Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Brasil – O que o Estado de Goiás ganha com o acordo Mercosul – União Europeia

Com a assinatura do acordo entre Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e União Europeia (UE), em Assunção, depois de 26 anos de negociações infrutíferas, o agronegócio brasileiro será um dos grandes beneficiários, pois o setor, que inclui a agroindústria, é um dos maiores produtores do mundo e tem o bloco europeu como o seu segundo maior cliente, atrás apenas da China. Isso, obviamente, oferece a certeza de que o Estado de Goiás sairá amplamente beneficiado a partir da entrada em vigor do tratado, já que o setor da mineração também será amplamente favorecido, bem como a indústria automotiva e os setores aeronáutico e de máquinas e tecnologia.

Basta lembrar que um levantamento realizado recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que os acordos preferenciais e de livre-comércio do Brasil cobrem apenas 8% das importações mundiais de bens, mas com o novo acordo esse percentual deverá saltar para 36%, já que a UE responde por 28% do comércio global, segundo dados de 2024. E que o novo acordo abrange 27 nações, mais de 715 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) ao redor de US$ 22 trilhões.

De acordo com a CNI, 54,3% dos produtos negociados no âmbito do acordo terão imposto de importação zerado na UE logo na entrada em vigor do tratado, ou seja, mais de cinco mil itens, enquanto, por parte do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos para a redução tarifária. As tarifas serão reduzidas gradualmente, em prazos que podem variar de quatro a dez anos, a depender do produto. A médio prazo, a previsão é que mais de 90% do comércio entre os dois blocos sofram redução ou eliminação gradual de tarifas, beneficiando o agronegócio e setores industriais de maior valor agregado.

Em outras palavras: o acordo cria um cenário de maior segurança jurídica e estabilidade regulatória, fator que é considerado decisivo para atrair investimentos produtivos e para o planejamento de longo prazo, oferecendo possibilidades para que também pequenas e médias empresas consigam se inserir no comércio exterior, o que, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, será facilitado pelo apoio da  Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores.

Para Goiás, a previsão é que o acordo venha a diversificar suas exportações para a Europa, provocando, a princípio, um aumento de até 30% nas vendas, principalmente de produtos do agronegócio, como frutas, café, carnes e óleos, o que deverá diminuir a dependência em relação à China, que hoje representa 44% do total das exportações goianas. Diante desse novo horizonte, Goiás tem a oportunidade de transformar competitividade em protagonismo: ampliar mercados com valor agregado, atrair investimentos, acelerar inovação e consolidar uma agenda moderna de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade — requisitos cada vez mais decisivos para acessar e permanecer no mercado da UE.

Enfim, o momento pede estratégia e união: governo, setor produtivo, cooperativas, indústria, universidades e municípios precisam estar alinhados para fortalecer infraestrutura, certificações, tecnologia, logística e capacitação, abrindo caminho para que não apenas grandes players, mas também pequenas e médias empresas e a agricultura familiar participem do salto exportador. Se fizermos o dever de casa com visão e velocidade, o acordo não será apenas uma boa notícia para o Brasil, mas um marco para um Goiás mais industrial, mais internacional e mais próspero, com emprego, renda e desenvolvimento regional. Ivone Silva - Brasil

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Ivone Maria da Silva, economista, é empresária e integrante do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO) e do Conselho Administrativo Tributário de Goiás (CAT-GO). E-mail: diretoria@imase.com.br

 

quarta-feira, 14 de maio de 2025

China - Empresas anunciam investimentos de 4,29 mil milhões de euros no Brasil

Um encontro empresarial realizado em Pequim terminou com investimentos chineses no valor de 27 mil milhões de reais (4,29 mil milhões de euros) no Brasil, anunciou o Governo brasileiro



O líder da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) disse que estiveram presentes no evento mais de 500 empresários chineses e 200 brasileiros.

Num comunicado divulgado pela Presidência brasileira na segunda-feira, Jorge Viana salientou ainda que 25% das importações do Brasil são provenientes do país asiático.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve na abertura do evento e disse que a China “tem sido um exemplo” por fazer negócios e investir em “países desprezados” por outras potências há décadas.

Isto embora a China tenha “sido retratada como inimiga do comércio global”, lamentou Lula da Silva, que se encontra em Pequim, onde decorre o fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Entre os principais anúncios saídos do encontro empresarial sino-brasileiro está o da fabricante automóvel Great Wall Motor, que vai investir seis mil milhões de reais (952 milhões de euros) para expandir a operações no Brasil, de onde exportará para toda a América do Sul e México.

Metade deste investimento será destinada à criação de um polo de energia renovável no estado do Piauí (nordeste do Brasil), cuja construção deverá gerar cinco mil empregos, segundo o Governo brasileiro.

Horas antes, o Brasil já tinha anunciado um investimento de mil milhões de dólares (900 milhões de euros) na produção de combustível renovável para a aviação por parte da empresa chinesa Envision Group.

Foi acertada a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Energias Renováveis em parceria com a empresa de turbinas eólicas chinesa Windey Technology.

A gigante chinesa de entrega de comida Meituan vai investir cinco mil milhões de reais (794 milhões de euros) para entrar no mercado brasileiro através da subsidiária Keeta, que já opera noutros países.

O Governo do Brasil disse esperar que este investimento, através de um contrato cuja assinatura teve a presença de Lula de Silva, crie 100 mil empregos indiretos nos próximos cinco anos.

Também a empresa de bebidas Mixue, uma das líderes do setor na China, pretende expandir-se para o Brasil com um investimento de 3,2 mil milhões de reais (508 milhões de euros), que poderá criar 25 mil empregos até 2030.

O grupo mineiro chinês Baiyin Nonferrous Group anunciou a aquisição da mina de cobre de Serrote, no estado de Alagoas (nordeste), por 2,4 mil milhões de reais (381 milhões de euros).

Em Pequim, Lula da Silva participou na abertura da 11.ª Reunião Ministerial do fórum China-CELAC e, em seguida, reuniu-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, com quem também assinará acordos para ampliar a cooperação bilateral. O fórum China-CELAC conta ainda com a presença dos presidentes da Colômbia e do Chile.

Xi promete 8,3 mil milhões de euros em empréstimos à América Latina e Caraíbas

O líder chinês, Xi Jinping, prometeu ontem conceder empréstimos no valor de 66 mil milhões de yuan (8,3 mil milhões de euros) à América Latina e às Caraíbas, numa cimeira com líderes dessas regiões. “Para apoiar o desenvolvimento dos países da América Latina e das Caraíbas, a China fornecerá um crédito de 66 mil milhões de yuan”, disse Xi, na abertura do fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas).

Em Pequim, o dirigente elogiou as relações de longa data do país com os países-membros da CELAC, num momento de “confronto entre blocos”.

“Embora a China, a América Latina e as Caraíbas estejam distantes, os dois lados têm uma longa história de trocas amigáveis”, disse Xi. “Só através da unidade e da cooperação é que os países podem salvaguardar a paz e a estabilidade mundiais e promover o desenvolvimento e a prosperidade em todo o mundo”, disse o líder chinês, denunciando “a intimidação e a hegemonia”, numa referência aos Estados Unidos.

Xi prometeu apoio aos países da América Latina e das Caraíbas para que “rejeitem a interferência externa” e “sigam um caminho de desenvolvimento alinhado com as suas condições nacionais”. “A China apoia as nações regionais na defesa da sua soberania e independência nacional”, acrescentou.

Na segunda-feira, a China e os Estados Unidos anunciaram um acordo, com a validade de 90 dias, com efeitos a partir de 14 de maio, ao abrigo do qual reduzirão os direitos aduaneiros mútuos em 115%.

Durante esse período os direitos aduaneiros dos Estados Unidos sobre as importações chinesas estarão limitados a 30%, em comparação com 10% da China para as importações dos EUA.

Nas primeiras declarações públicas após este acordo, Xi Jinping declarou que “as práticas intimidatórias e autoritárias só levam ao isolamento” e que “não há vencedores numa guerra comercial”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 29 de agosto de 2023

Brasil - Novo estudo da Apex aponta Portugal como “maior destino das exportações” brasileiras no cenário da CPLP

Os países da CPLP apresentam mais de 1400 oportunidades para as exportações brasileiras, segundo estudo


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o Perfil CPLP, um estudo que traz análises e informações sobre comércio, questões de acesso a mercado e investimentos entre os países que fazem parte desta Comunidade. O anúncio foi feito durante a XIV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que teve lugar no último dia 27 de agosto, em São Tomé e Príncipe.

A seguir a publicação dos perfis bloco Mercosul, União Europeia e BRICS, a Inteligência da ApexBrasil lançou esta semana o Perfil CPLP, com informações sobre o cenário do comércio internacional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e os seus nove países-membros.

Comércio exterior

O estudo aponta que entre os desafios a serem superados na relação comercial entre os países da CPLP está a questão da logística para possibilitar “maior circulação de produtos e pessoas”. Outro desafio identificado é a “promoção de uma maior integração de negócios entre os diversos países e ainda a possibilidade da criação de um banco de fomento”.

Hoje, a CPLP é o 14° principal destino das exportações brasileiras, e os dados mostram que “há espaço para crescimento”. O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 1451 oportunidades comerciais para empresas brasileiras nos países-membros da Comunidade, com destaque para óleos brutos de petróleo, tubos de ferro ou aço, produtos laminados, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos de transporte.

Exportações brasileiras

As exportações do Brasil para a CPLP ainda concentram-se em bens de menor valor agregado. Óleos brutos de petróleo, soja e milho não moído representam 62% das exportações. Outros produtos com destaque são laminados de ferro ou aço, açúcares, carnes de aves e preparações de carne, que contam com exportações acima de US 100 milhões.

Entre os parceiros comerciais do Brasil na CPLP, Portugal aparece destacadamente como o maior destino das exportações, com participação de 84,3% em 2022, expressivamente maior que o segundo destino, Angola, com 12,6%.

Segundo o Perfil, o comércio brasileiro com a CPLP mostra tendência de crescimento. Entre 2018 e 2022, as exportações brasileiras para os países da Comunidade apresentaram um crescimento médio anual de 26,6%. Para o biénio 2022-2024, é esperado crescimento médio anual de 3,6%.

Importações de países da CPLP

As importações brasileiras provenientes da CPLP também são relativamente concentradas: os cinco principais grupos de produtos representam cerca de 75% da pauta, com destaque para Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus (28,8%), Gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (17,8%), no segmento de commodities, e no segmento de produtos com maior valor agregado: aeronaves e outros equipamentos, incluindo as suas partes (7,1%), e Bebidas alcoólicas (3,7%).

Em 2022, Portugal foi também a maior origem das importações brasileiras, com participação de 56,3%. Entre os principais produtos estão azeite de oliva e partes e peças de aeronaves, sendo estes últimos devido à operação de subsidiária da Embraer naquele país. Após Portugal, Angola segue como a segunda maior origem de importações, com 43,6%, com, basicamente, Óleos brutos de petróleo.

Entre os principais fornecedores para o mercado brasileiro, os Estados Unidos concorrem com os países da CPLP em Óleos brutos e Óleos combustíveis de petróleo.

Acesso a mercados

Segundo informações de entidades ligadas ao governo do Brasil, “não existe acordo de comércio entre todos os membros da CPLP. Da mesma forma, nenhum dos países da CPLP possui acordo comercial com o Brasil. No entanto, Mercosul e União Europeia concluíram, em 2020, as negociações para a criação de uma área de livre comércio. Atualmente, os textos do acordo estão em fase de revisão jurídica para posterior assinatura e processo de internalização”.

Entre os grupos de produtos mais protegidos, destacam-se alíquotas incidentes nos grupos “bebidas e tabaco” com tarifas variando entre 15,8% e 56,6%, considerando cinco dos noves países analisados. O grupo “vestuário” aparece como um dos mais protegidos em quatro dos nove países analisados, com variação tarifária entre 20% e 35%. Dentre os países da CPLP, Timor-Leste é o que possui menor tarifa simples NMF, média de 2,5%.

Em termos comparativos, a CPLP, como um conjunto, ocuparia a 18ª posição no ranking de stock de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil em 2021.Entre 2012 e 2015, o stock de IED da CPLP no Brasil teve uma redução, voltando a crescer a partir de 2016. Em 2021, alcançou US 11,9 mil milhões, impulsionado pelo crescimento do stock de IED português no país.

Pela ótica do número de empresas que operam no Brasil, houve um aumento significativo da quantidade de empresas portuguesas entre 2010 e 2020, com redução do número de empresas angolanas. Além destes, entre os membros da CPLP, apenas Cabo Verde tem empresa operando no Brasil. No total, o número de empresas de países da CPLP que atuavam no país em 2020 era de 796.

Na perspectiva dos investimentos greenfield anunciados, destacam-se os vários investimentos da EDP (Portugal) no Brasil entre os quais a fábrica de hidrogênio verde em São Gonçalo do Amarante-CE (2022), e a abertura do Data Center da Angola Cables em Fortaleza-CE, em 2023.

Quanto aos investimentos do Brasil em países da CPLP, o stock de IED brasileiro cresceu 38% entre 2020 e 2021, registando US 6,97 mil milhões em 2021, distribuídos entre Portugal (US 5,6 mil milhões), Angola (US 1,2 mil milhões), Moçambique (US 68,4 milhões) e Guiné Equatorial (US 39,5 milhões).

Em termos comparativos, o conjunto dos países da CPLP ficaria na 13ª posição no ranking de destino do stock de IED brasileiro em 2021. Essa posição já chegou a ser a décima entre 2012 e 2013.

Na perspectiva dos investimentos greenfield anunciados, destacam-se o anúncio da fábrica de motores elétricos da WEG em Santo Tirso, Portugal, estimada em US 27 milhões em 2022; a abertura da sede regional da TV Miramar (Record) em Maputo, Moçambique em 2023, estimada em US 65 milhões, e a sede regional da Transdata em Luanda, Angola em 2023, estimada em US 27 milhões.

“Os estudos Perfil País oferecem visão panorâmica e análises sucintas sobre os principais mercados mundiais, permitindo às empresas brasileiras rápido acesso aos aspetos mais relevantes para comércio e investimentos. Estão disponíveis informações como oportunidades para negócios brasileiros no país, macroeconomia, balança comercial, principais concorrentes e fornecedores, governança, investimentos e acordos em comércio internacional, entre outras”, informou a ApexBrasil.

Aposta da FUNCEX Europa

Em maio deste ano, a nossa reportagem revelou que o espaço económico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai contar com o maior banco de dados de comércio exterior alguma vez já produzido. Foi o que assegurou, na altura, Higor Ferro Esteves, diretor geral da FUNCEX Europa, entidade localizada em Portugal, e que serve de base de atuação, no velho continente e na África, da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – FUNCEX, com sede no Brasil. Nelma Fernandes, presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), é uma das impulsionadoras desta solução que promete dar “maior qualidade” às conexões comerciais das nações lusófonas.

O projeto foi anunciado no último dia 24 de abril em Lisboa, durante um evento que discutiu as “Relações Comerciais – Brasil – CPLP” e que foi organizado pela FUNCEX, em parceria com a CE-CPLP e o banco português Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras. Esta iniciativa decorreu no âmbito da Cimeira Luso-Brasileira e teve como intuito “fortalecer as relações comerciais e de cooperação entre o Brasil e a CPLP”.

Segundo apurámos, o banco de dados vai surgir fruto de um protocolo assinado entre a FUNCEX e a CPLP e vai possibilitar cruzar os dados comerciais dos nove países aderentes à CPLP. A ideia é fomentar o comércio dos Estados-membro da CPLP entre si e com outros países.

António Pinheiro, presidente da FUNCEX, disse que a parceria com a Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa é “fundamental” no processo de internacionalização da Fundação que preside e que um dos objetivos da entidade é “estabelecer conexões ainda mais profundas com a CPLP, tendo como parceira fundamental a CE-CPLP, uma organização fundada em Lisboa em 2004 e que visa incentivar a cooperação económica entre os Estados-membros com foco nos seis espaços económicos onde estão inseridos”.

Entenda a CPLP

A CPLP destaca-se por ser um foro multilateral de cooperação entre os países de língua portuguesa, integrado por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste. Criado em 1996, o grupo procura “fomentar a concertação política entre os seus membros, a cooperação em todos os domínios e a difusão da língua portuguesa”.

O ponto de partida para a formação da CPLP foi a língua portuguesa e o seu significado como herança cultural partilhada. A partir destes laços culturais, os países membros articularam crescente cooperação multitemática, na qual as questões económicas ganham crescente importância. In “Mundo Lusíada” - Brasil


quinta-feira, 15 de junho de 2023

Brasil - Portugal mostra-se ao país com empresas competitivas e “altamente tecnológicas”

As autoridades portuguesas e brasileiras organizaram neste dia 13 um seminário empresarial, numa oportunidade para Portugal mostrar o que tem de melhor, num evento que concluiu as celebrações do Dia de Portugal no Brasil, disse o diretor da AICEP Brasil.


“Mostrar o que melhor as empresas portuguesas fazem, numa perspectiva de Portugal moderno, competitivo, aliando com setores mais tradicionais, mas que hoje são altamente tecnológicos”, afirmou à Lusa o diretor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) no Brasil, Francisco Saião Costa, à margem do Seminário Empresarial Brasil-Portugal, em Brasília.

Marcaram presença dezenas de empresários e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, embaixador Laudemar Aguiar, o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro português, António Mendonça Mendes, e o embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos.

Neste evento, frisou Francisco Saião Costa, foi possível trazer” muitos empresários e muitas empresas de diferentes pontos do Brasil”, num espaço de partilha para novas oportunidades de negócio, num “último momento de celebração do Dia de Portugal” em Brasília, com uma “componente económica”, referindo-se às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, organizado na segunda-feira na Embaixada de Portugal no Brasil.

Em relação ao memorando de entendimento assinado, aquando da visita do Presidente brasileiro, em abril, a Portugal, entre a AICEP e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Saião Costa, reforçou que incidirá em ‘startups’ e pequenas e médias empresas, mas também na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Para nós sem uma Apex forte, sem uma integração brasileira na CPLP no âmbito económico não faria sentido”, disse, reforçando ainda que as duas agências têm como objetivo o reforço na capacitação de lideranças no feminino, em projetos de sustentabilidade e transição energética.

Por outro lado, no seu discurso, o responsável pela agência que promove produtos e serviços brasileiros no exterior, Jorge Viana, considerou que Portugal é para o Brasil o “espaço na Europa”, naquela que era uma parceria “adormecida que agora retoma com muita força”.

“Vivemos [segunda-feira] um momento muito especial nessa retomada de relacionamento Brasil-Portugal”, considerou, referindo-se às celebrações do Dia de Portugal na Embaixada de Portugal no Brasil.

Centenas de pessoas estiveram na sessão de abertura, que contou com a presença de outros membros dos Governos de Portugal e do Brasil, e seguiram vários painéis de empresários dos dois países que falaram sobre transição energética e responsabilidade corporativa, segundo a embaixada.

O presidente da Apex liderou uma missão empresarial ao país lusitano em abril. “A ApexBrasil desempenhará um papel fundamental no restabelecimento de uma relação económica, social, política e afetiva sólida entre os dois países, trazendo benefícios para ambas as nações e seus povos. Portugal é o Brasil na Europa!”, afirmou na altura. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Brasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos leva 60 startups e 20 empresas de tecnologia para o Web Summit 2022 em Lisboa


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Embaixada do Brasil em Lisboa, em parceria com o SEBRAE, o SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), promovem uma Missão para 60 startups e 20 empresas de tecnologia interessadas em participar de um dos maiores eventos de inovação do mundo.

A Missão de Internacionalização ao Web Summit 2022 será realizada em Lisboa, entre os dias 30 de outubro e 4 de novembro.

A iniciativa integra o Programa de Internacionalização da Apex-Brasil, que busca promover startups brasileiras no mercado internacional. As inscrições estão abertas até 10 de agosto.

A ação também se insere no âmbito do Programa de Diplomacia da Inovação (PDI), conduzido pelo MRE. Ambos os programas desenvolvem ações para elevar o perfil do Brasil junto aos ecossistemas estrangeiros de inovação, com o objetivo de identificar parcerias, atrair investimentos e apoiar a internacionalização de startups.

A conferência se destaca por ser uma das maiores do mundo a congregar CEOs de empresas de tecnologia, startups em rápido crescimento e investidores.

Além do Web Summit, as startups selecionadas também poderão participar de trilhas de capacitação e de atração de investimentos, ter acesso a serviço de matchmaking e/ou consultoria técnica para o mercado português, eventos exclusivos para a delegação com oportunidades de networking, além de receber apoio para os planos de internacionalização.

Desde 13ª edição do Web Summit, em 2021, o evento voltou a ser realizado com a presença física do público, mantendo as ofertas originais: palestras sobre os temas afetos às empresas de base tecnológica, exposição de grandes empresas e instituições internacionais, promoção de conexões entre empresas e investidores, capacitações, oportunidades de divulgação para startups, e promoção da imagem das instituições apoiadoras.

Também a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB) realizou um webinar de lançamento da Missão Web Summit 2022, que leva os brasileiros interessados para o evento e para uma imersão em terras portuguesas, com desconto das Câmaras Portuguesas. In “Mundo Lusíada” – Brasil

Serviço

Missão de Internacionalização para Startups para Web Summit 2022

Quando: de 30 de outubro a 4 de novembro

Inscrições: até 10 de agosto


 

sábado, 21 de novembro de 2020

Lusofonia - AICEP e Apex-Brasil assinam acordo para aproximar mais Brasil e Portugal

 


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) celebraram, no último dia 16, um Memorando de Entendimento para aumentar a cooperação entre as duas instituições.

As frentes prioritárias de cooperação serão a promoção do desenvolvimento e da internacionalização de startups; o aumento da cooperação econômica e comercial, por meio da coordenação institucional, nos mercados dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP); e a promoção e o desenvolvimento de negócios entre Pequenas e Médias Empresas de ambos os países.

O Memorando permitirá que a Apex-Brasil e a AICEP trabalhem “ainda mais em sintonia, de modo a ampliar uma parceria considerada natural por ambos os lados” divulga as instituições.

Além de contribuir para a internacionalização de empresas brasileiras e portuguesas e dinamizar os fluxos bilaterais de comércio e investimentos, a celebração do Memorando promoverá a cooperação em iniciativas conjuntas em mercados terceiros, especialmente em regiões com as quais já exista um relacionamento econômico importante.

Assinado pelo Presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, e pelo Presidente do Conselho de Administração da AICEP, Luís Castro Henriques, o documento visa criar oportunidades para as empresas apoiadas pelas duas agências e desenvolver iniciativas de promoção de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal.

Durante a cerimônia, Henriques ressaltou a importância do compartilhamento de informações e de conhecimento, enquanto Segovia destacou a expressividade das relações econômicas entre Brasil e Portugal.

O comércio bilateral soma quase US$ 2 bilhões e, em 2019, as empresas apoiadas pela Apex-Brasil responderam por 33% das exportações totais brasileiras feitas ao mercado português, com vendas de US$ 367 milhões, realizadas por 490 companhias.

Dessas exportadoras, 20% são micro e pequenas empresas. Além disso, mais de 600 empresas portuguesas já se instalaram no Brasil, o que faz de Portugal um investidor com elevado potencial de aproveitamento das crescentes oportunidades de investimentos no país. In “Mundo Lusíada” - Brasil


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Brasil – Presente no MIPCOM apostando na diversificação de modelos de negócios

O MIPCOM, o mais importante evento de audiovisual do mundo, está prestes a começar. De 16 a 19 de outubro, as 41 produtoras brasileiras que integram a delegação do Brazilian Content, programa de exportação da BRAVI em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), circularão em Cannes com o objetivo de movimentar os negócios, especialmente com players internacionais. Muitas preparam novidades para essa edição do evento, diversificando a área de atuação, os modelos de negócios e os mercados em foco.

Uma das associadas que promete um novo caminho para aproximação dos players internacionais é a Elo Company. Essa será a primeira vez que a Elo, experiente no mercado de distribuição, apresenta-se também como produtora. Além do catálogo de longas e séries, Sabrina NudelimanWagon, CEO da empresa, leva na bagagem os projetos em produção. Eles são frutodo núcleo de desenvolvimento e produção liderado pela ex-executiva da Discovery Network, Maria Carolina Telles, e das parcerias com a rede de jornalistas BRIO para a produção de conteúdos originais investigativos e com a MCN – Rede Snack para alguns formatos multiplataformas.

Além dos conteúdos factuais, a Elo leva outras produções nas quais está envolvida: o longa “O Soldado Sem Arma”, que está em produção avançada e aborda a trajetória de AndreLiohn, maior fotógrafo de guerra da América Latina, e três séries de animação que estão sendo coproduzidas com os parceiros Singular, Mono e Birdo.

Outra distribuidora veterana no MIPCOM que leva na bagagem uma novidade para essa edição é a Sato Company, que fechou com o canal Gloob e com a TV Pinguim a representação de todos seus conteúdos para o mercado asiático. A Ásia, por sinal, tem despertado muito interesse de produtores brasileiros. “Temos muito interesse em fazer negócios com países da Ásia, que estão adquirindo cada vez mais obras ocidentais”, conta Nelson Botter Jr., diretor da TortugaStudios. A produtora parte para o MIPCOM com as séries produzidas "Os Under-Undergrounds", "A Mansão Maluca do Professor Ambrósio", além do longa-metragem "O Amor no Divã" edo projeto de série animada “Alex Green”, em parceria com a Moonshot. Botter explica que também há a expectativa de que as novas plataformas estejam cada vez mais fortes e abertas à compra de conteúdo.

Para a Sétima Cinema, estreante no MIPCOM, especializada em realizar festivais de cinema como plataformas de exibição e de vitrine para possíveis distribuidores e produtores, uma das apostas está no potencial de novos formatos, como a realidade virtual. “Estamos firmando parcerias para projetos que potencializem esse novo mercado no Brasil”, observa Ana Arruda Neiva, sócia-diretora da empresa.

A Panorâmica traz para o MIPCOM deste ano a venda de formatos de seus casos de sucesso em séries de ficção, como “Gaby Estrella”, série Infantil realizada em coprodução com a produtora Chatrone e Globosat, e indicada a importantes prêmios internacionais como Emmy International Kids e BANFF; “Sem Volta” série de ação realizada em coprodução com a produtora Chatrone e Record TV, que alcançou relevantes resultados de audiência na TV Aberta (Record TV) e TV Paga (A&E) e é distribuída internacionalmente pela Armoza Formats; e “Rotas do Ódio”, drama policial que será exibida no Universal Chanel em 2018, realizada em coprodução com a produtora Modo Operante e NBC Universal e que também é responsável pela distribuição internacional. 

Produtoras participantes

As produtoras 2DLab, 44 Toons, Alopra Estúdio, Animaking, Belli Studio, Boutique Filmes, Bromélia Produções, CabongStudios, Capelini Filmes, Chatrone, CINE Group, Conspiração Filmes, Copa Studio, Cygnus Media, Dogs CanFlyLicensing, DUE Produções, ELO Company, Estúdio Giz, FM Produções, Grifa Filmes, INPUT | artesonora, LUVA, MixerFilms, Moonshot Pictures, Panorâmica, Plateau Filmes, Prodigo Films, Pushstart, Raven Filmes, Red Studio Brasil, Rinaldi Produções, Sato Company, Sétima Cinema, Singular, Split Studio, Synapse, TortugaStudios, TV Pinguim,Up! ContentCo, Visom Digitale Zola integram a delegação do Brasil. Representantes do Rio Content Market também juntam-se ao grupo.

Sobre o Brazilian Content

O Brazilian Content é o programa internacional da Brasil Audiovisual Independente (BRAVI), criado em 2004 e realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Com o objetivo de promover o conteúdo audiovisual independente no mercado internacional, o Brazilian Content viabiliza parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras (por meio de coproduções, vendas e pré-vendas para canais de TV, internet, telefonia celular e mídias digitais). O Brasil hoje é considerado um importante mercado no cenário internacional e integra o plano de negócios de coprodução de inúmeras TVs e produtoras.

Sobre a Brasil Audiovisual Independente (BRAVI)

A BRAVI reúne produtoras independentes de conteúdo audiovisual para televisão e mídias digitais e possui mais de 600 associados em 18 unidades da Federação, nas cinco regiões do Brasil. Fundada em 1999, a associação atua fortemente para o desenvolvimento do mercado audiovisual brasileiro e representa o setor em diversos fóruns de debates públicos e privados. Com uma estrutura profissional e reconhecida representatividade nacional, a BRAVI também participa ativamente das regulamentações do mercado audiovisual, incentivando a produção e novos modelos de negócios, além de oferecer capacitação especializada ao produtor independente. Por meio de relevantes parcerias institucionais, apoia a participação do empresário brasileiro no mercado audiovisual internacional. In “Apex-Brasil” – Brasil

Poderá aceder á lista de todos os participantes internacionais aqui.

sábado, 9 de setembro de 2017

Brasil – Empresa brasileira desenvolve sapatos para diabéticos

A Dublauto Gaúcha, empresa do Rio Grande do Sul que atua desde 2003 no fornecimento de serviços e produtos para a indústria calçadista, possui presença internacional em países como Argentina, Uruguai, Bolívia e Equador, país que conta com uma subsidiária que produz e distribui produtos também para os mercados colombiano e peruano. A empresa percebeu no crescimento da população diabética e nas necessidades desse público a oportunidade de criar um produto para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Por intermédio do Programa Design Export, parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Centro Brasil Design (CBD), a Dublauto foi conectada com o Instituto By Brasil que, num primeiro momento, desenvolveu uma pesquisa para compreender esse universo. O pé diabético normalmente possui baixa circulação sanguínea, sofre com formigamentos e queimação e por isso deve ser calçado por sapatos confortáveis e que evitem a formação de calos, além da população diabética ser muito expressiva e estar em constante crescimento.

A demanda então era desenvolver um modelo de calçado com design moderno e atrativo com tecnologias associadas à saúde. “Realizamos uma pesquisa de tendências de moda para mulheres acima de 50 anos, que é a idade a partir da qual há mais incidência de diabetes, e também em marcas já existentes com foco no conforto. Analisamos e constatamos precariedades em relação à parte interna dos calçados, justamente a parte mais sensível para o pé diabético”, diz Silvana Dilly – Diretora Executiva do Instituto By Brasil.

De acordo com Carla Rossi Castilho, da área de desenvolvimento e qualidade da Dublauto, diversas tecnologias inovadoras serão exploradas nesse projeto. “Iremos empregar tecnologias de materiais com propriedades de efeito antimicrobiano, fitoterápico, hidratante e de absorção do suor que irão aumentar significativamente o conforto do usuário de calçados e auxiliarão na prevenção de lesões”, diz Carla.

De acordo com Silvana, o maior desafio foi definir um design moderno que não impedisse de nenhuma maneira o conforto da parte interna do calçado. “Foram considerados os pré-requisitos de segurança, com uma forma especialmente dimensionada, sem costuras, forro macio e absorvente, palmilha interna e salto numa altura adequada”, comenta.

O couro foi o material escolhido por oferecer conforto e respirabilidade. O sapato possui elasticidade em todo o contorno e se apresenta como um calçado seguro para a mulher moderna. “O sapato é um item muito importante no vestuário feminino e o conforto aliado ao design atraente dificilmente são encontrados num mesmo modelo. No caso de mulheres diabéticas, poder encontrar um calçado que as faça elegante e confortável, sem colocar sua saúde em risco é fundamental para a sua qualidade de vida, resultando em mais saúde e aumento da autoestima”, reflete Silvana.

O projeto hoje está no laboratório de biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia de Couro, Calçado e Artefatos, passando por alguns testes. Um laudo comprovará a adequação do calçado para uso por parte de portadores de diabetes e então a melhor forma de comercialização será definida. “De qualquer maneira, planeja-se que a percentagem de exportação desse projeto represente 25% do faturamento da empresa, ocorrendo por meio de royalties ou por exportação direta. Desta maneira, devido à importância do projeto, o plano de Marketing está sendo elaborado como um novo centro de negócios para a empresa”, finaliza Carla. In “Apex-Brasil” – Brasil


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Brasil – Sucesso na participação na feira italiana de calçado

A 88ª edição da feira Expo Riva Schuh contou com 1,5 mil expositores dos principais players calçadistas do mundo e recebeu a visita de mais de 11 mil compradores, a maioria deles da Europa e Oriente Médio

A participação da delegação de 42 marcas brasileiras na feira calçadista italiana Expo Riva Schuh, ocorrida em Riva Del Garda entre 10 e 13 de junho, deve gerar US$ 24,47 milhões em negócios alinhavados. A previsão está no relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que viabilizou a ação por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Ruísa Scheffel, foram quase 800 contatos realizados com compradores do Líbano, Israel, Emirados Árabes, Rússia, Polônia, Filipinas, Canadá, Líbia, Itália, Tailândia, Espanha, Alemanha, Cingapura, Taiwan, França, Inglaterra, Chipre, Noruega, Índia, Eslováquia, Sérvia, Bulgária, Grécia, Líbano, Arábia Saudita, Portugal, Japão, Ucrânia e Estados Unidos. “Desses, mais de 300 foram inéditos. A feira realizou, in loco, a venda de mais de 530 mil pares de calçados, que geraram US$ 7,5 milhões, valor quase quatro vezes maior do que o registrado na mostra do ano passado“, conta a analista, ressaltando que as coleções apresentadas pelos brasileiros fizeram sucesso no evento. “Além do alto volume de contatos, a qualidade dos mesmos chamou a atenção. Eram compradores interessados e focados nas negociações”, avalia Ruísa, acrescentando que algumas marcas também tiveram a oportunidade de selecionar distribuidores.

Para a gerente de Exportação da Pimpolho, Marcela Gerbis, a mostra foi satisfatória, especialmente pela qualificação dos visitantes. “Não tínhamos expectativa sobre a feira, pois é a nossa primeira participação e não trabalhávamos com esse mercado há algum tempo, até por isso consideramos a participação muito positiva”, comenta, comemorando o fato de que a marca foi procurada por distribuidores, profissionais que a empresa ainda não possui na Europa.

Também participando pela primeira vez no evento de Garda, a Democrata saiu satisfeita com os contatos proporcionados e espera abrir novos mercados a partir da feira italiana. “O evento abriu possibilidades para novos negócios, o que para uma primeira edição é algo muito importante”, conta o gerente de Exportação da empresa, Anderson Melo.

Adaptados

A gerente Comercial da Suzana Santos, Suzana dos Santos, ressalta que a cada edição a marca se consolida mais no mercado, recebendo visita de novos contatos, principalmente da Europa e Oriente Médio. Na sua terceira participação, Suzana acredita que o produto já esteja de acordo com o que os clientes procuram e por isso estão colhendo bons resultados.

Participaram da Expo Riva Schuh as marcas Klin, Werner, Andacco, Carrano, Madeira Brasil, Verofatto, Piccadilly, Pegada, Cecconello, Vizzano, Beira Rio Conforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Modare Ultraconforto, Usaflex, Tabita, Pampili, Cravo & Canela, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Stéphanie Classic, Sauter, Cristófoli, Azaleia, Dijean, Opanka, Suzana Santos, Renata Mello, Kildare, Ala, Zatz, Sapatoterapia, Democrata, Petite Jolie, Sollu, Pimpolho, Indiana Colours of Brazil e Capelli Rossi.

A 88ª edição da feira Expo Riva Schuh contou com 1,5 mil expositores dos principais players calçadistas do mundo e recebeu a visita de mais de 11 mil compradores, a maioria deles da Europa e Oriente Médio. A próxima edição do evento, que acontece duas vezes por ano, será entre 13 e 16 de janeiro de 2018. In “Apex-Brasil” - Brasil

sábado, 22 de abril de 2017

Macau - Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa agendado para Outubro

A Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX) estreou-se em 2015 durante a 20ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF na sigla inglesa) e prosseguiu em 2016 com “bons resultados”, referiu o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), ao anunciar que, por esse facto, a mostra irá tornar-se independente este ano, estando já agendada para o período entre 19 e 21 de Outubro no Centro de Convenções e Exposições do Venetian.

Com o intuito de reforçar a divulgação da PLPEX de 2017 junto dos países de língua portuguesa, o IPIM organizou duas digressões para a promoção do evento em São Paulo e Lisboa, em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (ApexBrasil) e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Nestas duas sessões, que decorreram em Março, marcaram presença cerca de 100 empresários e interessados.

A iniciativa contou, na capital portuguesa, com a colaboração da Delegação Económica e Comercial de Macau. Na ocasião, Glória Batalha Ung, vogal executiva do IPIM, aproveitou para salientar o papel de Macau “como a plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, bem como os trabalhos que o território tem vindo a desenvolver no âmbito da estratégia dos “Três Centros”: de Serviços Comerciais para as Pequenas e Médias Empresas da China e dos Países de Língua Portuguesa, de Distribuição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa e de Convenções e Exposições para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Brasil e o futuro

SÃO PAULO – O País passa por uma crise político-financeira sem precedentes, resultado de (des)governos que por 14 anos destruíram a economia, ao permitir o avanço sem peias aos cofres públicos por empreiteiros acolitados por chefetes de clãs políticos, mas não se pode deixar de reconhecer que a política externa, especialmente em relação ao comércio exterior, mudou. E para melhor.

Em primeiro lugar, o País assumiu uma liderança natural no Mercosul, por sua própria importância – afinal, está entre as dez maiores economias do mundo –, sem pretensões hegemônicas ou de dominação. Dessa maneira, o bloco sul-americano deixou de funcionar como fórum de estéreis discussões políticas e ideológicas para voltar a ser um mecanismo de integração, defesa e formulação de uma política externa comum aos seus sócios. Como prova, pode-se apontar a evolução, nos últimos meses, das conversações sobre um acordo de livre-comércio com a União Europeia, cujas primeiras tratativas datam de 1999.

Outro ponto a ser destacado é o saneamento das contas do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Também não se pode deixar de ressaltar a atuação mais decisiva da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a partir de sua transferência para o âmbito do Itamaraty, com a presença a sua frente desde junho de 2016 do embaixador Roberto Jaguaribe, diplomata com larga experiência em organismos ligados ao comércio exterior.

De lamentar é a indecisão que tem marcado o atual governo-tampão quanto ao destino da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que também havia sido transferida para o Itamaraty no início da gestão Temer, mas que acaba de retornar ao âmbito do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), como consequência de desavenças ministeriais motivadas por demonstrações inócuas de prestígio político. Como a Camex tem por objetivo a formulação e a coordenação de políticas de comércio exterior de bens e serviços, melhor teria sido se tivesse ficado, desde a sua criação em 1995, subordinada à presidência da República. E acima dos ministérios.

Seja como for, o que se espera para até o final de 2018, já que a partir de 2019 deverá haver um novo governo, é que tanto o Itamaraty como o MDIC criem condições para que o País se insira cada vez mais na economia mundial. Obviamente, esse objetivo só será viável a partir da ampliação de negociações bilaterais ou acordos do Mercosul com outros blocos, como a Associação Europeia de Livre-Comércio (Efta, na sigla em inglês), que réune Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, e a Aliança do Pacífico (México, Peru, Chile e Colômbia).

Isoladamente o Brasil pode também buscar entendimentos com países da Ásia, já que a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) corre o risco de não sair do papel, depois da debandada dos Estados Unidos em janeiro de 2017. Sem deixar de aproveitar as facilidades financeiras oferecidas pelo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para projetos de infraestrutura e reforçar a parceria econômico-comercial com a China. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

sábado, 8 de abril de 2017

Brasil – Projeto Raiz na Semana de Design de Milão

Fortalecer o posicionamento do designer brasileiro, destacando criatividade, inovação e potencial de crescimento, é o objetivo do Projeto Raiz (Raiz Project) durante a Semana de Design de Milão 2017, no circuito FuoriSaloni. O Projeto Raiz está entre os participantes da mostra Be Brasil e após a apresentação em Milão, suas peças seguem para uma mostra na Embaixada do Brasil em Roma.

A mostra Be Brasil é organizada pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos), paralelamente à Semana de Design de Milão. A mostra estará aberta até 9 de abril, na Universidade de Milão, com a exposição de peças selecionadas de 60 empresas brasileiras dos setores de mobiliário, iluminação, rochas ornamentais e cerâmicas.

Serão apresentados produtos que destacam os principais atributos do design brasileiro: criatividade, inovação e sustentabilidade. As empresas também vão participar de rodadas de negócios com compradores internacionais e a programação inclui ainda o seminário Be Brasil Talks, com designers brasileiros. A mostra Be Brasil apresentará um panorama do design brasileiro contemporâneo, incluindo desde criações artesanais até a produção realizada em sintonia entre designers e grandes indústrias. 

Criado pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) em parceria com a Apex-Brasil, o Projeto Raiz (Raiz Project) tem como objetivo promover internacionalmente os designers brasileiros de móveis e seu trabalho, influenciado por toda a cultura que o cerca. 

Para os coordenadores do Projeto Raiz (Raiz Project), a participação na semana de Design de Milão é um endosso à criatividade e à qualidade do trabalho dos designers brasileiros. “A participação neste evento contribui diretamente para a formação e o posicionamento da imagem dos designers brasileiros de móveis para o mercado global, inclusive para o mercado de design norte-americano, foco comercial do projeto”, resume Ana Cristina Schneider, Consultora do Sindmóveis Bento Gonçalves e do Projeto Raiz (Raiz Project). 

Designers: Noemi Saga Atelier (Xingu Bench), Sérgio Fahrer e Jack Fahrer (Toá Chair), NDT Design (NDT Cake Stand e NDT Bread Basket), Paulo Alves (Bar), Aristeu Pires Design (chaise Pitu), estudiobola (Diamante), Estúdio Ronald Sasson (Armchair De Beers), ITENS por Ana Neute (Shanghai table lamp), Jader Almeida (cadeira Norma), Leo Romano (Banco Chuva), Índio da Costa Design (Banco Infinito), Studio Marta Manente Design (Revoar), Alessandra Delgado (Bossa) e Carol Gay (CaramBola Vase).

Após a apresentação em Milão, as peças do Projeto Raiz (Raiz Project) seguem para uma mostra na Embaixada do Brasil em Roma. A mostra, itinerante por diferentes embaixadas brasileiras na Europa, começa no dia 08 de junho de 2017 e tem duração de dez dias.

Sobre o Projeto Raiz

A cultura brasileira tem reconhecimento internacional e o mobiliário autoral do Brasil tem deixado a sua marca nos principais circuitos de design do mundo. Esta é a percepção do Sindmóveis Bento Gonçalves e da Apex-Brasil, que através do Projeto Raiz (Raiz Project) estimula a geração de negócios para os estúdios de designers com maturidade para atuação no mercado internacional e com interesse neste primeiro momento no mercado norte-americano.  

A partir de ações voltadas para a conquista do mercado internacional o Projeto Raiz (Raiz Project) intensifica estratégias de posicionamento do setor no mercado externo, potencializa a utilização de contatos e relatórios de inteligência comercial para os designers, promove maior compartilhamento de informações e experiências entre as empresas, orienta o avanço da promoção e a entrada dos designers de móveis nos mercados prioritários com todo suporte necessário e a partir da segmentação do grupo conforme seu nível de internacionalização.

O Projeto Projeto Raiz (Raiz Project) foi criado em 2012, como um braço do Projeto Orchestra Brasil (existente desde 2006), uma parceria entre o Sindmóveis e a Apex-Brasil, voltada para a internacionalização da cadeia de fornecedores da indústria moveleira brasileira. Em 2012 foi então inserido o segmento de design que em 2014 recebeu o nome de Projeto Raiz (Raiz Project), como resultado do Design Challenge, uma iniciativa desenvolvida ao longo do último ano com os estúdios, onde o objetivo era gerar experiência na criação de produtos a partir da visão de uma equipe norte-americana. A nova marca expressa a soma de culturas que alimenta a criatividade nacional.

O Sindmóveis Bento Gonçalves investe e aposta no design como diferencial competitivo para o setor moveleiro nacional desde 1988, com a criação do Prêmio Salão Design. Mais tarde, em 2007, o Sindmóveis criou a Casa Brasil, feira de mobiliário de complemento de alto padrão que, a partir de 2016 passou a ser realizada em São Paulo com novo nome: High Design – Home &Office Expo. In “Apex-Brasil” - Brasil

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Brasil – Arroz brasileiro terá destaque em convenção nos EUA

O arroz brasileiro ganhará um amplo espaço para promoção de imagem e relacionamento com públicos estratégicos internacionais entre os dias 31 de maio e 2 de junho de 2016, em Houston, nos Estados Unidos, durante a Rice Market & Technology Convention. Pelo terceiro ano consecutivo, o projeto Brazilian Rice será patrocinador do evento, contando com espaço exclusivo para exposição do potencial do país na produção industrial e fornecimento de arroz aos mais exigentes mercados mundiais. O projeto Brazilian Rice é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo às exportações deste produto nacional.

A Rice Market & Technology Convention terá uma série de palestras e debates sobre temas profundamente ligados ao setor, como inovações tecnológicas, alterações climáticas, indústria e plantio, como explica o gerente do projeto Brazilian Rice, Gustavo Ludwig. “Trata-se de um dos eventos-chave da indústria em todo o mundo, onde teremos a oportunidade de reafirmar a imagem do Brasil como grande produtor e beneficiador de arroz de qualidade e estabelecer novos contatos”, destaca Ludwig. Durante a Rice Market & Technology Convention, o projeto Brazilian Rice também participará da reunião da Fecarroz (Federação dos Arrozeiros da América Central) como convidado especial, em uma atividade com grande potencial e relevância para as exportações do Brasil.

Quatro empresas brasileiras estarão em Houston acompanhando a programação da Rice Market & Technology Convention: Broto Legal Alimentos, Camil, Expoente Corretora e Guacira Alimentos. Estas empresas também participarão de uma agenda externa preparada pelo projeto Brazilian Rice, com visitas técnicas e de negócios, incluindo grandes distribuidores de food service do Texas. Atualmente, o mercado americano é um importante comprador do arroz brasileiro, importando US$ 10,6 milhões em 2015 (alta de 8,9% em relação ao mesmo período de 2014). No primeiro trimestre de 2016, o total comprado pelos Estados Unidos em arroz brasileiro já chega à marca de US$ 2,1 milhões, o que representa um crescimento de 9,9% em comparação com os três primeiros meses 2015.

Sobre o Brazilian Rice: tem como objetivo aumentar e consolidar as exportações brasileiras de arroz beneficiado, tornando o Brasil um player reconhecido no comércio internacional pela sua qualidade e capacidade produtiva. É realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contando com uma série de ações com foco comercial e de aprimoramento da imagem do produto brasileiro em mercados estratégicos. Para mais informações aceda aqui. In “Apex” - Brasil

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Brasil - Brazilian Footwear leva a diversidade brasileira de calçados a Dusseldorf

De 10 a 12 de fevereiro de 2016 o setor calçadista mundial se encontra em Dusseldorf, na Alemanha, onde acontece a tradicional feira GDS – Global Destination for Shoes and Accessories. Na reconhecida plataforma comercial que recebe 800 marcas internacionais, o Brazilian Footwear leva a diversidade brasileira de calçados representada por 25 marcas nacionais de calçados femininos, masculinos e infantis. Através da ação Export Thinking Alemanha, realizada pelo Brazilian Footwear, as empresas verde-amarelas mostram o que há de melhor na produção de calçados e, de quebra, saem da Alemanha com novos conhecimentos, além de pedidos, é claro. A participação do Brasil na GDS conta com o apoio do programa de incentivo às exportações de calçados nacionais, Brazilian Footwear, desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“O PIB alemão cresceu 1,7% em 2015, maior crescimento nos últimos quatro anos. Com essa recuperação da economia, apostamos em um incremento nos negócios com o país, que hoje se apresenta com um dos mais fortes e estáveis da Europa em termos econômicos”, destaca Roberta Ramos, gestora de Projetos da Abicalçados. Na GDS de fevereiro do ano passado, as 26 marcas calçadistas brasileiras apoiadas pelo Brazilian Footwear realizaram US$ 2,68 milhões em negócios imediatos. Em todo o ano de 2015, o Brasil exportou 993,6 mil pares de calçados para a Alemanha, o que gerou US$ 12 milhões, queda de 30% em relação a 2014 (US$ 17,18 milhões).  O preço médio do par exportado para a Alemanha é de US$ 12, acima da média das exportações gerais (US$ 7,70). Fator explicado pelas exigências do mercado alemão com relação à qualidade e conforto, uma vez que quase 1/3 do calçado consumido na Alemanha é de couro.

Seminário e Photocall

Antecedendo a GSD, o Export Thinking Alemanha prevê um seminário preparatório, marcado para o dia o dia anterior à feira. Na oportunidade os expositores nacionais poderão conhecer mais sobre as tendências de moda e de consumo, com Claudia Schulz, relações públicas do Deutsches Schuh Institut, e sobre o mercado e o processo de compra das cooperativas alemãs, com o Niek Jansen, CEO do Rexor Group. Paralelo ao seminário, ocorre o Photocall, evento de relacionamento com a imprensa local que terá as marcas Anatomic & Co, Moema, Rider, Ipanema, Grendha, Zaxy, Beira Rio, Vizzano, Molekinha, Moleca, Modare, Piccadilly, Lilybi, Democrata, Via Scarpa e Stéphanie Classic.

Além das marcas participantes do Photocall, estarão na GDS com apoio do Brazilian Footwear as marcas Sapatoterapia, Wirth, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Suzana Santos, Renata Mello, Art´s Brasil, e Toni Salloum. In “Apex-Brasil” - Brasil