Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Europa - Phenix: a empresa que combate desperdício e salvou 25 milhões de refeições em 2023

A empresa Phenix, que combate o desperdício alimentar, salvou no ano passado 25 milhões de refeições, o equivalente a 50 mil ordenados mínimos em Portugal, segundo o balanço divulgado pela start-up



No ano passado, disse, houve mais apoios financeiros, mais famílias ajudadas e mais alimentos salvos.

No balanço anual sobre Portugal a empresa, de origem francesa, registou 12 mil toneladas de alimentos salvos em 2023, um crescimento face a 2022, quando tinha registado nove mil toneladas.

Também no número de famílias ajudadas a Phenix passou de 100 mil em 2022 para 450 mil no ano passado.

Carlos Hipólito, responsável em Portugal pela startup afirma, citado no comunicado: “2023 foi um ano marcado por grandes desafios para as instituições e para as famílias portuguesas e isso verificou-se no aumento de famílias ajudadas pela Phenix. Em apenas um ano, passámos das 100 mil para as 450 mil famílias ajudadas. É um número que nos deixa preocupados, é certo, mas que nos faz lutar ainda mais pela causa do desperdício alimentar”.

Segundo o balanço, os 25 milhões de refeições salvas em 2023 são também um aumento de sete milhões comparando com 2022.

“No total, foram poupadas 85 mil toneladas de dióxido de carbono, o que representa 6.405 viagens de avião Lisboa — Paris. Este valor reflete um aumento de 22 mil toneladas face aos dados do período homólogo. Paralelamente, a Phenix registou, em 2023, 38 milhões de euros em doações, o que representa 50 mil ordenados mínimos em Portugal. No ano de 2022, tinham sido registados 30 milhões de euros”, diz também a empresa no comunicado de balanço.

Em Portugal a Phenix é parceira de 3000 associações beneficiárias e tem o apoio de várias empresas, que fazem doações que são depois distribuídas pelas associações, que as fazem chegar às famílias. A empresa prevê um crescimento de clientes e parceiros que se traduzirá num crescimento superior a 18% de valor doado.

Além de fazer a ligação entre o mercado e as instituições, a Phenix tem uma aplicação anti-desperdício (cabazes de excedentes) e forma os profissionais das lojas, da distribuição e da indústria em melhor gestão de excedentes.

A startup está em Portugal desde 2016. Foi criada em França em 2014 e tem como objetivo combater o desperdício, alimentar ou não. Está presente também em Espanha, além de Portugal e França.

Os dados estatísticos indicam que cada português desperdiça por ano 184 quilos de alimentos, sendo Portugal o quarto país da União Europeia que mais desperdiça. In “MadreMedia” – Portugal com “Lusa”


domingo, 28 de fevereiro de 2021

Portugal - Start-up cria uma solução para produção de bioetanol

A start-up portuguesa Stex criou uma solução inovadora que aproveita os resíduos florestais e agrícolas e os resíduos sólidos urbanos para produzir bioetanol. A empresa pretende construir em Portugal, nos próximos dois anos, a primeira biorrefinaria da Península Ibérica

A Stex criada em 2019 depois de quatro anos de investigação científica no Brasil, desenvolve tecnologias verdes para a produção de biocombustíveis líquidos, pré-bióticos e proteínas a partir de biomassas residuais ou resíduos em escala industrial.

A empresa desenvolveu uma solução inovadora que aproveita os resíduos florestais e agrícolas e os resíduos sólidos urbanos para produzir bioetanol, que tem de ser incorporado nos combustíveis do setor dos transportes para responder a diretiva europeia ‘Renewable Energy – Recast to 2030 (RED II)’.

A start-up foi distinguida com o prémio ‘Born from Knowledge (BfK) Awards’, atribuído pela Agência Nacional de Inovação, no âmbito da sétima Edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola.

O administrador, Lucas Coelho, destaca que a start-up opera uma planta piloto dentro das instalações da Unidade de Bioenergia e Biorrefinarias do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) coordenado por Francisco Gírio e pretende lançar no espaço de dois anos a primeira biorrefinaria da Península Ibérica.

A solução da Stex assenta numa unidade industrial, a biorrefinaria, para transformar resíduos florestais, agrícolas ou lixo urbano em bioetanol. “Trata-se de um biocombustível avançado, uma vez que é feito a partir de matéria celulósica residual e não compete com a produção de alimentos”, informa a empresa num comunicado enviado ao ‘Mundo Português’.

Bagaço de azeitona e podas de oliveiras

Após quatro anos a desenvolver a tecnologia no Brasil, os fundadores decidiram mudar-se para a Europa, onde existe legislação madura para a transição energética e para uma sociedade neutra em carbono até 2050.

Em 2019, abriram a Stex, uma empresa 100% portuguesa, e instalaram no campus do Lumiar do LNEG, em Lisboa, a unidade piloto que mantinham do outro lado do Atlântico. A unidade está em operação, sendo uma das maiores da União Europeia e a maior da Península Ibérica. A empresa já validou o processo para resíduos florestais de bagaço de azeitona e podas de oliveiras e resíduos sólidos urbanos através de uma parceria com o LNEG.

“Neste momento está em busca de parceiros para implementar as biorrefinarias em Portugal e na Europa”, informa ainda no comunicado. Nos próximos dois anos, o objetivo é construir em Portugal a primeira biorrefinaria da Península Ibérica, e, em 10 anos, 10 no território ibérico. O restante mercado europeu também está nos seus horizontes

Em 2018, a União Europeia aprovou a RED II, que obrigará o setor dos transportes a incorporar até 2030, um mínimo, de,5% de biocombustíveis que provenham de resíduos. A Stex partiu dessa norma da UE para desenvolver um processo que, ao contrário do que acontece nas soluções maioritariamente adotadas, não parte de açúcares (Brasil) ou hidratos de carbono (Europa e EUA). “Estas alternativas, além de não serem as mais sustentáveis, ainda competem com a produção de alimentos, o que aumenta os seus preços”, explica.

Com a procura por este tipo de biocombustível a aumentar nos próximos anos, a empresa prevê, na Europa, um potencial de mercado que pode chegar a 15 mil milhões de euros. Ana Pinto – Portugal in “Mundo Português”