Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Portugal - Cientistas testam nova tecnologia capaz de regenerar e reafirmar o rosto de forma indolor

Uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a LaserLeap Technologies e a Be.U_TheSkinCareClinic, testou novos protocolos estéticos inovadores capazes de regenerar e reafirmar a pele do rosto, de forma indolor e sem cirurgias. 


Estes novos protocolos serão lançados durante este mês nos corners de beleza Be.U, spin-off da Universidade de Coimbra, no Coimbra Shopping, Oeiras Parque e Cascais Shopping.

«Esta tecnologia baseia-se na entrega de energia ultrassónica a camadas profundas da pele, que associadas a moléculas cosméticas como fatores de crescimento e exossomas, reestabelecem o processo reparador da pele, induzindo assim firmeza, luz e juventude à pele», revela Carlos Serpa, professor do Departamento de Química da FCTUC e investigador do Centro de Química de Coimbra (CQC).

De acordo com Gonçalo de Sá, também investigador do CQC, «estes novos protocolos elevam o efeito dos nossos ultrassons na pele muito além do lifting tradicional, sem a realização de um tratamento invasivo, visto que estimulam a produção intensa de colagénio e elastina, causando reações positivas ao nível da densidade, luminosidade e vitalidade da pele».

«Os resultados são visíveis logo nas primeiras sessões e evoluem semana após semana, o que vai ao encontro da preferência da maioria das pessoas por cuidados de beleza de manutenção e progressão contínua», consideram os especialistas, inventores desta tecnologia.

A incorporação cutânea de moléculas cosméticas não é eficaz, o que impede a redução de rugas finas e rídulas, bem como a diminuta ação contra a perda de hidratação, elasticidade e flacidez (ligeira e moderada) da pele. Assim, «a combinação destes ultrassons desenvolvidos na FCTUC com fatores de crescimento irá permitir a entrada efetiva destas moléculas na epiderme, cuja ação remove sinais efetivos de desvitalização da pele, após a exposição prolongada ao sol, típica do verão, promove a renovação da proteção da pele», afirmam. 

«A ação do ácido hialurónico e a sua permeabilização efetiva com os ultrassons tem vindo a revelar sinais cada vez mais evidentes da revitalização da epiderme pela volumização local gerada por esta macromolécula», terminam os cientistas.

Este mecanismo, desenhado especificamente para tratamentos não-invasivos, indolores e sem marcas, está patenteado pela UC, pelos inventores Luís Arnaut e Carlos Serpa, professores do Departamento de Química da FCTUC, e por Gonçalo de Sá, investigador do CQC.

Para mais informações consultar o sítio da LaserLeap e da Be.U. Universidade de Coimbra -Portugal  





terça-feira, 24 de junho de 2025

Portugal – Universidade do Porto com primeira patente concedida no Chile

Dispositivo médico desenvolvido por uma equipa multidisciplinar do i3S e da Faculdade de Engenharia já está protegido em 20 territórios


Falamos de um sistema de esterilização reutilizável que permite eliminar os microrganismos que infetam, por exemplo, cateteres de diálise e, assim, dispensa o uso de antibióticos e outros químicos antisséticos que podem danificar o corpo humano. Foi pensado e criado por uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade do Porto e já tem patente concedida em Portugal, em mais de uma dezena de outros países europeus e, agora, no Chile.

“A concessão de patente que protege esta invenção no Chile representa uma validação formal da novidade, originalidade e caráter disruptivo da nossa tecnologia”, refere Patrícia Henriques, investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da U.Porto (i3S) e uma das inventoras do dispositivo.

“Ao ser reconhecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INAPI) no Chile, a invenção ganha um selo oficial de inovação, o que fortalece significativamente a sua credibilidade”, acrescenta.

Esta é a primeira tecnologia “made in U.Porto” a alcançar uma concessão de patente neste país sul-americano. A invenção já foi protegida na Europa, via patente unitária, e a equipa aguarda agora notícias dos institutos de propriedade industrial do Brasil, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Índia e México, acreditando “estar no bom caminho para a concessão na Arábia Saudita”, outro país que seria um estreante para as patentes da U.Porto.

A tecnologia foi desenvolvida durante a tese de doutoramento de Patrícia Henriques, sob orientação de Inês Gonçalves, também investigadora do i3S/INEB. Da equipa de inventores fazem também parte Fernão Magalhães e Artur Pinto, investigadores do Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia (LEPABE) da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP).

O caráter inovador do dispositivo levou à criação de uma empresa – a GOTECH Antimicrobial – que, em janeiro deste ano, licenciou a invenção.

Um novo passo “para a melhoria dos cuidados de saúde”

“O Chile tem importância estratégica para a GOTECH Antimicrobial devido ao crescente uso de cateteres em pacientes de hemodiálise e ao risco associado de infeções da corrente sanguínea (CRBSIs)”, explica Patrícia Henriques.

A equipa vê aquele país como um mercado em expansão e com uma taxa significativa de complicações associadas aos cateteres, o que significa que “há uma clara necessidade de soluções antimicrobianas eficazes”, acrescentam.

Esta concessão representa um passo importante na estratégia de proteção regional da GOTECH, que será complementada com a concessão de patente no México e no Brasil, “reforçando assim a cobertura em três dos mercados mais relevantes da região”.

Para a equipa, esta proteção permitirá “garantir exclusividade comercial, fortalecer parcerias locais e aumentar a atratividade do ativo para investidores e stakeholders latino-americanos”, dizem. O objetivo é, então, “poder contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde e abrir portas para a expansão na América Latina”, onde já identificaram oportunidades significativas.

Do laboratório para o mundo

A tecnologia agora patenteada no Chile destaca-se pelo seu elevado potencial clínico e comercial, aplicável não só em dispositivos de desinfeção de cateteres, mas em outros dispositivos médicos. Já foi validada em ambiente laboratorial, tendo demonstrado “segurança e eficácia contra microrganismos clinicamente relevantes, incluindo multirresistentes e fungos”, explicam os cientistas.

Os próximos passos envolvem terminar e otimizar o protótipo e passar para a produção em escala piloto com empresas certificadas. Têm também em vista a realização de um estudo clínico piloto entre 2025 e 2026, com um dos grandes prestadores de serviços de diálise à escala global. Acreditam que um estudo em pacientes “fornecerá evidências clínicas essenciais para apoiar a miniaturização, validação técnica e posterior condução de um estudo clínico multicêntrico em vários países do mundo.”

Neste momento, e em colaboração com o INESC TEC, a equipa está a aplicar a tecnologia no desenvolvimento da GOcap® – uma tampa reutilizável para desinfeção de cateteres de hemodiálise.

“A GOcap®, um dispositivo médico de classe IIa, já foi validada em condições clinicamente relevantes, nomeadamente em cateteres de hemodiálise comercialmente disponíveis e utilizando isolados clínicos obtidos de cateteres de hemodiálise infetados.”, concluem. Universidade do Porto - Portugal


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Portugal - Universidade do Minho lidera pedidos de patentes de invenções nacionais no primeiro semestre


A Universidade do Minho liderou no primeiro semestre em número de pedidos de invenções nacionais com 13, seguida de Rui Manuel Dias Ferreira (11) e pela Universidade do Porto (10), segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

De acordo com o relatório estatístico do primeiro semestre, entre os cinco maiores requerentes de patentes aparecem ainda uma empresa, a japonesa Yazaki Corporation (nove), e António Jorge de Oliveira Rodrigues (sete).

No que toca ao ranking das empresas, além da Yazaki Corporation, destacam-se as portuguesas Fravizel – Equipamentos Metalomecânicos, com sete pedidos, e a Hovione Farmaciencia, com seis.

Neste período, o instituto recebeu 407 pedidos de invenção, menos 31,1% face ao mesmo período de 2020, quando foram verificados 591.

Por região, entre janeiro e junho, 120 pedidos (35,1%) tiveram origem na região Norte, 115 (33,6%) na Área Metropolitana de Lisboa e 79 (23,1%) no Centro.

Já na Madeira verificaram-se dois pedidos (0,6%), enquanto nos Açores não houve qualquer solicitação de patente.

No primeiro semestre de 2021, dos pedidos de invenções nacionais de origem portuguesa, 41,8% foram apresentados por inventores independentes (143), 29,8% por pessoas coletivas (102), 20,5% por instituições de ensino superior (70) e apenas 7,9% por instituições de investigação (27), lê-se no documento.

O INPI concedeu 166 patentes no primeiro semestre, mais 56,6% do que no período homólogo.

Por modalidade de Direitos de Propriedade Industrial (DPI), entre janeiro e junho, os pedidos de marcas, logótipos e dos Outros Sinais Distintivos de Comércio (OSDC) foram os que tiveram maior procura junto do instituto, com uma subida de 34,8% para 13930, contra os 10330 verificados no primeiro semestre do ano anterior.

No total, foram concedidas 10179 marcas e OSDC nacionais, um aumento de 26% em comparação com os primeiros seis meses do ano anterior.

Por sua vez, a via nacional do design caiu, no período em causa, em número de pedidos, 4,4%, “apresentando um volume total de 642 objetos para 152 pedidos”.

Contabilizaram-se ainda 114 concessões de design nacional para 516 objetos concedidos, ou seja, um recuo de 70,8%.

Criado em 1976, o INPI dedica-se a registar e proteger os direitos de propriedade industrial, marcas, patentes e designs em Portugal, promovendo a respetiva proteção no estrangeiro, segundo informação disponível na sua página ‘online’. In “O Minho” - Portugal


 

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Portugal - Investigação portuguesa abre caminho para reduzir a doença da covid-19 a uma constipação

Lisboa – Uma equipa de investigadores portugueses do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa (ITQB NOVA), em Oeiras, descobriu três compostos que podem reduzir o impacto da covid-19 a uma constipação.

Em entrevista à Lusa, a investigadora coordenadora Cecília Arraiano salienta que “cada um dos compostos em acção individual reduz 60 a 70% a actividade do vírus SARS-CoV-2”, num projecto que aponta numa direcção distinta das vacinas e que está em fase de registo de patentes e tem perspectivas de poder chegar rapidamente ao mercado, porque dois estão aprovados para uso em outras doenças pelo regulador americano: a FDA [Food and Drugs Administration].

“A vacina é uma abordagem diferente, porque põe o hospedeiro a lutar contra o vírus e nós lutamos directamente com o vírus, porque atacamos a ‘maquinaria’ interior. A vantagem é que [a nossa] é mais independente da resposta imunitária do hospedeiro”, nota a geneticista, continuando: “A covid-19, que está tão grave, passa a ser como uma constipação. Se uma pessoa não tiver outras complicações, não vai para o hospital com uma constipação”.

O trabalho desta equipa, que contou com a colaboração do Laboratório Nacional de Referência de Saúde Animal do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), assenta na especialização dos investigadores em RNA e ribonucleases, isto é, as moléculas que controlam os níveis de RNA na célula. E na base da investigação está a existência de duas ribonucleases no SARS-CoV-2, que desempenham um papel essencial na replicação do vírus.

“O nosso objectivo era pôr o nosso conhecimento de forma a poder ajudar a controlar a multiplicação do vírus e tornar esta doença – que tem sido tão perigosa – mais ligeira”, frisa Cecília Arraiano, destacando a “garantia de futuro” destas descobertas: “Quando entra nas células, o vírus normalmente pode ter mutações e esta ‘maquinaria’ funcional é sempre conservada, o que dava uma garantia de ser uma forma de atacar com futuro”.

Com a ajuda da colega investigadora Margarida Saramago, Cecília Arraiano conta que o projecto arrancou ainda durante o primeiro confinamento, em Abril/Maio de 2020, com os três fármacos a serem ‘encontrados’ nas bases de dados internacionais, que contêm muitos milhares de compostos químicos. E, sustenta a investigadora, todo este processo “foi uma grande aventura” para a instituição e os profissionais.

“As minhas colaboradoras fizeram um ‘screen’ e começaram a ver, tendo em conta as características destas ribonucleases, quais seriam aqueles que poderiam – como uma chave numa fechadura – encaixar nos sítios vulneráveis e fazer com que se ligasse e não funcionasse bem”, refere, sem deixar de enfatizar que a ambição é que seja rapidamente utilizado pelas pessoas para se poder “voltar à normalidade que havia antes desta pandemia”.

Com a investigação laboratorial terminada nesta fase, o futuro passa agora pelo registo de patentes e pelo diálogo com as farmacêuticas. A investigadora coordenadora do ITQB Nova adianta que já foi obtida uma “patente provisória” na semana passada e que dentro de alguns dias devem avançar pedidos similares para os outros dois compostos.

“Até estar tudo seguro e conversado com as farmacêuticas, não podemos divulgar porque, senão, qualquer país do mundo agarra e faz. Como foi tudo ‘made in Portugal’ temos muito orgulho e queremos manter ‘made in Portugal’”, indica a geneticista.

Esta patente provisória já permite encetar conversações com as farmacêuticas, embora seja um processo sobre o qual pendem algumas obrigações, além de estar ainda ‘presa’ por alguns detalhes.

Apesar disso, Cecília Arraiano confirma que serão feitas “três patentes diferentes” – uma por cada composto descoberto -, expressando a sua convicção de que agora este tema não passa de uma questão burocrática.

“O que gostávamos era que as farmacêuticas testassem isto (que nós já sabemos que se faz em células de macaco com o vírus) em testes clínicos com pessoas com covid-19. Tendo em conta a rapidez com que foram desenvolvidas estas novas vacinas de RNA, em um ano, tenho a grande esperança de que seja também tudo muito rápido”, indica, finalizando: “Esperamos mesmo é ver isto no mercado o mais rápido possível”.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17674 pessoas e foram contabilizados 1025869 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-geral da Saúde. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Portugal – Universidade da Beira Interior regista patente nos EUA

O dispositivo fica disponível para a indústria americana e pode vir a aumentar a segurança aeronáutica



Um dispositivo desenvolvido na Universidade da Beira Interior (UBI) está patenteado nos Estados Unidos e disponível para a indústria americana de diversos setores, nomeadamente, no aeronáutico ou de produção de energia eólica em zonas de montanha.

A tecnologia criada por três investigadores da UBI, José Páscoa, Madhi Abdollahzadeh e Frederico Rodrigues, é baseada em atuadores a plasma e tem um campo vasto de aplicação. Além das aeronaves, pode servir para melhorar sistemas de produção de energia eólica e outros dispositivos onde ocorra acumulação de gelo.

A invenção tem por base o conhecimento adquirido que existe na UBI no campo da engenharia, neste caso, no Departamento de Engenharia Eletromecânica (DEM) e na unidade de investigação C-MAST - Center for Mechanical and Aerospace Science and Technologies, que também tem ligação ao campo da aeronáutica.

A partir do vasto conhecimento na área, os três elementos dos C-MAST avançaram com uma inovação que utiliza “técnicas de impressão 3D para pôr o atuador a plasma a aquecer a zona onde há formação de gelo e, em simultâneo, provocar um sopro que expulsa as partículas de gelo daquela zona”, explica José Páscoa, docente e investigador do Departamento de Engenharia Eletromecânica. “Pode ser aplicado, com custos baixos, nas asas dos aviões que voam para locais onde há baixas temperaturas”, acrescenta.

As empresas que, a partir de agora, pretendam utilizar esta tecnologia nos EUA ou nos cerca de 20 países, principalmente da Europa, onde a patente está já registada, têm de entrar em acordo com a UBI no sentido de obterem uma licença para utilizarem este princípio de funcionamento dos atuadores a plasma.

Esta invenção é também reflexo da elevada qualidade da ciência que se produz na UBI, comprovada pelo reconhecimento que tem obtido nos rankings em que é citada. “Constata-se que, no mundo, a cada hora do dia, há um trabalho científico publicado por outra universidade que cita investigação da UBI”, salienta José Páscoa, que é também Vice-Reitor para a Investigação. Universidade da Beira Interior - Portugal

quinta-feira, 9 de março de 2017

Portugal - Pedidos de patentes na UE cresceram 8,5% em 2016

O top cinco dos pedidos de patentes com origem em Portugal é liderado pela Novadelta-Comércio e Industria de Cafés. A Saronikos Trading and Services, a Bial-Portela e a Universidade do Porto completam os cinco lugares cimeiros

Na União Europeia (UE), os pedidos de registo de patentes desceram 0,6%, mas em Portugal a tendência é bastante diferente: de acordo com o Instituto Europeu de Patentes (IEP), os pedidos de patentes provenientes de Portugal registaram um crescimento de 8,5% em 2016. Durante o ano transato, os portugueses solicitaram 153 patentes. Em 2015, chegaram ao IEP 141 pedidos de patentes vindos de Portugal.

O comunicado do IEP destaca uma nova tendência entre os inovadores portugueses: «O número de patentes europeias concedido a centros de investigação e empresas portuguesas pelo IEP aumentou de 28,3% para 59, sendo o mais elevado nos últimos dez anos».

O top cinco dos pedidos de patentes com origem em Portugal é liderado pela Novadelta-Comércio e Industria de Cafés (12 pedidos de patente). Saronikos Trading and Services (com oito pedidos), a Bial-Portela (com seis) e a Universidade do Porto (com cinco) completam os cinco lugares cimeiros.

Entre os setores com maiores números de pedidos de patentes, figuram o Mobiliário (8%), Indústria farmacêutica (8%) e Cálculo/Medição (7%). Química Orgânica Fina, Transportes, Maquinaria e Dispositivos Elétricos e Energia foram os setores que registaram maior crescimento nos pedidos de patentes durante 2016

Minho e Douro Litoral lideram nas regiões que apresentaram maior número de pedidos de registo de patentes em 2016. Se análise incidir sobre cidades, já será Lisboa a liderar, sendo seguida pelo Porto e por Braga.

Durante 2016, o IEP recebeu 160 mil pedidos de patentes originários da Europa (diminuição de 0,2% quando analisada a evolução dos pedidos emitidos pelos 38 países da Organização Europeia de Patentes). No que toca a pedidos provenientes de fora da Europa, os números são reveladores dos tempos que correm: os pedidos vindos da China e da Coreia subiram 24,8% e 6,5%, respetivamente entre 2015 e 2016; os pedidos originários dos EUA e do Japão caíram 5,9% e 1,9%, respetivamente, quando se compara os dois anos anteriores. EUA, Alemanha, Japão, França e Suíça estão na liderança dos países de origem com maior número de patentes solicitados entre 2016 e 2017.

O presidente do IEP, Benoît Battistelli deixa em comunicado o seguinte comunicado aos números agora apresentados: «Numa conjuntura política e económica em constante mutação, as empresas de todo o mundo mantiveram a sua procura por proteção de patentes na Europa. Apesar de assistirmos a um crescimento impressionante no número de pedidos de registo de patentes com origem na Ásia, as empresas europeias mantêm o papel de líderes na inovação e crescimento no seu mercado de origem, provando a sua resiliência face a condições económicas adversas». Hugo Séneca – Portugal in “Exame Informática”