Bailundo - O município do Bailundo (Huambo), um dos que
mais sentiram os prejuízos da guerra, tem dado, nos últimos tempos, passos
significativos rumo ao progresso, com a implementação eficaz do Plano Integrado
de Intervenção nos Municípios (PIIM)
Contemplado
com 14 acções, sete das quais de continuidade, num investimento de 672 milhões,
469 mil, 975 e 39 cêntimos de kwanzas, o município do Bailundo está a encontrar
neste programa, lançado em 2019, a oportunidade de deixar para a história o
rosto sofrido de há alguns anos, sendo já um verdadeiro postal que desenha um
ar tão promissor.
A
propósito da implementação do PIIM, o administrador do município, José dos
Santos, em declarações à ANGOP, confirmou que este plano, de carácter bianual,
contempla um total de 14 acções, sete das quais iniciadas em 2019, por altura
do seu lançamento pelo Presidente da República, João Lourenço.
O
gestor municipal informou que estes projectos estão relacionados com a
construção do muro de vedação da escola primária n.º 2 – Calandula, a conclusão
de três instituições de ensino, de âmbito comunitárias, a reabilitação de outra
de 24 salas de aula, bem como a construção e apetrechamento da residência para
os professores colocados na comuna do Lunge.
Paralelamente,
informou que a administração municipal projecta, para os próximos anos, a
construção de 13 novas escolas, para melhor acomodar os alunos e, ao mesmo
tempo, reduzir o número de crianças (estimadas em 30 mil) que estudam em
condições precárias, por falta de espaços.
O
sector da Educação no Bailundo conta com mais de mil salas de aula em 130
escolas, onde, antes da interrupção do lectivo, no quadro das medidas de
prevenção da Covid-19, em Março deste ano, estavam a estudar 120 mil alunos do
ensino primário ao II ciclo do ensino secundário, num universo de dois mil
professores.
José
dos Santos detalhou ainda que, dentre as acções do PIIM, constam, igualmente, a
conclusão das obras e o respectivo apetrechamento do posto médico da comuna do
sector da Chilema e um outro do tipo II na comuna do Bimbe, onde deverá ser
construída ainda uma residência para os técnicos de saúde e um furo de água
equipado com painéis solares.
Com
durações que vão dos três aos seis meses, as acções do PIIM no município do
Bailundo contemplam, igualmente, entre outras, a reabilitação do centro de
saúde da Luvemba, para reforçar o Sistema de Saúde da municipalidade, com 30
unidades sanitárias, sendo dois hospitais municipais, cinco centros de saúde e
23 postos médicos, com 540 trabalhadores.
O
administrador informou ainda que as autoridades do município encontram, na
execução do PIIM, uma oportunidade para tornar a vida da população mais
animada, com a terraplenagem de 25 quilómetros de estrada do Monte Belo/Bimbe e
Bailundo/Lunge, para além da conclusão e apetrechamento de seis casas para os
combatentes e do edifício-sede da Administração da Comuna do Bimbe.
O
PIIM, uma iniciativa do Governo angolano, no quadro do processo de
desconcentração e descentralização administrativa, abrange os 164 municípios do
país e prevê a construção de diversas infra-estruturas com o impacto directo na
vida do cidadão.
A
conhecida terra do Rei Ekuikui possui uma extensão de sete mil e 065
quilómetros quadrados e 237 mil habitantes, distribuídos em 70 povoações
comerciais e 568 bairros e aldeias que compreendem as suas cinco comunas,
nomeadamente: Henque, Lunje, Bimbe, Luvemba e sede municipal.
A
vila do Bailundo, sede do município com o mesmo nome, localizada a 75
quilómetros a Norte da cidade do Huambo, ascendeu à categoria de vila a 16 de
Julho de 1902, através do Decreto-Lei n.º 54, do Boletim Oficial n.º 1.
Breve historial do Reino do Bailundo
Nesta
região, encontra-se o “poderoso reino da tribo Ovimbundu”, fundado no XV, então
designado por Halavala.
No
decorrer deste período, foram soberanos do Bailundo os reis Katiavala I, Jahulo
I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I,
Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi,
Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.
O
reino do Bailundo teve ainda como soberanos Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa
II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III,
Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola, Ekuikui III, Augusto Katchitiopololo (Ekuikui
IV) e Armindo Kalupeteka (Ekuikui V), este último actual rei. In “Novafrica”
– Angola com “Angop”
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