Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Grécia - Assinado venda da maioria do Porto de Salónica

A venda de 67% do Porto de Salónica deverá representar um encaixe de 1,1 mil milhões de euros para o Estado grego, estima a agência de privatizações do país.

No imediato, o consórcio liderado pela Deutsche Invest Equity Partners, capital de risco germânica, e que inclui também a Terminal Link (Grupo CMA CGM) e os cipriotas da Belterra Investments pagará 231,9 milhões de euros pelas acções. E fica obrigado a investir 180 milhões de euros no porto, nos próximos sete anos.

Acrescem para o Estado helénico 3,5% das receitas totais da administração portuária e os dividendos relativos à posição accionista que manterá, até ao fim da concessão, em 2051.

A venda agora contratada respeita apenas à empresa gestora do porto de Salónica, que detém a concessão do porto, e não inclui, portanto, a propriedade do porto.

O porto de Salónica é o segundo da Grécia, atrás do Pireu (privatizado no ano passado com a Cosco). Entre Janeiro e Outubro, o porto movimentou cerca de 327 mil TEU, o que representou uma subida homóloga de 16,5%.

Como contrapartida à ajuda financeira internacional, a Grécia obrigou-se a um plano de privatizações que já incluiu o porto do Pireu, vários aeroportos regionais e a operadora ferroviária.

O negócio da venda do Porto de Salónica terá ainda de ser validado pela Comissão Europeia, o que deverá acontecer no primeiro trimestre de 2018. In “Transportes & Negócios” - Portugal

Brasil - Cade aprova cessão de frações de áreas da Petrogal à Petrobras na Bacia de Sergipe

SÃO PAULO - A Superintedência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a cessão gratuita pela Petrogal à Petrobras de três frações de áreas de petróleo e gás na Bacia de Sergipe, de acordo com despacho no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Conforme o Cade, duas das frações são parte do campo de extração Dó-Ré-Mi, representando 3 por cento do total da área, e a outra, do campo Rabo Branco (1 por cento). A Petrogal é a operadora desses campos em uma parceria com a Petrobras, onde cada empresa detém 50 por cento de participação.

Ainda segundo o Cade, após a cessão, as três frações serão anexadas ao contrato de concessão do campo de Carmópolis, vizinho às demais áreas e que tem a petroleira estatal como detentora 100 por cento das atividades de exploração.

"A cessão das três frações de áreas e sucessiva anexação ao campo Carmópolis evitará um processo de individualização de produção (ou unitização), de forma a regularizar as coordenadas geográficas dos campos envolvidos em atenção à exigência da ANP", disse o Cade.

Em seu parecer, o órgão antitruste citou que a operação não envolve equipamentos ou transferência de tecnologia, além de não ser "economicamente viável" a produção envolvendo "pequenas acumulações de frações de áreas". Roberto Gomes – Brasil in “Uol”

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Cabo Verde - Santo Antão recebe duas filiais da Academia de Artes Cesária Évora

Porto Novo – Santo Antão terá, neste ano de 2018, duas filiais da Academia das Artes Cesária Évora, que se vão localizar no Porto Novo e em Ribeira Grande, projectos cuja implementação conta com a parceria das respectivas câmaras municipais.

No Porto Novo, o Ministério da Cultura e Industrias Criativas (MCIC) já está a trabalhar com a câmara municipal na criação da filial da Académica das Artes Cesária Évora, tendo já identificado um espaço que, nos principais de 2018, vai receber obras, com vista a instalar a extensão dessa academia.

O mesmo está a ser feito com relação à Ribeira Grande, município que, no recurso de 2018, vai receber, também, uma representação da Academia Cesária Évora, para o ensino da música popular de Santo Antão.

O museu nacional das romarias, que se vai localizar no Porto Novo, é outro projecto que vai ser, este ano, uma realidade na ilha de Santo Antão.

As obras estão já numa fase adiantada e devem ficar concluídas nos primeiros meses de 2018.

O MCIC vai ainda apoiar a edilidade porto-novense na redinamização da aldeia cultural “Nós Réis”, considerado um dos melhores espaços culturais existentes em Cabo Verde que pode ser “um ex-líbris” e “um grande centro cultural” de Santo Antão, segundo o MCIC. In “Inforpress” – Cabo Verde

São Tomé e Príncipe – Previsão do crescimento do PIB na ordem de 4%

São-Tomé – O governador do Banco Central de São-Tomé e Príncipe, BCSTP, Hélio Almeida anunciou, no tradicional balanço económico do fim do ano, que a economia são-tomense deverá registar um crescimento do PIB na ordem de 4%, a inflação deverá manter-se em 6,5%, tendo perspetivado para 2018 um crescimento de 5% em matéria de estabilidade de preços.

Citando as estimativas ainda provisórias, Hélio Almeida disse que “ a economia deverá registar no fim do exercício, um crescimento do Produto Interno Bruto, PIB na ordem dos 4% em linha com crescimento registado nos últimos dois anos” tendo referenciado a contribuição do sector do turismo em parceria com as áreas de construção, comércio e domínio financeiro.

Tendo estimado que “a inflação se mantenha a um dígito, situando-se em 6,5%” o governador do Banco Central são-tomense fez referência aos choques do lado da oferta de produtos locais terem registados “alguma pressão inflacionista, sazonal” nos meses de Abril e Junho tendo contribuído para uma inflação acumulada de 6,1% até Novembro contra os 5,4% do período homólogo.

No contexto de estabilidade de preço, Hélio Almeida perspectivou para o ano de 2018 “ um crescimento na ordem de 5%, sustentado, em grande medida por investimento público” tendo defendido “a revitalização do sector privado” para impulsionar as exportações bem como o reforço do processo de convergência nominal e da sustentabilidade do regime cambial fixo em vigor.

O crédito a economia apresentou um incremento na ordem de 3% insuficiente para fazer face a tendência contracionista da massa monetária, que registou uma diminuição de 6% afirmou o governador tendo sublinhado que o rácio de liquidez do sistema bancário situou-se em 60%, nível muito elevado acima dos valores de referência (20%).

As importações de bens ascenderam a 108 milhões de dólares, representando um incremento em trono de 12% face ao período homólogo enquanto as importações de bens de capital aumentaram em 26,3% sugerindo uma “maior contribuição das importações para a formação bruta de capital fixo”.

Disse ainda que as exportações registaram nos primeiros onze meses, “um modesto crescimento em 3,5%” face ao igual período anterior, resultante da redução no volume das exportações de cacau que sofreu um decida em cerca de 33% do preço desta commodite no mercado internacional, tendo-se resultado numa situação deficitária nos saldos da balança comercial e da conta corrente.

Relativamente a reforma monetária de 2018 que visa o reforço da confiança em Dobra (a moeda são-tomense) – o governador do Banco são-tomense sublinhou que “a introdução da nova família da Dobra com corte de 3 zeros exige de todos são-tomenses um esforço inicial de apropriação e conversão” tendo apelado envolvimento de todos na consolidação desse “bem público”. In “STP Press” – São Tomé e Príncipe

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Lusofonia - Consórcio vai realizar estudo sobre o ensino do português como língua de herança

O consórcio é composto pelo Camões, IP e pelas universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Porto, Minho, Lancaster (Reino Unido) e Tübingen (Alemanha). No seu âmbito, vão ser estudados durante cinco anos, cerca de 300 mil textos de alunos que aprendem Português como língua de herança

Um consórcio criado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP) e por seis universidades, quatro portuguesas e duas estrangeiras, vai criar o primeiro ‘corpus’ (coleção de textos) mundial de Português Língua de Herança.

O consórcio é composto pelo Camões, IP e pelas universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Porto, Minho, Lancaster (Reino Unido) e Tübingen (Alemanha).

No seu âmbito, vão ser estudados durante cinco anos, cerca de 300 mil textos de alunos de português no estrangeiro.

A universidade de Lancaster será a responsável pelos projetos de investigação a desenvolver no âmbito do protocolo.

O ‘corpus’ vai reunir cinco ou seis textos redigidos por ano pelos mais de 70 alunos que aprendem português como língua de herança em todo o mundo, num total de “200 a 300 mil” trabalhos, explicou Patrick Rebuschat, da Universidade de Lancaster, na sessão de formalização do consórcio, que decorreu na sede do Camões, IP, em Lisboa.

Entre os objetivos desta parceria está a elaboração de um estudo sobre a motivação de alunos e pais para a aprendizagem do Português, a realizar a partir de inquéritos e entrevistas, num trabalho de recolha que será assegurado pela rede de coordenadores do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE), tanto da rede oficial, como da particular.

Onde não houver coordenações de ensino, a recolha será assegurada pelos postos consulares e diplomáticos.

Atualmente, há no estrangeiro mais de 72 mil alunos a aprenderem português como língua de herança, enquanto o português como língua segunda conta com mais de 113 mil estudantes.

“Este estudo vai permitir descrever detalhadamente o Português Língua de Herança e compará-lo com o Português Língua Não Materna”, sublinhou Patrick Rebuschat.

Para o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas o “primeiro grande objetivo” deste consórcio “é estudar o perfil dos alunos e das suas famílias – um estudo de contexto – tendo em vista aperfeiçoar os conteúdos dos materiais didático-pedagógicos quer a própria formação de professores”.

José Luís Carneiro voltou a referir que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem “duas prioridades que caminham juntas”, referindo que “o objetivo de integração da língua nas estruturas curriculares dos países onde temos comunidades não significa desguarnecer ou dar menor atenção ao ensino da língua portuguesa enquanto língua de origem”.

Sobre o estudo, sublinhou que vai permitir responder a questões como: “Porque é que procuram a língua portuguesa? Qual o papel das famílias na procura da língua portuguesa? Se a língua portuguesa é um fator de inserção, de inclusão, ou é um fator de bloqueio à integração cívica ou institucional?”.

Já o secretário de Estado da Educação afirmou que são cada vez mais necessárias políticas públicas fundamentadas “em evidências”, apesar de não se deixar de parte a aposta em políticas baseadas na ideologia.

“Quando decidimos apoiar os filhos dos nossos emigrantes que não têm acesso à língua materna, há aqui uma aposta ideológica de não deixar que percam as suas raízes com a sua língua materna”, sublinhou João Costa.

Algo que só se constrói se for assente em “políticas de evidência (científica)”, acrescentou o governante. “E sem dados, não há evidências”, disse ainda, referindo-se ao estudo que será realizado. In “Mundo Português” - Portugal

Estados Unidos da América - Magnólia plantada por amor na Casa Branca vai ser cortada quase 190 anos depois

Andrew Jackson, sétimo presidente norte-americano, plantou em 1828 uma magnólia na Casa Branca como homenagem à mulher que nunca chegou a ser primeira-dama. Agora, quase 190 anos depois, a árvore tem de ser cortada por colocar em risco a estrutura e as pessoas



Estados Unidos, dezembro de 1828. Andrew Jackson é o sétimo presidente norte-americano. Ao seu lado deveria ter estado Rachel Jackson, como primeira-dama. Mas tal não aconteceu. Três semanas depois da eleição, um ataque cardíaco foi fatal para Rachel, que nunca chegou a entrar na Casa Branca.

Ao longo dos anos, os historiadores têm vindo a atribuir esta morte ao stress da campanha e Andrew Jackson também o considerou, em pleno funeral: “Que Deus possa perdoar os teus assassinos. Eu nunca o farei”.

Contudo, a primeira-dama esteve sempre representada na Casa Branca. Andrew Jackson plantou um ramo da magnólia que tinha na sua casa no Tennessee no jardim presidencial: uma espécie de memória do seu amor, que devia durar e crescer ao longo dos anos.

De facto, a árvore cresceu. Tornou-se uma magnólia imponente, que marca a sua presença no lado esquerdo de quem olha para a fachada. Serviu de sombra para muitos, viu crianças a correr de um lado para o outro e até esteve representada nas notas de 20 dólares entre 1928 e 1988. Feitas as contas, a árvore viu 39 presidentes, a Guerra Civil Americana e as duas Guerras Mundiais. Mas agora é o fim: a árvore tem de ser cortada, quase 190 anos depois de ali ter criado raízes.

Esta magnólia é uma das três árvores da espécie magnolia grandiflora presentes no lado Oeste da Casa Branca. De tão alta, atinge as janelas da sala de estar — no primeiro andar — e da residência executiva — no segundo andar. Mas os danos começam a fazer-se sentir e a magnólia de Jackson começa a ser perigosa.

Especialistas do Jardim Botânico Nacional dos EUA analisaram a árvore e não há margem para dúvidas, diz a CNN. “A arquitetura geral e a estrutura da árvore estão muito comprometidas e a árvore depende completamente do suporte artificial. Sem o sistema de cabos, a árvore teria caído há anos. Atualmente, e muito preocupante, o sistema de cabos está a falhar no tronco (…). É difícil prever quantos mais e quando falharão”.

A opinião do Jardim Botânico não esquece, contudo, a história. “Se esta fosse uma árvore comum tinha sido removida há muito tempo. Compreendemos que esta é uma árvore histórica e todas as medidas que foram tomadas para salvá-la até este momento”, referem.

Segundo a BBC, os problemas com a árvore começaram na década de 1970, quando surgiu uma cavidade no tronco, enchida depois com cimento. A prática, apesar de comum na altura, foi prejudicial para a árvore, danificando-a. Já em 1981, o cimento acabou por ser retirado e colocaram-se os atuais cabos para suportar a magnólia.

A decisão de cortar a árvore foi tomada por Melania Trump. Segundo a diretora de comunicação de Trump, Stephanie Grisham, “Melania reviu pessoalmente os relatórios do Jardim Botânico e falou com a equipa para explorar todas as opções antes de tomar a decisão”. Além disso, “Estava preocupada com a segurança dos visitantes e dos membros da imprensa que muitas vezes estão perto da árvore”.

Apesar da medida, a madeira da árvore será preservada e uma outra Jackson Magnólia vai crescer no mesmo local: nos últimos meses foram plantadas várias “filhas” da árvore, para preservar o legado do sétimo presidente norte-americano. Existem também, noutros locais, descendentes da árvore. Em 2009, Michelle Obama entregou uma semente da magnólia ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para crescer no jardim comunitário e, em 2016, uma semente foi enviada e plantada em Cuba. In “Sapo24” - Portugal

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Espanha – “Museu Atlântico”, o museu subaquático da Europa



Inaugurado em Janeiro de 2017, o museu fica localizado nas águas de Lanzarote, Espanha, a mais oriental das ilhas Canárias. O local conta com 12 espaços e mais de 300 esculturas em tamanho real. Além de servir como ponto turístico, as obras de pedra formam um enorme recife artificial e ajudam na preservação da vida marinha da região.



O Museu Atlântico foi criado pelo escultor britânico Jason deCaires Taylor, o primeiro artista da história a criar museus debaixo d’água. A sua primeira obra foi o ‘Molinere Underwater Sculpture Park‘ criado em Grenada em 2006. Taylor também é o responsável pela criação do MUSA, Museu Subaquático de Arte, localizado em Cancún, no México. In “Vá de Cultura” - Brasil