluviosidade suficiente para permitir o desenvolvimento da polpa e do próprio grão do café que não tem o calibre exigido”, afirmou o administrador.

Por outro lado, avançou que com a pandemia de novo coronavírus (covid-19) houve um conjunto de constrangimento, nomeadamente a desistência do comprador na compra do café, lembrando que a aquisição é pré-negociada e começa, regra geral, em meados de Janeiro e Fevereiro.

Nessa altura, lembrou, já havia o cenário da pandemia e com a preocupação do comprador em adoptar medidas preventivas.

Por isso, mesmo querendo, não justificava comprar o café por um preço elevado para vender no mercado interno, tendo em conta que a empresa Fogo Coffee Spirit não tem a vocação de vender para o consumo interno, referiu o administrador da empresa, cujo foco é a exportação.

“O preço/qualidade não dá para competir com outros cafés, como de Etiópia, Brasil, Jamaica. O preço elevado torna o café do Fogo num café mais caro do mundo, quando em termos de qualidade ocupa o sétimo lugar”, disse, justificando a razão da não envolvência, este ano, na compra do café.

Em 2019, a empresa Fogo Coffee Spirit comprou apenas sete toneladas de cereja, pouco mais de seis por cento das mais de 90 toneladas adquirida no ano de 2015.

Inicialmente previa adquirir “alguma quantia”, pagando 130 escudos por cada quilograma de cereja, mais 20 escudos que no ano passado, mas os produtores pediram 150 escudos.

O café é cultivado principalmente na área montanhosa e fértil dos Mosteiros, envolta por diversos microclimas e sem presença de produtos químicos. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Suíça – Sem um pé de café, está entre os cinco maiores exportadores do mundo



A Suíça exportou mais de 2,5 mil milhões de francos suíços (US$ 2,56 mil milhões) em café torrado e processado em 2019. Há mais de dez anos está entre os cinco maiores exportadores de café do mundo, apesar de não produzir nenhuma grama da planta. A razão: a sua indústria de torrefação.

No ano passado, a Suíça exportou um total de 83 819 toneladas de café e importou 187 591 toneladas no valor de 745 milhões de francos.

Cerca de 93% das importações foram de grãos de café não torrados. E 98% das exportações, de grãos torrados. A torrefação suíça agrega valor ao produto: o preço médio dos grãos importados é de quatro francos o quilo; quando os exporta, eles já custam 30 francos o quilo. O lucro líquido para a indústria de café do país foi de 1,8 mil milhões de francos.

A França, Alemanha, Itália e Áustria respondem por 43% das exportações. Os Estados Unidos são outro grande mercado (10% das exportações) e pagam o preço médio mais alto do café torrado suíço (44 francos o quilo).

De onde a Suíça compra o café: Brasil (23,3%) e a Colômbia (13,5%) são os maiores exportadores de café consumido no país. Alexander Thoele - Suíça in “Swissinfo”

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Timor-Leste - Embaixador indiano considera café timorense o melhor no mundo

DÍLI – O Embaixador da Índia em Timor-Leste, Pradeep Cumar Rawat, elogiou o café de Timor-Leste pelo seu sabor intenso, considerando-o “o melhor do mundo”.

O diplomata indiano referiu ainda que Timor-Leste possui potencial em diversos produtos agrícolas, sublinhando, no entanto, a necessidade de se desenvolver mais o setor da agricultura, entre outros.

“Ao chegar a Timor-Leste, senti uma enorme satisfação. Este país tem muito potencial, mas precisa de se desenvolver, sobretudo no setor agrícola. Quando visitei OeCusse e Ataúro, fiquei maravilhado com o que vim encontrar”, disse Pradeep aos jornalistas, após terminar o encontro com o Primeiro Ministro, Taur Matan Ruak, no Palácio do Governo, em Díli.

O embaixador salientou ainda que a Índia se mostrou disponível para ajudar Timor-Leste em múltiplas áreas, nomeadamente no setor da educação.

Pradeep acrescentou que a Índia pretende manter os laços de cooperação entre os dois países, em prol do desenvolvimento de Timor-Leste, com destaque para as áreas mais vulneráveis. Hortencio Sanchez – Timor-Leste in “Tatoli”

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Etiópia - International Coffee Partners apoia pequenos produtores de café

A International Coffee Partners (ICP), que a Delta Cafés integra, acaba de anunciar a extensão do seu projeto à Etiópia. Com o projeto “Coffee Alliances for Ethiopia” (CAFE), co-financiado pela Agência Austríaca de Desenvolvimento (ADA), a unidade operacional da Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento, irá contribuir para a melhoria da situação económica e bem-estar das famílias de pequenos cafeicultores de Amhara na região da Etiópia. Até Agosto de 2023, o objectivo do programa é atingir 2.500 famílias de pequenos agricultores



“Estando já presentes em Uganda desde 2005 e na Tanzânia desde 2010, o ICP oferece uma ampla gama de experiências e aprendizagens para a Etiópia”, diz Kathrine Löfberg, Presidente do ICP.

O projeto apoia a instalação de organizações de agricultores eficientes e inclusivas, melhorando os sistemas agrícolas e a sua resiliência às mudanças climáticas, segurança alimentar e nutricional, além de contribuir para a igualdade de género.

“Para as famílias, a produção de café representa uma importante fonte de rendimento”, acrescenta. “Em termos de produtividade, pretendemos um aumento em 40% por hectare, em média, até agosto de 2023.”

O projeto será implementado pela organização independente sem fins lucrativos Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), parceiro de implementação do ICP, que atua nas regiões cafeeiras da Etiópia desde 2014.

“Além do trabalho a nível doméstico, iremos trabalhar com um número total de 71 “Farmer Field Schools – FFS”, sublinha Desalegn Eyob, Gerente Nacional da HRNS em Adis Abeba. “As sessões do FFS cobrem cerca de 20 tópicos, que dependem do calendário sazonal da colheita. Além disso, a nossa experiência com a HRNS Gender Household Approach, será utilizada na formação de casais que possam ser agentes de mudança, para promover a tomada conjunta de decisões domésticas nas comunidades.”

“O nosso objetivo final é combater a pobreza à escala global”, sublinha o diretor-geral da ADA, Martin Ledolter. “A parceria com a International Coffee Partners e a Hanns R. Neumann Stiftung ajuda-nos a ficar significativamente mais perto desse objetivo numa das regiões mais pobres da Etiópia. Estima-se que 15 mil pessoas terão uma vida melhor, graças a métodos de cultivo mais eficientes e resistentes ao clima, e graças ao aumento da renda que serão capazes de gerar. Sou particularmente grato pela nossa cooperação na abordagem efectuada relativamente à desigualdade de género: juntos, garantimos que mulheres e homens tenham igual acesso aos recursos naturais disponíveis. Além de que encorajamos especialmente as mulheres a assumirem posições de liderança em associações agrícolas.”

A região de Amhara irá beneficiar do projeto CAFE, demonstrando como a produção de café pode ser desenvolvida como parte de sistemas agrícolas diversificados, sustentáveis e lucrativos.

“O projeto segue uma abordagem holística e aborda o café como um elemento da subsistência das famílias de agricultores”, refere Michael Opitz, diretor administrativo da HRNS.

A Etiópia é o maior produtor de café de África. Aproximadamente 2,2 milhões de famílias de pequenos agricultores estão envolvidos na produção de café, tendo o café como sua principal cultura comercial. Muitos desses pequenos agricultores enfrentam uma série de problemas económicos, sociais e ambientais que ameaçam os seus meios de subsistência e comprometem o desenvolvimento de cada fazenda.

Com a nova intervenção do projeto, o ICP aproveita as experiências realizadas durante a fase 1 do Cafe, implementada desde 2014 na Região. Co-financiado pela Agência Austríaca de Desenvolvimento, The Löfberg Family Foundation, Lavazza Foundation e Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), alcançou 2500 famílias de pequenos agricultores, apoiou 10 organizações de agricultores e criou uma União.

Sobre o ICP:

International Coffee Partners (ICP) é uma iniciativa das principais empresas familiares europeias de café, Delta Cafés de Portugal, Franck da Croácia, Paulig da Finlândia, Joh. Johannson da Noruega, Löfbergs da Suécia, Lavazza da Itália, Neumann Gruppe da Alemanha e Tchibo da Alemanha. O objetivo do ICP é contribuir com o conhecimento para estabelecer um setor cafeeiro sustentável nos principais países produtores através da implementação de projetos de boas práticas nas comunidades de cafeicultores. Desde 2001, o ICP alcançou mais de 80 000 famílias de pequenos agricultores em 12 países.

Sobre a ADA:

A Agência de Desenvolvimento Austríaca (ADA), a unidade operacional da Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento, apoia países da África, Ásia, Sudeste e Leste da Europa para o desenvolvimento sustentável. Juntamente com instituições públicas, organizações não-governamentais e empresas, a ADA atualmente implementa projetos e programas com um volume total de 500 milhões de euros. In “Mundo Português” - Portugal

sábado, 16 de março de 2019

Cabo Verde - Demora na implementação dos projectos previstos para o sector cafeeiro em Santo Antão

Porto Novo – A demora na concretização dos investimentos previstos para o sector cafeeiro em Santo Antão está a preocupar os produtores locais, que insistem na necessidade de se avançar com a instalação da unidade de recepção, debulha e ensacamento do café.

A montagem da unidade de recepção, debulha e ensacamento do café é um dos investimentos, cuja concretização tem vindo a ser aguardada, nos últimos anos, pelos cafeeiros santantonenses, com vista ao relançamento desta cultura, de grande potencial na ilha, mas que caiu, ao longo dos anos, em declínio.

Além dessa unidade, os produtores desejam ainda a criação da cooperativa, que se encarregará da comercialização do café, segundo o produtor Francisco Silva, para quem o relançamento do sector cafeeiro em Santo Antão vai depender, também, da organização dos cafeeiros.

Essas acções estão previstas no quadro do projecto sobre a valorização do café de Santo Antão, porém, suspenso, em 2016, com a extinção da Agência de Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI), que vinha coordenando as actividades.

O projecto, que numa primeira fase abarcou a formação dos produtores e recuperação dos cafezais, prevê, numa segunda etapa, além da montagem da unidade de recepção, debulha e ensacamento do produto, também a organização dos produtos numa cooperativa.

O café de Santo Antão, onde existem mais de 60 explorações, é produzido, até agora, de forma tradicional (torrado e moído em pilão) e tem chegado a algumas ilhas do país, através da cooperativa PARES (Produtores Associados em Rede de Economia Solidária), sediada no Porto Novo.

A valoração dos cafezais de Santo Antão enquadra-se num projecto de âmbito nacional, que consiste na criação e valorização da fileira do café de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 7 de março de 2019

Cabo Verde - Organização do museu do café do Fogo poderá ter apoio do Centro de Ciência do Café de Campo Maior



São Filipe – O Centro de Ciência do Café de Campo Maior (Portugal) poderá ajudar os Mosteiros na montagem e organização do museu do café do Fogo, disse à Inforpress o autarca mosteirense, Carlos Fernandinho Teixeira.

Carlos Fernandinho Teixeira, que durante a sua recente deslocação a Portugal visitou o Centro de Ciência do Café de Campo Maior e teve encontro com a sua directora, disse que na sequência do pedido de colaboração para a montagem o museu de café do Fogo houve abertura neste sentido.

Segundo o edil, o primeiro passo será dado no próximo mês de Abril, por ocasião do sexto festival do Café do Fogo, denominado de “Fogo Coffee Fest”, que acontece entre 12 a 14 de Abril.

Coincidindo o certame com o dia internacional do café (14 de Abril), o centro enviará aos Mosteiros dois técnicos espanhóis, que estão ao serviço do Centro de Ciência do Café de Campo Maior, para se inteirar do espaço, recolha dos dados e ajudar o município a fazer a montagem e organização do museu.

O museu de café é um projecto do município dos Mosteiros que vem arrastando há vários anos e na governação anterior esteve na lista de projectos do Ministério da Cultura, mas com a mudança do Governo deixou de constar na lista de projectos do actual Ministério da Cultura, segundo Carlos Fernandinho Teixeira.

Para o sexto festival do Café do Fogo, “Fogo Coffee Fest”, Carlos Fernandinho Teixeira disse que; à semelhança dos anos anteriores, foram convidadas as câmaras municipais com as quais Mosteiros tem acordo de geminação e de cooperação descentralizada.

No ano passado, esteve presente no festival uma delegação do município português de Ansião.

O programa do sexto festival do café foi aprovado segunda-feira na reunião ordinária da Câmara Municipal dos Mosteiros, que também aprovou o programa comemorativo do Dia Internacional das mulheres, 08 de Março, bem como um conjunto de actividades culturais para a efeméride, nomeadamente a amostra municipal de teatro, workshop sobre teatro que contará com a presença do grupo de Santo Antão Juventude em Marcha, prevendo inclusive a exibição da peça “Canjana”.

Em relação a 08 de Março, o programa prevê a entrega de duas habitações sociais a duas mulheres chefes de Família, em Atalaia e Queimada Guincho, e uma conversa com as mulheres, no auditório Pedro Pires.

Para os próximos dias, a edilidade definiu o programa comemorativo de São José, na zona norte, e o lançamento da obra da construção da estrada de acesso a Cutelo Figueirinha, em Atalaia, zona norte dos Mosteiros. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Portugal – Empresa alemã lança nova máquina de café

A Teka, empresa de Ílhavo, aposta numa máquina de café de encastre que permite a utilização de diferentes tipos e marcas de cápsulas

A Teka, marca líder em eletrodomésticos em Portugal, acaba de lançar um novo modelo de máquina de café, que permite adaptar diferentes tipos e marcas de cápsulas de café ou chá.

Um projecto que nasce no centro de inovação e desenvolvimento da Teka em Portugal e é produzido na unidade portuguesa, sendo depois exportado para as delegações Teka em todo o mundo.

Segundo garante a empresa, o modelo CLC 835 MC vem equipado com cinco adaptadores, compatíveis com sistema de café moído e cápsulas de todas as marcas registadas: Nespresso©, Marcilla©, Caffitaly©, Lavazza©, Espresso Point©, Illy i-Espresso©, L´Or Espresso©, Kimbo©, Starbucks©, Paulig©, Tchibo Cafissimo©, Tesco©.

“Desta forma, terá liberdade para agradar a todos os gostos e ir experimentando diferentes sabores”, é vincado num comunicado enviado à imprensa.

A nova máquina de café está totalmente integrada no design dos equipamentos da Teka, assegurando a harmonia arquitectónica de toda a cozinha. O seu manuseamento é simples, permitindo três funções principais: café ou chá, vapor de água e água quente.

De destacar ainda os três compartimentos para guardar cápsulas, chávenas e complementos, cuidadosamente assimilados no design do equipamento.

“Versátil e intuitiva, a nova máquina de café da Teka made in Portugal torna a cozinha ainda mais funcional e eficiente”, reforça, ainda, a empresa na nota enviada à comunicação social.

Presente em todo o mundo

A Teka é um grupo industrial que opera em várias áreas de negócio, empregando aproximadamente 4200 pessoas em todo o mundo. Em Portugal, a empresa, sediada em Ílhavo, foi fundada em 1978 e, actualmente, é uma das mais importantes unidades comerciais e fabris do grupo. Tendo iniciado a sua actividade apenas com a produção e comercialização de lava-louças em aço inoxidável, tem vindo a fazer uma forte aposta na diversificação das suas áreas de intervenção. In “Diário de Aveiro” - Portugal