Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Pobreza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pobreza. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de dezembro de 2019

Suíça - ONG soa o alarme contra a pobreza infantil no país

Mais de 100 mil crianças são afetadas pela pobreza na Suíça e o número está aumentando, segundo a Caritas. A organização pediu aos políticos que implementassem prestações familiares suplementares em todo o país



"A Suíça não está disposta a agir. O governo deixa a luta contra a pobreza para os cantões, o que leva à desigualdade de oportunidades", criticou a Caritas.

Após as eleições legislativas de outubro, a Caritas fez um apelo ao novo parlamento para que "assumisse a liderança e criasse o quadro jurídico para uma luta nacional contra a pobreza infantil".

Há cerca de 1,7 milhões de crianças na Suíça, das quais 103 mil são afetadas pela pobreza, disse Marianne Hochuli, responsável do departamento de pesquisa da ONG.

"Em outras palavras, em cada sala de aula, há em média uma criança pobre. E se contarmos as crianças que vivem um pouco acima da linha da pobreza, há três por classe", disse.

Um terço das pessoas que dependem de ajuda social são crianças e adolescentes, segundo a Caritas.

"É intolerável que o desenvolvimento das crianças sofra como resultado da renda insuficiente de seus pais ou que essas crianças sejam punidas por causa da situação familiar em que crescem", disse Hugo Fasel, diretor da Caritas Suíça.

Trabalhadores pobres

A ONG ressaltou que existem medidas eficazes para combater a pobreza infantil, destacando exemplos de quatro cantões. Genebra, Vaud, Solothurn e Ticino introduziram benefícios adicionais para as famílias, resultando em uma queda significativa do número de famílias que solicitam assistência social.

Há muitas razões para a pobreza infantil na Suíça, explicou a instituição de caridade. Criar uma criança custa cerca de CHF 7000 a CHF 14 000 por ano, o que é particularmente alto para os pais de baixa renda, diz a instituição. Cerca de 70% das crianças afetadas pela pobreza na Suíça crescem em famílias pobres trabalhadoras.

A Caritas também destaca que a Suíça está abaixo da média europeia em termos de investimento público em crianças e famílias. In “Swissinfo” - Suíça

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

São Tomé e Príncipe – Lançado o “Programa Família” em apoio às famílias em pobreza extrema

São Tomé – O governo são-tomense através do ministério do Trabalho acaba de lançar o “Programa Família”, atribuindo um montante de 1200 Dobras (55 dólares) bimensais em apoio a mais de 2570 famílias em situação de extrema pobreza, anunciou nesta terça-feira a Directora da Proteção Social Jurtalene de Sousa.

“O programa visa reduzir a pobreza extrema dos agregados familiares, promover o acesso e a utilização dos serviços de educação por parte dos agregados familiares com crianças e o aumento do capital humano das crianças nesses agregados” – disse a directora da Protecção Social, Solidariedade e Família, Jurtalene de Sousa.

Tendo declarado que “o valor de transferência monetária para o projecto foi fixado em 600 dobras mensais por agregados familiares a serem pagos a cada dois meses um valor de 1200 Dobras”, Jurtalene de Sousa explicou que a verba visa cobrir as despesas das crianças “nas áreas da educação, saúde e nutrição”.

Quanto ao critério de elegibilidade, Jurtalene de Sousa citou a questão da localização, área geográfica da beneficiária, designadamente, distritos e localidades, condições económicas iguais ou inferiores à linha de pobreza extrema bem como a posse de crianças entre os 0 e os 18 anos.

A directora recordou ainda “este programa faz parte da política e estratégia nacional da proteção social de 2014 cujo alvo principal são pessoas que vivem em situação de pobreza extrema que não têm rendimento suficiente para satisfazer as suas necessidades alimentares. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

sábado, 4 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe - Governos são-tomense e português homologam programa de proteção social e formação profissional para 2016-2020

São Tomé - O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal homologou ontem, em São Tomé e Príncipe, um novo programa de cooperação bilateral, elogiando o empenho "muito especial" de parceiros e instituições sociais dos dois países nos últimos anos



O programa de cooperação entre os dois ministérios, para o período 2016-2020, que abrange a proteção social e gestão do Centro de Formação Profissional de São Tomé, foi homologado por José Vieira da Silva, ministro português, e o seu homólogo são-tomense, Emílio Lima.

"Um empenhamento muito em especial que conta com outros parceiros e instituições da sociedade que assumem uma responsabilidade muito grande na concretização deste projeto, quer na área da proteção social, quer futuramente, de formação profissional", disse Vieira da Silva, elogiando igualmente o empenho dos dois ministérios, dos responsáveis e dirigentes dos dois países.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, José Vieira da Silva, iniciou uma visita oficial de dois dias a São Tomé e Príncipe, enquadrada numa missão do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) português, no âmbito da cooperação entre os dois países nas áreas da luta contra a pobreza, do emprego e formação profissional e do reforço institucional.

O governante português sublinhou que essas áreas de cooperação com São Tomé e Príncipe já tem 20 anos, lamentando que "apesar de por vezes invisível para as grandes notícias é muito sólida no terreno".

"Ela chega a milhares de cidadãos deste país e conta com uma experiência que é de São Tomé e Portugal, na cooperação que tem já 20 anos, e tem obra feita e a melhor garantia para o futuro que continuaremos a trabalhar no bom sentido", explicou Vieira da Silva.

Ontem, o ministro português inaugurou e visitou a nova "Casa dos Pequeninos", sob gestão de Caritas de São Tomé e Príncipe, em Obô Longo, no distrito de Mé-Zochi.

"Essa inauguração é mais um passo nessa construção no terreno, na realidade desta ambição de cooperação que ficou bem expressa na assinatura dos acordos", explicou.

Vieira da Silva visitou também os equipamentos e locais onde intervém o Projeto de Desenvolvimento Integrado para o Distrito de Lembá, gerido pela Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que integra o lar de idosos de S. Francisco, a creche "O Ninho", o jardim infantil "O Pimpolho", o centro de formação, oficinas de carpintaria e o centro de costura.

Para o ministro do Emprego e Assuntos Sociais de São Tomé, a assinatura destes dois acordos "aumenta a esperança no futuro a jovens e vem consolidar o bom relacionamento que sempre existiu entre os dois povos e países".

De acordo com uma nota do ministério português, as atividades de cooperação envolvendo os dois ministérios são enquadradas por programas bilaterais de cooperação.

Neste programa constam as principais linhas orientadoras da intervenção, as áreas ou projetos e entidades executoras prioritários, as responsabilidades das partes signatárias, as condições e modalidades de cofinanciamento e a indicação de alguns procedimentos a adotar. “Lusa” - Portugal

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Organização Internacional do Trabalho - Estima que desemprego global terá aumento de 3,4 milhões em 2017

GENEBRA – A taxa mundial de desemprego deverá subir moderadamente de 5,7% para 5,8% em 2017, o que representa um aumento de 3,4 milhões de pessoas desempregadas, afirma o novo relatório lançado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Perspectivas sociais e do emprego no mundo - Tendências de 2017”.

Em 2017, a OIT prevê que o número de pessoas desempregadas no mundo inteiro chegue a pouco mais de 201 milhões, com um aumento adicional de 2,7 milhões previsto para 2018, já que o ritmo de crescimento da força de trabalho supera o de criação de empregos.

















"Estamos enfrentando um desafio duplo: reparar os danos causados pela crise económica e social mundial e criar empregos/trabalhos de qualidade para as dezenas de milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho a cada ano", afirmou o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder.

"O crescimento económico segue decepcionante e é menor do que o esperado, tanto em nível quanto em grau de inclusão. Isso delineia um quadro preocupante para a economia mundial e sua capacidade de criar empregos suficientes, muito menos empregos de qualidade. A persistência de altos níveis de formas vulneráveis de emprego, associadas a uma evidente falta de avanços na qualidade dos empregos – mesmo em países onde os números agregados estão melhorando – é alarmante. Temos de garantir que os ganhos do crescimento sejam compartilhados de forma inclusiva", acrescentou.

O relatório mostra que as formas vulneráveis de trabalho – como trabalhadores familiares não remunerados e trabalhadores por conta própria – devem constituir mais de 42% da ocupação total, ou seja, 1,4 mil milhões de pessoas em todo o mundo em 2017.

"Na verdade, nos países emergentes quase um em cada dois trabalhadores se insere num emprego vulnerável e, nos países em desenvolvimento, mais de quatro em cada cinco trabalhadores", disse o Economista Sénior da OIT e principal autor do relatório, Steven Tobin.

Portanto, estima-se que o número de trabalhadores em trabalhos vulneráveis irá aumentar em 11 milhões a cada ano, estando o Sul da Ásia e a África Subsaariana como as regiões mais afetadas.

Tendências regionais contrastantes

Os autores também alertam que os desafios do desemprego são particularmente graves na América Latina e no Caribe, onde as cicatrizes da recente recessão continuarão a ter um grande efeito em 2017, assim como na África Subsaariana, que registrou seu nível de crescimento mais baixo em duas décadas. Em ambas regiões se observa um forte aumento da população em idade de trabalhar.

Por outro lado, o desemprego deve diminuir em 2017 nos países desenvolvidos, reduzindo sua taxa de 6,3% para 6,2%. No entanto, o ritmo do progresso está desacelerando e há sinais de desemprego estrutural. Na Europa e na América do Norte, o desemprego de longa duração continua elevado em comparação com os níveis pré-crise e, no caso da Europa, continua aumentando apesar da queda das taxas de desemprego.

Défices de trabalho decente alimentam o descontentamento social e o desejo de migrar

Outra tendência importante destacada no relatório é que a redução da pobreza dos trabalhadores está desacelerando, colocando em risco a perspectiva de erradicação da pobreza conforme estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. O número de trabalhadores que ganham menos de US$ 3,10 por dia deve ter um aumento de mais de 5 milhões nos próximos dois anos nos países em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o relatório adverte que a incerteza global e a falta de empregos e trabalhos decentes, entre outros fatores, alimentam o mal-estar social e a migração em muitas partes do mundo.

Entre 2009 e 2016, a proporção da população em idade de trabalhar que deseja migrar para o exterior aumentou em quase todas as regiões do mundo, com exceção do Sul da Ásia, do Sudeste Asiático e do Pacífico. O aumento mais importante ocorreu na América Latina e no Caribe e nos Estados Árabes.

Uma chamada a favor da cooperação internacional

No que se refere às recomendações sobre políticas, os autores estimam que um esforço coordenado para oferecer estímulos fiscais e um aumento do investimento público que leve em conta o espaço fiscal de cada país, proporcionaria um impulso à economia global e reduziria o desemprego mundial em 2018 em cerca de 2 milhões, comparado às previsões iniciais.

No entanto, estes esforços deveriam ser acompanhados de uma cooperação internacional.

"Estimular o crescimento económico de maneira equitativa e inclusiva requer uma abordagem política multifacetada que abarque as causas subjacentes desta estagnação secular, como a desigualdade de renda, e, ao mesmo tempo, considere as particularidades de cada país", concluiu Tobin. Organização Internacional do Trabalho

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Comissão Europeia - Uma em cada quatro crianças vive em risco de pobreza ou de exclusão social na UE

Crescer numa situação de pobreza pode ter repercussões durante toda a vida. A pobreza infantil é uma realidade na União Europeia: uma em cada quatro crianças vive em risco de pobreza e de exclusão social. Os eurodeputados debateram ontem, 23 de novembro de 2015, e votam hoje, um relatório em que urgem os Estados-Membros a reforçar o combate à pobreza infantil e às desigualdades sociais.

Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças, todas as crianças têm direito à educação, aos cuidados de saúde, alojamento, ao lazer e a uma alimentação equilibrada. No entanto, na Europa isto nem sempre acontece. De acordo com o Eurostat, em 2014, cerca de 26 milhões de crianças e jovens (menores de 18 anos) viviam em risco de pobreza e de exclusão social, ou sejam 27,7% de todas as crianças que vivem na UE.

Há crianças a viver em risco de pobreza em todos os Estados-Membros. Os países com maior percentagem de crianças a viver em risco de pobreza são a Roménia (51%), a Bulgária (45,2%) e a Hungria (41,4%). Em Portugal são quase um terço das crianças: 31,4%. Os países com as percentagens mais baixas são a Dinamarca (14,5%), a Finlândia (15,6%) e a Suécia (16,7%)

A subnutrição também está a crescer entre as crianças europeias. De acordo com a UNICEF, na Estónia, Grécia e Itália, a percentagem de crianças que não pode permitir-se a comer carne ou peixe de dois em dois dias duplicou desde 2008.

Pobreza infantil é um fenómeno multidimensional

A pobreza não é apenas uma questão de dinheiro. Para além de incluir a incapacidade de assegurar despesas básicas como a alimentação, o vestuário e a habitação; a pobreza também está ligada à exclusão social e à falta de acesso a cuidados de saúde e educação de qualidade.

As crianças que vivem em famílias monoparentais, especialmente com as mães, também se encontram em maior risco de pobreza.

Na segunda e na terça-feira, os eurodeputados debatem e votam o relatório da comissão parlamentar do Emprego e dos Assuntos Sociais. O relatório elaborado pela eurodeputada portuguesa Inês Zuber (CEUE/EVN) faz uma série de recomendações aos Estados-Membros e à Comissão Europeia para combater "as alarmantes taxas de pobreza infantil na Europa".

"As políticas de austeridade criaram esta situação e o problema está a piorar. Os Estados-Membros têm que assegurar às crianças e às suas famílias o acesso à educação, à saúde, à segurança social e é necessário fazer face ao desemprego, promover a segurança do emprego e redes parentais-educacionais e sociais, alimentação equilibrada e alojamento adequado", defende Inês Cristina Zuber. Comissão Europeia


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pobreza


O Programa de Combate à Miséria Absoluta, é uma política social que visa, exatamente, fazer com que esses brasileiros, que não tiveram condições de melhorar a sua vida com o Bolsa Família e outras políticas sociais implantadas até então, tenham acesso a um ambiente de distribuição de renda. Esse contingente, no Brasil de hoje, gira em torno de 16 milhões de brasileiros. Nós estamos formulando uma segunda geração de política social para o país, mais interativa, em que o agente público vai procurar o brasileiro que não está tendo acesso às políticas sociais, para entender por que ele não está obtendo esse acesso. Precisamos encontrar a solução para que essas pessoas também possam ser beneficiadas com a nova realidade favorável do país. Moreira Franco - Brasil