A Angonabeiro exportou no ano passado cerca de 1,4 mil milhões Kz (1,29 milhões de euros) de café produzido no País para vários mercados internacionais, segundo um comunicado divulgado esta semana em Luanda
De acordo com o documento, as
exportações estão inseridas na estratégia de relançamento da produção de café
nacional, e no objectivo de diversificar a economia e contribuir para a
dinamização de toda a cadeia produtiva do café, o que tem permitido levar o
café angolano para diferentes partes do mundo.
"Hoje, levamos o café angolano a vários mercados
internacionais, como França, Suíça, Cabo Verde, Senegal e Brasil, promovendo a
sua qualidade, identidade e potencial junto de diferentes públicos no mundo.
Este percurso reflecte o nosso compromisso contínuo com a valorização do café
produzido em Angola e com o desenvolvimento sustentável da fileira do
café", salienta Rui Gonçalves, citado no comunicado da Angonabeiro, que não avança a
quantidade exportada.
A empresa garante que, em 2025, registou um volume de
negócios de cerca de 29,9 mil milhões Kz, um crescimento de aproximadamente
13,3% face a 2024. "Estes resultados reflectem a trajectória de
crescimento sustentado da Angonabeiro, reafirmando o nosso compromisso e
contributo para o desenvolvimento do sector em Angola. São fruto de uma
estratégia consistente, assente no reforço da capacidade produtiva, na
valorização do talento local e numa aposta contínua na qualidade, inovação e
proximidade com os consumidores e parceiros. Continuamos focados em criar valor
para a economia angolana e em consolidar a Angonabeiro como um actor de
referência no sector do café no País".
Para isso, a empresa tem apostado na recuperação de
infraestruturas, formação de recursos humanos e disponibilização de meios
técnicos, com o objectivo de revitalizar a fileira do café de Angola e
recuperar o prestígio internacional que o País já teve nesta fileira de
produção "Acreditamos na aposta que temos vindo a fazer, centrada no
estímulo da produção nacional, através da compra de café a grandes e médias
fazendas, bem como a pequenos agricultores", lê-se no comunicado.
A empresa, que se dedica à produção de
café, garante também que tem apoiado produtores de café na integração das
melhores práticas agrícolas, de forma a maximizarem o seu rendimento,
assegurando ainda a venda de toda a produção de café verde destes produtores.
"Este negócio tem vindo a ganhar relevo na economia angolana e, ao longo
destes anos, já chegámos a mais de 40 mil famílias, que apoiamos e às quais
adquirimos o seu café", refere o comunicado citando Rui Gonçalves, que
lidera a empresa. A empresa, que emprega actualmente 106 trabalhadores, lidera
o mercado de café torrado no País e detém marcas próprias, como a Delta e a
Ginga. Faustino Diogo – Angola in “Expansão”
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