Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Angola - Refinaria de Cabinda não tem data para iniciar a venda de combustíveis

Seis anos e três meses depois de ter sido entregue por ajuste directo à Gemcorp, a Refinaria de Cabinda continua sem iniciar a operação comercial de venda de gasóleo. O Expansão contactou o ministério da tutela e a Sonangol, mas a melhor resposta que obteve foi "está para breve". A inauguração oficial foi há 5 meses


A Refinaria de Cabinda tornou- -se, ao longo dos últimos anos, um caso emblemático de adiamento crónico de um projecto industrial estratégico. Pensada inicialmente como uma solução rápida para reduzir a dependência de importações de combustíveis no enclave de Cabinda, a refinaria acumulou oito promessas públicas de entrada em funcionamento entre 2021 e 2025 e, apesar de ter sido inaugurada a 1 de Setembro de 2025, continua sem operação comercial efectiva, permanecendo em fase de testes técnicos.

Na cerimónia de inauguração, o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) Diamantino de Azevedo prometeu que "até ao final do ano (2025) Angola contará com os primeiros derivados comerciais produzidos nesta unidade", o que mais uma vez não aconteceu, nem existe uma data para quando isto irá acontecer. O Expansão contactou o MIREMPET e a Sonangol, e a melhor resposta que obteve foi que "está para breve".

A origem deste percurso sinuoso remonta a 2019, quando a Sonangol rescindiu o contrato com o consórcio vencedor do concurso internacional e decidiu entregar o projecto por adjudicação directa ao grupo Gemcorp Capital. À data, a refinaria era apresentada como um projecto modular, de 30 mil barris por dia, com execução prevista em cerca de 18 meses - um prazo considerado razoável para unidades desta dimensão. No entanto, desde essa decisão, o projecto entrou num ciclo prolongado de reconfigurações e atrasos sucessivos, cujas causas se acumulam.

A primeira prende-se com o perfil do investidor. A Gemcorp é um fundo de investimento financeiro, sem histórico relevante na engenharia, construção ou operação de refinarias, o que obrigou a recorrer a múltiplos subcontratos técnicos, renegociações de engenharia e ajustamentos ao longo da obra. Em vez de um calendário linear, o projecto avançou por etapas fragmentadas, com decisões técnicas tomadas já em fase de execução.

É importante também acrescentar que o modelo de controlo e funcionamento também evolui neste período, passou a ser estruturada como uma parceria público-privada, com 90% do capital detido pela Gemcorp e 10% pela Sonangol. A Sonangol, apesar de ter apenas 10% do capital da refinaria, teve de liderar o processo de implementação do projecto, inclusive de fazer o investimento necessário para que este pudesse avançar e dar a cara junto dos fornecedores.

O Governo também deu uma ajuda fundamental criando um pacote especial (e inédito) de incentivos fiscais para o projecto, onde se inclui a redução em 90% da taxa do Imposto Industrial (15 anos), isenção do pagamento antecipado em sede de Imposto Industrial (15 anos), redução de 90% do Imposto sobre a Aplicação de Capitais (15 anos), isenção do Imposto Predial (12 anos), isenção de IVA na importação de materiais, equipamentos e maquinaria destinados à fase de investimento (primeiros 5 anos), dispensa da auto-liquidação do IVA em serviços contratados a prestadores não residentes ou sem domicílio fiscal em Angola (até 15 anos), etc., etc. João Armando – Angola in “Expansão”


sábado, 18 de dezembro de 2021

Brasil - Governo suspende comercialização de 24 marcas de azeite em seis estados

Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para combater fraudes em azeites de oliva e retirar das prateleiras dos supermercados os produtos considerados impróprios ao consumo resultou na suspensão da comercialização de 151449 garrafas de azeite de oliva em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná e Santa Catarina.

Segundo a pasta, sendo o azeite o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado, e considerando o aumento do consumo deste produto na época das festas de final de ano, a ação do Mapa teve como objetivo inibir a venda dos produtos adulterados.

Os resultados da operação foram divulgados em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (16), em Porto Alegre. Ao todo, foram encontradas 24 marcas irregulares em supermercados.

As irregularidades são produtos sem registro no Mapa, fraudados, clandestinos e contrabandeados. Ainda durante a ação, foram encontradas três fábricas clandestinas que estavam envasando como azeite uma mistura de óleos vegetais de procedência desconhecida. Também foi suspenso o registro de uma fábrica no interior de São Paulo, após a constatação de adulteração na fabricação de seus produtos durante o ano de 2021.

“Os consumidores não devem comprar os azeites dessas marcas divulgadas pelo Mapa. Fica o alerta também para os supermercados, pois o local que estiver com um desses produtos expostos à venda se responsabilizará pela irregularidade e responderá perante o Ministério com multas que podem chegar a R$ 532 mil reais”, destacou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos Origem Vegetal, Glauco Bertoldo. Os azeites eram comercializados em todo o país.

O azeite de oliva virgem pode ser classificado em três tipos: o extra virgem (acidez menor que 0,8%), virgem (acidez entre 0,8% e 2%), lampante (acidez maior que 2%). Os dois primeiros podem ser consumidos in natura, mantendo todos os aspectos benéficos ao organismo. O terceiro, tipo lampante, deve ser refinado para ser consumido, quando passa a ser classificado como azeite de oliva refinado.

As fraudes dos produtos são confirmadas em laudos analíticos avaliados pela rede oficial de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA).

A fraude mais comum na fabricação de azeite de oliva é a mistura de óleo de soja com corantes e aromatizantes artificiais. Também são encontrados casos de azeite de oliva refinado vendido como azeite extra virgem.

A operação contou com apoio da Anvisa, Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, Ministério Público e Polícia Civil. In “Mundo Lusíada” - Brasil

Confira a lista de marcas irregulares interceptadas no mercado em 2021: Alcazar, Alentejano, Anna, Barcelona, Barcelona Vitrais, Castelo dos Mouros, Coroa Real, Da Oliva, Del Toro, Do Chefe, Épico, Fazenda Herdade, Figueira da Foz, llha da Madeira, Monsanto, Monte Ruivo, Porto Galo, Porto Real, Quinta da Beira, Quinta da Regaleira, Torre Galiza, Tradição, Tradição Brasileira, Valle Viejo.

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Portugal - CESL Asia e Monte do Pasto lançam carne sustentável produzida no Alentejo e comercializada em Macau


A empresa CESL Asia vai lançar em breve, em Portugal, carne de vaca sustentável, produzida no Alentejo, e já comercializada em Macau, disse à Lusa o presidente António Trindade.

No lançamento público de um menu sustentável, de autoria do ‘chef’ Michele Dell’Aquila, que integra a carne “True Born” do Monte do Pasto, António Trindade sublinhou que a empresa está a “desenvolver todos os padrões de sustentabilidade [da carne] de raiz”, numa aposta num futuro de alimentação sustentável que vai exigir “uma variedade de estratégias”.

O desenvolvimento de uma alimentação sustentável até 2050 é necessário para alimentar 10 mil milhões de pessoas sem usar mais terra e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, afirmou. Isso passa por considerações do bem-estar animal, por “inovação e por reequacionar toda a produção, logística, alimentação, tudo, do pasto ao prato”, disse. “Significa, do lado do consumidor, alterar a dieta, de modo a consumir a quantidade e qualidade adequada de carne, adotar hábitos alimentares sustentáveis, usar produtos sustentáveis, reduzir o desperdício. Do lado do produtor, significa melhorar o bem-estar animal, a alimentação do gado, a utilização dos solos e também o apuramento genético, produzir carne com mais eficiência, melhor proteína, mais saudável e menos desperdício”, explicou.

“True Born”, a carne de vaca comercializada em Macau e a lançar em Portugal, é produzida no Monte do Pasto, em 2500 hectares de montado alentejano, em Cuba, no distrito de Beja, onde a empresa tem contribuído para aumentar o investimento e a produção económica da zona rural, uma das mais pobres em Portugal. “Talvez a partir ainda deste mês, vamos lançar esta carne em distribuidores específicos e numa grande superfície [em Portugal]. Até ao fim deste ano, esperamos estar também em Hong Kong”, adiantou o responsável, lamentando não ser ainda possível “exportar para a China, tanto mais que se trata de inovação pertinente à segurança alimentar”.

António Trindade salientou que este conceito de “carne sustentável”, vendida em porções preparadas para o consumidor doméstico, e diferentes cortes, concebidos para reduzir o desperdício, num processo de produção totalmente controlado pela empresa do “pasto ao prato”, ainda está a ser desenvolvido “desde Portugal e testado no mercado em Macau”, por “exigir também uma mudança de mentalidades”. “Neste aspecto, a contribuição dos ‘chefs’ é importante, através das escolhas que fazem para um menu, podem fazer a diferença em termos de influenciar os consumidores a aderirem ao conceito de qualidade associado à sustentabilidade alimentar”, considerou, sobre a colaboração com Dell’Aquila, no restaurante The Manor, no hotel St. Regis do resort Londoner, onde o menu sustentável está a ser experimentado há mais de uma semana. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


 

sábado, 18 de maio de 2019

Moçambique – Gás do Rovuma: Projecto da ExxonMobil com luz verde para avançar



A Mozambique Rovuma Venture anunciou que o Governo acaba de aprovar o plano de desenvolvimento do projecto Rovuma LNG, que vai produzir, liquefazer e comercializar gás natural de três reservatórios do complexo Mamba, localizado no bloco da Área 4 na Bacia do Rovuma, dois dos quais atravessam a fronteira com a vizinha Área 1.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A (MRV), uma joint venture incorporada, em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC, que detém 70 por cento de interesse participativo no contrato de concessão para pesquisa e produção na Área 4. A Galp, KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P detém cada uma 10% de interesse participativo.

Em comunicado de imprensa, o presidente da ExxonMobil Development Company, Liam Mallon, afirma que a aprovação do plano de desenvolvimento marca mais um passo significativo para se chegar à Decisão Final de Investimento e início da construção ao longo do corrente ano.

“Continuaremos a trabalhar com o Governo para maximizar os benefícios a longo termo que este desenvolvimento vai trazer para o povo moçambicano.

O Projecto Rovuma LNG vai trabalhar para o crescimento da mão-de-obra local através de um processo de recrutamento focalizado no desenvolvimento de habilidades”, disse.

A fonte cita o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, a afirmar que este é o terceiro plano de desenvolvimento aprovado neste quinquénio, visando viabilizar a exploração sustentável das enormes reservas de gás natural descobertas na Bacia do Rovuma, e representa o compromisso do Governo de assegurar a implementação de projectos que impulsionem o desenvolvimento do país.

“Queremos que o empresariado e os cidadãos moçambicanos sejam os principais beneficiários das várias oportunidades de negócio disponíveis nas multinacionais, porque entendemos que essas empresas devem crescer com o empresariado nacional e com Moçambique”, afirmou o governante.

Os esforços de marketing para o GNL produzido a partir da Fase 1 do projecto Rovuma LNG são conjuntamente liderados pela ExxonMobil e pela Eni.

Os contratos de compra e venda de 100% da capacidade das fábricas 1 e 2 foram submetidos ao Governo moçambicano para aprovação, prevendo-se que conjuntamente produzam mais de 15 milhões de toneladas. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Montenegro – Empresa procura fornecedores de fruta e legumes

Uma empresa de Montenegro especializada na comercialização e distribuição de frutas e legumes procura produtores de frutas e vegetais frescos de alta qualidade.

Segundo a secção de Oportunidades de Negócio da Enterprise Europe Network, a empresa, fundada em 1995, pretende actuar como distribuidora.

Para mais informações, procurar pela referência ME-2016-311 aqui. Informações sobre a empresa aqui.

A Enterprise Europe Network é uma rede de serviços para ajudar as empresas a inovar e a competir melhor no espaço europeu.

Mais de 500 pontos de contacto

Formada por mais de 500 pontos de contacto, espalhados por 40 países na Europa, a rede oferece um conjunto de serviços descentralizados e de proximidade, que apoiam as pequenas e médias empresas (PME) no seu processo de internacionalização e no encontro de parceiros estratégicos para a inovação e o desenvolvimento sustentado dos seus negócios.

Em Portugal, liderada pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, a Enterprise Europe Network é representada por um consórcio que envolve doze entidades públicas e associativas, distribuídas regionalmente por todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. João Borges – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”