Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 1 de janeiro de 2022

Estados Unidos da América – A árvore mágica que produz 40 variedades de fruta


A história desta árvore começou quando o professor Sam Van Aken, professor de arte da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos, decidiu comprar um pomar com mais de 200 anos na Estação Experimental Agrícola do Estado de Nova Iorque. Corria o ano de 2008 e o pomar estava prestes a ser abandonado por falta de financiamento – e isso levaria à extinção de várias espécies de frutas. O professor decidiu então criar a primeira árvore híbrida com 40 variedades de fruta e foi assim que nasceu o projeto “Tree of 40”.

Van Aken desenvolveu um cronograma de cada uma das variedades de fruta para verificar o momento exato em que os caroços começavam a florescer. Utilizou a técnica do enxerto e foi adicionando diferentes tipos de frutas à raiz da árvore: ameixas, pêssegos, damascos, nectarinas, cerejas ou amêndoas, entre outras.

Durante todas as estações a árvore parece-se com uma árvore comum. Mas, na primavera, apresenta uma bonita mistura de tons de rosa, branco, vermelho e roxo. A Árvore de 40 Frutas não só é um belo exemplo, como também ajuda a preservar a diversidade das frutas de caroço no mundo. Estas frutas são selecionadas para comercialização, tendo em conta os seguintes fatores: primeiro, o tempo que se mantêm frescas; depois o tamanho que atingem e, por fim, o seu sabor. In “Green Savers Sapo” - Portugal


 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Internacional - Projeto PineWALL propõe estratégia inovadora para combater a doença da murchidão do pinheiro

Por que razão umas espécies de pinheiro resistem à doença provocada pelo nemátode da madeira do pinheiro (NMP), uma grave ameaça para as florestas de Portugal e do resto do mundo, e outras não? Esta questão foi o ponto de partida para um estudo internacional liderado por investigadores da Universidade de Coimbra (UC), e que acaba de obter 240 mil euros de financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O projeto PineWALL, que conta com a participação de investigadores da Universidade do Porto (UP), Centro de Investigação Florestal de Lourizán (Espanha), Universidade de Gales (Reino Unido) e Universidade da Geórgia (Estados Unidos da América), apresenta uma abordagem inovadora e multidisciplinar, focada na parede celular do hospedeiro do nemátode (árvore) e não apenas no agente que provoca a doença da murchidão do pinheiro. Além disso, o estudo pretende entender em que medida a suscetibilidade ao nemátode da madeira do pinheiro é agravada pelas alterações climáticas.

Tipicamente, os vários estudos sobre este problema centram-se no inseto vetor e no nemátode. O projeto PineWALL «foca-se, pela primeira vez, na relevância da composição e estrutura da parede celular de pinheiros de diferentes espécies para a resistência ao nemátode da madeira do pinheiro num cenário de alterações climáticas. Para tal, partimos de estudos prévios realizados por nós, que têm melhorado o conhecimento acerca dos mecanismos de patogenicidade do NMP e das relações biológicas estabelecidas com a árvore hospedeira», explica Ricardo Costa, coordenador do projeto.

A parede celular vegetal, explica o investigador da Unidade de I & D “Química-Física Molecular” e do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), é uma estrutura altamente complexa e dinâmica, «e o seu estudo é fundamental para desvendar causas de resistência/suscetibilidade variável ao NMP entre diferentes espécies e variedades de pinheiro. A parede celular é o que dá forma às células e é a base para muitas funções vitais das plantas, tais como fornecer suporte e resistência, nomeadamente através da formação de barreiras defensivas contra agentes patogénicos, desidratação e outros fatores ambientais».

Para descobrir porque é que a doença se desenvolve nuns pinheiros e noutros não, a equipa vai estudar três espécies de pinheiro -  pinheiro-bravo (Pinus pinaster), que é a espécie mais afetada pela doença e economicamente mais importante, e o pinheiro-manso (Pinus pinea) e o pinheiro-de-alepo (Pinus halepensis), duas espécies menos suscetíveis, ou até tolerantes ao ataque do NMP.

«O que nós vamos fazer é estudar do ponto de vista bioquímico, comparar a composição e ultraestrutura molecular entre espécies tolerantes e não tolerantes. Vamos efetuar uma caracterização celular exaustiva das três espécies para tentar descobrir se existe alguma propriedade que impeça a propagação da doença nas espécies que não são suscetíveis, ou que promova a sua propagação em espécies suscetíveis», esclarece Ricardo Costa.

Para realizar esta caracterização geral e aprofundada da parede celular de árvores das três espécies de pinheiro, inoculadas e não inoculadas com o NMP, vão ser usados vários métodos de espectroscopia vibracional e de química analítica, métodos que são usados, por exemplo, para diagnóstico de cancro, uma vez que permitem fazer um screening de um muito elevado número de amostras num curto espaço de tempo, por forma a encontrar biomarcadores que possam estar associados à resistência ou à suscetibilidade das árvores ao verme.

Depois, com base na informação química adquirida no estudo da parede celular do hospedeiro e com base em modelos climáticos, a equipa vai desenvolver modelos que permitam correlacionar  fatores e efetuar previsões que consigam dizer quais as espécies que poderão ser mais suscetíveis à doença face às alterações climáticas, problema que tende a agravar-se, «permitindo trabalhar no melhoramento de espécies, ou seja,  criar pinheiros resistentes, contribuindo, assim, para a definição de uma espécie que melhor se adapte a condições climáticas e fitopatológicas em mudança», adianta Ricardo Costa.

«Este projeto providenciará uma compreensão mais ampla desta infeção pelo NMP e dos mecanismos de resposta do hospedeiro e será um recurso de extrema utilidade em futuros projetos que lidem com a mitigação dos efeitos devastadores desta doença», conclui.

A doença da murchidão do pinheiro é um problema complexo, com impacto económico devastador nas regiões afetadas, uma vez que, identificada a doença, a única solução é o abate imediato das árvores e a sua destruição. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Europa - Colheita florestal ameaça objetivos climáticos, alerta estudo da Comissão Europeia



A colheita anual de madeira em florestas em 26 países europeus aumentou quase 50% durante 2016-2018, em comparação com a média dos quatro anos anteriores, uma tendência que poderá ameaçar os objetivos climáticos da União Europeia, de acordo com um estudo da Comissão Europeia.

Investigadores do Joint Research Center na Itália analisaram 15 anos de dados de satélite, documentando uma mudança drástica na colheita florestal para atender à crescente procura por madeira, relataram na revista Nature.

Os investigadores descobriram que a biomassa foi reduzida em 70%, levando a menos CO2 capturado na atmosfera e armazenado nas árvores.

De 2000 a 2015, a colheita de florestas na Europa diminuiu devido a esforços conjuntos de preservação da UE.

“O aumento acentuado na colheita de biomassa está a reduzir o stock total de carbono florestal no nível da UE em relação a uma continuação hipotética dos níveis de colheita anteriores”, disse à AFP o principal autor Guido Ceccherini.

A União Europeia prometeu reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em pelo menos 40% até 2030. As florestas representam cerca de 10% do potencial de captura de carbono.

Embora a colheita florestal varie por país, o aumento foi particularmente dramático nos países escandinavos (Suécia, Finlândia) e Europa Oriental (Letónia, Estónia).

As tendências são semelhantes, contudo menos pronunciadas, em França e em Portugal, disseram os investigadores.

Ceccherini observou que o aumento na colheita foi paradoxalmente associado ao aumento da cobertura florestal geral em todo o continente.

Mas o novo crescimento não é tão eficiente na absorção de CO2 quanto as árvores mais velhas, indicam os especialistas.

“As pessoas tendem a acreditar nisso porque cortamos tantas árvores que a cobertura florestal está a diminuir”, disse.

“No entanto, a cobertura florestal da UE está realmente a aumentar e, ao mesmo tempo, a experienciar uma intensificação abrupta das operações de extração de árvores”.

Os autores instaram a União Europeia a levar em consideração o aumento da colheita florestal ao projetar os seus objetivos de mitigação climática.

“Até que o stock de carbono nas áreas colhidas retorne aos níveis anteriores – o que levará várias décadas, dependendo do tipo de floresta -, um aumento na colheita é, portanto, equivalente a um aumento das emissões de CO2 na atmosfera”, disse Ceccherini. In “Green Savers Sapo” - Portugal

terça-feira, 9 de junho de 2020

Internacional - A árvore sagrada que está na Terra há 270 milhões de anos



A Ginkgo Biloba é objeto de adoração e a árvore sagrada do Oriente. É um símbolo da unidade dos opostos, sendo que para alguns é também um símbolo de imutabilidade, com poderes milagrosos.

É considerada pela ciência um fóssil vivo e é vista por muita gente como um sinal de amor, estando associada à vida longa e à eternidade.

A sua força é lendária e é virtualmente invulnerável a pragas, tolera a poluição urbana e resiste ao gelo. É uma árvore que desafia o fogo, mostrando as suas cicatrizes enegrecidas perto dos templos japoneses, onde foram plantadas para atuar como uma barreira contra incêndios.

Após a bomba de Hiroshima, uma amostra de ginkgo localizada a 1 quilómetro do epicentro da explosão renasceu alguns meses depois, e uma placa aos pés desta árvore que diz “Hiroshima desapareceu” ainda pode ser vista nos dias de hoje.



Na China e no Japão, é considerada uma árvore sagrada e as suas folhas são usadas na medicina tradicional, pois são consideradas com muitos benefícios à saúde. O fruto do ginkgo (uma noz) está presente na culinária chinesa, japonesa e coreana.

A Ginkgo é uma árvore de folha caduca que é cultivada há séculos nos templos chineses e japoneses como uma árvore sagrada. Pertence à família Ginkgoaceae. Esta árvore é originária da China, Coreia e Japão e é a árvore mais antiga do mundo.

A família de Ginkgoaceae vive na Terra há 270 milhões de anos. Há 65 milhões de anos atrás, estes espécimes começaram a declinar, e apenas as espécies de Ginkgo biloba em algumas áreas da China sobreviveram; atualmente, os espécimes mais antigos existem há quase 3500 anos.



Em 1691, o botânico alemão E. Kaempfer descobriu no Japão espécimes de ginkgo que eram considerados extintos – espalharam da China para o Japão e para a Coreia, graças aos monges budistas. Kaempfer levou sementes de ginkgo de volta para a Europa; o primeiro ginkgo fora da Ásia foi plantado no Jardim Botânico de Utrecht em 1730.

Esta árvore pode atingir mil anos de idade.

Após a Idade do Gelo, a árvore de Ginkgo cresceu naturalmente apenas na China. A sua altura é superior a 30 metros, a copa de uma árvore jovem é piramidal, mas a árvore adulta possui copa amplamente oval. As folhas são em forma de leque, verde brilhante na primavera, verde escuro no verão e amarelo limão no outono. As sementes têm forma e tamanho semelhantes a uma ameixa, mas têm uma cor amarelo-esverdeada e odor desagradável.

Na China, atrai milhares de pessoas de todo o país, as folhas douradas caem desde meados de novembro, transformando o chão num “oceano amarelo”.

Árvore de ginkgo é um símbolo do outono e da vida longa

Uma árvore antiga que cresce perto do templo budista Gu Guanyin na montanha Zhongnan, representa uma maneira perfeita de comemorar o outono. O ginkgo é considerado um “fóssil vivo” porque, apesar das drásticas mudanças climáticas, permaneceu intocado. As folhas da árvore Ginkgo são usadas na medicina chinesa para o tratamento de doenças respiratórias como asma e bronquite, assim como para o tratamento da calvície, tuberculose, má circulação, gonorreia, doenças de pele, disenteria, pressão alta e ansiedade.

Os últimos estudos científicos indicam a possibilidade de um tratamento contra a doença de Alzheimer. Exceto para fins medicinais na China e no Japão, as sementes de Ginkgo Biloba são consumidas fritas como snacks. In “Green Savers Sapo” - Portugal

quinta-feira, 22 de março de 2018

Angola - Exploração anárquica das florestas

Ao assinalar-se ontem, quarta-feira, o Dia Mundial das Florestas e da Árvore, os ambientalistas elegem a desflorestação como sendo um dos mais graves problemas ambientais que devasta as florestas e os recursos naturais em Angola



Os ambientalistas interpelados pelo Novo Jornal Online receiam que, face à intensa actividade de exploração anárquica dos recursos florestais, as consequências podem ser drásticas em algumas regiões do país onde florestas deram lugar ao deserto.

Ao Novo Jornal Online, o ambientalista Armando Massukina disse que a exploração de carvão nas áreas florestais para fins comerciais está a provocar uma devastação sem precedentes da flora e do habitat de várias espécies no país.

"Hoje, em todo o país, assiste-se a grandes áreas a serem devastadas pela exploração de carvão. As autoridades competentes têm de agir para fazer face à situação", disse o ambientalista.

Cabral de Jesus Saldanha, outro ambientalista contactado pelo Novo Jornal Online, afirma que "a exploração de carvão constitui fonte de rendimento para muitas famílias nas comunidades, mas é necessário o controlo desta actividade".

"Não há emprego e muita gente, quer nas zonas rurais, quer nas cidades, recorre ao carvão para sustentar a família, mas as autoridades têm de tomar medidas para disciplinar essa exploração", acrescentou.

O ambientalista Orlando Sabalo receia que, com o intenso desmatamento, exploração de carvão e queimadas, algumas regiões do país estejam a tornar-se desertos.

"Estamos a correr o risco de "ganharmos desertos" em alguns em algumas áreas que eram florestas. Algo tem que ser feito", avisou.

Segundo ele, "o desflorestamento gera consequências em termos globais, pois além de ser um dos responsáveis pela intensificação do efeito estufa no planeta, também destrói o habitat natural de várias espécies de animais, provocando, consequentemente, a extinção da fauna e da flora da região, indevidamente explorada".

Segundo dados recentes do Ministério da Agricultura e Florestas, a que o Novo Jornal Online teve acesso, dos 300 mil metros cúbicos de madeira previstos, pelo menos 200 mil foram explorados na campanha florestal/2017, correspondendo a 300 licenças concedidas às empresas de exploração no país, superando a época anterior, período em que foram registadas 150 empresas.

Para a campanha florestal/2018, o sector prevê reduzir drasticamente o número de empresas exploradoras e exportadoras de madeira no país, tendo em conta a entrada em vigor das novas regras que estão a ser implementadas.

Angola possui actualmente uma área global de mais 60 milhões de hectares de cobertura florestal, contra os 53 milhões que possuía anteriormente, representando uma vasta cadeia de exploração da flora e fauna.

Em Luanda, o Dia Mundial das Florestas e da Árvore será marcado pela realização de uma palestra sobre "o papel da mulher na gestão dos recursos florestais e no desenvolvimento sustentável em Angola", seguida da plantação de 500 árvores, a ter lugar hoje, quinta-feira (22), no polígono florestal do Benfica, em Luanda.

Neste dia será apresentado um relatório do Ministério da Agricultura e Florestas que vai também verificar o licenciamento das empresas exploradoras de madeira, bem como fazer o balanço do grau de cumprimento do Decreto Presidencial n.º 274/17, de 10 de Novembro, que prorrogou a campanha florestal/2017 até 31 de Janeiro de 2018, em vez de Novembro ou Dezembro, época que habitualmente termina o ano florestal que começa no mês de Maio de cada ano.

As províncias do Uíge, Cabinda, Moxico e Cuando Cubango são apontadas como as que mais exploram as florestas e produzem a madeira. David Filipe – Angola in “Novo Jornal”

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Estados Unidos da América - Magnólia plantada por amor na Casa Branca vai ser cortada quase 190 anos depois

Andrew Jackson, sétimo presidente norte-americano, plantou em 1828 uma magnólia na Casa Branca como homenagem à mulher que nunca chegou a ser primeira-dama. Agora, quase 190 anos depois, a árvore tem de ser cortada por colocar em risco a estrutura e as pessoas



Estados Unidos, dezembro de 1828. Andrew Jackson é o sétimo presidente norte-americano. Ao seu lado deveria ter estado Rachel Jackson, como primeira-dama. Mas tal não aconteceu. Três semanas depois da eleição, um ataque cardíaco foi fatal para Rachel, que nunca chegou a entrar na Casa Branca.

Ao longo dos anos, os historiadores têm vindo a atribuir esta morte ao stress da campanha e Andrew Jackson também o considerou, em pleno funeral: “Que Deus possa perdoar os teus assassinos. Eu nunca o farei”.

Contudo, a primeira-dama esteve sempre representada na Casa Branca. Andrew Jackson plantou um ramo da magnólia que tinha na sua casa no Tennessee no jardim presidencial: uma espécie de memória do seu amor, que devia durar e crescer ao longo dos anos.

De facto, a árvore cresceu. Tornou-se uma magnólia imponente, que marca a sua presença no lado esquerdo de quem olha para a fachada. Serviu de sombra para muitos, viu crianças a correr de um lado para o outro e até esteve representada nas notas de 20 dólares entre 1928 e 1988. Feitas as contas, a árvore viu 39 presidentes, a Guerra Civil Americana e as duas Guerras Mundiais. Mas agora é o fim: a árvore tem de ser cortada, quase 190 anos depois de ali ter criado raízes.

Esta magnólia é uma das três árvores da espécie magnolia grandiflora presentes no lado Oeste da Casa Branca. De tão alta, atinge as janelas da sala de estar — no primeiro andar — e da residência executiva — no segundo andar. Mas os danos começam a fazer-se sentir e a magnólia de Jackson começa a ser perigosa.

Especialistas do Jardim Botânico Nacional dos EUA analisaram a árvore e não há margem para dúvidas, diz a CNN. “A arquitetura geral e a estrutura da árvore estão muito comprometidas e a árvore depende completamente do suporte artificial. Sem o sistema de cabos, a árvore teria caído há anos. Atualmente, e muito preocupante, o sistema de cabos está a falhar no tronco (…). É difícil prever quantos mais e quando falharão”.

A opinião do Jardim Botânico não esquece, contudo, a história. “Se esta fosse uma árvore comum tinha sido removida há muito tempo. Compreendemos que esta é uma árvore histórica e todas as medidas que foram tomadas para salvá-la até este momento”, referem.

Segundo a BBC, os problemas com a árvore começaram na década de 1970, quando surgiu uma cavidade no tronco, enchida depois com cimento. A prática, apesar de comum na altura, foi prejudicial para a árvore, danificando-a. Já em 1981, o cimento acabou por ser retirado e colocaram-se os atuais cabos para suportar a magnólia.

A decisão de cortar a árvore foi tomada por Melania Trump. Segundo a diretora de comunicação de Trump, Stephanie Grisham, “Melania reviu pessoalmente os relatórios do Jardim Botânico e falou com a equipa para explorar todas as opções antes de tomar a decisão”. Além disso, “Estava preocupada com a segurança dos visitantes e dos membros da imprensa que muitas vezes estão perto da árvore”.

Apesar da medida, a madeira da árvore será preservada e uma outra Jackson Magnólia vai crescer no mesmo local: nos últimos meses foram plantadas várias “filhas” da árvore, para preservar o legado do sétimo presidente norte-americano. Existem também, noutros locais, descendentes da árvore. Em 2009, Michelle Obama entregou uma semente da magnólia ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para crescer no jardim comunitário e, em 2016, uma semente foi enviada e plantada em Cuba. In “Sapo24” - Portugal