Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 23 de setembro de 2023

Cabo Verde - Novo single “Mindelo” da artista Ceuzany já disponível nas plataformas digitais

O mais recente single “Mindelo” da artista mindelense Ceuzany, composição da autoria do músico e compositor Teófilo Chantre e Cedric da Luz, já se encontra disponível nas plataformas digitais


De acordo com uma nota da Produtora Harmonia, após o lançamento de “Pays des Merveilles”, sua “gloriosa síntese” e trabalho de equipa em colaboração com o artista francês Christophe Maé, a cantora lançou em março deste ano o primeiro single do trabalho de estúdio intitulado “Pedra Run” e segue agora com o segundo single do novo disco que será editado pela Lusafrica.

O trabalho retrata, de acordo com a produtora, o sentimento de todos aqueles que estando fora da sua ilha natal vivenciam o sentimento de saudade da cidade cosmopolita, principalmente em épocas festivas e de Verão.

O videoclipe, conforme explicou, convida a visitar e vivenciar os movimentos da cidade, recorrendo a vibes, cores vivas e vibrantes do Verão, a praia da Laginha, o Carnaval e o Mindelo “by night”.

Após uma temporada de pausa na turné que serviu para a produção deste novo single, Ceuzany já se encontra em Paris a preparar a segunda parte da turné com o artista francês Christophe Maé. André Amaral – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas” com “Inforpress”


sábado, 27 de agosto de 2022

Cabo Verde - Jenifer Solidade regressou ao palco no Mindelo para cantar temas do novo EP

A cantora mindelense apresentou novamente um show no Mindelo com o trabalho “Tanha” que foi esboçado durante o confinamento

Depois do lançamento do seu segundo EP intitulado “Tanha” em Junho, a cantora Jenifer Solidade apresentou mais um concerto, nesta quinta-feira 25, no espaço Terra Lodge no Mindelo (São Vicente).

Segundo comunicado, a cantora voltou ao mesmo espaço do lançamento do EP para um segundo show. Lançado em junho deste ano o EP “Tanha” sucede ao álbum “Um Click” e ‘dispõe de um repertório “tradicional/moderno”, que passa pela morna, coladeira ou semba, trazendo 6 composições inéditas de Hernany Almeida, Noel Almeida e da própria Jenifer que admite sentir-se mais confiante em afirmar-se como autora neste novo trabalho de sonoridade muito própria’.

Um dos temas que integram o EP é o single “Ginga da Boa” que Jenifer dedica ao povo de Angola, que “sempre a recebeu e acarinhou e ao qual aqui presta homenagem com o ritmo do Semba a desafiar à dança, no balanço do género mais representativo da tradição musical angolana”.

De recordar que a cantora foi uma das artistas que se apresentaram na edição de Mindelo do Atlantic Music Expo, que decorreu de 9 a 11 de junho em São Vicente. Cátia Gonçalves – Cabo Verde in “Balai Cabo Verde”


sábado, 28 de maio de 2022

Cabo Verde – Djosinha celebra 70 anos de carreira como cantor

Mindelo – O grupo Serenata Produções realiza hoje, sábado, 28 de maio, no Mindelo, um espectáculo para assinalar os 70 anos de carreira do cantor cabo-verdiano Djosinha, que considera já ter uma vida a cantar Cabo Verde e o mundo.

O “Serenata Produções”, conforme o produtor Kicas Silva avançou à Inforpress, não poderia deixar passar a oportunidade de se associar à comemoração de uma “data tão importante” como os 70 anos de carreira de uma figura como Djosinha, que “deu e continua a dar um grande contributo para a música cabo-verdiana”.

Por isso, segundo a mesma fonte, o grupo o convenceu a deixar a ideia inicial de fazer o espectáculo primeiramente nos Estados Unidos da América (EUA), onde o cantor reside actualmente, e vir viver este “marco” com o povo da sua terra natal, São Vicente, que pode estar com o cantor, que, mesmo com 88 anos completos na última quarta-feira, 25, “ainda está em condições de deliciar o público com as suas músicas e com a sua forma de estar no palco, tão peculiar”, assinalou.

Kicas Silva escolheu um leque de artistas numa “mistura de experiência e juventude”, que também vão abrilhantar a noite e no qual constam nomes como Constantino Cardoso, Edson Oliveira, Carmen Silva, Samantha Aniger, Milanka e ainda Chico Serra e Jorge Sousa, que foram dois contemporâneos de Djosinha no grupo Voz de Cabo Verde.

Para já, escolhas que caíram no agrado de Djosinha, de nome próprio José Vieira Duarte, que, como explicou à Inforpress, tem “muitas coisas” para contar destas sete décadas e uma vida a cantar Cabo Verde e o mundo.

O cantor disse que foi aos sete anos que pisou um palco pela primeira vez, no cinema Éden Park, no Mindelo, e por volta dos 13-14 anos, acredita ter protagonizado, juntamente com a falecida Titina Rodrigues, o “primeiro dueto cabo-verdiano” no teatro do Castilho.

Djosinha relembrou o quão ficou em “alvoroço” a cidade do Mindelo depois que apresentaram uma versão de uma música brasileira chamada “Quase certo”, que aprenderam em apenas um dia, depois de o pai de Titina Rodrigues, que era piloto da Baía do Porto Grande, o ter conseguido num disco tocado em 78 rotações através de oficiais de um barco estrangeiro.

“Eu e a Titina formávamos uma bela dupla, e depois da nossa primeira actuação acabámos por fazer várias outras, inclusive em Portugal de norte a sul, e aqui em Cabo Verde até para receber o então ministro de Ultramar, o Adriano Moreira”, explicou, saudoso da sua “amiga” falecida recentemente, no dia 06 de Maio último.

Contudo, asseverou, a sua carreira começou a sério aos 18 anos, época em que conciliava as suas actuações musicais, com o futebol e ainda com teatro, em São Vicente, e depois nas suas viagens para o estrangeiro, como marítimo e também como emigrante.

Um dos pontos alto da sua trajectória foi a entrada para o grupo Voz de Cabo Verde, em 1965/1966, com qual viajou o mundo juntamente com colegas como Luís Morais, Frank Cavaquinho, Morgadinho, Jon da Lomba e outros.

“Nesta altura, eu acabei por levar para o grupo ritmos como cumbia e bolero, porque vinha da Argentina onde conheci os reis destes ritmos, e acredito que estas mudanças permitiram que Voz de Cabo Verde desse um grande salto”, sublinhou, referenciando o idílico conjunto cabo-verdiano, que fez história em Cabo Verde, Senegal e países da Europa.

Por outro lado, Djosinha lamenta o facto de o grupo só ter tido “cerca de seis anos de actividade oficial”, e com outros momentos feitos somente através de “reencontros” dos elementos.

No entanto, ele construiu uma carreira a solo, como cantor radicado na diáspora, maior parte nos Estados Unidos, onde também se destacou por 42 anos como radialista.

O mesmo país que o acolheu e onde pretendia organizar primeiramente o espectáculo de comemoração dos 70 anos de carreira, mas que decidiu reprogramar para acontecer entre Outubro e Novembro próximos.

Por agora, o cantor quer comemorar com a sua gente neste sábado, num dos hotéis do Mindelo, e assegurou apresentar-se com a “mesma energia” e com o “Djosinha de sempre”, que quando sobe ao palco, até se esquece das dores de joelhos, que o tem fustigado por causa da idade.

No espectáculo, Djosinha também promete surpresas, como de reviver com uma jovem cantora o dueto feito em tempos idos com Titina Rodrigues.

Sendo assim, não é por agora que pretende pendurar o microfone, até porque tem planos para lançar brevemente um novo disco, ainda para assinalar os 70 anos de carreira, no qual já trabalha juntamente com o produtor Kim Alves.

“O CD deverá ter oito mornas em rapsódia, boleros e três ou quatro coladeiras, que abordam situações sociais como os nossos ‘titios’, que temos por cá”, concretizou. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Cabo Verde – Espólio de Onésimo Silveira fica na Universidade do Mindelo

Mindelo – O reitor da Universidade do Mindelo (Uni-Mindelo) disse hoje que Onésimo Silveira deixou à universidade um espólio, com “uma bibliografia vasta”, que irá permitir a inauguração de uma biblioteca, dentro de 20 dias, com o nome do ex-autarca.

Segundo Albertino Graça, em declarações à Inforpress, poucas horas após o falecimento de Onésimo Silveira, ocorrido na manhã de hoje, 29 de Abril, no Mindelo, Silveira foi um dos promotores da ideia da criação da Uni-Mindelo e merece “todo o tipo de homenagem”, daí, adiantou, ter baptizado o auditório da instituição com o seu nome e ter-lhe atribuído o título ‘honoris causa’, que foi “uma grande honra”.

“Ele era um grande académico e merece um grande respeito, é um dos maiores políticos que apareceu em Cabo Verde e o que se faz de política hoje, no País, é fruto daquilo que Onésimo ensinou”, destacou.

Albertino Graça, que privou com Onésimo Silveira, revelou que a sua relação com o ex-presidente de câmara de São Vicente “era de pai para filho”. 

E, no âmbito dessa amizade, “praticamente uma relação familiar”, teve a oportunidade de lidar com Nelson Mandela e Joaquim Chissano, entre outras “grandes figuras históricas da humanidade”.

“Eu costumava dizer que eu era aquele filho que Onésimo Silveira gostaria de ter, pela forma carinhosa como ele me tratava e como me ajudava. Com ele tinha todas as portas abertas”, disse ainda o reitor da Uni-Mindelo.

A mesma fonte lembrou que o ex-autarca disse que “só sairia da política com a sua morte biológica e ele teve a oportunidade de fazer aquilo que gostava até à morte”, porque Onésimo Silveira, lembrou, esteve a apoiá-lo, “em toda a linha”, quando se candidatou nas autárquicas do passado dia 25 de Outubro.

Onésimo Silveira, 86 anos, nasceu em São Vicente e doutorou-se em Ciências Políticas, pela Universidade de Uppsala (Suécia), em 1976, ano em que começou a trabalhar na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Em 1977, transitou para a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) com o estatuto de diplomata, ali permanecendo até Dezembro de 1990, com passagens por países como Somália, Angola e Moçambique.

Em 1992, tornou-se o primeiro presidente eleito da Câmara Municipal de São Vicente, cargo em que permaneceu até 2001.

Em 2002, suspendeu o mandato de deputado à Assembleia Nacional e aceitou a nomeação para embaixador extraordinário e plenipotenciário de Cabo Verde em Portugal, Israel, Espanha e Marrocos.

A nível cultural, é considerado um dos mais proeminentes membros da elite literária cabo-verdiana, tendo muitos trabalhos publicados no campo da literatura (novela, poesia e romance) e do ensaio (política, sociologia e antropologia).

Onésimo Silveira também traduziu vários livros, entre os quais “Obras Completas de Mao Tsé Tung”, em parceria com Gentil Viana, e colaborava regularmente, com artigos de opinião, no jornal A Semana e em revistas de Cabo Verde, Portugal, França, Suécia e Noruega.

Fundou o Partido do Trabalho e Solidariedade (PTS), depois da ruptura com o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (ex-PAIGC) e nos últimos anos tornou-se uma das vozes mais activas pela regionalização do país.

Em 08 de Dezembro de 2012 foi distinguido com o doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Mindelo pelo “imenso contributo para a democratização” do País e pelo seu papel na “internacionalização do municipalismo cabo-verdiano”. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Cabo Verde - Núcleo museológico Cesária Évora preserva a sua memória e o seu espólio


Cidade da Praia – O núcleo museológico Cesária Évora, na cidade do Mindelo, São Vicente, tem trabalhado, não só para preservar o espólio de Cesária Évora, como também na emancipação da mulher cabo-verdiana e na luta contra a violência baseada no género.

No dia (27) em que a “diva dos pés descalços” completaria 79 anos de idade, se estivesse viva, a Inforpress conversou com o coordenador do núcleo museológico Cesária Évora, Adilson Dias, sobre o trabalho que este núcleo tem estado a fazer durante os cinco anos para honrar o nome da Cize.

Criado em 2015, numa antiga residência que lhe foi ofertada pelo Estado de Cabo Verde, o Núcleo Museológico Cesária Évora, segundo Adilson Dias, tem preservado a memória desta em todas as vertentes, desde Cesária Évora como mulher cabo-verdiana e batalhadora, mas, sobretudo, enquanto artista de renome internacional.

“O museu tem estado a trabalhar em programas educativos para a classe estudantil, mas também programas para a sociedade, numa perspectiva de que fazer com que a sociedade mindelense se revê no espaço, e em visitas orientadas”, disse, apontando ainda que o museu tem trabalhado numa lógica de emancipação feminina e empoderamento familiar e na prevenção contra violência baseada no género.

É neste sentido que foi criado e implementado, desde 2017, o programa de sensibilização dos jovens sobre a violência baseada no género e a necessidade de elevar a autoestima dessa classe para se emanciparem e afirmarem na sociedade como pessoas capazes de tomar as rédeas do seu destino.

“O núcleo museológico por ter uma figura de mulher tem estado a trabalhar neste sentido. O espólio acaba por nos levar a isto, porque nos leva a um espólio de uma mulher, as roupas de uma mulher normal, mas também mostra a transformação dessa mulher comum numa mulher que soube conquistar o mundo com as qualidades próprias que ela tinha”, afirmou.

A solidariedade e ajuda mútua, acções muito praticadas pela artista, são igualmente, segundo Adilson Dias, “pontos âncoras” do núcleo museológico, especialmente no seu programa de trabalho junto da sociedade.

Este museu, segundo a mesma fonte, é um museu multifacetado, porque não é um lugar só de exposição, mas sim um espaço de aprendizagem, de lazer, e, sobretudo, um espaço de reflexão e de inspiração para a geração actual.

Sendo que os turistas estrangeiros continuam a ser os que mais visitam este espaço, o coordenador do núcleo informou que estão a trabalhar na redefinição de conteúdo museológico com perspectiva de melhorar o conteúdo, modernizar as exposições, modernizar o espaço para atrair mais nacionais.

“Queremos que os cabo-verdianos visitem mais os museus fora do contexto das actividades. (…) Acabamos por ter uma entrada mais dos turistas estrangeiros, mas há uma dinâmica interessante da entrada dos nacionais porque a temática Cesária Évora mexe muito com qualquer cabo-verdiano”, disse, assegurando que a essa temática e a música cabo-verdiana chamam muita atenção das pessoas.

Cesária Joana Évora nasceu a 27 de Agosto de 1941, na ilha de São Vicente, faleceu no dia 17 de Dezembro de 2011, no Hospital Baptista de Sousa, no Mindelo, onde se encontrava internada.

Foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda a história da música popular cabo-verdiana.  Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora foi maioritariamente relacionada com a morna, por isso também apelidada de “rainha da morna”. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 16 de julho de 2019

CPLP - Conselho de Ministros reúne-se na cidade do Mindelo sob o lema da mobilidade




A cidade do Mindelo acolhe a XXIV Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no dia 19 de julho de 2019, sob o lema “A Mobilidade como Fator de Coesão e Construção de Cidadania na CPLP”.

A reunião terá início às 08:00, na sala de Conferências do Hotel Oásis Atlântico Porto Grande, e contará com a presença dos Ministros dos Negócios Estrangeiros/Relações Exteriores de todos os Estados-membros da Organização Internacional.

Após a cimeira dos Chefes de Estados e de Governo, de julho de 2018, em Santa Maria - Ilha do Sal, a cidade do Mindelo será o palco do Conselho de Ministros da CPLP, segundo órgão deliberativo da Organização. A XXIV Reunião do Conselho de Ministros da CPLP é presidido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luis Filipe Tavares, enquanto Presidente em exercíco deste órgão, no biénio 2018-2020.

O Conselho de Ministros vai ser precedida pela XXXIX Reunião dos Pontos Focais da Cooperação nos dias 15 e 16, que passará em revista a Cooperação em todos os domínios da CPLP, bem como analisará e deve aprovar vários documentos estruturantes no domínio da cooperação: o Manual da Cooperação na CPLP, o Documento Estratégico de Cooperação, o Regimento Interno das Reuniões dos Pontos Focais, entre outros a ser apreciados e apresentados ao Conselho de Ministros para decisão.   

O Comité de Concertação Permanente, formado por Embaixadores e Representantes Permanentes, reunirá no dia 18 para apreciar as questões político-diplomáticas e consequente aprimoramento da agenda da reunião ministerial.

No dia 20 de julho, o ministro Luís Filipe Tavares vai proporcionar aos homólogos uma viagem à Ilha de Santo Antão. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

sábado, 23 de dezembro de 2017

Cabo Verde – Inauguração de nova unidade de produção de farinha de peixe

Mindelo – A conserveira Frescomar prepara-se para inaugurar, no início de 2018, uma nova unidade de produção de farinha de peixe, destinada à exportação para a União Europeia (UE), num investimento que deve rondar os 2,5 milhões de euros.

Em declarações exclusivas à agência Inforpress, no Mindelo, o adjunto do presidente do conselho de administração da Frescomar e director de qualidade da empresa sediada em São Vicente, Manuel Monteiro, explicou que, apesar de a unidade se encontrar licenciada para funcionar, e com testes avaliados “100 por cento competentes pela autoridade nacional”, a inauguração só deve ocorrer após a obtenção da licença para exportação para a UE.

“Podemos dizer que ainda não inauguramos oficialmente a fábrica porque estamos a aguardar essa licença”, reforçou a mesma fonte pois, sintetizou, os testes já foram efectuados e a unidade funciona “em pleno”.

A fábrica inicialmente foi avaliada para um custo de 1,5 milhões de euros, segundo a mesma fonte, mas o montante deve alcançar os 2,5 milhões de euros devido, explicou, ao cumprimento de “todos os requisitos e normas” a nível internacional.

Para tal, avançou, foi necessário investir principalmente na emissão de gases, “pois há que evitar maus odores na emissão de gases”, e do tratamento de águas residuais e ambientais, e, assim, “garantir a qualidade” para exportar para a União Europeia.

“Hoje, uma fábrica de farinha de peixe suscita mais exigências do que uma fábrica alimentar, pois vai alimentar animais para depois alimentar pessoas”, lembrou Manuel Monteiro, sendo certo, pontificou, que a União Europeia deposita “muita atenção” nesse tipo de fábricas devido, sobretudo, “aos inúmeros problemas” surgidos na decorrência de doenças como vacas loucas e outras.

Com uma capacidade estimada de produção de 50 toneladas/dia, o responsável diz-se consciente, no entanto, de que, por enquanto, não há matéria-prima suficiente para abastecer essa capacidade instalada na nova fábrica.

“Podemos dizer que hoje temos uma fábrica nacional de produção de farinha de peixe com capacidade superior para suportar todo o subproduto gerado quer na Frescomar, como também na Cova de Inglesa e na Nova Plataforma de Frio”, concretizou o responsável pela qualidade da Frescomar, para quem esse “passo antecipado no futuro” é uma forma de “caminhar antevendo os problemas”.

A fábrica, totalmente automatizada, que ocupa uma área total de 11 mil metros quadrados, deve, ainda assim, empregar inicialmente cerca de 40 pessoas e vai “na linha dos compromissos” que a Frescomar assumiu com o Governo de Cabo Verde, desde a assinatura da convenção de estabelecimento da unidade fabril, em 2008.

Nessa altura ficou consagrado que um dos requisitos que a Frescomar tinha que cumprir era tratar os resíduos que iria produzir, ou seja, transformar o subproduto em farinha de peixe, o que “está concretizado”.

Questionado sobre a parceria que a Frescomar vinha mantendo com uma fábrica de ração, também sediada em São Vicente, e que já laborava no mercado, Manuel Monteiro escusou-se a avançar detalhes por, conforme disse, existir actualmente um litígio entre as partes, em resolução em instâncias próprias.

Contudo, avançou que havia “uma exclusividade que foi rompida”, mas que a Frescomar sempre no seu relacionamento com aquela unidade deixou claro que não ia intervir no mercado nacional.

“Estamos em litígio, mas não vamos sufocar o mercado, o nosso mercado principal é o de exportação, é a União Europeia”, concluiu o adjunto do presidente do conselho de administração da Frescomar.

A Frescomar, a maior exportadora do país, é uma sociedade anónima cabo-verdiano-espanhola que obteve certificado de empresa franca em Abril de 1997 para se dedicar à prática de transformação do pescado e sua comercialização, tendo a Europa como principal mercado.

Actualmente, “apesar de 2017 não ter sido tão favorável” à pesca nacional como em outros anos, estão empregados na unidade do Lazareto 1.300 pessoas, ou seja, um aumento de 1.100 para 1.300 empregos este ano. In “Inforpress” – Cabo Verde

domingo, 10 de abril de 2016

Cabo Verde - Exposição "Casa dos Estudantes do Império, 1944-1965. Farol da Liberdade" na cidade do Mindelo

Terá lugar no dia 25 de abril de 2016, pelas 18h30, a inauguração da exposição "Casa dos Estudantes do Império, 1944-1965. Farol da Liberdade", no Salão Júlio Resende do Centro Cultural Português do Mindelo, em Cabo Verde.

Desde outubro de 2014 que a UCCLA tem vindo a promover uma vasta homenagem à Casa dos Estudantes do Império - criada em 1944, pelo regime do Estado Novo, para responder ao reforço do convívio dos estudantes universitários das ex-colónias portuguesas, que não possuíam instituições de ensino superior nos seus países e que tinham que continuar a frequência universitária em Portugal.

Esta exposição pretende dar a conhecer um pouco melhor da história e da realidade vivida por estes jovens. É uma mostra documental, com fotografias, publicações periódicas, livros, documentos oficiais, etc, cedidos ou disponibilizados pelos associados e por algumas instituições.

A exposição decorrerá no âmbito das comemorações da revolução dos cravos e estará patente até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h30 e das 15 às 19 horas. A entrada é livre.

De referir que esta exposição já esteve patente nas cidades de Lisboa (Portugal), Maputo (Moçambique), Praia (Cabo Verde), seguindo, no próximo dia 25 de abril, para a cidade do Mindelo (Cabo Verde) e, posteriormente, para Luanda (Angola). UCCLA

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cabo Verde – Germano Almeida “Do Monte Cara Vê-se o Mundo”

No passado dia 21 de Outubro de 2014, a Ilhéu Editora com o apoio do Centro Cultural Português / Polo do Mindelo e do Centro Cultural do Mindelo divulgou o livro de Germano Almeida, “Do Monte Cara Vê-se o Mundo” com a apresentação a cargo do Dr. Manuel Brito Semedo.

Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado. Publica as primeiras Estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz. Estas «estórias», depois de revistas e reescritas, às quais se acrescentaram algumas inéditas, foram publicadas em 1994 com o título A Ilha Fantástica que juntamente com A Família Trago, 1998. Mas o primeiro romance publicado por Germano Almeida foi O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, em 1989. Todas as suas obras confirmam o título que desde sempre reclamou, o de contador de «estórias».

Sinopse:

“Mas quem diabo é este fulano? Somos amigos antigos, apressa-se Pepe a dizer-lhe, companheiros de passeios matinais da Laginha à Enacol, ando a instrui-lo sobre S. Vicente, ele quer ser escritor, vai escrever um livro sobre nós. Nós quem, estranha Guida. Nós todos de S. Vicente…”

Nós todos de S. Vicente, ou melhor, da cidade do Mindelo, em Cabo Verde, cidade que é o verdadeiro herói deste novo romance de Germano Almeida. Dezenas de personagens – homens e mulheres, novos e velhos – de que se destacam o velho Pepe, filho do João Serralheiro, Júlia, que poderia ser sua filha e foi o grande amor da sua vida, Guida, cujo marido se perde na emigração, enfim a D. Aurora, a Professora Ângela, o Trampinha e uma multidão de outros personagens, cada um com a sua história, todos aqui reunidos num extraordinário romance que é também um retrato de todos nós, sob o olhar complacente e divertido do Monte Cara, lá no alto, em frente à cidade. Caminho Editora

terça-feira, 24 de julho de 2012

Stórias

Adeus Velho Amigo
Não mais “Stórias Midlenses”
Do nosso tempo da juventude
Não mais aquela voz amiga
E a grandeza da sua atitude

Não mais aquele leal amigo
Que nos falava com franqueza
Mesmo quando as verdades
Eram de uma grande crueza

Zizim:

Lutaste com grande coragem
Nunca recusaste uma batalha
Só perdeste no último round
E nunca te vimos atirar a toalha

Como qualquer árvore, a figueira
Morre de pé sem se dobrar
Tua luta contra doença traiçoeira
É uma epopeia de assombrar

Não esqueceremos as grandes lições
Que toda a vida a todos nós deste
E prometemos dar continuidade
Aos ideias que sempre defendestes.

Rui Machado – Cabo Verde in “Liberal”

In Memória Mestre José Figueira Júnior

Zizim Figueira (1939 – 2012)