Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Guiné-Bissau - Escolas públicas sem alunos para início do novo ano letivo

Bissau – O Presidente da Confederação Nacional de Associações Estudantes da Guiné-Bissau (CONAEGUIB), Bacar Darame, disse que as dificuldades para o início pleno do novo ano letivo estão relacionadas à falta de alunos inscritos nas escolas públicas.

Em entrevista exclusiva à ANG, Bacar Darame, disse que os pais e encarregados da educação e principalmente os estudantes perderam a confiança nas escolas públicas e muitos optaram por inscrever os seus educandos nas escolas privadas.

Por outro lado, o Presidente da CONAEGUIB alegou a falta de conclusão de alguns exames do ano letivo passado e o processo de matrícula em curso, como outras razões que inviabilizaram o início do presente ano letivo conforme anunciado pelo Ministério da Educação.

Este responsável ainda apontou a observância da greve por parte do Sindicato Independente dos Professores SINDEPROF, como outra razão para o não início, a tempo, das aulas em escolas públicas.

Bacar Darame disse que, contudo, algumas escolas públicas já estão em condições de iniciar as aulas tal como as escolas de autogestão.

“Esta situação evidência as desigualdades nas próprias escolas, e a solução requer um esforço do Governo para sanar estas situações adversas e crónicas”, disse.

Darame exorta o executivo a criação de condições para o diálogo com os sindicatos dos professores em greve para que se possa criar condições favoráveis para a normalização das aulas nas escolas públicas, e recuperação da confiança dos pais e encarregados da educação e dos alunos no sistema educativo público.

No quadro da Central sindical, a UNTG que decretou uma greve de 30 dias, pelo menos dois sindicatos de professores observam a paralisação das aulas no ensino público. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

 

sábado, 9 de janeiro de 2021

Guiné-Bissau - União Nacional dos Trabalhadores da Guiné indignada com os subsídios que o governo anunciou para os titulares de órgãos de soberania

Júlio Mendonça, secretário-geral da maior central sindical da Guiné-Bissau, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – UNTG – está indignado com os subsídios que o governo anunciou para os titulares de órgãos de soberania do país, que considera ser um insulto ao povo guineense, que vive na miséria e vê os impostos aumentarem e o salário mínimo estagnar

Segundo o Orçamento Geral do Estado, aprovado pela nova maioria no parlamento, o novo Fundo de Soberania vai permitir que o Presidente Umaro Sissoco Embaló receba em 2021, 915 mil euros, enquanto o presidente do parlamento Cipriano Cassamá e o primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam receberão cada um quase 400 mil euros.

No total os subsídios aos governantes em 2021 deverão ascender a 1,8 milhões de euros ou 1200 milhões de francos CFA, pelo que grupos da sociedade civil e partidos políticos pedem ao Presidente que vete o OGE para 2021, mas Umaro Sissoco Embaló ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Um despacho do primeiro-ministro Nuno Nabiam, com data de 12 de Agosto, anuncia que doravante, por exemplo, o Presidente da República vai receber uma diária de mil euros se estiver numa viagem fora da Guiné-Bissau e mais um valor adicional de cerca de 38 mil euros para a chamada despesa de representação quando viaja em missão oficial ou estatutária.

Júlio Mendonça, secretário-geral da UNTG que no final do ano passado avisou que se o OGE fosse aprovado 2021 seria um ano de greves, considera que estes subsídios são um insulto ao povo guineense, que vive na miséria e enquanto os trabalhadores do Estado pagam mais impostos, sem aumento de salário mínimo, os governantes vão ganhar mais dinheiro.

“…para nós é caricato, como é que é possível só na viagem do Presidente ele receber o ‘perdiem’ diário de mil euros? Sim, porque faço o câmbio de 650 mil francos CFA e são mil euros, sem contar com o subsídio anual de um milhão que o Presidente tem direito a receber líquido e tem ainda outros subsídios adicionais, isso para nós não representa a realidade da Guiné.

O próprio presidente da Assembleia e os deputados também têm direito a receber, mas todos nós sabemos que os deputados não trabalham e não pagam impostos.

Em resumo, todas estas mordomias criadas para enriquecer mais os governantes, só vão reforçar o sofrimento do povo, porque é quem paga, razão pela qual o governo decidiu criar novos impostos”.

Júlio Mendonça só vê uma saída: os trabalhadores persistirem na sua luta com greves na Função Pública, como a de 5 dias que decorre até 8 de janeiro, com cerca de 90% de adesão, com destaque para os sectores da saúde e educação, sendo que o único sector que não aderiu foi o das alfândegas e ainda nesta quinta-feira, 7 de janeiro, a UNTG entregou ao governo um novo pré-aviso de greve que deve decorrer de 18 a 22 deste mês.

E também na passada quinta-feira, 7 de janeiro, começou uma greve geral de 15 dias dos trabalhadores da Imprensa Nacional – INACEC – empresa gráfica pública, que reclamam 6 meses de salários em atraso, o pagamento da segurança social, o controlo das receitas internas e a melhoria de condições de trabalho.

A INACEC tem uma dívida de 93 meses com os funcionários referente aos anos anteriores até 2019, segundo Walter Mendonça, do Sindicato de Base dos Trabalhadores da Imprensa Nacional. In “Portal de Angola” - Angola

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Guiné-Bissau – Educação, bandeira de Amílcar Cabral, eternamente adiada

Bissau - O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) informou hoje que recebeu garantias da parte da União Nacional dos Trabalhadores (UNTG) de que as aulas só voltarão à normalidade com a implementação do Estatuto de Carreira Docente.

Bacar Darame falava à imprensa após um encontro com o Secretário-geral da UNTG, durante a qual a associação expressou a suas preocupações face às greves na função pública que “estão a prejudicar o aproveitamento dos jovens estudantes e do povo da Guiné-Bissau”.

“O governo deve chamar os sindicatos para negociarem com a finalidade de evitar novas paralisações no sector educativo, porque os prejudicados com sucessivas ondas de greve são sempre os estudantes. Sabemos que o desenvolvimento de qualquer que seja o país está na educação. Assim sendo, cabe aos governantes priorizarem a área educativa para que a Guiné-Bissau possa ter progresso no futuro”, disse.



Acrescentou que este ano lectivo tal como o ano lectivo findo vai estar comprometido com sucessivas ondas de greve e que, por isso, existe uma necessidade das partes chegarem a um consenso, com o objectivo de não prejudicar ainda mais os estudantes.

“Acho que o governo deve ter a capacidade de convencer o sindicato a liberar os professores para as salas de aulas, porque governar é solucionar os problemas que podem prejudicar o país de forma geral”, referiu aquele responsável.

Adiantou que a CONAIGUIB pretende promover um frente a frente entre as duas centrais sindicais e a ministra da função pública para que sejam encontradas soluções para o curso normal das aulas. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Baía da Lusofonia”