Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Japão - Extrai com sucesso terras raras em missão em águas profundas no Pacífico

Um grupo de investigadores japoneses extraiu elementos de terras raras de um depósito marinho junto à ilha Minami Torishima, no Oceano Pacífico, a dois mil quilómetros a sul de Tóquio, confirmou o ministro da Educação e Ciência


“A Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre (JAMSTEC), sob a jurisdição do Ministério da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, recuperou com sucesso lama rica em terras raras a uma profundidade de seis mil metros, utilizando o navio de investigação Chikyu”, escreveu o ministro Yohei Matsumoto, na rede social X, no domingo. Matsumoto afirmou que a JAMSTEC divulgará mais detalhes sobre a operação em comunicado nesta terça-feira.

O Chikyu iniciou em 12 de janeiro uma missão inédita com o objetivo de extrair terras raras das águas profundas junto a Minami Torishima, uma ilha desabitada, visando reduzir a dependência económica do país face à China.

A missão do navio de perfuração científica em águas profundas deverá durar até 14 de fevereiro.

O teste ocorre num momento em que a China, de longe o maior fornecedor mundial de terras raras, aumenta a pressão sobre o país vizinho.

A viagem do Chikyu pode levar à produção nacional de terras raras, afirmou em 12 de janeiro o diretor de programas do gabinete do primeiro-ministro japonês, Shoichi Ishii. “Estamos a considerar diversificar as nossas fontes de abastecimento e evitar uma dependência excessiva de determinados países”, afirmou aos jornalistas.

Estima-se que a zona em torno de Minami Torishima contenha mais de 16 milhões de toneladas de terras raras, o que a tornaria, segundo o jornal económico Nikkei, a terceira maior jazida do mundo.

As “terras raras”, 17 elementos metálicos não particularmente raros, mas difíceis e caros de extrair, são essenciais para setores inteiros da economia – automóvel, energias renováveis, digital, defesa –, servindo para a fabricação de ímanes potentes, catalisadores e componentes eletrónicos.

A China representa quase dois terços da produção mineira mundial de terras raras e 92% da produção refinada, de acordo com a Agência Internacional de Energia. O país usa há muito tempo como alavanca geopolítica o seu domínio na área, inclusive na guerra comercial com os Estados Unidos.

O Japão depende da China para 70% das importações de terras raras, apesar de ter-se esforçado para diversificar as fontes de abastecimento desde um conflito anterior em 2010, durante o qual Pequim suspendeu as exportações por vários meses.

Tóquio e Pequim atravessam uma crise diplomática, desencadeada por declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que admitiu uma reação militar em caso de um ataque chinês a Taiwan, cuja soberania é reivindicada por Pequim. Sinal do agravamento das tensões bilaterais, Pequim anunciou no início de janeiro que iria reforçar os controlos sobre a exportação para o Japão de bens chineses de dupla utilização civil e militar, o que pode incluir os metais raros. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”




terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Japão - Inicia missão em águas profundas para extrair terras raras

Um navio de investigação japonês iniciou uma missão inédita com o objectivo de extrair terras raras das suas águas profundas, visando reduzir a dependência económica do país face à China


O Chikyu, um navio de perfuração científica em águas profundas, partiu do porto de Shimizu, na cidade de Shizuoka (centro-leste), por volta das 09:00, com destino à isolada ilha japonesa de Minami Torishima, no Pacífico, onde as águas circundantes podem ser ricas em minerais preciosos.

Esta viagem de teste ocorre num momento em que a China, de longe o maior fornecedor mundial de terras raras, aumenta a pressão sobre o país vizinho.

A viagem do Chikyu, adiada um dia devido ao mau tempo, pode levar à produção nacional de terras raras, afirma Shoichi Ishii, diretor de programas do Gabinete do primeiro-ministro. “Estamos a considerar diversificar as nossas fontes de abastecimento e evitar uma dependência excessiva de determinados países”, afirmou aos jornalistas reunidos no porto, enquanto o navio se preparava para partir.

Estima-se que a zona em torno de Minami Torishima, ilha situada nas águas económicas do Japão, contenha mais de 16 milhões de toneladas de terras raras, o que a tornaria, segundo o jornal económico Nikkei, a terceira maior jazida do mundo.

As “terras raras”, 17 elementos metálicos não particularmente raros, mas difíceis e caros de extrair, são essenciais para setores inteiros da economia – automóvel, energias renováveis, digital, defesa –, servindo para a fabricação de ímanes potentes, catalisadores e componentes eletrónicos.

A China representa quase dois terços da produção mineira mundial de terras raras e 92% da produção refinada, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).

O país há muito tempo usa o seu domínio nessa área como alavanca geopolítica, inclusive na sua guerra comercial com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No entanto, o Japão depende da China para 70% das suas importações de terras raras. E isso apesar de ter-se esforçado para diversificar as suas fontes de abastecimento desde um conflito anterior em 2010, durante o qual Pequim suspendeu as suas exportações por vários meses.

Tóquio e Pequim estão envolvidos há dois meses numa crise diplomática, desencadeada por declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre uma possível intervenção militar em caso de um ataque chinês a Taiwan, cuja soberania é reivindicada por Pequim.

Sinal do agravamento das tensões bilaterais, Pequim anunciou na semana passada que iria reforçar os controlos sobre a exportação para o Japão de bens chineses de dupla utilização civil e militar, o que poderia incluir os metais raros. A missão do Chikyu deverá durar até 14 de fevereiro. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Angola - Lulo desenterra diamante de 235 quilates, o segundo maior até agora

Novembro está a ser um bom mês para a Lucapa Diamond e os seus parceiros, a estatal Endiama e a privada Rosas & Pétalas, pois da mina do Lulo foi extraído um diamante de 235 quilates, o segundo maior até hoje, que chega uma semana após a recuperação de um diamante tipo IIa de 208 quilates

A pedra de 235 quilates é o 40º diamante de mais de 100 quilates e o 4º diamante de mais de 200 quilates a serem recuperados da mina.

Com uma concessão de 3000 quilómetros quadrados, a mina do Lulo, que emprega actualmente 630 pessoas, fez um investimento avaliado em 38 milhões de dólares norte-americanos desde 2018.

A mina tem revelado, desde o início da sua exploração em 2010, um elevado potencial de "qualidade e quantidade", tendo conseguido logo, no primeiro ano, de exploração do valor mais elevado, por quilate, no mundo, na ordem dos 2985 dólares.

O Lulo é, igualmente, a mina onde foi extraído o maior diamante até agora encontrado em Angola, com 404,2 quilates, vendido em Maio de 2016 por 16 milhões de dólares, e que rendeu, posteriormente, USD 34 milhões de dólares, depois de lapidado e transformado em jóia.

O consórcio é constituído pelas empresas angolanas Endiama E.P (32%) e Rosas & Pétalas (28%), bem como pela australiana Lucapa Diamond (40%). In “Novo Jornal” - Angola


segunda-feira, 31 de julho de 2023

Brasil - Cientistas extraem ADN de esqueleto com dez mil anos e desvendam história antiga do continente americano

Uma equipa de cientistas internacional, da qual faz parte Claudia Cunha, investigadora do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), conseguiu extrair ADN de esqueleto com dez mil anos de idade, conhecido como Luzio. 

Os resultados, publicados hoje na Nature Ecology & Evolution, mostram que Luzio é um antepassado das populações nativas americanas atuais e que, portanto, a hipótese de que os primeiros brasileiros pertenceriam a uma população distinta estava equivocada.

«O estudo incluí o maior conjunto de dados genomas antigos do Brasil para demonstrar que as comunidades costeiras da Antiguidade Ameríndia (Sambaquis) não representam uma população geneticamente homogénea. Além disso, este é o primeiro estudo genético que abarca uma região tão grande e este número de indivíduos para o país. Através da sequenciação genética de ADN antigo, produzimos dados de 34 indivíduos com dez mil anos das regiões de Costa Atlântica, Lagoa Santa, Baixo Amazonas e Nordeste do Brasil», revela a Claudia Cunha, coautora do artigo.

Os sambaquis, que são construções verticais feitas em conchas, foram estabelecidos há cerca de oito mil anos, ao longo de mais de três mil quilómetros na costa leste da América do Sul. «Segundo registos arqueológicos, os construtores de sambaquis partilhavam algumas semelhanças culturais. No entanto, ao contrário do que se esperava, estes grupos de pessoas apresentaram diferenças genéticas significativas, possivelmente devido a contactos regionais com grupos do interior», afirmam os autores.

«Estas relíquias culturais, conhecidas como sambaquis, foram construídas ao longo de sete mil anos, sendo constituídas principalmente por conchas, sedimentos e outros resíduos diários. Os sambaquis foram utilizados por antigas populações indígenas como moradias, cemitérios e demarcação territorial, estando entre os fenómenos arqueológicos mais fascinantes da América do Sul pré-colonial», explica Tiago Ferraz, primeiro autor do estudo e especialista no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, no Brasil.

Segundo a investigadora do CIAS, os sambaquis sempre foram construídos de forma semelhante durante um longo período de tempo numa vasta área. As comunidades associadas partilhavam semelhanças culturais. As suas origens, história demográfica e encontros com caçadores-coletores vindos do interior do início do Holocénico, juntamente com seu rápido desaparecimento, levantaram várias questões, que são exploradas neste estudo.



«Extrair o ADN do esqueleto de Luzio era uma peça central que faltava para se desvendarem as origens dos primeiros americanos. Os resultados obtidos mostram de forma clara que não existiu no passado uma população humana diferente na América, como se acreditou por décadas», asseguram os cientistas internacionais.

Com este estudo os investigadores mostram que os primeiros caçadores-coletores do Holocénico são geneticamente distintos uns dos outros e de populações posteriores no leste da América do Sul. Tal sugere que não houve relações diretas com os grupos costeiros posteriores. As análises da equipa indicam ainda que os grupos contemporâneos de sambaquis da costa sudeste do Brasil, por um lado, e da costa sul do Brasil, por outro, eram geneticamente heterogéneos.

Resumindo, «os resultados publicados mostram que as comunidades de sambaquis nas costas sul e sudeste não representam populações geneticamente homogéneas. Ambas as regiões apresentaram trajetórias demográficas distintas, possivelmente devido à baixa mobilidade dos grupos litorâneos. Isto contrasta com as semelhanças culturais descritas no registo arqueológico. Precisamos de realizar mais estudos regionais e em microescala para aprender mais sobre a história genómica da América do Sul», concluem.

O estudo “Genomic history of coastal societies from eastern South America” contou com a participação da FCTUC, da Universidade de São Paulo e da Universidade de Tübingen, Universidade de Coimbra - Portugal

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Moçambique - Tribunal britânico rejeita impugnação a financiamento de gás natural

O Tribunal de Recurso britânico rejeitou hoje (13) um pedido de impugnação ao financiamento do Reino Unido a um projeto de extração de gás natural em Moçambique, mas a organização ambientalista britânica Friends of the Earth está a ponderar recorrer

Numa decisão publicada hoje (13), o juiz Geoffrey Vos rejeitou a ação judicial, considerando que a aprovação do apoio ao projeto está “dentro da margem substancial de apreciação permitida” aos políticos.

Em causa estão 1150 milhões de dólares (1095 milhões de euros no câmbio atual) prometidos pela agência de crédito à exportação britânica UK Export Finance (UKEF) para desenvolver o projeto gás natural liquefeito (LNG na sigla inglesa) `offshore` na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A organização ambientalista britânica argumentou que o financiamento não foi devidamente avaliado em termos das emissões de gases com efeito de estufa, e que contraria o compromisso do Reino Unido para cumprir o Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas para limitar o aquecimento global.

A Friends of the Earth calculou que, ao longo dos anos de atividade, o projeto vai resultar até 4500 milhões de toneladas de gases com efeito de estufa.

“Esta decisão extremamente dececionante não muda a nossa firme convicção de que o Governo do Reino Unido não deve apoiar o projeto de gás de Moçambique, ou qualquer projeto de combustível fóssil no país ou no estrangeiro”, afirmou a ativista da organização britânica Rachel Kennerley.

Também Daniel Ribeiro, ativista da organização moçambicana Justiça Ambiental, considerou a sentença “uma má notícia para o povo de Moçambique afetado por este projeto e para todos os que globalmente sofrem impactos climáticos”.

“Está na hora de acabar com o financiamento do Governo britânico à extração destrutiva e colonial de combustíveis fósseis no estrangeiro e de perpetuar décadas de abusos dos direitos humanos e ambientais em países na linha da frente da crise climática”, afirmou, citado num comunicado.

O projeto em causa, promovido por um consórcio liderado pela petrolífera francesa TotalEnergies, na bacia do Rovuma, foi suspenso em 2021 após os ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado.

Avaliado entre 20000 e 25000 milhões de euros, o megaprojeto de extração de gás é um dos maiores investimentos privados planeados para África, sendo suportado por diversas instituições financeiras internacionais. In “África 21 Digital” – Brasil com “Lusa”


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Angola – Mina do Lulo oferece outro diamante gigante ao mundo

Os australianos da Lucapa Diamond Company acabam de anunciar mais uma descoberta extraordinária na mina do Lulo, na Lunda Norte, que exploram em conjunto com a Endiama e a Rosa & Pétalas. Novo diamante gigante tem 127 quilates e é de qualidade superior


Este diamante, o 3º a ser encontrado este ano no Lulo com mais de 100 quilates, é o 16º que esta mina rende a Angola desde que começou a ser explorada em 2016 que ultrapassa a fasquia mágica dos 100 quilates.

De acordo com o CEO da Lucapa, Stephen Wetherall, citado pela imprensa australiana, onde a empresa está cotada em bolsa e estas notícias são fundamentais para a sua valorização, a "pedra" agora extraída vem de uma área nova de exploração nos cerca de 3000 kms quadrados abrangidos pelo Lulo, onde todos os diamantes extraídos até agora provêem de zonas de aluvião, o que significa que são arrastadas pelos cursos de água.

Apesar dos esforços, a Lucapa ainda não conseguiu descobrir a origem destes gigantes que está num kimberlito - uma espécie de chaminé que liga ao centro da terra, onde os diamantes são gerados através da grande pressão exercida a altas temperaturas sobre o carbono - algures a montante dos cursos de água que atravessam a área.

A "pedra" com 127 quilates, em bruto, é proveniente do bloco 24, uma área alagada que só agora começou a ser explorada.

Ao sítio Rapaport, Stephen Wetherall, explicou que o acesso a estas áreas só é possível na estação seca, o que encurta o tempo de exploração mas apontou que se trata de uma área de grande interesse porque destas zonas alagadas surgem diamantes maiores e também os de maior qualidade em comparação com as áreas mais altas. In “Novo Jornal” - Angola

 



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Brasil – Lítio começa a ser explorado

As recentes descobertas de lítio no Brasil tornam o país um dos maiores produtores do mineral do mundo, a matéria prima básica para a fabricação de baterias elétricas.

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), foram recebidos até dezembro 117 pedidos para pesquisar a presença de lítio, mais de três vezes do que em 2017 e quatro vezes mais do que em 2016.

A extração de lítio gerou uma grande expectativa no chamado Vale do Jequitinhonha, no Estado de Minas Gerais, uma das regiões mais pobres do país, mas com grande potencial para áreas abertas.

Apenas na região de Araçuaí, cerca de 600 quilômetros de Belo Horizonte, 46 novas requisições para a exploração de lítio nos últimos dois anos foram registrados, graças às descobertas iniciais feitas pela mineradora Sigma e a um trabalho da estatal Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que encontrou 45 corpos rochosos com minerais de lítio.

Em 2018, houve também um aumento na busca por lítio no Nordeste, principalmente nos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia.

Chamado de "petróleo do futuro", devido ao potencial de substituição do motor a combustão, o lítio ganhou grande valor no mercado internacional nos últimos anos e meses, o que fez com que seu preço subisse rapidamente.

Isto coincide com os planos de vários países de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor dos transportes, o que gerou uma grande competição ao redor do globo para encontrar substitutos do petróleo, o que pode estar nas baterias elétricas e mais especificamente no lítio.

O Brasil tem hoje uma pequena produção de lítio, por meio de um projeto da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), localizada em Araçuaí e destinada ao consumo básico no mercado interno, como lubrificantes e cerâmicas, embora vários investimentos recentes começaram a alterar o cenário.

Em maio, a empresa AMG Mineração abriu uma fábrica em Nazaré, também em Minas Gerais e a cerca de 240 quilômetros de Belo Horizonte, com um investimento de R$ 450 milhões de reais para extrair o lítio de pilhas usadas que há pouco tempo não tinha valor no mercado.

Atualmente, a unidade opera a 60% de sua capacidade, de 90 mil toneladas anuais de espodumênio, um dos minerais em que o lítio é encontrado. Considerando que exista 6% de lítio nesse volume de material, seriam 4.500 toneladas de lítio contido, a medida utilizada internacionalmente para classificar produção, equivalente a nove vezes mais do que toda a produção brasileira em 2017.

No ano passado, o Brasil produziu 43 mil toneladas de lítio contido, representando menos de 0,1% de um mercado global dominado pela Austrália e pelo Chile, que respondem juntos por 76% da produção global, e a Argentina, com 13% do total mundial.

Atualmente, o Sigma mineração prepara o maior projeto de produção de lítio no Brasil, com uma capacidade de 240 mil toneladas de espodumênio anualmente, o equivalente a cerca de 14.400 toneladas de lítio.

"Temos disponibilidade de matérias primas e de mercado, que é um dos maiores do mundo. Temos o início e o fim. Nós só precisamos desenvolver o meio. A cereja no topo do bolo seria atrair uma fábrica de baterias no país", disse o presidente da Sigma, Itamar Resende, em declarações ao portal UOL.

A AMB, por sua vez, já assinou um acordo com a empresa coreana Ecopro para estudar a viabilidade de uma unidade química de produção de sulfato de lítio, etapa ainda mais importante na cadeia de produção de baterias.

De qualquer forma, o Brasil deve estar à frente dos maiores produtores de lítio, o petróleo do futuro, nos próximos anos. In “Valor Econômico” – Brasil com “Agência Xinhua”

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Moçambique – Petrolífera Galp aposta no projeto Mamba

Moçambique é a grande aposta da Galp e o projeto Mamba a joia da coroa. Em 2022 será feita a primeira extração de gás no país



A Galp vai investir mil milhões de euros por ano até 2020, dos quais 70% são para a exploração e produção de petróleo e gás natural. O Brasil absorverá metade deste valor e Moçambique um terço.

Integrada no consórcio liderado pela petrolífera Eni, a petrolífera portuguesa está a desenvolver no país africano uma unidade de liquefação flutuante na área de Coral Sul (com uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas por ano), a primeira a desenvolver as descobertas de gás natural da bacia do Rovuma, e também a preparar o projeto Mamba.

Esta semana, no Capital Markets Day, em Londres, a empresa anunciou aos investidores que espera que o primeiro gás natural seja extraído em Coral Sul já em 2022.

No entanto, sublinhou Carlos Gomes da Silva, CEO da Galp, “o maior valor está em Mamba”, o mega projeto onshore que deverá arrancar no prazo de cinco anos no norte de Moçambique. “Para Mamba a previsão é de 30 milhões de toneladas de gás natural por ano. Para terem uma noção comparativa, Portugal consome cerca de três milhões de toneladas por ano”, disse o CEO, prevendo a revisão em alta destes objetivos.

E dá um exemplo: “Em Coral Sul, cuja decisão de investimento foi tomada no ano passado, começámos em 2,5 milhões de toneladas por ano e depois acabámos numa unidade de 3,4 milhões”.

Perante uma sala cheia de analistas e investidores internacionais, Thore Kristiansen, COO da Galp para a área de exploração e produção, confirmou que “Mamba é a joia da coroa” em Moçambique, considerando os próximos dois anos como “muitos importantes” para desenvolver as soluções tecnológicas que permitirão o arranque do projeto.

Já em estudo estão as tecnologias de extração de gás usadas no Qatar, mas que em Moçambique poderão encontrar condições mais vantajosas, tendo em conta o clima mais ameno.

“Estamos a trabalhar com os nossos parceiros para que seja um dos projetos mais competitivos a nível mundial. É tempo de desenvolver os mega projetos em Moçambique”, disse, por seu lado, Carlos Gomes da Silva, avisando: “Temos de correr e temos de correr depressa, e fazer as coisas da forma certa” em Moçambique. Em causa estão as necessidades crescentes de gás natural a nível mundial, uma oportunidade de negócio à qual a Galp está atenta.

“Moçambique irá contribuir fortemente para o crescimento da empresa na próxima década. As previsões são de que a procura global de gás natural cresça 5% por ano, o que implica que novos projetos têm de ser desenvolvidos para preencher esta lacuna que, em 2025, poderá ser de mais de 50 milhões de toneladas por ano”, disse o CEO. Filipe Silva, CFO da Galp, acrescentou ainda que “Mamba será um projeto financiado, o que reduz a necessidade de mais investimento”.

“Estamos a colher os frutos da nossa estratégia e investimento na produção de petróleo, que vai continuar a crescer”, frisou o CEO. “Isto não acaba aqui. Depois de 2020 será um novo ciclo de crescimento”. Bárbara Silva – Portugal in “Dinheiro Vivo”

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Brasil - Cade aprova cessão de frações de áreas da Petrogal à Petrobras na Bacia de Sergipe

SÃO PAULO - A Superintedência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a cessão gratuita pela Petrogal à Petrobras de três frações de áreas de petróleo e gás na Bacia de Sergipe, de acordo com despacho no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Conforme o Cade, duas das frações são parte do campo de extração Dó-Ré-Mi, representando 3 por cento do total da área, e a outra, do campo Rabo Branco (1 por cento). A Petrogal é a operadora desses campos em uma parceria com a Petrobras, onde cada empresa detém 50 por cento de participação.

Ainda segundo o Cade, após a cessão, as três frações serão anexadas ao contrato de concessão do campo de Carmópolis, vizinho às demais áreas e que tem a petroleira estatal como detentora 100 por cento das atividades de exploração.

"A cessão das três frações de áreas e sucessiva anexação ao campo Carmópolis evitará um processo de individualização de produção (ou unitização), de forma a regularizar as coordenadas geográficas dos campos envolvidos em atenção à exigência da ANP", disse o Cade.

Em seu parecer, o órgão antitruste citou que a operação não envolve equipamentos ou transferência de tecnologia, além de não ser "economicamente viável" a produção envolvendo "pequenas acumulações de frações de áreas". Roberto Gomes – Brasil in “Uol”