Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Congresso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Congresso. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

APLOP - XI Congresso da Associação dos Portos de Língua Portuguesa na cidade de Maputo



As inscrições para o XI Congresso da APLOP – Associação dos Portos de Língua Portuguesa, a decorrer nos dias 27 e 28 de Fevereiro, no Terminal de Passageiros do Porto de Maputo, em Moçambique, já se encontram abertas.

O Secretariado do XI Congresso também já se encontra a funcionar, disponível para os esclarecimentos necessários.

Pode descarregar aqui a ficha de inscrição. Data limite de inscrição: 15 de Fevereiro de 2019.

Para mais informações, contactar a organização do Congresso através do email: congresso.aplop@gmail.com.

APLOP

A APLOP – Associação dos Portos de Língua Portuguesa, é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, que se rege pelos Estatutos, pelos regulamentos internos aprovados em assembleia-geral e pelos regimes jurídicos aplicáveis às Associações dos Países da CPLP nos quais se localizam ou venham a localizar-se a sede, delegações ou filiais onde se pratique qualquer ato jurídico em nome da Associação.

Constituída a 13 de Maio de 2011, integra no seu seio todos os países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe, Timor-Leste).

Macau e Marrocos integram a APLOP na qualidade de Membros Observadores.

A Associação tem a sua sede em Lisboa, nas instalações da APP — Associação de Portos de Portugal. Carlos Caldeira – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

UNESCO – Rio de Janeiro vai ser Capital Mundial da Arquitetura em 2020

A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, foi designada Capital Mundial da Arquitetura em 2020, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), anunciou esta entidade, na sua sede, em Paris



O anúncio daquela que será a primeira Capital Mundial da Arquitetura foi feito na presença da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, do presidente da câmara do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, e de Thomas Vonier, presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA).

Esta escolha surge na sequência de uma parceria firmada entre a UNESCO e a UIA, no sentido de designar uma capital mundial da arquitetura, que deverá acolher o congresso mundial da União dos Arquitetos, evento que decorre a cada três anos.

O objetivo é que a Capital Mundial da Arquitetura se torne, em 2020, um fórum de debates sobre os desafios globais na perspetiva da cultura, do património mundial, do urbanismo e da arquitetura.

Neste sentido, o Rio de Janeiro irá ser palco de uma série de eventos sob o tema "Todos os mundos. Só um mundo", para promover o 11.º objetivo da Agenda Internacional 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: "Tornar as cidades e aglomerados humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis".

A UNESCO, a UIA e as instituições locais vão organizar atividades para promover projetos que envolvem arquitetos e urbanistas, assim como responsáveis políticos, instituições sociais e profissionais de outros setores, incluindo artistas e escritores, num espaço de diálogo criativo e inovador.

Organização não-governamental com sede em Paris, a União Internacional dos Arquitetos (Union Internationale des Architectes, em francês) foi fundada em Lausana, na Suíça, em 28 de junho de 1948, logo após o final da II Guerra Mundial, com o objetivo de unir e representar os arquitetos de todo o mundo, independentemente da nacionalidade, raça, religião ou opção arquitetónica, bem como de federar as suas organizações nacionais.

A UIA - presidida pelo norte-americano Thomas Vonier - reúne atualmente organizações profissionais de 123 países e territórios, representando mais de 3,2 milhões de arquitetos em todo o mundo. In “Revista Port. Com” - Portugal

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Lusofonia - X Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa



O X Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa realiza-se nos próximos dias 14 a 16 de Maio de 2019, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

As inscrições estão abertas até 31 de Março de 2019, tendo um custo, para associados, de 250 €, para não associados de 300 € e para estudantes de 125 € (necessário comprovativo de matrícula).

A inscrição pode ser feita onlineaqui.

A organização do evento está a cargo da APRH — Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos, da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, a Associação Aquashare Moçambique e da Associação Moçambicana de Avaliação de Impacto Ambiental.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Programa
Diz a organização do Congresso que a crescente consciencialização das populações para os problemas de erosão costeira pressiona os órgãos de planeamento e gestão para a necessidade de tomada de decisões.
Por isso, a comunidade científica deve desenvolver-se no sentido de apoiar e sustentar tecnicamente estas decisões.
O congresso pretende promover a partilha do conhecimento actual entre os investigadores e gestores das zonas costeiras dos diversos países de expressão portuguesa.
Assim, o tema principal será: “Os desafios para a próxima década: monitorização e adaptação” e serão abordados temas da maior actualidade para o desenvolvimento sustentável das zonas costeiras de todos os países de expressão portuguesa, destacando-se, em particular:

·         Avaliação de custo-benefício de intervenções costeiras;
·         Usos e pressões na zona costeira;
·         Vulnerabilidade e risco nas orlas costeiras;
·         Processos físicos e evolução da linha de costa;
·         Governança da zona costeira;
·         Monitorização e modelação nas zonas costeiras;
·         Adaptação das zonas costeiras às alterações climáticas;
·         Portos e zonas costeiras adjacentes;
·         Gestão das bacias hidrográficas e impactos nas zonas costeiras.

Os trabalhos serão apresentados em sessões técnicas e sob a forma de poster. Estão também previstas mesas redondas a anunciar no próximo boletim. Serão organizados dois cursos técnicos de um dia, a realizar no dia 13 de Maio de 2019. Ana C. de Sá – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

sábado, 24 de novembro de 2018

Moçambique - III Congresso Nacional de Nutrição

O III Congresso Nacional de Nutrição e Encontro de Nutricionistas foi marcado, nesta quinta-feira, 22 de Novembro, por apresentações de diversas temáticas relacionadas com nutrição, como forma de, em conjunto, debater políticas nutricionais para ultrapassar diversas dificuldades sociais, relacionadas com a desnutrição crónica, dificuldade de acesso, por parte de muitas comunidades, aos alimentos e alimentos saudáveis.

Lucinda Manjana, do Ministério da Saúde (MISAU), ao apresentar o tema “Implementação do Programa de Reabilitação Nutricional”, fez uma viagem aos factores legais e sociais ligados à nutrição para, de certa forma, problematiza-los, propondo soluções sustentáveis como forma de ultrapassar este problema que continua dizimando muitos cidadãos ao nível nacional.

Por outro lado, Carla Domingues, da Agha Khan, apresentou dados sobre os diferentes níveis sociais relativos à nutrição, olhando para a comunidade como seu foco. Em seguida, baseando-se no seu tema “Projecto de Nutrição baseado na comunidade”, defendeu ser necessário que políticas e respectivos actores estejam cada vez mais envolvidos na resolução desses problemas.

Num dia em que foram feitas treze apresentações, resultantes de pesquisas, houve espaço para discussão em torno das práticas de alimentação infantil, assim como das Estratégias de alimentação saudável e questões ligadas à segurança nutricional, olhando para os refugiados em Moçambique. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Portugal – X Congresso de Ornitologia 2019 da SPEA

O X Congresso de Ornitologia da SPEA vai ter lugar em Peniche, de 2 a 5 de março de 2019. Ornitólogos amadores e profissionais podem submeter propostas de apresentações até 31 de outubro de 2018

O maior evento nacional dedicado à ornitologia decorrerá de 2 a 5 de março de 2019, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche. Para além das apresentações, workshops e sessões de posters, o congresso incluirá ainda saídas de campo e exposições. Até 07 de novembro de 2018, todos os ornitólogos são convidados a submeter propostas para o X Congresso de Ornitologia da SPEA.

Durante os 4 dias de trabalhos, os participantes poderão trocar ideias, apresentar projetos, discutir resultados, e ainda fazer saídas de campo a alguns locais de especial importância para as aves: as Berlengas, o Paúl de Tornada e a Lagoa de Óbidos.

“O Congresso de Ornitologia da SPEA é uma referência para todos os que se dedicam ao estudo das aves, e uma oportunidade ideal para discutir as últimas descobertas e os avanços mais recentes para quem estuda e trabalha nesta área da ciência,” diz Domingos Leitão, Diretor Executivo da SPEA.

Encontram-se já confirmados quatro oradores convidados, que este ano incluem o Prof. Rory Wilson, da Universidade de Swansea no Reino Unido, reconhecido internacionalmente como pioneiro no uso de marcadores eletrónicos não invasivos, que permitem seguir os movimentos de animais – por exemplo durante a migração – sem efeitos adversos para o animal. Para além de Wilson, haverá palestras de Paula Sobral (Universidade Nova de Lisboa), Gonçalo Cardoso (Cibio, Universidade do Porto), Richard Phillips (British Antarctic Survey) e Inês Catry (CEABN, Instituto Superior de Agronomia).

O congresso, que se realiza de dois em dois anos, atraiu 200 participantes na última edição, em Vila Real. A organização espera uma participação igual ou superior na próxima edição em Peniche. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - Portugal

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Lusofonia - Primeiro Congresso de Biologia Marinha dos Países de Língua Portuguesa



Com o tema genérico "Uma Ponte entre Mares" vai realizar-se no início do próximo ano, de 24 a 26 de Janeiro de 2018, na Universidade do Algarve, o Primeiro Congresso de Biologia Marinha dos Países de Língua Portuguesa.

O mundo de expressão portuguesa é caracterizado por elevada biodiversidade marinha e sistemas oceanográficos complexos, englobando uma vasta área geográfica. Dada a longa tradição de investigação marinha nestes países urge estabelecer uma plataforma internacional para divulgar resultados e promover colaborações. Este primeiro Congresso terá como foco a disseminação da ciência marinha feita em português, assim como a construção de uma rede internacional de investigadores.

Serão três os principais eixos de interesse que constituirão as sessões de trabalho: Recursos Marinhos, Biodiversidade, Conservação e Biologia Evolutiva. O congresso terá uma única sessão plenária, para que todos os congressistas possam nesta primeira edição tomar contacto com a realidade da investigação nestas três vastas áreas. Na abertura de cada eixo haverá uma palestra plenária. A conferência realizar-se-á exclusivamente em português. Congresso de Biologia Marinha

Pode aceder a mais informações aqui.


sábado, 16 de setembro de 2017

Catalunha – Deputados dinamarqueses contra repressão do governo espanhol

Demolidora carta de deputados de sete partidos dinamarqueses contra a repressão do governo espanhol. Exigem um diálogo para resolver a questão catalã e criticam a escassa divisão de poderes e as ameaças do Estado espanhol



Dezessete membros do parlamento dinamarquês de diferentes grupos políticos (dois ex-ministros) escreveram uma carta arrasadora contra a repressão do governo espanhol. Reclamam ao presidente espanhol, Mariano Rajoy, que faça um "papel construtivo" e que dialogue imediatamente com as autoridades catalãs. A carta foi enviada ao Congresso espanhol, ao Governo espanhol, ao Parlamento da Catalunha, à Generalitat e ao Parlamento e ao Governo da Dinamarca.

Registaram esta semana, novamente, mais de um milhão de cidadãos percorreram as ruas da Catalunha, de uma forma pacífica, exigindo um referendo.

Os parlamentares expressam a sua "profunda preocupação" com a situação na Catalunha e afirmam que chegou-se a um momento crítico. Advertem o estado espanhol que as "ações repressivas" dos últimos dias e as "ameaças crescentes" para funcionários públicos, deputados, autarcas, meios de comunicação, empresas e cidadãos não serão a solução para o problema político.

"As ameaças e as acções judiciais não são a solução", afirmam os deputados. Que sejam políticos e não juízes nem forças policiais, como em qualquer país democrático da Europa. Além disso, explicam que sentem-se desconcertados e preocupados com a aparente falta de habilidades políticas para abordar a questão catalã.

"O acordo e a boa cooperação serão a única solução possível", sentenciam. Deputados do Parlamento da Dinamarca

Tradução e adaptação – “Baía da Lusofonia”


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

APLOP – X Congresso da Associação dos Portos de Língua Portuguesa

Terminou o X Congresso da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP), que decorreu nos passados dias 11 e 12 de Setembro em Lisboa. A sessão do dia 11 contou com a presença do vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Castro, da representante da ABEPH (Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias), Jacqueline Wenpap, e da presidente da Associação dos Portos de Portugal (APP), Lídia Sequeira, na cerimónia de abertura.

Ao longo do dia, o congresso desdobrou-se em três painéis, dedicados ao investimento em Infra-estruturas, desenvolvimento do negócio portuário e ao direito portuário nos países de língua portuguesa, respectivamente, antes da realização da Assembleia Geral. O evento contou com a presença de Marrocos e Macau como observadores.

No primeiro painel, Hassani Said apresentou o sistema portuário de Marrocos e resumiu a estratégia portuária do país até 2030. Foi seguido por Rui Soares, que dedicou a intervenção ao projecto do futuro porto de Tibar, em Timor-Leste, que deverá substituir o porto internacional de Dili a partir de 2018. Finalmente, Lídia Sequeira encerrou o painel com uma intervenção essencialmente dedicada à Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária 2016-2026, apresentada em 2016 pelo Governo português.

No segundo painel, Aluisio Sobreira, da Associação de Comércio Externo do Brasil, falou das exportações brasileiras e das oportunidades para os portos da CPLP. Em seguida, interveio Paulo Bertinetti, sobre o terminal do porto de Rio Grande, no Brasil, e em último lugar coube a Lígia Correia, vogal da APP, falar da marca Cruise Portugal, criada em 2016, mas só implementada este ano.

No último painel, o advogado Jorge Moreira da Silva, coordenador do grupo de trabalho sobre o direito portuário nos países da APLOP, actualizou o trabalho de análise aos diferentes regimes jurídicos dos portos dos membros da associação, recordando que já arrancou a 2ª fase, que espera concluir até ao final do ano, a tempo de poder apresentar um relatório final no próximo congresso. Conforme nos explicou o orador, trata-se de um trabalho que se destina a avaliar as vantagens e os obstáculos de cada um dos regimes, e que poderá ser aproveitado pelos membros em prol da melhoria da actividade portuária nos respectivos países.

No último dia do congresso o Director-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), José Simão, desafiou as entidades portuárias da APLOP (Associação de Portos dos Países de Língua Portuguesa) a colaborarem com Portugal nas especificações da Janela Única Logística (JUL).

O convite foi feito durante o X Congresso da APLOP em Lisboa, e visou a possibilidade de uma inter-operacionalidade entre os sistemas portuários dos países membros da associação. Sem prejuízo de, numa fase posterior, a inter-operacionalidade ser alargada a serviços públicos e administrativos portuários destes países.

José Simão lançou a ideia durante a sua intervenção sobre a JUL, no âmbito do Painel IV do congresso, dedicado à integração dos portos nas cadeias logísticas. Nesse contexto, abordou os antecedentes da JUL, as suas motivações, a sua caracterização e os seus desafios e oportunidades.
No mesmo painel, Adalmir de Souza, do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento de Infra-estrutura da Universidade Federal Fluminense, abordou o trabalho de Eduardo Mário Dias, do Grupo de Automação Eléctrica em Sistemas Industriais (GAESI) da Universidade de São Paulo, sobre rastreabilidade de mercadorias, tendo apontado o caso do projecto «Porto Azul», uma espécie de lacre electrónico para contentores, actualmente em fase de teste no Brasil, e cujos indícios apontam para a possibilidade de trazer grandes vantagens logísticas, de tempo e económicas as seus utilizadores.
O mesmo orador falou ainda sobre a automação no transporte marítimo do futuro, dando exemplos do navio autónomo Yara Birkeland, do navio porto Atlas HVS e dos anunciados 12 submarinos autónomos chineses Hayan.
A sessão contou igualmente com um debate sobre as tendências do transporte marítimo, designadamente, no espaço da CPLP, com base numa apresentação feita por Miguel Marques, partner da PwC, e que foi depois desenvolvida por Rui d’Orey, presidente da AGEPOR, e Fernando Cruz Gonçalves, professor de Gestão Portuária na Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH).

Na caracterização que fez da actualidade do sector, Miguel Marques lembrou a sua volatilidade, a importância da evolução da economia chinesa, a digitalização em curso, a dimensão cada vez maior dos navios mercantes, as taxas dos fretes, os paradigmas energéticos e ambientais emergentes, o crescimento da indústria de cruzeiros, as novas alianças internacionais no mercado e o uso da Rota do Norte pela Rússia.

Rui d’Orey optou por falar da dimensão crescente dos navios, que considera um desafio para os portos e para as cadeias logísticas, e da digitalização do sector. Fernando Cruz Gonçalves acentuou a importância das novas alianças entre empresas globais de transporte marítimo de mercadorias, cujas cinco principais detêm 52% do volume da carga movimentada, da dimensão dos navios, que julga não virem a ultrapassar a fasquia da capacidade para 25 mil TEU, e dos novos modelos energéticos.
Depois do debate, houve lugar a uma intervenção de Francisco Mendes Palma, CEO da Aicep Global Parques, que referiu a importância da logística e da geografia para os países membros da APLOP e apresentou as oportunidades que nesse contexto são concedidas pela Zona Logística e Industrial de Sines e do Parque Empresarial de Setúbal.
O congresso terminou com a assinatura de três Protocolos. A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) celebrou dois, um com o representante dos portos de Cabo Verde e outro com um elemento dos portos da Guiné-Bissau, ambos sobre formação em engenharia portuária, economia portuária, sistemas de informação e concessões. O último foi um protocolo de parceria celebrado pela APLOP com a Confederação Empresarial da CPLP. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Macau – Reforço da língua portuguesa

“Pequim lançou uma estratégia em torno de Macau e do português, o que veio aumentar o interesse na sua aprendizagem em mais de 30 universidades do continente e, se juntarmos a isto, o apoio do governo da RAEM e das autoridades lusas, é caso para dizer que as perspectivas para a divulgação da Língua Portuguesa nesta zona do globo não poderiam ser melhores”

O Congresso dos Lusitanistas, que decorreu, esta semana, em Macau, foi um êxito ao reunir, pela primeira vez, na Ásia, especialistas da Língua Portuguesa de todo o Mundo. A escolha de Macau parece óbvia face à importância, cada vez maior, do português no território e no continente e, também, pela aposta que o governo central tem feito na promoção da nossa língua.

O português deixou de ser, apenas, uma língua utilitária para se transformar, nestas paragens, numa língua comercial, a par do inglês, devido ao incremento das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Pequim lançou uma estratégia em torno de Macau e do português, o que veio aumentar o interesse na sua aprendizagem em mais de 30 universidades do continente e, se juntarmos a isto, o apoio do governo da RAEM e das autoridades lusas, é caso para dizer que as perspectivas para a divulgação da Língua Portuguesa nesta zona do globo não poderiam ser melhores.

Neste sentido, a inauguração das viagens aéreas entre Pequim e Lisboa irá contribuir para um maior estreitamento das relações entre os dois países e um crescente interesse por ambas as línguas. Há muito que não havia a ligação quase directa entre o território e a capital portuguesa, desde o fim dos voos da TAP.

Como estas viagens são da companhia Capital Airlines e têm um período experimental, o factor decisivo passa pelo número de passageiros o que, até ao momento, tem sido muito satisfatório - as quatro primeiras ligações estão praticamente esgotadas...

Com Portugal na moda, o país em recuperação económica, é natural que aumente o interesse dos turistas chineses contribuindo para solidificar estes voos da Capital Airlines. Jorge Silva – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Macau - Mundo asiático dos mais dinâmicos do ponto de vista do ensino da língua portuguesa





























O presidente da Associação Internacional dos Lusitanistas (AIL) considera “surpreendente” e “impressionante” o investimento de Macau na Língua Portuguesa em Macau para a construção de uma “rede mais ampla de ensino linguístico”. Para Roberto Vecchi, essa aposta vê-se em termos numéricos mas também na “qualidade das apresentações, dos projectos, das investigações, dos colegas chineses de Macau e da China em particular”.

“O que se percebe é que estamos numa comunidade de pares, ou seja, não há um norte ou sul da associação mas estamos todos num diálogo de patamar e troca recíproca”, afirmou Roberto Vecchi, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

O Congresso da AIL termina na sexta-feira, mas após dois dias de conferências e sessões paralelas já é possível vislumbrar um resultado muito positivo, apontou o responsável.

Sendo esta uma estreia da associação em terras asiáticas, Roberto Vecchi vê vantagens para os dois lados, incluindo Macau. “É uma fase importantíssima para a associação por duas questões. Não é só a questão inaugural de estar na Ásia mas a questão mais importante para uma associação como a nossa, disseminada, é encontrar um mundo de novos colegas que levam para a associação os seus projectos de investigação, temas e linguagens. Para nós é um enriquecimento enorme”, destacou.

“O resultado e a expectativa depois desta experiência é realmente ter potencial para criar novas redes de investigação, intercâmbios, projectos de didática universitária”, acrescentou Roberto Vecchi indicando que o salto para o Oriente reflecte também a visão global que a Associação Internacional dos Lusitanistas quer ver crescer. “Essa internacionalização da associação permite valorizar o melhor que temos: uma vocação para a investigação, ensino académico de alta qualidade no mundo em vez de estarmos fechados nos nossos gabinetes e universidades. Esperamos ver uma nova fronteira que, de facto, se abra”, sublinhou.

Nesse contexto, sublinhou, o “mundo asiático” é um dos mais “dinâmicos do ponto de vista do ensino da língua portuguesa”

Plataforma9 colmata lacuna fundamental.

O presidente da Associação Internacional dos Lusitanistas falava à margem de uma conferência plenária na qual foram divulgados dois projectos ligados à associação: Plataforma9 e a revista “Veredas”.

Apresentado por Rui Vieira Nery, director do programa língua e cultura portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian, e Elias Feijó Torres, o projecto da Plataforma9 foi pensado e elaborado pela AIL com a contribuição financeira e a tutela institucional da Fundação Calouste Gulbenkian. Na altura, a associação era presidida precisamente por Elias Feijó Torres.

“Para nós foi logo evidente que havia um terreno a explorar e depois de várias hipóteses que se puseram de colaboração achámos que havia uma lacuna fundamental que não era preenchida por nenhuma das plataformas existentes”, vincou Rui Vieira Nery, notando que a Plataforma9 pretende responder directamente aos interesses da comunidade de investigadores e professores que trabalham com o Português. “Quer-se uma plataforma que não seja dirigista, que seja aberta, que reflicta a pluralidade da nossa experiência e múltipla origem dos nossos pontos de partida diversificados”.

Além disso, realçou o objectivo de cruzar sobretudo “informação que nos permita saber quando é que há congressos, colóquios, eventos, vagas de investigação ou docências em universidades, programas de financiamento para projectos de investigação, entre outros”.

O projecto foi criado em 2014 e pretende tornar-se num meio de comunicação “exemplarmente multidisciplinar”, referiu. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ilha do Príncipe - Conclusões do IV Congresso Internacional de Educação Ambiental



Linhas de reflexão e ação

“O Príncipe é uma pequena terra… A Terra é uma pequena ilha”.

Dada a escala, riqueza e complexidade académica, social e cultural dos produtos que chegaram à comissão relatora, dando conta das visões, recomendações, propostas, desafios e reflexões, fruto dos painéis, da apresentação de comunicações, das conferências plenárias, das mesas redondas, dos eventos paralelos e outras atividades do congresso, estamos conscientes, pela nossa própria natureza humana que a proposta que aqui apresentamos é mais um conjunto de intuições que de conclusões.

Na abertura o presidente do Príncipe colocou-nos uma pergunta que poderia fazer parte da filosofia da rede de educadores e educadoras ambientais dos países de Língua Portuguesa e Galiza: como poderemos, ainda, edificar a esperança, junto das nossas comunidades, depois do esgotamento de algumas certezas que, nalguns casos, supúnhamos intemporais e, até, tinham suporte cultural, aparentemente insubstituível, que suportavam a nossa velha ideia de progresso económico e social?

A presente declaração aponta possíveis linhas para responder a essa questão. Neste sentido, partimos da necessidade de que a CPLP e todas as entidades envolvidas, apoiem os seguintes pontos gerais:

Criar um grupo de trabalho permanente com um secretariado executivo para apoiar as atividades de continuidade dos congressos. O grupo seria constituído por dois representantes de cada um dos países.

A exemplo do que ocorreu no Príncipe, os congressos subsequentes deverão integrar as comunidades locais em sua programação, valorizando a cultura e os saberes tradicionais. O acolhimento das comunidades locais do Príncipe foi um aspeto positivo destacado pelos participantes do evento. Elas nos mostraram uma grande paixão pelo seu modo de viver, por sua capacidade de auto-organização em torno de seu sustento econômico (baseadas em modelos de economia social e solidária) e pela integração de todos os membros.

As estratégias educativas são especialmente importantes para o envolvimento das comunidades na definição de políticas que combinem o cuidado das áreas protegidas com a valorização da cultura e as formas de vida das comunidades locais. As organizações e instituições deverão assumir o compromisso e a responsabilidade por manter um equilíbrio entre as necessidades das comunidades e a sustentabilidade socioambiental.

Destaca-se a importância da formação para reforçar o papel da Educação Ambiental no desenvolvimento de uma cultura de transição para sociedades sustentáveis e equitativas, além das necessidades sociais e seus desafios para os países da CPLP e Galiza. Em especial, destacamos a iniciativa de um grupo de participantes do evento em promover um processo de formação de formadores dirigido a formação escolar a ser construído de maneira participativa e apresentado ao secretariado executivo da CPLP.

Entre os temas para a elaboração de projetos integradores foram apontados os seguintes: mudanças climáticas globais, bio e geodiversidade, saúde ambiental, estilos de vida (relacionados a resíduos, energia e alimentação), migrações, riscos e vulnerabilidades.

Educação Ambiental não tem fronteiras, pois partilha espaços e saberes com outras experiências educativas centradas na justiça social e ambiental, a igualdade de gênero, a comunicação ou nos valores da cooperação e da solidariedade. É por isso que se deve buscar alianças, contatos e momentos de participação em eventos comuns, nos quais se encontrem educadores e educadoras ambientais e outros agentes sociais. Neste sentido, destaca-se a necessidade de realizar encontros setoriais entre cada congresso dos países de Língua Portuguesa.

Propor ao secretariado executivo da CPLP que reconheça e viabilize a realização de um mapeamento e uma rede de centros e equipamentos de Educação Ambiental.

Estimular e apoiar a elaboração e fortalecimento de políticas públicas de Educação Ambiental em diferentes níveis e esferas de organização política, criando condições para evitar processos de descontinuidade associados às mudanças políticas. Ainda, é fundamental a garantia de recursos econômicos e humanos para viabilizar e executar políticas de Educação Ambiental.

As comunidades locais organizadas fazem a diferença entre um coletivo vulnerável e uma comunidade resiliente frente a uma mudança socioambiental global. A Educação Ambiental pode ser um elemento fundamental na construção da resiliência social. É importante capacitar a diferentes grupos sociais por meio de metodologias participativas para reduzir a sua vulnerabilidade diante das situações de risco e catástrofe.

O acesso responsável à terra, ao teto e ao trabalho são direitos humanos fundamentais para os quais a Educação Ambiental deve contribuir. É necessário que a Educação Ambiental incentive e apoie o conhecimento crítico sobre as necessidades materiais e simbólicas que emergem do contexto social. Complementariamente, também deve contribuir para desvelar as formas de produção e consumo baseadas no lucro, no patenteamento da vida, na ganância e na acumulação privada em detrimento do Bem Comum. Para isto, é preciso promover a simplicidade voluntária, a frugalidade e o decrescimento. Para que esses valores se tornem hegemónicos é necessário formar uma cidadania ambiental politicamente ativa.

É preciso considerar a transversalidade e pluralidade de atores e agentes de Educação Ambiental (professores e professoras, autoridades, gestores e gestoras, etc.) e reconhecer sua capacidade transformativa.

As diferenças de gênero são universais concretizando-se em cada lugar pela carga de trabalho com o cuidado da casa e dos membros da família atribuída às mulheres. É preciso apoiar programas que visibilizem às mulheres e sua liderança, que incrementem a sua formação e que equilibrem os rendimentos do trabalho feito em favor da comunidade.

Os livros escolares e materiais didáticos tem distorções e ausências significativas sobre as alterações climáticas e a crise socioambiental global, por isso há necessidade de melhorar a qualidade destes e aprimorar a forma de inserção curricular desta temática.

É importante identificar e difundir experiências emblemáticas e boas práticas que são desenvolvidas nos países da CPLP e Galiza, que possam ser replicados em outros contextos geográficos. Como exemplo, se poderia citar o programa “Príncipe sem plástico”, “Projeto Rios” e outros que foram apresentados durante o congresso.

Ampliar os investimentos e ações de formação em espaços educativos informais, especialmente no que se refere a formação de guias e intérpretes do patrimônio natural e cultural, considerando a igualdade de gênero no acesso à formação.

É reconhecida a necessidade de um estudo sobre o estado da arte do campo da Educação Ambiental nos países de Língua Portuguesa e Galiza, baseado em metodologias que permitam um rigor no tratamento dos dados, de forma a auxiliar a planificação e avaliação de políticas públicas.

Rentabilizar Plataformas Digitais existentes no contexto da CPLP, nomeadamente, plataforma online “Ambiente CPLP” para uso dos diferentes atores sociais, de forma a democratizar a difusão dos conhecimentos e recursos construídos pela comunidade dos países de Língua Portuguesa e Galiza. Nesta linha é preciso impulsionar revistas, espaços virtuais e outras publicações de caráter científico e divulgativo em que se partilhem as reflexões e as práticas de EA que se desenvolvem no espaço CPLP e Galiza. A revista “Ambientalmente Sustentable” é o instrumento possível para este fim, podendo outros ser identificados e integrados.

Como encaminhamento final, destaca-se que é preciso iniciar a elaboração de uma agenda comum de pesquisa para partilhar metodologias, marcos teóricos, conhecimentos e processos de construção interdisciplinar e transcultural do conhecimento entre os investigadores e investigadoras da Educação Ambiental.

Esta agenda deveria incentivar projetos de investigação e de ação devem ter como suporte a perspetiva da cooperação democrática e horizontal entre os países. Neste sentido, as seguintes edições do congresso deveriam dar prioridade à apresentação de pesquisas, relatos de experiências e programas educativos que impliquem equipas de pesquisa, educadores e educadoras ambientais de mais do que um país ou comunidade.

Por fim, os participantes do IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países de Língua Portuguesa e Galiza sugerem que, em reconhecimento à contribuição e ao compromisso com os saberes tradicionais da guia principense, Nuna, que nos deixou no início deste congresso, que este documento se chame Declaração Nuna. In “Téla Nón” – São Tomé e Príncipe”

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ilha do Príncipe - IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países da CPLP


Está a realizar-se na ilha do Príncipe no arquipélago de São Tomé e Príncipe, entre os dias 18 e 21 de Julho de 2017, o IV Congresso Internacional de Educação Ambiental da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O congresso tem como objetivos:


I. A promoção da divulgação de projetos de investigação científica, a troca de experiências pedagógicas, a partilha de projetos comunitários e o reforço das redes nas áreas da Educação Ambiental para a Sustentabilidade, Cooperação e Desenvolvimento;

II. Promover a cooperação entre atores educativos e técnicos das comunidades lusófonas capacitando-os para atuar ao nível das políticas de responsabilidade ambiental e de justiça social;

III. Reforçar o papel político da Educação Ambiental para a Sustentabilidade, considerando a educação e o ambiente como a chave para a democratização da nossa casa comum, no sentido de promover novas formas de governança em diferentes tipos de organizações políticas e da sociedade civil através de metodologias participativas e de decisão democrática.

A temática da Educação Ambiental vai ser debatida em torno de oito eixos temáticos: Identidade(s) do campo e políticas públicas em Educação Ambiental; A Educação Ambiental na resposta às alterações climáticas e aos riscos e desastres ambientais; A Educação Ambiental nos equipamentos, interpretação e conservação; A Educação Ambiental no sistema educativo; As fronteiras da Educação Ambiental: ética, inclusão, género, paz e justiça; A Educação Ambiental na valorização socioeconómica das comunidades locais; A educação Ambiental nos saberes tradicionais e manifestações culturais-artísticas; A educação Ambiental-Educomunicação nas redes sociais e tecnologias de informação.

A programação do evento contempla a dinamização de atividades como minicursos, mesas-redondas, oficinas, apresentação de livros ou revistas e visitas a iniciativas e projetos locais.

O presidente da Comissão Especializada de Assembleia Nacional popular para o ambiente da Guiné-Bissau Mário Dias Sami anunciou que o país é candidato para acolher em 2019, o 5º Congresso Internacional de Educação Ambiental da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Nós também estamos aqui para apresentar a candidatura de Guiné-Bissau para organizar o V Congresso, e esperamos acolher pelo menos 250 pessoas nas nossas belas ilhas, especialmente na ilha de Bubaque, no arquipélago dos Bijagós," afirmou Mário Dias Sami. Baía da Lusofonia

Se pretende conhecer a vida selvagem da ilha do Príncipe veja o documentário seguinte:

sábado, 15 de julho de 2017

Macau – XII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas

Mais de 140 académicos e intelectuais de 14 países, ligados a cerca de 80 universidades, reúnem-se no Instituto Politécnico de Macau entre os dias 23 e 28 deste mês para a primeira edição, no Oriente, do Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas. Nas mais de 40 sessões, será dado grande relevo às literaturas portuguesa, brasileira e africana, cinema, estudos feministas, entre outros temas



A Associação Internacional de Lusitanistas (AIL) realiza na RAEM, entre os próximos dias 23 e 28 de Julho de 2017, a 12ª edição do seu Congresso em colaboração com o Instituto Politécnico de Macau (IPM). Há três anos - última edição - a maior associação de estudos de língua e culturas de língua portuguesa em todo o mundo aceitou a candidatura do IPM fazendo com que esta iniciativa chegue, pela primeira vez, ao Oriente.

“É para nós um desafio e uma responsabilidade muito grande, mas também o reconhecimento do que o IPM tem feito para desenvolver os estudos da língua portuguesa em Macau, na China e na Ásia”, destacou Carlos André.

O director do Centro Científico e Pedagógico do IPM realçou também que o papel do território como anfitrião reveste-se de um “significado muito especial neste diálogo de culturas onde o Português é claramente um elemento marcante”.

“Macau tem no seu ADN 400 anos de diálogo de culturas. Portugal reconhece isso, Macau e a República Popular da China também, mas é a primeira vez que é reconhecido por intelectuais do mundo todo e isto é um dado muito importante”, sublinhou. Além disso, é também a primeira vez que universidades de todo o mundo vêm afirmar com “muita clareza” que Macau tem um “papel a desempenhar”.

Nesse âmbito, há também mais-valias a retirar com a grande participação do IPM neste evento. Segundo sublinhou, trata-se sobretudo da “confirmação clara” que o Instituto Politécnico vai “continuar a desenvolver” a sua estratégia de desenvolvimento dos estudos do Português.

Em termos de adesão, chegaram a estar confirmados mais de 180 participantes, mas, “devido à situação de crise financeira no Brasil” assistiu-se a uma quebra de quase 40 no espaço de uma semana, explicou Carlos André. Assim, o IPM vai receber 142 oradores, de 14 países, em representação de aproximadamente 80 universidades, a maioria das quais de elevado prestígio a nível mundial.

A título de exemplo, serão ouvidas comunicações de docentes das Universidades de Oxford e “King’s Collegue” (Reino Unido), de Milão, Bolonha, La Sapiensa (Roma) e Nápoles (Itália), da Universidade de São Paulo e do Rio de Janeiro (Brasil). De Portugal, estarão representadas as universidades do Porto, Lisboa e Coimbra e da vizinha espanhola, as universidades de Salamanca e Santiago de Compostela. Entre os oradores, estão agendadas sessões com professores de Universidades de Santa Bárbara e Arizona (EUA) e ainda de Cracóvia (Polónia), Pequim e Xangai.

Além de quatro sessões plenárias - umas das quais dedicada à língua portuguesa no mundo com destaque para Macau e China - haverá 48 sessões paralelas com o contributo de académicos de renome internacional. Será dado destaque às literaturas portuguesa, brasileira e africana, a relação entre a literatura e o cinema, a história contemporânea e ainda muitos temas ligados aos estudos feministas no âmbito da literatura, sociologia e cinema.

A ex-ministra da Cultura de Portugal e docente na Universidade do Porto, Isabel Pires de Lima, Rui Vieira Nery, membro da direcção da Fundação Calouste Gulbenkian, Onésimo Teotónio de Almeida, professores de Português nos Estados Unidos e Hélder Macedo, docente no “King’s College” (Londres) são alguns dos convidados em destaque.

Por sua vez, Carlos Morais José (Macau), a brasileira Ana Miranda e o moçambicano João Paulo Borges Coelho vão, em conjunto, falar sobre aquilo que os une: a escrita.

Nesta edição, serão ouvidas intervenções de 16 académicos chineses, o maior número de sempre. “Se há professores chineses em grande número com comunicações aprovadas significa algo de muito importante: que os estudos do Português no Interior da China já evoluíram muito do ponto de vista científico”, vincou Carlos André. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Aceda ao programa do Congresso aqui. Para mais informações aceda ao sítio da Associação Internacional de Lusitanistas aqui. Baía da Lusofonia