Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 16 de março de 2026

Portugal - Investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde entre os especialistas mais influentes da engenharia biomédica

Bruno Sarmento foi eleito para o «College of Fellows» do prestigiado American Institute for Medical and Biological Engineering (AIMBE)


Bruno Sarmento, investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), foi eleito para o College of Fellows do American Institute for Medical and Biological Engineering (AIMBE), uma das distinções internacionais mais relevantes na área da engenharia biomédica.

Esta eleição reconhece contribuições científicas de elevado impacto no desenvolvimento de nanotecnologias terapêuticas, sistemas avançados de libertação de fármacos e abordagens translacionais inovadoras para a administração de biomoléculas.

A cerimónia de investidura terá lugar durante o AIMBE Annual Event, que decorrerá entre 11 e 13 de abril , em Washington, D.C. (EUA), ocasião em que Bruno Sarmento passará a integrar formalmente o College of Fellows, composto por cerca de 3000 líderes científicos, engenheiros, empreendedores e inovadores que se distinguiram por avanços significativos na engenharia médica e biológica.

“Ser eleito Fellow do AIMBE constitui um reconhecimento de grande relevância na minha carreira”, afirma o investigador.

“Este resultado só foi possível graças ao trabalho extraordinário dos membros do meu grupo de investigação, Nanomedicines & Translational Drug Delivery, que contribuem diariamente para manter um nível de excelência científica muito elevado. É também um reconhecimento que partilho integralmente com a minha família, cujo apoio incondicional é essencial para coordenar a atividade científica com a vida familiar”, acrescenta Bruno Sarmento.

Potenciar o impacto estratégico do AIMBE

O AIMBE, fundado em 1991, promove políticas públicas baseadas em evidência científica, estimula inovação biomédica e fornece recomendações estratégicas ao ecossistema norteamericano de investigação e saúde.

A integração de Bruno Sarmento neste colégio reforça a presença da investigação portuguesa em debates internacionais críticos para o futuro da bioengenharia e da medicina translacional, sendo o terceiro português a integrar este grupo restrito e criando oportunidades de colaboração institucional, científica e tecnológica.

O reforço das ligações científicas entre Portugal e os EUA será uma das prioridades do investigador. “Temos uma comunidade científica altamente qualificada e infraestruturas de excelência, e os EUA apresentam um ecossistema biomédico robusto e orientado para a inovação translacional”, refere.

“A AIMBE é o espaço ideal para fortalecer estas ligações, especialmente neste momento de desafios acrescidos para a comunidade científica americana”, conclui o investigador.

Um ano de afirmação internacional

A eleição para o AIMBE ocorre num período especialmente significativo para o cientista do i3S e para o seu grupo de investigação, que tem demonstrado indicadores científicos de inovação e de captação de financiamento altamente competitivos.

O desempenho científico do grupo Nanomedicines & Translational Drug Delivery tem sido amplamente reconhecido a nível internacional, consolidando o i3S como uma referência emergente no campo da nanomedicina e dos sistemas de entrega de fármacos.

Este momento de afirmação coincide com um outro marco importante na carreira de Bruno Sarmento. Em julho de 2026, durante o congresso anual da Controlled Release Society (CRS) que terá lugar em Lisboa, iniciará o seu mandato como Presidente da sociedade, uma das mais influentes organizações mundiais dedicadas às tecnologias de libertação controlada de fármacos. Universidade do Porto - Portugal


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Portugal - Trabalho do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde sobre glioblastoma conquista primeiro prémio em conferência internacional

Cláudia Martins está a produzir um nano-transportador de fármacos, que pode ser carregado com uma diversidade de quimioterapias, e enviá-las diretamente para o cérebro


A investigadora Cláudia Martins, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), conquistou recentemente o primeiro prémio na competição científica internacional da conferência anual da Controlled Release Society, que se realizou em Las Vegas, nos EUA. O evento representa também um marco importante na carreira de Cláudia Martins, que foi eleita Presidente do Comité Científico Júnior da mesma sociedade para o ano 2023/2024, sendo a primeira vez que o cargo é ocupado por uma cientista de uma instituição portuguesa.

O trabalho apresentado pela investigadora do i3S centra-se no desenvolvimento de uma nova quimioterapia (à escala nanométrica) para tratamento do glioblastoma, o tumor primário cerebral mais frequente em adultos, associado a uma esperança média de vida de apenas 15 meses. A apresentação, explica Cláudia Martins, «resumiu os principais resultados obtidos ao longo dos últimos anos, desde a parte de fabrico do novo medicamento até aos mais recentes dados de eficácia em modelos animais de laboratório».

O objetivo do trabalho de Cláudia Martins centra-se em produzir um «nano-transportador de fármacos, que pode ser carregado com uma diversidade de quimioterapias (e até outros tipos de moléculas), e enviá-las diretamente para o cérebro. Devido ao design especial deste nano-transportador, torna-se possível ultrapassar a barreira que separa o sangue do cérebro e direcionar o medicamento diretamente para o glioblastoma».


A investigadora foi inicialmente nomeada para entrar nesta competição científica da Controlled Release Society como representante da delegação Portugal/Espanha, foi depois pré-selecionada entre todos os representantes de cada delegação como uma das cinco finalistas para apresentar o seu trabalho nesta conferência em Las Vegas e acabou por conquistar o prémio de melhor trabalho na conferência anual da, sublinha, «maior sociedade científica internacional na área da ciência e tecnologias de libertação controlada de fármacos».

A conferência contou com cerca de 1300 participantes, desde investigadores a representantes das principais indústrias farmacêuticas, de todas as partes do globo, pelo que, salienta Cláudia Martins, «foi uma grande honra ter tido esta oportunidade, ter competido com representantes de delegações com trabalhos fantásticos – Alemanha, Canadá, Índia e Finlândia, Suécia, Dinamarca, Noruega, Islândia – e ter conquistado este prémio». Universidade do Porto - Portugal