Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 16 de julho de 2022

Angola - Boaventura Cardoso vence IV Prémio de Literatura Dstangola/Camões com a obra "Margens e Travessias"

Com a obra "Margens e Travessias", Boaventura Cardoso, que já foi vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na edição de 2001, sagrou-se vencedor do prestigiado concurso promovido pelo Dstgroup, em parceria com o Instituto Camões

O escritor angolano Boaventura Cardoso é o grande vencedor do IV Prémio De Literatura Dstangola/Camões, com a obra "Margens e Travessias", publicada em 2021. Ao escriba, o concurso, uma promoção da empresa portuguesa Dstgroup, em parceria com o Instituto Camões, entrega, em Outubro, 15 mil euros, cerca de 6,3 milhões de kwanzas.

De acordo com a organização, as várias obras a concurso foram analisadas por um júri de referência constituído pela professora Irene Guerra Marques (presidente), o professor Manuel Muanza e o jornalista Carlos Ferreira, ao qual coube a análise, escolha e fundamentação da obra premiada.

"A atribuição do prémio ao autor Boaventura Cardoso, fundamenta-se essencialmente no facto de se tratar de uma obra que reflete, melhor do que nunca, um escritor que nos habituou, ao longo dos anos, a um trabalho exaustivo que balança constantemente entre uma criatividade muito rica, mas também muito disciplinada", destacou o júri do prémio.

Na avaliação de Irene Guerra Marques, Manuel Muanza e Carlos Ferreira, entre o imaginário, o realista, o religioso, o musical (o refrão que percorre uma das principais figuras do seu romance, da sua vida!), "Boaventura Cardoso recorre aos mesmos métodos que fizeram dele um dos melhores prosadores da História da Literatura Angolana: uma disciplina férrea, um profundo conhecimento da realidade, uma observação lúcida e inteligente de tudo quanto se vai passando à sua (à nossa...) volta e constrói um romance que se constitui fundamental para quem queira conhecer a Angola do último meio-século".

O Prémio de Literatura Dstangola/Camões, que distingue livros editados em poesia e prosa, de artistas nascidos em Angola, já distinguiu autores como Zetho Cunha Gonçalves, em 2019, Pepetela, em 2020 e Benjamim M"Bakassy, no ano passado.

Boaventura Cardoso, licenciado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomaz de Aquino - "Angelicum", de Roma, é membro fundador da União dos Escritores Angolanos e autor dos livros de contos "Dizanga dya Muenhu (1977), "O Fogo da Fala" (1980) e "A Morte do Velho Kipacaça" (1987), dos romances "O Signo do Fogo" (1992), "Maio, Mês de Maria" (1997), "Mãe, Materno Mar" a que foi atribuído o Prémio Nacional de Cultura e Artes (2001), na disciplina de Literatura, e dos romances "Noites de Vigília" (2012) e "Margens e Travessias" (2021). É membro honorário da Academia Palmense de Letras (Estado brasileiro de Tocatins) e ostenta a Ordem do Mérito Cultural na classe Comendador, concedido pelo Presidente da República Federativa do Brasil, em 2006. Está dicionarizado no "Novo Aurélio", de Aurélio Buarque de Holanda.

Foi, de 2016 a 2020, o primeiro presidente da Academia Angolana de Letras de que é membro-fundador. Actualmente, é deputado à Assembleia Nacional pelo partido MPLA. Hélder Caculo – Angola in “Novo Jornal”

 


sexta-feira, 14 de maio de 2021

Macau - Gastronomia local em destaque na província de Jiangsu


À boleia da Semana de Macau em Jiangsu, que decorre na cidade de Nanjing, foi organizada uma promoção da gastronomia local entre os dias 13 e 26 de Maio. O evento está a decorrer no Jin’s Café do Hotel Jinling e conta com um buffet de pratos macaenses e portugueses feitos pelo chef Lou Chi Seng, que em 1999 e 2016 obteve as Medalhas de Mérito Profissional e de Mérito Turístico atribuídas pelo Governo da RAEM.

Lou Chi Seng é o responsável pela confecção de 33 pratos, entre eles: pastéis de bacalhau, chouriço assado, caldo verde, salada de lulas à portuguesa, salada de orelha de porco à portuguesa, galinha à portuguesa, feijoada, arroz chau chau de Macau, arroz chau chau à portuguesa, minchi, serradura e batatada.

Amanhã, em Nanjing, vai realizar-se uma transmissão em directo através da internet onde uma celebridade da internet interagirá com o chefe para apresentar os pratos típicos macaenses e portugueses. O chef Lou vai apresentar o prato macaense minchi e vai usar um ingrediente típico de Nanjing, as favas, para fazer o prato português entrecosto de favas.

A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) realizaram ontem um seminário de promoção do turismo com o objectivo de apresentar as vantagens dos sectores do turismo e de convenções e exposições de Macau, permitindo aos operadores dos dois lados realizar intercâmbio e negociações, bem como promover a imagem de Macau como uma cidade saudável, segura e apropriada para visitar.

Helena de Senna Fernandes, directora da DST, sublinhou que o objectivo também passa por explorar a cooperação entre as duas cidades e lançar mais novos produtos e serviços turísticos. In “Ponto Final” - Macau


 

domingo, 26 de janeiro de 2020

Portugal - Grande Prémio de Literatura dst 2020



O Grande Prémio de Literatura dst comemora este ano 25 anos de existência. Instituído pelo dstgroup, cedo se afirmou como um dos mais importantes no panorama cultural português, enquanto promotor da língua e dos autores portugueses de obras. O grupo, liderado por José Teixeira, assinala as bodas de prata da iniciativa com um prémio que, este ano, ascenderá a 25 mil euros.  O prémio, que rotativamente distingue o melhor da literatura nacional, ora em poesia ora em prosa, homenageia nesta edição comemorativa a criação poética de autores portugueses nascidos e residentes em território nacional. As inscrições para o Grande Prémio de Literatura dst estão abertas até ao dia 1 de março, podendo candidatar-se obras daquele género literário, publicadas em 2018 e 2019.

O Grande Prémio de Literatura dst contará uma vez mais com os elementos do júri, Vítor Manuel de Aguiar e Silva a presidir, José Manuel Mendes e Carlos Mendes de Sousa, personalidades de reconhecido mérito que, ao longo de mais de duas décadas, têm assumido o desígnio de selecionar as obras vencedoras do prémio literário criado pelo dstgroup, um dos mais dinâmicos promotores da arte e da cultura em Portugal da atualidade.

As cinco obras finalistas serão selecionadas até ao dia 1 de maio e o prémio será entregue no dia 3 de julho, numa cerimónia a decorrer no Theatro Circo, no âmbito da programação da Feira do Livro de Braga, que conta novamente com o mecenato do dstgroup.

O Grande Prémio de Literatura dst nasceu com o objetivo de premiar obras originais, em dois géneros literários, escritas em português por autores portugueses, contribuindo assim para a promoção e valorização das literaturas de língua portuguesa. Ao longo de 25 anos, o prémio, no valor de 15 mil euros, cresceu em notoriedade, afirmando-se como um dos mais reconhecidos em Portugal, e também em número de participantes, o que denota o interesse e o prestígio que tem gerado junto da comunidade de autores e do setor. A aposta na divulgação da língua, da literatura portuguesa e dos seus autores e na promoção dos hábitos de leitura continuará a ser um dos principais desígnios deste prémio, que distinguiu, nos últimos cinco anos, autores como Luísa Costa Gomes, Manuel Alegre, Mário Cláudio, Daniel Jonas e Lídia Jorge. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo

sábado, 10 de outubro de 2015

Macau – 18º Festival da Lusofonia


É já de 23 a 25 de Outubro de 2015 que as Casas-Museu da Taipa vão receber o 18º Festival da Lusofonia, que este ano apesar de ter um orçamento mais baixo, conta com um segundo palco, destinado à artistas lusófonos locais. Embora ainda falte cerca de um mês, a Associação de Amigos de Moçambique e a Casa de Portugal já decidiram os temas das barracas, no entanto esta última prefere dar apenas uma pista e guardar a surpresa para o futuro



Nascido em 1998, o Festival da Lusofonia chega este ano à sua 18ª edição, trazendo consigo algumas novidades, mas o espírito de sempre, estando já as comunidades lusófonas locais em preparação.

A presidente da Casa de Portugal (CPM), Maria Amélia António adiantou ao Jornal Tribuna de Macau que o tema do expositor estará interligado à apresentação das crianças da CPM no palco. “O tema é o segredo maior, mas posso dizer que tem a ver com uma arte muito tradicional de Portugal e muito característica. Não são azulejos, porque já fizemos”, frisou.

Declarando que os trabalhos de preparação estão a correr bem, Maria Amélia António afiançou que este ano a casa está a contar ter mais pessoas a apresentar trabalhos nos expositores de artesanato, ligados à CPM. “Queremos alargar o leque de trabalhos expostos e à venda”, disse, explicando que esses expositores também terão o mesmo tema que a CPM.

Depois de em 2014, o arranque oficial da festa ter sido manchado pela ausência de representantes das associações participantes, facto que causou descontentamento, Maria Amélia António está convencida de que tal não se vai repetir nesta edição. “Foi um grande acidente de percurso fazer-se uma inauguração fingida, quando as pessoas ainda estavam a montar e a trabalhar”, lembrou.

A Associação dos Amigos de Moçambique também já definiu o tema do expositor, que este ano vai ser dedicado à praia. “A costa de Moçambique é bastante grande, temos belíssimas praias e vamos mostrar uma delas”, afirmou Helena Brandão, presidente da associação.

Destacando que a componente burocrática já está encaminhada, Helena Brandão notou que apenas na semana do festival é que terão mais condições para a preparação efectiva do expositor. No entanto, salientou que está tudo a correr de feição.

Por seu lado, a Associação de Amizade Macau-Cabo Verde ainda se encontra na fase de definição do tema. Daniel Pinto, presidente da associação disse ao Jornal Tribuna de Macau que nesta altura a participação no festival é já quase uma “questão rotineira”, porque as pessoas estão habituadas a participar.

“Normalmente, apresentamos uma ilha, todos os anos mudamos de cenário. Este ano pode ser que se junte todas as ilhas e se faça uma coisa só, vamos aguardar uns dias para a decisão final”, afirmou.

Novidades com menos dinheiro

Organizado pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e Direcção dos Serviços de Turismo (DST), nesta edição o Instituto Cultural (IC) também se juntou à comissão organizadora do evento, que vai decorrer entre 23 e 25 de Outubro.

Segundo Henry Ma, administrador do Conselho de Administração do IACM, o festival deste ano está orçado em 2,4 milhões de patacas, menos 400 mil patacas que em 2014.

Em relação a este facto, Maria Manuela António disse que tem sido tendência nos últimos anos, mas que o valor do subsídio atribuído às associações se mantém o mesmo. “O montante que nos dão é o mesmo há vários anos e tudo se tem tornado mais caro, por isso cada ano é mais difícil”, afirmou, destacando que as associações têm de adaptar às circunstâncias.

“Isso (redução no orçamento) também se há-de traduzir na programação dos espectáculos, mas isso não é connosco. Em vez de mais espectáculos se calhar vão usar mais recursos locais, que eventualmente chamam menos gente”, notou a presidente da CPM.

Sobre este ponto, a organização está à espera da participação de cerca de 20 mil pessoas, número semelhante ao de 2014.

Henry Ma considera que os 18 anos do Festival foram “bastante significativos”, pelo que a organização vai avaliar e melhorar o mesmo. Sublinhando a preservação da cultura portuguesa em Macau, porque só no território se regista esta fusão cultural entre Ocidente e Oriente, o administrador do IACM disse que o organismo está aberto a novas sugestões.

Com o objectivo de homenagear as comunidades de expressão portuguesa locais, que “ajudaram a construir Macau e que decidiram permanecer na RAEM, apoiando o seu desenvolvimento”, o Festival da Lusofonia conta nesta edição com a adição de um palco de actuações no Largo do Carmo, em frente à igreja. Este local será destinado a performances de artistas lusófonos locais, como a banda 80&Tal, Mané Crestejo, Fabrizio Croce e o Grupo de Fado e de Música Popular Portuguesa. Os espectáculos começam às 19h30 e terminam às 21h30.

O anfiteatro das Casas-Museu irá receber as actuações de artistas vindos de países e regiões da Lusofonia, como é o caso de Mariene de Catro (Brasil), Virgem Suta (Portugal), Massukos (Moçambique), Bitori Nha Bibinha (Cabo Verde), Mesô Dance (S. Tomé e Príncipe), D’Voices Talik Murak (Timor-Leste), Master Jake (Angola), Binhan Quimor e Star Candinha (Guiné-Bissau) e Versatyle (Goa, Damão e Diu).

Ao final da tarde do dia 24 e 25 de Outubro, o mesmo anfiteatro vai receber actuações de grupos locais, como o grupo folclórico infantil da Escola Portuguesa de Macau e as crianças do Jardim de Infância D. José Costa Nunes.

Em termos gastronómicos, além dos 10 expositores das comunidades lusófonas, que normalmente colocam para venda petiscos e bebidas típicas a par de música, fotografias, trajes típicos e informação promocional, no Jardim Municipal do Carmo o restaurante “Gastronomia Lusófona” volta a servir os sabores típicos.

A cachupa de Cabo Verde, a feijoada brasileira, sarapatel de Goa, Damão e Diu, moamba de Angola e caldo verde são algumas das iguarias disponíveis.

O festival voltará a ser animado pela presença da “Rádio Carmo”, que vai animar e acompanhar as actividades daqueles dias, nomeadamente os jogos tradicionais portugueses, o tradicional torneio de matraquilhos, os passeios de póneis, as actividades nos insufláveis gigantes para crianças e o simulador do Grande Prémio.

A cerimónia oficial de abertura está agendada para as 19h do dia 23 de Outubro. Liane Ferreira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”