Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Brasil - Adere à Convenção de transportes rodoviários e impulsiona Corredor Bioceânico

Acordo da ONU entra em vigor no país em 30 de julho deste ano e deverá reduzir tempos e custos no movimento transfronteiriço de mercadorias. A adesão do Brasil foi descrita como um sinal da relevância global do tratado


A adesão do Brasil à Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo de Cadernetas, TIR, foi administrada pela Comissão Económica da ONU para a Europa, UNECE.

Este marco foi anunciado como um passo central para reforçar a integração aduaneira e o comércio regional na América do Sul. O tratado entrará oficialmente em vigor no Brasil em 30 de julho de 2026.

Corredor Bioceânico liga Pacífico e Atlântico

Com esta adesão, o Brasil junta-se à Argentina, ao Chile e ao Uruguai, tornando-se o 79.º Estado Parte a nível mundial no acordo da ONU que foi concebido para acelerar o transporte internacional de mercadorias e reduzir custos nas fronteiras.

Segundo dados apresentados, o sistema pode reduzir os tempos de transporte transfronteiriço em até 92% e os custos em até 50%.

A adesão ocorre num momento em que Argentina, Brasil, Chile e Paraguai trabalham para melhorar as condições de trânsito seguro e eficiente de mercadorias ao longo da chamada Rota Bioceânica.

O corredor rodoviário de 2396 quilômetros conecta os portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, ao porto de Santos, no Brasil, passando por Paraguai e Argentina.

O porto de Santos, localizado próximo de São Paulo, foi destacado como o mais movimentado da América Latina, responsável por quase 30% do comércio externo brasileiro, avaliado em US$ 629 mil milhões.

As estimativas indicam que o Corredor Bioceânico poderá transportar mais de 8,6 milhões de toneladas de produtos por ano. Estima-se que o impacto económico supere US$ 3 mil milhões em setores produtivos estratégicos, incluindo agricultura, celulose, indústria de carnes e mineração.

Redução de custos e tempo pode fortalecer competitividade regional

De acordo com as projeções apresentadas, o reforço da conectividade ao longo do corredor deverá reduzir os custos de transporte de carga em 30% a 40% e encurtar os prazos de envio em até 15 dias.

A adesão do Brasil à Convenção TIR foi também associada ao contexto recente de assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, bloco composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Em comunicado, a secretária executiva da UNECE, Tatiana Molcean, afirmou que “a adesão do Brasil à Convenção TIR trará múltiplos benefícios”.

A representante acrescenta que, além de fortalecer a integração aduaneira e comercial regional, a medida deverá “impulsionar o desenvolvimento global e a competitividade internacional das economias sul-americanas”.

Sistema eTIR simplifica procedimentos aduaneiros

A Convenção TIR estabelece um sistema global de trânsito aduaneiro para transporte rodoviário e multimodal de mercadorias, baseado em procedimentos padronizados e mecanismos de segurança.

A UNECE destaca ainda a implementação do sistema eletrónico eTIR, que elimina a necessidade de cadernetas físicas e reduz a burocracia associada ao transporte internacional.

Segundo a UNECE, a digitalização pode diminuir os tempos de espera e as filas nas fronteiras, reduzindo também o impacto logístico e operacional do transporte.

A adesão do Brasil foi descrita como um sinal da relevância global do tratado para criar oportunidades de conectividade e desenvolvimento económico através de mecanismos multilaterais. ONU News – Nações Unidas


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Chile - Semana da Língua Portuguesa homenageia escritores portugueses

Na semana passada, decorreu, no Chile, a Semana da Língua Portuguesa, iniciativa organizada pela Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha. O evento, dedicado à literatura em língua portuguesa, destacou dois dos maiores escritores nacionais: Camilo Castelo Branco e José Cardoso Pires, que em 2025 assinalam, respetivamente, os 200 e 100 anos do seu nascimento


A programação contou ainda com a participação da poeta portuguesa Sandra Santos, que apresentou a sua obra ao público chileno, reforçando a presença cultural de Portugal no país. A Embaixadora de Portugal no país marcou presença na sessão de encerramento.

Criada em 2018 através de um acordo entre o Instituto Camões e a Universidade de Playa Ancha, a Cátedra Fernão de Magalhães é um programa de investigação dedicado ao estudo do oceano, evocando um dos principais momentos de encontro entre Portugal e o Chile, associado à figura do navegador português. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 24 de junho de 2025

Portugal – Universidade do Porto com primeira patente concedida no Chile

Dispositivo médico desenvolvido por uma equipa multidisciplinar do i3S e da Faculdade de Engenharia já está protegido em 20 territórios


Falamos de um sistema de esterilização reutilizável que permite eliminar os microrganismos que infetam, por exemplo, cateteres de diálise e, assim, dispensa o uso de antibióticos e outros químicos antisséticos que podem danificar o corpo humano. Foi pensado e criado por uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade do Porto e já tem patente concedida em Portugal, em mais de uma dezena de outros países europeus e, agora, no Chile.

“A concessão de patente que protege esta invenção no Chile representa uma validação formal da novidade, originalidade e caráter disruptivo da nossa tecnologia”, refere Patrícia Henriques, investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da U.Porto (i3S) e uma das inventoras do dispositivo.

“Ao ser reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INAPI) no Chile, a invenção ganha um selo oficial de inovação, o que fortalece significativamente a sua credibilidade”, acrescenta.

Esta é a primeira tecnologia “made in U.Porto” a alcançar uma concessão de patente neste país sul-americano. A invenção já foi protegida na Europa, via patente unitária, e a equipa aguarda agora notícias dos institutos de propriedade industrial do Brasil, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Índia e México, acreditando “estar no bom caminho para a concessão na Arábia Saudita”, outro país que seria um estreante para as patentes da U.Porto.

A tecnologia foi desenvolvida durante a tese de doutoramento de Patrícia Henriques, sob orientação de Inês Gonçalves, também investigadora do i3S/INEB. Da equipa de inventores fazem também parte Fernão Magalhães e Artur Pinto, investigadores do Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia (LEPABE) da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP).

O caráter inovador do dispositivo levou à criação de uma empresa – a GOTECH Antimicrobial – que, em janeiro deste ano, licenciou a invenção.

Um novo passo “para a melhoria dos cuidados de saúde”

“O Chile tem importância estratégica para a GOTECH Antimicrobial devido ao crescente uso de cateteres em pacientes de hemodiálise e ao risco associado de infeções da corrente sanguínea (CRBSIs)”, explica Patrícia Henriques.

A equipa vê aquele país como um mercado em expansão e com uma taxa significativa de complicações associadas aos cateteres, o que significa que “há uma clara necessidade de soluções antimicrobianas eficazes”, acrescentam.

Esta concessão representa um passo importante na estratégia de proteção regional da GOTECH, que será complementada com a concessão de patente no México e no Brasil, “reforçando assim a cobertura em três dos mercados mais relevantes da região”.

Para a equipa, esta proteção permitirá “garantir exclusividade comercial, fortalecer parcerias locais e aumentar a atratividade do ativo para investidores e stakeholders latino-americanos”, dizem. O objetivo é, então, “poder contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde e abrir portas para a expansão na América Latina”, onde já identificaram oportunidades significativas.

Do laboratório para o mundo

A tecnologia agora patenteada no Chile destaca-se pelo seu elevado potencial clínico e comercial, aplicável não só em dispositivos de desinfeção de cateteres, mas em outros dispositivos médicos. Já foi validada em ambiente laboratorial, tendo demonstrado “segurança e eficácia contra microrganismos clinicamente relevantes, incluindo multirresistentes e fungos”, explicam os cientistas.

Os próximos passos envolvem terminar e otimizar o protótipo e passar para a produção em escala piloto com empresas certificadas. Têm também em vista a realização de um estudo clínico piloto entre 2025 e 2026, com um dos grandes prestadores de serviços de diálise à escala global. Acreditam que um estudo em pacientes “fornecerá evidências clínicas essenciais para apoiar a miniaturização, validação técnica e posterior condução de um estudo clínico multicêntrico em vários países do mundo.”

Neste momento, e em colaboração com o INESC TEC, a equipa está a aplicar a tecnologia no desenvolvimento da GOcap® – uma tampa reutilizável para desinfeção de cateteres de hemodiálise.

“A GOcap®, um dispositivo médico de classe IIa, já foi validada em condições clinicamente relevantes, nomeadamente em cateteres de hemodiálise comercialmente disponíveis e utilizando isolados clínicos obtidos de cateteres de hemodiálise infetados.”, concluem. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 17 de junho de 2025

Portugal - 15 anos da morte de José Saramago no dia 18 de junho na Fundação José Saramago

No dia 18 de junho, quando passam 15 anos sobre o desaparecimento físico de José Saramago, a Fundação José Saramago preparou um dia cheio para recordar o escritor que disse que «a única defesa contra a morte é o amor».


Programa

Das 10 às 18h – Entrada livre durante todo o dia na Fundação José Saramago – Casa dos Bicos.

14h – Será exibido no auditório da FJS o documentário, inédito em Portugal, «José Saramago. O tempo de uma memória», da realizadora chilena Carmen Castillo.

18h – Auditório da FJS: Abertura da exposição «Mulheres Saramaguianas», com serigrafias e gravuras de artistas portugueses e textos de escritoras de língua portuguesa.

18h30 – Auditório da FJS: «As personagens Femininas de José Saramago», por Sara Grünhagen.

20 h – Espaço da Porto Editora na Feira do Livro de Lisboa: Performance teatral a partir de «Ensaio sobre a Cegueira» (primeira apresentação pública do espetáculo de teatro imersivo «Cegueira», com encenação de Miguel Thiré, a estrear em breve).

22h55 – Exibição, na RTP2, do documentário «José Saramago. O tempo de uma memória», de Carmen Castillo. Fundação José Saramago - Portugal


sábado, 1 de março de 2025

Chile - Novo Centro de Arte Moderna Gulbenkian é um dos “Edifícios do Ano” para a ArchDaily

O renovado Centro de Arte Moderna (CAM), da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, foi eleito “Edifício do Ano” em Arquitetura Cultural, pela plataforma internacional ArchDaily, que atribui as distinções.



O novo edifício, inaugurado em setembro de 2024, foi redesenhado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, em colaboração com o atelier português de arquitetura OODA, e inclui a estrutura Engawa, que serve de enquadramento e ligação ao jardim da fundação, desenhado pelo paisagista libanês Vladimir Djurovic.

O prémio reconhece em conjunto o trabalho do atelier de Kengo Kuma (KKAA), o atelier português e o de Djurovic (VDLA).

A plataforma Archdaily atribui anualmente prémios de arquitetura em diferentes categorias, e os vencedores são escolhidos por votação pública.

Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian lembra que o projeto de arquitetura do renovado CAM propõe “uma integração holística de todos os elementos da paisagem”, entre o edifício e o jardim circundante, nos espaços da fundação.

O arquiteto japonês Kengo Kuma inspirou-se na tipologia ‘Engawa’, “que se encontra frequentemente nas casas tradicionais japonesas”, e o conceito “está refletido em várias características do edifício”, refere a fundação.

Aquele conceito, manifestado na enorme cobertura curva exterior do Centro de Arte Moderna, sublinha a ideia de “um centro de arte aberto e acessível, onde todas as pessoas são encorajadas a fazer deste o seu espaço”.

Na área de habitação, os Prémios ArchDaily distinguiram o projeto da Fazenda Canuanã, em Formoso de Araguaia, no Brasil, dos gabinetes brasileiros de arquitetura Rosenbaum e Terra e Tuma Arquitetos.

Na categoria de hotéis, foi premiado o projeto do Elysée Montmartre Hotel, em Paris, assinado pelo gabinete francês Policrónica, que contou com a participação, entre outros, dos arquitetos Marta Moreira, Margarida Matos e Gabriel Rocha, no design. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


domingo, 30 de abril de 2023

Brasil - A megaestrada que ligará o país ao Chile cruzando o ‘inferno verde’ no Paraguai

“É um novo Canal do Panamá”. É assim que Egon Neufeld descreve o corredor bioceânico, um gigantesco projeto de infraestrutura que tentará ligar a costa do Oceano Pacífico no Chile com a costa atlântica no Brasil

Neufeld, um rico proprietário de vastas terras no Paraguai, diz que a rodovia – que terá cerca de 2200 quilómetros e cortará Argentina, Brasil, Chile e Paraguai – facilitará a vida dos fazendeiros e camponeses da região no transporte de gado e na exportação de produtos de exportação aos portos que estão no Atlântico e no Pacífico.

Os governos de cada um dos países envolvidos no projeto manifestaram apoio, mas o presidente paraguaio, Mario Abdo, foi um de seus principais impulsores. Cada país tem a responsabilidade de cumprir alguns trechos e prazos, porém não está claro qual é o prazo final para a conclusão do projeto.

Cerca de 525 quilómetros dessa nova rodovia passam pela região conhecida como Gran Chaco, uma das principais reservas ambientais do país, povoada por cerrados e zonas húmidas.

É o lar de onças, onças-pardas, tamanduás e milhares de espécies de plantas, um dos lugares de maior biodiversidade do planeta. Estima-se que a rodovia terá cerca de 2200 quilómetros de extensão e o custo aproximado do investimento total é de US$ 10 mil milhões. In “Milénio Stadium” – Canadá com “G1”

domingo, 19 de setembro de 2021

Chile - O golfinho liso-do-sul


O golfinho liso-do-sul foi avistado raras vezes, mesmo no Hemisfério Sul, onde vivem. São esquivos, conseguem nadar a uma velocidade de 60 quilómetros por hora, e estão sempre longe da costa. Só em junho do ano passado, Marco Pinto, biólogo marinho, conseguiu registar as primeiras fotografias destes exemplares, no Estreito de Magalhães.

A comunidade científica também procura mais informações sobre os seus hábitos e modo de vida. Sabe-se que é um golfinho de tamanho médio: mede entre dois e três metros de comprimento e pesam cerca de 100 quilos. É carnívoro e alimenta-se principalmente de lula, peixes e polvo. Como outros cetáceos, são inteligentes e podem desenvolver estratégias para pescar em grupo.

Muitas vezes, os golfinhos-lisos-do-sul dividem parte de seu território com os golfinhos-do-crepúsculo (ou golfinhos cinzentos), encontrados nas águas temperadas frias continentais da América do Sul, África do Sul, Austrália ou Nova Zelândia.

Quanto às cores, o golfinho do Sul também é notável: a parte inferior de seu corpo, as barbatanas e a cabeça são brancas. A parte superior e a barbatana traseira são pretas. As cores lembram um parente distante, a orca. Os seus predadores naturais são os tubarões e dificilmente são caçados por humanos. In “Green Savers Sapo” - Portugal


 

domingo, 12 de setembro de 2021

O povo unido jamais será vencido










Vamos aprender português, cantando

 

O povo unido jamais será vencido

 

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

 

De pé, cantar, que vamos triunfar

avançam já bandeiras de unidade

já vão crescendo brados de vitória

e tu verás teu canto e bandeira, florescer

a luz de um rubro amanhecer,

milhões de braços fazendo a nova história.

 

De pé, marchar, que o povo vai triunfar

agora já ninguém nos vencerá

nada pode quebrar nossa vontade

e num clamor mil vozes de combate nascerão

dirão, canção de liberdade;

será melhor a vida que virá.

 

E agora, o povo ergue-se e luta

com voz de gigante, gritando avante

 

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

 

O povo está forjando a unidade

de norte a sul, na mina e no trigal

somos do campo, da aldeia e da cidade

lutamos unidos pelo nosso ideal, sulcando

rios de luz, paz e fraternidade

aurora rubra serás realidade

 

De pé, cantar, que o povo vai triunfar

milhões de punhos impõem a verdade

de aço são, ardente batalhão

e as suas mãos levando a justiça e a razão

mulher, com fogo e com valor

estás aqui junto ao trabalhador.

 

E agora, o povo ergue-se e luta

com voz de gigante, gritando avante

 

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

O povo unido jamais será vencido

 

Luís Cília – Portugal

Composição e acompanhamento:

Quilapayun - Chile

 

Chile - Homenageia Salvador Allende no 48.º aniversário do golpe militar


Organizações sociais, associações de direitos humanos e partidos políticos assinalaram ontem, 11 de Setembro, os 48 anos do golpe de Estado que derrubou o Presidente do Chile Salvador Allende e impôs a sangrenta ditadura liderada pelo general Augusto Pinochet (1973-1990).

Após desfilarem por ruas limítrofes do Palácio La Moneda, os manifestantes depositaram coroas de flores na porta da sede do Governo, o local onde foi retirado o corpo de Allende, na sequência do assalto militar do 11 de setembro de 1973.

Neste ato evocativo estiveram presentes as direções da Convergência Social (CS), Partido Comunista (PC), Partido Socialista (PS) e Partido pela Democracia (PPD), para além de cidadãos independentes que entoaram cânticos, palavras de ordem e sublinharam o decisivo processo constituinte que o país andino atravessa, com o objetivo de elaborar uma nova Constituição que substitua o “texto fundamental” herdado da ditadura.

“Sem dúvida que a comemoração destes 48 anos do criminoso golpe contra Salvador Allende, que interrompeu um processo democrático de transformações profundas no país, ocorre num espaço político novamente conquistado pelo movimento popular a partir de 18 de outubro de 2019, permitindo que hoje tenhamos a possibilidade de redigir um pacto social digno”, indicou à agência noticiosa Efe Cármen Hertz, deputada do Partido Comunista.

Em simultâneo, decorreram homenagens frente ao Palácio La Moneda – bombardeado pela aviação de Pinochet no decurso do golpe e onde Allende se terá suicidado –, e uma ampla manifestação que se iniciou no centro de Santiago do Chile, o tradicional local da concentração, para se dirigir ao Cemitério Geral e prestar homenagem às vítimas da ditadura no túmulo de Allende e no Pátio 29, onde presos políticos, em particular os “desaparecidos”, foram enterrados de forma anónima.

No trajeto registaram-se confrontos entre manifestantes e forças especiais da polícia militarizada chilena, que se colocaram em zonas próximas do cemitério e utilizaram canhões de água e gás lacrimogéneo.

“Viemos comemorar este aniversário do golpe porque agora, mais que nunca, temos de retomar o trabalho do processo político chileno, mutilado em 1973 e que não foi concluído”, disse à Efe Cláudio Tapia, um dos manifestantes presentes no exterior do cemitério.

O golpe de Estado que pôs termo a uma experiência de democracia popular no Chile, financiado e organizado com o apoio da CIA, os serviços secretos dos Estados Unidos, instaurou uma ditadura que provocou vários milhares de mortos, incluindo execuções sumárias, desaparecimentos e torturas generalizadas.

Apesar do início de um novo processo democrático após a derrota de Pinochet no plebiscito nacional de 1988, o ditador manteve-se no comando do Exército até 1998 e morreu em 2006 sem nunca ter sido julgado pelos crimes contra a humanidade cometidos pelo seu regime, para além de diversos delitos financeiros.

Desde julho passado, quando foi oficialmente inaugurada a Convenção Constitucional, o Chile debate uma nova Carta Fundamental que finalmente substituirá a redigida pela ditadura. In “Lux24” - Luxemburgo


 

sábado, 20 de outubro de 2018

Chile - Inauguração da Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha

No âmbito da deslocação ao Chile da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, teve lugar ontem, 19 de outubro de 2018, a inauguração da Cátedra Fernão de Magalhães na Universidade de Playa Ancha, em Valparaíso, no Chile.

O protocolo de cooperação que cria a Cátedra Fernão de Magalhães foi assinado pelo Presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, e pelo Reitor da Universidade de Playa Ancha, Patricio Sanhueza Vivanco. Esta é a primeira Cátedra a ser criada no Chile onde já existe um Centro de Língua Portuguesa e um Leitorado.

A instituição desta cátedra decorre do desenvolvimento de projetos de investigação no Centro de Estudos Avançados (CEA) da Universidade de Playa Ancha, que visam um fortalecimento das áreas de Literatura e Estudos da Cultura e do campo de Literaturas Comparadas do programa de Doutoramento em Literatura Hispano-americana Contemporânea, a internacionalização e consolidação do programa de Doutoramento, e a inovação através de novas possibilidades de leitura, nomeadamente dos estudos portugueses e lusófonos.

O nome da cátedra - Fernão de Magalhães – pretende espelhar um dos momentos mais significativos em que Portugal e Chile, de algum modo, se encontraram ao longo da sua história e que está intrinsecamente associado à figura do navegador português. O enquadramento da Cátedra “Fernão de Magalhães” no Centro de Estudos Avançados da Universidade de Playa Ancha permitirá desenvolver um programa de investigação no qual a figura do oceano configura, precisamente, as múltiplas possibilidades de cruzamentos de saberes em torno da imagem/tema do ‘oceano’. A língua portuguesa, a cultura portuguesa e as culturas de língua portuguesa serão os modos de dizer e pensar este ‘oceano’, cruzando áreas, identificando e ultrapassando limites, abrindo diálogos.

Daiana Nascimento dos Santos, investigadora e docente do Centro de Estudos Avançados da Universidad de Playa Ancha, nascida em Ibirataia, Bahia, será a diretora da Cátedra Fernão de Magalhães, o que permitirá potenciar a cooperação entre Portugal e o Brasil na promoção da ciência em língua portuguesa. A cátedra apresenta como linhas de investigação os seguintes temas: “Na órbita de Fernão de Magalhães”; “Literatura comparada de língua portuguesa”; “Literatura mundial: cartografia do mundo”; “Portos e Oceanos: Portugal/Chile, de finisterra a finisterra”; “Representações Magalhânicas”; e “Tradução”. Camões - Instituto da Cooperação e da Língua - Portugal

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Bolívia - Corte Internacional nega pedido de saída para o mar

Paris - O Chile não deve ser obrigado a negociar a cessão à Bolívia de um acesso ao oceano Pacífico, definiu nesta segunda-feira (1º de outubro) a Corte Penal Internacional, em Haia, na Holanda.

O presidente boliviano, Evo Morales, foi ao tribunal para ouvir a sentença, mas não seu homólogo chileno, Sebastián Piñera, que enviou embaixadores do país. O placar foi de 12 votos desfavoráveis ao pleito de La Paz contra 3 pró.

"A corte observa que o Chile e a Bolívia têm uma longa história de diálogos e negociações destinados a identificar uma solução apropriada à 'mediterraneidade' [fato de estar rodeada de terra por todos os lados] da Bolívia", leu o presidente do tribunal, Abdulqawi Ahmed Yusuf. "Entretanto, não pode concluir que o Chile tenha a obrigação de negociar o acesso soberano [do vizinho ao mar]."

A disputa territorial tem resquícios da era colonial e da ausência de fronteiras precisas em alguns enclaves da América espanhola. O território de Charcas, onde, hoje, fica a Bolívia, teria uma face voltada para o mar, argumentam certos historiadores.

História

No momento em que declarou a independência do país, em 1825, Simón Bolívar entendeu que o perímetro recém-criado incluía uma faixa litorânea, a mesma reivindicada já naquele momento pelo Chile, independente desde 1818. Ficou por isso mesmo.

O pano de fundo do mal-entendido era a exploração nascente de prata, cobre e nitrato na área visada pelos dois lados, situada no deserto do Atacama.

Em 1866, os países assinaram um tratado fronteiriço que fixava o paralelo 24 sul como limite e determinava a divisão entre eles dos impostos auferidos com a exploração mineral naquela região. Oito anos depois, um novo documento congelou por 25 anos a taxação de companhias chilenas de mineração.

Em 1878, o Legislativo da Bolívia questionou um contrato, firmado cinco antes entre o governo do país e uma grande mineradora chilena, que garantia a esta isenção fiscal por 25 anos. Quis impor uma taxação. A contenda logo arrastou o governo do Chile, que enviou um navio de guerra à área depois de a empresa ter seus bens confiscados e ser colocada em leilão.

Em abril de 1879, Santiago declarou guerra. La Paz tinha na manga um tratado de defesa mútua com o Peru, mas nem isso foi o suficiente para que vencesse o conflito. Em 1884, os países assinaram um termo de cessão de todo o litoral boliviano ao Chile.

O ditador Augusto Pinochet propôs em 1975 ao vizinho a criação de uma faixa de acesso ao Pacífico no extremo norte do Chile, mas pediu em troca um naco de terra semelhante dentro da Bolívia. O diálogo não avançou, e desde o fim daquela década os países mantêm relações diplomáticas restritas ao mínimo.

Evo Morales contrariou orientação da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao ingressar com processo na Corte Internacional de Justiça, em 2013. O colegiado do continente havia estimulado La Paz e Santiago a debaterem o tema bilateralmente. In “Valor Econômico” – Brasil

Guerra do Pacífico - A guerra em que a Bolívia ficou sem mar

A Guerra do Pacífico foi um conflito ocorrido entre 1879 e 1883, confrontando o Chile às forças conjuntas da Bolívia e do Peru. Ao final da guerra o Chile anexou ricas áreas em recursos naturais de ambos os países derrotados. O Peru perdeu a província de Tarapacá e a Bolívia teve de ceder a província de Antofagasta, ficando sem saída soberana para o mar, o que se tornou uma área de fricção na América do Sul, chegando até os dias atuais, e que é para a Bolívia uma questão nacional (a recuperação do acesso ao oceano Pacífico consta como um objetivo nacional boliviano em sua atual constituição).

Originada nas desavenças entre Chile e Bolívia sobre o controle de uma parte do Deserto de Atacama rica em recursos minerais. Este território controverso era explorado por empresas chilenas de capital britânico. O aumento de taxas sobre a exploração mineral logo se transformou numa disputa comercial, crise diplomática e por fim, guerra.

Havia muitas controvérsias acerca dos reais limites entre os países depois da descolonização. Todas as novas nações herdaram os interesses imperialistas do já combalido império espanhol. Bolivianos e chilenos discordavam quanto à soberania da região, embora toda ela já estivesse sendo explorada por companhias chilenas dotadas de capital britânico. O Chile tinha uma economia mais robusta e instituições mais fortes que a maioria dos outros países latino-americanos. No entanto, quando da proclamação da Bolívia por Simón Bolívar, este deixou claro que a Bolívia herdara dos espanhóis uma saída soberana para o mar.

Somente em 1866 foi assinado um tratado entre Chile e Bolívia estabelecendo limites territoriais, fixando o 24º paralelo como fronteira e delimitando que ambos países dividiriam impostos sobre os recursos situados entre o 23º e 24º paralelos. Um segundo tratado foi assinado em 1874, cedendo os impostos sobre os produtos entre o 23º e 24º paralelos inteiramente para a Bolívia, mas fixando taxas para as companhias chilenas para os próximos 25 anos. As companhias chilenas se expandiram rapidamente, controlando a indústria mineira, deixando a Bolívia temerosa da perda de seu território.

Em 1878 o presidente boliviano Hilarión Daza decretou um aumento de taxas sobre as companhias chilenas que exploravam o litoral boliviano, retroativo ao ano de 1874, sob protestos do governo chileno, do presidente Aníbal Pinto. Quando a empresa Antofagasta Nitrate & Railway Company se recusou a pagar a sobretaxa, o governo boliviano ameaçou confiscar todas suas propriedades. O Chile respondeu enviando um navio de guerra para o local em dezembro de 1878. A Bolívia então declarou o seqüestro dos bens da empresa, anunciando o leilão para 14 de fevereiro de 1879. No dia do leilão, 200 soldados chilenos desembarcaram e ocuparam a cidade portuária de Antofagasta, sem resistência.

Em 1 de Março de 1879 a Bolívia declarou guerra ao Chile, invocando uma aliança secreta que mantinha com o Peru: o Tratado de Defesa de 1873. O governo peruano estava determinado a cumprir sua aliança com a Bolívia, também temeroso do crescente expansionismo chileno, porém receavam que as forças aliadas não eram páreo para o exército chileno; preferiam um acordo à guerra. Um diplomata peruano foi enviado para intermediar o desentendimento. O Chile requereu neutralidade por parte do governo peruano, mas a aliança entre Peru e Bolívia impedia tal neutralidade. O Chile respondeu então com a quebra das relações diplomáticas e ulterior declaração de guerra aos dois aliados em 5 de Abril de 1879. O Peru se viu então arrastado para uma guerra, em razão do tratado de aliança com a Bolívia.

A Argentina, que disputava com o Chile o controle da região da Patagônia, foi convidada pelas forças aliadas para entrar no conflito. No entanto, o governo argentino recusou o pedido, preferindo resolver sua divergência por vias diplomáticas.

Sob os termos do Tratado de Ancón, o Chile ocupou as províncias de Tacna e Arica por 10 anos, onde depois do tempo estipulado seria realizado um plebiscito que decidiria a nacionalidade da região. Os dois países nunca concordaram com os termos do plebiscito. Finalmente, em 1929, sob o intermédio do presidente estadunidense Herbert Hoover, um acordo foi feito no qual o Chile ficou com Arica; O Peru readquiriu Tacna e recebeu $6 milhões em indenizações.

Em 1884, a Bolívia assinou uma trégua que deu total controle da costa pacífica ao Chile, com suas valiosas reservas de cobre e nitratos. Um tratado de 1904 tornou este arranjo permanente. Em retorno, o Chile concordou em construir uma ferrovia ligando La Paz, capital boliviana, ao porto de Arica, garantindo liberdade de trânsito ao comércio boliviano pelos portos chilenos. Santos da Silveira – Brasil in “História Ilustrada”


Matheus Santos da Silveira, Professor de História formado pela PUCPR, Especialista em História Contemporânea e Relações Internacionais.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Chile – Restrições a turistas e residentes na ilha da Páscoa

O crescimento do turismo e a expansão dos projectos imobiliários na Ilha de Páscoa levaram o Governo chileno a apertar as regras para visitantes e os critérios para a fixação de residência. O “Mayor” local alerta para o facto dos estrangeiros estarem a mudar a cultura milenar



A turística Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, passou a estar sujeita a um limite para a permanência de turistas e residentes devido ao crescente número de estrangeiros que querem ser moradores permanentes.

Aprovada em Março pelo Congresso chileno, a restrição entrou agora em vigor em todo este território insular chileno localizado a 3.500 km de distância do continente, reduzindo de 90 para 30 dias o limite máximo de permanência dos visitantes. A medida visa tanto os chilenos que não pertencem à etnia “rapa nui” como os estrangeiros.

O novo regulamento estabelece ainda uma série de requisitos para as pessoas interessadas em residir na Ilha de Páscoa, cujos primeiros habitantes eram maioritariamente da etnia polinésia “rapa nui”. Anualmente, o território acolhe mais de 100 mil turistas, seduzidos principalmente pelas “Moais”, as enigmáticas estátuas de pedra.

O último Censo, de 2017, concluiu que a população da Ilha de Páscoa é de 7750 pessoas, cerca do dobro do número registado há algumas décadas, acompanhando o crescente auge do turismo e o desenvolvimento imobiliário.

“Os estrangeiros estão a tomar a ilha”, lamenta o presidente da Câmara local, Pedro Pablo Edmunds Paoa, advertindo que actualmente há um excesso de cerca de 3000 pessoas a viver na ilha. “Estão a prejudicar a idiossincrasia local. A cultura milenar está a mudar (…) e isso não é positivo”, sublinhou o “mayor” à agência AFP, assumindo ainda preocupação com o aumento da criminalidade e violência.

Por outro lado, segundo Ana María Gutiérrez, assessora ambiental do município, a pressão turística deixou no limite todos os serviços básicos da ilha, especialmente a gestão do lixo.

Ao abrigo das novas regras, o estatuto de residente na ilha depende de vários requisitos: por exemplo, os candidatos devem ser pais, mães, cônjuges ou filhos de uma pessoa que pertença ao povo “rapa nui”. Fora desta ascendência, apenas poderão viver na ilha funcionários públicos, trabalhadores de organizações que prestem serviços ao Estado e pessoas que desenvolvam alguma actividade económica independente nesse território juntamente com as respectivas famílias.

A partir de agora, quem entrar na ilha também está obrigado a apresentar a reserva do hotel onde se hospedará ou uma carta de convite de algum residente.

O regulamento estabelece ainda uma capacidade máxima demográfica, determinada por um conselho que será constituído especialmente para estes fins. Ainda assim, o “mayor” entende que as medidas são insuficientes para proteger a identidade da Ilha de Páscoa.

“Não estou de acordo com esta normativa, não é suficiente porque não abrange todas as aspirações da ilha”, considera Pedro Pablo Edmunds Paoa, admitindo que a sua postura e a de “muitos rapa nui” era a de “fecho total” para a chegada de novos residentes. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Chile - Telescópio terrestre iguala Hubble em qualidade das imagens



Telescópio com qualidade espacial

O VLT, um dos maiores telescópios do mundo, instalado no Chile, estreou seu novo sistema de óptica adaptativa com um feito histórico: atingindo uma qualidade das imagens similar - superior em alguns detalhes - à do telescópio espacial Hubble.

Os telescópios espaciais são muito mais caros e não podem ser consertados - o Hubble até que podia, enquanto existiam os ônibus espaciais - mas têm a grande vantagem de sofrerem a interferência da atmosfera terrestre, o que gera imagens tipicamente mais nítidas.

Mas a tecnologia da óptica adaptativa está permitindo tirar essa diferença ao corrigir a turbulência da atmosfera.

O instrumento MUSE, instalado no VLT, passou a utilizar um sistema inédito de correção, chamado Tomografia Laser, usa quatro raios laser para criar "estrelas artificiais", que servem como referência para anular as variações da atmosfera momento a momento.

A estreia, em grande estilo, obteve imagens extremamente nítidas do planeta Netuno, de enxames estelares e outros objetos celestes mais distantes, comprovando que as melhorias incrementais podem permitir que os telescópios terrestres andem sempre nos calcanhares dos telescópios espaciais. Além disso, como o MUSE é um espectrógrafo (MUSE: Multi Unit Spectroscopic Explorer), a atualização permitirá estudar as propriedades dos corpos celestes com muito mais detalhe do que era possível até agora.

Limite teórico de nitidez de imagem

A nova unidade de óptica adaptativa, chamada GALACSI, deu ao telescópio um "modo de campo estreito", que corrige a turbulência atmosférica acima do telescópio em todas as altitudes, dando assim origem a imagens muito mais nítidas, embora de uma região menor do céu do que já se obtinha com o "modo de campo largo", que corrige os efeitos da turbulência atmosférica até 1 km acima do telescópio.

Com esta nova capacidade, o telescópio terrestre de 8 metros atinge o limite teórico de nitidez de imagem, não estando assim limitado à distorção atmosférica, obtendo imagens comparáveis, em termos de nitidez, às que são obtidas com o Telescópio Espacial Hubble.

Mas não pense que isso representa o fim dos telescópios em órbita: novas tecnologias de espelhos flexíveis para telescópios espaciais prometem fazer com que os observatórios orbitais abram vantagem novamente nos próximos anos.



Óptica adaptativa

A óptica adaptativa é uma técnica que compensa os efeitos de distorção da atmosfera terrestre, a mesma turbulência que faz as estrelas cintilarem quando observadas a olho nu. A luz das estrelas e galáxias fica distorcida ao passar através da camada protetora da nossa atmosfera.

Para melhorar de forma artificial a qualidade destas imagens, quatro raios laser foram fixados ao telescópio principal do VLT, projetando no céu uma forte luz alaranjada de 30 cm de diâmetro, que energiza os átomos de sódio que se encontram na atmosfera superior.

É assim que são criadas as estrelas artificiais, cuja luz é usada pelo sistema para determinar a turbulência existente na atmosfera e calcular as correções necessárias, mil vezes por segundo, que são fornecidas ao espelho secundário fino e deformável do telescópio, o qual altera constantemente a sua forma, corrigindo assim estes efeitos de distorção da luz. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

sábado, 15 de outubro de 2016

Brasil – O acordo marítimo entre Brasil e Chile

6 benefícios para o país com o fim do acordo marítimo entre Brasil e Chile. Na avaliação da CNI, o acordo onera o setor produtivo e encarece as mercadorias nacionais, pois restringe o frete marítimo de contêineres a navios de bandeira brasileira e chilena

O acordo de Transporte Marítimo com o Chile é um obstáculo ao aumento das exportações brasileiras. Desde 2014, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alerta o governo sobre as distorções que o tratado criou. Assinado em 1974, renovado oito vezes, o acordo criou um duopólio na rota marítima Brasil-Chile-Brasil. Atualmente, só fazem o transporte de carga duas multinacionais. Elas disponibilizam apenas oito navios para atender os mais de 3,5 mil exportadores e quase de 1,2 mil importadores brasileiros.

A CNI aguarda a fim do acordo, previsto para 28 de outubro, data estabelecida pela Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) para que o Ministério do Transportes apresente uma justificativa para manter o duopólio. Na avaliação da CNI, o acordo onera o setor produtivo e encarece as mercadorias nacionais, pois restringe o frete marítimo de contêineres a navios de bandeira brasileira e chilena, únicos autorizados a transportarem cargas entre os dois países. Veja os efeitos previstos com o fim do acordo:

1. Fim da proteção artificial da rota Brasil-Chile-Brasil
A navegação mundial vive um período de “liberdade dos mares”. Não existem reservas de carga entre países da União Europeia ou do Nafta, por exemplo.

2. Aumento da oferta de navios
Em função do convênio, o transporte marítimo entre os dois países está restrito a oito navios. Com o livre-comércio, a disponiblidade de navios triplicaria, de acordo com estimativas da CNI.

3. Fretes mais baratos
As empresas chegam a pagar 40% a mais pelo frete atualmente. Empresas de setores importantes da economia brasileira dizem que dentre os 130 mercados para os quais exportam, o Chile tem o frete mais caro.

4. Previsibilidade para fechar contratos de curto prazo
Para conseguir atender contratos, as empresas são obrigadas a usar o modal rodoviário. Esta opção acarreta fretes entre duas e três vezes mais elevados e as rodovias fecham em determinados períodos no inverno devido às nevascas na Cordilheira dos Andes.

5. Equilíbrio nas relações comerciais
O fim da reserva beneficiará as empresas exportadoras e importadoras dos dois países melhorando o poder de negociação com os armadores brasileiros e chilenos.

6. Menos um obstáculo à exportação
Pesquisa da CNI com 847 empresas brasileiras aponta o custo do transporte como o principal problema para exportar. O fim do acordo ajudará a melhorar essa realidade. Adriana Nicacio – Brasil in “Agência CNI de Notícias”

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Internacional - XXIV Congresso Latino-americano de Portos


Com a presença do Ministro dos Transportes do Chile, Andrés Gómez-Lobo, teve lugar o lançamento do XXIV Congresso Latino-americano de Portos que se realizará em Arica, Chile, entre 30 de novembro e 3 de dezembro de 2015.

Participaram do encontro com o Ministro o Presidente do Diretório de Porto Arica, Francisco Javier González Silva; o Coordenador para a América Latina da Associação Americana das Entidades Portuárias (AAPA), Rafael Díaz-Balart; a Coordenadora Internacional do Congresso, Zulma Dinelli e o Ex-presidente da Delegação Latino-americana da AAPA e atual Presidente de Porto Valparaíso, Raúl Urzúa.

Durante a reunião, o titular dos Transportes pôde conhecer os avanços do congresso, para o qual já têm confirmada sua participação os executivos de mais de 20 portos, entre eles destacam-se todos os terminais públicos do Chile e os mais importantes dos Estados Unidos, do México, da Argentina, da Colômbia, do Equador, do Panamá e do Peru, entre outros países.

No final do evento, o Ministro Gómez-Lobo confirmou sua participação no painel inaugural do programa de conferências e destacou a importância do encontro para gerar debate em torno aos desafios da indústria portuária.

“Este evento é muito importante para o país. É muito importante dividir as experiências, as projeções na área logística e portuária em particular, assim que com muito prazer confirmei minha participação neste evento que vai reunir a mais de 400 delegados das autoridades portuárias desde Alasca até Magalhães. É um evento muito importante para o futuro portuário do nosso país”, destacou Gómez-Lobo.














Por sua vez, o Presidente de Porto Arica, Francisco Javier González Silva, firmou que o Congresso da Associação Americana de Autoridades Portuárias se constitui numa “grande responsabilidade” e em todo um desafio que irá testar à totalidade da região que já leva um ano preparando-se junto ao porto para receber às delegações.

“Esta é uma grande honra, um tremendo privilégio e uma grande responsabilidade. Este é um evento que não só vai ser desenvolvido em Arica, mas também vai ter uma cobertura nacional e vamos poder mostrar a região e o país, a discussão dos temas que estão a ser analisados nesta indústria e também teremos a possibilidade de ouvir a líderes de opinião e especialistas que vêm a esta conferência que dura quatro dias”, afirmou.

Díaz-Balart recordou que a Sustentabilidade -eixo temático principal do Congresso-, é uma das áreas onde o Porto de Arica é líder, portanto poderá mostrar sua experiência e as políticas aplicadas para gerar desenvolvimento sustentável na indústria.

“O Chile forneceu membros muito importantes à associação. O Chile é líder a nível mundial na indústria portuária e temos visto um grande interesse, não só dos sócios da AAPA, senão a nível internacional, de poder participar neste congresso”, assegurou Díaz-Balart.

“Os principais portos do hemisfério, tanto dos Estados Unidos e do Caribe, quanto do resto da América Latina, vão ver-se representados e também haverá membros participantes de fora do hemisfério. Uma grande parte do temário está relacionada à questão da sustentabilidade e também vamos observar os efeitos que traz a ampliação do Canal do Panamá, a mudança nas rotas comerciais marítimas e o impacto que tem não só nos portos chilenos, senão também no resto do hemisfério”, adiantou.

Além do Ministro dos Transportes, está confirmada a participação do titular de Obras Públicas, Alberto Undurraga, aos quais se somarão mais de 40 palestrantes de distintos países, mídia especializada e as principais empresas da indústria a nível internacional.

Para mais informações e inscrição, aceda aqui. Associação Americana das Entidades Portuárias